Itália – Milão – Tirano – Trem Bernina – St. Moritz

Itália – Milão – Tirano – Trem Bernina – St. Moritz

Foto postal da Suíça
Suíça encantada-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2019, dia de São Valentim, o protetor dos enamorados. Estamos em Tirano vindos de Milão de ônibus, na excursão de um dia até St. Moritz na Suíça com a agência Zani Viaggi.

O almoço no restaurante Ai Portici (Viale Italia, 87), pago no ônibus antes da chegada à cidade, por 16 euros valeu. O local é bem confortável e o tratamento muito bom. Vamos ao menu:

Entrada: bresaola com azeite e limão ou salada Caprese
Prato principal: pasta com tomate (macarronada)
Bebida 1: água mineral com gás ou sem
Bebida 2: uma taça de vinho tinto ou branco DOC

Esclarecendo que “bresaola” é típico do vale de Valtellina e significa, segundo a Wikipédia, “tipo de carne seca ao ar livre (normalmente carne bovina), que foi envelhecida por dois ou três meses até se tornar rígida e adquirir um vermelho escuro, quase roxo”.

Enfim, entramos no trem vermelho Bernina às 13h. O guia do trem distribui mapas em inglês e italiano. A pontualidade é suíça. Não mostramos os passaportes na entrada da estação. Há uma controladora de passagens, mas ela apenas olhou, sem pedir nada. As janelas são grandes e podem ser abertas, pois o trem é panorâmico. Começamos a sentir a emoção de subir os Alpes. Estar em um trem como esse que é Patrimônio Mundial pela UNESCO é de se beliscar. Ai, que emoção! Todos são tocados por uma felicidade completa.

O trem é movido à energia elétrica e anda rápido. Foi construído há mais de 100 anos e é considerado um marco da engenharia. É a única linha de trens suíça que atravessa os Alpes, faz parte da Ferrovia Rhaetian. São 61 km espetaculares entre Tirano e St. Moritz. No passeio há americanos, espanhóis, chineses, brasileiros, em suma, multinacional.

Tirano está a 429 m acima do nível do mar. Estamos a 3 km da fronteira da Suíça. Passamos por Campocologno já no país vizinho, Brusio, Le Prese, Poschiavo (1014 m), Alp Grum (2091m), Ospizio Bernina (2253m), Bernina Diavolezza, Morteratsch, Pontresina (1774m) e, finalmente, St. Moritz (1775m), a famosa estação de esqui nos Alpes suíços e um dos destinos turísticos mais desejados no mundo. O percurso é tão belo que não tenho palavras para descrever… toda aquela neve com vilarejos encantados, parece um livro de conto de fadas. Êta país mais mágico!

Interessante dizer que o trem deu uma parada por problemas técnicos por 10 minutos. Foi bom ficar olhando a paisagem. Amo a neve, é tão linda. Em Surovas, perto de St. Moritz, teve gente entrando no trem com esquis. O trem vai subindo e nós testemunhamos os atletas do esqui descendo as montanhas.

Os suíços falam quatro línguas: romanche, francês, italiano e alemão. Ainda estamos no vale Valtellina. O lago congelado em St. Moritz está perfeito para as fotos especiais.  O suíço respeita o espaço do outro e gosta de sua vida calma.

Falemos em St. Moritz. “São Maurício” em português é cara e inigualável, mas cerca dela existem vilas mais em conta. Na parte baixa da cidade está o lago St. Moritz congelado e na parte de cima, a estação de esqui. Do lago, vê-se a cidade de “boneca” com lojas variadas, sendo as mais procuradas por turistas “de um dia”, as de chocolates. No animado centro há também bons restaurantes e hotéis. Seu desenvolvimento começou a partir de 1864 com a chegada dos primeiros alpinistas, conforme a Wikipédia. Localiza-se no Cantão Grisões e na região Engadina.

O guia Maurício da Zani Viaggi nos deu uma hora para conhecer um pouco da cidade. Impossível! A gente ficou só no lago e correndo, preocupados com a hora. Foi uma pena não termos visitado a cidade, me prometi voltar com tranquilidade no futuro.

No lago congelado, os habitantes vivem normalmente. Jogam críquete, andam de patins, esquiam e praticam kitesurf. Fiquei impressionada, há bares e pontos de encontro em cima do gelo. Com a neve o frio diminui. O guia marcou o retorno para as 16h15 em frente da estação de trens.

Às 16h30 o ônibus partiu. Percebi estarem todos satisfeitos. Apesar do pouco tempo, é uma viagem obrigatória. Na volta cruzamos mais dois lagos congelados: Silvaplana e Sils. E seguimos por um caminho diferente, pela estrada que circula a montanha chamada Maloyapass. Os Alpes têm muitas curvas, não é fácil de dirigir.

Na vila de Chiavenna está a Aduana entre a Suíça e a Itália. Vamos conhecendo outros lugares: Piuro, Burgonuovo etc.

Chegamos a Milão depois das 20h e ainda fomos comer no centro. Viva Milão! Cidade inventiva, jovem e colorida, amei! E voltarei para mais tempo. Raquel Freire, obrigada pela dica desse passeio magnífico. Se não fosse você e sua expertise em Itália, não saberíamos.

Fim de viagem. Foi bom demais ter viajado com o Carlos, a Denise e o Vinícius. Valeu!

 

 

 

 

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