Cariri: Barbalha e Caldas
Estamos chegando ao fim da nossa jornada de agosto de 2017. Já estivemos em Juazeiro do Norte, Crato, Nova Olinda e Santana do Cariri. Hoje vamos conhecer as charmosas Barbalha e Caldas.
Vamos começar? Primeiramente, gostaria de saudar as amigas de Barbalha: Fátima e Jéssica. Pessoas queridas que acolhem tão bem. Obrigada.
Estamos ainda na região Crajubar (Crato-Juazeiro-Barbalha), a ligação entre elas é intensa. Já fui algumas vezes a Barbalha e sempre me encanto com a parte histórica. Como é linda com suas casas antigas e coloridas. Parece que o tempo parou… Ali em frente à Igreja da Matriz (Nossa Senhora das Dores), há uma praça e ao redor dela existem casas centenárias, responsáveis por contar muito da história da cidade. Lá se encontra o Palacete dos Alencar, casa na cor rosa, que chama a atenção. Foi edificado em 1817, a mando do padre Gregório de Sá Barreto, primeiro adjutor (auxiliar) da Capela de Santo Antônio. Foi a primeira construção de arquitetura monumental da vila, pois existiam somente casebres ao redor da capela, hoje matriz de Barbalha.
Quanto à praça, trata-se da praça do Pau da Bandeira. A estátua de A. José da Costa Veloso, dito “pavão”, foi o capitão do pau e se tornou ícone da cultura barbalhense. A cidade cultiva seu patrimônio histórico e se orgulha de seus costumes. Muito bonito isso. As festividades dedicadas a Santo Antônio, padroeiro da cidade, se estendem até 13 de junho e o ponto máximo da festa é o carregamento de um tronco enorme de madeira, conhecido como pau da bandeira, tradição que remonta ao século XIX. O cortejo se encerra com o hasteamento da bandeira, em frente à Igreja Matriz. O pau da bandeira fica lá na praça pelo ano todo até o próximo. Interessante que as moças interessadas em casar são impulsionadas a tocar no mastro no dia da festa, sentar-se nele ou ingerir o chá da sua casca a fim de encontrarem bons maridos. A cada ano o número de curiosos aumenta. Também há bandas e cantores populares que se apresentam nas ruas da cidade, enfim é uma grande manifestação da cultura local.
Como toda cidade do Cariri, Barbalha é limpa, bem cuidada e amada por seus habitantes. Também a Igreja do Rosário tem uma beleza diferenciada.
De Barbalha sobe-se a Chapada do Araripe e se chega ao Caldas, um vilarejo bastante agradável com casas de veraneio e moradores, igreja, o Balneário Termas do Caldas e o Hotel das Fontes, ligado ao balneário citado. É digno de nota mencionar a construção de um teleférico entre o Caldas e o Cruzeiro em cima da Chapada. Vai ter borboletário e mirante. Promete.
Imperdível conhecer o balneário com suas fontes, plantas, árvores, flores, com uma boa infraestrutura para se aproveitar os espaços verdejantes, a natureza viva, as piscinas e os banhos termais de águas minerais, chamadas de “buracos”. Estes banhos são meus preferidos, além de revigorantes, são bons para a pele, o cabelo e a saúde. Tem restaurante, lanchonetes e redes para alugar, muito original. As famílias se reúnem debaixo das árvores e fazem seu piquenique. É tudo muito tranquilo e dá gosto em estar em local tão aprazível. Tomar banho no buraco faz parte da nossa jornada no Caldas.
Aqui termina a nossa aventura caririense. Êta região para eu gostar e querer sempre retornar…

Barbalha linda e charmosa! Maravilhoso artigo!
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Denise querida,
Obrigada por fazer parte das minhas jornadas e aventuras. Beijo.
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