Argentina – Córdoba – City Tour 2

Argentina – Córdoba – City Tour 2

Hoje é domingo, dia 14 de outubro de 2018. O clima primaveril está bom e com sol: 19˚C. O Carlos e eu continuamos o nosso city tour por Córdoba. A guia dá muitas informações sobre a história da cidade. Gosto de fazer de início este passeio, tenho uma ideia da cidade e depois escolho o que visitar com calma. Perto da Catedral Nuestra Señora de la Assunción de Córdoba, que foi consagrada em 1706, há o Monastério das Carmelitas Descalças cuja vida é contemplativa e de clausura. A primeira igreja de monastério de clausura data de 1613: a de Santa Catarina de Siena.

A loteria de Córdoba e o jogo são controlados pela província. O prédio da loteria é bonito e existe desde 1929. Interessante mencionar que há cassinos pelo país todo.

A Biblioteca Pública foi a Casa da Província, ou seja, a casa do governo nos anos 1940.

A Praça Itália é uma homenagem aos fundadores italianos. Lá existe um monumento à loba que amamentou Remo e Rômulo, os gêmeos da mitologia romana. Há uma festividade anual em honra aos imigrantes daquele país. Também há a Praça Espanha com oito diagonais.

Passamos pelo Paseo Sobremonte, onde havia um lago no séc. XVIII que distribuía água com os vizinhos. Hoje, porém, tem o lago seco. De qualquer modo, a praça é bem usada para recreação da população, por causa da sua rica vegetação e fonte de água.

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Palácio da Justiça em Córdoba-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado

O Palácio da Justiça tem um prédio renascentista lindo. Pode ser visitado. No subterrâneo da Praça Independência funciona um estacionamento e na praça também há o escritório que controla os semáforos e o trânsito.

A guia conta lendas de fantasmas de Córdoba. Achei bem divertido. A avenida mais larga da cidade com a área comercial se chama Av. Colón. Na cidade há jóquei-clube com eventos importantes durante o ano. Bom contar que as mulheres são motoristas de ônibus. A livraria El Ateneo, tão reconhecida em Buenos Aires, também existe lá, na Av. General Paz.

Chama a atenção a vitalidade da religião católica na cidade. A primeira ordem a chegar foram os dominicanos. Vimos a Igreja de São Domingos. Para informe, o patrono da cidade é São Jerônimo.

Há muitos museus na cidade: Academia Nacional de Ciências, Museu de Paleontologia, Palácio Ferreyra Museu de Belas Artes Evita, Museu de Arte Contemporânea etc.

Os sítios jesuíticos fora da cidade são patrimônio da Unesco. Falarei depois sobre alguns deles. O shopping center Patio Olmos é um dos seis centros comerciais existentes. O limite da cidade era ele. Além era subúrbio onde os habitantes tinham casa de férias no passado remoto. São tantos parques, praças, monumentos e estátuas… fico maravilhada com o estilo Europa na América do Sul.

O bairro Nova Córdoba, do séc. XIX e XX, foi inspirado nos bulevares parisienses e tem um diferente traçado urbano. Era habitado pela elite no início e é considerado tradicional. Neste local está a Paróquia do Bom Pastor, dentro não é igreja e sim ponto de encontro de pessoas para tomar mate, por exemplo. Pensem em algo inusitado. Ao lado está o Paseo del Buen Pastor com chafariz, galeria de arte e loja transada.

Mais adiante testemunhamos algo espetacular: a Igreja do Sagrado Coração (dos Capuchinhos), umas sete quadras da Praça San Martin. Por 150 pesos, o turista sobe a escada espiral para ver o mirante lá de cima (são uns 148 degraus). Para tanto, há um guia contando a história. O estilo da igreja é neogótico, de ordem franciscana, toda de matizes de rosa e de madeira.

Vimos o câmpus da Cidade Universitária cujo ensino foi o primeiro de Córdoba e é de graça, tendo sido fundada por jesuítas. É secular e livre. Passamos pelos Tribunais Federais do Poder Judiciário.

Chegamos à Cidade das Artes da Universidade Provincial de Córdoba. Lá há teatro, cursos de cerâmica, desenho e outros. Córdoba é uma cidade universitária por excelência. Também há a Universidade Nacional (federal) e as privadas, consideradas caras.

O Parque Sarmiento é o maior da cidade. Lembra o Ibirapuera de Sampa. As árvores vieram de outros países, são plátanos, palmeiras, magnólias etc. É de 1911 e são 100 hectares. A parte alta oferece um mirante. Há muito a fazer por aquela paragem e os food trucks fazem sucesso. Tem morador que ruma ao local só pra comer o conhecido pão de choriço. Dentro do parque há lago artificial, parque de diversões, lugar para festividades, eventos culturais e musicais. Digno de nota dizer que pelos idos de 1920 o banheiro era separado para homens e mulheres por horários.

Saindo do parque, cruzamos hospitais públicos: o São Roque com mais de 100 anos e o Rawson, infantil. O outro São Roque se situa no centro e data de 1917. Existe a igreja do mesmo santo cujo estilo arquitetônico é colonial clássico.

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Pontes Gêmeas que dão acesso ao Centro Cívico em Córdoba-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado

A estação de ônibus serve para viagens nacionais e internacionais. Ali perto está o Centro Cívico  del Bicentenário Gobernador Juan Bautista Bustos (casa do governo da província) em um prédio todo moderno.  Conhecido como “El Panal” é de 2011, assim como as Pontes Gêmeas de acesso a ele, que foram inauguradas anteriormente, mas no mesmo ano pelo governador Schiaretti. O divertido monumento “El Hombre Urbano” (O Homem Urbano) se localiza cerca de ali. O rio Suquía cruza a cidade que da mesma forma possui arroios, como o La Cañada.

Seguimos por bairros residenciais tão a cara da Argentina, por exemplo: o Júniors. Os primeiros moradores foram os trabalhadores da ferrovia que vieram da Inglaterra.

Terminamos o city tour, demos tchau às companheiras de passeio legais  e rumamos ao restaurante que a guia indicou ali do lado. Solar de Tejeda é um museu e do lado um restaurante, localizado à Rua 27 de abril, 23. Vale a pena demais. A casa é deslumbrante e histórica, um casarão colonial espanhol. Pedimos um prato por 240 pesos por pessoa e veio muita fartura de comida: dois filés de merluza a milanesa com verduras e legumes: abóbora, cebola, tomate e pimentão grelhados. Excelente! Adicionado a isso, um vinho tinto Vasco Viejo de Mendoza. Não é uma maravilha? E de entrada: o sempre presente pão com grisines (pequenos bastões torrados e secos de pão, finos e longos; receita de Turim, Itália) ou palitos de pão. Aliás, cobram o cubierto ou entrada, o que na maioria dos restaurantes é grátis.

Saindo dali, fomos fazer câmbio em um kiosco na Praça San Martin, indicação do rapaz solícito do Centro de Informações Turísticas ali perto. Devemos a ele não ter ficado sem dinheiro em pleno domingo e segunda, pois era feriado. Estava tudo fechado.

Continuaremos nossa aventura em breve…

 

 

 

 

 

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