Itália – Milão – Castello Sforzesco
Hoje é dia 12 de fevereiro de 2019 e ficamos em Milão para passeios. Estamos no hotel Golden Milano e na saída pós-café da manhã, observei algo: havia um monte de material e lixo reciclável na calçada. Pelo visto, o caminhão iria passar e pegar. Vejo isso em Porto Alegre-RS. Muito bom para a natureza. Também como testemunhei em Florença no mesmo país uma máquina que passa limpando a rua. Fantástico. O clima facilita não ter insetos, mas a limpeza ajuda mais ainda. Está muito frio: 12ﹾ a 13ﹾ C. No prédio do hotel há dentista, escritórios e moradas. Que cidade!
A visita do dia é o Castelo Sforzesco ou Castelo de Milão, localizado na Piazza Castello. Possui sete museus especializados em fragmentos da história cultural e cívica de Milão. Estamos na Porta Humberto I. Era conhecido como Castelo Porta Giovia do tempo da lei Visconti quando em 1368 Galeazzo II Visconti, Lorde de Milão, autorizou a construção de uma estrutura fortificada nas muralhas da cidade. De acordo com o livro Itália da Lonely Planet, “originalmente era uma fortaleza dos Visconti, esse icônico castelo de tijolos serviu mais tarde como lar da poderosa dinastia Sforza, que governou Milão durante a Renascença. As defesas do castelo foram projetadas pelo multitalentoso Leonardo da Vinci. Posteriormente, Napoleão drenou o fosso e removeu as pontes levadiças”.
Desde 1952, Milão tem sido casa para a última escultura de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni: a Pietà Rondanini, significando “a Madona segurando o corpo de Jesus morto depois da crucificação”. A obra ficou inacabada com a morte dele aos 89 anos (nasceu em Caprese em 1475 e faleceu em Roma em 1564). Trata-se de uma obra dramática e é feita de mármore. Confesso ter achado a obra um tanto estranha. Se estivesse acabada, seria magnífica, certamente, já que estamos falando do genial Michelangelo.
O Museu de Arte do Castelo data do séc. IV. Há sarcófagos dos cristãos e arte provincial da antiga Roma. O monumento sepulcral de Bernabò Visconti do séc. XIV é belo. Tudo está escrito em italiano, mas com papéis explicativos em inglês.
O mausoléu de Franchino Rusca é de 1350. A obra Madonna com Bambino de Bonino da Campione Circa é de 1360; a sala de tapeçarias tem objetos do séc. XVI, sendo uma delas a de Santo Ambrogio de 1565-1566; a sala decorada por Leonardo da Vinci tem o teto esplendoroso em azul; existe a arte toscana e veneta do séc. XV; da mesma forma há outra pintura de Madonna com Bambino, porém conhecida como Madonna Lia, de Francesco Galli de 1495.
Na Galeria de Pinturas existente desde 1530, há quadros religiosos de Alessandro Bonvivino detto Moretto (de Brescia, 1498-1554); de Giovan Battista Moroni (de Bérgamo, 1520-1578) tem “O Martírio de São Pedro de Verona”; e “O Martírio de Santa Giuliana” de 1595, de Carlo Caliari (Veneza, 1570-1596).
A sala 2 tem móveis antigos, a qual considerei bastante original. Do Palácio Sormani existe mobiliário do séc. XVIII (1759), quadro Console do mesmo século, papéis de parede e poltronas estofadas em tapeçaria de Beauvais com cenas ilustrativas das fábulas de La Fontaine, aparador (cassettone) de 1790, espelho rococó e mesa dos séculos XVIII e XIX, cadeira circular de Carlo Bugatti de 1902 etc. Quanta riqueza!
Na Pinacoteca do Castelo há cerâmicas, presépio napolitano do séc. XVIII, louças, talheres, pratos e quadros pintados de louças. Ademais, as salas de fabricação de instrumentos musicais antigos e as exposições dos instrumentos antigos, em homenagem a Riccardo Antoniazzi, de 1910, como lira, harpa, bandolim, guitarra e violino mostram um trabalho considerável. Ele era de família fabricante de violinos, sendo considerado o mais competente. Também era violinista (1853-1912).
Vi militares do Exército andando pelo castelo. Excelente circuito, o museu é enorme e robusto.
De lá saímos para o almoço no Majestic Café e Bistrô na Via Dante, 15. Depois, voltamos ao ônibus hop on-hop off: parada Castello, linha azul. Mais um passeio.
Em minha opinião, a parte nova de Milão parece com Santiago do Chile e a antiga com Paris. A Cripta San Giovanni in Conca da igreja derrubada é Patrimônio Cultural da Humanidade.
Mais lojas e enfim, jantar. O lugar é muito peculiar e se chama Pasta e Pizza alla Scala, localizado perto do teatro homônimo, na Via Giuseppe Verdi, 6. Oferece boa música clássica e loja com antiguidades: CDs, discos, pinturas de Maria Callas, Nureyev, fotos de cinema, estátuas de Mozart, anjos, colares, revistas, ufa! Tanta coisa interessante. Amei o local. Pedimos crepe de presunto e queijo BRIE com suco de laranja. Como o Carlos e eu adoramos cinema, estávamos nas nuvens. Decididamente, um lugar exótico e atraente. Maravilhoso.
O próximo artigo será sobre Como.
