Campos do Jordão para conhecer-Pedra do Baú e Parques Bambuí e Amantikir-dia 4
Hoje é dia 17 de março de 2026. Continuamos no nosso passeio com o guia Leandro. @leandrocitytour. Já estivemos no Mosteiro de São João e Museu Felícia Leirner. Visitamos as diversas esculturas ao ar livre no museu e na parte de cima do monte, vemos a Pedra do Baú. Localizada em São Bento do Sapucaí, cidade vizinha de Campos do Jordão. É o ponto mais alto da região, a 1950 m, desafio para escaladas, com encostas de rocha que chegam a ter 200 m. Ao seu lado, duas formações rochosas: Bauzinho e Ana Chata. Também vemos dois miradouros de madeira, um com uma árvore frondosa dando sombra. Delícia, pois o calor é grande. Há uma escultura do papagaio-do-peito-roxo, bem colorida e boa para fotos. Trata-se de uma espécie endêmica das Matas de Araucária. Comem pinhões. Muito bonito o visual dos mirantes.
Voltamos ao auditório Claudio Santoro (maestro, compositor e professor, nascido em Manaus em 1919) para tomar um café a fim de aquecer o coração no Café Literário. Lugar pensado para agradar os olhos, com livros, vinhos, bonecas e bichinhos de pelúcia. Gostei do piano de cauda presente.
O passeio até então foi excelente, retornamos ao carro do Leandro para prosseguir nas aventuras. Passamos pelo bairro Santa Cruz. Descemos. Bairro Vila Nova Suíça com casas alpinas. Chegamos ao parque Bambuí. Estamos localizados na rota turística Alto Lajeado. Na descida, um caminho de pedrinhas e barro. Um trem Maria-fumaça em exposição, lago e árvore de gaiolas. A entrada já impacta pela beleza. Na sede, pagamos R$50,00 a meia entrada.

Adentramos o parque privado. Árvores com seus nomes: rododendro, por exemplo. Floresta de retratos, com eles nas árvores. Caminho do trem com os trilhos que a gente acompanha, pena não funcionar. Lago com água corrente. Tudo verde, lembra Pacoti no Ceará, cidade do maciço do Baturité. Que lindeza! Alimenta a alma um parque desses. Sorveteria pelo percurso. Restaurante com chão de flores. Área para sentar nas mesas. Casa Bambuí. Flores, hortênsias, cedros, um paraíso com outro lago à frente tendo vitórias-régias. Árvore pinus patula (pinheiro mexicano). Obras artísticas coloridas o ar livre. “Elefante Bambuí” de Rafael Brancotello. Obra: “Carro Perdido” de Aref Farkouh, dentro do carro plantas e árvores que cresceram dentro. Lago Bambuí. Outras obras: Jardim das Memórias, Lili, Orquídeas do Lago etc.

Trilha das Quedas. 1 hora até lá. Árvores como o pinho bravo e o pinheiro-do-brejo. Nascentes, lugar vicejante. Trilha das Centenárias. Árvore Cryptomeria Japônica (cedro japonês), trilhas e mais trilhas. Campos do Jordão fenomenal. Parque Bambuí ficará na minha memória. Trilha ao redor do lago, descemos até a cascata e seguimos por pontes. O nível é difícil. Aí resolvemos voltar pelo mesmo caminho da vinda, não quis seguir adiante, achei íngreme e perigoso. Sem muita estrutura a trilha, muito barro e passagens estreitas. Uau! Que caminhada com bastante esforço. Fiquei maravilhada.
Na sede, a loja Manacá da Mantiqueira, um empório com alfajores, doces, perfumes, bolsas, enfim produtos da região. Tudo bonito e bem decorado com o motivo da Páscoa. Dizem que o trem Maria-fumaça está em manutenção. Tomara. Na saída, mais nascentes que brotam do chão. Perto do parque, o chique hotel Toriba, que conforme o guia, é do mesmo dono do parque.
Segundo o folder/mapa do Bambuí, a área que abriga o parque fazia parte da antiga Fazenda Toriba, fundada em 1936 pelo casal Ernesto e Maria Elisa Diedericksen. Com mais de 100 alqueires, era um refúgio de natureza cuidadosamente cultivada, com árvores centenárias, a construção de represas-entre as mais altas do Brasil-e a criação de cavalos árabes. Aberto ao público em 2023. Também oferece de gastronomia o Ybá Bruno Alves Chocolatier e o Boteco Gård.
O guia Leandro nos conta que o Parque da Lagoinha é público, por isso grátis. Diz ser lindo. Aberto de quarta a segunda-feira, das 9 h às 18 h. Outros parques: o Horto Florestal e o da Cerveja.
De lá rumo ao parque Amantikir, também privado e da rota turística Alto Lajeado. Segundo o guia, a cereja do bolo. Valor: R$50, 00 no PIX, dinheiro ou cartão de débito. São 26 jardins inspirados em diferentes países. Os atendentes nos sugerem começar com o Jardim Japonês. No café, um lanche para matar a fome.

De acordo com o informativo/mapa do parque, há setores de jardins divididos em cores: bronze, lilás, laranja, verde, vermelho, amarelo, azul e cinza. Os jardins Japonês e o Chinês estão no setor bronze. O Romântico no setor lilás. A loja de presentes, restaurante e café estão no setor amarelo. Lugar para conhecer.
Casa de madeira na árvore. Jardins mil. Descemos pelo caminho das Três Nascentes e vemos um mirante natural para a serra da Mantiqueira. As nascentes saem das rochas, que natureza pródiga.
O folder nos conta a lenda de Amantikir. Tem sua origem numa tradição oral, segundo o qual uma princesa Tupi se apaixonou pelo Sol e ele por ela, causando a ira da Lua. Enciumada, a Lua se queixou ao deus Tupã, que decidiu erguer uma enorme montanha e prender dentro dela a indiazinha. De tanta tristeza, o Sol sangrou o poente. A Lua arrependida, chorou as constelações ao ver a dor de seu amado. Conforme a lenda, desde então, todos os dias quando o Sol nasce, a princesa chora de saudades, parando apenas quando o Sol se põe. Suas lágrimas formam as nascentes, córregos e rios da serra. Daí Amantikir-“a montanha que chora” (que tornou-se Mantiqueira na pronúncia dos lusitanos).
Saímos cansados, mas encantados, e pedimos ao Leandro nos levar ao banco no bairro central: Abernéssia. Depois, nos deixou no centrinho de Capivari. Antes tiramos fotos no Portal da cidade. Valeu demais o passeio, cada tostão foi bem aproveitado. Confesso a vocês que foi o Bambuí a preencher meu coração de felicidade.
Almoçamos no Esquina do Djalma: truta com legumes e batata souté de novo. Truta, como não aproveitar? O garçom Flávio. Endereço: rua Djalma Forjaz, 149. Dia muito produtivo.
Na pousada La Toscana (rua Eurico Sodré, 270) chegamos na hora do lanche da tarde: bolo de coco e de banana, esplêndido. Molhado com casquinha, tendo característica de pudim. Um sonho. À noite não quisemos enfrentar o frio da noite e nem a subida íngreme do centrinho para a pousada, logo ficamos na pousada mesmo tomando leite quente com canela e achocolatado, e bolo de banana de novo e biscoitos Bauducco (do Carlos). Viva a pousada.
Dia 18 de março de 2026, dia de partida. A Cibele e Daniele na recepção. Almoço no Truta e Cia. no centrinho de Capivari, um self-service muito bom, com pessoas da terra. Repetimos a dose, porque gostamos. Provei o guaraná do sul de Minas, Guaranila, e gostei. Endereço: rua Engenheiro Diogo de Carvalho, 47.
O Ramon, do transfer, nos pegou no carro dele e fomos juntos a um casal de Fortaleza-Ce. Uma animação a viagem de 2 h até o aeroporto de Guarulhos. Papo bom. Retornamos de GOL e tudo deu certo. Agradeço também à Patrícia da CVC-Del Paseo pelo apoio. Fim de uma viagem mágica.






















