Foz do Iguaçu – Puerto Iguazú na Argentina

Foz do Iguaçu – Puerto Iguazú na Argentina

Após a visita à Hidrelétrica de Itaipu, voltamos ao hotel Mirante e rumamos à cidade vizinha chamada Puerto Iguazú. Hoje é dia 9 de março de 2020.  Em frente ao Doce Pão (confeitaria, restaurante e lanchonete), localizada à rua Tarobá, 992, descobrimos haver uma parada de ônibus em direção à Argentina.

Tarde

A companhia de ônibus Easy Bus nos leva às 12h40 e nos deixa no centro de Porto Iguaçu. Muitos estrangeiros também vão, mas descem na Aduana brasileira, ficam e pegam o próximo ônibus. Nós brasileiros descemos na Aduana argentina, o motorista pacientemente espera por todos carimbarem seus passaportes ou mostrarem suas identidades. Bom dizer que a CNH vale por um dia e a identidade tem que ter menos de 10 anos. Que motorista simpático, nome: Fabrício. Entra fiscalização no ônibus na fronteira a fim de evitar contrabando, por isso ele não deixou que duas pessoas viajassem com seus produtos, no caso, sapatos para vender do outro lado.

Fronteiras me atraem, seja de países seja de estados. Graças ao Fabrício, fizemos um city tour de graça dentro do Easy Bus. Como toda cidade argentina, é limpa e ajeitada. Estamos a 18 km da área das Cataratas do Iguaçu. A população é de aproximadamente 70 mil habitantes.

No centro, gostamos de um restaurante e entramos, estávamos mortos de fome. Eis o Kokue Green Bar, situado à av. Brasil, 17. Escolhemos o menu turístico: entrada, prato principal e sobremesa ou café. Eu paguei 450 pesos e o Carlos 590. O meu foi abacaxi com queijo e presunto, e frango (pollo) grelhado com molho de mostarda e batatas fritas, já o Carlos ficou com a empanada de carne e o famoso bife de chorizo.

O tratamento dado pelo gerente Sérgio foi de primeira, já havia morado em São Paulo. Percebe-se que o argentino em geral ama os brasileiros e haja papo. Interessante dizer que falam castelhano como os espanhóis, bem diferente da capital federal. A conversa rendeu tanto que ganhamos sorvete de doce de leite de cortesia. Temos sorte! Obrigada, Sérgio!

As lojas estavam fechadas por conta da sesta, tradição bem típica do país hermano (cuja origem vem da Espanha). O sol estava intenso e não tivemos muitas opções de lojas, logo entramos em uma vizinha do restaurante: La Vinoteca de Don Jorge (av. Brasil, 21). Surpreendente com uma ótima coleção de vinhos. Saímos do local com umas boas botellas de vino. Detalhe: o brasileiro pode comprar 12 litros de vinho ou azeite, aproximadamente umas três caixas e não pode caracterizar como revenda.

A Wikipédia nos conta que o clima na região é quente e úmido, algo comum na selva. O calor é sufocante entre dezembro e março.

Pegamos o ônibus de volta às 15h na mesma parada, descemos na rodoviária em Foz do Iguaçu e fomos para o hotel, uma vez que voltaríamos às 18h para o passeio By Night Internacional – Argentina em Puerto Iguazú de novo. Ai é gostar de uma aventura…

Noite

Pela CVC vamos com o guia Anderson ao mesmo lugar, só que desta vez com o grupo. Pagamos R$55,00 por pessoa. O passeio noturno tem duração de três horas. Demos os passaportes para ele fazer o trâmite aduaneiro, mais fácil, porém mais demorado. A fiscalização argentina é mais rígida que a brasileira. Ainda bem que só demoraram 15 minutos os trâmites.

A ponte que liga o Brasil à Argentina se chama da Fraternidade (ou Ponte Internacional Tancredo Neves) e une as rodovias RN 12 e a nossa BR-469. O rio Iguaçu passa debaixo dela. Mais 10 km e se vê o rio Paraná cruzando. Perto há uma Gendarmeria, ou seja, Polícia Nacional argentina.

Chegamos a Puerto Iguazú no distrito de Misionese o guia nos leva a uma loja para degustação de queijos, azeitonas, molhos e doces de leite, tudo muito gostoso. Saímos e fomos conhecer a afamada feirinha artesanal. Assim como a cidade, é simples, mas oferece quantidade de queijos, azeitonas, embutidos, salames, azeites, vinhos, alfajores, doces de leite, comidas, enfim, produtos típicos da Argentina. Vimos muitas lojas convidativas também perto da feira. Na cidade há um cassino no hotel Grand Casino Resort Spa & Casino e museus que não tivemos tempo de explorar.

Para jantar: empanadas, como sempre, com suco de pêssego natural no restaurante Balcão. Não saímos ali do centrinho.  Outros turistas fazem esse percurso para jantar, existem muitas opções de restaurantes. Vale lembrar que as iguarias como o cordeiro patagônico e o bife de chorizo são carros chefes. Voltamos às 10h20 bem satisfeitos. Eu amo a atmosfera de uma cidade argentina. Valeu a pena.

Em breve as Catataras del Iguazú…

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