Diários do Canadá: Montreal 1
Hoje é sábado, dia 14 de outubro de 2017. Chegamos à estação de ônibus Gare d´Autocars de Montreal 2 horas e meia depois de termos saído de Ottawa. O ônibus da Greyhound tinha mesinha e lixinho ao lado do banco. O canadense gosta de limpeza e recicla tudo.
Pegamos o táxi e fomos para o hotel, também escolhido pela Booking.com. O Hotel Y foi uma excelente escolha, apesar de não servir café da manhã. O taxista se enrolou com esse nome, mas depois entendemos que na verdade faz parte da cadeia YWCA (Young Women´s Christian Association), ou seja, Associação das Moças Cristãs. Para nossa grata surpresa, a recepcionista Sabrina era gaúcha e foi bem atenciosa conosco.
Aos poucos, fomos captando quão bem localizado era o hotel, perto de ruas importantes como a Santa Catarina e esquina com a Crescent. Digamos que estávamos perto dos “points”: bares, restaurantes e atrações. Montreal é uma cidade dinâmica, jovial, repletas de atrações e eventos. Fenomenal!
Vamos começar o passeio. Com fome, decidimos encontrar um local para comer e nos deparamos com a 3 Brasseurs, um restaurante/choperia para lá de animado. Pedimos truta e house salad, uma saladinha básica. Tiramos a barriga da miséria com o peixe e a salada, embora o arroz estivesse empapado (arroz não é comum por aquelas paragens…). Mas valeu! Tenho que avisar que na Província de Quebec, pagam-se duas taxas em cima do pedido no restaurante, uma é do governo e a outra da prefeitura, além dos 15 % do garçom. Pensem como fica cara uma refeição e leva tempo para se acostumar com isso.
Falemos no hotel. O endereço é 1355, Boulevard René-Lévesque Ouest (“oeste” em francês). O quarto é enorme com cafeteira (como o de Ottawa) no 7º andar. No 6º tem cozinha, lavanderia e máquina de lanches (snacks). A máquina de lavar e secar nos salvou! As nossas roupas já estavam precisando de água, pois só lembrando que o peso da mala agora é de no máximo 23 k. Por 3 CAD (dólares canadenses) usamos as máquinas e por 2.30 CAD compramos o sabão em pó na recepção com o simpático atendente indiano. No térreo junto à recepção, há um café bem lindo e completo para tomarmos o café da manhã pagando. É um prédio de sete andares, hotel somente no 6 º e 7 º, nos outros são oferecidos cursos para mulheres, além de ter creche e aula de yoga. Trata-se de um hotel socialmente engajado. Tem três estações de metrô nas cercanias: Peel, Guy-Concordia e Lucien L´Allier.
Como a temperatura era muito gelada à noite, a gente se recolhia às 18 h. Logo, não posso falar sobre a noite de Montreal. Mas sobre o dia, posso.
Domingo, dia 15 de outubro de 2017. Tivemos um bom desjejum no café mencionado. Pegamos o metrô ali perto (estação Lucien-L´Allier) até a Place d´Arms, onde fica a Montreal Antiga. Descemos e caminhamos até a famosa Basílica de Notre Dame. É lindíssima. Quantas vezes formos lá, toda vez iremos visitá-la. Construída em 1829, tem seu interior de madeira entalhada, pinturas, esculturas de talha dourada e janelas de vitral. É única.
Depois fomos almoçar no restaurante Le Fripon na Praça Jacques Cartier. O almoço foi pizza vegetariana e o café no Canadá é “chafé”, sendo servido o tempo todo com creme ou não. Outro detalhe: a água se toma da torneira, é considerada saudável por ter acréscimo de cálcio. Após comermos, fomos caminhando com calma a fim de valorizar cada minuto na parte antiga. Conhecemos o Hôtel de Ville, isto é, a Prefeitura. Diria que é um prédio que chama a atenção e convida a sentar em um dos bancos para admirá-lo.
O prédio histórico impressionante British Empire Building (Edifício do Império Britânico) é um café e estava lotado, só olhamos fascinados. Na Montreal Antiga estamos em Paris. Andamos pela La Promenade Fleuve-Montagne (um passeio público de 3.8 km para pedestres), vimos o Porto Velho de Montreal (Vieux Port), o Pier Jacques Cartier (há outros) e o rio São Lourenço. De lá rumamos ao Marché Bonsecours, um mercado imperdível com lojas embaixo e restaurantes em cima. São lojas de bijuterias finas, roupas, meias, artesanato etc. Lá nos solidarizamos com uma venezuelana, dona de uma das lojas de “endoidar turista”, com preços em conta, sobre a situação política instável e difícil no país vizinho.
Voltamos cedo ao hotel de metrô, muito fácil. O Carlos saiu para comprar nosso jantar no supermercado Provigo Le Marché, excelente, que foi descoberto nos arredores de onde estávamos. Ficamos frequentadores assíduos desses estabelecimentos no Canadá.
Continuaremos em breve…
