Diários do Canadá: Quebec 4
Estamos no dia 21 de outubro de 2017. Hoje vamos passear pelo ônibus turístico double–decker por Quebec o qual pegamos na praça em frente à Agência de Turismo bem pertinho do hotel mais fotografado do mundo: Château Frontenac. Já havíamos pago o combo no dia anterior: interior e double-decker.
Incrível que em todo lugar turístico tem um montão de mapas, folders etc até no ônibus turístico. A quantidade de asiáticos e americanos da terceira idade, principalmente, impressiona. Aqui se veem bem menos muçulmanos.
Comecemos a nossa jornada do dia. Passamos pela Catedral de Notre Dame de Quebec; pela Prefeitura; vimos a Ponte Saint Jean (uma das entradas); o hospital francófono mais antigo da América do Norte; o prédio histórico da estação de ônibus e trem Gare du Palais, onde o chafariz em frente representa a força da maré; e a Cidade Baixa com murais pintados por artistas no Bulevar São Roque.
Sempre aprendemos muito com os guias desses ônibus, neste há, felizmente, o audioguide, o que significa que podemos escutar em português. Alta tecnologia e videogames são áreas novas que trouxeram muito desenvolvimento para a região. Em Quebec tudo é escrito em francês, mas as pessoas falam inglês. 95% são falantes nativos de francês. Gostaria de dizer que o francês deles é diferente do da França, segundo me disseram professores da língua (bem que isso é natural).
A igreja de São Roque foi construída durante a Primeira Guerra Mundial. Diz a lenda que um cachorro trouxe comida para o santo quando estava doente, logo os cães recebem a bênção anualmente em junho. As lojas dessa área perderam muito para os shopping centers. Por isso, os comerciantes resolveram agir para salvar o entorno, daí surgiu um programa de revitalização de 300 milhões de dólares canadenses. Muitos jovens se mudaram para lá.
O Vale do rio São Carlos tem a extensão 32 km, oferece água potável a Quebec. Os primeiros colonos lá chegados a chamaram de Rio da Santa Cruz.
A grande Quebec tem 750 mil habitantes e o estado dito província tem oito milhões. O inverno não afeta a qualidade de vida dos habitantes. Considerada uma das áreas mais seguras do Canadá, apresenta à população um ambiente saudável, com boa qualidade de ar e muitos espaços verdes.
Jacques Cartier, o descobridor do Canadá em 1535, pensava ter chegado às Índias, por isso chamou de índios os locais. Muitas trocas comerciais eram feitas entre franceses e indígenas. Muitos companheiros de Cartier morreram de escorbuto (falta de vitamina C) e por conta do inverno rigoroso. A colonização em si somente ocorreu 30 anos depois, quando o Rei Sol (Luís XIV) mandou para a Nova França 800 mulheres de 15 a 30 anos para casar. Eram pobres ou órfãs e receberam dotes para compras de terra. Ficaram para a história como “as filhas do Rei”.
Foi Samuel Champlain que em 1608 fundou a cidade de Quebec, mais especificamente, na Place Royale (Praça Real). É reconhecida como o berço da civilização francesa na América do Norte. Atualmente a região recebe mais de quatro milhões de turistas de mais de 75 países diferentes. Nós encontramos poucos brasileiros.
Um dos museus mais populares de Quebec é o da Civilização – Ciências Humanas e Sociais, com exposições interativas. A Velha Quebec foi nomeada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade (World Heritage Site) em 1985.
A Grã-Bretanha se voltou à colônia americana ao precisar de madeira para a construção de navios e casas, uma vez que à época de Napoleão havia um embargo.
O transatlântico Norwegian Jade estava no porto. Dali se deslocam milhares de turistas estrangeiros para passeios rápidos pela cidade. Chama atenção a quantidade. Quebec é um destino popular de cruzeiros vindos dos Estados Unidos (Boston e Nova York) e Europa.
Onde hoje é a rua Champlain, antigamente para aquele sítio vieram muitos irlandeses, por causa da fome ocorrida naquele país na primeira metade do séc. XIX. Uma quantidade enorme deles pereceu na viagem de navio e outros no período de quarentena no próprio Canadá.
Continuaremos em breve…

Amiga Mônica que blog maravilhoso! É uma viagem!
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Querida Joana,
Que prazer imenso ver você por aqui. Bom demais!!! Obrigada por participar do meu sonho realizado chamado blog. Grande abraço e saudades.
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