Itália – Bérgamo

Itália – Bérgamo

Nós em Bérgamo
O Carlos, o Vinícius, eu e a Denise em Bérgamo-Itália-foto selfie tirada por Denise Alencar

Hoje é segunda-feira, dia 11 de fevereiro de 2019. Ainda no hotel Golden Milano, tomamos o café da manhã por 7 euros por pessoa. Chamo a atenção para o iogurte Malga Tirolese de frutas, uma cremosidade deliciosa. Nutella na Itália é Noccio. Sempre ótimo.

Estamos em Milão e pegaremos o trem para Bérgamo na estação Milano Centrale. Formosa com suas lojas e cafés. O movimento é grande tanto fora como dentro. Pela Trenitalia Regional Express há opções de hora em hora, por exemplo: sai às 8h05 da manhã e chega lá às 8h53 ou sai às 9h05 e chega às 9h53 e daí por diante. São 48 minutos de viagem. Já na volta com horários para aproveitar a cidade, sai de Bérgamo às 13h02 e chega a Milão às 13h50 da tarde.

Com era inverno e estávamos em quatro só entramos no trem às 10h05 e de outra empresa: a Trenord. Compra-se o bilhete na bilheteria e ele tem que ser validado nas máquinas amarelas em frente à plataforma do trem. Isso é obrigatório. O trem é mais velho, mas pontual. Amo trens!

Comecemos o percurso pelos arredores de Milão. Primeira parada: Lambrate; segunda parada: Pioltello Limito; terceira parada: Treviglio Ovest. A gente passa pela zona rural, vemos fazendas de gado com as montanhas e seus picos nevados ao fundo. Nas cidadezinhas os prédios são baixos. Cruzamos com uma termoelétrica, com um rio que vem do degelo da neve e com estufas de hortaliças. O dia está ensolarado, um pouco mais quente. Adentrou no trem um rapaz se dizendo sem teto e sem emprego, com duas crianças pedindo dinheiro por meio de um papel.

Quarta parada: Verdello-Dalmine. Essa eu considerei graciosa e bem habitável com casas de dois andares coloridas.

Pronto. Chegamos a Bérgamo. Estamos na Cidade Baixa na Piazza Guglielmo Marconi. A estação é pequena e lá mesmo se compra a passagem do ônibus em direção à Cidade Alta. Foram 10,40 euros para os quatro: ida e volta.  De funicular chegamos à Cidade Alta.

A Cidade Alta é o point turístico, amuralhada, imperdível. São 5 km de muralhas venezianas. Parece com a parte antiga de Québec-Canadá. Dentro há museus, lojas e restaurantes. As ruelas medievais são apaixonantes. A igreja de St. Ágata Del Carmine é bonita demais.

Bérgamo tem um atraente acervo de arquiteturas medieval, renascentista e barroca, sendo considerada uma das mais belas e interessantes do norte da Itália, conforme o livro Itália da Lonely Planet. Falando em história, a cidade foi controlada por Veneza por 350 anos até a chegada de Napoleão.  O coração da Città Alta é a Piazza Vechia, isto é, Praça Velha.

Como já era hora do almoço, descobrimos um café promissor: Café Del Corsarolla na Via Bartolomeo Colleoni, 17. Pedi salada e uma panizza grande com presunto e queijo de búfala por 7 euros, além de um latte machiato por 6 euros. Eis um clássico italiano. Segundo a nespresso.com, leite quente e a espuma cremosa harmonizam com o sabor café. Como os italianos gostam de música americana…

Na padaria Il Fornaio (Via Bartolomeo Colleoni, 1), provamos uma especialidade da terra: polentina mignon por 1,90 euros. Tem creme de amêndoa e é mais doce. Os nativos amam essa iguaria. Também é dita como polenta e osei. De acordo com o site italiaparabrasileiros.com, é uma espécie de pão de ló recheado com creme, chocolate e licor, um pássaro de chocolate em cima e açúcar de confeiteiro amarelo ao redor.

Passeamos pela Cidade Alta, sentimos seu aroma de antiguidade conservada e fomos à Piazza Del Duomo onde encontramos a Basílica românica di Santa Maria Maggiore, Cattedrale di Sant´Alessandro (Duomo) e Batistério. A basílica é vizinha do Duomo e tem diversas influências arquitetônicas.

O livro Itália da Lonely Planet diz que da basílica se destaca a renascentista Capella Colleoni, ostensivamente acrescentada à lateral, voltada para a praça entre 1472 e 1476. Construída como mausoléu para Bartolomeo Colleoni (1400-1475), comandante mercenário bergamasco que liderou os exércitos de Veneza em campanhas por todo o norte da Itália, ela é decorada com afrescos do mestre veneziano do rococó Giambattista Tiepolo (1696-1770). Separado da igreja há um batistério octogonal de 1340, transferido para o endereço atual em 1898. Foi edificado por Giovanni da Campione para a Basílica de Santa Maria Maggiore. Já o Duomo é o núcleo da vida espiritual da cidade. Tem uma linda fachada branca, laterais marrons e um formato atarracado. Diz o site en.wikipedia.org que a Cattedrale di Sant´Alessandro ou Duomo é dedicada ao santo Alexandre, santo patrono da cidade. Trata-se da sede do bispado.

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Funicular que vai da Cidade Baixa à Alta e vice-versa em Bérgamo-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Voltamos de funicular, pegamos o ônibus na parada na praça principal para a estação 1 A. A passagem de ônibus validamos no funicular. É válido por 75 minutos. O trem partia às 15h02 para Milão. Pontualidade elogiável. Dentro da estação de Milão, aconselho a lanchonete Mignon.

Chegando a Milão, pegamos os ônibus turístico hop on-hop off, o qual ainda tínhamos direito e fomos direto ao centro. Enfim iríamos conhecer a bela catedral, a fila estava menor. Por 3 euros por pessoa e tendo sido revistados pelo Exército, entramos no maravilhoso Duomo de mármore rosa da Candoglia. No seu interior há os maiores vitrais do mundo cristão. A sua fachada branca é adornada por 135 pináculos e 3,2 mil estátuas, é deslumbrante. Mais: o site pt.wikipedia.org reforça que a construção começou em 1386 sob a iniciativa do arcebispo Antonio da Saluzzo, em um estilo gótico tardio de influência francesa e centro-europeia, distinto do estilo corrente da Itália de então. Eis uma catedral para conhecer antes de morrer.

Nosso jantar pós-passeio foi no Gran Café Visconteo, com o visual impressionante da catedral a nossa frente. Um show! Vinho Chianti, salada mediterrânea e tiramisu de sobremesa. Quer vida melhor? Na mesa ao lado, dois brasileiros ligados à moda: o Danilo, maquiador, de Ribeirão Preto-SP e a Kel, estilista, baiana de Porto Seguro. Divertidíssimos, nos disseram do falecimento do estimado âncora da BAND Ricardo Boechat. Perda chocante. Aliás, na próxima semana haveria a Semana da Moda, por isso a presença deles.

Milão respira moda. Existem muitos outlets a visitar fora da cidade e agências levam os interessados. Nosso passeio depois de Bérgamo em Milão foi pelas lojas no centro. Entramos na Zara para ver as promoções. Se segure bolso… são épocas de descontos, ou seja, fevereiro foi uma boa ideia. Uma loja ao lado da outra é de enlouquecer. Ver o milanês na rua é assistir a um desfile de modas. Uau! Eu me senti totalmente à vontade na cidade, são tantos turistas, êta Milão instigante.

 

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