Foz do Iguaçu – Cataratas do Iguaçu e Hotel das Cataratas – Segunda Parte

Hoje é dia 8 de março de 2020. Prosseguimos no Parque Nacional do Iguaçu, aproveitando a beleza das Cataratas do Iguaçu. São 250 mil hectares de floresta subtropical e fauna protegida. Desde 2002 o Parque Nacional do Iguaçu é um dos sítios geológicos brasileiros. Uma riqueza!
Segundo o site wikiparques.org, “Iguaçu” significa “água grande” em indígena-guarani. A área abriga grande quantidade de sítios arqueológicos e é uma das maiores reservas florestais da América do Sul, sendo que apenas a parte onde ficam as Cataratas está liberada à visitação. A unidade possui a maior remanescente da floresta Atlântica. As Cataratas estão localizadas no extremo oeste do Paraná, na bacia hidrográfica do rio Iguaçu, a 17 km do centro de Foz do Iguaçu.
O mesmo site continua nos explicando que o rio Iguaçu percorre 18 km antes de juntar-se ao rio Paraná. Os saltos têm nomes próprios como Floriano, Deodoro, Benjamin Constant, sendo o mais famoso a Garganta do Diabo. São 19 saltos principais, cinco deles do lado brasileiro e os demais do lado argentino. A disposição dos saltos no lado argentino e voltados para o Brasil proporciona a melhor vista. Outras atrações são as trilhas no parque, por exemplo: trilhas do Poço Preto e das Bananeiras. Interessante dizer que as rochas do Parna (Parque Nacional) do Iguaçu se originaram de processos vulcânicos – chamado vulcanismo de fendas que ocorreu na região aproximadamente de 165 a 120 milhões de anos.
A respeito da história da região. O wikiparques.org esclarece que historicamente ali foi cenário das missões jesuíticas para a catequese dos tupis-guaranis, posteriormente os bandeirantes paulistas expulsaram os jesuítas espanhóis, permanecendo assim sob o domínio de Portugal.
A Wikipédia nos conta que no ano de 1542, o espanhol Alvar Nuñez, nomeado governador do Paraguai, seguia viagem rumo à cidade de Assunção, quando se deparou com a grandiosidade das Cataratas do Iguaçu. Ele foi o primeiro europeu a conhecer a região, onde na época viviam apenas os índios tupis-guaranis. Foi no ano de 1876 que o engenheiro André Rebouças fez a primeira proposta ao Imperador D. Pedro II sobre a criação do Parque Nacional. Em 1916, Santos Dumont, ao conhecer as Cataratas do rio Iguaçu, ficou tão impressionado com a sua beleza que pressionou com o seu prestígio o então governador do Paraná Afonso Camargo, para que ali fosse criado um parque nacional. O local que era então propriedade particular foi declarado local de interesse público. Em 1930, foi ampliada a área desapropriada em 1916, para criar o Parque Nacional do Iguaçu.
O Parque Nacional do Iguaçu foi efetivamente criado em 10 de janeiro de 1939 pelo então Presidente da República Getúlio Vargas. Em 1º de dezembro de 1981, por assinatura do presidente João Figueiredo, a área do parque teve um acréscimo, sendo então fixados novos limites.
Quase ao término do passeio, fomos almoçar na lanchonete: empanadas, saladas e peras. Nada mais prático. Após isso, estava na hora de ir embora.
Voltando ao assunto do Hotel das Cataratas, no caminho da ida à entrada do parque propriamente dito, mas já dentro do espaço, passamos pelo magnífico Belmond Hotel das Cataratas e adentramos. O site www.jws.com.br nos diz que foi inaugurado pelo presidente brasileiro Juscelino Kubitscheck e pelo presidente paraguaio, o ditador Alfredo Stroessner em 1958. Parabéns ao arquiteto mineiro Ângelo Murgel que o projetou para se misturar com a natureza e permitir o nascimento de um estilo arquitetônico brasileiro entre o rural, o natural e o moderno (http://www.iguassu.com.br).
Sua cor é rosa pastel e branco, e oferece acesso exclusivo ao Parque Nacional. O site www.hoteliernews.com.br acrescenta que sua construção teve início em 1939 e a conclusão das obras ocorreu dez anos depois. Era operado desde a fundação pela Tropical Hotel & Resorts, bandeira hoteleira da antiga VARIG e que também tinha permissão para geri-lo. Em 2007, nova licitação foi realizada com a vitória da Orient Express, que investiu pesado em sua remodelação. Em 2018, foi o primeiro sul-americano a ganhar cinco estrelas no prestigiado Forbes Travel Circle. Uau! Que hotel! Lindo de morrer. Não é a toa que a diária custa a partir de R$1.753,00.
No fim do passeio, estávamos enfadados de calor e sol intenso (32°C) e com as pernas tremendo de fadiga, uma vez que a trilha é árdua. Valeu demais, faria tudo de novo, acreditem. Vi ciclovias no parque ao lado das árvores da Mata Atlântica. Fiquei em êxtase com tanta exuberância e orgulhosa de existir no Brasil uma das sete Maravilhas do Mundo. Entramos em outro ônibus e viemos com o guia de atendimento Sérgio (empresa Natural Travel/CVC).
Chegamos ao hotel Mirante e para almoço, como era domingo, não tivemos muitas opções perto do hotel. Estava quase tudo fechado, menos o supermercado e as churrascarias com rodízio ou a lá carte. Isso nos pegou de surpresa. Decidimos, então, pelo a lá carte da Churrascaria do Gaúcho. Aconselho a salada Igreja, polenta e isca de tilápia. Delícia! Não como carne vermelha há anos, então está explicado o peixe. A diversão das famílias de Foz é almoçar nas churrascarias aos domingos, pelo que observei. O dono do restaurante foi muito gentil, assim como os seus funcionários. Ele nos disse que conhecia o nordeste e rindo, nos contou que no estado nordestino em que havia trabalhado era chamado de “chef”, mas que era mesmo “assador”.
Para jantar próximo do hotel? Uma marguerita com coca cola na Pizza Perini (av. JK, 1110). Não havia muitas escolhas de lugares, na verdade.
Próximo passeio? Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Que legal lindo
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Querida Michelle,
Muito bom ver você aqui, estava sentindo sua falta. As Cataratas do Iguaçu são deslumbrantes, merece conhecer. Grande abraço.
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Muito lindo essa nossa maravilha. Lindas fotos de nossa desbravadora…obrigada por compartilhar.
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Querida Sonia,
Fico feliz com o seu comentário. O lugar é mesmo fabuloso e ajuda muito com o registro de lindas fotos. Obrigada. Grande abraço.
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