Rumo à Patagônia Argentina: Parte 4

 

Rumo à Patagônia Argentina – Parte 4: El Calafate

Estamos em janeiro de 2010. O Carlos e eu já estivemos em Porto Alegre, Uruguai, Buenos Aires e Ushuaia. Saímos de Ushuaia com vontade de retornar um dia. Nossa aventura continua pela Patagônia argentina. Na verdade, muita grandiosidade iria nos encontrar em El Calafate, a cidade da famosa geleira Perito Moreno. Chegamos de avião pela Lan Chile – Lan Argentina e ficamos já no aeroporto surpresos com a infraestrutura do local: a van da empresa Yes Patagônia tinha um container separado só para as malas. Por 26 pesos por pessoa à época, fomos deixados no hotel Hainen, uma grande escolha. Um hotel agradável por dentro, por fora e todo de madeira, com um pessoal querido e simpático. Um detalhe: o aeroporto da cidade foi inaugurado em 2000, portanto esse turismo de massa no verão é recente. Afinal, de Buenos Aires até Calafate são 4 hs. e de lá para Ushuaia mais 1 hora.

No primeiro dia, almoçamos no restaurante Casimiro Biguá: aconselho a cerveja artesanal Antares de Mar Del Plata e o prato truta com legumes no creme de limão, algo indescritível. À tarde, fizemos o passeio de land rover pela montanha Cerro Frías, com jantar em uma das fazendas da região que recebem turistas. O cardápio era frango, carne e porco, leguminosas típicas, como batatas, batatas doces, abóboras, cebolas assadas, todas plantadas lá e com muita fartura, além de sobremesa de arroz com leite e café ou chá. Estar em um carro desses com gente do mundo todo é um atrativo a mais. Ao meu lado, estavam viajantes de Israel, Bélgica e Argentina, o espanhol e o inglês facilitaram e muito a boa comunicação. Foram 195 pesos à época muito bem aproveitados. Subimos o ponto mais alto do cerro e tivemos uma linda visão do lago Argentino (o maior lago da Argentina) e vimos bosque de árvores nativas, enfim uma viagem bem organizada e digna de ser feita.

El Calafate é uma cidade linda, ajeitada, florida, com casas cuidadas e zeladas. Dá gosto de testemunhar tanta atratividade. A propósito, há concursos dos jardins mais bonitos lá. Surpreende ver gente do mundo todo, seja em trailers, como em motos. Observamos americanos em motocicletas enormes e alemães: o pai com uma filha em uma e a mãe com outra filha em outra. Algo único, cenas assim não se encontra no Brasil, mas a segurança existe por aquelas paragens, logo é repleto de turistas internacionais.

Dica barata: fazer compras em supermercados, tanto em Ushuaia, como em El Calafate existe a rede Anonima. Interessante dizer que é proibido usar saco plástico, mas podem-se carregar as compras em sacolas ecológicas, na mochila ou na mão. A limpeza da cidade agradece, com certeza, não se encontram sacos voando por todos os lugares como por aqui. Sim, falando em comida: empanadas diversas garantem um almoço e tanto.

 

É sempre bom saber o significado dos nomes: calafatear, por exemplo, diz respeito a ver, reparar; calafate é uma planta nativa da região, pequena e redonda que existe pelos bosques, nos parques e é transformada em deliciosas geleias, licores e sorvetes. Segundo consta a lenda do local, quem prova da fruta, volta sempre. Nem precisa provar, pois a magia se instala quando vamos a tão lindo lugar e ainda mais quando visitamos o “Parque Nacional de los Glaciares” e vemos o magnífico Perito Moreno. É considerado Patrimônio Natural da Humanidade e depois de mirá-lo se torna mais do que óbvio o desejo de querer ver de novo, pois se trata de algo indescritível: um mar imenso de gelo azul. As passarelas são bem estruturadas, bonitas, cuidadas e são várias no lado sul e norte, com distâncias seguras da geleira. Com as rupturas, ou seja, as quebras de gelo se conseguem fotos estupendas. Todo mundo se apaixona!  Preparem-se para caminhar. O parque, porém, não se restringe somente ao Perito Moreno, pois são 250 mil hectares de muita beleza: lagos azuis, geleiras e muito verde criando um espetáculo da natureza digno de conhecer e não se esquecer jamais. A geleira tem este nome em homenagem ao expert Francisco Moreno, uma vez que pelos seus conhecimentos a Argentina conseguiu a possessão desta parte da Patagônia. Aí o governo lhe deu essas terras que ele transformou no parque nacional. Pessoa muito respeitada e venerada, com motivo. A sugestão desse passeio é ir ao centro e procurar as agências localizadas lá, pagar e fazer as combinações. No dia marcado estão no hotel e levam de ônibus ao parque. Ao chegar entra-se em um barco, a fim de se aproximar da geleira imensa, depois todos descem e continuam a jornada com o guia pelas passarelas e então, volta-se ao hotel de ônibus. Tudo muito organizado.

 

Ainda não acabamos a jornada, porém está quase no fim. Seguiremos ao Chile com o Parque Nacional Torres del Paine…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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