Memórias de uma viagem europeia: Portugal – Guimarães

Estamos em 2004. Oh, Portugal! Oh, Lisboa, Sintra, Porto e Guimarães. O meu alô aqui do Brasil.
Continuando a nossa jornada portuguesa. Do Porto, pegamos um trem na Estação São Bento até Guimarães, a primeira capital do país, essencialmente uma cidade medieval cujas origens vêm do séc. X. A intenção era ir no costumeiro “bate e volta”.
Situada no distrito de Braga, norte do país, é o berço de Portugal, porque o primeiro rei, Afonso Henriques, escolheu esta antiga cidade romana de Vimaranes como capital administrativa do reino de Portugal, após sua vitória na Batalha de São Mamede em 1128. Foi classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2001.
O delicioso pastel de noz é típico de lá. Entramos em um café no centro e quem nos atendeu? Um simpático baiano. O almoço foi em uma tasca chamada Mumadona (Rua Serpa Pinto, 260). Come-se muito bem e isso nos encanta.
O Palácio dos Duques de Bragança e o Castelo de Guimarães valem a visita. Falando um pouco no castelo, foi construído em forma de escudo no séc. X a fim de proteger a cidade dos invasores. No séc. XII foi ampliado e passou a ser usado como arsenal e palácio. Em 1910 foi classificado como monumento nacional.

A sua história, os doces maravilhosos, a cidade charmosíssima com suas ruelas medievais, os jardins bem cuidados nas calçadas com tulipas, e o vinho verde tinto a nos deleitar os sentidos fizeram de Guimarães um lugar obrigatório de se ir. Trata-se de um “sítio” tão romântico que passamos em um lugar onde os “mancebos” de épocas passadas cantavam serenatas para as suas donzelas. Não é lindo? Eu me transportei para o tempo de Romeu e Julieta…
Pois, pois, como dizem os portugueses, esta é uma singela declaração de amor a tão estimado país. Mal saio de Portugal, já penso quando retornarei.

Obrigada, Jeroen Dewulf pela sua companhia em Guimarães. Aos amigos de Portugal, aquele abraço saudoso!
Nosso próximo encontro será em Paris. Até lá.
