Chile – Santiago – Primeira Parte
Hoje é dia 24 de abril de 2019. Estamos passeando pelo centro de Santiago. Nosso apart-hotel Origen é bem localizado (Tarapacá, 644). Está na hora do almoço, estamos em um portal que dá para a praça Plaza de Armas. É o Portal Fernandez Concha no Paseo Estado. Tem quiosques de sanduíches e restaurantes. Notamos estar mais arrumado e com comidas mais atraentes aos olhos.
Um comentário: é muito bom caminhar sem pressa em um paseo, ou seja, calçadão na capital. Sentar em um banco e ver a vida em Santiago acontecer é ainda melhor… Detalhe: ainda existem engraxates aqui e senhores jogando xadrez na rua.
Voltemos ao almoço. Descobrimos o restaurante El Rincón del Portal. O Carlos pediu o típico pastel de choclo. Vai milho, carne, frango, cebola e ovos. Uma delícia. Para mim, foi salada com frango desossado. Passamos bem. Gostam de abacate na comida, como o colombiano e o mexicano. Para beber, um refrigerante parecido com guaraná que não existe no Brasil: Ginger Ale, das companhias Canada Dry ou da Nordic Mist. No total foram 11. 850 pesos chilenos, com 10% para o garçom.
Percebi que as pessoas não são obesas em geral. Visitamos a Catedral e a Plaza de Armas (praça mais central e famosa). O dia estava frio com 12 graus e com leve chuva. Na Catedral encontramos um grupo bem animado cantando, as mulheres sendo maioria. Lá estava a estátua de San Alberto Hurtado (1901-1952). Ailás, meu sobrenome é Hurtado em espanhol.
Na Plaza de Armas, vimos um rapaz da companhia de ônibus Turistik, falamos que queríamos passear no ônibus hop-on/hop-off (aquele que se desce e sobe nas diferentes paradas) e ele nos levou ao escritório ali perto. Por 30 mil por pessoa, compramos o pacote para dois dias, incluindo o teleférico e o funicular no Cerro San Cristóbal o qual faz parte do Parque Metropolitano. Ele nos deu pulseiras e pediu para não removermos. Decidimos, então, pegar o ônibus na parada da Plaza de Armas na rua Monjitas e passear de ônibus somente à tarde e deixar para o outro dia o cerro. São 2 horas e meia fazendo o giro pela cidade e ainda se ganha descontos para o Mercado Público e o Patio Bellavista (um shopping transado com lojas e restaurantes etc, porém caro).
Dentro do bus turístico, há audioguias com várias línguas. Lá está o nosso português. Há muitos brasileiros conhecendo esta linda região. Aliás, o brasileiro em geral fica em Santiago e arredores, o que é uma pena, pois o país tem muito a oferecer.
Comecemos o percurso de aprendizado pelo centro. O belo prédio da antiga sede do Congresso Nacional funcionou como tal de 1876 a 1895, quando sofreu um incêndio, por isso na década de 80 os congressistas se mudaram para a cidade de Valparaíso. Em 1913 o prédio foi vendido à Sociedade Imobiliária Septiembre e em 1973 vendido ao governo. Chama-se Palácio Septiembre.

O palácio do governo, isto é, o la Moneda tem estilo arquitetônico neoclássico. Foi lá que o presidente Allende se matou em 11 de setembro de 1973. O que assumiu, general Pinochet, governou o país por 17 anos como ditador. Em 1988 foi realizado um plebiscito sobre a permanência dos militares no governo, cujo resultado foi a saída deles, com 55 % dos votos. Logo depois assumiu um partido, nomeado Concertación de Partidos pela Democracia, da coalizão centro-esquerda com os integrantes: Sebastián Piñera, Michelle Bachelet, Eduardo Frei Ruiz-Tagle e Patricio Aylwin. Segundo a Wikipédia, a coalizão manteve disciplina interna, apresentando um único candidato às eleições de então, o líder democrata-cristão Patrício Aylwin. A Concertación permaneceu na presidência do país de 1990 a 2010, quando Sebastián Piñera da direita chilena foi eleito. Assim, a Coalizão foi extinta. Interessante que estamos de volta ao mesmo presidente em 2019.
Em frente ao la Moneda, encontra-se a Plaza de la Constitución, onde há uma parada do ônibus Turistik. Existiam casas no passado. Hoje engloba ao seu redor as principais instituições públicas do Chile, como a Controladoria Geral da República e o Centro Cultural la Moneda, o qual sempre visito. Tem cinema, cafés, lojas de artesanato indígena etc. Na praça está o mastro com a bandeira enorme tremulando desde 2010, em honra aos 200 anos da independência do Chile.
A Avenida Libertador Bernardo O´Higgins, ou como todos dizem Alameda, tem a estátua de San Martin, o argentino importante para a independência do país. Já O´Higgins é considerado o pai da independência. A Alameda é uma avenida longa e larga.
Vamos seguindo dentro do Turistik. Parada Paseo Presidente Bulmes. Que cidade! Com um centro habitável e repleto de história. Esse paseo é uma artéria ao sul da Alameda que compreende seis quarteirões para pedestres. Foi construído em 1930 como parte do projeto Bairro Cívico, desenhado pelo urbanista Karl Brunner. Foi a mais importante intervenção no centro da cidade.
Parada Cerro Santa Lucía (cerro significa uma montanha pequena). A monumental entrada neoclássica do cerro foi terminada em 1902 e mostra uma escultura do deus Netuno. Passeio imperdível. Ali está o prédio de cor mostarda finalizado em 1872. Trata-se da Casa Central da Universidade Católica do Chile. A igreja de São Francisco do séc. XVI é histórica, por ser o único prédio desse século na capital. A Biblioteca Nacional é a mais completa da América Latina com três milhões de livros, dentre eles, alguns raros, como um decreto do séc. XVII dos reis católicos da Espanha: Fernando e Isabel.
Continuaremos em breve com nosso passeio de ônibus.

Amei o relato, Mônica! Deu vontade de conhecer o Chile.
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Querida Hebe,
Sim, você amará o país e o povo, pois são extremamente gentis. Sempre fico encantada. Há tanto a ver e conhecer que uma viagem será pouco. Fico satisfeita em compartilhar relatos positivos com você. Grande abraço à família.
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Dear Mônica,
Santiago é adorável e estou revisitando com vocês, por lugares queridos.
Obrigada.
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Querida Josi,
Fico feliz em estar fazendo passeio tão agradável com você. Santiago faz-nos querer retornar sempre. Beijos carinhosos.
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