Diários do Canadá: Montreal 4
Hoje é terça 17 de outubro de 2017. Vamos visitar o Museu de Belas Artes, o Fine Arts Museum, na rua Sherbrooke, uma das paradas do ônibus turístico double-decker.
São cinco prédios, o museu é e-nor-me! Preferimos conhecer somente a exposição permanente pelo qual pagamos 15 CAD (dólares canadenses). No teto há projeções de árvores com pássaros cantando. Bem interessante. Pinturas e esculturas não faltam. Para mim, foi um aprendizado, vários desconhecidos se tornaram conhecidos, como o inglês Ernest Crofs (1847-1911); o suíço Ferdinand Hodler (1853-1918); o francês Jean-Joseph Benjamin Constant (1845-1902) etc.
Vale mencionar a escultura do surrealista Salvador Dalí: um tabuleiro de xadrez com dedos, só a torre é a torre. Magnífico! Também digno de nota as esculturas do francês César Baldaccini, dit César (1921-1998), por serem semelhantes ao do nosso cearense Zé Pinto.
Vimos hordas de americanos da terceira idade. A quantidade chama a atenção. Embaixo do museu há arte contemporânea. A galeria de arte canadense nos convida. São nomes importantes: Paul-Émile Borduas (1905-1960), Alfred Pellan (1906-1988), Jean Paul Riopelle (1923-2002), dentre outros. As obras são impactantes, mostram através das cores a força da natureza canadense e dos cenários do interior. O Grupo do Beaver Hall de Montreal é diferente do Grupo dos Sete de Toronto. A arte indígena Inuit é muito valorizada. Considerei o Museu de Belas Artes um passeio e tanto.
Fomos para o hotel almoçar no café Imagination. Gostei do frango supremo (vegetais, frango e quinoa com ervilha) mais salada verde. Tudo era gostoso e tinha opções saudáveis, algo raro.
Entramos no double-decker de novo. Vamos a mais informações. A praça da rua Peel se chama Dorchester Square e já foi um cemitério. Lá é repleto de esquilos, são tão fofos! Passamos pela Olympique House, ou seja, o prédio QG do Comitê Olímpico Canadense em Montreal, também centro de valorização do esporte, inaugurado em 2015; pela Basílica de St. Patrick, o santo dos irlandeses. 30 % dos habitantes têm descendência irlandesa. Vieram para o país no séc. XIX para se livrarem da grande fome que assolava a Irlanda. Assim como os americanos, os canadenses gostam de pimenta na comida. Vi algumas pessoas limpando o para- brisa dos carros nos semáforos.
São sete milhões de turistas em Montreal anualmente; o gigantesco transatlântico Aida estava no porto. Outono é época de cruzeiros ao longo de Montreal e Quebec. Muitos filmes são gravados na Montreal Antiga, fazendo de conta que é a França. A parte histórica da cidade é mostrada pelas placas de rua vermelhas. O bairro gay fica entre as ruas Amherst e St. Catherine e é conhecido como “Village”. A população de Montreal é de 1.8 milhão de habitantes e na ilha toda é de quatro milhões. Na biblioteca francesa são dois milhões de visitantes por ano. São 68 estações de metrô; e quatro universidades: duas inglesas e duas francesas, responsáveis por muita pesquisa de ponta.
O hotel Ritz Carlton tem 100 anos de existência; a arquitetura da cidade mescla estilo antigo e novo, muitas casas de tijolo a vista ou de pedras. 30% são imigrantes em Montreal, logo há muita variedade de restaurantes com culinárias diferentes. O pedestre é prioridade no trânsito. Atrás do Centro de Informações na rua Peel no centro, há um prédio escrito “Cinema”. Para conhecer a parte subterrânea da cidade: “Underground City”, entra-se nesse prédio, desce-se um andar pela escada rolante e ficamos surpresos com a vida intensa ali. Com muito frio lá em cima, e embaixo tudo quentinho e com muitas opções. São 500 mil pessoas a circularem todos os dias, umas duas mil lojas e restaurantes, hotéis, teatros e universidades. Um céu! Maravilhoso! Pena ter ficado pouco tempo, pois é um mundo vasto.
Montreal é viva! Aqui encerro os artigos a respeito dessa vibrante cidade. Em breve, Quebec! Lá vamos nós…
