Argentina – Córdoba – Cabildo e Paseo de las Artes

Estamos ainda no dia 14 de outubro de 2018 à tarde pós-almoço. O calor aumenta ao longo do dia. Fomos rumo ao Cabildo, mas estava fechado, logo olhamos somente o prédio e peguei algumas informações. Trata-se de uma instituição mais tradicional deixada pela Espanha. Típica construção colonial com uma série de arcos formadores de uma recova. Na parte superior tem janelas grandes com um balcão central saliente. Atualmente aloja a Secretaria de Cultura e o Museu da Cidade o qual descreverei em outro artigo.
Entre 1573 e 1992 o Cabildo foi sede do Governo Intendência de Córdoba e Tucumán, Assembleia e Governo Provincial, Municipalidade e Polícia da Província. Hoje é centro cultural dos cordobeses.
De lá caminhando nos dirigimos ao Patio Olmos. Gostei do shopping, há muitas opções de restaurantes. As lojas de alfajores da região valem. Eis uma tradição argentina, todos comem sempre. Além do mate que os habitantes carregam com a garrafa térmica e cuia e bomba para qualquer local. Vendem muito como suvenir os apetrechos para chimarrão e a bolsa para carregá-los. Tal costume do chimarrão é instituição na Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul (Brasil).

Queríamos mesmo era conhecer a feira mais tradicional de Córdoba aos domingos: o Paseo de las Artes, mas antes de chegar lá, nos dirigimos a pé pela Av. Belgrano e entramos na Capela San Francisco Solano dos dominicanos. O bairro se chama Güemes onde se localiza a feira enorme. É no estilo da feira de San Telmo de Buenos Aires e no Brasil a mais parecida é a do Brique de Porto Alegre-RS. São lugares onde os turistas se refestelam, assim como os moradores.
A feira é fan-tás-ti-ca! Tem mil bancas com doces regionais, pães, artesanato, comidas, bolsas etc. Ao redor todas as lojas estão abertas, tais como: antiguidades, restaurantes, sorveterias e por aí vai. Amei!!! Comemos baklava com nozes, um doce grego que já tinha ouvido falar. O Carlos comprou lemoncello, aquele licor italiano delicioso feito de limão.
O dito bairro é muito transado por conta das lojas e seus diversos recantos. São hordas de jovens e gente bonita, aliás isso não falta por ser uma cidade universitária. Os habitantes chamam a atenção pela beleza. Uau! A feira é perfeita para um domingo à tarde, pois começa às 17 h e termina bem mais tarde.
Para um sorvete original de figo com nozes e framboesa, indico a heladeria Venezia y Café. Depois para gastar as calorias, seguimos na caminhada. Ainda bem que os doces e sorvetes têm pouco açúcar, deste modo a consciência dói menos… Ficamos cansados de tanto peregrinar e já na saída, resolvemos nos alimentar de quê? Outra instituição argentina: empanadas. Descobrimos na esquina da Belgrano com San Luís a La Cabaña de Chamigo com música regional, lugar simples e atraente. Pedimos empanadas de milho (choclo), frango e carne. Cada por 20 pesos, bem em conta. Com cerveja escura, amarga e de origem mendocina chamada Andes fizemos a festa. Detalhe: a garrafa é de um litro.

A cidade é alegre, jovial, festeira para todas as idades. Ao voltarmos para o hotel, nos deparamos com pessoas, idosos em sua maioria, dançando tango na Diagonal E. Garzón perto do shopping Patio Olmos. Vibrei. Considerei a prova de que as pessoas vivem e respiram a cidade. Havia muitos espectadores curtindo o momento e em frente ao citado shopping outra multidão, conversando, ouvindo música etc. Fabuloso.
Algo interessante do hotel Caseros 248: havia no quarto sachês de café preto (da marca La Virginia de Rosário-Argentina) e chá. Nunca vi na vida, mas gostei da ideia. E outra novidade: o dia das Mães é celebrado dia 21 de outubro no país. O comércio dá descontos robustos na semana anterior.
Prosseguiremos com as serras de Córdoba em breve…

Adorei as pessoas dançando tango!!!! Esperando pelo próximo episódio de Córdoba…
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Querida Simone,
Fico feliz em saber disso. Em Córdoba, as pessoas são vivas, aproveitam ao máximo a sua cidade. Achei muito bacana. Beijos e obrigada pelo comentário.
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