Diários do Canadá: Quebec 3
Estamos em 20 de outubro de 2017 e continuamos no ônibus viajando pelos arredores de Quebec. Da Ilha de Orléans vamos à cidadezinha de St. Anne de Beaupré. Trata-se de uma das atrações do Canadá relacionadas à fé. 30 anos atrás também estive lá a conhecer a Basílica de St. Anne de Beaupré. Seus campanários gêmeos são dos anos 1920 e ali próximo há toda uma infraestrutura para receber os visitantes: hotéis, lojas de conveniência e o Auberge de la Basilique, isto é, um albergue parecido com uma capela e que tem um restaurante self-service. Desde meados dos anos 1600, a então vila tem sido um importante local cristão de peregrinação, principalmente, em fim de julho, quando milhares de pessoas ocupam todos os espaços abertos.
A Basílica de St. Anne de Beaupré é grandiosa, cabem oito mil pessoas dentro. O impressionante conjunto de ladrilhos, os vitrais e os deslumbrantes mosaicos do teto contam a vida de Santa Ana. Suas portas são de cobre trabalhado, uma verdadeira relíquia. Ela é a padroeira dos marinheiros, diga-se de passagem. Interessante mencionar que a basílica lembra a nossa Catedral de Fortaleza-Ceará. Depois fomos à loja da mesma forma monumental. Turistas ficam delirando com tanta fartura de medalhas, santos, rosários etc.

Deixamos de visitar o Cyclorama of Jerusalem ali perto no qual expõe uma pintura de 110 m de Jerusalém no dia da crucificação de Cristo. Paga para entrar.
O interior de Quebec é lindo! Só casas de madeira na sua maioria. A cidade é adorável, como todas as outras que vi. Limpa, colorida, alegre, dá gosto estar naquela paragem. Os primeiros colonizadores chegaram pelos idos de 1600. As casas mais antigas são mostradas pelo guia/motorista. Isso me fez recordar do nosso passeio na linda cidade de Pomerode em Santa Catarina em maio desde ano, logicamente, com estilos de casas bem diferentes.

De lá fomos a uma padaria chamada Chez Marie e por 1.75 CAD degustamos um pão com a tão canadense manteiga de maple (plátano em português). O mel é suave e a manteiga é deliciosa.
Voltamos à tardinha e já era hora do jantar. Sempre ao entardecer esfria e à noite no outono desce para 0º C, logo para fugir do frio intenso, tratamos de procurar um local para comer a fim de retornar ao hotel. Encontramos no centro da Velha Quebec o Baguette & Chocolat, situado à rua Cote de La Fabrique, 36. Estava apetitosa a salada de cuscuz marroquino com empanadas argentinas.
Continuaremos em breve…
