Diários do Canadá: Quebec 1

Diários do Canadá: Quebec 1

Hoje é dia 18 de outubro e partiremos de Montreal de ônibus pela companhia Orléans. Não vimos o Greyhound indo para Quebec. Estamos na estação de ônibus Gare d´Autocars na rua Berry, 1717. Fica perto da rua Sherbrooke e Saint Denis.

Os ônibus são bons com lixinho ao lado do assento e mesinha para bebidas e comidas. No Greyhound não tem a mesinha. Lembrando que a reciclagem de lixo e a limpeza para o canadense é algo costumeiro. Ponto para eles. Detalhe: não podemos nem ver mais sanduíches, mas não tem jeito, é a opção para uma viagem.

 

Chegamos a Quebec às 14 h na estação Gare Du Palais, localizada à Rue de La Gare du Palais, 450, perto da rua Abraham Martin e do Palais de Justice de Quebec.

 

Trinta anos atrás já me apaixonei por esta adorável cidade. Continuo encantada, para mim é a cereja do bolo da nossa viagem. Por outro lado, o Carlos “gamou” em Ottawa, disse que moraria lá.

 

Bem, vamos iniciar nossa aventura “francesa”. Fomos para o hotel de táxi. Foi um achado no Booking.com: La Maison Du General, situado à rua St. Louis, 72 dentro da muralha histórica, na parte antiga da cidade. Foi o hotel mais caro e foi o único a cobrar uma diária com antecipação no cartão de crédito. Nunca fazem isso no Booking.com. Pagamos ainda no Brasil. Achei estranho, mas imaginei que tenha sido porque o local é muito procurado. Outra dica: não oferece café da manhã, mas dá um desconto de 10% para tomarmos no restaurante L´Omelette, quase ao lado. Nunca fomos lá, pois o achamos caro.

 

Estamos na única cidade murada da América do Norte. Quebec é linda em todos os lugares. Na Velha Quebec, então, é deslumbrante com suas casas antigas de pedras onde os habitantes cultivam as cores e as flores. No primeiro dia, fizemos um reconhecimento de área, andamos, tiramos fotos boquiabertos, conhecemos a agradável Prefeitura e o famoso hotel Fairmont Le Château (castelo) Frontenac. Inaugurado em 1893, tem seu nome em homenagem a um importante governador da Nova França. A torre central foi construída em 1924. Sua fama se deve também pelo fato de ter havido duas históricas conferências durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943 e 1944 lá, com as presenças do Presidente americano Franklin Roosevelt, do Primeiro – Ministro inglês Winston Churchill e do Primeiro – Ministro canadense William Lyon Mackenzie King. Na última reunião, o assunto foi a preparação do Dia D. Que emoção ver a foto histórica no Château.

Jantamos sopa de verdura picante (amam pimenta!) e crepe de cogumelo e queijo (mushroom and fromage) no restaurante Petit Château, localizado à rua St. Louis, 5. Realmente pensamos que iríamos nos alimentar muito bem, uma vez que estávamos em um pedacinho da França. Mas não. Nada como a velha Europa e o nosso lindo país para garantir boas refeições regadas a vinho. O Canadá não tem tradição dessa bebida dos deuses.

Quinta-feira, dia 19 de outubro. Como íamos passar uma semana nesta maravilha de cidade, resolvemos aproveitar o tempo com tranquilidade. Caminhamos bastante a fim de conhecer os cantinhos da parte histórica. O Carlos descobriu um mercadinho ali perto do hotel: o Richard. Tenho que dizer que nem todo mundo é tão simpático assim, achei o povo de Toronto e Ottawa mais acessíveis. Mesmo assim, sempre nos deparamos com pessoas incríveis, uma delas foi a sra. Shirley do hotel. Super atenciosa e amigável. Meus agradecimentos a ela. Falando no mercadinho, nos salvou: comprávamos o café da manhã e o jantar lá.

Uma grata surpresa para o almoço foi a churrascaria Le Feu Sacré (O Fogo Sagrado) pertinho do hotel. No cardápio havia comida italiana. O ravióli de queijo com molho de espinafre e presunto Parma, além da salada e de sobremesa: salada de frutas com café valeu cada tostão. Lembrando que pagamos a refeição mais duas taxas (para o governo e prefeitura) e 15% para o garçom. Pagamos 40 CAD com gosto. Aconselho!

 

Fizemos o passeio a pé até a fortaleza “The Citadelle of Quebec”. Fica em cima do penhasco Cap Diamant e é conhecida como a “Gibraltar das Américas”.  O cenário que se descortina no horizonte da cidade e rio São Lourenço é espetacular. O local tem mais de 300 anos de história. Trata-se de uma guarnição militar. Tivemos que ir pela rua St. Louis, subimos e demos a volta para entrar na Cidadela. A visita guiada foi 16 CAD e em inglês ou francês. O grupo era grande, principalmente, de americanos. Vimos o antigo hospital e a prisão. Da mesma forma, o 22º Regimento Real com sua história de participação em guerras. Bonito testemunhar o quanto o canadense prestigia seus heróis de guerra com estátuas e, sobretudo, por falar com orgulho do seu passado. Fascinante a visita ao Museu Real do 22º Regimento ao final do passeio (www.lacitadelle.qc.ca). A guia Maude deu um show. Aliás, Quebec significa na língua indígena algonquin “where the river narrows”, ou seja, “onde o rio se estreita”.

 

Voltamos ao hotel, tomamos sopa em uma lanchonete ao lado, fizemos compras no Richard e fomos dormir. O muffin, aquele bolinho pequeno que lá é grande, é perfeito. O de mirtilo (blueberry), uau!

Ainda tem muito mais…

 

 

 

 

 

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