Foz do Iguaçu – Hidrelétrica do Iguaçu – Segunda Parte
Hoje é dia 9 de março de 2020 e continuamos no passeio da Usina de Itaipu com o guia Adilson da CVC/Natural Travel.
A escolha deste local para a hidrelétrica se baseou na parte geográfica ideal e também no volume do rio Paraná ser menor nesta localidade. O motivo foi a demanda do sudeste do nosso país.
Há fábricas de gelo em escama nos dois países, porque o gelo colocado junto com o concreto evita rachá-lo.
Depois de muito aprender, há uma parada no famoso mirante com banheiros e bebedouros. Ali tiramos fotos da usina e escutamos um funcionário indicado para o grupo: o sr. Antônio, de Santa Catarina. Deu-nos muitas informações relevantes. Ele se aposentou em 2010, começou a trabalhar no começo da construção em 1975 e atualmente participa do projeto Resgate da Memória Viva. Juntamente com mais sete aposentados, dentre eles, um cearense, falam sobre a construção com os turistas e mostram sua experiência. Comentou que havia muitos nordestinos funcionários à época, eram uns 80%.
De acordo com o sr. Antônio, no local do mirante havia um cânion do rio Paraná entre os dois países com 60 m de profundidade. Foram três anos para transferir o rio e escavar 156 m de profundidade e 2 km de extensão. A rocha era dinamitada três vezes ao dia. A água tinha 90 m de profundidade. A barragem de entroncamento teve rochas dinamitadas de 60 m de profundidade. O leito original foi seco para a construção da barragem. Para isso, foi necessária a construção de um desvio para o rio Paraná, finalizado em 20 de outubro de 1978. A barragem tem 196 m de altura e em 1982 ocorreu o término da sua construção. Logo, houve o represamento do rio Paraná, interessante que o meio do rio está no Brasil e a outra metade no Paraguai.
O rio Paraná nasce na confluência dos rios Paranaíba e Grande na região de divisa entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, segundo o site www.suapesquisa.com; e o rio Iguaçu no limite de Curitiba com São José dos Pinhais, liga a Serra do Mar ao extremo oeste do estado do Paraná em Foz do Iguaçu, de acordo com http://www.extraguarapuava.com.br.
O turismo é muito importante na região e um dos pilares da missão da Itaipu Binacional. A usina é um atrativo a mais. Digno de nota mencionar que, conforme o site itaipu.com.br, a empresa atua na promoção da atividade turística como forma de estimular o desenvolvimento da região de fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Trabalha com ações socioambientais, espaços educativos, protege a flora e a fauna e cuida da água. Vale a pena citar o Ecomuseu e o Refúgio Biológico Bela Vista.
O Ecomuseu engloba vestígios arqueológicos de mais de 200 sítios, entre pré-cerâmicos e cerâmicos, acervo botânico de mais de 900 espécies, acervo zoológico, coleção etnográfica e geológica etc. Já o Refúgio Biológico Bela Vista é referência em conservação de fauna e flora especialmente para outras empresas do setor elétrico. Ocupa uma área de 1780 hectares. Faz parte o Zoológico Roberto Ribas com 172 animais de 50 espécies. Conta com o mais bem sucedido programa de reprodução de harpias e também tem sucesso na reprodução de onças pintadas. Em 27 de junho de 2020 completou 35 anos de história. Detalhe: a Wikipédia ressalta que a harpia se chama também “gavião-real” e se trata da mais pesada e uma das maiores aves de rapina do mundo, com envergadura de 2,5 m e peso de até 12 k.

Achei fascinante o passeio, tanta riqueza me surpreendeu. Tudo muito organizado e eficiente. O grupo então se separa, de lá uns vão fazer compras no Paraguai e outros, como nós, vão para o hotel.
Em breve um pulinho em Puerto Iguazú na Argentina.
