Foz do Iguaçu – Hidrelétrica de Itaipu – Primeira Parte
Hoje é segunda-feira, dia 9 de março de 2020. A manhã está destinada à Itaipu, a maior usina do mundo em geração de energia limpa e renovável do planeta, sem poluentes. O guia se chama Adilson. O valor cobrado foi R$42,00 integral e meia R$21,00. Professores e estudantes da ativa pagam meia se apresentarem comprovação (para os mestres: contracheque). Na entrada há caixas rápidos de bancos.
Na entrada vemos um filme sobre a fundação da hidrelétrica. Temos 15 minutos para comprar os tíquetes, ver a lojinha e ir ao banheiro. Recebemos os tíquetes de volta do guia e nos dirigimos ao ônibus. Faremos um tour externo dentro da usina com parada no mirante.
Do ônibus admiramos um lago logo na entrada com capivaras. O Canal da Piracema estava com pouca água, lembrando que a seca na região estava longa. O canal com leito do rio Paraná tem corredeiras com peixes, monitorados por Itaipu. O Projeto Piracema ganhou um prêmio pelo maior peixe.
Segundo o site www.itaipu.gov.br, o Canal da Piracema foi inaugurado em dezembro de 2002. O sistema de 10,3 km de extensão funciona como um corredor ecológico, permitindo que os peixes migradores superem os 120 km de desnível médio da barragem de Itaipu e alcancem as áreas de reprodução na planície do Alto Rio Paraná e Parque Nacional de Ilha Grande.
40 mil funcionários construíram a hidrelétrica. Itaipu fez a infraestrutura para as pessoas que vieram trabalhar na usina de dois países: Brasil e Paraguai. Eram vinte e sete toneladas de alimentos servidos nos refeitórios com a construção acontecendo 24 horas por dia.
O vertedouro da hidrelétrica escoa o excesso de água. Estão reformando no momento. Este local é o cartão postal da usina. Pena estar tão seco no momento. Os números impressionam: 62 milhões de água por segundo; 14 comportas de 300 toneladas cada. Detalhe: a Usina Hidrelétrica de Baixo Iguaçu, construída no trecho final do rio Iguaçu, está diminuindo o volume das Cataratas do Iguaçu.
As árvores do local foram plantadas pelos funcionários aposentados e pelos políticos presidentes. A rocha escavada, de basalto e rocha ferro, para criar o canal de desvio foi feita em três anos (1975 a 1978) 24 h por dia: 3 mil quilos por m³. Usaram 80% na contenção do rio Paraná; 20% trituraram e utilizaram no concreto. Tudo é dividido entre Brasil e Paraguai (50% cada). Estamos no lado brasileiro.
Passando por uma linha imaginária chegamos ao lado paraguaio. Interessante dizer que se trata de um país dentro de outro país, parece com o Vaticano e seu aparato de segurança. Em caso de guerra, Itaipu fecha. A avenida em que estamos está a 144 m acima do nível do mar, já a barragem está a 196 m.
O Brasil utiliza 50% da energia e o Paraguai somente 10%, o restante o país vizinho vende ao Brasil. Como sobra, a energia é barata lá. No Brasil a ELETROFURNAS faz a distribuição, no Paraguai a empresa ANDE (Administración Nacional de Electricidad). De acordo com o site itaipu.com.br, são 20 unidades geradoras (de 700 MW-megawatt cada) e 14.000 MW de potência instalada. Itaipu fornece cerca de 11,3% de energia consumida no Brasil e 88,1% do consumo paraguaio. A palavra “energia” vem do grego “enérgeia” que significa “força em ação”.

O mesmo site diz que a construção foi resultado de intensas negociações entre o Brasil e Paraguai iniciadas na década de 1960. Algumas datas ficaram na história: a assinatura do Tratado de Itaipu pelos presidentes Emílio Garrastazu Médici (Brasil) e Alfredo Stroessner (Paraguai) datou de 26 de abril de 1973, instrumento legal para o aproveitamento do potencial hidráulico do rio Paraná; em 17 de maio de 1974 foi constituída a empresa Itaipu Binacional, para construir e gerenciar a usina, as primeiras máquinas chegaram ao canteiro de obras ainda nesse ano; em 21 de maio de 2007 foram inauguradas as duas últimas unidades geradoras (U9A e U18A); e em 31 de dezembro de 2016 Itaipu atingiu o recorde mundial de geração anual de energia com 103,1 milhões de MWh. O site infoescola.com adiciona que a usina foi inaugurada oficialmente em 5 de novembro de 1982 pelos presidentes João Figueiredo (Brasil) e Alfredo Stroessner (Paraguai) ao abrir as 14 comportas do vertedouro.
Fizeram financiamento de 20 bilhões de dólares à época para a construção de Itaipu. Há sempre um diretor brasileiro e um paraguaio na condução da usina. Em 2023 se encerra o boleto bancário. Quem sabe nossa energia fique mais barata?
A barragem tem três divisões: terra, rocha e concreto. A água de infiltração foi imaginada pelos engenheiros. Eram vários, por sinal, mas o principal era indiano. Eram 100 mil funcionários no início, hoje três mil (brasileiros e paraguaios). O reservatório, que se situa do lado esquerdo, produz energia e é fixado com entroncamento. Vai até Guaíra no Brasil, onde existiam as Sete Quedas de Guaíra que hoje estão no fundo do reservatório. A extensão é de 4 mil km no nosso país. O site itaipu.com.br nos conta que o lago de Itaipu começou a ser formado em 13 de outubro de 1982. Em 14 dias estava cheio, tendo uma área inundada de 1350 km². Em maio de 1984 começou a gerar energia. Já a venda de energia iniciou em 1° de março de 1985 (infoescola.com).
O site infoescola.com nos reporta que houve uma operação (Mymba Kuera, “pega-bicho” em tupi-guarani) com o objetivo de salvar os animais que viviam na área inundada. Mais de 36 mil foram salvos. Os moradores da área receberam indenização e deixaram suas propriedades. Com a inundação, as Sete Quedas (ou Salto Guaíra), até então, a maior cachoeira do mundo em volume de água desapareceu. A cidade é uma das que recebe royalties de Itaipu. Aliás, “itaipu” significa “a pedra que canta” em tupi-guarani.
O site itaipu.com.br esclarece que Itaipu paga royalties pelo aproveitamento dos recursos hídricos pertencentes aos dois países. No Brasil, beneficia 16 municípios: 15 no Paraná e um em Mato Grosso do Sul.
Prosseguiremos em breve com mais Hidrelétrica de Iguaçu.
