Chile – Santiago na volta de Pucón

Chile – Santiago na volta de Pucón

Saímos de Pucón à tarde no dia 3 de maio de 2019. O voo atrasou. A LATAM depois fez o contato pedindo desculpas. Chegamos a Santiago à noite e pegamos uma van compartilhada só para o bairro Providência por 7.600 pesos para os dois pela empresa TRANSVIP.

 

O hotel escolhido para o retorno foi o Park Plaza Bonaparte Boutique (rua Mar del Plata, 2171). A acolhida foi antipática, estávamos cansados e o atendente foi um tanto frio. Estávamos mal acostumados com a simpatia chilena, até estranhamos. Pela primeira vez, pediram o formulário de entrada no país e uma caução de $60 dólares para o uso do frigobar, caso usássemos.

 

No mais, o hotel é muito bom, com mimos ao hóspede, isso eu gostei. Também apreciei as barras nos banheiros para idosos. O bairro é divino, bucólico e bom para caminhar. Estamos ao lado da universidade Gabriela Mistral.

Nós nos acomodamos e fomos logo procurar um restaurante. Aconselho muito o La Piccola Italia na av. Ricardo Lyon, 227. Esse local de boa gastronomia nos conquistou e fizemos quase todas as refeições de almoço e jantar lá. Tratamento solícito, bem frequentado com preço justo. A primeira pedida foi um salpicão de ave, mais leve para a noite.

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Um dia de outono no bairro Providência em Santiago-foto tirada por Mônica D. Furtado

No dia seguinte, dia 4 de maio de 2019, fomos conhecer a área. Estamos no outono com as folhas das árvores caindo e dando um charme especial à Providência. Gamamos. Eis um lugar tentador de morar, com qualidade de vida. Os prédios são lindos, habitáveis, uns mais baixos e antigos, outros não tão altos e com verdadeiras florestas no condomínio. Ficamos encantados. As calçadas são homogêneas e convidam a caminhadas. Há ciclovia ao lado na avenida principal: Ricardo Lyon. Também tem a Providência e a Nova Providência como vias importantes.

 

Chamou a minha atenção uma árvore decorada com muitas flores e uma bicicleta, ao lado do restaurante italiano, em homenagem a uma menina, creio que da vizinhança, falecida jovem: Maria Ignacia Romero Omeñaca (1990-2018). Isso demonstra que há vida familiar e conectada no bairro. No domingo pela manhã observamos algumas pessoas reunidas ao lado da árvore conversando e trocando flores.

O clima estava ótimo: 21˚C. As roseiras nas calçadas na av. Andrés Bello são belas e o exercício a pé de 40 minutos até o shopping de arquitetura moderna Costanera Center foi válido. Seis andares de lojas, com opções diversas: a loja Natura, Paris Cencosud, H&M etc. Dentro é um shopping gigante, mas não diferente dos outros. O diferencial é estar ao lado do edifício mais alto da América do Sul: Costanera. Para mim, prefiro o Arauco, esse sim, é original na sua arquitetura, aberto, bonito e aconchegante.

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Shopping Costanera Center-Santiago-foto tirada por Mônica D. Furtado

Voltemos ao Costanera Center, era sábado e o movimento estava enorme. Gostei da sorveteria Paletta, só de picolés. Escolhi um de abacaxi com manjericão. Os sabores são todos originais. No Crêpe Café tomamos um café duplo por 2.400 pesos. Starbucks há em todos os sítios. Livraria boa: Feria Chilena del Libro; supermercado impressionante de tão grande: Jumbo; loja atraente para casa e para mulheres: Loucura Morph no térreo. Queria ter passado o dia todo lá. Detalhe que não dizem aos turistas: na Informação, no piso térreo, se consegue um livrinho com descontos em diversas lojas para estrangeiros, mostrando a identidade ou passaporte. Aproveita-se por cinco dias e se ganha um cartão.

 

Saímos do shopping e rumamos à av. Providência. Por sorte, encontramos uma feira de antiguidades na calçada e também o Centro de Anticuarios – Los Pajaros: um shopping de antiguidades espetacular ao lado, no número 2348. Fone: (56-2) 2340714. Fiquei extasiada.

Outra dica é um shopping bem agradável e mais simples: Panorâmico. Lá comprei brincos da pedra principal do Chile – lápis-lazuli – para a minha mãe e descobri uma loja de perfumes, cremes, sabonetes etc  que conheci em Buenos Aires nas Gallerias Pacífico: VZ Lives Simply.  A loja Johnson, com seus casacos e roupas de inverno, estava com promoções incríveis. Interessante que no Chile todo cobram pela sacola. Pagamos 200 pesos e ela estava lotada de compras…

 

Para jantar, voltamos ao mesmo restaurante: La Piccola Italia. Pedi um frango a la Piamontesa por 4.999 pesos (com champignon, cebolinha e pimenta picante “cacho de cabra” – da cozinha mapuche e um toque de creme) e para o Carlos, um canelone de carne e espinafre (banhado com molho à bolonhesa e com um toque de creme e queijo parmesão) pelo mesmo preço. Que delícia! O vinho Carménere abrilhantou a noite. Passamos bem!

O próximo artigo será o último sobre Santiago.

Chile – Pucón – Parque Nacional Huerquehue

 Chile – Pucón – Parque Nacional Huerquehue

Hoje é dia 2 de maio de 2019. Pela manhã passeamos pelas lojas no centro de Pucón. Na Bernardo O´Higgins ao lado do Banco Estado há um brechó fantástico com muitas opções de casacos e roupas de inverno: casacos Columbia, North Face e outros por preços acessíveis. Vale a pena comprar nesses inúmeros brechós da cidade. O Mercado Municipal é imperdível.

A prefeitura deveria cuidar dos cachorros abandonados. Os coitados devem passar muito frio e fome.

O nosso almoço foi em um restaurante familiar com uma só mesa: La Picá de July y Fran perto da estação de ônibus Buses Caburgua. Por 1.000 pesos, um achado, tomamos uma sopa de ervilha e legumes substanciosa. De lá fomos conhecer o Parque Nacional Huerquehue. Por 4.000 pesos (ida e volta) entramos um minibus.  Os horários são:

Ida Volta
8.30 h 9.30 h
13 h 14.10 h
16 h 17.10 h

Escolhemos o horário das 13 h. e sabíamos que seria uma aventura rápida, pois o dia estava nublado e com chuvas esparsas em Pucón, mas foi o jeito. No parque, o dia tem que ser ensolarado, as pessoas viajam no primeiro ônibus e voltam no último e também levam lanches. Decidimos ir mesmo assim.

O micro-ônibus é simples, faz paradas nas cidadezinhas, pois os nativos descem, logo vamos seguindo com o povo da terra. As estradas são muito boas (morro de inveja!), ou seja, não há a desculpa de que chuva prejudica. Há mapas da região até em outdoors nas estradas (em hotéis dão ao turista). A estrada é bem sinalizada e de solo vulcânico. A subida para o parque é íngreme, tipo Indiana Jones. Sem dúvida, o  motorista é habilidoso.

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Parque Nacional Huerquehue-Pucón-foto tirada por Mônica D. Furtado

Segundo o Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul, de Zizo Anis & Os Viajantes, “o parque é distante 35 km a noroeste da cidade, ocupa uma área de 12.500 hectares, com altitudes que variam entre 700 m e 2.000 m.”

Ao chegar ao CONAF (Corporación Nacional Forestal), onde está o guarda-parque, descemos e pedimos ao motorista esperar pela gente que só daríamos uma voltinha. Ficamos somente 15 minutos, já que a chuva estava chata e o solo fica perigoso por estar molhado. Voltamos no mesmo ônibus com duas americanas e uma espanhola. No final, conhecemos o lago Tinquilco. Devo dizer que o lugar é lindo. Nessa região existem algumas termas, como a Indômito e a Huife. Deixamos de ver outras atrações, como os lagos Verde e Toro, além do Valle Nevado, onde há quedas d´água e amplos lugares rodeados de montanha.  Fica para a próxima.

Retornamos e entramos no Cassis (café, sorveteria, chocolateria e pastelaria) novamente. Queria comer strudel de maçã com chantili, tomar café expresso e um copo do delicioso Pisco Sour 35˚ (a bebida alcoólica do Chile: aguardente de uva com limão). A garçonete Dominique é um doce. Digo e repito: caro (12 mil pesos), mas vale cada tostão.

O jantar foi no mesmo local do almoço: sopa de ervilha e legumes, com sanduíche de queijo e presunto. Gostamos bastante e a família muito acolhedora.

Na sexta, enfim, dia da nossa partida desta cidade tão inesquecível. Para nossa sorte, o dono do Hostal Graciela tinha dentista em Temuco e nos deu uma carona valiosa até o aeroporto. Umas 2 horas de viagem. Fomos cedo e tudo deu certo. Henrique, o nosso agradecimento eterno.

Para quem não tem a nossa sorte de carona, o ônibus JAC para Temuco sai uns 5 mil pesos e de lá o interessado pega um táxi para o aeroporto, uns 18 mil pesos. Melhor que um táxi Pucón-aeroporto de Temuco por 55 mil pesos. Um transfer só sai de Pucón se tiver quatro passageiros garantidos. Outra opção: pega o ônibus JAC para Temuco (a partir das 6.30 h da manhã a cada 15 minutos) e desce na Peaje Quepe antes de Temuco (por 3.600 pesos) e toma um táxi até o aeroporto por 7 mil pesos. O fone táxi informado na estação JAC é 974608430 (de Pucón). O turista tem que saber com antecedência o que fará. Sempre há ônibus Pucón-Santiago. Viaja a noite toda, só não pode deixar para a última hora, se não o perde.

No caminho ao aeroporto, passamos por um pedágio entre Freire e Temuco: 2.500 pesos. A maioria das estradas são concessões, este é de empresa espanhola.

Os bombeiros são voluntários, porém acidentes nas estradas são responsabilidade do Estado.

Falemos no aeroporto, é pequeno, mas arrumado. Levamos o que comer, pois tudo é mais caro lá. Mesmo na baixa estação, cobram de forma exorbitante. Um café expresso por 1.800 pesos, isto é, 12 reais é demais. Em comparação, um hostal agradável e bem localizado como o nosso foi um achado por 55 dólares a diária. Há via de evacuação, afinal é terra de vulcão. As placas estão escritas em espanhol e mapuche, bem interessante.

Hasta luego, Pucón, lugar mágico. Amei!

Vamos rumo a Santiago. Continuarei em breve.

 

Chile – Pucón – Lican Ray

Chile – Pucón – Lican Ray

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Foto da Playa Grande-lago Calafquén-Lican Ray-Chile-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 30 de abril de 2019. Visitamos o vulcão Villarrica pela manhã e à tarde conheceremos o balneário Lican Ray.

Vamos ao terminal JAC de ônibus maiores a fim de pegar o ônibus para a cidade de Villarrica, próxima de Pucón, por 1000 pesos. Descemos em outro terminal e entramos em um micro-ônibus (buses Coñaripe) para Lican Ray no intuito de conhecer o lago Calafquén. No total: uma hora de viagem. Este micro-ônibus estava repleto de idosos, parecia um transporte familiar. O chileno é muito gentil. Interessante que há pessoas vendendo frutas no ônibus. Passageiros entram e descem em diferentes paradas. Gosto de observar como são e vivem.

Entre Villarrica e Lican Ray vi muitas cabanas e lojas de móveis, além de lugares para tirolesas, cavalgadas e paintball. Detalhe: Lican Ray dista 24 km ao sul da cidade de Villarrica. As margens do lago Calafquén são divididas por uma península, criando duas praias: a Chica e a Grande.

A nossa parada foi na linda praça, esquina das ruas Esmeralda com Cacique Marichanquin.

De lá seguimos até a Playa Chica (Praia Pequena) com barcos coloridos, botes para aluguel e casas charmosas, porém sem movimento. Foi estranho. Depois nos explicaram que o balneário funciona somente no verão. O lugar é bucólico e pacífico, lembra Santo Antônio de Lisboa em Floripa.

Já a Playa Grande (Praia Grande), localizada à rua Cacique Punolef, é maior e tem mais barcos, botes e pedalinhos para aluguel. Os restaurantes e bares estavam fechados, com exceção de uma padaria e um supermercado.

Fizemos reconhecimento do local e decidimos retornar a Pucón, pois realmente não havia mais novidades. Digno de nota dizer que tanto em Villarrica quanto em Pucón existem muitas lojas de roupas usadas. Aconselho. Quem quiser deixar para comprar casacos nessas tiendas, encontra possibilidades tentadoras.

No feriado de 1˚de maio de 2019, estávamos a passear em Pucón. Poucas lojas estavam abertas, logo fomos ao Mercado Municipal. Os preços das lembranças de viagens estavam bons: muitos produtos de madeira, ervas naturais, flores artificiais, roupas, gorros e calçados de lã de ovelha etc. Enorme o tamanho do mercado. Chamou a atenção a variedade de centros de artesanatos atraentes.

Nosso almoço foi no café Luthier. Estava mais caro por ser feriado (8.500 pesos para os dois). A música era de boa qualidade: cubana e bossa nova em francês. Entraram duas moças e tocaram músicas da região: cuencas por um trocado dos clientes. A refeição especial teve bisque de camarões de entrada, taça de vinho e menu do dia: salmão à manteiga com polenta cremosa para o Carlos e suprema de frango com mostarda e verduras salteadas para mim, mais sobremesa (torta de mirtilo) e café expresso orgânico. Tudo delicioso. Os garçons e o chef tratam todos muito bem. Para quem não sabe, “bisque” é uma sopa da culinária francesa que consiste em um caldo de crustáceos engrossado com creme de leite ácido ou com outros ingredientes.

Para o lanche, fomos ao Cassis: Chocolates e Café, Gelateria e Pastelaria na rua Fresia, 223. Eis a casa matriz. Também tem em Temuco, Santiago e Puerto Varas. Foi indicação do meu irmão Rogério e cunhada Lindiane de São Paulo. Todo na madeira, o local é encantador. Uma loucura de tantas gostosuras. Apesar de caro, vale cada tostão. Pedimos uma água com gás e um café expresso: 1.800 pesos!  Com tanto frio e chuva promissora, retornamos ao hotel.

Em breve visitaremos o Parque Nacional Huerquehue.

 

Chile – Pucón – Vulcão Villarrica

 

Chile – Pucón – Vulcão Villarrica

Rio com vulcão
Arredores de Pucón e suas belezas: rio e vulcão-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 30 de abril de 2019. Vamos ao vulcão Villarrica, enfim! O dia está ensolarado e promissor de um passeio inesquecível.

O motorista Carlos da agência Florencia (www.turismoflorencia.com) nos pegou no Hostal Graciela às 10.30 h e nos deixou na matriz (endereço: avenida Bernardo O´Higgins, 480), conforme combinado no dia anterior, quando fomos pela mesma agência ao Tour por La Zona.  A excursão de hoje custa 20 mil pesos por pessoa.

O guia Charly está conosco novamente. O dia começa com uma visita a uma comunidade mapuche, com casa (“ruka” na língua indígena) e feira de artesanato. Estava fechado, só funciona no verão.

 

Segundo o Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul, de Zizo Anis & Os Viajantes, “o Parque Nacional Villarrica fica a 8 km ao sul da cidade e ocupa uma área de 61 mil hectares. Foi criado em 1940 com o intuito de proteger a região. Em sua área estão os vulcões Villarrica e Quetrupillán, este último já extinto”. O parque tem o setor: Rukapillán, o mais próximo de Pucón, e onde fica o vulcão Villarrica. No outro setor Quetrupillán se localiza o vulcão homônimo, com 2.360 m, que também faz parte do Parque Nacional Villarrica.

O Villarrica expele fumaça de dentro e existe de 30 a 40 mil anos. Rukapillán, primeiro nome dado pelos índios mapuches ao Villarrica, significa “casa dos espíritos mapuches” ou na brincadeira “casa da sogra”. Do outro lado da fronteira: na Argentina se encontra o vulcão Lanín (3.776 m) perto da cidade Junín de los Andes. O rio Trancura nasce em um lago nessa região. O vulcão mais perto do Lanín é o Quetrupillán (“diabo dormido”). A erupção nos anos 1800 foi tão forte que partiu o cume.

Já o Villarrica teve a sua última erupção em 3 de março de 2015. Veio com tremor e um som como um grito forte. Por 50 minutos houve movimentos sísmicos, as rochas se partiram, logo minerais caíram na água e começaram a expelir gases. A chaminé de tantos anos sem erupção provocou um incêndio saindo do vulcão. Este se partiu, porque tinha movimentos sísmicos e gases e tudo que estava dentro saiu. A coluna eruptiva é a mescla de gases e cinzas com muita pressão. O vulcão tem muito cobre e minerais, a lava sai por cima diferente dos outros vulcões centro-americanos cuja lava sai por baixo. O Villarrica sempre tem neve por cima. A lava com neve se chama “lar”, que começa a sair como corrida vucânica. Lares de lava saem por seis rios de água glacial (pouca água). O rio Turbio vai para outro lado, dá volta e se cruza com o rio Trancura que se mescla com o Liucura e com o rio Plata e desemboca no lago Villarrica.

Falando no esporte radical rafting, o rio Trancura na localidade do parque de Saltos de Marimán não oferece o rafting alto. Os rios se classificam em nível internacional de 1 a 6 em grau de periculosidade.  O grau em Marimán é o perigoso grau 6. Este rio tem cinco saltos.

Pucón possui mais dois vulcões. O Pillán Modjo (“peito do diabo”) é inativo, mas não morto. Morto significa extinto. Este vulcão é considerado perigoso, porque não é monitorado. Interessante dizer que o lago Caburgua é um vulcão extinto que formou o lago.

O vulcão Villarrica tem 2.847 m, mas nós fomos somente até a base com 1.400 m. O frio e vento são grandes. A energia do vulcão é sentida na pele. Estamos no Parque Nacional Villarrica. Estamos em um carro 4 x 4 e vamos subindo um caminho longo. A pé é muito cansativo. Passamos por um rio seco chamado Zanjón Seco. Nossos acompanhantes eram a Shirley e o Weslley de Minas Gerais, os mesmos que estavam com a gente no Tour por La Zona.

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Base da estação de esqui do vulcão Villarrica-Pucón-foto tirada por Mônica D. Furtado

Na base, há cafeteria e cadeiras para subir a montanha. Daqui vemos os lagos da região Villarrica e Calafquén. Esta região toda fica nevada e a estação de esqui vai de maio a novembro.  No inverno não se sobe pelo caminho à base, porque é perigoso por ter neve. O esforço grande não é para todos.

São três pistas de esqui: estamos na primeira que é mais simples e para principiantes. O centro de esqui é mais rústico, possui pistas não tão inclinadas. Em aproximadamente 4 horas e meia se chega à cratera ou cume. Incrível que a descida de esqui ocorre em 2 minutos e 35 segundos de cima abaixo.

Na descida, o carro vai “no vento”, ou seja, sem câmbio. De lá, já em Pucón, subimos a um mirante, onde há um Cristo de madeira, passando pelo cemitério da cidade.

Meus agradecimentos a tudo aprendido por meio do guia Charly e do motorista Carlos. Foram magníficos. Gostei muito dos papos com a Shirley e Weslley também.

Dali era hora do almoço. Comemos o menu do dia, uma refeição deliciosa no Café Ayün cerca do Terminal JAC, uma das rodoviárias, a de ônibus maiores. Por um preço razoável de 4.900 pesos, comemos frango e carne ensopados. Foi uma manhã bem-sucedida, aconselho.

Seguiremos com o balneário de Lican Ray, o qual visitamos à tarde.

 

 

 

 

 

Chile – Pucón – Lago La Poza e Tour por La Zona

Chile – Pucón – Passeio no Lago La Poza e Tour por La Zona

Hoje é dia 29 de abril de 2019. Enfim, o primeiro dia de sol em Pucón! Está frio: 15˚C com vento.

Fomos trocar dinheiro com a melhor cotação encontrada no Chileexchange na av. Bernardo O´Higgins, 255, loja 18. O Sr. Estebán Cortés foi sempre bastante atencioso.

Como o dia estava bonito, era hora de passear de barco no lago La Poza, o mesmo Villarrica. Nós nos dirigimos à Marina do Porto do Lago onde ficam os barcos para passeios. Conseguimos uma lancha por 5 mil pesos, cujo guia Alexander era o próprio barqueiro. Com baías, enseadas de rochas vulcânicas e florestas, posso dizer que valeu a pena. Vimos a casa do atual presidente do Chile Sebastian Piñera, e passamos por residências e prédios lindos de madeira de moradores de alto padrão aquisitivo. Finalmente, enxergamos um pouco o vulcão mais ativo da América do Sul. Apesar de o tempo ter melhorado, o magistral vulcão Villarrica ainda estava coberto.

O lago é limpo e imenso, e divide as cidades de Pucón e Villarrica. Sorte de Pucón ter a melhor visibilidade do vulcão. Curioso que ele fica mais pros lados de Villarrica.

Acabada a volta no lago, saímos pela cidade. Observando os costumes de Pucón, achei bem interessante a venda de saladas (de verduras) em sacos plásticos na rua. Fiquei tentada. Nos restaurantes oferecem mais suco de limão para o peixe do que a fruta.

Para o almoço, escolhemos o restaurante “Con Cariño de Mamá” dentro do Mercado Público na Calle Ansorena. A truta estava ótima.

Para a tarde, a decisão foi fazer o famoso passeio “Tour por La Zona”. O valor foi 20 mil pesos por pessoa e a agência foi a Florencia (Calle Palguin, 415), tendo o Charly (argentino de Rosário) como guia e o motorista Carlos. Pessoas muito simpáticas e solícitas. Bons de papo. Tal passeio ocorre pelos arredores de Pucón, incluindo lagos, saltos e vales da área e termina com um banho relaxante em uma terma escolhida pela agência.

Comecemos a tarde agradável. O Carlos e o Charly passaram no Hostal Graciela para nos pegar às 15 h, conforme combinado. O primeiro local visitado foi Los Ojos (Os Olhos) de Caburgua. A água azul da Laguna (lagoa) Azul vem do lago Caburgua. Estamos a 800 m mais alto que Pucón. A água, que vem por debaixo da terra, contém minerais e metais. Do outro lado há uma cascata com poço. Existe uma passarela no meio da natureza onde vemos o Lago Azul. Que lugar bonito! Não se toma banho, é proibido a fim de resguardar tanta beleza. O lugar onde caminhamos é uma floresta. 

Vemos o importante rio para atividades Trancura, onde é feito o rafting, esporte dividido em baixo, alto e familiar. Deve ser emocionante. As balsas saem com seis pessoas. Também no rio se pesca ceviche, congrio, truta, salmão e merluza. Os rios e lagos da região tem o salmão Chinook (ou salmão Rei), que chega a pesar 24 kilos. Pertence à família Salmonidae.

Nosso grupo de turistas é bem amigável: temos chilenos e brasileiros de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além de nós do Ceará, claro. Como sempre, conversamos bastante, com o guia e motorista incluídos.

e acordo com o Charly, Caburgua significa na língua indígena mapuche “lugar que se escava com colher”; Pucón “entrar na Cordilheira”; Trancura “pedra triturada”; e Liucura (nome de rio da região) “pedra transparente”. O rio Liucura é bom para pescar os peixes de água doce.

O lago Caburgua é formado pelas chuvas e cascatas, não tem rio que o alimente, então pode secar um dia. Tem 52 km² de diâmetro. Uma tranquilidade de lugar, rodeado de florestas, com praia e passeios de barcos.

Seguimos ao parque Saltos de Marimán, caminho verdejante e agradável. Local privado que funciona das 10.30 da manhã às 17.30 da tarde. A entrada custa 1.500 pesos, valor incluído no pacote do Tour por La Zona. Dentro do parque, comemos a fruta selvagem murta, uma delícia. A passarela de madeira é rodeada por uma reserva florestal cujas plantas, árvores e pássaros têm placas com os nomes. Considerei fenomenal. O rio Trancura está embaixo. Aviso que esse percurso exige esforço: é um tal de subir e descer escadas que só vendo.

Conhecemos a flor nacional do país desde 20 de setembro de 1984: a copihue. Realmente é bela.

De lá rumamos ao destino final: as Termas de Menetúe (Caminho Internacional a 26 km de Pucón). No caminho vemos uma fazenda atrás da outra, ou seja, região interiorana. Mais ovelhas do que gado. O gado é bem nutrido e os veadinhos fofos. Linda área de árvores altas.

As Termas Menetúe têm piscinas dentro e fora. Nosso grupo preferiu ficar dentro. Foram dois banhos em termas diferentes. O local tem várias piscinas com temperaturas bem quentes (aproximadamente 38˚ou 39˚C), salas de massagens, e uma piscina de formas curvas, só para adultos, com lareira e música da Enya no escuro.  Nós todos batemos altos papos nela. Maravilhosa. O prédio possui um restaurante e acolhe bem. Um banho reconfortante. Lá fora estava um frio grande.

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O Carlos com nossos companheiros de excursão: a gaúcha com o filho e o mineiro Weslley-Termas de Menetúe-Pucón-foto tirada por Mônica D. Furtado

Voltamos felizes por termos tido um dia deleitável. Já era noite quando chegamos a Pucón. Descemos no nosso hostal e fomos caminhando até o Café Luthier Bistro (Calle Palguin, 590), perto da estação de ônibus. A pizza marguerita com vinho Carmenére em um lugar transado com paredes decoradas, e uma toda vermelha repleta de poesias abrilhantou mais ainda o dia. Aliás, foi a marguerita mais gostosa que comi na vida.

Retornamos às 21.30 h pelo centro. Queríamos comprar alguma coisa no supermercado, mas   estava fechado. Fazia 0˚C e a parte de trás da minha cabeça doía. Que frio! Ainda bem que era perto do hotel. Dia muito bem aproveitado.

O próximo artigo será sobre o vulcão Villarrica.

 

 

Chile – Pucón – Termas Geométricas

Chile – Pucón – Termas Geométricas

 

Hoje é domingo, dia 28 de abril de 2019. Faremos o passeio às Termas Geométricas à tarde por 30 mil pesos por pessoa com Daniel Muñoz. Consideramos o preço mais razoável, incluindo a entrada nas Termas. Fone: 56 9 88286704 (whatsapp). O Carlos o descobriu no porto (Marina do Porto do Lago-Lago La Poza) buscando uns turistas, aí conversaram e gostamos do preço. Como éramos dois, nos deu um desconto. Nossos companheiros de viagem eram na maioria jovens ingleses.

Um detalhe interessante: escutamos um alarme cedo da manhã com muita força. Perguntamos ao Henrique do Hostal Graciela e ele nos explicou que tocado uma vez significa acidente ou incêndio, cinco vezes representa o vulcão Villarrica em erupção.

O supermercado Ellit na av. Bernardo O´Higgins nos ajuda muito. Fomos lá comprar nosso lanche para a aventura: suco e empanadas. Não se usa mais sacolas plásticas e canudos plásticos em Pucón também. Algo muito louvável foi ter visto em algumas embalagens de comida ALTO EM AÇÚCAR ou ALTO EM SAL. Nada mais chamativo. Confesso ter pensado duas vezes antes de comprar.

A cidade é muito bem policiada em um domingo de manhã. Vimos os carabineros (policiais) agindo, pedindo documentos e investigando uns jovens em um carro suspeito no centro.

Enfim, às 12.15 da tarde passa a van no hostal para nos pegar e levar para o porto. Lá entramos em um micro-ônibus com outros visitantes. São duas horas para ir e mais duas para voltar. No percurso vemos muita vegetação e praias do lago Villarrica. Entramos na cidade de Villarrica e temos uma ideia do seu tamanho, é maior que Pucón. Estamos no sentido da cidade de Lican Ray na Ruta (Caminho) Interlagos ou Red Interlagos (S-95-T). Incrível não termos visto o vulcão Villarrica ainda, o tempo continua nublado e chuvoso.

Vemos casas alpinas e casas residenciais de madeira, além de hotéis/cabanas e mais cabanas de madeira. Seguimos em uma estrada muito boa, sem um buraco e olha que lá chove muito. Não resisto em comparar que aqui no Ceará-Brasil a desculpa para as estradas com buracos é a chuva!!!!

Os nomes indígenas mapuche nos lugares são a tônica aqui. Observamos fábricas de móveis com vendas. Afinal, é região madeireira. Não entramos na cidade de Lican Ray, passamos por fora, mas vemos o lago Calafquén. A região faz parte do Circuito dos Sete Lagos. Há controle de velocidade na estrada. Rumamos a Coñaripe, outra localidade. Encontra-se na zona de perigo vulcânico com via de evacuação (como Valparaíso cerca de Santiago).

Entramos na cidade de Coñaripe e dobramos à esquerda na direção das Termas Geométricas com águas vulcânicas. São as termas mais originais, pois se situam dentro da natureza. Apesar de mais caras e mais distantes, valem cada tostão. Vamos subindo a serra onde tudo é verde e bucólico com ovelhas e vacas. A terra é fértil. A localização é km 26 de Coñaripe ao Parque Nacional Villarrica.

Só vi buracos na estrada secundária de terra vulcânica. Nota-se uma terma atrás da outra. Fantástico. 

As Termas Geométricas são um lugar único. A 1000 m de altura, se localizam na fenda entre duas montanhas, uma quebrada (um desfiladeiro) ao longo de 450 m. Ao relento um frio “dos brabos” e dentro das piscinas a água muito quente, um contraste e tanto. As passarelas de madeira vermelha margeiam as vinte piscinas ascendentes ao ar livre que exalam vapores de 33 a 38˚C. Um deslumbre! Banho revitalizador. Com a identidade ou passaporte recebemos um cadeado para o armário e a toalha.

Na sede principal, há uma cafeteria/pizzaria com uma lareira no centro com tochas verdadeiras. As cabines para troca de roupa também são de madeira vermelha e se situam no meio da natureza.

Banhar-se na piscina e ficar olhando acima os paredões montanhosos com vegetações é uma experiência diferente. A pele agradece as duas horas de banho vulcânico.

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Vegetação nas Termas Geométricas-Pucón-Chile-foto tirada por Mônica D. Furtado

Após tão magnífico banho, fomos para a cafeteria e pedimos um bom café expresso por 1000 pesos e uma kuchen (torta em “alemão”) de maçã por 3.500 pesos.

Voltei renovada. Já o Carlos não gostou do contraste: frio e água quente ao relento. Ele prefere piscinas cobertas.

Chegamos às 19 h e pedimos para descer na O´Higgins, o “point” de Pucón.  Estava bem frio, ufa!

Continuarei com mais passeios em Pucón em breve.

 

 

 

 

Chile – Pucón

Chile – Pucón

Flores em Pucón
A florida Pucón-Av. Bernardo O´Higgins-Chile-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é sábado, dia 27 de abril de 2019. Chegamos ontem a Pucón. O café da manhã servido pelo próprio dono do Hostal Graciela foi muito bom. O casal Henrique e Victoria é bom de papo.

A cidade tem tanto a oferecer… o vulcão e o lago Villarrica, termas com águas vulcânicas, além de esqui, rafting, cavalgadas, trekking etc. Os passeios aos parques nacionais são outra pedida, vai-se por conta própria. Perto tem a cidade de Lican Ray, uma gracinha.

O clima de dia está uma delícia: de 13 a 14˚C. À noite, esfria muito.

No passado, Pucón era um balneário caro, porque exclusivo de norte-americanos para pesca. Hoje é mais democrático e menos caro. Infelizmente, para nós, brasileiros, o real está desvalorizado, logo sentimos no bolso a diferença de vezes passadas no Chile. Sugiro levarem dólares e reais. O hotel se paga com dólares e no dia a dia se troca reais. Deu certo para mim, ainda economizei dólares para a próxima viagem.

O dia foi para passear a pé. Na avenida principal Bernardo O´Higgins se encontra muito o que ver. Na Huerto Azul achei chocolates caseiros, pães, queijos diversos, empanadas, dentre outros produtos. Parece a argentina Bariloche pequena. Muito fácil caminhar pela cidade toda. Há poucos brasileiros. Pucón é dividida pela O´Higgins e tem flores nos canteiros centrais. Uma lindeza.

Continuamos a jornada de se deliciar com as vitrines e entrar nas lojas. As de roupa de inverno são sensacionais. São as mesmas que vemos em shoppings em Santiago: Cat, Columbia, RKF, Merrell, Fallabella, uau! Os casacos são tentadores na loja Fallabella  por preços promocionais.

No Paseo Peatonal Calle Roberto Geiss, também área dita Costanera Roberto Geiss a oeste da cidade, descobrimos um pedacinho de cartão postal da cidade com o lago La Poza (que na verdade é o mesmo Villarrica), calçadão e muitas flores.

Como estava nublado, não vimos o afamado vulcão Villarrica ainda. Mas encontrei explicações sobre ele em uma placa: tem de altitude 2.847 m e se encontra ativo. Sua cratera de solo possui 200 m de diâmetro e apresenta um lago de lava de 1.250˚C com fumarolas permanentes. Está coberta por um extenso glaciar de 40 km² que se localiza no extremo noroeste de uma cadeia vulcânica junto aos vulcões El Mocho, Quetrupillán, Quinquilil e Lanín (na Argentina). Teve erupções históricas em 1908, 1920, 1948, 1949, 1963, 1971, 1984, 1985 e 2015. De acordo com o Henrique, este último provocou mais medo nos hóspedes brasileiros do que nos outros estrangeiros que tinha à época na pousada. Conforme a Wikipédia, “fumarola é uma abertura na superfície da crosta da Terra, em geral situada nas proximidades de um vulcão, que emite vapor de água e gases, tais como dióxido de carbono, dióxido de enxofre, dentre outros”.

Pegamos um período de chuvas, uma pena. Mesmo assim, com guarda-chuva em punho, aproveitamos o máximo. A chuva é como a garoa “londrina”.

 

Nosso primeiro almoço foi no restaurante Rume Kimey (língua mapuche), situado no segundo piso do Mercado de Artesanía na Calle (rua) Ansorena. O vinho foi Cabernet Sauvignon, Santa Rita, 120 Três Medalhas. Para o Carlos, pastel de choclo (prato típico com milho) e para mim, peito de frango grelhado, arroz com sêmola e batatas salteadas. A salada de cenoura e alface é por conta da casa. É comum os garçons servirem molho vinagrete com pães nos restaurantes antes do almoço. A comida é bem farta, o frango teria dado para duas pessoas. Como se diz em espanhol, “rico”, ou seja, saboroso. Ganhamos de sobremesa uma mousse de ata. Saímos satisfeitos. Aí sabem como agradar o cliente. Bem, o café é Nescafé, então não quisemos. Para quem não sabe, “sêmola é o resultado da moagem incompleta de cereais”, de acordo com a Wikipédia.

Para fazer a digestão, seguimos no conhecimento da cidade. Andamos até o elegante Gran Hotel Pucón em frente à histórica Plaza de las Armas (praça das Armas). O turismo desenvolveu-se a partir da inauguração desse hotel em 1934. Já a praça é linda, com muita arborização e tranquilidade, localizada à Calle Clemente Holzapfel, 412. Gaviões e pássaros fazem a festa.

Lá vimos estátuas de madeira retratando indígenas da região. A obra chamada Kona retrata o Jovem Mapuche na Canoa, do escultor mapuche Luís Cifuentes Palacios; e a obra Tayelfe mostra a Mulher Mapuche em Cerimônia, do mesmo escultor. Considero fantástico o povo de Pucón valorizar a sua origem. Fiquei sentada na praça a refletir sobre a calmaria da localidade. Os habitantes têm qualidade de vida, sem dúvida, porém se precisarem de médicos e dentistas, se obrigam a ir até Temuco (capital da Araucanía, cidade maior, onde está o aeroporto).

Algo que me chamou a atenção e fiquei penalizada foi a quantidade de cachorros de grande porte abandonados. Ficam circulando pela cidade o tempo todo. Uma cadelinha nos seguiu por um longo caminho, ficamos encantados e tocados. Embora as pessoas os tratem bem, poderiam estar mais bem cuidados e sem passar frio em um lugar específico para eles. Uma noite na rua pegamos 0˚C, pobres perros.

Outro local idílico: o acesso à praia (Playa Grande) pela Calle Ansorena. O lago Villarrica com sua areia escura, vulcânica se apresenta como um lugar que ferve no verão. Vimos barcos e pedalinhos para serem usados. O ambiente é bonito e transmite paz.

Quem ama Pucón são os motociclistas, especialmente, de São Paulo e Paraná, nos disse o Henrique. Conversamos muito com ele, sempre trocando informações sobre os nossos países.

Na igreja Santa Cruz de Pucón, presenciamos um batizado coletivo. Sempre bom observar as pessoas da terra em seus eventos cotidianos. Gostei muito do Mercado de Artesanatos na Plaza de la Artesanía na Calle Fresia. Muitas maravilhas em madeira, chocolates, artesanatos indígenas, bijuterias originais, enfim, um ótimo lugar para comprar as lembrancinhas.

A cidade é toda em madeira e cheira bem, também é limpa e agradável. A mim me recordou Villa Angostura (perto de Bariloche) e El Calafate, ambas na Patagônia Argentina.  Pucón atrai e quem vai, volta. Apaixonante.

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Eu no Café de la P. com o meu café e torta de framboesa-Pucón-Chile-foto tirada por Carlos Alencar

Um café maravilhoso: Café de La P. na Calle Lincoyán, 296. Eis uma cafeteria, chocolataria e restaurante que vale a pena de tão gostosa. Um expresso duplo e uma torta de framboesa com creme e frutas, com certeza, imperdível! Por 3.850 pesos vale demais. Pucón é uma cidade cara, todavia certos locais são obrigatórios. Aconselho procurar o garçom Maurício, gente boa.

Em breve mais Pucón…

 

 

 

Chile – Chegada a Pucón

Chile – Chegada a Pucón

Hoje é dia 26 de abril de 2019. O taxista cobrou 20 mil pesos chilenos para nos levar do centro (do apart-hotel Origen – rua Tarapacá, 644) de Santiago ao aeroporto e ainda ganhamos um alfajor. Achei o máximo. Indico o taxista bom de prosa Roberto Cornejo (rcornejo26@gmail.com).

Chegamos ao aeroporto Arturo Benitez (pai da Aeronáutica) na seção de voos nacionais. Tivemos que ir às máquinas para o check-in e para as etiquetas das malas. Depois seguimos ao atendimento: LATAM para Temuco. O avião saiu às 13.38 h e chegou às 15 h. Lembrando que no voo só oferecem água de graça, o restante é pago. Em Pucón o aeroporto só funciona no verão, logo tivemos que descer em Temuco, já que é outono.

No aeroporto de Araucanía descemos e fomos procurar transporte a fim de rumar a Pucón. De ônibus se paga 3 mil pesos, de táxi 55 mil, e de van 12 mil. Escolhemos a van, porque tivemos sorte de muitos visitantes quererem ir para lá. Quem não é tão felizardo, tem que pagar um táxi que é muito caro. Outra maneira bem mais simples, mas mais cansativa é ir de ônibus. Sai da estação de ônibus de Santiago direto a Pucón. Passa a noite viajando e dormindo por estradas maravilhosas. Vi americanos e chilenos fazendo esse percurso. Da próxima vez, o Carlos e eu viveremos essa aventura.

Em 1 hora e 20 minutos adentraremos a cidade e o motorista da van deixará cada turista no seu hotel. No caminho, passamos por muita vegetação e fazendas de gado. Lembra a vegetação da Serra Gaúcha: muitos pinheiros e eucaliptos. A região é de exploração madeireira.

Saindo do aeroporto, a via da esquerda vai a Temuco e a da direita vai a Villarrica e Pucón.

Estamos no sul do Chile, a 780 km da capital Santiago, na província de Cautín na região de Araucanía. Pucón foi dica do meu irmão Rogério e cunhada Lindiane (de São Paulo) que lá estiveram e amaram.

Em Pucón fomos entregues no Hostal Graciela de Victoria e Henry Herrera Martínez pelas 18.30 h. Um bed and breakfast (pousada na qual a família cuida e mora) adorável descoberto no Booking.com. Endereço: Rolando Matus, 521 (e-mail: hostalgraciela@gmail.com). Nos sentimos muito bem acolhidos. O Henry (para nós, Henrique) foi nosso guia informador e trocamos muitas ideias com ele. Pagamos logo as sete diárias em dólares ($385) para não pagar o imposto IVA.

Mal nos acomodamos, já saímos para jantar. Descobrimos o restaurante Krater na av. principal da cidade Bernardo O´Higgins. Pedimos truta com salada, purê de batata e refrigerante Ginger Ale (amo!). Foram 5.900 pesos para cada um. Comer tal peixe saboroso, sentar em uma mesa na calçada e ficar a vontade é demais, além de sentir um friozinho bem agradável. A partir daí tive certeza que Pucón prometia…

Em breve mais sobre tão charmosa cidade, fundada em 1883.

Chile – Santiago – Shopping Center Parque Arauco e Cerro San Cristóbal

Chile – Santiago – Shopping Center Parque Arauco e Cerro San Cristóbal

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Cerro San Cristóbal com a imagem da Imaculada Conceição ao fundo-foto tirada por Mônica D.Furtado

Hoje é dia 25 de abril e estamos no segundo dia do passeio do ônibus turístico Turistik em Santiago. Recordando que cada um pagou 30 mil pesos para os dois dias, incluindo o Cerro San Cristóbal. Valeu a pena.

Pegamos o ônibus na parada Santa Lucía perto da Universidade Católica do Chile. Testemunhamos uma manifestação de estudantes das 11 h às 14 h contra o sistema pago da universidade. Tudo ordeiro e policiado.

O clima está bom: 15,4˚C. Como gostamos de conversar, a nossa guia no Turistik está de prosa conosco. Seu nome é Catalina. Muito querida e atenciosa. Os motoristas também, por sinal. Descemos umas paradas adiante: no shopping center Parque Arauco, nosso centro de compras preferido na cidade. Gostamos de passear, principalmente, nas lojas de roupas de frio tipo North Face, Columbia, Cat, Timberland etc. Deve-se checar se não dão desconto para o comprador estrangeiro. A loja Desigual de roupas femininas é fantástica, toda colorida e original. Pena ser tão cara… Já o nosso almoço foi no C´Est Si Bon. Que comidinha mais saborosa! Conhecemos em 2015. O fricassê de frango com salada e suco de ata (chirimoya), eu aconselho.  O fricassê deles não é o nosso, é bem diferente: arroz com molho de tomate, cenoura, azeitona e frango. Delícia! Pagamos 13. 178 pesos os dois. 

Depois de ver vitrines e se refestelar com o shopping, pegamos o ônibus lá fora e paramos em frente ao hotel Sheraton.  Um funcionário Turistik estava a nossa espera, e com ele e mais um turista mexicano, aguardamos a van que nos levaria ao parque Metropolitano onde está o Cerro San Cristóbal. Chegando à estação Oasis do teleférico, pegamos o ticket de entrada na bilheteria, assim como a pulseira.

A subida de teleférico é linda. Gostei do percurso e do cenário. Na parte mais alta do cerro há uma cafeteria/sorveteria. Tomei picolé caseiro de frutas do bosque com manjericão. Sinceramente, me arrependi. Melhor teria sido a framboesa do Carlos. 

De lá rumamos à igreja do Cerro San Cristóbal. As imagens de Santa Teresa de los Andes e de San Alberto Hurtado nos receberam. A Sala dos Milagres fica ao lado.

Embaixo da imagem de N. Sra. da Conceição existe uma pequena capela. O Santuário da Virgem é bonito, comumente há missas e as pessoas se sentem bem. O esforço físico por conta das escadas é grande, mas válido. Descemos de funicular, tão antigo e gracioso. Os turistas mais vistos são os americanos jovens. De acordo com o DICIO – Dicionário Online de Português, funicular significa “caminho de ferro ou plano inclinado destinado a vencer rampas fortes e cujos carros estão presos a um cabo”.

Da saída do funicular, fomos andando pela av. Bellavista. Aí adentramos o Patio Bellavista. Lugarzinho muito atraente com lojas e restaurantes transados. Demos uma volta pela redondeza e vimos muitos bares/restaurantes joviais. 

Bellavista é um bairro aprazível, arborizado, com plátanos, sente-se a boemia no ar. Tem gente que mora no meio do burburinho e ainda estuda na faculdade de direito existente. Pegamos o Turistik no outro lado da saída do funicular e seguimos até o Cerro Santa Lucía. Entramos na feirinha em frente ao cerro, com preços bons e baratos. Indico o local para a compra de lembrancinhas. Um rapaz vendia empanadas venezuelanas deliciosas. Aliás, o Chile tem o costume de empanadas, são grandes e gostosas.

Para compras práticas, o supermercado Líder Express é muito bom. Percebi que no país a guerra contra a sacola plástica e o canudinho está grande. O Origen Apart-Hotel (rua Tarapacá/Curicó, 644) com os funcionários Alfonso, Nelly e Luís vale a pena. 

Aconselho que conheçam um pedacinho charmoso do centro: o bairro Paris-Londres, tão europeu nos seus prédios e casas. Bucólico, calmo e bom de passear.

Em breve viajaremos a Pucón no sul do Chile.

Chile – Santiago – Terceira Parte

Chile – Santiago – Terceira Parte

Hoje é dia 24 de abril de 2019 e seguimos no passeio do ônibus turístico Turistik pela cidade de Santiago. O passeio é de duas horas e meia. Estamos agora na av. Isidora Goyenechea, o mesmo nome da parada. Isidora administrava com seu marido um império econômico de minas de cobre e carvão. Seu sogro era milionário e ela continuou a aumentar o patrimônio. O curioso foi que ela deixou como herança uma parte da fortuna para escolas, igrejas e criou um asilo para mineiros doentes.

Estamos na zona alta de El Golf, com algumas características arquitetônicas das décadas de 1940 e 1950 que recordam o tempo em que esta região residencial, com várias mansões, era uma das mais exclusivas de Santiago, combinada com edifícios de escritórios. O nome El Golf recebeu esse nome devido ao clube de Golfe Los Leones. O campo tinha 18 buracos em 1943. A municipalidade é Las Condes. Por estas plagas, moram pessoas de poder aquisitivo alto. Passamos pela avenida El Golf e pela av. Apoquindo, homenagem à denominação do cacique e ao lugar onde ele vivia.

A próxima parada, também na municipalidade de Las Condes, se chama Escuela Militar. A construção histórica data da década de 1840 e trata-se do local onde se formam os oficiais do Exército do Chile. Com quatro anos de estudo, eles saem como alferes. Em outubro de 1943 surgiu um novo prédio da Escola Militar. À época existiam chácaras e o lugar era periferia de Santiago. Este prédio/museu, considerado um ícone, apresenta obras de esculturas e pinturas de artistas nacionais e internacionais. O arquiteto, Juan Martinez Gutiérrez, foi ganhador do primeiro prêmio nacional de arquitetura. A partir daí, houve o desenvolvimento desta parte da cidade. No pátio da escola, se encontra o monumento equestre do libertador Capitão General Bernardo O´Higgins. Já na época da luta pela independência do Chile, ele sentia a necessidade de uma escola militar. Sua fundação vem de 1812.

Fazendo o passeio, percebemos como Santiago é enorme e bem estruturada. A economia do Chile depende do cobre, pesca, agricultura, indústria florestal e prestação de serviços.

Continuemos com a jornada. O primeiro shopping center de Santiago foi inaugurado em 1981: o Apumanque. Ainda existe e é popular.

Em Nueva las Condes há outra parada. Era a antiga fazenda San Luís e atualmente um polo de negócios, hotéis e de demanda imobiliária mais recente de Santiago, onde se veem exemplos da arquitetura mais vanguardista da cidade. Também é a porta de entrada para o parque Araucano, que com 22 hectares, se converte em uma das principais áreas verdes da região oriente da capital. Conta com um roseiral sedutor, com lugar para esportes, jogos infantis, eventos culturais, gastronômicos e infraestrutura para piqueniques.

Ao lado do parque se localiza o shopping mais querido por mim e pelo Carlos: o Parque Arauco, com as melhores marcas e gastronomia. Eis a parada nº 1. Fora do local há um ponto Turistik para quem vai conhecer os arredores de Santiago. Decidimos passear no Arauco no dia seguinte.

Passamos pela av. Los Conquistadores, em honra aos espanhóis colonizadores do Chile Hernando de Magalhães, Pedro de Valdivia, Diego de Almagro, García Hurtado de Mendoza, dentre outros. Interessante dizer que a Guerra de Arauco, dos índios mapuches contra os espanhóis durou 300 anos e eles surpreenderam os colonizadores pela sua ferocidade. Os indígenas lutaram com táticas de guerra, aprendidas com os incas. O mapuches (em idioma mapuche significa “gente da terra”) ou araucanos dominavam a região que ia do Vale do Aconcágua até a ilha de Chiloé. Foi o Gal. Cornelio Saavedra (argentino, 1759-1829) que conseguiu a pacificação entre as comunidades indígenas e os chilenos muitos anos depois.

No Chile à época da colonização espanhola, os habitantes eram classificados assim: espanhóis (com privilégios); crioulos (filhos de espanhóis nascidos na América); mestiços (mistura de espanhóis com índios) e os de sangue indígena.

O país recebeu imigrantes do mundo todo: gente da Croácia, Alemanha, Itália etc no passado. Hoje notadamente da Venezuela, Haiti e Peru.

Depois chegamos à parada do Hotel Sheraton, no qual quem vai ao teleférico e funicular do Cerro San Cristóbal desce. Há uma pessoa da Turistik esperando a fim de se pegar uma van. De lá seguimos pela av. Bellavista. No século XX intelectuais como Pablo Neruda transformaram este bairro em boêmio. Diz respeito a um lugar repleto de bares, pubs e restaurantes. Os jovens amam curtir a noite nos seus pontos de encontro.

Visual do cerro
Cenário de Santiago visto do Cerro San Cristóbal-foto tirada por Mônica D. Furtado

A parada Patio Bellavista promete. Sempre gosto de adentrar o pátio com seus restaurantes pitorescos, lojas e atmosfera aconchegante. Ali perto está situada a entrada do maior parque urbano de Santiago com seus 737 hectares. Eis o parque Metropolitano onde se encontra o Cerro San Cristóbal com seus 860 m acima do nível do mar. No cume do morro ou cerro está a imagem da Virgem em tributo ao dogma a Ela. O pedestal tem 8 metros. O funicular, que leva os turistas ao cerro, data de 1925. O teleférico é mais recente. Funciona das 10 h às 19 h menos às segundas.

Cerro San Cristóbal
Cerro San Cristóbal com a imagem da Imaculada Conceição ao fundo-Santiago-foto tirada por Mônica D. Furtado

A próxima parada é a Plaza de Armas de fins do séc. XVIII, com construções espanholas tendo linhas neoclássicas italianas e francesas. Descemos aqui. Tirei uma foto da estátua do ex-presidente Salvador Allende (1908-1973) e achei bonitas suas palavras: “Tenho fé no Chile e seu destino”.

Fomos tomar um café no Starbucks acompanhado de um muffin (bolinho) de chocolate amargo e pedaços de chocolate. Delícia. Amo muffins.

Para finalizar o passeio, rumamos ao Centro Cultural la Moneda. Suas lojas, exposições, cinema e atividades convidam. Na Sala Pacífico acontecia a exposição: “Obra Viva” do uruguaio Joaquim Torres Garcia desde 12 de abril. E na loja Mundo Rural vi maravilhas de chás, ervas, doces e até mel de abelha da ilha de Chiloé. Mel que de tão saboroso nunca esqueci desde 2015.

Que dia mais bem aproveitado!