Foz do Iguaçu – Cataratas do Iguaçu – Primeira Parte
Hoje é dia 8 de março de 2020. O clima estava fresquinho ao acordarmos, mas vai esquentar muito ao longo do dia. Estamos na baixa estação e eu impressionada com tantos turistas na cidade. O café da manhã do hotel Mirante foi muito bom: frutas, iogurtes, bolos, pães, café, enfim maravilhosamente sortido.
Começaremos o passeio tão esperado às Cataratas do Iguaçu. Entramos no ônibus Conforto Iguaçu, levando repelente, protetor solar, tênis e roupas confortáveis. Fomos avisados pela CVC. O guia se chama Odirlei e o motorista Nelson. Somos 45 passageiros. A volta para o hotel será às 13h30.
Antes passamos na enorme loja Artesanato e Chocolate Caseiro. Vendem quantidades de pedras, joias, árvores da felicidade, lembrancinhas mil e chocolates. Um mundo lá dentro. Loja obrigatória para visitantes.
No caminho, vemos em exposição o antigo avião Sucatinha da Presidência da República, aposentado em 2010. Foram 2.500 horas de voo. Trata-se de um parque de exposições com aviões não mais usados, como da VASP; jipes do Exército etc perto do Parque das Aves. Um entusiasta controla o local e cobra ingresso. As crianças de escola pública visitam o lugar com gosto.
Ao chegarmos ao Parque das Cataratas, descemos do ônibus e vamos a pé até a entrada, mas antes damos uma olhada no Hotel das Cataratas, entramos, tiramos fotos e ficamos encantados. Dissertarei mais sobre este hotel no próximo capítulo.
No parque são 11 km até as quedas. Há o passeio de barco Macuco Safári e a trilha, a pessoa escolhe ou um ou os dois. Para esse passeio, os aventureiros entram em uma jardineira, veem a flora (existe o palmito-juçara em extinção, 10 anos para dar um fruto, é colhido e morre) e fauna locais (borboletas coloridas, quatis, macacos e aves), fazem mais 800 m de caminhada e encontram uma lanchonete com armários. Ao chegarem ao Salto Macuco, embarcam em lanchas infláveis com dois motores e 225 cavalos de encontro à cachoeira pelo rio Iguaçu até chegar pertinho das Cataratas, sendo os últimos metros de passeio “molhado ou seco”, capas de chuvas são necessárias se “molhado”. O valor é de R$246,00, crianças e idosos pagam a metade. Quem foi, AMOU!
A época é de seca, então sabemos que as Cataratas não seriam as mesmas, embora sempre impactantes. O guia nos explica que o rio Iguaçu nasce na Serra do Mar e passa por Curitiba, segue para as Cataratas, além de por seis usinas hidrelétricas. Já o rio Paraná recebe água de vários rios vindos de São Paulo. Ambos se encontram na Tríplice Fronteira onde se situa o Marco das Três Fronteiras (Brasil, Paraguai e Argentina).
Na entrada do Parque das Cataratas, as filas são imensas, mas organizadas: uma para dinheiro ou cartão, outra para autoatendimento (só cartão) e por aí vai. Paguei R$43,00. Segundo o guia, desse dinheiro R$2,00 vão para o Fundo Iguaçu que cuida do desenvolvimento do nome no mundo; R$11,00 para as Cataratas S.A.; e R$30,00 para o Governo Federal. São 27 parques nacionais no Brasil e deles: 8 dão lucro e 19, não.
São mais de 275 quedas d´água de até 80 m de altura. A visão é inesquecível, aí está um lugar para se conhecer “antes de morrer”, pois é Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO desde 1986. Abriga as famosas cataratas e também um santuário ecológico da fauna e flora silvestres. Fazemos uma caminhada boa para observar os saltos, a vegetação e animais locais como os quatis. Detalhe: cuidado com eles, primeiro são ladrões de comida e podem machucar, pois suas garras são afiadas, da mesma forma transmitem “raiva”. São atraídos pelo barulho de plástico. Comem de tudo. É tirar fotos e se distanciar. A mais formidável queda d´água é a Garganta do Diabo com vista panorâmica. No restaurante Porto Canoas há um elevador panorâmico de onde se observa o salto espetacular de outro ângulo.
O parque é controlado pela Empresa Cataratas S.A. desde o ano 2000 como concessão, e quem protege o local é o Batalhão da PM Ambiental do Paraná. Tal empresa controla também o Marco das Três Fronteiras em Foz, o Cristo Redentor no Rio de Janeiro e a ilha de Fernando de Noronha em Pernambuco. No parque existe uma escola que foi transformada em “escola-parque”, oferecendo aulas a crianças das redondezas sobre ecologia. Afinal, é de criança que se começa o amor e respeito à natureza. Fazem campanha pela limpeza e divisão do lixo no parque.
A respeito da fauna: é habitat de veados, cotias, capivaras, onças pintadas (eram 30 e controladas pelo Projeto Carnívoros; com a pandemia de coronavírus deste ano estão crescendo em número), mais uma infinidade de animais. Quanta riqueza da Mata Atlântica. De acordo com o guia Odirlei, a onça somente come o que mata. Se não aguentar, rola por cima e deixa o cheiro dela na carniça, aí nenhum outro animal se candidata a chegar perto e se meter com ela.
O parque é belo. A trilha vai sempre contra o fluxo de água. Seguimos sempre à direita, andamos pela passarela, vimos vários mirantes e nos aproximamos da catarata. Mesmo seca, é um deslumbre. Estivemos no mirante/espaço Porto Canoas, encontramos várias lojas e opções de alimentação: boas horas de caminhada e 45 minutos para comer. Preparem-se para o calor e para caminhar muito. Quem vai fazer o passeio do Macuco Safári, desce na entrada do Macuco e paga ali.

Ainda há mais sobre as cataratas. Em breve…
