Chile – Pucón – Termas Geométricas
Hoje é domingo, dia 28 de abril de 2019. Faremos o passeio às Termas Geométricas à tarde por 30 mil pesos por pessoa com Daniel Muñoz. Consideramos o preço mais razoável, incluindo a entrada nas Termas. Fone: 56 9 88286704 (whatsapp). O Carlos o descobriu no porto (Marina do Porto do Lago-Lago La Poza) buscando uns turistas, aí conversaram e gostamos do preço. Como éramos dois, nos deu um desconto. Nossos companheiros de viagem eram na maioria jovens ingleses.
Um detalhe interessante: escutamos um alarme cedo da manhã com muita força. Perguntamos ao Henrique do Hostal Graciela e ele nos explicou que tocado uma vez significa acidente ou incêndio, cinco vezes representa o vulcão Villarrica em erupção.
O supermercado Ellit na av. Bernardo O´Higgins nos ajuda muito. Fomos lá comprar nosso lanche para a aventura: suco e empanadas. Não se usa mais sacolas plásticas e canudos plásticos em Pucón também. Algo muito louvável foi ter visto em algumas embalagens de comida ALTO EM AÇÚCAR ou ALTO EM SAL. Nada mais chamativo. Confesso ter pensado duas vezes antes de comprar.
A cidade é muito bem policiada em um domingo de manhã. Vimos os carabineros (policiais) agindo, pedindo documentos e investigando uns jovens em um carro suspeito no centro.
Enfim, às 12.15 da tarde passa a van no hostal para nos pegar e levar para o porto. Lá entramos em um micro-ônibus com outros visitantes. São duas horas para ir e mais duas para voltar. No percurso vemos muita vegetação e praias do lago Villarrica. Entramos na cidade de Villarrica e temos uma ideia do seu tamanho, é maior que Pucón. Estamos no sentido da cidade de Lican Ray na Ruta (Caminho) Interlagos ou Red Interlagos (S-95-T). Incrível não termos visto o vulcão Villarrica ainda, o tempo continua nublado e chuvoso.
Vemos casas alpinas e casas residenciais de madeira, além de hotéis/cabanas e mais cabanas de madeira. Seguimos em uma estrada muito boa, sem um buraco e olha que lá chove muito. Não resisto em comparar que aqui no Ceará-Brasil a desculpa para as estradas com buracos é a chuva!!!!
Os nomes indígenas mapuche nos lugares são a tônica aqui. Observamos fábricas de móveis com vendas. Afinal, é região madeireira. Não entramos na cidade de Lican Ray, passamos por fora, mas vemos o lago Calafquén. A região faz parte do Circuito dos Sete Lagos. Há controle de velocidade na estrada. Rumamos a Coñaripe, outra localidade. Encontra-se na zona de perigo vulcânico com via de evacuação (como Valparaíso cerca de Santiago).
Entramos na cidade de Coñaripe e dobramos à esquerda na direção das Termas Geométricas com águas vulcânicas. São as termas mais originais, pois se situam dentro da natureza. Apesar de mais caras e mais distantes, valem cada tostão. Vamos subindo a serra onde tudo é verde e bucólico com ovelhas e vacas. A terra é fértil. A localização é km 26 de Coñaripe ao Parque Nacional Villarrica.
Só vi buracos na estrada secundária de terra vulcânica. Nota-se uma terma atrás da outra. Fantástico.
As Termas Geométricas são um lugar único. A 1000 m de altura, se localizam na fenda entre duas montanhas, uma quebrada (um desfiladeiro) ao longo de 450 m. Ao relento um frio “dos brabos” e dentro das piscinas a água muito quente, um contraste e tanto. As passarelas de madeira vermelha margeiam as vinte piscinas ascendentes ao ar livre que exalam vapores de 33 a 38˚C. Um deslumbre! Banho revitalizador. Com a identidade ou passaporte recebemos um cadeado para o armário e a toalha.
Na sede principal, há uma cafeteria/pizzaria com uma lareira no centro com tochas verdadeiras. As cabines para troca de roupa também são de madeira vermelha e se situam no meio da natureza.
Banhar-se na piscina e ficar olhando acima os paredões montanhosos com vegetações é uma experiência diferente. A pele agradece as duas horas de banho vulcânico.

Após tão magnífico banho, fomos para a cafeteria e pedimos um bom café expresso por 1000 pesos e uma kuchen (torta em “alemão”) de maçã por 3.500 pesos.
Voltei renovada. Já o Carlos não gostou do contraste: frio e água quente ao relento. Ele prefere piscinas cobertas.
Chegamos às 19 h e pedimos para descer na O´Higgins, o “point” de Pucón. Estava bem frio, ufa!
Continuarei com mais passeios em Pucón em breve.
