My Impressions of England

Este artigo foi publicado no jornal Spy da Casa de Cultura Britânica-Universidade Federal do Ceará em 1997, ideia do nosso então professor visitante Dietmar Dombrowsky. Fica aqui o reconhecimento pelo seu trabalho profícuo na CCB por quatro anos. Aliás, ele esteve em Berlim e em Hastings comigo e com a Glaucya naquela época. Dietmar, sempre presente e atuante, meu muito obrigada. O artigo é em inglês, mas as fotos estão explicadas em português. Espero que gostem.

My Impressions of England

“Spy” Newspaper -Casa de Cultura Britânica-UFC

It was the first time I went to Europe: February 1997. My friend Glaucya Brito and I visited Amsterdam, Berlin, Paris and some places in England, such as Hastings (where we stayed for two weeks to do the course named Methodology Refresher at the International House), Rye, Cambridge, Battle and finally, London.

Getting to England made me feel as if I were in a tunnel of time and I found myself in the past, in 1516, 1600 and so on… but maybe because the English people really preserve their history by taking good care of their castles, legends, hills, battles and customs.

It was a wonderful experience to have been among them for more than two weeks. I could observe some of their habits a little bit. I´m going to tell you some of their likes and dislikes. For sure, they love “fish n´ chips”, especially, chips. They eat chips with lasagna, pizza, rice etc. They also love tea, of course. In the historical town called Rye, my classmates and I went along with our teacher to a “Tea Room”. It was a Friday afternoon. We took the train in Hastings and went there to enjoy this lovely and romantic town. Well, in the “Tea Room”, we ordered the famous “cream tea”, which is tea (there were a lot of different kinds of tea) and scones (a mixture of bread and cake) to be eaten with jam and cream. Wow! What an experience from Heaven! Lots of calories but no problem, it was something not to be missed.

Another English habit is going to pubs. There are pubs everywhere in England, on every corner, to be more precise. I can´t imagine the English people without drinking beer. The pubs inside are very cosy and comfortable, although sometimes they´re very crowded. They sometimes have live music, with customers playing instruments and everybody singing. And a lot of smoke in the air (how much they smoke is incredible). At 11.30 p.m. the girl at the counter rings the bell, so that the customers are invited to order the last beer, because the pub is closing soon. After that, people go to clubs. That´s why there are the verbs “to pub” and “to club” in colloquial English. They´re part of their everyday lives.

What are the English like? They´re nice and friendly, especially, in the countryside.

What else? The Royal Family is loved despite the scandals, principally, Lady Diana. Just something funny: in the classroom, when someone sneezes, they say: “God save the Queen”. Imagine…

There´s much more to say… See you!

P.S. Their sense of humour is peculiar. They´re kind of ironic, and love making fun of other people. When the famous book writer and teacher Jim Scrivener told me about how they responded to a sneeze, I really believed him. In fact, it was a joke. The problem is that they tell jokes seriously. I came back to Fortaleza and told everybody that when someone sneezed, they said: “God save the Queen”. Sometime later Jim Scrivener came to Casa de Cultura Britânica in Fortaleza (to give us a workshop, sponsored by the British Council) and told me that nobody said that, that it had been a joke. I was so embarrassed. “God bless you” is what they say.

Plácido e Pierina

PLÁCIDO E PIERINA

Cel. Rui Pinheiro Silva

No começo do século passado vivia em Fortaleza um notável comerciante, homem destemido na arte de ganhar dinheiro e executar obras suntuosas: chamava-se Plácido Carvalho.

Sua loja, localizada numa esquina da Praça do Ferreira, vendia roupas, calçados, perfumes, era quase um shopping. Para comercializar tanto luxo, ele viajava constantemente à Europa onde se abastecia nos melhores endereços do Velho Mundo. Mas um dia, avistou em Paris uma linda mulher pela qual se enfeitiçou: era uma italiana de Milão, elegante, vistosa e disponível, cujo nome era Maria Pierina.

Corria o ano de 1914 e a 1ª Grande Guerra irrompia na Europa com todas as suas consequências, mas, graças à visão do excelente comerciante, a loja de Fortaleza já fora totalmente reabastecida.

Casam-se, e a vida de ambos toma novo destino. Plácido retorna a Fortaleza e, para receber sua amada, manda construir o suntuoso Theatro Majestic Palace, localizado na Praça do Ferreira, cuja festiva inauguração coincide com a chegada dela.  Fortaleza vira Paris. Com o fim da guerra e a ajuda de Pierina, a Casa Plácido passa a exportar para a Europa, agora com preços multiplicados, os inumeráveis bens que ali faltam. O casal torna-se riquíssimo e decide construir no bairro Outeiro, hoje Aldeota, um palácio, que fica conhecido como o Palácio do Plácido, entre as Av. Santos Dumont, Costa Barros, Carlos Vasconcelos e Monsenhor Bruno. É um belíssimo palácio italiano, onde vai residir o casal.

Em 1922, Plácido inaugura na Praça do Ferreira o requintado Cine Moderno que irá servir à sociedade e, também, inaugura o prédio da Farmácia Oswaldo Cruz. Resolve, por fim, dotar Fortaleza do seu maior prédio. Encarrega o cunhado Natale, irmão de Pierina, de executar o projeto feito na Europa. E, daí, vai surgir o Excelsior Hotel, de nove andares, construído em alvenaria e suportes de longarinas, inaugurado em 31 de dezembro de 1931. Todas essas notáveis personagens e belíssimas construções, exceto o Excelsior (graças ao Janos) e a Farmácia, o vento levou.  Cadê nossa história?

 

P.S. O Coronel Rui Pinheiro Silva é um querido amigo do meu pai, escreve para jornais e é outro apaixonado pela arte da escrita, por isso ele está aqui no meu blog. Falar da Fortaleza antiga é indubitavelmente um prazer e uma nostalgia a quem viveu aquela outra cidade e hoje não reconhece a atual, pois a que temos mudou muito.

Cariri: Barbalha e Caldas

Cariri: Barbalha e Caldas

Estamos chegando ao fim da nossa jornada de agosto de 2017. Já estivemos em Juazeiro do Norte, Crato, Nova Olinda e Santana do Cariri. Hoje vamos conhecer as charmosas Barbalha e Caldas.

Vamos começar? Primeiramente, gostaria de saudar as amigas de Barbalha: Fátima e Jéssica. Pessoas queridas que acolhem tão bem. Obrigada.

Estamos ainda na região Crajubar (Crato-Juazeiro-Barbalha), a ligação entre elas é intensa. Já fui algumas vezes a Barbalha e sempre me encanto com a parte histórica. Como é linda com suas casas antigas e coloridas. Parece que o tempo parou… Ali em frente à Igreja da Matriz (Nossa Senhora das Dores), há uma praça e ao redor dela existem casas centenárias, responsáveis por contar muito da história da cidade. Lá se encontra o Palacete dos Alencar, casa na cor rosa, que chama a atenção. Foi edificado em 1817, a mando do padre Gregório de Sá Barreto, primeiro adjutor (auxiliar) da Capela de Santo Antônio. Foi a primeira construção de arquitetura monumental da vila, pois existiam somente casebres ao redor da capela, hoje matriz de Barbalha.

Quanto à praça, trata-se da praça do Pau da Bandeira. A estátua de A. José da Costa Veloso, dito “pavão”, foi o capitão do pau e se tornou ícone da cultura barbalhense. A cidade cultiva seu patrimônio histórico e se orgulha de seus costumes. Muito bonito isso. As festividades dedicadas a Santo Antônio, padroeiro da cidade, se estendem até 13 de junho e o ponto máximo da festa é o carregamento de um tronco enorme de madeira, conhecido como pau da bandeira, tradição que remonta ao século XIX. O cortejo se encerra com o hasteamento da bandeira, em frente à Igreja Matriz. O pau da bandeira fica lá na praça pelo ano todo até o próximo. Interessante que as moças interessadas em casar são impulsionadas a tocar no mastro no dia da festa, sentar-se nele ou ingerir o chá da sua casca a fim de encontrarem bons maridos. A cada ano o número de curiosos aumenta. Também há bandas e cantores populares que se apresentam nas ruas da cidade, enfim é uma grande manifestação da cultura local.

Como toda cidade do Cariri, Barbalha é limpa, bem cuidada e amada por seus habitantes. Também a Igreja do Rosário tem uma beleza diferenciada.

De Barbalha sobe-se a Chapada do Araripe e se chega ao Caldas, um vilarejo bastante agradável com casas de veraneio e moradores, igreja, o Balneário Termas do Caldas e o Hotel das Fontes, ligado ao balneário citado. É digno de nota mencionar a construção de um teleférico entre o Caldas e o Cruzeiro em cima da Chapada. Vai ter borboletário e mirante. Promete.

Imperdível conhecer o balneário com suas fontes, plantas, árvores, flores, com uma boa infraestrutura para se aproveitar os espaços verdejantes, a natureza viva, as piscinas e os banhos termais de águas minerais, chamadas de “buracos”. Estes banhos são meus preferidos, além de revigorantes, são bons para a pele, o cabelo e a saúde. Tem restaurante, lanchonetes e redes para alugar, muito original. As famílias se reúnem debaixo das árvores e fazem seu piquenique. É tudo muito tranquilo e dá gosto em estar em local tão aprazível. Tomar banho no buraco faz parte da nossa jornada no Caldas.

Aqui termina a nossa aventura caririense. Êta região para eu gostar e querer sempre retornar…

 

Cariri:Nova Olinda e Santana do Cariri

Cariri: Nova Olinda e Santana do Cariri

Estamos em agosto de 2017. Já estivemos em Juazeiro do Norte e Crato nas nossas aventuras. Agora iremos à Nova Olinda e Santana do Cariri.

Vamos começar? A estrada entre Crato e Nova Olinda está na fase de recuperação, esperamos que não demore. Rumamos à cidade, motivados em conhecer o famoso artista Espedito Seleiro. Confesso que conhecia algumas obras dele, mas não sabia o seu nome. Depois de tanta propaganda, ficamos curiosos. Valeu a pena! Apesar do calorão, nos divertimos bastante na jornada: o Carlos, a Denise, a Celina (amiga) e eu. Como toda cidade do Cariri, é ajeitada e limpa.  Posso dizer a vocês que o ponto turístico é a rua em que vive: a loja, as casas dos familiares e dele e o Memorial. Muito interessante e em um domingo mais fabuloso ainda.

Falemos na pessoa dele. O Espedito Seleiro é conhecido internacionalmente. Trata-se de um senhor simples, bom de prosa e que gosta de trocar ideias mil… Passamos um tempão com ele e com a nora (vendedora). Ele saiu no programa da Regina Casé da TV Globo, fez exposição de roupas para a Cantão, Cavaleira e Farm e vende na CEART (Centro de Artesanato do Ceará) e em outros locais. Trabalha com os irmãos e filhos e está na quinta geração de trabalho com o couro, mas o colorido foi invenção dele. Tem histórias do avô dele com Lampião e vários ilustres já estiveram no seu ateliê e loja: Zeca Balero, o governador Camilo Santana, os irmãos Campana, arquitetos renomados etc. As fotos estão lá para comprovar. Fiquei abismada ao ver as cadeiras feitas de couro por ele para os Irmãos Campana. Sucesso mundial. E tem mais: é Mestre da Cultura – Título de Notório Saber em Cultura Popular (Artesanato em Couro), agraciado pela UECE (Universidade Estadual do Ceará), em reconhecimento à sua contribuição artística e cultural; também recebeu a comenda pela Ordem do Mérito Cultural na classe de Comendador em 03 de novembro de 2011, assinado pela ex-presidente Dilma Rousseff e pela então Ministra da Cultura Anna Maria Buarque de Holanda. Todos esses documentos estão no Memorial Espedito Seleiro (perto da loja), gentilmente aberto e mostrado pelo filho dele. Trata-se do Museu do Ciclo do Couro no qual há fotos da região, medalhas, comendas, fotos da família, instrumentos usados pelo vaqueiro, roupas, dentre outros. Imperdível o passeio. Detalhe: a família dele fugiu da seca, vieram de Arneirós (no sertão de Inhamuns) há muito tempo atrás. Hoje Nova Olinda tem a honra de possuir habitante tão conhecido.

Agora falando da loja. Para quem gosta de artesanato e cores, é o lugar. Nós amamos! Têm sandálias, bolsas (de enlouquecer!), chapéus de vaqueiro, cintos, chaveiros e muito mais. As cadeiras são únicas. Uau! Tudo é colorido e bonito. Digno de uma boa visita com dinheiro no bolso. Pretendo voltar lá…

De Nova Olinda nos guiamos a Santana do Cariri a fim de conhecer o Museu de Paleontologia, sob os cuidados da URCA (Universidade Regional do Cariri). Gostei. Chegamos perto das 13 h e já estava quase fechando, afinal era domingo. O guia estagiário foi bem atencioso. O museu é simples, organizado, e bastante frequentado por cientistas, estudantes e turistas do mundo todo. Vale a pena ir sem pressa. Vimos fósseis incríveis de pterossauros (segundo a Wikipédia, “enormes répteis voadores do período Mesozóico”), peixes e árvores. Imagino que os estudiosos fiquem encantados com o museu. Nós ficamos.

Demos uma olhada na cidade e achamos uma gracinha. Limpa, bem cuidada, com casas coloridas, típicas do Cariri. A padroeira é Santana. O caririense é muito católico, por isso a devoção aos seus santos.

Procuramos a Euroville, condomínio fechado de casas cada uma com um estilo de país, tão original que já saiu em uma reportagem da TV Globo. Infelizmente, estava fechada para os curiosos, pois está em reforma.

De Santana fomos ao Pontal da Santa Cruz, uma das pontas da Chapada do Araripe. Em uma subida com pedra tosca e carroçal, ruim para o carro, nos guiamos ao restaurante do Pontal, afinal estávamos com uma fome danada. O caminho é para Indiana Jones, tamanha a dificuldade para chegar lá. Interessante dizer que o Geossítio Pontal da Santa Cruz tem a caatinga como vegetação e a areia é parecida com a de praia. Por isso, fósseis de peixes serem encontrados na localidade. Penso ser um sinal que em um passado longínquo, havia mar nas redondezas. Falemos no restaurante. Sua vista é linda da Chapada, sua comida é bem regional e gostosa: macaxeira, baião, churrasco e frango. Nada melhor! Ali no lugar há uma capela, o mirante e a cruz enorme. Muito bom ter nos familiarizado com o Pontal. Um detalhe: há uma placa no caminho dizendo que a Floresta Nacional do Araripe foi a primeira floresta nacional do Brasil, criada em 1946. Já em cima da Chapada as árvores são maiores e mais verdejantes. O clima é outro.

Continuaremos nossa jornada em Barbalha e Caldas. Aguardem…

Cariri:Crato

Cariri: Crato

Continuamos nossa jornada pelo Cariri em agosto de 2017. Já estivemos em Juazeiro do Norte e agora vamos ao Crato, cidade ao lado de Juazeiro. Estão juntas, só se conhece o limite por uma sinalização na rodovia.

A cidade é tão querida de todos que é conhecida por “Cratinho de Açúcar”. Entendo a razão. É arborizada, limpa, tem várias praças com lugares para sentar e curtir a vida. O cratense é orgulhoso de sua origem e cultura e gosta de uma prosa. Como são gentis! Dá gosto passear e se sentir nativo.

A Praça da Sé na qual está situada a catedral é uma delícia. A novidade é um parquinho para as crianças. Os quiosques de sucos e vendas de comidas e filhós (uma “peta” da terra) fazem a festa das famílias à noite. Achei uma pena o Pão e Cia. ali ao redor da praça ter fechado, assim como a loja Karmélia de sapatos e bolsas. Eu frequentava os dois locais. Ainda bem que existe a loja de bijuterias e acessórios Hippie Chic com suas novidades e criações. Saudações à Deusinha com seus sorvetes deliciosos e cafés. Foi maravilhoso passar o sábado à noite de papo com ela e amigas. Também aconselho o calzone ao lado. Um baita de um jantar. Um grande abraço à Heloísa e sua família do mercado da esquina da praça.

Um comentário: o pequi, fruta com gosto forte, é muito usado na culinária da região do Cariri. A pequizada é um prato recomendado.

Para informar vocês, a padroeira do Crato é Nossa Senhora da Penha e o nome da cidade foi escolhido em homenagem ao Crato de Portugal. O nosso foi fundado em 1706 pelo frei italiano Carlos Maria Ferrara. Como sei? Porque visitamos o Museu Histórico do Crato perto da Sé. Até 1960 era cadeia, Prefeitura (embaixo) e Câmara (em cima). No mesmo prédio atualmente funciona o Museu de Artes Vicente Leite, infelizmente, desativado. Algumas obras importantes estão expostas em um painel no museu citado. Vamos à visita. Nosso guia Adalberto disse ser o local tombado pelo IPHAN e que as salas foram reabertas para visitação em janeiro deste ano. Há a sala com obras sacras; a de Wanderson Petrova, artista de lá que trabalha com mulheres no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), em homenagem a Frida Kahlo; a de pinturas com obras expostas, incluindo o selo do 1º centenário da cidade e um acervo de instrumentos dos índios Cariris; a sala com um carrinho original, máquina de costura, cadeira de dentista, foto dos graduados da Faculdade de Medicina da Bahia de 1929, além da máquina de frisar cabelo e tijolos e azulejos da época. Bem interessante saber que o Cariri tinha o seu professor Pardal: o inventor Edival Saraiva de Oliveira. Ele começou a construir um helicóptero o qual ficou inacabado, mas o carrinho mencionado anteriormente ficou pronto e em uso. Parabéns a J. Figueiredo Filho, criador do museu e a Ricardo Saraiva da Rocha, Presidente da Associação dos Amigos do Museu Histórico. Aprendemos muito com ele, com o guia e com as funcionárias da entrada. Obrigada! Ter um museu significa ter história para contar às novas gerações.

Perto do Crato, há um passeio imperdível: o Arajara Park. Trata-se de um conjunto de piscinas em um parque muito bonito, florido, com árvores nas quais se pratica a tirolesa (segundo a Wikipédia: “atividade esportiva de aventura. Consiste em um cabo aéreo ancorado entre dois pontos pelo qual o praticante se descola através de roldanas”). Vale a visita, não deixem de aproveitar o ambiente e comer uma tapioca com um cafezinho na charmosa tapiocaria. É linda, com bancos coloridos, velas na mesa, toalhas repletas de cor e detalhes. Um mimo de lugar. Não digo que os locais são transados? Para entrar no parque, paga, mas se for só para um capuccino com cuscuz é grátis.

Do Arajara ao Crato, passamos por várias fazendas de gado. Bom sentir o cheiro do esterco, de interior no qual as pessoas vivem com tranquilidade. De lá fomos conhecer a estátua gigante de Nossa Senhora de Fátima. Muito linda. A estrada, porém, está péssima. Parece um rally. Há de melhorar muito o entorno a fim de receber os peregrinos. Também falta arborização, de dia deve ser muito quente. Além de sinalização para chegar naquela paragem. Espero ver as mudanças no futuro, pois se trata de um sítio promissor.

Denise querida, obrigada pela sua companhia nas nossas aventuras.

Do Crato vamos à Nova Olinda e Santana do Cariri. Aguardem…

 

Cariri:Juazeiro do Norte

Cariri: Juazeiro do Norte

Este artigo é de agosto de 2017. Estou recentemente chegada do Cariri. Nesta nova jornada Cariri vou falar para vocês sobre Juazeiro, Crato, Barbalha, Caldas, Nova Olinda e Santana do Cariri. Viajar para essa região é um prazer.

Já fui várias vezes a Juazeiro, Crato e Barbalha (cidades principais), e sempre tenho a certeza do meu retorno. Em Juazeiro do Padre Cícero e arredores, o Ceará é pujante, a economia fervilha e vê-se desenvolvimento. A região faz divisa com três estados: Pernambuco, Piauí e Paraíba. Encontram-se pessoas de diversas cidades fronteiriças morando lá. São locais atraentes aos jovens, por terem universidades reconhecidas. Esse contato é rico em termos culturais. Outras cidades da região são: Milagres, Brejo Santo, Missão Velha, Jardim, Farias Brito, dentre outras. Então, vamos começar nossa aventura.

O voo de 50 min. da Avianca é uma maravilha. Quando o preço está mais em conta, fica melhor ainda. Garanto que não falta o que fazer naquelas paragens. Falemos em Juazeiro primeiro. Com mais de 260 mil habitantes, vive da fé, indústrias, calçados, comércio etc. Percebi a cidade mais limpa, organizada e com praças remodeladas. Significa que a Prefeitura está agindo. Algo chama a minha atenção; o bom gosto das lojas, cafés e confeitarias, parabéns! Mas o trânsito é caótico. Nem carros, nem motos respeitam a sinalização, coisa de louco! Outro comentário: falta arborização na cidade. Ali precisa de um choque de árvores.

Vamos às dicas: a Praça La Favorita na Lagoa Seca (bairro mais elitizado de lá) é o lugar para uma caminhada no final da tarde. Aproveitem e passem no recém- inaugurado Albuquerque Delicatéssen, fenomenal! Os funcionários foram treinados em Recife, são cuidadosos e gentis. Tratamento de primeira. Trata-se de um supermercado, com padaria e café/lanchonete/pizzaria. Recomendo. Também gosto do restaurante Sirigado do Pedro. Muito bom. Ao redor da praça também há quiosque de açaí, cachaçaria e o hotel Iu-á. A confeitaria Amora e o Pão e Cia. estão localizados lá perto. São bonitos e transados. No mesmo bairro, pizzaria estilizada com decoração de fotos de países em preto e branco em uma parede e coloridas em outra: Flambeé. É pizza fina para comer com luvinha, muito boa. Para encerrar, uma novidade: Kava Café, bem decorado a lá Beatles e uma gracinha. As tortas são de dar água na boca. Parabéns, Juá. Seu bom gosto é indiscutível.

É obrigatório conhecer o Horto do Padre Cícero. Lugar bonito com a estátua gigante do fundador da cidade e santo reverenciado no nordeste, principalmente. A vista é marcante, vale a visita. Em épocas de romarias ao Padre Cícero, Juazeiro fica lotado. Ver tanta fé e devoção dos romeiros e dos habitantes da região é digno de nota. Encontram-se estátuas do santo padre nas residências, nas lojas, nas rodovias, em qualquer local, o que mostra a sua importância.

Como não falar em shopping center? O Cariri Garden Shopping tem tudo e supre também as cidades vizinhas. Gosto dele por ser amplo, agradável e bem sortido. Descobri desta vez a loja Jóias Bárbara´s com muita variedade de pulseiras, brincos, anéis etc de ouro do Juazeiro por um preço convidativo.

Fica aqui registrado o meu agradecimento a companhias tão queridas que o Carlos (meu companheiro de vida) e eu tivemos na viagem. Fomos visitar a filha caçula dele, Denise. Obrigada, Denise, Celina e boa turma da pousada do Sr. Agrimar, o tratamento recebido é sempre especial. Denise, você é sempre presente nas nossas jornadas, nosso “Anjo”.

Próxima parada: Crato. Aguardem…

P.S. Voltei a Juazeiro para passar o Natal de 2019 e vi mudanças. As praças estão mais bem cuidadas. As decorações natalinas são bem peculiares, com bonecos de neve e outros enfeites naquele calorão. A padaria Pão e Cia. que existia na Lagoa Seca não existe mais, agora há um shopping center novo: La Plaza Shopping, com opções de pizzaria, café, restaurantes e outras lojas. O voo da Avianca também não acontece mais, que pena! O horário dos voos em outras companhias é ruim, por ser de madrugada. Sempre há a opção de chegar lá vindo de Fortaleza por ônibus da Guanabara (de dois andares) . Gostei, fomos na parte de baixo que é leito, só é cansativo, uma vez que é a noite toda (umas dez horas de viagem).

 

Texas, Estado Surpreendente

                                  Texas, Estados Unidos 

Este artigo é de 2001. Antes de ter estado lá, quando a palavra Texas vinha à mente, pensava somente em fazendas de gado e petróleo, certamente inspirada pelo seriado Dallas de tempos atrás. Certifiquei-me que isso é verdade, porém o estado oferece muito mais e nos encanta.

Para começar, Houston. O centro da cidade com aqueles edifícios enormes é um cartão-postal. Tornam o cenário, visto de longe, espetacular. Também há o “Water Wall”, uma parede gigantesca com uma queda d´água. Tudo no Texas é grande, isso é facilmente percebido! O Shopping Center Galleria com seu restaurante “The Cheesecake Factory” vale uma lauta refeição.

É uma delícia passear por Houston com seus parques com muito espaço e arborizados e em seus bairros aconchegantes. Vale também uma visita à Universidade Rice, pois seu campus é muito bem cuidado.

Nos EUA é mais aconselhável conhecer os locais de carro, diferentemente da Europa, onde as caminhadas são comuns.

Uma viagem bastante válida é ao litoral: Kemah Boardwalk, um complexo turístico com hotéis, restaurantes, lojas, calçadões, tudo muito atraente. O restaurante temático Aquarium e seus muitos aquários é um deslumbre; Galveston é outra possibilidade de passeio, perto de Houston, sendo uma cidade à beira-mar adorável.

Aos aficcionados por centros de compras, ou seja, um bom “outlet”, um lugar imperdível é o Katy Mills em Katy, perto de Houston. São mais de 200 lojas FANTÁSTICAS e por preços COMPENSADORES. Literalmente, endoidei! O restaurante temático de florestas tropicais é uma graça, os comensais degustam a saborosa comida escutando os sons dos macacos e elefantes.

O estado é uma grande caixa de surpresas! No inverno, as estradas ficam enfeitadas por flores do campo, de cores variadas, exalando seu aroma pelo caminho. Inimaginável! É um espetáculo lindo, lindo, lindo! Vamos viajando e se deliciando com as flores selvagens: “wild flowers”, como são conhecidas.

Quem diria ter o Texas colônias estrangeiras, formadoras de cidades de sua origem?

Pois há! Mais perto de Austin, capital do estado, existe Fredericksburg com a atmosfera semelhante a Gramado-RS, fundada por alemães, repleta de pousadas coloniais, casas de vinho, restaurantes aconchegantes, padarias/confeitarias de dar água na boca (por exemplo, a Rather Sweet Bakery & Café em 249 E. Main Street), com uma natureza rica em flores, árvores, riachos, um sonho! E há mais: uma opção de hospedagem inusitada. Controlado por Quanah Acme & Pacific Historical Train Accomodations, o vagão de trem chamado “The Pullman Car Hotel”, histórico por ter hospedado o ex-presidente Theodore Roosevelt é uma interessante opção de hotel. É completo com cozinha, quartos, banheiros, decorado como na época de sua inauguração no século passado. Aconselho a experiência! Um feito e tanto!

Rumando ao norte pela rodovia 965, chegamos à Montanha Encantada, isto é, “Enchanted Rock”. Trata-se de um parque natural cuja montanha principal oferece um olhar especial do vale. As pessoas vão lá para fazer piqueniques, dar caminhadas, praticar esportes radicais, ou simplesmente, admirar tão belo panorama.

De lá, fomos a Castroville, outro primor de cidade. Desta vez fundada por imigrantes franceses da Alsácia-Lorena no séc. 17. A beleza das igrejas e casas já é o maior convite a visitá-la. Tudo é de boneca! Além da comida maravilhosa, é claro! O “Alsatian Restaurant” nos transporta à tentadora França de paladar requintado. Vale provar a sobremesa “peach cobbler”, doce de pessego quente com sorvete em cima. Uau! Uma dica de pousada: a Pousada Estadual, o lugar é um verdadeiro paraíso com um rio passando dentro do terreno. Digno de nota são as casas/museus lá dentro. Um convite à paz de espírito.

O símbolo do Texas é o seu gado de chifre longo, chamado de “long horn”.

Como visitar tão rico estado e não conhecer o Forte Alamo em San Antonio? Menor do que o imaginado, trata-se de uma referência histórica para os americanos. A cidade tem seus canais no centro histórico e uma estrutura turística invejável. O filme “Miss Simpatia” com Sandra Bullock mostra bem direitinho. Existem restaurantes, cafés, confeitarias e hotéis ao longo do rio. Olhamos para os barcos cheios de turistas boquiabertos (como eu!), enquanto caminhamos pelas suas pontes e vias, sempre preenchidos com muito verde. Água e verde, quer combinação mais bucólica? Para mim, a cidade mais charmosa do Texas.

Enfim, a capital: Austin. Bonita, bem cuidada, mostrando seus prédios magníficos e sólidos para a humanidade, dentre eles, o da Universidade do Texas, universidade classe A. Austin oferece lugares agradabilíssimos de ver como o mirante “Bell Mountain”.

O texano é orgulhoso de sua história, terra, flores, parques. Realmente, foi uma grande surpresa ter passeado por lugares tão bonitos. Valeu, Texas!

san antonio
Canal em San Antonio-Texas-foto tirada por Mônica D. Furtado

Uma Jornada Europeia: Londres

Uma Jornada Europeia: Londres

Estamos em janeiro de 2009 em pleno inverno. O Carlos e eu já viajamos por Lisboa, Porto e Santiago de Compostela, passando por Viana do Castelo na Jornada Europeia parte 1. Depois fomos a Amsterdam, Bruxelas e Bruges na Jornada Europeia parte 2.  No artigo anterior, estivemos em Paris. Agora rumamos a Londres, a última etapa da nossa viagem.

19˚ dia: Ufa, chegamos ao aeroporto Heathrow em Londres e lá estava nos esperando a minha amiga inglesa Rosie Barker, a quem eu já havia hospedado em casa tempos atrás. Desta vez foi o momento dela retribuir. Ela nos hospedou na sua casa vitoriana, estilo “aquelas dos filmes”. Nós nos beliscávamos o tempo todo. É mágico! O bairro era Stoke Newington. Ela já esperou-nos no aeroporto com o cartão de transporte pago para alguns dias. Na capital inglesa, em ônibus, metrô e até barco se usa o tal cartão. Há de se ter cuidado e ter sempre crédito, se não o vexame é certo. Bem, para chegarmos a casa dela foi uma hora de trem, mais ônibus e uma caminhada. A noite foi de televisão, matar as saudades e bater papo com a amiga, além de comidinha caseira e vinho para esquentar. Obrigada pelo carinho, Rosie.

20˚ dia: O afamado Museu Britânico de graça! A querida Rosie nos deixou lá de transporte público e a pé. Como sempre, o lugar estava lotado de turistas e estudantes mirins com seus professores. Ver as crianças de terno foi um deleite. Achei o museu mais organizado do que em 1997, faz tempo! As seções da Grécia e do Egito são minhas preferidas. Também fomos ao charmoso Covent Garden (com suas lojas, restaurantes e feira de artesanato), Big Ben, Houses of Parliament (Casas do Parlamento), Abadia de Westminster, Palácio de Buckingham, sebos pelo caminho e almoço em um restaurante turco. Londres é mesmo cosmopolita, vê-se de tudo e ninguém se importa com você. Considero isso fantástico: gente de todas as tribos vivendo suas vidas sem se preocupar com os outros.

21˚ dia: Da mesma forma, há problemas no trânsito londrino, o mesmo do dia anterior: lento, por conta de homens trabalhando na rua, então andamos bastante para chegar à estação de metrô Angel e de lá ir para o Picadilly Circus. Por £22 (pounds) à época entramos no ônibus vermelho “double-decker” para turistas e fizemos um city tour pelos pontos turísticos principais. Este dia foi inesquecível por termos assistido ao musical O Fantasma da Ópera no teatro Her Majesty´s Theatre, situado à rua Haymarket. Algo grandioso e emocionante. O teatro é específico para esse musical há anos. Há duas sessões: uma às 14 h e outra às 20 h. Fomos na da tarde. Outro detalhe: pagamos mais caro, porque compramos em um guichê perto do Covent Garden. O melhor local para compra de ingressos é na Leicester Square (praça). De lá fomos para casa e passamos por um pub, afinal estar em Londres e não tomar um chope em um bar tão londrino não vale. Saímos do local com porta-copos (presente do dono)  e fizemos deles lembranças de viagem.

22˚ dia: “Good bye, London!”. Até breve! E lá vamos nós de volta a Lisboa. Aconselho ao partir de Londres fazer tudo com muita antecedência, pois do ônibus onde estávamos, tivemos que sair, deu “prego”. Aí começou a romaria de andar a pé carregando malas até a estação de metrô mais próxima (Angel), trocar de linha de metrô até a King´s Cross e depois pegar o metrô para o aeroporto Heathrow ( terminal 2-linha Piccadilly), que é longe. Que sufoco! Ainda bem que me lembrei de carregar o cartão de transporte anteriormente, aquele emprestado pela Rosie. Ao chegar ao Brasil, mandei de volta pelo correio, uma vez que ela sempre empresta aos hóspedes. Ao chegarmos a Lisboa, fomos ao Residencial Duas Nações novamente, caminhamos pelo bairro Chiado, passamos pelo Café A Brasileira (frequentado por Fernando Pessoa), por lojas e livrarias. E degustamos caldo verde, bacalhau e vinho no jantar.  Ficamos encantados ao testemunhar que o restaurante somente tinha dois trabalhadores e de mais de 70 anos: um era o cozinheiro e o outro o garçom. Notável como dão conta de tudo e ainda tem tempo para uma boa prosa Portugal-Brasil. E como não amá-los?

23˚ dia: De manhã pegamos o bonde “elétrico” 15 para ir a Belém por €1,40 à época na Praça do Comércio (perto do nosso hotel). Visitamos o Mosteiro dos Jerônimos, Padrão do Descobrimento e fomos comer bolinho de bacalhau e pastel de Belém na famosa confeitaria Pastéis de Belém que não espalha a receita secreta. Pegamos mais tarde um táxi para o aeroporto via Sacávem e Oceanário, caminho mais longe, contudo com menor trânsito. Aí se conclui mais uma viagem à amada Europa. Voltamos ao Brasil, repletos de felicidade e certos de que sempre deixamos um pouco do nosso coração naquele continente.

Uma Jornada Europeia: Paris

 

Uma Jornada Europeia: Paris

Estamos em janeiro de 2009 em pleno inverno. Já viajamos por Lisboa, Porto e Santiago de Compostela, passando por Viana do Castelo na Jornada Europeia parte 1. Depois fomos a Amsterdam, Bruxelas e Bruges na Jornada Europeia parte 2. Agora chegamos a Paris, a mais cantada e poetizada das cidades.

Continuemos com a nossa aventura.

12˚ dia: Enfim, Paris! Sonho dourado! Confesso a vocês que, embora seja professora de inglês, minha paixão é Paris. Viva a França! O cemitério de Pére Lachaise onde imortais estão enterrados  é enorme, estava chovendo, nos perdemos, pois estávamos sem o mapa do local e sabe que só encontramos um túmulo conhecido nosso? O de Allan Kardec. Foi emocionante! Seguindo em frente, Champs Élysées (a avenida mais famosa do mundo, decorada para o Natal ainda) com almoço no restaurante George V (salmão). Detalhe: o garçom era português, pra variar! A colônia de portugueses na terra francesa é imensa. E nós brasileiros podemos contar com a simpatia deles. Um aparte aqui: em outra viagem bem anterior faltaram moedas para um cafezinho e quem me salvou foi um português na estação Gare Du Nord. Como não amá-los?

13˚ dia: Basílica de Sacre Couer (do Sagrado Coração), o bairro de Montmartre (convidativo!) com sua praça dos pintores: Place de Tertre, o Moulin Rouge, a Ópera, a Galeria Lafayette (tentação pura!), o Printemps (a loja de departamentos mais em conta) e o velho e adorado rio Sena. Como deve ser bom morar lá…

14˚ dia: Desta vez visitamos a Ópera por dentro e como não se lembrar do célebre Fantasma da Ópera? Também o bairro Quartier Latin, o passeio de barco Bateau Mouche e a pé pela Prefeitura chamada Hotel de Ville, iluminada ainda para o Natal com pista de gelo para patins em frente. Magia pura!

Hotel em Paris? Ficamos no Hotel du Printemps no bairro La Nation na Boulevard Picpus, perto de metrô e ônibus. Excelente localização. Tem tudo perto. O café da manhã se paga por fora. Se não quiser, há muitas opções de padarias e cafés nas proximidades, além de um supermercado Casino. O quarto é pequeno, mas em Paris tudo é caro, portanto foi uma ótima pedida. Os recepcionistas foram muito atenciosos e nos deram dicas fantásticas.

15˚ dia: Passeio ao Vale do Loire de van por uma agência de turismo, encontrada e combinada ao vivo no dia anterior. O problema foi estar em frente ao local, pros lados do Sena, às 7 h da manhã em uma manhã invernal. É passeio para o dia todo. E haja correria a pé e de metrô, mas tudo deu certo. Visitamos três castelos: o Chenonceau, o Cheverny (onde conhecemos a marquesa /dona que mora no castelo com a família e possui uma loja bem sortida lá, foi um doce) e o Chambord. O dia foi venturoso, valeu cada minuto! É tudo tão encantador, pródigo, verdejante, são tantos bosques. Almoçamos sanduíches que compramos no caminho em um lugar para piqueniques abandonado em bancos de concreto. O guia multilíngue já havia morado na Bahia, logo estava em êxtase por encontrar brasileiros na van. Também havia russos e outros franceses do interior. Dia bastante agradável.

16˚dia: Paris de novo: Igreja da Medalha Milagrosa (pena que estava em reforma, fomos à loja), encontro com minha prima Nilce (residente no país há anos) na Fondation Maison des Sciences de l´Homme, uma fundação de pesquisa. Obrigada, prima. Fomos também ao bairro La Defense (com arquitetura bem moderna). Como usamos o ticket do metrô comum, fomos multados na saída do trem RER (trem interurbano) por uma oficial antipática em 25 euros cada. Doeu no bolso! Motivo: havíamos saído de Paris uma parada sem saber. A saída do trem é dentro do shopping do La Defense. Isso azedou nosso passeio, tanto que não quisemos mais continuar nossa visita. Estávamos revoltados. Depois no hotel, o recepcionista nos disse que geralmente perdoam a multa dos turistas, mas essa oficial foi taxativa. Ficou como experiência. De lá ainda fomos à Igreja de São Estácio e depois ao charmoso bairro Marais, o que melhorou e muito nosso humor…

17˚ dia: Fomos ao Parque La Vilette no norte de Paris e na sala de cinema especial chamada La GEÓDE (cúpula geodésica espelho-acabado), assistimos a um filme em 3D sobre golfinhos e baleias. Está situado na Cité des Sciences et de l´Industrie (Cidade das Ciências e da Indústria). Da mesma forma, visitamos o submarino Argonauta. Saímos a fim de terminar o dia na Igreja estilo clássico Madeleine e na Champs Élysées de novo e como não?

CIMG0354
Sala dos Espelhos-Palácio de Versailles-foto tirada por Mônica D. Furtado

18˚ dia: Fomos de trem por conta própria ao Palácio de Versailles. Passeio obrigatório e de um dia. Depois de volta a Paris: Torre Eiffel. Perto do hotel há um restaurante italiano de gente afável. Os espaguetes siciliano e carbonara foram divinos, regados ao bom vinho francês.

19˚ dia: Saímos de Paris pelo ônibus 351 que leva a gente até o aeroporto Charles de Gaulle – terminal 2B (British Airways). O bairro Nation é bem assistido em termos de transporte, esse ônibus foi uma sugestão valiosa do pessoal do hotel. Foi mais barato ir a Londres de avião. Em breve chegaremos à capital inglesa…

 

Uma Jornada Europeia: Amsterdam, Bruxelas e Bruges

Uma Jornada Europeia: Amsterdam, Bruxelas e Bruges

Continuamos a nossa jornada pela linda Europa. Estamos em 2009 e já estivemos em Lisboa, Porto (Portugal) e Santiago de Compostela (Espanha).

Agora chegamos a Amsterdam na alegre Holanda. Vamos viajar?

7˚ dia: Chegada a Amsterdam de avião, vindos do Porto. Pegamos um trem no aeroporto Schiphol (magnífico!), descemos na estação de trens Central Station e depois subimos em um tram (um trem elétrico) a fim de descer perto do hotel escolhido. Fomos a pé para o Hotel Euphemia, muito bem localizado. É fácil andar pela cidade, tudo funciona efetivamente. O holandês fala inglês com perfeição e trata-nos com cortesia, sendo muito agradável e disponível. Ficamos encantados. Passear à noite pelos canais a pé é romântico e o frio de janeiro dá a impressão de estarmos em uma terra mágica.

8˚ dia: Passeio a pé até a Central Station, onde pegamos o barco para fazer o city tour. Depois fomos a pé pelo Bairro da Luz Vermelha onde as prostitutas legalizadas ficam na vitrine. É bem diferente, sem dúvida. Enfim, fui e conheci. Confesso ter achado um tanto deprimente, assim como passar pelos cafés onde a maconha é liberada. Não é justo pensar que a bela cidade se resume a só isso. Trata-se das minhas cidades preferidas na Europa.

9˚ dia: Foi o dia do magnífico Museu Van Gogh, também fomos a pé, por ser perto do hotel. Nos arredores vimos parques, escolas e estudantes, ou seja, um dia normal na vida deles. Chegamos ao hotel, pegamos as malas, entramos no tram 16, depois no metrô e fomos para a estação de ônibus Amstel Bus Station. Partimos para Bruxelas-Bélgica às 15 h. Assim que chegamos, fomos ao hotel Saint Nicholas (o melhor e mais caro da jornada), fizemos o check-in e logo saímos para conhecer a famosa Grand Place (praça). Realmente é fenomenal! Não tinha ideia que fosse paixão à primeira vista. Trata-se de um quadrado e seus arredores onde encontramos museu, igreja e restaurantes transadíssimos (especialidade: frutos do mar) em cujas fachadas há exposição de caranguejos, lagostas e peixes em cerâmica, além das chocolaterias (um dos melhores chocolates do mundo), a renomada cerveja belga e o artesanato gobellin e rendas. Uau! Que lugar imperdível!  

 10˚ dia: Ai, que frio! Visita a Bruges-Bélgica de trem. Os canais estavam congelados, então não houve passeio de barco e sim a pé. Tiritamos de frio! Cidade medieval e romântica, com casinhas que parecem de boneca e são decoradas com cortinas de rendas e bonecos a colorir os ambientes. Linda Bruges! Conhecemos a Catedral onde está a “Nossa Senhora com o Menino” de Michelangelo. De volta a Bruxelas, jantamos na rua dos restaurantes transados com menu bem em conta. Dica: a cerveja Grinenbergen é um achado.

11˚ dia: Passeio na cidade: Catedral de São Miguel, Parque de Bruxelas, Parlamento, Palácio Real e Grand Place. Lá é terra de waffles também. Amamos ter estado nesses lugares especiais.

A jornada continuará em Paris. Aguardem…