Bariloche, Patagônia Argentina
Imagine um lugar colossal, gigantesco, com montanhas flocadas de neve, lagos com águas limpas e verdes. Pois é, eis a Patagônia Argentina.
Vamos conhecer Bariloche, lugar querido dos brasileiros durante o ano todo. Era setembro de 2016. Chegamos lá vindos de Buenos Aires após duas horas de voo. O lanche no avião já agradou: alfajor pequeno e galletitas salgadas e doces. Do aeroporto pequeno e lotado, pegamos um remis, ou seja, um carro tipo Uber, simples e com motorista simpático.
O Carlos e eu ficamos no hotel Villa Huinid, localizado à Av. Bustillo. Muito bom, com uma infraestrutura de restaurantes, piscina térmica, dois hotéis e um cenário inigualável na frente: o lago Nahuel Huapi.

O ambiente ao redor dos dois hotéis é belo, bem cuidado, pura natureza com árvores frondosas. O jantar chamado de cena buffet à noite é fenomenal. Melhor para quem tinha carro. Como não tínhamos, gastamos um dinheirinho com os remisses e táxis a fim de chegar aos lugares. Da próxima vez, ficaremos em alguma pousada perto do centro.

O forte da culinária da região é a truta: com ervas, ao queijo roquefort, com limão, alcaparra e tomate, enfim uma maravilha de peixe. Aconselho os restaurantes: Família Weiss, Brava e Cantina La Rivera. As lojas de chocolate são sensacionais e existem aos montes para todos os gostos e bolsos. As maiores são confeitaria, sorveteria e chocolateria: Mamuschka e Rapa Nui (essa ainda tem pista de patinação no gelo). Fantásticas! O chocolate não é doce como o nosso. Bom demais! As frutas típicas da Patagônia são as vermelhas: framboesa, morango e amora. E as tortas? A Selva Negra, feita de chocolate, mousse de chocolate e cereja, além da de maçã. Um arraso! Lembra muito Gramado pela natureza, lojas de chocolate, roupas de tricô e artesanato. E os brasileiros amam. O centro da cidade é uma festa constante pela quantidade de turistas. Uma dica de café que gostei é o Morfy´s Café.
Há muita ligação de Bariloche com Puerto Montt e Puerto Varas na Patagônia chilena. Atualmente os argentinos estão viajando para compras no outro país, devido à inflação crescente. De Bariloche para Puerto Varas são 5 horas de ônibus.
Vale conhecer o Museu Patagônico Francisco P. Moreno no centro. Existe desde 1940 e embora seja pequeno, tem muito conteúdo sobre a luta dos índios com os espanhóis.
Visitar a Ilha Vitória e o Bosque de Arrayanes é um evento e tanto. Fomos pela companhia Turisur, de ônibus primeiro e depois pegamos o barco Modesta Victoria para descermos no Puerto Anchorena. No bosque há árvores cor de canela clara, ditas arrayanes, de 650 anos e 15 m. de altura e também sequoias. Trata-se de um local único no mundo.
O Parque Nacional de Arrayanes foi criado em 1951 e pertence à Província de Neuquém. O passeio é lindo com o lago de águas transparentes e montanhas nevadas ao fundo. No barco as guias falam espanhol, inglês e português. É o turismo levado a sério.
O esqui é praticado em Bariloche desde a fundação pelos alemães. Foi por este esporte que a cidade se desenvolveu. O primeiro centro de esqui foi o Cerro Otto (1.454 m). Ainda muito visitado pelo seu restaurante giratório, confeitaria e galeria de arte, além de discoteca. Interessante dizer que a Fundação Sara Maria Furman controla este cerro. O total dos ganhos é dividido por dois hospitais da cidade.
Estivemos lá no final do inverno, logo ainda havia neve no Cerro Otto e no Cerro Catedral e muitos esquiadores. Estar em uma estação de esqui é de se beliscar para acreditar.
No passado, o governo argentino contratou um europeu para definir o melhor centro de esqui. Ele escolheu uma montanha mais alta que o Cerro Otto, ou seja, o Cerro Catedral. Então, desde 1936 começou a expansão da região Catedral e de Bariloche. Trata-se do maior centro de esqui da América do Sul, com 600 hectares e inúmeros hotéis com cinco mil camas. Para subir a montanha de 2.388 m, pode-se usar o teleférico, o bonde fechado ou as cadeirinhas. Na base há lojas, restaurantes e hospital; no centro há 400 pessoas trabalhando. Os patrulheiros são os esquiadores salvadores. Para entrar no Parque Nacional, pagamos 355 pesos. Fiquei encantada em conhecer o Cerro Catedral. Ver os esquiadores com suas roupas coloridas fazendo acrobacias trouxe à mente a ideia de liberdade. Conversamos um bocado com gente legal. O centro fecha às 16.30 hs e em 30 de setembro acaba o período de esqui. Para descer do Cerro, usam-se as cadeirinhas para duas pessoas ou seis pessoas. O chocolate quente tomado naquela altura foi inesquecível.
Vamos a algumas informações: a telefonia na Argentina é muito boa e barata. Sou apaixonada pelos locutórios, pequenas lojas com venda de sanduíches, refrigerantes, sucos, balas, chocolates e cabines telefônicas. Práticas demais. As estradas são perfeitas, sem buracos. Sinceramente, temos vergonha das nossas. A inflação está alta, ainda levará um tempo para a economia argentina entrar nos trilhos. Do ano passado para este, sentimos muita diferença no câmbio. O país era barato para nós, não está mais.
De Bariloche, pegamos o ônibus no terminal e fomos conhecer Villa Angostura. Uma cidade com centro plano e repleto de lojas esotéricas, de chocolate, vinhos, restaurantes, confeitarias, enfim, uma gracinha. Toda construída na madeira da região – o pinho Paraná de cor clara. Parece um pouco com El Calafate no sul da Patagônia Argentina.
Outro passeio válido foi a El Bolsón. Fomos de ônibus novamente, saindo do mesmo terminal. Nesta cidade pitoresca há uma feira famosa de artesanato, do tipo hippie e esotérica ás terças, quintas e sábados. Muito interessante ver pessoas tão originais. O almoço na feira foi de empanadas, calzones e sucos de framboesa e a sobremesa de waffle de framboesa com creme chantilly. Os brasileiros ficam em Bariloche, não costumam viajar para essas cidades.
Vale a pena mencionar que no passado houve um acidente de carro em Bariloche no qual morreram cinco jovens, por conta do álcool. Logo, o município estipulou uma data que é de 11 a 12 de setembro em que não se pode beber álcool, das 8 da manhã às 20 hs da noite. Se não respeitar, paga multa.
Muito se aprende quando viajamos. Visitar o país dos hermanos é sempre um prazer. Êta lugar com paisagens belas e grandiosas. Da próxima vez? Para o norte lá vamos nós. Ainda dou a dica: Salta la Linda, Tucumán e Jujuy. Muito bem faladas e totalmente diferentes do frio patagônico. Vamos conhecer a origem da Argentina. País tão apaixonante…


Querida Mônica,
Parabéns pelo blog! Amei este texto… e agora? O que eu faço com a vontade de conhecer Bariloche?
Vou ler os outros! Palmas para você!!!!
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Obrigada, querida Letícia. Você muito me incentiva.
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Olá Mônica… estava querendo ficar neste hotel também, me conte sua experiência… deu para aproveitar o hotel ou fizeram muitos passeios e não curtiram tudo que o hotel oferecia? qual valor de taxis do cento até o hotel? obrigada beijos… ahhh vamos com uma criança de 4 anos… o que vc me fala…bjs
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Olá, Cibele,
Grande prazer responder a você. Gostei muito do hotel. Confesso não ter aproveitado o máximo dele, pois queria mais passear. No hotel há buffet à noite que vale a pena. E uma piscina térmica. Eles têm um sistema de táxi de graça para os hóspedes, mas muitas vezes tínhamos que esperar, logo usávamos os Remises ou Uber, pagando por conta própria. Do aeroporto para o hotel pagamos 340 pesos argentinos, hoje talvez esteja mais caro, depende da estação. Bariloche e Buenos Aires são cidades caras. Vão preparados. O hotel é 2 km e meio do centro, portanto toda vez que íamos ao centro, tínhamos que pegar um Remis. Quanto aos passeios com a criança de 4 anos, creio que ela vai adorar o Cerro Otto e o Cerro Catedral, por conta do ski. Há áreas para crianças com muita diversão. Vai amar também o passeio de barco à Ilha Vitória. E as lojas de chocolates no centro. Tudo será uma festa. Aconselho todos os passeios, explorar o centro de Bariloche e comer a torta floresta negra ou selva negra no café giratório do Cerro Otto. Boa viagem! Depois me escreva dizendo como foi, Cibele.
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Argentina sempre rendendo belas fotos, em!👏👏👏
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Querido Victor,
Concordo totalmente. Rende fotos belíssimas em qualquer estação. Grande abraço, viajante.
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