Sou professora de inglês aposentada. Ao longo da minha carreira, ensinei no CCAA, no Centro de Línguas da então FUNEFOR/FUNDESP da Prefeitura de Fortaleza e na Casa de Cultura Britânica da Universidade Federal do Ceará. Hoje sou aposentada e muito ativa. Nasci em Alegrete-RS e como boa filha de militar, morei no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e desde 1979 moro em Fortaleza-CE. Sou filha de pai cearense e mãe gaúcha, logo sou "ceúcha". Amo viajar e escrever. Em 2000, publiquei meu primeiro livro: Alma de Viajante. Tenho vários escritos em jornais e livros científicos. Escrevo sobre diversos assuntos. Por isso, estou aqui.
Colegas da Carol no curso na Universidad de Salamanca – Espanha
Quando nos mudamos para outro país, o luto migratório, afeta diretamente nossa identidade. Deixa-se no país de origem, um idioma, uma família, amigos, uma cultura, uma maneira de viver. No início, ao mesmo tempo em que somos atraídos pelo novo, e pela mudança de ares, nos sentimos inadequados. As diferenças muitas vezes assustam, e nos afastam dos outros, principalmente, se tivermos uma visão etnocêntrica, onde acreditamos que a nossa maneira de viver a vida é o centro do mundo, e quando não percebemos que a nossa cultura, é apenas uma forma de ser e estar no mundo, dentre as muitas outras formas que existem. Talvez porque sentimos a diferença como uma ameaça ao nosso modo de viver. Questionamos, “como pode, essas pessoas viverem dessa forma, tão diferente da minha?” e como consequência, nos sentimos irritados, e também afrontados. Em seguida completamos, para nos reafirmarmos “meu modo de viver é que está certo, a minha cultura é que está certa”.
Pois é, mas para a felicidade geral de todas as nações, não existe cultura certa ou errada. Não existe melhor nem pior. Não se pode comparar. São apenas modos de viver diferentes. Com o tempo, depois de passar pelo processo do luto migratório, nos tornamos alguém que construiu uma identidade diferente, mais ampla e rica, pois agregamos saberes sobre aqueles que já possuíamos anteriormente. Ao invés de um idioma, falaremos dois. Ao invés de conhecer um modo de viver, conheceremos mais um. É soma. Não se trata de subtração, de esquecer as nossas raízes. E no final das contas, percebemos que apesar de viver em culturas diferentes somos todos seres humanos, merecedores de gentileza e compaixão. E que o sorriso é nossa língua universal. ☺
Carolina Tavares-foto tirada por ela mesma
Carol Tavares e eu-foto tirada por sua mãe Ana Tavares
Por Carolina Tavares
Psicóloga clínica
Contato: 85 987897633
Minha amiga Carol Tavares ama escrever e já colaborou com meu blog com o artigo “Viajar é Viver”. Esse artigo “Longe de casa” tem como assunto o ano de 2013 em que ela passou em Salamanca – Espanha, estudando, fazendo um master em terapia de casal e família pela Universidad de Salamanca. O texto foi publicado na íntegra no Jornal O Povo online.
Este artigo é antigo, mas como gosto muito dele, resolvi repaginá-lo e divulgá-lo mais uma vez. Foi publicado no Caderno de Turismo do Jornal O Povo nos idos dos anos 80. Tal caderno, cuja editora era a jornalista Lúcia Helena Galvão, não existe mais como era.
Comecemos o artigo… Aconselho albergues da juventude. São lugares interessantíssimos, onde conhecemos pessoas do mundo todo, vemos gente exótica e escutamos idiomas para lá de diferentes do nosso. É bom para quem aprecia o inusitado, sente-se jovem: de alma e de coração, “topa” pagar pouco e se divertir muito em troca do conforto.
Para viajar ficando em albergues, pelo menos no exterior, era necessário ter a carteira de alberguista internacional e se comunicar com antecedência com os locais escolhidos, requerendo hospedagem (hoje com a internet tudo é mais fácil). Como são opções baratas, são sempre muito procurados. Antigamente, havia livros para vender com os endereços dos albergues no mundo inteiro. Aqui em Fortaleza há vários. Mencionarei o da praia de Iracema, localizado à Av. Almirante Barroso, 998, fone: 32193267.
Vamos ao que importa, ou seja, às experiências. Em alguns albergues fora do Brasil, havia obrigações. Por exemplo, para manter o valor baixo, os hóspedes tinham que fazer algum tipo de trabalho doméstico. Imaginem a minha “cara” varrendo a entrada do albergue de Boston-EUA ou passando aspirador no quarto gigante do de Washington D.C.-EUA (detalhe: havia pelo menos doze beliches no quarto). Em 1988, eu era muito preguiçosa (ainda bem que deixei de ser, defeito do signo de Libra jovem, com certeza!), confesso, só queria “sombra e água fresca” nas viagens, mas mesmo assim foi muito divertido. À época eu era professora de inglês do município de Fortaleza e o dinheiro era contado. Fiz milagre viajando aos EUA e Canadá aos 23 anos com uma companheira recém – conhecida chamada Irene. Uma aventura e tanto! Tenho que dizer ter economizado durante três anos no antigo banco BEC (Banco do Estado do Ceará, já não existe mais), pois queria ir por conta própria e fui bem sucedida.
Falando nessa viagem, conseguimos visitar nove cidades dos Estados Unidos e Canadá e gastar pouco, somente nos hospedando em albergues ou youth hostels. Em Quebec- Canadá, a Irene e eu tivemos muita sorte, pois era julho, mês de verão e de férias, e estava havendo shows e concertos de graça em lugares públicos, e conseguimos um quarto para nós duas (o último disponível), mesmo sem ter reservado antes. Loucura! Em Ottawa – Canadá, o albergue era a antiga cadeia pública, logo, não havia portas, mas grades. Bastante original! Em Nova York – EUA, tivemos que dividir o banheiro com o casal do quarto ao lado, ou seja, era bem embaraçoso pedir aos “vizinhos simpáticos ao contrário” abrir a porta que, por sinal, estava sempre fechada para o nosso lado.
Na maioria deles, havia horário para sair e retornar durante o dia a fim de evitar roubos e outros problemas. Para esclarecer, saíamos às 11 h e só voltávamos às 17 h. À noite não era permitido chegar muito tarde para não perturbar o sono dos companheiros de quarto. Pelo preço em conta, tudo valia a pena. Em alguns, os lençóis, toalhas e cobertores eram alugados e em todos o café da manhã não era servido, porque não havia serviço de copa e restaurante. No de Miami Beach – EUA havia um restaurante/bar ao lado do albergue e quando estávamos lá em outra viagem (minha mãe, a amiga Sandra Ximenes e eu), vimos empresários de Hollywood escolhendo tal lugar para cenas de um filme do ator americano Sylvester Stallone.
Os quartos eram de tamanhos diversos e para números de pessoas também variados. Em Miami Beach e Quebec, por exemplo, se conseguia quartos para duas pessoas, em São Francisco – EUA para quatro.
Outro detalhe importante é a excelente localização deles. Para vocês terem uma ideia, em Gramado – RS, o albergue fica perto do Lago Negro, localizado à Rua Vinte e Cinco de Julho, 83 – Planalto, lugar privilegiado de tão belo. Coitadinhos… me pego a imaginar poder estar ao redor de uma natureza bucólica e relaxante dessas…
Em geral, as pessoas pensam que albergues são específicos para jovens, não necessariamente. Famílias são bem aceitas e gente de qualquer idade, mas com o tal “espírito esportivo” irão se deslumbrar perante tanta variedade de seres humanos. Na mesma viagem mencionada, testemunhei a Irene certa vez morrendo de rir com uma inglesa. Aí me espantei, pois a minha cara companheira de jornada não sabia falar a língua do Príncipe Charles. Perguntei sobre o quê conversavam e a resposta foi: “Não tenho a mínima ideia”. Pode? Coisas e papos de alberguistas, curtidores da vida. Enfim, viajar é bom demais.
No paraíso reencontrado do Caribe: Barbados e Santa Lucia
Eu e mãe na praia em Barbados-foto tirada por Flávia Diógenes
Coqueiral em Barbados-foto tirada por Mônica D. Furtado
Caminho que vai ao cais do porto em Barbados-foto tirada por Mônica D. Furtado
Minha mãe Sirley Dourado Furtado e minha prima Flávia Diógenes estiveram comigo no navio transatlântico Seawind Crown – Vasco da Gama um uma jornada tropical em 1995. Estivemos em Aruba, Curaçao e Grenada, e neste artigo mostrarei para vocês as ilhas de Barbados e Santa Lucia.
Eu e mãe no Arco de Barbados-foto tirada por Flávia Diógenes
Eu no centro de Barbados-foto tirada por Sirley D. Furtado
Eu em Barbados-foto tirada por Sirley D. Furtado
Barbados – Capital: Bridgetown; língua: inglês.
Outro país da Comunidade Britânica, Barbados é um porto livre com seu comércio de rum, licores, cristais, perfumes e outros produtos. Sendo a mais inglesa das ilhas caribenhas visitadas por mim, pela sua arquitetura, educação do povo e jeito londrino, tem símbolos nacionais da Velha Albion (nome celta ou pré-céltico da Grã-Bretanha) nas ruas da capital: estátua do Almirante Nelson, perfumaria Louis Bailey e a loja preferida pela Família Real britânica: a Harrods. Que lojas repletas de aromas deliciosos lembrando-nos de lugares elegantes!
Estátua do Almirante Nelson em Barbados-foto tirada por Mônica D. Furtado
Shopping no terminal de navios de Barbados-foto tirada por Mônica D. Furtado
Na ilha, há passeios inesquecíveis, por exemplo: à Gruta de Harrison. Em Barbados, plantações de bananas e cocos são turísticas. Os americanos as visitam e acham tudo exótico.
Gruta de Harrison em Barbados-foto tirada por Mônica D. Furtado
Candelabro da Gruta de Harrison em Barbados-foto tirada por Mônica D. Furtado
Água cristalina na Gruta de Harrison em Barbados-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estalagtites (em cima) e estalagmites (embaixo) na Gruta de Harrison em Barbados-foto tirada por Mônica D. Furtado
Santa Lucia – Capital: Castries; língua: inglês (oficial), francês e patois (dialeto local).
Eu e prima Flávia na praia de Santa Lucia-foto tirada por Sirley D. Furtado
Mãe na praia de Santa Lucia-foto tirada por Mônica D. Furtado
Água cristalina na praia de Santa Lucia- eu e prima Flávia-foto tirada por Sirley D. Furtado
Outro país da Commonwealth of Nations ou Comunidade das Nações, Santa Lucia é a mais bela das ilhas, embora menos conhecida. É a terra natal de Derek Walcott, autor de Omeros e prêmio Nobel de Literatura em 1992, foi também cenário simulando os Mares do Sul no filme A Lagoa Azul em propriedade particular. Por aí, pode-se ter ideia da sua beleza.
Foto artística do meu pé para mostrar a transparência da água em Barbados-foto tirada por Mônica D. Furtado
Foto poética dos veleiros em Barbados-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hotel em frente ao mar em Barbados-foto tirada por Flávia Diógenes
As praias mais lindas e próprias para mergulho são as do norte: Marigot Bay, Santa Lucia, Halcyon e outras. São locais bucólicos, com muitos coqueiros, morros verdejantes, flamboyants, veleiros, calma, paz, águas cristalinas e céu azul. Enfim, o paraíso. Há dois morros, que fazem parte de uma baía, conhecidos como “Os Pitons”, localizados em Anse Chastanet, Soufriere. Local belíssimo. No terminal do porto, existe a Pointe Seraphine, um shopping plano com lojas floridas e perfumadas. Nunca vi tantas joias delicadas como na Colombian Emeralds.
Eu na praia em Santa Lucia-foto tirada por Sirley D. Furtado
Mãe na praia em Santa Lucia-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu e os barcos na praia em Santa Lucia-foto tirada por Sirley D. Furtado
Shopping no terminal do porto em Santa Lucia e eu-foto tirada por Sirley D. Furtado
Pois é, o Caribe é uma eterna festa, com suas cores vibrantes, música sensualmente alegre e povo hospitaleiro, dizendo sempre: no problem.
Mais fotos:
Eu e mãe chegando a Curaçao-foto tirada por Flávia Diógenes
Fotos no navio Seawind Crown:
Jantar no navio Seawind Crown-foto tirada por Mônica D. Furtado
estátua de gelo em forma de cavalo em exposição no navio Seawind Crown-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu e prima Flávia com a simpática bartender norueguesa Tina-foto tirada por Sirley D. Furtado
No paraíso reencontrado do Caribe: Aruba, Curaçao e Grenada
Postal do Caribe com foto de Ron Montanino. Companhia: Astral Graphics de Miami-Florida EUA
Este artigo mesmo antigo mostra lugares imperdíveis, então resolvi repaginar um pouco e publicar novamente. Já havia saído no Jornal O Povo em 1995, no Caderno de Turismo.
Navio transatlântico Seawind Crown – Vasco da Gama-foto comprada no navio
Minha mãe e eu no porto de Aruba-foto tirada por Flávia Diógenes
Vamos iniciar. Depois de viajar pelo mar do Caribe, senti vontade de contar para as pessoas sobre as marav(ilhas) de Aruba, Curaçao, Grenada, Barbados e Santa Lucia como escalas de um cruzeiro do navio transatlântico Seawind Crown – Vasco da Gama. O Caribe, também conhecido como mar das Caraíbas ou das Antilhas, pelo clima, luminosidade, vegetação, frutas tropicais e praias de águas mornas, apresenta semelhança de paisagem como o nordeste brasileiro. O ambiente de hospitalidade e descontração parece ter como lema: no problem. É lugar ideal para mergulho. Embarquei no Seawind Crown com minha mãe Sirley Dourado Furtado e minha prima Flávia Diógenes em Aruba e de lá fomos nos surpreender com as belezas das ilhas caribenhas.
Minha prima Flávia e eu no deque do navio Seawind Crown-foto tirada por Sirley D. Furtado
Minha mãe tomando um coquetel tropical no deque do navio Seawind Crown-foto tirada por Mônica D. Furtado
Nós três na Taverna-um dos restaurantes do navio Seawind Crown-foto tirada por um funcionário do Seawind Crown
O navio é uma festa diária com funcionários simpáticos e prontos ao atendimento. São dois ou mais jantares formais, sendo a “noite do comandante” a mais elegante. Em uma semana engordei dois quilos de tantas refeições a bordo. Também há vários ambientes, diferentes espaços de restaurantes, cassino, sala de ginástica, capela etc., além de variados eventos: uma corrida de cavalos super engraçada no restaurante, exposição de esculturas de frutas e legumes , feitos por artistas da cozinha, e de estátuas de gelo. A semana é movimentadíssima e ainda há a discoteca tarde da noite com direito a canapés. Fizemos amizades, conversamos muito e tivemos contato com pessoas interessantes. Foi uma experiência gloriosa.
Visual de Aruba-foto tirada por Mônica D. Furtado
Rua em Aruba-foto tirada por Mônica D. Furtado
Barco Pirata em Aruba-foto tirada por Mônica D. Furtado
Aruba – Capital: Orangestad; língua: papiamento (síntese de espanhol, holandês, francês e inglês).
Aruba-Oceano Atlântico-foto tirada por Mônica D. Furtado
Minha mãe em Aruba-foto tirada por Mônica D. Furtado
Rocha sobre o Mar-Aruba-foto tirada por Sirley D. Furtado
Juntamente com Curaçao e Bonaire, Aruba é ainda o que resta do império colonial holandês, do qual fizeram parte o nordeste brasileiro (especialmente Recife) e Nova Amsterdã (futura Nova York), além de Suriname e Indonésia. Ilha cuja refinaria Shell já foi a maior do mundo, Aruba é das mais conhecidas e formosas, com seus prédios coloridos, parques bem cuidados e pontos turísticos como a Rocha sobre o Mar (lembra a Pedra Furada da praia de Jericoacoara no Ceará).
Prima Flávia e eu no Parque de Formações Rochosas em Aruba-foto tirada por Sirley D. Furtado
Nós no Parque de Formações Rochosas em Aruba-foto tirada por um turista
A ilha é seca, sem rios e plantações. A água potável é dessalinizada e por isso, o contribuinte paga uma quantia mensal. Por viver inteiramente do turismo internacional, as línguas mais faladas são o inglês e o espanhol.
Ilha de Curaçao-foto tirada por Mônica D. Furtado
Minha mãe e eu em Curaçao-foto tirada por Flávia Diógenes
Ponte Móvel em Curaçao-foto tirada por Mônica D. Furtado
Prédios azuis em Curaçao-foto tirada por Mônica D. Furtado
Ilha de Curaçao e seus prédios-foto tirada por Mônica D. Furtado
Paraíso dos eletrônicos, com seus preços bastante convidativos, Curaçao parece a Holanda com sua arquitetura e maneira de ser. O turista se comunica em inglês ou espanhol, no problem.
Minha mãe na Ponte Móvel em Curaçao-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu na Ponte Móvel em Curaçao-foto tirada por Sirley D. Furtado
Minha mãe comigo no Hard Rock Café em Curaçao- a sangria esta ótima-foto tirada por Flávia Diógenes
As lojas fecham para a sesta das 12 às 14 h e são o delírio dos ávidos compradores. Naquela época adquiri uma máquina fotográfica (ainda analógica) que fiquei por anos.
Grenada – Capital: Saint George´s; língua: inglês.
Chegada a Grenada-foto tirada por Mônica D. Furtado
Grenada-foto tirada por Mônica D. Furtado
Ilha de Grenada-foto tirada por Mônica D. Furtado
Ilha das especiarias, como é conhecida, Grenada ou Granada é um país independente dentro da Comunidade Britânica de Nações, é a Bahia caribenha com seu ritmo, ladeiras e ruas estreitas. São altos e baixos na ilha.
Mãe no Terminal do Porto de Grenada-foto tirada por Mônica D. Furtado
Minha mãe e eu no Porto de Grenada-foto tirada por Flávia Diógenes
Mãe em Grenada-foto tirada por Mônica D. Furtado
Sua praia mais famosa se chama Grand Anse e tem muitos motivos para ser tão bela: repleta de cores com seus flamboyants à beira-mar, cercada por morros verdejantes e mar de águas límpidas. Ao desembarcarmos no porto, deparamo-nos como o mercado das especiarias, ou seja, barraquinhas com cestas pequenas, médias e grandes contendo canela, cravo, folhas diversas, urucum etc. Trata-se da ilha mais aromática.
Prima Flávia e eu na praia de Grand Anse-Grenada-foto tirada por Sirley D. Furtado
Mãe em um barco em Grand Anse-Grenada-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu em Grand Anse mostrando um falmboyant-Grenada-foto tirada por Sirley D. Furtado
Eu na praia de Grand Anse com seu mar cristalino-foto tirada por Sirley D. Furtado
Continuarei com as ilhas de Barbados e Santa Lucia em breve…
Resolvemos fazer uma aventura: pegar o carro e sair livremente, parando onde quisesse. Decidimos pelo litoral leste, pela Costa do Sol Nascente. Então, o caminho é sair de Fortaleza seguindo pela Praia do Futuro, Sabiaguaba, Porto das Dunas, Aquiraz e rumando até Beberibe. A praia escolhida foi Uruaú, distrito de Beberibe. Fica a 5 km de Sucatinga.
Praia do Uruaú vista da pousada O Almirante-foto tirada por Mônica D. Furtado
Restaurante da pousada O Almirante com piscina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estivemos lá só de passagem anos atrás, mas lembrávamos de uma pousada à beira-mar. Chegamos e vimos que estava mais ajeitada com restaurante ao lado. “O Almirante” mudou de dono há uns poucos meses. Agora pertence ao casal Ellen e professor Augusto, que vieram aposentados de Brasília para viver no paraíso. Ficamos lá. Obs: aproximadamente em julho de 2018 “O Almirante” se tornou “do Édio”, voltou para o dono original.
Casa interessante no vilarejo de Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Casa com buganvílias bonitas em Uruaú-foto tirada por Mônica d. Furtado
Falemos na praia. O vilarejo, de pescadores, é uma linda beira de praia com vida pacata, mercearias, lojas, sorveterias, açaí, pastelarias, a pizzaria Dom Juam (com “m” mesmo) com forno à lenha, enfim uma delícia para um final de semana diferente. Quem mora lá conta com a típica tranquilidade do litoral cearense. Os vizinhos se conhecem e sentam na calçada para um bom papo. Fico encantada com isso.
Nosso almoço no restaurante da pousada foi cavala (peixe) grelhada com arroz e legumes (inclusive abóbora!). Gostamos tanto que repetimos no domingo.
Esta nossa beira-mar cearense é repleta de possibilidades a descobrir, com praias deslumbrantes que oferecem um final de semana restaurador e agradável.
Linda árvore no hotel Villagio em Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hotel Villagio em Uruaú-foto tirada por Mônica d. Furtado
Vegetação exuberante no hotel Villagio em Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
O passeio do sábado à tardinha foi a pé pelo vilarejo. Caminha-se sem preocupação. Que saudades disso. Somente quando viajo tenho a falta dessa neurose que nos acompanha em Fortaleza sempre. Conhecemos outros hotéis bem estilosos, por exemplo: Villagio (Hotel Villagio Tudo Bom) e a Zebra Beach (Hotel Boutique Zebra Beach e Spa). Lindos! Aconselho! Ao lado desse segundo hotel mencionado, há o restaurante transado Espaço Zebra Gourmet. Boa opção para a noite com sanduíches, tapiocas, cafés etc.
Espaço Zebra Gourmet-Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Salão do Espaço Zebra Gourmet-Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Interessante dizer que o Uruaú é o lugar escolhido pelos italianos para montar suas pousadas/hotéis e a praia de Icaraizinho de Amontada é a dos franceses.
Lagoa do Maceió em Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Lagoa do Maceió com suas redinhas à direita-foto tirada por Mônica D. Furtado
Redinhas dentro da lagoa do Maceió em Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Que praia mais surpreendente o Uruaú. Nunca imaginei ser tão convidativa. Outro passeio foi chegarmos à lagoa do Maceió a pé. Têm redinhas na beira da lagoa e é boa para banho. Maravilha tomar água de coco vendo paisagem tão bucólica de duna verdejante atrás da lagoa. Detalhe: a lagoa do Uruaú está seca, então nem fomos lá, teríamos que ir de carro.
Duna com a lagoa do Maceió atrás-foto tirada por Mônica D. Furtado
Vegetação da duna com a lagoa do Maceió atrás-foto tirada por Mônica D. Furtado
Duna e sua vegetação-Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Duna com vegetação atrás-Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
A brisa em pleno janeiro, mês tão quente, é reconfortante. Diria que o vento é constante. O banho de mar é gostoso, a água é morna (como sempre) e a praia é limpa. Vida boa, não?
Lagoinha perto da praia de Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu na redinha na pousada O Almirante em Uruaú-foto tirada por Carlos Alencar
Lagoinha formada pela água do mar-Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Vamos ao lado “b”: não gostei de ver carros circulando pela praia em pleno domingo. E também estava bastante barulhento, por conta de um campeonato de surfe. Infelizmente, existem os motoristas com os sons em carros que pensam que têm o direito de ocupar os nossos ouvidos com músicas (cujas letras são nada edificantes para as mulheres) até de madrugada. Mas fazer o quê? Eu quero escutar o som do mar, som inspirador e calmante, e ter paz.
Valeu ter conhecido um pouco mais da nossa costa do Ceará. Quero desbravar mais praias charmosas e depois contar para vocês. Aqui embaixo vão mais fotos.
Caminho entre a duna para chegar à lagoa do Maceió-Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Lagoa do Maceió com duna à frente-foto tirada por Mônica D. Furtado
Lagoa do Maceió em Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos em março de 2006 e esta jornada fiz com minha mãe Sirley Dourado Furtado a fim de rever nossa pátria-mãe amada. Portugal é sempre uma revelação. Cada vez que vou, conheço um pouquinho mais. Desta vez, em Lisboa fiquei no Hotel Botânico, localizado à Rua Mãe d´Água, 16-20, fones: 351-21-3420392, perto da Praça da Alegria entre a Avenida da Liberdade e o Jardim Botânico. Tem café da manhã tipo buffet e é perto de cafés, restaurantes familiares (tascas) e do movimento excitante da Avenida da Liberdade. Recomendo.
Parque das Nações-Lisboa-foto tirada por Mônica D. Furtado
Parque das Nações2-Lisboa-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu em frente ao Oceanário de Lisboa-foto tirada por Sirley D. Furtado
Como já conhecia muito da cidade, decidi ir ao Oceanário no Parque das Nações e checar o porquê de ser sempre tão admirado. Realmente, não tenho palavras para descrever tamanha variedade de peixes e riqueza de oceanos. Algo interessante sobre os pinguins: formam um casal pra vida toda, porém se no período do acasalamento não der certo, se separam e formam outros pares. E mais: o polvo gigante do Pacífico é o maior de todos, com 9 m. entre braços e 250 k. de peso. O Oceanário de Lisboa pede nossa ajuda para proteger os oceanos: Atlântico, Pacífico, Índico, Antártico e Ártico: um Só Oceano. É uma aula ao vivo!
Habitat dos pinguins no Oceanário de Lisboa-foto tirada por Mônica D. Furtado
Também gosto de visitar shopping centers: O Colombo é enorme! E com tantos saldos em março é uma tentação total.
Minha mãe em Tomar-foto tirada por Mônica D. Furtado
Cidade de Tomar-foto tirada por Mônica D. Furtado
Minha mãe em Tomar-cidade templária-foto tirada por Mônica D. Furtado
Uma dica para um dia inesquecível: Tomar. São 2 horas de Lisboa de trem ( ou comboio, como eles dizem). Lá se tem uma experiência “templária”, afinal a cidade foi fundada pelos templários em 1160. Vale a pena conhecer a Igreja de Santa Maria dos Olivais ou também Santa Maria do Olival, localizada à margem esquerda do rio Nabão. Foi erguida no séc XII e se tornou sede da Ordem dos Templários no país, tendo servido como panteão dos mestres da Ordem. Da mesma forma, a Igreja de São João Batista, localizada na Praça da República, foi concluída em 1510. Tem como destaque seus portais: principal e sul, góticos; norte, manuelino; e a torre, sineira. Isso por fora, por dentro, também é magistral. E a questão: quem foram os Templários, afinal de contas? A Ordem dos Templários era uma ordem religiosa medieval (séculos 12/14), cuja sede portuguesa foi instalada em Tomar, em 1160, 34 anos após sua chegada ao país. Muito há a ser dito, infelizmente, o espaço é pouco. Continuando, o mais espetacular da cidade é ir a pé (aproveitei para perder umas calorias com tantas guloseimas portuguesas…) até o Castelo Templário ou Convento de Cristo, sede da Ordem do Templo até 1314, e da Ordem de Cristo, a partir de 1357. Vale comprar figo passa no quiosque em frente, algo típico da região e delicioso! Não poderia deixar de mencionar a Padroeira de Tomar: Santa Iria. A sua lenda faz parte do imaginário tomarense, dizem que teria vivido em meados do séc. 8.
Castelo dos Templários-Tomar-foto tirada por Mônica D. Furtado
Castelo dos Templários2-Tomar-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu no Convento de Cristo-Tomar-foto tirada por Sirley D. Furtado
Eu sentada em um banco lindo no Convento de Cristo-Tomar-foto tirada por Sirley D. Furtado
Estátua do Grão-Duque dos Templários-Tomar-foto tirada por Sirley D. Furtado
Tomar templário-foto tirada por Mônica D. Furtado
Visual bucólico em Tomar-foto tirada por Sirley D. Furtado
Outra ideia para um dia todo: pegamos o ônibus “Cityrama” (Cityrama Gray Line Portugal) e por 81 euros à época, tivemos direito a almoço e passeio pelo que mais importa em cinco cidades: Óbidos, Alcobaça, Nazaré, Batalha e Fátima. Pagamos no próprio hotel e o encontramos em frente ao hotel Sofitel na Avenida da Liberdade.
Aqueduto em Óbidos-foto tirada por Mônica D. Furtado
Passeio por Óbidos-foto tirada por Sirley D. Furtado
Em Óbidos, vale a pena conhecer a cidade a pé, comprar o licor “ginginha” e ver o artesanato. E conhecer a Igreja de Santa Maria, fundada entre 1148 e 1185, sendo a principal igreja da vila.
Eu no passeio por Óbidos-foto tirada por Sirley D. Furtado
Igreja de Santa Maria em Óbidos-foto tirada por Mônica D. Furtado
Em Alcobaça, conhecer o Mosteiro gótico do séc. 12, dos monges cistercienses e se emocionar com os túmulos de Pedro I e Inês de Castro, relembrando sua bela, contudo sofrida história de amor. Trata-se da igreja mais longa do país: 106 m. Dom Pedro quis que seu túmulo ficasse oposto ao de sua amada Inês, assim quando chegasse ao paraíso, ela seria a primeira pessoa que ele veria. Lembrando que ele foi antepassado do nosso Dom Pedro I.
Alcobaça na chuva-foto tirada por Sirley D. Furtado
Eu em Alcobaça na chuva-foto tirada por Sirley D. Furtado
Mosteiro dos Cistercienses em Alcobaça-foto tirada por Mônica D. Furtado
Túmulo de Dom Pedro I no Mosteiro de Alcobaça-foto tirada por Mônica D. Furtado
Túmulo de Inês de Castro no Mosteiro em Alcobaça-foto tirada por Mônica D. Furtado
O almoço foi em Nazaré no restaurante São Miguel. Linda cidade à beira-mar.
Minha mãe na cidade de Nazaré-foto tirada por Mônica D. Furtado
Visual de Nazaré-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mãe em frente ao restaurante São Miguel em Nazaré-foto tirada por Mônica D. Furtado
Em Batalha, visitamos a igreja mais alta de Portugal, seu pórtico tem 32 m., com seus vitrais do séc. 16 e trabalho de filigrana em pedra. Maravilhoso! O mosteiro dominicano foi construído pela vitória na Batalha de Aljubarrota por Nuno Álvares Pereira contra os castelhanos. Dom João I está enterrado lá, assim como sua esposa, d. Filipa de Lancaster (inglesa).
Mosteiro de Batalha com estátua de Nuno Álvares Pereira-foto tirada por Mônica D. Furtado
Portal do Mosteiro de Batalha-foto tirada por Mônica D. Furtado
Em Fátima, fomos logicamente ao Santuário de Fátima. O início da construção da basílica data de 1930 e os corpos de Francisco, Jacinta e Lúcia estão enterrados lá no transeto (segundo o dicionário Priberam, transeto significa faixa de terreno usada para monitorar um fenômeno em estudo). Só lembrando que Lúcia tinha 10 anos, Jacinta 7 e Francisco 9, quando viram a Virgem: Lúcia, escutava, via e falava; Jacinta, escutava e via; e Francisco, apenas via. Os dois últimos morreram muito jovens de gripe espanhola.
Santuário de Fátima-foto tirada por Sirley D. Furtado
Túmulo de Francisco Marto-Fátima-foto tirada por Mônica D. Furtado
Detalhe bem português no apartamento da Luísa Vaz Pinto-foto tirada por Mônica D. Furtado
Amiga Luísa Vaz Pinto com minha mãe-saudades eternas da minha amiga portuguesa do Porto-foto tirada por Mônica D. Furtado
Esta viagem ocorreu em março de 2006 e eu estava acompanhada da minha mãe Sirley Dourado Furtado. Foi uma jornada sentimental, de encontros com amigos portugueses queridos. Meus agradecimentos sinceros às amigas da região de Bragança: Luísa, Isabel, dona Gracinda e Inês Fernandes e família, além da Salete, Teresa, Alice e amigas. No Porto, os amigos Rui Vaz Pinto, Xana, Margarida e famílias. Saudades da amiga Luísa Vaz Pinto, que nunca esquecerei. Também meu muito obrigada ao amigo belga Jeroen Dewulf, que nos recebeu em Aguda com todo o afeto. Em Esposende, os amigos João Manuel e Maria João nos ofereceram um jantar e tanto. Obrigada.
Para chegar ao Porto, pegamos o comboio (trem) na Estação Santa Apolônia em Lisboa e seguimos até Espinho (antes do Porto). Lá descemos, porque a nossa hospedagem era em Aguda, bem pertinho de lá. Aliás, Portugal é muito bem servido de trens. Por ali, vale um passeio pelas praias de Aguda e Granja, gozando da sua tranquilidade e se deleitando com o Oceano Atlântico e belas casas.
Rio Douro poético-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu na Cave Ferreira em Vila Nova de Gaia-foto tirada por Jeroen Dewulf
Porto histórico-foto tirada por Jeroen Dewulf
No Porto, o passeio obrigatório é pedir a bênção do rio Douro, do bairro da Ribeira e das caves de vinho do Porto do outro lado do rio, em Vila Nova de Gaia. Para almoçar? Sugiro o restaurante Avó Maria, no Cais da Ribeira, em frente ao rio Douro. O salmão grelhado, regado ao especial vinho português, é uma delícia. O bom da Europa é saber que anos passarão e tudo continuará lá da mesma forma. Após o almoço, fomos à cave Ferreira. Vale dizer que aquela região do norte do país é o único lugar do mundo propício ao cultivo da uva do vinho do Porto. Pode ser branco, ruby ou tawny e pelo seu gosto frutificado, natural e rico torna-se um prazer indescritível.
Eu e minha mãe no apartamento do amigo Jeroen Dewulf em Aguda-foto tirada por Jeroen Dewulf
Eu na praia de Aguda-foto tirada por Jeroen Dewulf
Minha mãe e eu com amigo Jeroen Dewulf-foto tirada por garçom
Em Espinho, cidade à beira-mar, mais desenvolvida que Aguda e Granja à época, tem um programa imperdível às segundas pela manhã a fim de conhecer um pouco mais da cultura portuguesa: a feira de Espinho, uma das maiores do país. Lá se encontra de tudo: roupas, pães, peixes, tapetes, bolsas, artesanato, enfim… isso e algo mais por preços camaradas. No fim da feira, existe o espaço dos ciganos vendendo roupas, meias etc e tal por valores mais baratos ainda. Uma loucura!
Livro de Santa Maria Adelaide- a santinha do Arcozelo
Jeroen Dewulf e minha mãe em frente ao túmulo do Padre Cura em Arcozelo-foto tirada por Mônica D. Furtado
O túmulo do menor homem do mundo em Arcozelo-foto tirada por Mônica D. Furtado
Lá cerca de Aguda está situada a cidade de Arcozelo. Digno de nota mencionar é a surpresa marcante encontrada em uma capela. Eis a capela e o museu de Santa Adelaide, considerada a santinha de Arcozelo, não canonizada e com devotos no país e exterior. É da mesma forma conhecida por ser santa casamenteira e fazedora de milagres. O mais fantástico é ter visto na capela o seu caixão com o corpo intacto, mesmo tendo morrido há mais de 100 anos. Sua história é linda: com mais de 30 anos de morta e enterrada, quando os coveiros abriram o caixão para exumá-la, encontraram-na como havia sido enterrada, exalando a rosas. Ficaram estarrecidos e colocaram no seu corpo um produto químico de destruição total. Não adiantou, ela continua incorrupta. A comoção popular não tardou e sua santidade começou a ser propagada, assim como seus milagres. Construíram a capela e seu corpo foi transladado em 1924. Depois disso, já houve roubo (por causa das doações), atentado a bomba e um “perturbado” deu umas marretadas no seu corpo, porém, felizmente, lá continua a Santinha, um pouco machucada, mas digamos assim, firme. Muito interessante dizer que trocam a roupa dela uma vez por ano. Incrível. Também no cemitério ao lado, está o túmulo de outro personagem considerado santo, o Padre Cura. Era muito caridoso, benevolente, fazia curas, não foi canonizado e dizem que seu corpo continua intacto na terra.
Minha mãe e eu em Miramar-foto tirada por Jeroen Dewulf
Meu amigo Jeroen e eu em frente à Igreja da Pedra em Miramar-foto tirada por Sirley D. Furtado
Em outra cidade litorânea, Miramar, com suas casas deslumbrantes, conhecemos a Igreja Senhor da Pedra. Incrustada em uma rocha, fica solitária na maré alta. Trata-se de um verdadeiro cartão postal. Bem anterior ao Cristianismo, havia cultos pagãos naquele local.
Eu e minha mãe na casa do amigo João Manuel e Maria João em Esposende-foto tirada por João Manuel
Castelo de Santa Maria da Feira-foto tirada por Mônica D. Furtado
Minha mãe e amiga Luísa Fernandes em Santa Maria da Feira-foto tirada por Mônica D. Furtado
Também visitamos Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Esposende, mais ao norte do Porto. De metrô até Póvoa (linha recém-inaugurada em 2006) se chega em uma hora. São cidades agradáveis, pequenas, aconchegantes, litorâneas, e com muita qualidade de vida.
Falando em uma vivência culturalmente enriquecedora foi ter ido à tertúlia de uma quarta à noite na UNICEPE (Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL) no Porto, na Praça Carlos Alberto. Convite do amigo Rui Vaz Pinto, um dos sócios da mencionada cooperativa. Era uma homenagem a José Afonso, cantor, compositor e poeta, já falecido. A sala estava repleta e tomando o maravilhoso vinho do Porto, fomos nos deliciando com a música, poesias declamadas por atores profissionais e histórias contadas a respeito de tão importante figura da história de Portugal. Sua música “Grândula Vila Morena” foi a senha, tocada nas rádios, para o início da Revolução dos Cravos, que libertou o país do período da ditadura iniciada por Salazar. Foi um banho de cultura: para quem se interessar, o site é www.unicepe.com.
Visual da cidade de Bragança-foto tirada por Mônica D. Furtado
Passeio por Bragança-foto tirada por Mônica D. Furtado
Igreja dentro do Castelo de Bragança-foto tirada por Mônica D. Furtado
Castelo de Bragança-foto tirada por Mônica D. Furtado
Para concluir, falando em castelos, construções sempre existentes no nosso imaginário de Europa, fomos ao de Santa Maria da Feira e o de Bragança. Só pra ter uma ideia: Bragança, na província de Trás-os-Montes e Alto Douro, é uma cidade pequena para os padrões brasileiros, mas possui biblioteca, cinema, teatro, shopping center, estava em construção o Museu de Ciências em 2006 etc. Dê-lhe Portugal! Parabéns à nossa mãe-pátria, país onde se lê cada vez mais, mostrando que cultura é algo sério.
Passeio de amigas por Bragança-foto tirada por Gil
Casa linda em Bragança-foto tirada por Mônica D. Furtado
Nós em frente ao Domus Municipalis com amigos queridos em Bragança-foto tirada por turista
De Bragança tomamos o ônibus até Lisboa. Jamais esqueceremos a generosidade da família da Luísa e Inês conosco, quando o pai delas nos deu lanches da sua mercearia. Muito obrigada!
Luísa Fernandes, minha mãe e eu na parte alta de Bragança-foto tirada por Inês Fernandes
Eu no canal em Bragança-foto tirada por Luísa Fernandes
Encontro de amigas em um domingo pela manhã em um café em Bragança-foto tirada pelo garçom
Foram 7h de viagem, afinal são 539.1km. Ficamos uns poucos dias e voltamos ao Brasil.
O próximo artigo será sobre Lisboa e arredores. A gente se vê em breve…
No passado escrevi sobre o Cumbuco no jornal O Povo, na coluna Jornal do Leitor e dei sugestões de aperfeiçoamentos. Fiquei feliz ao voltar lá em dezembro de 2017 e ver como está hoje. A praia do Cumbuco localiza-se a oeste de Fortaleza, são 28.8 km, com acesso pela CE-090 ou CE-085.
O quê aprimorou
Movimento no centrinho do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Venda de artesanatos no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Coberta de madeira no centrinho do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
O centrinho da praia do Cumbuco melhorou muito em comparação há anos atrás. Vi novos espaços como sorveterias, restaurantes, pizzarias e lanchonetes. A coberta de madeira deu um charme especial e os bancos de madeira de árvores do mangue, espalhados pelo local, deixaram o lugar mais confortável.
Restaurantes embaixo da coberta no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mais restaurantes embaixo da coberta no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Coberta e bancos de madeira no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Praia bem frequentada por kitesurfistas brasileiros e estrangeiros, principalmente, americanos e argentinos é encantada. Há turistas que chegam a Fortaleza e vão direto para o Cumbuco. Não querem outra vida.
Kitesurfistas no mar-Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Praia do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Kites na praia do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Aconselho a pousada Kite Kabana com o restaurante Kite Kabana Lounge. Nesse local parece estarmos no Caribe, é um lugar paradisíaco repleto de coqueiros e gente atleta e bonita. Quanto à pousada, é bucólica pela quantidade de plantas e árvores, sua atmosfera é aconchegante. O staff é de amigos.
Outros kites na praia do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Kite Kabana Lounge no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Acho que a cidade, distrito de Caucaia, mostrou melhoras visíveis. Parabéns à prefeitura. As ruas de areia no centrinho receberam asfalto, cimento e bloquete. Até que um dia…
Rua no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Restaurante Germano´s no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Para uma boa pizza, aconselho o restaurante italiano Germano´s. Já passei Natal lá com o Carlos, amigos austríacos e uma amiguinha canina. Foi original comer pizza em tal data.
É uma delícia passear à noite pelo centrinho com a brisa nos embalando e vendo o movimento de gente interessante. Os restaurantes são abertos e convidativos com música e badalo. Fico feliz em ver meu Cumbuco amado mais cuidado.
Barracas no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mais barracas no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
A magia do Cumbuco-foto tirada por Mônica D. Furtado
Praia do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Pela manhã nos admiramos com os kites coloridos no mar, transformando a praia em um “point”. A água é morna, com sol, calor de 32º C, bem tropical, boa para banho. Os sargaços e as pedras não tiram o deslumbre.
O quê ainda falta aprimorar
Só tem que modificar a maneira como trata o lixo. Para o visitante que ruma ao Cumbuco, começa a ver a sujeira nos canteiros centrais do bairro Barra do Ceará em Fortaleza, depois na praia de Iparana, também distrito de Caucaia. Morro de vergonha ao constatar que as pessoas se deparam com tanta falta de formosura.
Vejo Campos Belos, por exemplo, caminho de Guaramiranga via Canindé tão limpo e aí testemunho o Cumbuco assim… Para mim, esta praia é a “galinha dos ovos de ouro” do Ceará. Então, merece outro tratamento.
Consideração final
Meus lugares mágicos no Ceará são Guaramiranga na serra de Baturité e as praias de Cumbuco, Flexeiras e Redonda em Icapuí. Deixam os finais de semana perfeitos.
Kombi original de venda de roupas, pertencente a uns argentinos, no centrinho do Cumbuco-CE.
Hoje é dia 26 de outubro de 2017. Chegamos a Toronto de volta de Quebec à noite e ficamos no mesmo hotel: Royal Oak Inn na Dundas Street (rua). Lá estava na recepção o atencioso Viren, da Índia. Não dormimos, desmaiamos. Nosso último dia tinha que ser bem aproveitado, uma vez que os primos Rebeca e Sérgio vinham nos buscar para levar ao aeroporto às 19 h. Como a saída do hotel era às 11 h, falei com o Viren e pedi uma meia-pensão até às 19 h. Felizmente, aceitou e pagamos. Foi muito bom ter um quarto, mesmo que no subsolo, para descansar e tomar banho antes de uma viagem tão longa de volta. Só tenho elogios ao staff do hotel.
Passeio de ônibus turístico em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
Passeio de double-decker em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
Decidimos pegar o ônibus turístico ou double-decker na praça Dundas (square). O valor foi 44 CAD (dólares canadenses) com taxa incluída e pro Carlos 40 CAD, desconto pela idade. Foram duas horas de passeio muito boas. Tem guia mais motorista. Como sempre, o guia fala muito e de assuntos diversos. Neste ônibus só se para se a pessoa levantar a mão e ninguém pode conversar se não fica difícil entender o guia.
Começamos o passeio pela rua mais longa do mundo: Yonge Street, em homenagem a George Yonge. A rua inicia-se no Lago Ontario e vai até a fronteira do estado americano de Minnesota, totalizando uma distância de quase dois mil km. A Yonge Street divide a cidade em leste e oeste.
Cenário turístico em Toronto com a CN Tower ao fundo à esquerda-foto tirada por Carlos Alencar
Toronto é a quarta maior cidade da América do Norte depois da Cidade do México, Nova York e Los Angeles. A quinta é Chicago nos Estados Unidos. Tem 2.9 milhões de habitantes somente na cidade, a grande Toronto se chama GTA: Great Toronto Area. 330 arranha-céus estão sendo construídos. O motivo é a quantidade de imigrantes que chegam a cada dia. Morar lá é muito caro. No dia 26 estava fazendo 7º C, mas em três semanas estaria nevando. Na cidade o inverno castiga, chega a fazer -35ºC.
Trata-se de uma megalópole repleta de verde, isso é admirável. Tudo no Canadá é colossal. O museu Royal Ontario Museum é o quinto maior da América do Norte; o Festival de Cinema de Toronto é o segundo maior do mundo, perde para Cannes na França; a Casa Loma, a qual falei em Toronto 3, é o único castelo da América do Norte; o museu The Bota Shoe Museum deve ser o único do mundo a apresentar a perspectiva histórica de sapatos do mundo inteiro (pertence à companhia Bota Shoe Company); a Universidade de Toronto é a quinta mais antiga do Canadá e tem 84 mil estudantes, com 11 prêmios Nobel.
Em maio acontece o Victoria Day, em homenagem à Rainha Vitória que deu a independência ao Canadá. O Queen´s Park (parque da Rainha) a honra. O país faz parte do Império Britânico, juntamente com outras 22 nações, logo a Rainha da Inglaterra é a Chefe da Nação.
Cada província tem suas leis próprias, como nos Estados Unidos. Ontario é a província mais populosa. O hospital Mount Sinai Joseph and Wolf Lebovic Health Complex é o segundo melhor do mundo. Interessante dizer que o ator Donald Sutherland é filho do criador do sistema de saúde canadense, portanto o neto é o ator Kiefer Sutherland. Em Chinatown só vi buffet de comida do tipo sushi.
Frank Geri, arquiteto renomado, é canadense, assim como o ator Keanu Reeves.
Os bondes ou street cars são muito utilizados. 375 mil pessoas andam neles por dia; funcionam 24 h por dia e são movidos à eletricidade, então, são amigos do ambiente. Toronto foi a primeira cidade a ter metrô no Canadá e é a terceira cidade com maior linha de metrô na América do Norte.
São 45 mil restaurantes de diferentes culinárias na cidade. A ONU votou por Toronto ser a cidade mais multicultural do mundo. Somente 21 % dos canadenses falam o francês (a língua é disciplina obrigatória das escolas hoje). A primeira língua mais falada na cidade é o inglês e a segunda o chinês.
Fairmont Hotel em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
O Fairmont Hotel é um ícone, importante por ser o escolhido da Rainha Elizabeth II, quando vai ao país. Fica sempre no topo do hotel, ama o Canadá e já o visitou várias vezes. O neto Harry vai sempre ver a namorada, hoje noiva. Muitos seriados, filmes e TV shows são filmados lá.
A maior estação de trem do país: Union Station existe desde 1927. Os trens Amtrak americanos também operam na estação, o movimento entre Canadá e EUA é intenso.
CN Tower em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
A CN Tower ao fundo-foto tirada por Carlos Alencar
Passamos pela CN Tower, Ripley´s Aquarium e Rogers Centre (centro de hockey). Vimos o Harborfront onde se pegam os barcos para as ilhas que saem a cada hora (ver Toronto 4).
É digno de menção o fato de não venderem álcool em postos de gasolina, somente em lojas do governo e para maiores de 25 anos (essa informação consegui recentemente por amigos que estão morando lá). A idade depende das leis de cada província. Não testemunhamos nenhum jovem com bebida na mão por onde passamos. Parabéns a eles.
O museu Hockey Hall of Fame é amado, uma vez que o esporte é uma obsessão nacional. Passamos por um parque dedicado aos cães, com estátuas deles. São 200 mil cachorros em Toronto.
Mercado St. Lawrence em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
Mercado St. Lawrence ao lado esquerdo-Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
Dentro do Mercado St. Lawrence em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
A nossa única parada foi para conhecer o Mercado St. Lawrence. Eu amei! Comemos canelone com espinafre de almoço. Fizemos compras de lembrancinhas e nos divertimos. Muita gente, movimento, alegria, vendas de queijos, peixes, carnes, chocolates etc. Valeu a visita. Voltando a Toronto, o mercado é visita certa. Também passamos de ônibus no Distillery District, que era uma destilaria de uísque nos anos 90. Hoje é um lugar fantástico de compras e restaurantes, cafés etc. Vale ler Toronto 2. Minha prima Rebeca no início da viagem nos levou aos locais “pop”. Obrigada, prima.
Distillery District em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
Casa Loma vista do ônibus turístico-foto tirada por Carlos Alencar
Depois do passeio, retornamos ao hotel. Meus primos pegaram a gente pontualmente e chegamos ao aeroporto bem antes da partida. Ainda bem, pois achei o aeroporto muito confuso. Havia uma multidão lá dentro, os funcionários da Air Canada estavam com má vontade em dar informações ou davam erradamente. Ufa! A nossa sorte foi encontrar patrícios nossos que gentilmente nos apoiaram. E olha que sou experiente em aeroportos internacionais. Faltaram placas explicativas e achei estranho não haver uma Polícia Federal deles para dar baixa no passaporte na saída. O bom do local foi ter provado o pumpkin spice latte, uma bebida de outono canadense, que parece um leite com um gosto leve de abóbora e canela, muito saboroso.
Foram 10 h de viagem Toronto-São Paulo via Air Canada (bom serviço, mas assentos muito juntos, pouco confortáveis) e depois São Paulo-Fortaleza via Avianca. Apesar do extremo cansaço, da gripe que pegamos ainda no início da viagem e do jet lag (fadiga) sentido no pós-viagem, posso dizer que foi um uma experiência valiosa. Voltaremos em breve, Canadá.
Para finalizar, gostaria de dar uma dica para vocês. Quem pisar no aeroporto de Guarulhos, saiba que tem uma nova proposta de hotel com dormida por hora ou somente banho no Terminal 2: Fast Sleep do Saviero hotéis. Na ida tomei um banho revigorante e na volta, infelizmente, não deu tempo.
Aqui concluo os Diários do Canadá. Foi um prazer viver tudo isso.
No dia anterior havíamos pedido um táxi para o dia seguinte por meio da sra. Shirley, do hotel Maison du General. Tinha que ser com ela, pois não falo francês. Logo, no dia seguinte, 25 de outubro de 2017, madrugamos naquele frio e ficamos a esperar o táxi com receio que não viesse por mil motivos. Estava escuro lá fora, mas havia pessoas já saindo para trabalhar e fazendo a corrida matinal. Que coragem! A sra. Shirley foi tão amável que deixou bilhete pra gente e o fone da central de táxi caso fosse necessário. O hotel estava silencioso e não tinha ninguém na portaria. Às 7 em ponto lá estava o taxista. Ufa! Que alívio!
Chegamos à Gare du Palais, estação de trem, rapidamente, pois é perto da Velha Quebec. Fiquei surpresa com a quantidade de americanos da terceira idade esperando o trem como a gente. Como gosto de papo, perguntei a um casal se eram todos amigos e me disseram que uns 26 eram, estavam viajando juntos, mas eram de estados diferentes. Que maravilha! Perguntaram se eu morava em Montreal (achei o máximo!). Quando eu disse que era do Brasil, se espantaram pela distância. Expliquei onde era Fortaleza no Brasil e trocamos simpatias.
Amo trens! Por mim, só viajava neles. Estamos no vagão 5: assentos 4C e 4 D. A companhia Via Rail atravessa o Canadá e é bem confortável.
Antes gostaria de dizer que há uma pessoa no trem para checar os tíquetes e outra para ser a atendente do vagão, ou seja, para passar com o carrinho de comidas e bebidas para vender. Sinceramente, passamos melhor no trem do que em muitos outros lugares. Compramos um café da manhã continental: iogurte grego, um pão pequeno tipo bagel com geleia de morango e queijo cremoso, além de salada de frutas (maçã e uva) e café com creme (o canadense e americano, que se parece de longe com café com leite). Por 10 CAD (dólares canadenses) valeu.
Cabine do trem da companhia Via Rail-foto do blog viajenaviagem.com
Começamos a viagem. Primeira parada na cidade de St. Foy; segunda parada: Charny; terceira parada: Drummondville; quarta parada: Saint Yacinthe; quinta parada: St. Lambert e sexta: Montreal. Não existe trem direto Quebec-Toronto, ou vai por Montreal ou por Ottawa. Sem explicações pediram para sairmos do trem em Montreal, era para sairmos somente em Ottawa. Penso que tinha pouca gente em dois trens rumo a Ottawa, portanto resolveram economizar.
Montreal-Ottawa: primeira parada: Dorval Aeroporto Internacional. Depois dessa parada, serviram o almoço. Escolhemos sanduíches e suco de laranja. Segunda parada: Alexandria e logo depois chegamos a Ottawa. Descemos e ficamos esperando pelo trem até Toronto. A estação estava em reforma, não tinha muito o quê fazer: comer algo na lanchonete sem muitas opções ou caminhar para passar o tempo.
Saímos às 15.30 h com 10 min. de atraso. Passamos por quatro estações, não peguei os nomes, porque o cansaço estava batendo a porta. Chegamos às 20 h já jantados. Pedi um prato de legumes com bolachas e passas com meu refrigerante favorito naquele país: ginger ale. Quem conhece sabe que é feito de gengibre e parece de leve com o nosso guaraná.
Enfim, chegamos a Toronto bastante enfadados, foram oito horas de viagem. Foi mais uma experiência na minha vida. Apesar das longas horas, gostei.
O próximo artigo será o último sobre o Canadá. Aguardem…