Sou professora de inglês aposentada. Ao longo da minha carreira, ensinei no CCAA, no Centro de Línguas da então FUNEFOR/FUNDESP da Prefeitura de Fortaleza e na Casa de Cultura Britânica da Universidade Federal do Ceará. Hoje sou aposentada e muito ativa. Nasci em Alegrete-RS e como boa filha de militar, morei no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e desde 1979 moro em Fortaleza-CE. Sou filha de pai cearense e mãe gaúcha, logo sou "ceúcha". Amo viajar e escrever. Em 2000, publiquei meu primeiro livro: Alma de Viajante. Tenho vários escritos em jornais e livros científicos. Escrevo sobre diversos assuntos. Por isso, estou aqui.
Hoje é dia 16 de outubro de 2019. Estamos de partida de Fortaleza-Ceará às 19h35 pela Air France até Paris e de lá pela Atlas Global a Istambul, antiga Constantinopla.
Itinerário da viagem Turquia Espetacular da agência Abreu-fotografia da revista da Abreu 2019-2020 por Mônica D. Furtado.
Vamos fazer o itinerário Turquia Espetacular da companhia Abreu em onze dias de ônibus. Compramos a excursão na Casablanca Turismo em Fortaleza com o nosso agente Jozias Azevedo por 970 euros. Dormiremos em Istambul, Ankara, Capadócia, Pamukkale, Izmir e Çanakkale. Muitas emoções virão.
Um pouco a dizer sobre o voo. O serviço foi bom, com jantar gostoso de frango. A tripulação foi menos simpática do que a da subsidiária da Air France: Jony na qual viajamos a Milão em fevereiro. Só uma comissária falava português, pois era de Portugal. No fim, todos se entendem.
Dia 17 de outubro de 2019. Chegamos a Paris às 9h30 no aeroporto Charles de Gaulle. Saímos do Terminal 2E. Andamos bastante, passamos pela exigente checagem de malas de bordo e descemos para pegar o shuttle (transporte) em direção ao Terminal 2C. Tudo muito organizado. O aeroporto é um mundo.
No terminal 2C, recomendo para comer algo o Bert´s Café Contemporain. O wrap (feito de massa de pão achatado, enrolado em torno de um recheio) de iogurte de mirtilo selvagem é delicioso. Os banheiros têm carinhas de satisfação no espelho, é só apertar e deixar a opinião. Gostei.
Estamos quatro horas a mais do Brasil. Antes de embarcar, aconselho o muffin (bolo inglês) de chocolate e amendoim do McDonald´s. Não resisti. Depois de esperar mais umas quatro horas, embarcamos às 14h45 no voo da Atlas Global para Istambul. Duas futuras companheiras de viagem (do Rio) estavam no mesmo avião: Kátia e Beth.
Comecei apreciando a companhia aérea, pois a moça que nos atendeu no guichê de embarque era da Ilha da Madeira, um doce. Dentro do avião, a tripulação muito simpática, todas lindas de chamar a atenção. Gostei do uniforme estiloso. Falavam turco e inglês. Surpreendeu a Atlas Global. A refeição de purê de batata e frango estava saborosa, além do bolo de banana e pão integral com queijo cremoso. Na classe business, a comissária estava vestida de chef de cozinha, um barato.
Aterrissamos em Istambul às 19h20. O aeroporto é bem estruturado e com informações. Estamos a 6 horas a mais do que o Brasil. O pessoal da agência Abreu estava nos esperando. Era o Carlos, eu e mais outros brasileiros. O guia se chamava Ali. O percurso é de 45 minutos até o hotel.
Anfiteatro atrás do hotel Bosphorus em Istambul-Turquia-foto tirada por Mônica D. Furtado
Arredores do hotel Bosphorus-Turquia-Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado
Istambul europeia-foto tirada por Mônica D. Furtado
Ficamos no hotel HiltonBosphorus na Istambul europeia (Harbiye, Cumhuriyet Cd, No: 50) com o dever de estar na recepção no dia seguinte às 10h. Detalhe: este hotel tem detector de metais, afinal a rainha da Inglaterra já se hospedou ali. Os hotéis onde nos hospedamos na Turquia deixam duas garrafas de água (em geral) e café, leite ou chá para o hóspede de graça. Achei muito gentil.
Interessante dizer que vale mais a pena trocar o dinheiro na cidade do que no aeroporto. Lá perto há casas de câmbio, a localização do Hilton é central. Em outubro, o câmbio estava 6.4 novas liras turcas para 1 euro. A cidade não tem pichações e é segura para o turista. Pelo que vimos na entrada de Istambul pelos arredores, tudo é limpo e bem sinalizado, não percebi um buraco na rua sequer. A conhecida cidade histórica impressiona de início.
Aventuras e Desventuras em Paris – Terceiro Artigo
Paris de luz-foto tirada por Mônica D. Furtado
Arco do Triunfo-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Rio Sena-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 1° de novembro de 2019 e decidimos conhecer Provins, cidade medieval nos arredores de Paris. Mas antes eu tinha que ir a alguma farmácia. Encontramos uma bem perto da entrada do metrô Opéra. Detalhe: quem quiser comprar um medicamento, tem que ficar na fila e se explicar à farmacêutica que também é caixa. Aviso aos navegantes: quem não falar pelo menos o inglês, só se for mímica…
Cadeados, rio Sena e Torre Eiffel-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Bem, estávamos o Carlos e eu na farmácia, com a mochila pra trás. Atravessamos a rua. Assim que chegamos à entrada do dito metrô, disse para o Carlos: “Vamos colocar as mochilas para frente” e aí descobri o ocorrido misterioso. Minha mochila estava aberta sem a carteira, mas com tudo mais dentro. Ai. Que nervoso. Fui me lembrar da besteira que tinha feito de ter deixado o cartão de crédito nela. Mais 50 euros e uns reais. Ai. Tinham duas figuras suspeitas na entrada do metrô, mas eles nem chegaram perto de mim. Até hoje não sabemos quem foi ou onde. Bem, só se foi dentro da farmácia. Será? Não preciso dizer que estragaram nosso dia.
Voltamos ao hotel correndo e aí fui procurar o contato do cartão. Só que estávamos a 4 horas a mais do Brasil, então tive que me acalmar um pouco. Nosso compadre em Fortaleza e nosso agente de viagens da Casablanca Turismo nos ajudaram muito. Nossos agradecimentos ao Maurinício e Jozias. O pessoal do hotel foi super, me cedendo o telefone para usar à vontade. Resolvido o bloqueio do cartão com a Central de Atendimento, e sabendo que não haviam utilizado, fiquei mais tranquila.
O Jozias me incentivou a fazer um Boletim de Ocorrência caso fosse necessário aqui no Brasil. Procurar uma Delegacia de Polícia em Paris? Ai, ai. Perguntamos no hotel, nos deram o endereço: 45 Place du Marché Saint-Honoré e lá fomos nós a pé. Contudo, quando chegamos não era lá. Que frustração. A policial com boa vontade nos deu a localização certa: 3 rue Aux Ours, e como era mais longe, pegamos um táxi. O taxista era português. Maravilha, nos sentimos em casa! Nos deixou na porta. Dentro policiais mulheres nos atenderam solicitamente. Esperei um pouco, pois tinha gente na fila (mais gente furtada!). Escrevi as informações em um I PAD em inglês (não tinha a língua portuguesa e vá não falar uma língua estrangeira, hein?). Recebi no meu e-mail, conforme prometeram. Achei muito organizado.
Moral da história: mesmo tendo sido avisada tantas vezes, caí nessa. Há gangues de mulheres ladras e homens jovens, geralmente, segundo dizem: refugiados e imigrantes. São chamados de pickpockets (palavra originária do inglês). Há que se ter muito cuidado. O Carlos indagou no hotel onde estavam as câmeras e o atendente nos explicou que a polícia só vai atrás se houver violência. No mais, nem olham. Vimos tipos “malandros” no metrô, na estação de trem ou gare e por aí vai. Um entrou na catraca junto com o Carlos na Gare de L´Est (estação de trem), quando enfim fomos a Provins. É de ficar revoltado. Diga-se de passagem: os parisienses ficam envergonhados e indignados da cidade estar assim tão insegura. No dia seguinte ao furto, presenciamos um fiscal do metrô na entrada, o que significa que meu relatório na polícia foi lido e tomaram alguma providência.
Passado o susto, fomos almoçar cerca do hotel. Agora era relaxar. A lasanha bolonhesa com legumes da Charcuterie, Épicerie e Fromaderie estava deliciosa e o refrigerante Schweppes de cítricos refrescante. A gerente deve ter “sentido” o nosso desapontamento com Paris e não cobrou o café. Muita gentileza.
Rua do Quartier Latin à tardinha-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Rua de restaurantes no Quartier Latin à noite-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Continuamos o dia no Quartier Latin que amamos, perto da Notre Dame. Passeamos e depois o Carlos comeu kebab de carne (7,50 euros) e eu de frango (9,50 euros). Na rua dos restaurantes os garçons se postam em frente aos estabelecimentos e cativam os fregueses a entrar. Local bem atraente, bonito, com gente interessante. São as ruas Saint-Jacques, St. Severin, Dante, Huchette, dentre outras. Existem também livrarias, sebos, lojas diversas etc.
Procissão religiosa perto da Catedral de Notre Dame-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Dia 3 de novembro de 2019. Dia de ir embora. Oba! Confesso que não via a hora. Estava cansada e abatida. Contratamos uma van que passaria em alguns hotéis pegando viajantes para levar ao aeroporto Charles de Gaulle por 18 euros. Pagamos no dia anterior no próprio hotel Amarante Beau Manoir. O motorista foi mais do que pontual, passou antes das 6 h, como estipulado.
Chegamos às 7 h no aeroporto e caminhamos até o Terminal 2E, pois a van não pode se aproximar àquela hora. Tudo bem. O voo era às 10h20. Deixamos para fazer o check-in e marcar os assentos no local. Bem, não estava dando certo nem com a atendente da Air France. Conclusão: deu overbooking (lotação) no voo Paris-Fortaleza e umas 10 pessoas ficaram de fora (nós!). Imaginem o estresse. Aí pensamos: não é possível, de novo, nós com problemas em Paris?! Ainda bem que existiam os funcionários Pierre e Jéssica (portuguesa). Sempre os portugueses ajudando os brasileiros. Muito obrigada aos dois. Foram pacientes e ajeitaram tudo para nós. Não sairíamos sem ter conforto. Despachamos as malas para o dia seguinte. Ganhamos transporte para o hotel no ônibus (shuttle) da linha preta (Black bus), saindo do aeroporto e de graça para todos, almoço no aeroporto (15 euros), um valor de 600 euros para cada como indenização (uau!), hospedagem no Ibis Style em Roissy-en-France (a cidade do aeroporto) com jantar buffet espetacular por 25 euros e café da manhã excelente. Acreditem… foram nossas melhores refeições.
O hotel muito bom em uma cidade tão francesa que deu vontade de se refestelar por muitos dias em local tão encantador. As casas têm cortinas rendadas, há restaurantes diversos com caramanchões na frente, a prefeitura se situa em um parque agradável com uma exposição de painéis com fotos de natureza. O mais incrível foi ter visto um painel grande explicativo dos gastos da prefeitura e o chamamento com datas para as decisões da comunidade. Estávamos enfeitiçados, dando voltinhas pela vila pacata no frio à noite. Morar em Roissy é caro, dá para entender, tão perto de Paris e tão acolhedor. Que tal? Isso valeu e muito.
Detalhe: as linhas de ônibus que levam os passageiros para os terminais têm cores diferentes dependendo do hotel. O público é na maioria de profissionais de negócios, deu para perceber. Parabéns, Charles de Gaulle pela efetividade e preparação. A infraestrutura de hotéis em torno do aeroporto é de primeira. O movimento de carros é intenso, há de se ter cuidado com a hora. Devemos chegar 3 horas antes.
No dia seguinte, fizemos o trajeto de Roissy para o aeroporto, bem mais perto, então deu para dormir um pouquinho mais. Como a Jéssica havia nos colocado no privilegiado Sky Priority da Air France a fim de entrar no embarque de forma mais rápida, tudo foi facilitado. Viva a Jéssica, que pessoa mais empática.
A gente estava tão cansada da cabeça que o portão era K37, escrito por um funcionário da Air France, mas li no painel grande K47, logo estávamos bem belos fazendo compras de última hora e tomando café. Quando o Carlos se deu conta, ai, ai, que disparada. Chegamos esbaforidos e fomos os últimos a entrar no avião. Não para Paris-Fortaleza, que não tinha nesse dia, mas para São Paulo (11 horas), depois 3 horas em Guarulhos e mais 3 h e meia para Fortaleza. Estávamos 4 horas a mais de fuso horário. Ufa! Enfim, chegamos à terrinha ensolarada, mas só o bagaço. Bom ser turista, mas que cansa, cansa.
Toda viagem se torna um grande aprendizado. Acontecem percalços, sim, mas encontramos ajuda e pessoas simpáticas, aptas a nos apoiar. Obrigada. Quero voltar à França, mas ao interior. Fim de viagem.
Em breve, o país onde começou o nosso itinerário: Turquia “espetacular”.
Torre Eiffel com o rio Sena em Paris-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 29 de outubro de 2019. Pela manhã entramos no ônibus turístico hop on-hop off de novo, linha laranja da agência Foxity (estávamos dentro das 24 horas). O percurso foi diferente do dia anterior. Bom, pois assim vimos outras atrações.
Na avenida Champs Élysées, testemunhei policiais a cavalo pela primeira vez. Novidade para mim.
Torre Eiffel protegida por vidros em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Torre Eiffel de longe-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Descemos na Torre Eiffel. Que multidão chata! Ver a famosa torre cercada por vidros e grades foi decepcionante. Antes era tudo aberto, hoje não mais. Fomos dar umas voltas pelas redondezas e procurar um restaurante para o almoço. Encontramos o Bistrot Tour Eiffel lotado, mas foi o jeito. Localização: 21 avenida de La Bourdonnais. Pedimos um talharim com frango provençal por 14,20 euros, mais um vinho rose Coteau de Provence por 5,70 a taça. Comida gostosa, mas serviço estressado.
Ao redor da Torre Eiffel, muitos africanos, notadamente do Senegal, vendendo bolsas, bonés, boinas, carregadores etc. Fogem da polícia, depois voltam e espalham seu material em cima de toalhas no chão. São muito simpáticos. Soldados do Exército cuidam do local. Tudo era tranquilo antes, hoje a história é outra. Uma tristeza.
Falando em transporte, há várias opções para o cidadão se locomover: patinetes, bicicletas, motos, metrô, ônibus e carro. A novidade para mim como turista, que há 10 anos não ia lá, foi o tuk tuk, modelo copiado do indiano, ou seja, duas pessoas são carregadas sentadas por alguém na bicicleta. Uma graça! Já os barcos bateaux mouches mudaram, estão enormes com o intuito de caber muita gente.
Catedral Notre Dame em reconstrução após incêndio em 2019-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Sebo à beira do rio Sena perto da Catedral Notre Dame em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Ao passear perto da Catedral Notre Dame, descobrimos ruelas e ruas charmosas, uma delas a rue Dante. Eis o Quartier Latin, bairro encantador. Nessa rua existe uma loja de gibis para colecionadores e uma loja de brinquedos com tesouros do Harry Potter, chamada Pulp´s Toys. Foi um achado, a gente se sentiu na Cidade Velha de Quebec no Canadá. São cafés e restaurantes transados, um clima diferente, daqueles que atraem e não queremos ir embora. Ali é o paraíso do kebab (tipo de churrasco: espetada de pedaços de carne ou frango com vegetais), apreciado na Turquia, Grécia e em outros lugares. Na França, por exemplo, se come em um prato e não em um espeto.
Infelizmente, tivemos que partir, então antes de pegar o ônibus turístico, degustei um bom crepe com Nutella, nada mais francês, no meio da rua. Maravilha! A verdade é que não se faz crepe e croissant como na França.
Dia 31 de outubro de 2019. Dia do Halloween, dia das bruxas. Muitas lojas e restaurantes são decorados. Hoje, finalmente, deu certo conhecer a Ópera Garnier. Ufa! Lá estava a fatídica multidão na frente do local. Enfrentamos e entramos. Tantas vezes fomos a Paris e foi a primeira vez que a visita foi bem sucedida. Recomendo.
Um dos tetos monumentais da Ópera-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Entrada suntuosa da Ópera-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Grand Foyer na Ópera em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Por 14 euros a entrada, conhecemos um lugar chique, elegante e dourado. O início da sua construção foi em 1861 e tem estilo neobarroco, preferencialmente. O edifício é considerado uma das obras-primas de seu tempo. Todos os recintos são deslumbrantes: a entrada, o museu com roupas usadas em óperas, os camarins, o teatro, então nem se fala. Todavia, o mais espetacular é o Grand Foyer com 154 m de largura, 13 m de comprimento e 18 m de altura, desenhado pelo arquiteto Charles Garnier com o pintor Paul Baudry. Segundo Garnier (1825-1898), era um espaço para passear, descansar e se misturar com a alta sociedade. Este espaço parece com a Sala dos Espelhos do Palácio de Versalhes. Magnífica. A loja do museu é cara, mas encontramos CDs de Bach e Maria Callas por preços módicos.
Kebab de frango: Brochette Poulet do restaurante La Pera em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
O almoço foi um prato enorme de kebab de frango cerca do hotel Amarante Beau Manoir (6 rue de l´Arcade). O nome do restaurante é La Pera e o endereço é 15 rue Castellane. O Brochette Poulet estava de querer repeteco. Muito bom estar com gente da terra, garantia de comida boa e em conta.
Exposição Toulouse-Lautrec no Grand Palais em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
À tarde, enfim, rumamos ao Grand Palais para ver a exposição do Toulouse-Lautrec (15 euros a entrada). A fila não estava tão grande, ainda bem. Ele não é o meu favorito, mas gostei da exposição. Ele tem pinturas famosas e uma história de vida original. Pintou muito cavalos em movimento. Tinha família de caçadores e cavaleiros, por isso a paixão do pintor. Também pintava dançarinas do cabaré Moulin Rouge e suas modelos.
De acordo com a Wikipédia, Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo (litografia ou litogravura) francês, conhecido por pintar a vida boêmia de Paris do final do séc. XIX. Sendo ele próprio um boêmio, morreu precocemente aos 36 anos de sífilis e alcoolismo.
Torre Eiffel-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 27 de outubro de 2019 e estamos chegando a Paris, vindos de Istambul-Turquia. O voo foi às 3h50 da madrugada, aterrissamos às 6h50 com duas horas a menos. Estávamos bem sonolentos, pois vínhamos de uma excursão de 10 dias intensos pela Turquia.
Paris. O aeroporto Charles de Gaulle está gigantesco com vários terminais e de primeira até achei confuso, com o tempo vemos que é organizado. Na saída do avião, já estranhei ver três policiais checando o passaporte de todos. Pensei que devia ser, porque o voo tinha origem na Turquia. Na imigração, o oficial que não falava inglês, e nem eu francês, foi rude comigo, porque eu achei que poderia entrar juntamente com o Carlos como acontece em alguns lugares. Não tinha necessidade de ser grosseiro e ter gritado. Pode? Ponto negativo para a Paris que sempre idolatrei. Entramos chateados com a recepção. Pegamos as malas na esteira 41 e logo saímos para pegar o ônibus para a Ópera por 12 euros. O motorista recebeu o dinheiro, foi gentil e ficamos aliviados. Ter encontrado hermanos argentinos na mesma parada foi um elixir para mentes cansadas. Lá fora chuva e frio. Era domingo.
O hotel? Amarante Beau Manoir. O endereço é 6 rue de l´Arcade, perto da igreja Madeleine e da Ópera. Nunca fiquei tão bem localizada na cidade. A descoberta foi do Jozias pela Expedia.com.br. Ele é o nosso agente de viagens na Casablanca Turismo em Fortaleza-Ceará. Aconselho este hotel. Um pouco caro, mas a localização e o estafe compensam. Nosso agradecimento a eles, muito solícitos e agradáveis. Paris cobra a taxa de 2,30 euros por pessoa a cada diária. O café da manhã espetacular, mas pago por fora: 20 euros (bem “salgado” o preço). No fim da viagem, apelamos para o velho supermercado, muito mais justo o valor cobrado. Viva o Monoprix lá perto.
Almoço? Comemos uma salada César cerca do hotel por 15,50 euros e o espresso por 3,50. Tudo muito bom. O garçom maravilhoso ficou nosso “chapa”. Sempre que passávamos pelo Café Madeleine (1 rue Tronchet), nos cumprimentava.
Jantar? Para matar as saudades da avenida mais famosa Champs Élysées, fomos ao nosso conhecido restaurante Café Le George, situado no número 120. O Carlos pediu o bife borgonhesa (boeuf bourguignon: prato típico da França, ou seja, carne de vaca em vinho tinto com vegetais e condimentos).
Galerias Lafayette em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Galerias Lafayette e seu burburinho-foto tirada por Mônica D. Furtado
Cúpula da loja Galerias Lafayette-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Caminhamos muito e acabamos o dia nas Galerias Lafayette. Que tanta gente era aquela? Um espanto! O paraíso de consumo é um show com suas opções mil. Tinha fila para conhecer a mais nova atração da loja: um mirante de vidro no segundo andar, chamado Glass Walk com 16 m. de altura. Bom para ver a cúpula da loja de perto e admirar a multidão embaixo. Com a nossa exaustão, faltou coragem. Detalhe: o momento é dos turistas chineses, são hordas e hordas.
Dia 28 de outubro de 2019. Já mais descansados, saímos para desbravar a Champs Élysées, como sempre. A loja da Disney com segurança logo na porta, a fim de olhar as bolsas e mochilas. Isso é uma diferença gritante de 10 anos atrás. Aonde vamos há policiais, militares do Exército e todo um aparato de segurança.
Para usar um banheiro? O jeito é entrar em um estabelecimento e pedir um café. Bem que há banheiros públicos em alguns lugares.
Lago no Jardim das Tulherias com sombrinhas dentro-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Nós no Jardim das Tulherias bem sentados-Paris-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado
Jardim das Tulherias-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Para almoçar? Estávamos no Jardim das Tulherias descansando e vendo o movimento.
Meu prato vegano: pão integral torrado com tomate e pimentão com salada-restaurante Pavillon des Tuileries-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Prato do Carlos: massa e ensopado de carne-restaurante Pavillon des Tuileries-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Gostei do atendimento e do prato do dia com vinho no Pavillon des Tuileries. Após o almoço, fomos até o Louvre, porém não para entrar, já conhecíamos. As filas homéricas não empolgaram.
Outra diferença da Parisde hoje: aonde se vai, existe uma multidão, seja na rua ou nos museus. Ai, que saudades da Paris de antes. Dava para se encantar com a cidade, as pontes, os monumentos e mirá-los sem pressa. Hoje somos empurrados e olha que era baixa estação… Como ter glamour assim? Como discutir com 42 milhões de turistas por ano?
Passeio no ônibus turístico em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Torre Eiffel-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Entramos no ônibus turístico da linha laranja para passear (empresa Foxity). Por 22 euros aproveitamos 24 horas no estilo hop on- hop off, isto é, sobe e desce nas paradas turísticas à vontade. Paradas: Tour Eiffel, Concorde, Grands Magasins, Opéra, Louvre, Vedettes du Pont Neuf, Notre Dame, Champs Élysées, Arc de Triomphe e École Militaire. Há outras empresas, por sinal, com outras linhas e cores. Tudo muito bem organizado com folder, mapa, audioguias em línguas estrangeiras, incluindo português, e com horários estabelecidos.
Louvre e uma multidão na frente-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Nós em frente ao Louvre-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Vi um ônibus original. Embaixo o chef cozinhando e em cima os comensais se divertindo. O ônibus preto é estiloso e circula pela região mais atraente da cidade. Tem mais: a qualquer momento vemos garis fazendo o seu trabalho, de dia ou de noite. Isso está certo. O carro de limpeza e aspirador de ruas, então, considero o máximo. Testemunhei a ação em outras cidades, como Florença e Milão na Itália.
À noite no frio, decidimos visitar o supermercado Monoprix. Apreciamos ver o cidadão comum na sua vida em um supermercado. O cuscuz marroquino e o mix de framboesa e pêssego custaram 7,80 euros. Nada melhor! Para nós, brasileiros, Paris está muito dispendiosa. Logo, é uma boa sugestão procurar alternativas mais em conta.
Jardins de Monet em Giverny-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 30 de outubro de 2019 e o intento é visitar a propriedade do famoso pintor Claude Monet em Giverny, no início da região da Normandia, cerca de Paris.
Não deu certo adentrarmos a Ópera Garnier nem a exposição do pintor Toulouse-Lautrec no Grand Palais pela manhã, então andamos até a região interessante perto da Catedral de Notre Dame. Lá almoçamos no Le Symposium o menu do dia: um saudável purê de batatas e frango como prato principal por um preço bem justo: 12 euros, além de um Sprite por 3,50 euros. O restaurante está localizado à rua de la Huchette, 29, e pertence a uma das áreas melhor desbravadas desta vez em Paris e que amei: o Quartier Latin. Em outro artigo comentarei com detalhes.
Às 13h15 estávamos dentro da agência France Tourisme, situada à rua de l´Amiral de Coligny, 6, perto do Louvre. Por 59 euros, com o tíquete para o museu Claude Monet incluído (8 euros), entramos na van às 13h30 e em uma hora chegamos na cidade. O grupo era formado por uma francesa, nós do Brasil, duas moças de Macau (Colette e Lisette), porém moradoras de São Francisco-EUA e mais duas americanas, amigas delas. Grupo amigável e simpático, notadamente, as de Macau que falavam português.
Passamos por Vernon à beira do Sena, a cidade próxima a Giverny. O atencioso e multilíngue guia Dimitri nos dá uma aula básica sobre o precursor do Impressionismo, nos mostra pinturas dele e fala sobre a sua vida.
Nosso grupo da excursão a Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Nosso guia Dimitri da excursão a Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Exemplo de casa em Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Casa em Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Primeiramente, um pouco sobre Oscar-Claude Monet, segundo a Wikipédia. Foi o mais célebre entre os pintores impressionistas. Nasceu em Paris em 1840 e faleceu em Giverny em 1926. Foi uma de suas pinturas: “Impressão: Nascer do Sol” que deu o nome ao movimento artístico impressionista. Esta pintura de 1872 nasceu em Le Havre, porto francês representado na obra, com uma cerrada névoa sobre o estaleiro, os barcos e as chaminés no fundo da composição. Pode ser apreciado no museu Marmottan Monet de Paris.
De acordo com o site Infoescola.com, ele sempre preferiu as pinturas ao ar livre, não importando as condições climáticas, com a finalidade de capturar todos os efeitos da natureza.
Quanto à vida em família, foi casado com Camille Doncieux (de 1870 a 1879), com quem teve dois filhos: Jean e Michel. Ela foi sua modelo nas telas. Em 1879 Camille morre de tuberculose. Viúvo, ele se casa com Alice Hoschedé e com ela vive de 1892 a 1911. O filho Jean perece na I Guerra Mundial. Em 1883 eles se mudam para Giverny, estabelecendo-se em uma grande propriedade às margens do rio Epte. Sofreu de catarata no fim de sua vida e aos 86 anos morre. Encontra-se enterrado no cemitério da igreja de Giverny.
Carlos e eu em frente da casa de Monet em Giverny-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado
A casa/museu de Claude Monet-Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Chegamos a Giverny. Entramos no museu da propriedade de Claude Monet e recebemos um folder com informações e mapa da cidade. Encontramos nele as principais atrações, a Oficina de Turismo, endereços de galerias, restaurantes e salões de chá, padarias, livrarias, pousadas etc. Tudo muito organizado. Parabéns. Chama a atenção no informativo a parte medieval de Giverny, o Memorial dos Aviadores Britânicos, dentre tantas outras maravilhas. Pena não ter tido tempo para conhecê-las.
Vamos para o Jardim de Água (Water Garden) por uma passagem subterrânea. A Casa (Maison House) possui jardins fora e dentro é decorada com móveis e cópias das obras dele.
Cozinha da casa do Monet-Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu na casa do Monet-Giverny-foto tirada por Carlos Alencar
O site do France Tourisme diz que no térreo está o “salão azul” (quarto para leitura), o local das compras para a casa, a oficina, a sala de jantar com a afamada coleção de desenhos japoneses na parede da cozinha bem decorada. No primeiro andar: os apartamentos privados com o quarto de dormir de Monet (mobiliário de período específico), o quarto de dormir de Alice e os banheiros. Na frente da casa: os famosos jardins (uma das obras-primas do pintor).
Jardins de Monet-Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Belo jardim-Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Paraíso de Monet-Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Os jardins são um primor. Claude Monet foi um paisagista admirável. Ninguém quer deixar recantos tão encantados. A cada passo se tem uma pintura viva, são diversas plantas, flores e árvores. Ainda existe o lago para enfeitiçar-nos. Impossível descrever tanto deslumbre.
Jardins de paraíso-Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
O lago com suas vitórias-régias-Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Árvores colorindo os jardins de Monet-foto tirada por Mônica D. Furtado
O lugar todo é belo, imperdível para quem ama pinturas impressionistas, cultura, natureza e flores. Cuidado pela Fundação Monet, funciona de abril a fim de outubro. A loja é tão atraente que é um passeio.
O povoado é de sonho, as casas de pedra têm seus muros verdejantes, enfeitados por plantas. Escondem as moradias, os habitantes gostam de privacidade, é o que se imagina. Morar lá é caro, assim como se hospedar. Há lojas descoladas, de antiguidades, galerias de arte, cafés, museus como do Impressionismo Giverny (Musée des Impressionnismes Giverny) e o de Mecânica Natural. Que lugar de sonho!
Rua em Giverny com o Carlos ao fundo-foto tirada por Mônica D. Furtado-foto
Rua típica de Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Espaço aberto e decorado da L´Épicerie-Giverny-foto tirada por Mônica D. Furtado
Antes de ir embora, tomamos café no L´Épicerie Café Boutique, uma mistura de delicatessen, café e lojinha no fundo do jardim de La Capucine Café (rua Claude Monet, 80). Uma delícia de ambiente.
Voltamos pelo mesmo caminho e fomos pegar a nossa van no estacionamento. Ainda ajudamos mostrando onde estava o ônibus (shuttle) para uma estudante brasileira e suas amigas estrangeiras. Aliás, o shuttle vai de Giverny a Vernon e de lá a Paris. A autoestrada tem pedágio automatizado perto de Mantes, é iluminada e bem sinalizada. Vernon é outra gracinha. Foi uma tarde inesquecível de tão boa.
Cidade de Provins-França-foto tirada por Mônica D.Furtado
Provins em um dia chuvoso-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é sábado, dia 2 de novembro de 2019 e vamos conhecer a joia Provins, aproximadamente uma hora de Paris, 80 km a sudeste da capital. É uma comuna do departamento de Sena e Marne na região da ilha da França.
Muralhas de Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Casa de pedra em Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Casa medieval em Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Um pouco de história. Segundo o folder turístico recebido no Provins Tourisme, estamos falando de uma das cidades medievais mais bem preservadas da França. Cada rua evoca o grande esplendor da velha capital dos Condes de Champagne. Nos séculos XII e XIII, estes lordes feudais importantes ofenderam os reis da França, os desafiando de dentro das muralhas.
Foram os primeiros a introduzir o uso de passaporte, assegurando passagem segura através do território dos mercadores. Graças a essa garantia, as feiras de Provins se tornaram as mais visitadas da Europa. Mercadores de tecidos de Flandres (a região norte da Bélgica), agentes de câmbios da Lombardia, mercadores de especiarias do Oriente, poetas e intelectuais, como Chrétien de Troyens podiam ser encontrados lá.
No início do séc. XIV começou o declínio da sua prosperidade, por conta da mudança de rotas comerciais, guerras, pragas, o desaparecimento lento das feiras, assim como a reunião das terras de Brie e Champagne pelo reinado da França. Por um longo tempo, Provins retornou a ser uma cidade pequena com vida rural, ignorada pelos grandes eventos da história. Foi isso que a deixou conservada, na verdade. São 58 monumentos incluídos no Inventário Nacional deMonumentos Históricos na França. Praticamente todos dos séculos XII e XIII. Logo, esta riqueza faz parte da lista da UNESCO como Patrimônio da Humanidade desde 13 de dezembro de 2001.
Trem que vai a Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Casinha de livros para retirada em Provins na estação de trem-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Descobri esta cidade única pesquisando na internet ainda em Fortaleza. No dia do bate e volta, estando hospedados perto da igreja Madeleine em Paris, andamos até a estação de metrô Ópera e de lá em direção à Gare de l` Est, onde pegamos o trem SNCF Transilien às 10.46 da manhã na plataforma 16. Compramos a ida e a volta, mas o horário de retorno ficou em aberto. Lembrando que temos que ficar olhando o grande painel para saber a plataforma, porque só se visualiza uns 10 minutos antes. Como pode haver fiscalização, conservamos o tíquete até o fim da viagem.
Lá vamos nós mirando os arredores de Paris. Primeira parada: Verneuil L´ Etang; segunda parada: Mormant; terras para serem cultivadas são vistas, além de florestas e pequenas cidades, casas lindas de pedra e outras, vida pacata, zona rural, refinaria de pequeno porte; terceira parada: Longueville (Seine-et-Marne); quinta parada: Ste-Colombe-Septveilles; sexta parada: Champbenoist-Poigny; e enfim, Provins.
Rio Voulzie passando entre as casas em Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Da saída do trem, já nos direcionamos ao Centro de Informações Provins Tourisme. O rapaz nos atende com muita simpatia em inglês. Recebemos um mapa, folders e explicações. Achei bem profissional. O material é de primeira, com as atrações explícitas.
Rio Voulzie em Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Rio Voulzie na cidade de Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Fomos caminhando para conhecer o centro e aí nos deparamos com uma cidade medieval de conto de fadas. As casas de pedra, os rios que passam pela cidade: o Durteint e o Voulzie, a beleza de sua natureza em um dia de inverno e chuvoso. Uma lindeza!
Pizza vegetariana do L´ Osteria-Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Pizza Provençal e vinho rose do L´ Osteria-Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Como era hora de almoço, descobrimos em uma ruela lateral à principal (Rue Duval, a Rua Saint-Thibault muda de nome de tempos em tempos) um restaurante de gente da terra: L´Osteria (6 Place Honoré de Balzac). A dica foi pedir pizza vegetariana para mim e Provençal para o Carlos. Era tanta em cada prato que ainda dividimos. O vinho foi rose da região, bem refrescante, uma delícia.
Torre César de longe-Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Cenário de Provins visto da Torre César-foto tirada por Mônica D. Furtado
Visual da Torre César-Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Torre César em Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Depois, passeamos pela cidade, não teríamos tempo de ver muitos monumentos. A cidade tem altos e baixos. Entramos na Torre César (era chamada de Grande Torre ou Torre do Conde, mas no séc. XVII mudaram para o nome atual), construída na ponta de uma colina rochosa no começo do séc. XII a fim de proteger o palácio do Conde e dominar o vale. A torre era um potente símbolo do poder dos condes de Champagne, usada como proteção, prisão, torre sineira e lugar de retirada militar. A gente olha todos os compartimentos e em cima tem um visual extraordinário do vale. No fim da visita, há um filme sobre o reino de Henry, o Liberal à época. Interessante dizer que a sala conhecida como Gabinete do Governador era a única a ter lareira.
Igreja de Santo Quiriace-Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Livraria Medieval-Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Casas de pedra em Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Continuamos o percurso. As muralhas fortificadas protegiam a cidade toda e alcançavam até 5 km. Adentramos a igreja colegiada de Santo Quiriace, que tem uma placa do lado de fora em homenagem à heroína francesa e santa Joana D´Arc. Em 3 de outubro de 1429 ela assistiu a uma missa ali ao lado do rei Charles VII. Em 1929 foram comemorados os 500 anos desse fato histórico, por isso a placa. A basílica foi erigida por Henrique I, comandante das regiões de Champagne e Brie (de lá vem a original bebida espumante champanhe e o queijo cremoso Brie). Outra placa na entrada informa que em 1662 um incêndio a destruiu parcialmente, tendo sido reconstruída ao longo dos anos lentamente.
Durante o ano há festas diversas, por exemplo: o Festival da Colheita, a Feira de Outono e, principalmente, o Festival Medieval, com acrobatas, cavaleiros, pessoas vestidas com roupas da época, músicas, danças, rememorando a atmosfera alegre das feiras de Champagne. Em 2019 foi em 15 e 16 de junho. Deve ser espetacular. E o Natal será em 14 e 15 de dezembro, com mercado medieval e tradicional e muitas atividades relativas ao período. O calendário está disponível em www.provins.net. Fazem três shows medievais ao longo do ano: A Lenda dos Cavaleiros (luta de cavaleiros medievais), A Idade das Muralhas (apresentam lutas e jogos equestres) e As Águias das Muralhas (mostram a arte da falcoaria).
Eu na cidade de Provins-França-foto tirada por Carlos Alencar
O Carlos na subida para a Torre César-Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Tomamos um café no Le Gout´ The na 49, Rue du Val. A dona tão simpática com a gente, indicou-nos um hotel que é um apartamento, de fato. Está no Booking.com e se chama Le Royal Hubert, localizado no número 1, Rue Christophe Opoix. Não chegamos a conhecer, pois não vimos a placa. Ela disse ser ao lado do café. Olhei na internet e promete. A região é cara, mas vale.
Loja para jardins em Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mesma loja para jardins em Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Uma das praças de Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
O dia foi perfeito. Provins é apaixonante e desconhecida para muitos. As lojinhas são adoráveis com seus ambientes medievais. Uma com venda de todo tipo de decoração para jardins, então, foi de se beliscar. Queria ter explorado mais, fica para outra.
A volta a Paris foi o mesmo trajeto de ida ao contrário. Tem que passar o tíquete para confirmar na máquina da estação, todavia ela não estava funcionando. Partimos com ele na mão, de qualquer jeito. A França vale muito por esses recantos escondidos. São os melhores!
Itália – Milão – Tirano – Trem Bernina – St. Moritz
Suíça encantada-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 14 de fevereiro de 2019, dia de São Valentim, o protetor dos enamorados. Estamos em Tirano vindos de Milão de ônibus, na excursão de um dia até St. Moritz na Suíça com a agência Zani Viaggi.
O almoço no restaurante Ai Portici (Viale Italia, 87), pago no ônibus antes da chegada à cidade, por 16 euros valeu. O local é bem confortável e o tratamento muito bom. Vamos ao menu:
Entrada: bresaola com azeite e limão ou salada Caprese
Prato principal: pasta com tomate (macarronada)
Bebida 1: água mineral com gás ou sem
Bebida 2: uma taça de vinho tinto ou branco DOC
Esclarecendo que “bresaola” é típico do vale de Valtellina e significa, segundo a Wikipédia, “tipo de carne seca ao ar livre (normalmente carne bovina), que foi envelhecida por dois ou três meses até se tornar rígida e adquirir um vermelho escuro, quase roxo”.
Trem Bernina de Tirano na Itália até St. Moritz na Suíça-foto tirada por Mônica D. Furtado
O trem Bernina no percurso até a Suíça-foto tirada por Mônica D. Furtado
Cenário do lado de fora do trem Bernina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Visual do lado de fora do trem Bernina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Enfim, entramos no trem vermelho Bernina às 13h. O guia do trem distribui mapas em inglês e italiano. A pontualidade é suíça. Não mostramos os passaportes na entrada da estação. Há uma controladora de passagens, mas ela apenas olhou, sem pedir nada. As janelas são grandes e podem ser abertas, pois o trem é panorâmico. Começamos a sentir a emoção de subir os Alpes. Estar em um trem como esse que é Patrimônio Mundial pela UNESCO é de se beliscar. Ai, que emoção! Todos são tocados por uma felicidade completa.
O Carlos e eu no trem Bernina-foto tirada por Vinícius Tavares
Mapa de Tirano na Itália à Suíça-foto tirada por Mônica D. Furtado
O trem é movido à energia elétrica e anda rápido. Foi construído há mais de 100 anos e é considerado um marco da engenharia. É a única linha de trens suíça que atravessa os Alpes, faz parte da Ferrovia Rhaetian. São 61 km espetaculares entre Tirano e St. Moritz. No passeio há americanos, espanhóis, chineses, brasileiros, em suma, multinacional.
Tirano está a 429 m acima do nível do mar. Estamos a 3 km da fronteira da Suíça. Passamos por Campocologno já no país vizinho, Brusio, Le Prese, Poschiavo (1014 m), Alp Grum (2091m), Ospizio Bernina (2253m), Bernina Diavolezza, Morteratsch, Pontresina (1774m) e, finalmente, St. Moritz (1775m), a famosa estação de esqui nos Alpes suíços e um dos destinos turísticos mais desejados no mundo. O percurso é tão belo que não tenho palavras para descrever… toda aquela neve com vilarejos encantados, parece um livro de conto de fadas. Êta país mais mágico!
Vida na Suíça-foto tirada por Mônica D. Furtado
Informações em St. Moritz-foto tirada por Mônica D. Furtado
Foto do caminho na Suíça-foto tirada por Mônica D. Furtado
Interessante dizer que o trem deu uma parada por problemas técnicos por 10 minutos. Foi bom ficar olhando a paisagem. Amo a neve, é tão linda. Em Surovas, perto de St. Moritz, teve gente entrando no trem com esquis. O trem vai subindo e nós testemunhamos os atletas do esqui descendo as montanhas.
Os suíços falam quatro línguas: romanche, francês, italiano e alemão. Ainda estamos no vale Valtellina. O lago congelado em St. Moritz está perfeito para as fotos especiais. O suíço respeita o espaço do outro e gosta de sua vida calma.
Aqui já é St. Moritz-foto tirada por Mônica D. Furtado
St. Moritz linda-foto tirada por Mônica D. Furtado
Falemos em St. Moritz. “São Maurício” em português é cara e inigualável, mas cerca dela existem vilas mais em conta. Na parte baixa da cidade está o lago St. Moritz congelado e na parte de cima, a estação de esqui. Do lago, vê-se a cidade de “boneca” com lojas variadas, sendo as mais procuradas por turistas “de um dia”, as de chocolates. No animado centro há também bons restaurantes e hotéis. Seu desenvolvimento começou a partir de 1864 com a chegada dos primeiros alpinistas, conforme a Wikipédia. Localiza-se no Cantão Grisões e na região Engadina.
O guia Maurício da Zani Viaggi nos deu uma hora para conhecer um pouco da cidade. Impossível! A gente ficou só no lago e correndo, preocupados com a hora. Foi uma pena não termos visitado a cidade, me prometi voltar com tranquilidade no futuro.
Bar o lago congelado St. Moritz-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu no lago St. Moritz-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado
Neve em St. Moritz-foto tirada por Mônica D. Furtado
No lago congelado, os habitantes vivem normalmente. Jogam críquete, andam de patins, esquiam e praticam kitesurf. Fiquei impressionada, há bares e pontos de encontro em cima do gelo. Com a neve o frio diminui. O guia marcou o retorno para as 16h15 em frente da estação de trens.
Às 16h30 o ônibus partiu. Percebi estarem todos satisfeitos. Apesar do pouco tempo, é uma viagem obrigatória. Na volta cruzamos mais dois lagos congelados: Silvaplana e Sils. E seguimos por um caminho diferente, pela estrada que circula a montanha chamada Maloyapass. Os Alpes têm muitas curvas, não é fácil de dirigir.
Foto postal da Suíça 1-foto tirada por Mônica D. Furtado por
Foto postal da Suíça 2-foto tirada por Mônica D. Furtado
Foto postal do caminho até St. Moritz na Suíça 3-foto tirada por Mônica D. Furtado
Na vila de Chiavenna está a Aduana entre a Suíça e a Itália. Vamos conhecendo outros lugares: Piuro, Burgonuovo etc.
Chegamos a Milão depois das 20h e ainda fomos comer no centro. Viva Milão! Cidade inventiva, jovem e colorida, amei! E voltarei para mais tempo. Raquel Freire, obrigada pela dica desse passeio magnífico. Se não fosse você e sua expertise em Itália, não saberíamos.
Fim de viagem. Foi bom demais ter viajado com o Carlos, a Denise e o Vinícius. Valeu!
Hoje é dia 14 de fevereiro de 2019, data em que se homenageia São Valentim, o protetor do amor e da amizade na Europa e nos Estados Unidos. Está muito frio às 6h45 da manhã e estamos em frente à agência de turismo Zani Viaggi no Largo Cairoli na Via Cusani em Milão. O jeito foi comer um croissant integral com mel e tomar um café com leite ali perto. Uma delícia!
O intuito do dia todo é chegar a St. Moritz na Suíça de trem de Tirano, Itália. São dois ônibus lotados de chineses e japoneses. Muito do material turístico recebido está escrito na língua deles.
O motorista se chama Salvatore e o guia Maurício. No caminho a Tirano, do lado italiano, vamos conhecendo mais Milão e arredores. Vamos lá. O Parco (parque) Sempione é romano; Milão era a capital do Império Romano; a cidade é circular, algo típico desses conquistadores, pois construíam cidades geométricas. As muralhas da cidade foram destruídas na II Guerra Mundial, somente ficaram os portões.
A Porta Venezia fica na direção oeste; a Romana no sul e a Porta Garibaldi é uma área histórica que conecta a área administrativa com o calçadão de pedestres Corso Como.
A Itália faz fronteira com a França, Suíça, Eslovênia e Áustria. Na área metropolitana são dois milhões de habitantes.
Rumamos ao lado mais norte em direção ao grupo das montanhas Bernina. Veremos diferentes cenários e visuais incríveis. O passeio é um tour panorâmico. Passamos pelo lago di Como e por Lecco, a cidade da outra ponta. Vive-se de turismo e agricultura na região. O clima é bom. Na área há uns cinquenta lagos diferentes, nós vemos uns vinte. Cruzamos a pérola do lago: Bellagio. Pena que no inverno as lojas e os restaurantes estão fechados. A cidade de Como está localizada no lado sudeste do lago; na direção norte, indo para o local onde o lago se divide em dois está Bellagio. Dizem ser uma cidade bela com jardins, palácios, hotéis luxuosos e vilas. Vale acrescentar que o Lago di Como é o menor, mas o mais profundo: 250 m de profundidade.
Na rota atravessamos vários túneis longos perfurados na montanha, fantástico! Segundo o livro Itália da Lonely Planet, “do extremo norte do Lago di Como, o vale Valtellina acompanha o curso do rio Adda entre a fronteira montanhosa com a Suíça e os Alpes de Orobie”. Explicando um pouco que os Alpes de Orobie ou Alpes de Bérgamo são um maciço montanhoso que se encontra na região de Bérgamo, de acordo com a Wikipédia. Passamos por vilarejos neste vale ensolarado e baixo, onde se plantam hortaliças, frutas e milho controlado. No fim do vale estão as maçãs. Há produção de leite e queijo suave e doce, o que faz os italianos competir com os franceses pela excelência. Os produtos são de montanha.
Percurso do ônibus de Milão a Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
Plantação de parreiras no Vale Valtellina rumo a Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
A uva para o vinho Valtellina é plantada na parte alta, do lado esquerdo da montanha, pois o corpo e o teor alcoólico melhoram com a altitude. Em 1968 a classificação DOC de qualidade regional foi dada ao Valtellina Superiore, conforme o referido livro. Há adegas a ser visitadas em Sondrio, no centro do vale.
As casas têm estilo alpino, são vilas e mais vilas. As pequenas têm casas antigas charmosas. A tradição da região é usar pedra. Os terraços de pedra seca são criados com o sistema de não fixação, sem cola ou cimento. A pedra é colocada uma em cima da outra.
Os bárbaros, que vieram do norte pelas montanhas, tentaram controlar a área, porém foram vencidos pelos romanos.
O trabalho para os habitantes é duro, são muitas horas ao sol nas vilas de casas de pedra. Tivemos uma parada técnica para banheiros no Outlet com muitas lojas no caminho para Tirano e passamos por terraços de cultivo de uvas. O vinho Inferno e o Sassela são famosos. O vale também é bom para esportes, como ciclismo, caminhadas, caiaque no rio e escaladas nas montanhas.
Tirano no inverno-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado
Prédios em Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
Às 10h30 adentramos Tirano, a 3 km da fronteira suíça. Faz parte da província de Sondrio. Pagamos 16 euros no ônibus para o menu especial de almoço no Ai Portici no centro, na Viale Italia, 87. Saímos do ônibus e vamos andando pela cidade. Ela não é típica de montanha.
Basílica Madonna di Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
Porta da Basílica Madonna di Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
Santuário della Madonna di Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
Visitamos a Basílica Madonna di Tirano (Santuario della Madonna di Tirano), igreja românica do séc. XVI, localizada na Piazza Della Basilica, 1. Considerada foco da identidade local, tem uma história relacionada a ela. A Virgem Maria apareceu a Mario Degli Omodei em 29 de setembro de 1504. O irmão dele estava doente com a “praga”. Fazem missas no lugar onde Ela apareceu. O púlpito é de madeira escura e foi esculpido por um artesão. O órgão do séc. XVII é imponente. A basílica é muito trabalhada. Há um vitral na parte de cima em que Nossa Senhora aparece para Mario Omodei dizendo que tudo dará certo.
Cidade de Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
Carlos em Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
Rio Adda em Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
Achei a Villa di Tirano linda. O clima de 7ﹾ C está uma delícia. O guia, infelizmente, fala em inglês tão apressadamente que não tive tempo de tirar dúvidas.
Rua em Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
Prédios baixos em Tirano-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu em Tirano-foto tirada por Carlos Alencar
No outro lado da vila se situa a parte de comércio, lojas, bancos etc. O trem Bernina passa atrás da basílica. Vi um semáforo, a cidade é pequena. O rio Adda que passa por Tirano alimenta o Lago di Como. Gostei do passeio até aqui.
Continuaremos com o almoço em Tirano e o restante da viagem. Suíça lá vamos nós.
Entrada no trem Bernina em Tirano com destino a St. Moritz na Suíça-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 13 de fevereiro de 2019. Estamos em Milão. O passeio bate e volta do momento é para Como, o funicular e o Lago di Como ou Lario. Chegamos às 9 h na agência deturismo Zani Viaggi no Largo Cairoli na Via Cusani. Entramos no ônibus e recebemos audioguias, mapas e dispositivo para o pescoço para a escuta individual. Muito profissional. O retorno será às 18h30. A motorista Rosa e a guia Valeria nos recebem.
O dia está perfeito para fotos, pois está ensolarado. No caminho a guia Valeria dá dicas da cidade de Milão. Aliás, ela é italiana e fala inglês, espanhol e português. Excelente. O moderno bairro City Life, com seus prédios luxuosos de escritórios e de moradia, chama a atenção, além de shopping malls, restaurantes, cafés, bares e cinemas. No distrito existe um parque com um conceito contemporâneo. O apartamento mais barato na área é na base de um milhão de euros.
Nós nos dirigimos à autopista para Como com controle de velocidade e pedágio. É impecável com muitos paredões ao longo da via com o intuito de proteção contra acidentes. As velocidades são diferentes nas pistas, vão de 40 a 90 km/h. Estamos na região mais industrializada da Itália.
Acrescentando algo sobre Milão, é interessante dizer que muitos carros não podem entrar no centro, por causa da lei existente há cinco anos proibindo isso. Resultou na diminuição da circulação de automóveis.
Até Como, só vi indústrias. Lindeza mesmo, somente perto da entrada. Em 45 minutos adentramos na cidade. Estamos perto da fronteira da Suíça.
Como era inverno, ainda enxerguei neve nas calçadas. Nesta temporada, houve poucas nevadas na região de Milão. Detalhe: tive uma crise de rinite alérgica no ônibus, coçava tudo. Felizmente, passou.
Caminhada por Como-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado
Pórtico em Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
Prédio em Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
Como no inverno-foto tirada por Mônica D. Furtado
Falemos na bela Como. O lago tem um microclima próprio, não neva muito. A cidade é fofa, os moradores cuidam melhor de seus jardins do que de suas casas. O lugar com suas vilas, prédios baixos, limpeza e calçadão circundando o lago com barcos significa puro deleite. Aliás, leitores, precisam de jardineiros lá. Deve ser um vidão!
Estamos a pé no pequeno centro histórico. As torres e a fortaleza de pedra de 1000 anos foram erigidas pelos longobardos ou bárbaros. No coração da cidade está a Catedral com seus tetos vermelhos e o Teatro Sociale. O município é perfeito para férias e para o tratamento de tuberculose, por conta do ar fresco.
Funicular histórico em Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
Funicular chegando-Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
Os passageiros entrando no funicular em Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
Pegamos o funicular, construído em 1894, com estilos art-noveau e modernista na Piazza deGasperi para subir a Brunate, pequena cidade de montanha a 800 m acima do nível do mar.
Eu na estação do funicular em Brunate-foto tirada por Carlos Alencar
Albergo Bellavista em Brunate-foto tirada por Mônica D. Furtado
Placas em Brunate-foto tirada por Mônica D. Furtado
Carlos, Denise e Vinícius em frente à igreja de Brunate-foto tirada por Mônica D. Furtado
Achei uma mistura da portuguesa Ilha da Madeira e da chilena Viña del Mar com suas casas adoráveis. Na localidade há um sanatório. Trata-se de uma vila tranquila no topo da serra com vistas magníficas.
Eu, Denise e Carlos em Brunate-foto tirada por Vinícius Tavares
Um pedacinho de Brunate-foto tirada por Mônica D. Furtado
Prédio amarelo em Brunate-foto tirada por Mônica D. Furtado
Visual de Brunate-foto tirada por Mônica D. Furtado
A temperatura está agradável: 6ﹾ C. A subida do bondinho leva sete minutos. Nosso horário de encontro para descer é ao meio dia.
De volta ao centro histórico, muito aprendi com a guia Valeria. O forte de Como é a produção de seda, considerada a melhor da Europa. As vilas ricas são de famílias produtoras desde 1450, ou seja, uma longa tradição. Os costureiros famosos de alta costura compram a seda para as suas criações lá. Estamos falando de Valentino, Prada, Gucci, Dolce & Gabanna etc.
Catedral de Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
Nossa guia Valeria no centro histórico de Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mercado de Como-foto tirada por Mônica D. Furtadoa
Rua do centro de Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
A construção da Catedral ou Duomo iniciou-se no séc. XIV (1396-1740). A sua torre tem 1000 anos. O Mercado foi feito pelos bárbaros na época medieval; a cidade quadrada e a praça principal foram edificadas pelos romanos. Na história da cidade, primeiro vieram os bárbaros do norte da Europa (longobardos): da Rússia, Alemanha e Escandinávia. Ficaram por oito séculos (mais do que em Milão). Em Como se depararam com os Mestres Comacinos (haviam fugido para Comacina, ilha fortificada no lago de Como, a fim de escapar dos bárbaros), que trabalhavam o mármore e a madeira. A arte era perfeita e se espalhou pelo continente na época medieval. Depois de 20 anos sendo assediados pelos longobardos ou lombardos, esses os subjugaram, mas os tomaram como arquitetos e assessores da reconstrução. Vale ler http://www.glada.org.br/A-Maconaria/Origens-da-Maconaria.
A Catedral é toda em mármore de uma pedra da região e tem uma alta cúpula octogonal. Existem dois senhores sentados na frente dela protegidos por um vidro, são dois filósofos: o Plínio jovem e seu tio. Escreveram sobre a destruição de Pompeia na Itália pelo vulcão Vesúvio, pois eram repórteres e viram tudo de um barco. A entrada da Catedral é pelo lado esquerdo. Está situada na Piazza del Duomo. Seu estilo predominante é gótico, com elementos românicos, renascentistas e barrocos.
A Basílica di San Fedele é mais antiga que a Catedral, originou-se no século VI. Sua rosácea do século XVI e preciosos afrescos dos séculos XVI e XVII reforçam o charme. Localiza-se na Piazza San Fedele. Também passamos pela Porta Torre de 1192. De lá fomos almoçar pedaços de pizza em uma padaria. Como na Espanha, o comércio fecha para a sesta. Imperdível Como com suas ruelas. Foi uma grata surpresa.
Eu e Carlos com Valeria no lago Como-foto tirada por Vinícius Tavares
Passeio de barco no lago Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
Lago Como com pico nevado ao fundo-foto tirada por Mônica D. Furtado
Daí, rumamos para uma hora de passeio de barco pelo lago, o pegamos no porto na Piazza Cavour com a Tour Bacino di Como. A companhia é a Navigazione Lago di Como. O barco parece um vaporetto de Veneza e para nos portos de Tavernola, Cernobbio, Moltrasio, Urio e Torno. Existem povoados ao redor do lago e gente praticando esportes aquáticos. O percurso é repleto de belezas. O casal sensação: ator George Clooney e advogada Amal Alamuddin tem uma vila escondida. Não dá para ver, pois é bem guardada e dura um dia para chegar ao local. Há uma escultura no meio do lago que representa “a onda de eletricidade da bateria de Alessandro Volta”. Esse físico italiano (1745-1827) criou a primeira pilha elétrica em 1800.
Ruela de Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu em uma rua em Como-foto tirada por Carlos Alencar
Prédio típico de Como-foto tirada por Mônica D. Furtado
Depois do passeio, ganhamos 20 minutos para fazer qualquer coisa. Resolvemos continuar pela cidade. Tomamos gelato na sorveteria Guidi por 2,50 euros. Lembramo-nos dos amigos Guidis de Vinhedo-São Paulo.
No final do passeio, a guia nos entregou uma folha com notas e opiniões sobre o dia, o trabalho dela, enfim, tudo profissional. Parabéns.
Drinque Aperol Spritz na Signorvino em Milão-foto tirada por Mônica D. Furtado
Denise, eu, Carlos e Vinícius no restaurante e pizzaria AUUM em Milão-foto selfie tirada por Denise Alencara
De volta a Milão, paramos em uma loja de bebidas “Signorvino” perto do Duomo para provar o afamado drinque Aperol Spritz: Aperol, vinho branco e água com gás. O Carlos gostou mais do que eu. Aproveitamos para comprar limoncello (drinque italiano de limão) por 16,90 euros e um vinho Brunello di Montalcino por 30 euros. Um achado. Considerado o melhor vinho da Itália. No Brasil, nem pensar de tão caro.
Nós no Gran Café Visconteo no dia anterior com o Duomo de Milão atrás-foto tirada por Danilo de Ribeirão Preto
Nosso jantar especial no Gran Café Visconteo-Milão-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 12 de fevereiro de 2019 e ficamos em Milão para passeios. Estamos no hotel Golden Milano e na saída pós-café da manhã, observei algo: havia um monte de material e lixo reciclável na calçada. Pelo visto, o caminhão iria passar e pegar. Vejo isso em Porto Alegre-RS. Muito bom para a natureza. Também como testemunhei em Florença no mesmo país uma máquina que passa limpando a rua. Fantástico. O clima facilita não ter insetos, mas a limpeza ajuda mais ainda. Está muito frio: 12ﹾ a 13ﹾ C. No prédio do hotel há dentista, escritórios e moradas. Que cidade!
Eu em frente ao Castelo Sforzesco-Milão-foto tirada por Carlos Alencar
Dentro do Castelo Sforzesco-Milão-foto tirada por Mônica D. Furtado
O Carlos dentro do Castelo Sforzesco-foto tirada por Mônica D. Furtado
O pátio interno do Castelo Sforzesco-foto tirada por Mônica D. Furtado
A visita do dia é o Castelo Sforzesco ou Castelo de Milão, localizado na Piazza Castello. Possui sete museus especializados em fragmentos da história cultural e cívica de Milão. Estamos na Porta Humberto I. Era conhecido como Castelo Porta Giovia do tempo da lei Visconti quando em 1368 Galeazzo II Visconti, Lorde de Milão, autorizou a construção de uma estrutura fortificada nas muralhas da cidade. De acordo com o livro Itália da Lonely Planet, “originalmente era uma fortaleza dos Visconti, esse icônico castelo de tijolos serviu mais tarde como lar da poderosa dinastia Sforza, que governou Milão durante a Renascença. As defesas do castelo foram projetadas pelo multitalentoso Leonardo da Vinci. Posteriormente, Napoleão drenou o fosso e removeu as pontes levadiças”.
Desde 1952, Milão tem sido casa para a última escultura de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni: a Pietà Rondanini, significando “a Madona segurando o corpo de Jesus morto depois da crucificação”. A obra ficou inacabada com a morte dele aos 89 anos (nasceu em Caprese em 1475 e faleceu em Roma em 1564). Trata-se de uma obra dramática e é feita de mármore. Confesso ter achado a obra um tanto estranha. Se estivesse acabada, seria magnífica, certamente, já que estamos falando do genial Michelangelo.
O Museu de Arte do Castelo data do séc. IV. Há sarcófagos dos cristãos e arte provincial da antiga Roma. O monumento sepulcral de Bernabò Visconti do séc. XIV é belo. Tudo está escrito em italiano, mas com papéis explicativos em inglês.
O mausoléu de Franchino Rusca é de 1350. A obra Madonna com Bambino de Bonino da Campione Circa é de 1360; a sala de tapeçarias tem objetos do séc. XVI, sendo uma delas a de Santo Ambrogio de 1565-1566; a sala decorada por Leonardo da Vinci tem o teto esplendoroso em azul; existe a arte toscana e veneta do séc. XV; da mesma forma há outra pintura de Madonna com Bambino, porém conhecida como Madonna Lia, de Francesco Galli de 1495.
Na Galeria de Pinturas existente desde 1530, há quadros religiosos de Alessandro Bonvivino detto Moretto (de Brescia, 1498-1554); de Giovan Battista Moroni (de Bérgamo, 1520-1578) tem “O Martírio de São Pedro de Verona”; e “O Martírio de Santa Giuliana” de 1595, de Carlo Caliari (Veneza, 1570-1596).
A sala 2 tem móveis antigos, a qual considerei bastante original. Do Palácio Sormani existe mobiliário do séc. XVIII (1759), quadro Console do mesmo século, papéis de parede e poltronas estofadas em tapeçaria de Beauvais com cenas ilustrativas das fábulas de La Fontaine, aparador (cassettone) de 1790, espelho rococó e mesa dos séculos XVIII e XIX, cadeira circular de Carlo Bugatti de 1902 etc. Quanta riqueza!
Na Pinacoteca do Castelo há cerâmicas, presépio napolitano do séc. XVIII, louças, talheres, pratos e quadros pintados de louças. Ademais, as salas de fabricação de instrumentos musicais antigos e as exposições dos instrumentos antigos, em homenagem a Riccardo Antoniazzi, de 1910, como lira, harpa, bandolim, guitarra e violino mostram um trabalho considerável. Ele era de família fabricante de violinos, sendo considerado o mais competente. Também era violinista (1853-1912).
Vi militares do Exército andando pelo castelo. Excelente circuito, o museu é enorme e robusto.
Passeio de ônibus turístico por Milão-foto tirada por Mônica D. Furtado
Arranha-céus no passeio do ônibus turístico por Milão-foto tirada por Mônica D. Furtado
De lá saímos para o almoço no Majestic Café e Bistrô na Via Dante, 15. Depois, voltamos ao ônibus hop on-hop off: parada Castello, linha azul. Mais um passeio.
Em minha opinião, a parte nova de Milão parece com Santiago do Chile e a antiga com Paris. A Cripta San Giovanni in Conca da igreja derrubada é Patrimônio Cultural da Humanidade.
Pasta e Pizza alla Scala-Milão-foto tirada por Mônica D. Furtado
O Carlos no original Pasta e Pizza alla Scala-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mesas do restaurante Pasta e Pizza alla Scala-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mais lojas e enfim, jantar. O lugar é muito peculiar e se chama Pasta e Pizza alla Scala, localizado perto do teatro homônimo, na Via Giuseppe Verdi, 6. Oferece boa música clássica e loja com antiguidades: CDs, discos, pinturas de Maria Callas, Nureyev, fotos de cinema, estátuas de Mozart, anjos, colares, revistas, ufa! Tanta coisa interessante. Amei o local. Pedimos crepe de presunto e queijo BRIE com suco de laranja. Como o Carlos e eu adoramos cinema, estávamos nas nuvens. Decididamente, um lugar exótico e atraente. Maravilhoso.
Dentro do restaurante Pasta e Pizza alla Scala-foto tirada por Mônica D. Furtado
Detalhe da mesa do restaurante Pasta e Pizza alla Scala-foto tirada por Mônica D. Furtado