Diários do Canadá: Quebec 2

Diários do Canadá: Quebec 2

Hoje é dia 20 de outubro de 2017. Decidimos fazer um passeio pelos arredores de Quebec em dois lugares que já havia visitado no passado: a queda d´água Montmorency Falls e a cidadezinha de St. Anne de Beaupré.

Fomos a pé (tudo dentro da muralha é perto) ao Centro de Informações da Velha Quebec e compramos um combo: Country Tour e Hop on-Hop off, ou seja, um passeio pelo interior e o ônibus turístico double-decker por Quebec no dia seguinte.

O ônibus que nos buscou na praça em frente ao Centro de Informações chegou 20 minutos atrasado, pois já vinha de fora da muralha da Velha Quebec com muitos turistas a bordo, pra variar, americanos da terceira idade. O motorista passou de hotel em hotel antes. Para quem estava gripada, ficar ao relento não foi fácil…

Nesse passeio, o motorista é também guia e dá muitas explicações ao longo do percurso, por exemplo: 25% dos habitantes de Quebec trabalham para o governo e em 1893 já se produzia eletricidade na região.

Chegamos ao Montmorency Falls, é vizinho de Quebec. Hoje tem uma estrutura digna de turismo internacional, com passarela, teleférico e centro de apoio com café, loja, banheiros etc. Mudou bastante em comparação há 30 anos, era bem mais rústico. O guia nos deu uma hora no local, logo nos aproximamos da queda d´água espetacular, mais alta que o Niagara, tiramos muitas fotos e, por fim, tomamos o tradicional espresso no centro de apoio. Não pegamos o teleférico, nem subimos as escadas na rocha, porque seria muito corrido.

Próximo de Montmorency Falls se encontra a ilha de Orléans, basta atravessar uma ponte sobre o rio São Lourenço. Bucólica, com a sua atmosfera rural do séc. XIX enfeitiça! Realmente dá vontade de virar ilhéu e fazer como os moradores: tornar-se fazendeiro, criar gado e cultivar morangos, batatas e maçãs. Aliás, a ilha foi descoberta por Jacques Cartier em 1535. Não tem sistema de abastecimento de água; somente se estuda o ensino fundamental e tem 7.000 habitantes. A neve se acumula em março. As casas de madeira avarandadas são alegres, vivas, de cores diferentes e espaçadas umas das outras. Amei! Naquela paragem existe uma fábrica de chocolate muito movimentada. Infelizmente, estava lotada e não pude me deliciar. Aproveitei, então, para mais fotos de casas, minha paixão.

As árvores com suas cores de outono dão um brilho especial ao lugar. Parece que ficam mais belas na ilha. Entre as casas há florestas e florestas, uma maravilha. Também existem casas de pedras e de tijolo aparente. De lá vemos as Montanhas Apalaches. 65% da produção do “maple” (o mel tirado da árvore maple tree, ou seja, plátano) do país vêm da ilha.

O Canadá é o oitavo produtor mundial de cobre (o Chile é o primeiro), por isso não poderiam deixar de nos levar a uma loja/fábrica/museu bem interessante. Chama-se Albert Gilles Museum em homenagem ao fundador já falecido. A fábrica está há 90 anos com a família e é muito bonito vê-las trabalhando, apresentando o museu e vendendo o seu material. São cinco mulheres da família Gilles e dois homens empregados. As peças de cobre são feitas a mão e a máquina. O instrumento de lapidação ainda é o mesmo do pai, nunca se conseguiu um substituto. Pode-se dizer que no Canadá o que tiver de cobre em igrejas católicas é feito pela família. O museu é fantástico. Valeu ver os pratos coloridos pela mãe da guia (viúva do fundador) e a parte sacra com episódios da vida de Cristo em quadros de cobre. Vendem bijuterias finas de cobre, marcadores de livros, pratos diversos e castiçais. Imperdível!

Continuaremos nossa excursão em breve…

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