Turquia – Izmir
Hoje é dia 24 de outubro de 2019. Saídos do sítio arqueológico de Éfeso às 17 h, nos dirigimos a uma loja de couro ou centro de peles chamado Freya Russo. Mesmo estando exaustos, deu para se divertir. Logo na entrada nos oferecem vinho branco, tinto ou chá de maçã. Vários vendedores mostram jaquetas de couro deslumbrantes que são exportadas para lojas da Itália. São feitas de couro de cordeiro, vaca, camurça e seda. São belas, leves e coloridas. Algumas têm 0,4 mm e não amassam. As vendas são feitas em euro no cartão com 50 a 60% de desconto. A tentação foi grande, alguns compraram. No fim ainda há um desfile com membros da excursão de modelos, bem alegre o momento.
Chegamos à turística Izmir no sudoeste do país. Depois rumamos ao hotel Izmir Hilton. Estava em reformas do lado de fora. Após o jantar, o grupo foi dormir e pelo visto somente eu e o Carlos saímos pelas redondezas para dar uma olhada nos arredores. Já a conhecia das novelas turcas da TV Band. São quatro milhões de habitantes. Entramos pela periferia com um trânsito menor.
Os edifícios à beira-mar são bem simpáticos. Vimos uma avenida larga que convive com o verde no calçadão que alcança a água. Lembrei-me de Santos no litoral do estado de São Paulo. Estamos no mar Egeu. O calçadão se chama “Kordon”, ou seja, cordão em português. O site istambulturquia.com.br informa que são 6 km de costa a partir do Konak píer até a estação de trem Alsancak.
Os prédios têm bares e restaurantes embaixo e muita gente se divertindo, incluindo mulheres tomando cerveja e a sós, vestidas como ocidentais. Isso não ocorre em cidades mais muçulmanas. Estamos na Copacabana carioca da Turquia com aquele ar de descontração litorânea. Gostaria de passar mais tempo na cidade que aparenta ser uma delícia. Demos uma volta e retornamos.
A fundação de Izmir (nome turco) contabiliza cinco mil anos; era nomeada Smyrna pois era grega. Lá nasceu o poeta Homero 3.500 anos atrás. Em português é dita Esmirna, eis a pérola do Egeu, cidade mais ocidentalizada da Turquia quanto a valores e estilo de vida.
No dia seguinte, 25 de outubro de 2019, partimos do hotel. Detalhe: comemos banana no café da manhã, estávamos saudosos. O pessoal ficou chateado de não ter conhecido nada da cidade. Nem um city tour. Fomos embora de ônibus às 7 h da manhã. No jardim em frente ao hotel havia um gari com um pegador longo de pequenos lixos. Tudo muito limpo.
Izmir tem organização: lugar na avenida para ônibus parar, está marcado. Na avenida à beira-mar ônibus não cruza. Tem porto, tram (tipo de trem), metrô e aeroporto a 25 km da cidade. Um município sem pichações dá gosto. Tudo é gracioso. Que cidade mais convidativa!

No caminho até Pergamon (em grego) ou Bergama em turco, demos presentes financeiros ao guia Ali e ao motorista Dogan com discurso do Carlos de Campinas-SP. Eles amaram. Tínhamos um ambiente irmão. Um adendo sobre os guias na Turquia. São quatro anos de curso ofertado pelo Ministério de Turismo. Estudam cultura geral, geografia, história, arte, etiqueta e língua estrangeira. Fazem muitas provas e ainda passam 45 dias viajando pela Turquia em um treinamento ao término do curso.

Passamos pelas cidades de Menemen, distrito de Izmir, e Aliarra. Tivemos uma parada técnica no café Bonjour onde tirei uma foto com o motorista Dogan. Gente boa. Continuamos ao longo do mar Egeu. Dizer que as cidades do país são ajeitadas e caprichosas é me repetir.
A Turquia tem cinco refinarias de petróleo. No norte do mar Egeu, local ventoso, há fábricas de hélices da energia eólica. Curiosidade cultural: no país os convidados deixam os sapatos na entrada da casa. A dona da casa oferece água, café ou chá e um cheiro perfumado para as mãos, geralmente, uma água de colônia de limão e é obrigatório aceitar. Faz parte da tradição.
De Izmir a Çanakkale (o “ç” em turco se fala “tch” em português) são 350 km. Antes encontraremos a cidade de Pérgamo onde se localiza o Asklepion, santuário dedicado ao deus da medicina Esculápio. Rodamos a Turquia de ônibus.
Em breve, chegaremos a Pérgamo.












