
Colégio Militar de Fortaleza
Gosto de divulgar minhas opiniões, principalmente, quando para elogiar uma instituição centenária e que muito me orgulha.
Tendo estado lá em março de 2017, devido à comemoração dos 65 anos de ingresso na então Escola Preparatória de Fortaleza da Turma Monte Castelo, turma com a qual meu pai (Tenente-Coronel reformado Jair Barreira Furtado) entrou na AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras, fiquei agradavelmente surpresa ao ver o velho Colégio Militar de Fortaleza tão bem cuidado, limpo, pintado e com preocupações ecológicas como reciclagem de lixo. Ou seja, vejo o antigo colégio dos meus irmãos ensinando o aluno a ser cidadão consciente da sua responsabilidade para com a natureza.
Outro assunto a ser mencionado é o vínculo de amizade, camaradagem e dedicação existente entre os companheiros de farda. Sei que é um sentimento real entre os militares de todas as turmas, contudo focalizarei as Turmas Monte Castelo e Montese (turma de saída do meu pai da AMAN em 1958), as quais pertencem amigos antigos e queridos. Toda vez que participo, mesmo que somente de um almoço, num encontro como esse, confesso ficar orgulhosa, emocionada com o reencontro de companheiros de longas datas e com uma ponta de inveja. Qual seria a razão? Pelo fato de saber que o meio civil não tem a mínima ideia da força da família militar, as amizades são profundas e sinceras. No meio civil, há amizades, logicamente, mas a ligação de “irmãos” no meio militar é diferente. Só vejo semelhança na Igreja.
Se eu voltasse o tempo (na minha época de estudante, não se aceitavam mulheres nas escolas militares), seria aluna do CMF, desfilaria todo 7 de Setembro, faria tudo para ser coronel-aluna e teria o maior prazer de dizer isso a todos. Apesar de não ter sido, gosto de espalhar aos quatro ventos ser fã incondicional da família militar. Será por ser filha de tenente-coronel e neta de general? Sei lá, deve estar em ebulição no meu sangue…

