Portugal

ENCANTOS DE PORTUGAL

Estamos em abril de 2013. Lá venho eu novamente escrever sobre Portugal. A maior razão tem origem no sentimento profundo de carinho pela pátria de antepassados meus. Está no sangue e ele se emociona quando chega ao país de Camões.

imagemmapailha damadeira

Aceitam viajar? Então, vamos começar pela Ilha da Madeira. Eu já conhecia de fotos, mas estar em tão florida ilha é um deslumbre. Tudo é colorido, repleto de flores, plantas, montanhas, o grande mar e os nativos, que são muito agradáveis e corteses. Gentileza assim não se encontra tão facilmente.

Ficamos no Molhe Hotel, localizado à Rua Conde Carvalhal, 53 (hotel@molhe.com). Um show de flat. Lá é comum transformarem casas coloniais antigas em hotéis e o turista ainda ganha lindos jardins com espaços para aproveitar o ambiente. Não dá nem vontade de sair, mas como não passear em uma ilha onde o turismo é tudo? Não é à toa que a maioria dos visitantes é da Inglaterra e Alemanha. Há voos diretos desses países para a ilha. Sem dúvida, um encanto.

Há muito a fazer lá. Andar de teleférico e ver de cima as suas belezas naturais, além das casas, que são graciosas; conhecer a zona velha, com suas casas com portas estilizadas e pintadas, e seus restaurantes transados (lembrei-me da rua dos restaurantes no centro de Bruxelas que são um espetáculo!); e os passeios de van pelos dois lados da ilha, que levam dois dias, um para cada lado.

Um dia vai-se a Porto Muniz, Câmara dos Lobos (localidade dos pescadores), Cabo Girão, com um mirante de 800m. (é de vidro e vê-se o mar e a vegetação lá em baixo) e Ribeira Brava, com suas plantações de banana e cana de açúcar para a cachaça deles, além das hortas, muitas hortas! O governo da ilha incentiva às pessoas a plantarem individual ou coletivamente. No mesmo passeio, também se visitam as montanhas. Só para ter ideia a Serra D´Água tem 1.000 m. de altitude, há ainda o Lombo do Mouro e a Bica da Cana com 1.500 m.. Lá se encontram vários moinhos de energia eólica. O almoço foi em Porto Muniz cujas piscinas naturais são enormes e tentadoras. O forte da culinária local é o peixe espada preta, uma delícia! A última parada é em São Vicente, outro lugar da ilha lindo. Aliás, tudo é bonito, limpo e um grande deleite para os olhos.

Em outro dia, vai-se às montanhas sentir um friozão. Paramos em Camacha em uma grande fábrica e loja de cestos, artesanato típico da ilha. Encontra-se de tudo lá. Continuamos até Ribeiro Frio, onde a altitude é de 1.800 m. O frio de 4ºC foi uma surpresa em pleno mês de março, mas é sempre assim nas regiões montanhosas. Em Faial e em Santana, enxergamos agricultores plantando bananas, nêsperas, abacates e mangas nas montanhas.  Depois fomos para a Ponta de São Lourenço onde estão localizadas rochas no mar e enormes rochedos dando para o oceano Atlântico. Uma visão fabulosa! Na volta, passamos por Machico, outra localidade, onde se localiza o aeroporto da ilha. Interessante dizer que lá está o maior túnel da ilha e de Portugal, com dois mil metros de comprimento. Outro fato digno de nota é que o aeroporto foi aumentado em 1.800 m. de uma maneira mais cara, porém efetiva, tendo suas estruturas novas construídas sobre o mar. Os dois passeios saíram por 50 euros por pessoa.

Explanando mais sobre lugar tão maravilhoso, a ilha tem terra muito fértil por ser vulcânica e basáltica. Os bolos típicos da terra são o bolo de caco: um pão com manteiga, alho e salsa torrada e o bolo de mel: pão de mel. Verdadeiras delícias. Vale mencionar a sopa Juliana, feita de repolho, cenoura e caldo de feijão branco. Eu não disse que as pessoas são corteses? Pois também são generosas. A nós foram oferecidos mimos em restaurantes, como balas, vinho da Ilha da Madeira (parecido com o do Porto, só mais suave) e poncha (a cachaça local). Ficamos boquiabertos! Realmente ganham o cliente. No restaurante Encontro (Rua das Murças, 39, junto à Sé Catedral), no centro da ilha, voltamos diversas vezes, devido ao tratamento VIP. Trata-se de um restaurante familiar cuja garçonete é filha dos donos. Procurem por Gabriela, um doce de menina.

Para compras do dia a dia, procurem o supermercado Pingo Doce no Anadia Shopping, perto do hotel. Afinal, ser turista é conhecer como vivem e compram os nativos.

Para banho de mar, a ilha não é o ideal. As pessoas pegam um barco grande e rumam à outra ilha chamada Porto Santo, o qual diferentemente da Madeira, é mais simples e só tem casas, segundo dizem.  Ficará para a próxima vez, pois é um passeio de um dia todo.

Faltou muita visita a fazer, afinal a ilha tem museus diversos, casas históricas, além do Jardim Botânico e do Mercado dos Lavradores. E tem o famoso bordado da Madeira.

Para finalizar sobre a Madeira, um passeio imperdível é andar a dois nos Carreiros do Monte, é aquele tobogã típico da ilha, no qual dois homens vestidos a caráter nos levam ladeira abaixo por dois mil metros. Trata-se de altas emoções, uma diversão e tanto!  Da próxima vez, vou de novo!

Agora sobre o continente. Portugal não cansa de me surpreender, mesmo em crise, vi muitas novidades em termos de lojas, restaurantes, pratos bons para o turista e como o turismo está cada vez mais profissionalizado por aquelas paragens. Dá gosto passear por qualquer cidade, pois são limpas, agradáveis e oferecem infraestrutura para o visitante. Desta vez conheci Évora e o Palácio do Buçaco. Na primeira, vale andar pela cidade e admirar a sua tranquilidade, mas do mesmo modo visitar o Templo de Diana e a exótica Capela dos Ossos. Nunca vi algo igual! Faz lembrar-nos da nossa mortalidade ver tantos ossos e caveiras a formar paredes e tetos. O Buçaco é um capítulo à parte. Ali a Mãe-Natureza criou uma obra-prima. Magnífico estar lá. Da próxima vez quero me hospedar no hotel-palácio. Em baixa estação, é possível. Lá era a residência de veraneio do último rei de Portugal. Novamente estivemos em Óbidos e foi uma glória estar presente no último dia do Festival do Chocolate.

Outras cidades foram visitadas pela segunda vez e posso dizer que todas valem a pena. Porém, paixão é pelo Porto e suas ruelas da Ribeira, rio Douro, bairro da Foz, Palácio de Cristal, centro histórico, Rua de Santa Catarina, enfim pela cidade e seus habitantes, tão queridos e acolhedores.

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