Chile – Pucón – Vulcão Villarrica

 

Chile – Pucón – Vulcão Villarrica

Rio com vulcão
Arredores de Pucón e suas belezas: rio e vulcão-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 30 de abril de 2019. Vamos ao vulcão Villarrica, enfim! O dia está ensolarado e promissor de um passeio inesquecível.

O motorista Carlos da agência Florencia (www.turismoflorencia.com) nos pegou no Hostal Graciela às 10.30 h e nos deixou na matriz (endereço: avenida Bernardo O´Higgins, 480), conforme combinado no dia anterior, quando fomos pela mesma agência ao Tour por La Zona.  A excursão de hoje custa 20 mil pesos por pessoa.

O guia Charly está conosco novamente. O dia começa com uma visita a uma comunidade mapuche, com casa (“ruka” na língua indígena) e feira de artesanato. Estava fechado, só funciona no verão.

 

Segundo o Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul, de Zizo Anis & Os Viajantes, “o Parque Nacional Villarrica fica a 8 km ao sul da cidade e ocupa uma área de 61 mil hectares. Foi criado em 1940 com o intuito de proteger a região. Em sua área estão os vulcões Villarrica e Quetrupillán, este último já extinto”. O parque tem o setor: Rukapillán, o mais próximo de Pucón, e onde fica o vulcão Villarrica. No outro setor Quetrupillán se localiza o vulcão homônimo, com 2.360 m, que também faz parte do Parque Nacional Villarrica.

O Villarrica expele fumaça de dentro e existe de 30 a 40 mil anos. Rukapillán, primeiro nome dado pelos índios mapuches ao Villarrica, significa “casa dos espíritos mapuches” ou na brincadeira “casa da sogra”. Do outro lado da fronteira: na Argentina se encontra o vulcão Lanín (3.776 m) perto da cidade Junín de los Andes. O rio Trancura nasce em um lago nessa região. O vulcão mais perto do Lanín é o Quetrupillán (“diabo dormido”). A erupção nos anos 1800 foi tão forte que partiu o cume.

Já o Villarrica teve a sua última erupção em 3 de março de 2015. Veio com tremor e um som como um grito forte. Por 50 minutos houve movimentos sísmicos, as rochas se partiram, logo minerais caíram na água e começaram a expelir gases. A chaminé de tantos anos sem erupção provocou um incêndio saindo do vulcão. Este se partiu, porque tinha movimentos sísmicos e gases e tudo que estava dentro saiu. A coluna eruptiva é a mescla de gases e cinzas com muita pressão. O vulcão tem muito cobre e minerais, a lava sai por cima diferente dos outros vulcões centro-americanos cuja lava sai por baixo. O Villarrica sempre tem neve por cima. A lava com neve se chama “lar”, que começa a sair como corrida vucânica. Lares de lava saem por seis rios de água glacial (pouca água). O rio Turbio vai para outro lado, dá volta e se cruza com o rio Trancura que se mescla com o Liucura e com o rio Plata e desemboca no lago Villarrica.

Falando no esporte radical rafting, o rio Trancura na localidade do parque de Saltos de Marimán não oferece o rafting alto. Os rios se classificam em nível internacional de 1 a 6 em grau de periculosidade.  O grau em Marimán é o perigoso grau 6. Este rio tem cinco saltos.

Pucón possui mais dois vulcões. O Pillán Modjo (“peito do diabo”) é inativo, mas não morto. Morto significa extinto. Este vulcão é considerado perigoso, porque não é monitorado. Interessante dizer que o lago Caburgua é um vulcão extinto que formou o lago.

O vulcão Villarrica tem 2.847 m, mas nós fomos somente até a base com 1.400 m. O frio e vento são grandes. A energia do vulcão é sentida na pele. Estamos no Parque Nacional Villarrica. Estamos em um carro 4 x 4 e vamos subindo um caminho longo. A pé é muito cansativo. Passamos por um rio seco chamado Zanjón Seco. Nossos acompanhantes eram a Shirley e o Weslley de Minas Gerais, os mesmos que estavam com a gente no Tour por La Zona.

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Base da estação de esqui do vulcão Villarrica-Pucón-foto tirada por Mônica D. Furtado

Na base, há cafeteria e cadeiras para subir a montanha. Daqui vemos os lagos da região Villarrica e Calafquén. Esta região toda fica nevada e a estação de esqui vai de maio a novembro.  No inverno não se sobe pelo caminho à base, porque é perigoso por ter neve. O esforço grande não é para todos.

São três pistas de esqui: estamos na primeira que é mais simples e para principiantes. O centro de esqui é mais rústico, possui pistas não tão inclinadas. Em aproximadamente 4 horas e meia se chega à cratera ou cume. Incrível que a descida de esqui ocorre em 2 minutos e 35 segundos de cima abaixo.

Na descida, o carro vai “no vento”, ou seja, sem câmbio. De lá, já em Pucón, subimos a um mirante, onde há um Cristo de madeira, passando pelo cemitério da cidade.

Meus agradecimentos a tudo aprendido por meio do guia Charly e do motorista Carlos. Foram magníficos. Gostei muito dos papos com a Shirley e Weslley também.

Dali era hora do almoço. Comemos o menu do dia, uma refeição deliciosa no Café Ayün cerca do Terminal JAC, uma das rodoviárias, a de ônibus maiores. Por um preço razoável de 4.900 pesos, comemos frango e carne ensopados. Foi uma manhã bem-sucedida, aconselho.

Seguiremos com o balneário de Lican Ray, o qual visitamos à tarde.

 

 

 

 

 

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