Diários do Canadá: Montreal 3

Estamos em 16 de outubro de 2017. Continuemos nossa jornada do dia no double-decker, ônibus turístico.
A maior biblioteca francesa da América do Norte (a segunda do mundo) se localiza em Montreal. No ônibus há avisos para termos cuidado com malas abandonadas e ladrões de carteiras, os pickpockets. Há três mil restaurantes em Montreal e é comum aceitarem a bebida trazida de fora sem pagar nada.
Os mais humildes da cidade vivem no Quartier Latin; o Jazz Festival, que acontece anualmente em final de junho, tem 75% dos shows grátis e são três mil músicos. Tem um local na cidade para isso: o Quartier des Spectacles.
O metrô tem quatro linhas, a verde leva para o segundo maior Jardim Botânico do mundo. Há dois esportes nacionais na cidade: hóckei e compras. E como falam nisso… Amam muito o Halloween também, as lojas e cafés são decoradas de acordo; a maior avenida repleta de bandeiras de muitos países é a Sherbrooke – a Quinta Avenida deles, por causa das lojas estilizadas e caras: Hermès, Chanel, Cartier etc. A nossa está lá. O mais caro hotel é o Ritz Carlton. Um museu imperdível é o de Belas Artes, como era segunda estava fechado.
Estamos no ônibus e iniciamos a subida da montanha. Sete línguas são faladas na parte alta da cidade, afinal são muitos os imigrantes de diversas nacionalidades. No caminho vemos casas lindas de pedras: estilo Tudor e a casa normanda mais antiga de 1754. Passamos pelo maior cemitério católico da América do Norte: Notre-Dame-des-Neiges, com um milhão de covas. Lá perto há o Beaver Lake, isto é, o lago Castor, onde os habitantes da cidade se dirigem para andar de pedalinhos no verão e patins de gelo e trenós no inverno.
Chegamos à segunda igreja católica maior do mundo: a Basílica/Oratório St. Joseph. São 283 degraus, é muito alto! Falta um funicular para ajudar na subida. É um centro de peregrinação com albergue. A igreja era menor, foi construída por um monge Irmão André que tinha a fama de curar as pessoas, aí os milagres ocorreram e a basílica foi edificada a fim de receber tantos peregrinos que começaram a chegar. Ali perto tem o maravilhoso Parque Mount Royal, enorme, onde os moradores e turistas se dirigem para andar de bicicleta, fazer piquenique e aproveitar para longas caminhadas. O criador do parque Frederick Law Olmsted é o mesmo designer do Central Park em Nova York. Também paramos no mirante Kondiaronk para fotos. Ali próximo se situa o Chalet du Mont-Royal, propriedade de pedra que abriga concertos de bandas famosas no verão. As montanhas Lawrentians, cerca de Montreal, são as mais antigas do mundo, tem um milhão de anos.
O castor é o animal símbolo do Canadá. 45 anos atrás um rapaz comprou um convento, conservou a fachada (pois há uma lei sobre a preservação das fachadas) e fez um condomínio atrás. Bem interessante isso. O guia falou em dois conventos que viraram condomínios, parecem lugares religiosos vistos de fora. O hospital mais antigo da cidade é de 1685. Os prédios com escadas do lado de fora são comuns em Montreal e Quebec, uma vez que não têm escadas dentro. São antigos e charmosos. Fomos ver policiais montados em seus cavalos só em Montreal. O rio São Lourenço é responsável 20 % da água fresca de Montreal.
Para finalizar, falarei no orgulho que eles têm da Universidade McGill. Eles têm motivo, uma vez que tem entre seus ex-alunos dois primeiros-ministros canadenses e seis prêmios Nobel. Hoje são 30 mil alunos que continuam com a tradição. Demos uma passada por ela e sentimos a energia positiva da estudantada no bairro Place Du Parc.
Pela primeira vez, o guia pediu gorjeta. Disse que iria dividir com o motorista e que era parte do pagamento do ramo turístico. Coisas de Canadá e Estados Unidos.
Estava 6º C, logo acabado o passeio fomos ao supermercado Provigo Le Marché para comprar nosso almoço e jantar e voltar ao hotel. Foi um dia e tanto. Mas ainda iríamos andar pelo centro tão atraente.
Continuarei em breve com o Museu de Belas Artes.
