Rumo à Patagônia Argentina- Parte Final: Parque Nacional Torres del Paine
Estamos em janeiro de 2010. O Carlos e eu já estivemos em Porto Alegre, Uruguai, Buenos Aires e Ushuaia. Continuamos em El Calafate-Argentina, aí resolvemos fazer outro passeio digno de nota: para o Parque Nacional Torres del Paine no Chile no velho ‘bate e volta”. Saímos de ônibus de turismo, também agendado no centro da cidade em Calafate, que nos buscou na hora certa e bem cedo da manhã no hotel. Interessante dizer que nosso companheiro de viagem no ônibus de dois andares era um rapaz gaúcho, criou-se em Fortaleza, e naquela época já morava em Belo Horizonte. Não o conhecíamos. Seu nome era João Sarubbi. Foi um papo bom e divertido. Saudações a ele.
Foi uma longa jornada de um dia todo, passando pelas aduanas na Argentina e no Chile. A burocracia do lado argentino foi mais cansativa e burocrática do que a do lado chileno, mas valeu, pois sem dúvida, é um lugar belo. O parque é enorme, com lagos azuis, montanhas nevadas ao fundo e outras verdejantes, enfim, uma mistura para cartão postal. Considerei cara a entrada: 30 dólares à época . Pelo fato de sermos do Mercosul, não ajuda em nada, que pena! A infraestrutura de lá, na minha opinião, é inferior à de Calafate, em termos de instalação de apoio e passarelas novas. Porém, é válido visitar, porque as montanhas Torres del Paine são famosas entre os turistas de aventura do mundo todo.
Na fronteira dos países, paramos em um restaurante de apoio e câmbio para fazer um lanche e lá paramédicos foram chamados, pois dois turistas no ônibus estavam com suspeita de dedo quebrado (o rapaz brasileiro havia se machucado antes desta viagem) e pé quebrado (a moça torceu o pé em uma descida do ônibus). Já era fã do Chile, fiquei mais ainda pela presteza do serviço. Trabalho sério e de qualidade.
No dia seguinte a ideia foi aproveitar a cidade de El Calafate. Andamos por uma das ruas principais: San Martin. Entramos em lojas diversas: de artesanato indígena da Patagônia, de chocolates, licores, alfajores e de lembranças da região, em conclusão, existe muito a se ver e comprar. Que cidade mais apaixonante, parece do velho oeste, por causa do estilo arquitetônico e da madeira usada. Até o aeroporto tem sua estrutura feita com a madeira da região. Nunca vi algo tão original.
De volta a Buenos Aires, fomos à feira das pulgas de San Telmo, com todo o seu charme e quantidade de objetos antigos, artesanatos da Argentina, shows de tango na rua, dentre tantas outras novidades. Dica: o restaurante El Balcón oferece um bom almoço com show de tango e de gaúchos.
Em suma, viajar é sempre uma grande aventura na vida, entramos em outros mundos e aprendemos sobre outros povos e suas culturas. Outro detalhe: quem lê meus artigos, pensa que só bebo cerveja, na verdade bebo muito pouco. Amo mesmo é vinho…
Aqui termina nossa aventura na Patagônia argentina. Lugar de beleza indescritível. Uma das minhas regiões preferidas. Espero voltar um dia…
