Chile – Pucón

Chile – Pucón

Flores em Pucón
A florida Pucón-Av. Bernardo O´Higgins-Chile-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é sábado, dia 27 de abril de 2019. Chegamos ontem a Pucón. O café da manhã servido pelo próprio dono do Hostal Graciela foi muito bom. O casal Henrique e Victoria é bom de papo.

A cidade tem tanto a oferecer… o vulcão e o lago Villarrica, termas com águas vulcânicas, além de esqui, rafting, cavalgadas, trekking etc. Os passeios aos parques nacionais são outra pedida, vai-se por conta própria. Perto tem a cidade de Lican Ray, uma gracinha.

O clima de dia está uma delícia: de 13 a 14˚C. À noite, esfria muito.

No passado, Pucón era um balneário caro, porque exclusivo de norte-americanos para pesca. Hoje é mais democrático e menos caro. Infelizmente, para nós, brasileiros, o real está desvalorizado, logo sentimos no bolso a diferença de vezes passadas no Chile. Sugiro levarem dólares e reais. O hotel se paga com dólares e no dia a dia se troca reais. Deu certo para mim, ainda economizei dólares para a próxima viagem.

O dia foi para passear a pé. Na avenida principal Bernardo O´Higgins se encontra muito o que ver. Na Huerto Azul achei chocolates caseiros, pães, queijos diversos, empanadas, dentre outros produtos. Parece a argentina Bariloche pequena. Muito fácil caminhar pela cidade toda. Há poucos brasileiros. Pucón é dividida pela O´Higgins e tem flores nos canteiros centrais. Uma lindeza.

Continuamos a jornada de se deliciar com as vitrines e entrar nas lojas. As de roupa de inverno são sensacionais. São as mesmas que vemos em shoppings em Santiago: Cat, Columbia, RKF, Merrell, Fallabella, uau! Os casacos são tentadores na loja Fallabella  por preços promocionais.

No Paseo Peatonal Calle Roberto Geiss, também área dita Costanera Roberto Geiss a oeste da cidade, descobrimos um pedacinho de cartão postal da cidade com o lago La Poza (que na verdade é o mesmo Villarrica), calçadão e muitas flores.

Como estava nublado, não vimos o afamado vulcão Villarrica ainda. Mas encontrei explicações sobre ele em uma placa: tem de altitude 2.847 m e se encontra ativo. Sua cratera de solo possui 200 m de diâmetro e apresenta um lago de lava de 1.250˚C com fumarolas permanentes. Está coberta por um extenso glaciar de 40 km² que se localiza no extremo noroeste de uma cadeia vulcânica junto aos vulcões El Mocho, Quetrupillán, Quinquilil e Lanín (na Argentina). Teve erupções históricas em 1908, 1920, 1948, 1949, 1963, 1971, 1984, 1985 e 2015. De acordo com o Henrique, este último provocou mais medo nos hóspedes brasileiros do que nos outros estrangeiros que tinha à época na pousada. Conforme a Wikipédia, “fumarola é uma abertura na superfície da crosta da Terra, em geral situada nas proximidades de um vulcão, que emite vapor de água e gases, tais como dióxido de carbono, dióxido de enxofre, dentre outros”.

Pegamos um período de chuvas, uma pena. Mesmo assim, com guarda-chuva em punho, aproveitamos o máximo. A chuva é como a garoa “londrina”.

 

Nosso primeiro almoço foi no restaurante Rume Kimey (língua mapuche), situado no segundo piso do Mercado de Artesanía na Calle (rua) Ansorena. O vinho foi Cabernet Sauvignon, Santa Rita, 120 Três Medalhas. Para o Carlos, pastel de choclo (prato típico com milho) e para mim, peito de frango grelhado, arroz com sêmola e batatas salteadas. A salada de cenoura e alface é por conta da casa. É comum os garçons servirem molho vinagrete com pães nos restaurantes antes do almoço. A comida é bem farta, o frango teria dado para duas pessoas. Como se diz em espanhol, “rico”, ou seja, saboroso. Ganhamos de sobremesa uma mousse de ata. Saímos satisfeitos. Aí sabem como agradar o cliente. Bem, o café é Nescafé, então não quisemos. Para quem não sabe, “sêmola é o resultado da moagem incompleta de cereais”, de acordo com a Wikipédia.

Para fazer a digestão, seguimos no conhecimento da cidade. Andamos até o elegante Gran Hotel Pucón em frente à histórica Plaza de las Armas (praça das Armas). O turismo desenvolveu-se a partir da inauguração desse hotel em 1934. Já a praça é linda, com muita arborização e tranquilidade, localizada à Calle Clemente Holzapfel, 412. Gaviões e pássaros fazem a festa.

Lá vimos estátuas de madeira retratando indígenas da região. A obra chamada Kona retrata o Jovem Mapuche na Canoa, do escultor mapuche Luís Cifuentes Palacios; e a obra Tayelfe mostra a Mulher Mapuche em Cerimônia, do mesmo escultor. Considero fantástico o povo de Pucón valorizar a sua origem. Fiquei sentada na praça a refletir sobre a calmaria da localidade. Os habitantes têm qualidade de vida, sem dúvida, porém se precisarem de médicos e dentistas, se obrigam a ir até Temuco (capital da Araucanía, cidade maior, onde está o aeroporto).

Algo que me chamou a atenção e fiquei penalizada foi a quantidade de cachorros de grande porte abandonados. Ficam circulando pela cidade o tempo todo. Uma cadelinha nos seguiu por um longo caminho, ficamos encantados e tocados. Embora as pessoas os tratem bem, poderiam estar mais bem cuidados e sem passar frio em um lugar específico para eles. Uma noite na rua pegamos 0˚C, pobres perros.

Outro local idílico: o acesso à praia (Playa Grande) pela Calle Ansorena. O lago Villarrica com sua areia escura, vulcânica se apresenta como um lugar que ferve no verão. Vimos barcos e pedalinhos para serem usados. O ambiente é bonito e transmite paz.

Quem ama Pucón são os motociclistas, especialmente, de São Paulo e Paraná, nos disse o Henrique. Conversamos muito com ele, sempre trocando informações sobre os nossos países.

Na igreja Santa Cruz de Pucón, presenciamos um batizado coletivo. Sempre bom observar as pessoas da terra em seus eventos cotidianos. Gostei muito do Mercado de Artesanatos na Plaza de la Artesanía na Calle Fresia. Muitas maravilhas em madeira, chocolates, artesanatos indígenas, bijuterias originais, enfim, um ótimo lugar para comprar as lembrancinhas.

A cidade é toda em madeira e cheira bem, também é limpa e agradável. A mim me recordou Villa Angostura (perto de Bariloche) e El Calafate, ambas na Patagônia Argentina.  Pucón atrai e quem vai, volta. Apaixonante.

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Eu no Café de la P. com o meu café e torta de framboesa-Pucón-Chile-foto tirada por Carlos Alencar

Um café maravilhoso: Café de La P. na Calle Lincoyán, 296. Eis uma cafeteria, chocolataria e restaurante que vale a pena de tão gostosa. Um expresso duplo e uma torta de framboesa com creme e frutas, com certeza, imperdível! Por 3.850 pesos vale demais. Pucón é uma cidade cara, todavia certos locais são obrigatórios. Aconselho procurar o garçom Maurício, gente boa.

Em breve mais Pucón…

 

 

 

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