Diários do Canadá: Quebec 5

Diários do Canadá: Quebec 5

Estamos no dia 21 de outubro de 2017 e continuamos dentro do ônibus turístico no city tour pela adorável Quebec. Iniciamos a jornada de hoje pelo rio São Lourenço. Antigamente o rio congelava no inverno, agora usam quebra-gelo. É importante para a economia do país. No carnaval ocorrem corridas de barcos entre Quebec e Lévis (cidade do outro lado do rio). Outro detalhe: por ser estreito é considerado um rio perigoso para manobrar, logo os práticos é que direcionam os navios que chegam. O dia está agradável com seus 12º C hoje. Nada melhor para um passeio.

A Muralha de Quebec foi construída pelos franceses na tentativa de impedir o avanço do exército britânico-canadense, a muralha resistiu, mas a cidade não. Trata-se da única cidade cercada por uma muralha autêntica na América do Norte. A sua fundação começou pela Cidade Baixa.

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Estação de ônibus e trem Gare du Palais em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado

Interessante dizer que o cobre dos telhados com o tempo fica verde. Vimos isso na Gare du Palais (estação de ônibus e trem) e em outros prédios. Por sinal, a estação foi inspirada em castelos franceses. Os diferentes telhados contam a história da cidade. Os de latão estilo canadense são usados em construções religiosas. Antes utilizavam madeira e metal, atualmente latão, alumínio, chapas galvanizadas e cobres.

Que cidade fabulosa, limpa, romântica e aconchegante! Se pedir informações na rua, os transeuntes ajudam com boa vontade.

Segundo o audioguia, uma quantidade enorme de lagos com represas hidrelétricas produtoras de energia não poluente existem na região. Parte dessa energia é exportada para os Estados Unidos.

Maravilha encontrar um lugar no qual o índice de criminalidade é baixo e não há tantos congestionamentos. Isso é qualidade de vida. Cidade com espaços verdes e avenidas largas. Se eu morasse no Canadá, escolheria Quebec, sem dúvida.

A neve provoca desabamentos de telhados, então há escadas por fora dos prédios a fim de facilitar a sua remoção. No séc. XVIII incêndios eram comuns na cidade, depois mudaram e enrijeceram as leis para evitar isso.

O prédio mais alto da Velha Quebec tem 18 andares e se chama Honoré Mercier (foi um ministro do séc. XIX).

No Centro de Convenções da cidade, vem gente do mundo todo, logo é considerado fundamental para a economia. O governo de Quebec é o principal empregador da cidade. Saúde, educação, turismo, pesquisas em medicina e alta tecnologia são as principais fontes de renda.

Em 1763 a Nova França passou a ser controlada pelos ingleses. A Independência do Canadá garantiu os direitos linguísticos de Quebec em 1867. Ver in loco uma sociedade bilíngue é excitante. Tudo vem em duas línguas, da sinalização aos remédios.

A bandeira azul canadense de 1948 tem uma cruz branca a qual representa o papel da religião na sociedade francófona.

Pegamos uma manifestação de famílias contra o câncer pelo caminho. Achei bonito ver tanta gente envolvida pela saúde.

Ao lado do hotel Concorde existem casas em estilo vitoriano. Foram as primeiras construídas longe das calçadas com janelas salientes. Em relação a esse hotel, há um restaurante giratório no alto. Mencionando estilos arquitetônicos, o edifício do Parlamento tem estilo renascentista.

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Vista do Governor´s Promenade mostrando o rio São Lourenço lá embaixo-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado

Impossível estar em Quebec e não ouvir falar nas Planícies de Abraão. É um parque verde gigante. Lá tem o Governor´s Promenade (uma longa passarela de madeira ligando as Planícies de Abraão ao Terraço Dufferin ao lado do Château Frontenac), construído em 1959/60. O nome do parque é em homenagem a Abraham Martin (1589-1664). No final do séc. XIX já havia clube de golfe naquela localidade com 14 buracos. Soldados, políticos e comerciantes jogavam. Há o Museu das Planícies de Abraão situado em um castelo medieval e guarda o arsenal de Quebec o qual pertence ao Departamento de Defesa. As planícies significam muito para os 409 anos da história da cidade, pois também são conhecidas como Parque dos Campos de Batalha. A cidade foi fundada em 3 de julho de 1608. Foi naquela paragem que os franceses liderados pelo Gal. Montcalm perderam para os britânicos cujo líder foi Gal. Wolfe no dia 13 de setembro em 1659. Na batalha em Battlefields Park, faleceram os dois generais e houve 600 mortos e feridos. O parque também foi aeroporto. Charles Lindembergh pousou ali para salvar um amigo que estava hospitalizado. Foi recebido com honraria no hotel Château Frontenac.

Chateau Frontenac
O famoso hotel Château Frontenac na Velha Quebec-foto tirada por Carlos Alencar

Continuaremos em breve…

 

 

2 comentários em “Diários do Canadá: Quebec 5

    1. Silvíssima,
      Obrigada pelo comentário fantástico. Realmente, nos meus artigos escrevo sobre a cidade real e não fantasiosa. Vou a supermercados e feiras, sento em praças, converso com as pessoas, enfim, vivo o cotidiano delas. Beijos na família.

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