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Turquia – Ancara – Museu das Civilizações da Anatólia

Turquia – Ancara –Museu das Civilizações da Anatólia

Hoje é domingo, dia 20 de outubro de 2019. Saindo do passeio do Bósforo, almoçamos e rumamos de ônibus à capital da Turquia: Ancara, sempre com o guia da Abreu Ali e o motorista Dogan.

Chegamos à AnKara, como os turcos escrevem, às 19h35 e nos hospedamos no Swisshotel. Foram 450 km de Istambul com duas paradas técnicas. Achei o hotel confortável e grande. Gostei do cardápio do jantar, o problema foi o café da manhã no dia seguinte. Não tão bom quanto o do hotel em Istambul, com poucas opções e muita fritura. E ainda teve o capítulo do despertar. Havíamos pedido na recepção para nos acordarem cedo, mas não nos despertaram. Foi um corre-corre quando o Carlos e eu vimos o relógio. Conclusão: deveríamos ter deixado a cargo do guia como todos os outros. Mal tomamos café e fomos os últimos a seguir para o ônibus. Aprendemos a lição e não tivemos mais obstáculos. Melhor deixar toda a responsabilidade com o guia.

Hoje é dia 21 de outubro de 2019. O Swisshotel fica no bairro Çankaya, perto de embaixadas, parques, prédios baixos, da Assembleia Nacional com jardins e mais estabelecimentos governamentais. Recordei-me de Ottawa no Canadá. Ancara é a cidade universitária e dos funcionários públicos. Muito linda, agradável, florida, gostosa mesmo, com calçadas arrumadas, árvores e ladeiras.

O nosso city tour faz parte do pacote. Vemos de um lado uma mesquita com quatro minaretes de 5 a 6 anos de idade e do outro lado, a Ópera da cidade. Estamos na área central ou Ulus que significa “nação” em turco. Trata-se do bairro antigo, da cidadela de Ankara. No bairro se situa a primeira Assembleia Nacional, hoje um museu.

Interessante dizer que os prédios oficiais tem um retrato do general Ataturk, isso é obrigatório. Ele é o herói dos turcos, responsável pela Turquia como existe desde 1923. Os turcos não falam mal da bandeira, da religião e de Mustafá Kemal (Ataturk).

Segundo o livro da agência PortoSul de Porto Alegre-RS (2009), Ankara é a segunda cidade depois de Istambul. Localiza-se no centro da Anatólia na parte asiática do país, a 910m de altitude. É o centro administrativo do país e um centro industrial, comercial, cultural e turístico importantes. Já era centro comercial importante no tempo dos hititas (séc. XVIII a. C.). Foi capital de província romana no séc. I, sendo conquistada pelos turcos em meados do séc. XIV. Era uma pequena cidade de província quando foi escolhida para capital da Turquia em 1923.

Um pouco de geografia da Turquia: 97% do país se encontram na Ásia e somente 3% na Europa. Possui dois estreitos fundamentais: o de Bósforo e o de Dardanelos. São 780 mil km² de superfície com sete regiões geográficas: 1-região de Marmara (Istambul); 2-região do mar Negro; 3-região do mar Egeu; 4-região do Mediterrâneo; 5- região da Anatólia Central (Ancara e Capadócia); 6- região da Anatólia Oriental (fronteira com o Irã); 7- região da Anatólia Sudeste (fronteira com a Síria e Iraque). O país faz fronteira com a Bulgária e Grécia, ilhas gregas, Iraque, Irã, Armênia, Geórgia e norte do mar Negro. São 80 cidades além da capital. Até 2000, eram 67.

Falemos agora no nosso passeio ao museu impressionante das Civilizações da Anatólia. De acordo com o livro da Agência PortoSul mencionado anteriormente, as coleções compreendem achados pré-históricos de civilizações hititas, frísias, urartus, persas, gregas e romanas. Possui objetos de Çatalhöyük, primeira comunidade humana que se tem conhecimento; objetos artesanais dos hititas que datam de 6000 a. C.; tabuinhas de argila com escrita cuneiforme; relevos esculpidos em basalto etc.

Até 1930 era o Museu dos Hititas, a partir daí se transformou no Museu das Civilizações. Já ganhou prêmio de melhor museu europeu. Logo na entrada vemos estátuas sem cabeças. Os terremotos quebram braços, pernas e cabeças. O prédio “persa” era o antigo mercado de tecidos.

Amei este museu de alto nível. Aprendi tanto. Vi murais de pedras com escritas; e casas abertas com mortos enterrados dentro em posição fetal. Detalhe: nas sepulturas eram encontrados ouro e joias da Idade do Bronze. As casas eram de adobe, ou seja, terra com palha. Também vi o jarro de cerimônia de casamento: Inandik Vase de XVII a. C.. O símbolo da cidade de Ankara são os animais sagrados da deusa Cibele com raios de Sol. A escrita santa dos faraós do antigo Egito era o hieróglifo.

Que região mais rica! Na Anatólia, no período Paleolítico, as pessoas viviam de caça (100.000 a 10.000 a. C.); no Neolítico (10.000 a 5.000 a. C.), as casas não tinham portas nem janelas, havia vida religiosa e a deusa era Cibele (antes Tibele), a deusa da fertilidade. Os animais eram domesticados e já havia a liga do cobre com o latão. No Calcolítico ou Idade do Cobre (3.300 a 1.200 a. C), o período era dos metais, da agricultura e do escambo de produtos sem dinheiro.  Havia a cunhagem e a escrita cuneiforme sobre terra cozida. A escrita surgiu na antiga Mesopotâmia em 3.500 a. C. Estamos falando da região mais fértil do mundo que engloba parte do Iraque, Síria e Turquia e significa em grego “terra entre rios”: os rios Eufrates e Tigre.

Digno de nota citar que os otomanos não tinham cultura de preservação de tesouros arqueológicos. Muito do que ainda existe está no Louvre-Paris e Museu Britânico (British Museum)-Londres.

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Um bom café turco no café do Museu das Civilizações da Anatólia-Ancara-Turquia-foto tirada por Mônica D. Furtado

Ao sair do museu, tomei um bom café turco ainda dentro do espaço do Museu das Civilizações. Tive uma verdadeira aula de história, geografia, antropologia, enfim vale demais conhecer este fabuloso local.

Escritório do Ataturk-Museu das Civilizações
Réplica do escritório do Ataturk no Museu das Civilizações em Ancara-Turquia-foto tirada por Mônica D. Furtado

Prosseguiremos com o mausoléu do fundador da república turca em 1923: “Ataturk” em breve.

Turquia – Istambul 7 – Passeio de barco pelo Bósforo

Turquia – Istambul 7 – Passeio de barco pelo Bósforo

Hoje é domingo, dia 20 de outubro de 2019. Nosso último passeio em Istambul: passeio de barco pelo Estreito do Bósforo. Somos dois grupos grandes de brasileiros e nosso guia Ali vai com a gente. O nosso motorista do ônibus muito gente boa é o Dogan.

Começaremos o lindo percurso marítimo. Estamos no Chifre ou Corno de Ouro, um braço do Mar de Marmara, o qual passa pelo Estreito do Bósforo até o Mar Negro. Cruzamos a Ponte de Gálata que une dois continentes: Europa e Ásia. Estão renovando o porto de Istambul, um estreito natural com 56 m de profundidade. Há correntes de água por causa da diferença de temperatura entre o Mar Negro e o de Marmara.

Lembrando que ainda estamos no lado europeu de Istambul. Passamos por mesquitas neoclássicas e pelo belo Palácio Dolmabahçe (museu) em estilo europeu: principal centro administrativo do Império Otomano de 1853 até 1922. Também vemos o hotel cinco estrelas Palácio Çirağan, da época otomana do séc. XIX. É tanta beleza que ficamos deslumbrados.

Passeio de barco no Bósforo com Lili
Eu e o Carlos com a nossa companheira de viagem Liliana no passeio de barco pelo Bósforo-foto tirada pela Tereza

Do lado asiático vemos outros palácios lindos. Os habitantes de Istambul vão lá aos finais de semana para frequentar cafés, restaurantes etc. As casas na beira são chiques e os prédios são baixos. Parecem a casa do Onur e da Sherezade da romântica novela turca: “As Mil e uma Noites” da BAND. Aliás, assisti e me apaixonei por esta fascinante cidade. Há casas de madeira dos sécs. XVIII e XIX. Essas preciosidades eram de paxás no passado otomano e hoje custam de 20 a 100 milhões de dólares. Uau! Eu também quero… Achei esse lado bem bucólico, com pessoas pescando, a impressão é de vida mansa.

Existem tantos iates de todos os tamanhos no Bósforo. Que vidinha boa! A segunda ponte suspensa data de 1986, tem 50 m de comprimento e 60 m de altura.

Estamos no passeio e um funcionário do barco oferece chás por um euro. O chá turco de maçã é delicioso. Neste momento que conversamos mais com a Liliana Moreira e a Tereza, do nosso grupo e de Fortaleza – CE. Salve, Lili e Tereza!

Após este passeio inebriante, voltamos à Europa e fomos almoçar no restaurante Façyo (garçom: Güntai). A entrada foi de pães com guarnições turcas; o prato principal: peixe e a sobremesa: melão e laranja com vinho branco. Gostei, bem saudável. O vinho turco leve, seco e muito bom: Kavaklidere Ancyra Sultaniye-Emir de 2017. Comida e vinho: é cultura!

As malas já estavam no ônibus, porque ao sair do restaurante iríamos seguir rumo à capital Ancara. São 450 km com duas paradas técnicas. Em umas 5 horas e meia pela autoestrada E-80 se chega à desconhecida cidade para nós. A estrada é espetacular, são 3 a 5 pistas em perfeita ordem.

A parada técnica ocorre depois de 2 h e meia no restaurante/café Berceste Fuar Alani, com refeição self-service, loja de especiarias, doces, mel, azeites, chocolates etc.

Enfim, impossível não ficar fã da Turquia. Istambul é deslumbrante, com segurança e muitas opções de lugares para conhecer. Imperdível.

Em breve, Ankara (com acento na primeira sílaba, como os turcos dizem).

Turquia – Istambul 6 – Grande Bazar e Mercado das Especiarias

Turquia – Istambul 6 – Grande Bazar e Mercado de Especiarias

Nós no Grand Bazaar
O Carlos e eu no Grande Bazar-Istambul-Turquia-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é sábado, dia 19 de outubro de 2019 e ainda estamos nos passeios. Entramos no famoso Grand Bazar, fechado aos domingos. O nosso guia Ali alerta para a necessidade de pechinchar e negociar com os vendedores, não existe preço escrito nas mercadorias. Há que se ter cuidado com falsificações também. Outro detalhe inconveniente: foi-me reportado que alguns vendedores assediam brasileiras loiras de olhos azuis, mesmo acompanhadas. Isso é inadmissível.

Como já era tarde, tivemos pouco tempo no local, estávamos exaustos. O lugar é imperdível, um ícone de Istambul para compras: bolsas, lembrancinhas, chaveiros, lenços de seda etc, uau! É de se ficar deslumbrado. Achei uma graça a comunicação em português! O turco se vira bem e é um comerciante nato. O “porém” foi a lotação, como dizemos no Ceará: uma “muvuca”. De qualquer modo, foi um passeio divertido, colorido e com muitas opções de compra.

Tenho que contar algo: o banheiro feminino no país todo é um sacrifício. Há filas enormes e muita espera, porque se existem seis portas, duas são para as estrangeiras e quatro para as turcas. As delas não têm vaso sanitário, é no chão mesmo (diz-se “a lá turca”). E as das turistas, têm vaso (“a lá franga”). Por isso os banheiros vivem molhados, são sempre lavados, ainda bem.

Segundo o livro da agência PortoSul de Porto Alegre-RS (2009), o Grande Bazar foi construído em 1461 e é o maior mercado coberto do mundo. Já foi modelo para outros mercados orientais. No séc. XIX era também centro de mercado de escravos. Sua área equivale a 10 campos de futebol. Possui 18 portas, 80 ruas e em torno de 4 mil lojas.

Voltamos para o hotel Hilton Bósforo, satisfeitos. Detalhe: lembrando que toda vez que entrávamos no hotel, tínhamos que passar pelo detector de metais. Para usar o elevador, tínhamos que colocar o cartão primeiro no lugar adequado. Depois de muita confusão, aprendemos com um inglês gentil no primeiro dia.

No dia 20 de outubro de 2019, começamos o dia no Mercado das Especiarias ou Mercado Egípcio ou Pequeno Bazar por ser aberto aos domingos. Foi muito bem tê-lo conhecido. Eu o preferi ao Grand Bazar, porque é menor e mais agradável, com menos gente. 

Fundado em 1664, é lindo com suas especiarias e artesanatos. Vale a pena provar o doce árabe: lokum, feito de calda de uvas. Vinte anos atrás só se vendiam especiarias nele. Novamente, a negociação é fundamental. Os vendedores são interessados e queridos

No séc. XV cada cidade do Império Otomano tinha o seu mercado de especiarias, usavam-nas para conservar comidas. Fazia parte da vida oriental, “uma mistura”, como bem descreveu o francês Montesquieu, como disse o nosso guia Ali.

Perto dali, está a original estação do Expresso do Oriente. Quem não se lembra do livro “Assassinato no Expresso do Oriente” da Agatha Christie? Pena estar desativada, a atual estação é mais moderna e em outro local, mas o trem como era e a rota ligando Istambul a Paris não existem mais.

Antes de finalizar este post, mais um pouco de história. Quem começou a erigir as Muralhas de Constantinópolis foi o imperador Constantino e depois o imperador Teodósio construiu as famosas linhas duplas no séc. V. Em 1453 os otomanos conquistaram a cidade (dentro das Muralhas de 22 km) com estratégias ousadas de guerra. Eles eram nômades e vinham da China, Mongólia e de outras terras orientais. Acreditavam em profecias (tanto otomanos quanto romanos orientais), astrologia e astronomia. Fiquei impressionada com o seriado “Império Otomano” da NETFLIX. Indico demais! O jovem de 21 anos Mehmet ou Maomé II (sultão otomano) ganhou na inteligência e com canhões. Fez o cerco à cidade durar dois meses com batalhas intensas pelo mar e por terra. Coube a Constantino XI (imperador romano do Oriente) defender a cidade e morrer com honra. O líder do exército de Constantinopla era o mercenário genovês Giustiniani, que trouxe com ele seus homens. Enfim, é uma aula apaixonante de história. Emocionante ver no seriado a Torre de Gálata e a igreja de Santa Sophia, já existentes à época. Êta Turquia mais estonteante!

Continuaremos em breve com o passeio de barco no estreito do Bósforo.

Turquia – Istambul 5 – Palácio Topkapi

Turquia – Istambul 5 – Palácio Topkapi

Hoje é dia 19 de outubro de 2019, sábado. Da Mesquita Azul fomos com o grupo da Abreu a pé até o Palácio Topkapi, foi uma boa caminhada. Enfrentamos a multidão e entramos no local existente entre os mares de Marmara, Bósforo e Chifre de Ouro.

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Palácio Topkapi em Istambul-Turquia-foto tirada por Mônica D. Furtado

Na entrada, há controle de bolsas e guardas com metralhadoras para defesa de perto. Fiquei abismada, mas não podemos esquecer que o país tem problemas com terrorismo. Segundo o livro da agência PortoSul de Porto Alegre-RS, o Palácio Topkapi foi a sede administrativa do Império Otomano. Construído pelo Sultão Mehmet II (Maomé) entre 1475-1478 sobre as ruínas de uma cidade romana. Nos séculos posteriores  foi ampliado e enriquecido, muitos edifícios sofreram danos por incêndios e terremotos, sendo restaurados. Daí os estilos de épocas distintas, do séc. XV a XIX. O palácio apresenta 34 locais de grande interesse. Consta que umas 5000 pessoas viviam lá e tantas outras visitavam diariamente. Possui uma das coleções mais ricas do mundo. Entre as joias da Sala do Tesouro está o famoso diamante “Kasikci” de 86 quilates, lapidado em 58 faces e ladeado por 49 brilhantes menores, bem como tronos decorados com joias.

 

O folder do museu diz que o palácio foi residência dos sultões otomanos por 400 anos. Também foi o centro da administração imperial, educação e arte. No meio do séc. XIX os sultões se mudaram para o Palácio Dolmabahçe (se diz “Dolmabati”), mas o palácio manteve sua importância desde que o Tesouro e a Câmara Privada (Relíquias Sagradas) continuaram no mesmo lugar. No dia 3 de abril de 1924 se tornou um museu pelo fundador da república turca: Mustafa Kemal Atatürk. Trata-se de um lugar único no mundo pela sua coleção e estilo arquitetônico. A espada do sultão Mehmet II, o Conquistador, que data do séc. XV e é feita de aço, ferro, ouro e dentes de peixe, com 125 cm, se encontra exposta.

A revista Where Istambul (2019) acrescenta que o palácio foi construído em 1478 durante o reinado de Mehmet II, e a organização como museu foi da época do reinado de Abdülhamid II (1876-deposto em 1909), mas ficou sem ser aberto ao público até 1924.

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Dentro do Palácio Topkapi em Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado

As seções são muitas, as mais atrativas são o Harém, o Divã (Divan Square: pátio usado para ocasiões especiais), a Sala de Audiência, Sala de Relógios, de Armas, O Portão Imperial, O Salão do Conselho Imperial etc. De acordo com o folder do museu, o harém era a sala de estar onde somente o sultão, seus familiares, as concubinas, os eunucos (Harem Aghas) que guardavam e outros serventes podiam entrar. Foi expandido com estruturas adicionais do séc. XVI até os anos iniciais do séc. XIX. Atualmente, existem aproximadamente 300 quartos, 9 banheiros, 2 mesquitas, 1 hospital, 1 lavanderia e muitos dormitórios.

O sultão deixava um lenço no ombro da moça de quem se interessasse, isso significaria que passariam a noite juntos. Se apreciasse, seria uma odalisca, então viveria em um quarto como uma das concubinas do sultão. Se ela tivesse um filho homem, se tornaria uma das mais importantes. No mundo muçulmano, o homem pode ter até quatro mulheres, mas não na Turquia de hoje.

Falando no harém, tinha umas 700 mulheres. Era um lugar de acesso proibido, na verdade, não se sabia quantas mulheres existiam lá. A que o sultão gostasse, tinha o direito a um quarto particular e essa ganhava do sultão o anel do harém de quatro rodas. Os filhos das mulheres ficavam com elas no local. O filho com 10 anos seria nomeado governador, sairia com a mãe para um lugar mais distante. Os filhos mais inteligentes seriam governadores de lugares mais próximos de Istambul. Os funcionários mais altos do palácio casavam com mulheres desconhecidas; os ministros casavam com as filhas do sultão. O harém existiu até a proclamação da República. Depois foram expulsos os sultões e suas famílias do país. Voltando às mulheres do harém, a revista Super Interessante online (maio de 2009) esclarece que a maior parte delas chegava lá como prisioneiras de guerra, escravas comercializadas e até como presente de outros líderes ao poderoso sultão otomano.

A respeito dos eunucos, a mesma revista adiciona que havia tantos eunucos negros como brancos. Estes normalmente eram capturados na Europa e assumiam funções administrativas. Os eunucos negros controlavam o harém do sultão e tinham muito prestígio por isso. Eram escravos africanos que cuidavam da segurança das mulheres. O convívio próximo a elas custava-lhes a retirada dos órgãos genitais. Era o chefe dos eunucos negros quem conduzia as amantes para os aposentos do sultão.

Os eunucos para o Palácio Topkapi já vinham da Tunísia castrados, tal ato ocorria no mercado (conforme o nosso guia Ali explicitou) de escravos pelos vendedores para que custassem mais caro. Em www.iqaraislam.com/senhor-das-mocas-eunucos-otomanos, descobre-se que eles eram escravos capturados em batalha, ou comprados de mercadores que os traziam da Europa ou do Sudão.

Já os cristãos, foram crianças pegas nas conquistas dos otomanos e se tornavam ex-escravos guerreiros: os janissários. Eram circuncidados no palácio, os mais inteligentes iam para as escolas de elite: ou se tornavam arquitetos ou iam para o Exército Otomano. Esses não podiam casar. Na escola aprendiam o turco otomano (com palavras do árabe e persa) e se convertiam ao islamismo. Eram a força militar mais poderosa dos otomanos.

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Cozinha do Palácio Topkapi com suas panelas enormes-Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado

Só pra se ter ideia da enormidade do local: ali serviam 15 mil refeições para as pessoas de dentro e em dias de festas para umas 10 mil, além das pessoas da Família Real.

O Palácio Topkapi teve problemas com o último terremoto, então está sendo cuidado. Istambul está em cima de uma falha sísmica, por isso a frequência de problemas.

Saudações ao casal Taís e Carlos de Campinas, da nossa excursão, com quem trocamos ideias nesse passeio. Após conhecer um pouco do Topkapi, estávamos cansados. Só fomos almoçar pelas 15h30, pois o trânsito estava caótico. No Kebab House Restaurante comemos o menu de turista. Lá tinha fava de feijão, terrine, iogurte com pepino, salada ao molho de berinjela, como entrada; arroz, frango e esfirra de carne como prato principal; e melão e doce de nozes como sobremesa.

Mais uma informação interessante: a maioria dos imigrantes na Turquia é síria. Na capital Ancara, são 5 milhões; e na grande Istambul, 15 milhões.

Seguiremos com mais Istambul em breve. Há sempre muito a contar sobre esta cidade tão rica em cultura e história.

 

Turquia – Istambul 4 – Mesquita Azul e outros fatos peculiares

Turquia – Istambul 4 – Mesquita Azul e outros fatos peculiares

Hoje é dia 19 de outubro de 2019: segundo dia de excursão. Vamos visitar a Mesquita Azul, localizada na antiga Praça do Hipódromo romano, hoje Praça Sultanahmet ou Sultão Ahmet. Está há dois ou três anos com obras.

Um pouco de curiosidades históricas sobre a Turquia. O nosso guia Ali foi uma central de informações. No mundo persa ou Irã, chamava-se xá; no mundo oriental, sultão; e no ocidente, imperador. Em 1071 doze ou treze tribos turcas nômades chegaram a esta terra; em 1300 já estava estabelecido o Império Otomano (1299-1923), que englobava o norte da África, Egito, norte do Mar Negro até a fronteira da antiga Pérsia (Irã), chegando a ter 7 milhões de km² de área.

Em 1914-1918, lutava a Turquia na Primeira Guerra Mundial contra os Aliados ao lado da Alemanha. Pela derrota, perdeu enorme quantidade de terras, ficando somente com 783.562 mil km². Baseada na revista Super Interessante online (dez. de 2016), adiciono que com a decadência do sultanato no início do séc. XX, à época da Grande Guerra, a tolerância religiosa antes existente na Turquia foi desaparecendo, logo a violência contra gregos e armênios cristãos foi devastadora.

Segundo o livro da Agência PortoSul de Porto Alegre-RS (2009), após a derrota na Primeira Guerra Mundial, os Aliados ocuparam Istambul, planejaram  a divisão do país e a Grécia ocupou a Anatólia Central com  a autorização da Inglaterra. Em 1920, pelo Tratado de Sévres, o país foi dividido entre Inglaterra, Itália, França, Grécia e Armênia. Os estreitos ficaram sob o comando comum Britânico-Francês-Italiano. A Turquia ficou apenas com a Anatólia Central e uma parte do Mar Negro. O general Mustafá Kemal (Ataturk) reuniu representantes locais de todo o país, com os quais fundou um governo. Formou um exército composto por tropas otomanas e camponesas e conseguiu expulsar as forças gregas e armênias, acusadas de atrocidades contra os civis. A Guerra da Independência durou de 1912 a 1922. Com a proclamação da República em 1923, e com a assinatura do Tratado de Lausanne (na Suíça), foram estabelecidas as atuais fronteiras da Turquia. Foi o fim do Império Otomano.

De acordo com o Ali, com esse tratado mencionado anteriormente, foi decidida a transferência de população. A maioria dos gregos (cristãos) foi embora do país, atualmente somente em Istambul ainda há uma comunidade deles (uns dois mil). E os muçulmanos da Grécia vieram para a Turquia. Existe problema ainda hoje da Grécia com a Turquia, por causa da ilha de Chipre no mar Egeu. Conforme a Wikipédia, o terço norte da ilha pertence à Turquia (ocupada por militares turcos) e o sul é a República de Chipre (governo grego-cipriota).

Existem muitos bairros em Istambul com nomes gregos e turcos. No bairro dos cristãos gregos não existem mesquitas, mas igrejas ortodoxas. Da mesma forma existem na cidade sinagogas. O sistema laico está na Constituição do país desde 1924, graças ao general Ataturk.

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Praça Sultanahmet com Obelisco em Istambul-Turquia-foto tirada por Mônica D. Furtado

Voltemos à Praça do antigo Hipódromo romano. Eram 450 m de comprimento e 71 metros de largura para a corrida de bigas e hípica. À época do Império Bizantino, era comum fazerem apostas. Como Constantinopla era a capital do Império Romano do Oriente, a praça era o centro esportivo e social da cidade, que no séc. V chegou a ser a maior do mundo. Lá há um Obelisco egípcio e a Coluna Serpentina, mas as serpentes enroladas desse monumento antigo sumiram.

Interessante dizer que como a cidade não deu apoio aos Templários, eles a danificaram, inclusive destruíram o hipódromo na Quarta Cruzada. Lembrando que os Cavaleiros Templários eram da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão e  existiram como Ordem do Templo entre 1118 e 1312. Seu sucesso estava vinculado com as Cruzadas e o seu propósito era proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista (Wikipédia). Com a chegada dos turcos em 1453, construíram palácios e mesquitas no local. Hoje é a Praça do Sultanato e por uma das três portas entramos na Mesquita Azul.

Enfim, a Mesquita Azul, assim chamada pelos azulejos azuis Iznik que adornam o seu interior. Na entrada há controle dos lenços na cabeça das mulheres. Tiramos os sapatos e colocamos em sacos plásticos. São quatro mil lugares, quatro pilares, sendo a mesquita de 1619, do séc. XVII. Os tapetes são grandiosos e estão na mesquita toda, mas ficam desgastados com tanta gente. Em casa de turco se tira os sapatos ao entrar, pois são sujos (vivenciei isso em Viena-Áustria). O tapete tira a energia negra das pessoas. Por conta da quantidade de turistas, os tapetes usados hoje são de fazer mecânico e não manuais e mais caros. Diga-se de passagem: os tapetes turcos são fabulosos.  O turco tem o costume de oferecer tapetes de presentes aos amigos estrangeiros.

A revista Where Istambul (2019) acrescenta ser a Mesquita Azul também nomeada de Sultanahmet. Trata-se de um dos mais famosos pontos de referência da cidade. Sendo exemplo de arte clássica turca, é a única deste tipo erigida originalmente com seis minaretes e se sobressai no horizonte de Istambul desde o Bósforo.

Falemos em comidas. 70% dos pratos turcos contem berinjelas e 60% são kebabs. A comida turca é classificada, assim como a chinesa e a francesa. Os turcos comem iogurte, espinafre e preferem cordeiro, ovelha e frango. O muçulmano não come porco, uma vez que a religião proíbe. Em conformidade com o nosso guia, a explicação está na origem dela: nasceu na Arábia Saudita e na região não se conservava a carne de porco.

O Ali chama a atenção para tomar cuidado com taxistas solicitados na rua em Istambul (como em Buenos Aires-Argentina), já que eles enganam o turista trocando o dinheiro. Melhor pedir do hotel, mais seguro.

Continuaremos com o Palácio Topkapi em breve.

Turquia – Istambul 3 – Igreja de Santa Sophia

Turquia – Istambul 3 – Igreja de Santa Sophia

Hoje é dia 18 de outubro de 2019. Mais um dia em Istambul para conhecer locais magníficos. Na Praça de Sultanahmet, encontra-se um dos maiores edifícios do mundo bizantino: a Basílica de Santa Sophia, sem dúvida um dos mais famosos cartões postais da cidade. Ali, foi filmada uma cena do filme Argo (de 2012) com o ator norte-americano Ben Affleck, que também foi diretor. Ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2013. 

Segundo o livro da agência PortoSul de Porto Alegre-RS (2009), a igreja data da época do imperador Justiniano (532 d.C.), quando foi igreja católica. Em 1453, foi transformada em mesquita e os turcos otomanos cobriram de gesso seus ricos mosaicos. 

Nas paredes aparecem medalhões com o nome de Alá e dos Califas Otomanos (em árabe literário). Um altar – o Mihrab – foi erigido um pouco descentralizado (pela orientação das janelas), para ficar voltado para Meca, atendendo os preceitos islâmicos. Com a proclamação da república turca, a igreja se tornou um museu. Para tal, foram descobertos os mosaicos que ficaram com marcas dos danos sofridos. Santa Sofia é o quarto maior edifício religioso de origem católica do mundo. Sua cúpula mede 55 m de altura. O guia Ali adicionou: diâmetro 33 m.

A revista Where Istambul acrescenta que a basílica foi construída entre 532 e 537 no centro antigo. Hagia Sophia ou Igreja da Sabedoria Sagrada é a mais antiga catedral e a que foi construída mais rapidamente no mundo. Considerada uma obra prima de arte, história e arquitetura, serviu a duas religiões oriundas de Abraão-916 anos como igreja central do Império Bizantino e 477 anos como mesquita, tendo sido convertida em museu em 1935.

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Lustre dentro da Basílica de Santa Sophia-Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado

Interessante dizer que no corredor interno e externo, o que se vê não é pintura, é ouro. Até 1839 não se podia ter igreja com cúpula, depois os turcos permitiram.

Falemos em história. O nosso guia Ali deu expressivas explicações. O imperador romano Constantino foi quem aceitou o cristianismo. De acordo com a Wikipédia, Constantino I ou Magno ou o Grande (272 d.C.-337 d.C.), foi o primeiro imperador cristão. Mudou a capital do império romano para Constantinopla. Ele organizou o primeiro concílio ecumênico, ocorrido de 20 de maio a 25 de julho em 325 d. C., no qual participaram bispos, reunidos na cidade de Niceia da Bitínia, hoje Iznik na Turquia. Constantino organizou o concílio nos moldes do senado romano e o presidiu, mas não votou oficialmente.

Santa Sophia era o símbolo da igreja do Oriente. Era o Vaticano dos ortodoxos. A cisma do Oriente ocorreu entre 726 e 846 d.C. A separação ocorre até hoje.

Os cristãos católicos não queriam imagens nas igrejas, eram iconoclastas. Conforme a Wikipédia, iconoclastia ou iconoclasmo foi um movimento político-religioso contra a veneração de ícones e imagens religiosas no Império Bizantino, que começou no início do séc. VIII até o séc. IX. Só depois de 846 d.C., com o papa Leão VI, que apareceram as imagens.

Trata-se de uma das maravilhas do mundo antigo. São 106 colunas dentro da igreja, sendo oito oriundas do Templo de Artêmis da Grécia.  Curiosidades: a porta maior era do imperador bizantino; o sultão Mahmud I (1696-1754) tinha a sua biblioteca e sala de leitura no local em 1739; o símbolo de Maomé está sempre à esquerda do de Alá.

Saindo de lá, entramos no ônibus e voltamos ao hotel Hilton Bosphorus, passando pelo Estreito do Bósforo, que separa a Istambul europeia da asiática. Vi muitos navios e achei linda a tarde no calçadão com movimento de gente. Existem três pontes no Chifre de Ouro (braço de mar). O Corno de Ouro ou Chifre de Ouro forma uma península com um profundo porto natural.

A noite era livre, enfim! A ideia foi caminhar e conhecer os arredores. Perto do hotel, estava a praça Taksim com calçadão de pedestres. Pelo caminho, descobrimos o Festival Beyoglu, com uma feira de antiguidades imperdível. Paramos para jantar no Turkish Kebap Restaurant no calçadão Taksim. Pedimos wrap de carne e de frango por 25 liras cada, o suco de laranja saiu por 15 liras. Gostamos.

Vale a pena explorar a área, pois há muitos restaurantes, cafés, lojas para turistas com a venda de lembrancinhas e chás turcos, além de frutas naturais, como figo e romã (eles amam!), e frutas secas: damasco, figo, uva passa. Indico! A bebida típica dos turcos se chama raki, um licor derivado da uva e com sabor de anis (45° de álcool). Os caixas de banco se localizam na rua, todos enxergam, como em Portugal. Segurança e tranquilidade ao andar. Nada melhor! Que cidade fenomenal!

P.S. Em julho de 2020 a Basílica de Santa Sophia se transformou novamente em mesquita.

Turquia – Istambul 2 – Igreja e Museu Chora e Basílica Cisterna

Turquia – Istambul 2 – Igreja e Museu Chora e Basílica Cisterna

Hoje é dia 18 de outubro de 2019 e continuamos os nossos passeios em Istambul na Turquia.

Curiosidades: 97% da Turquia estão na Ásia. As Muralhas de Constantinópolis são do séc. VI. Toda a cidade de Istambul é amuralhada com 20 portas e 22 km de muralhas.

Agora visitaremos a igreja Chora (diz-se “kora” em turco), que está em renovação, e o museu com o mesmo nome. Estamos no bairro Kariye.

De acordo com a revista Where Istambul de setembro de 2019, primeiramente, foi construído como um monastério em 534 d. C. e é a única estrutura remanescente de um complexo maior. Desde a sua construção, recebeu grandes reformas nos séculos 11 e 14. O prédio moderno consiste principalmente de porções reformadas durante os períodos otomano e republicano. Seus mosaicos e afrescos magníficos estão entre os melhores exemplos da arte bizantina.

Os afrescos bizantinos são da época de Theodor Metohides do séc. XIV, que era um dos notáveis do palácio. Chora na sua fundação no séc. IV ficava fora das muralhas, já no séc. VII estava dentro delas. Com a conquista de Constantinópolis pelos turcos em 1453, construíram um minarete, cobriram as imagens com cal e transformaram em mesquita esta igreja São Salvador.

Em 1953, na República, tiraram a camada de cal. Estamos na visita à nave principal. Antigamente, o interior da igreja era só para os crentes a Deus e fora, para os que não acreditavam. A missa era para os batizados. Depois liberaram para todos.

Teto museu Chora
Teto do museu Chora em Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado

Falemos nos afrescos na nave principal. São imagens inesquecíveis pós-séc. XII. Há vários afrescos, por exemplo: a Dormida de Nossa Senhora, na qual ela dorme, não morre, pois Jesus segura a sua alma; Nossa Senhora com Cristo; Cristo benzendo (mão de Cristo).  No corredor interior mais imagens: São Pedro; São Paulo; genealogia de Cristo; Maria de Mongol, praticante na época do Império Otomano; Theodor Metohides; Virgem Maria aos 12 anos e com pretendentes que traziam lãs para tapetes; milagres de Cristo; José acompanhando a Virgem Maria com os quatro filhos dele; pais da Virgem Maria; natividade da Virgem; primeiro banho de Cristo; viagem da Sagrada Família; recenseamento de Herodes no qual se vê a Virgem Maria grávida, José e seus quatro filhos; Isabel e seu filho João Batista. Interessante mencionar que não existe uma cronologia definida na ordem dos afrescos.

De lá seguimos para o almoço no Lokum Café. O grupo todo reunido foi uma diversão. De entrada, salada; de prato principal, churrasco de ovelha, frango, arroz e batata frita; de sobremesa o maravilhoso doce dos países do antigo Império Otomano: baklava. Deliciosa, é  prato nacional da Turquia. Para quem nunca provou, é um tipo de pastel elaborado com pasta de nozes trituradas, envolvida em massa filo e banhada em xarope ou mel, segundo a Wikipédia. Neste momento, conhecemos do nosso grupo a carioca Nathália e o suíço/brasileiro Henrique, moradores na Suíça, a quem saúdo com carinho. 

Mais tarde nos dirigimos à Basílica Cisterna, a maior cisterna coberta de Istambul. Também conhecida como cisterna subterrânea, situa-se ao lado da Igreja de Santa Sofia no bairro Sultão Ahmet. Os turcos a chamam de “palácio subterrâneo” (Yerebatan Saray). Pertence à Municipalidade, foi restaurada entre 1985 e 1988. As colunas são as provas de ali ter sido uma basílica em passado remoto. Foi construída por Justiniano I, imperador bizantino, (527-565) no séc. VI a fim de fornecer água aos palácios vizinhos, por causa das secas e dos inimigos: mongóis, árabes e turcos. Fechavam as portas das muralhas para proteção e tinham as reservas de águas. Na Basílica Cisterna há 336 colunas com diferentes adornos, 143 m de comprimento, 65 m de largura, com uma área total de 9.800 m² e com capacidade de 80 mil metros cúbicos de água.

 

Os turcos não a usaram como cisterna. Preferiam água corrente. A partir de 1985 tiraram o lixo e transformaram em museu. Interessante existir dois pedestais com esculturas de cabeças de medusas, as quais serviam contra o mau olhado, pois tratavam-se de símbolos pagãos. As cabeças se encontravam escondidas dos cristãos. São Górgonas, ou seja, a Wikipédia esclarece que a Górgona é uma criatura da mitologia grega, representada como um monstro feroz, de aspecto feminino e com grandes presas. Tinha o poder de transformar todos que olhassem para ela em pedra, o que fazia com que, muitas vezes, imagens suas fossem usadas como amuletos. Eram três as Górgonas: Medusa, Esteno e Euríale, filhas de Fórcis e Ceto.

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Vendedor de milho e castanha na rua em Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado

Ao caminhar dentro da cisterna, ouve-se música clássica. Saindo de lá, existem barracas com venda de milho e castanha portuguesa. Fiquei encantada ao ver passar pelo local, como transporte público na cidade, trams (trens, como em Amsterdam e Lisboa).

Mais um dia produtivo. Seguiremos com mais lugares esplêndidos de Istambul em breve.

 

 

 

Turquia – Istambul 1 – Mesquita de Eyup

Turquia – Istambul 1- Mesquita de Eyup

Hoje é dia 18 de outubro de 2019. Estamos no hotel Hilton Istambul Bosphorus. Nosso segundo dia na tão famosa cidade. O café da manhã foi estupendo, um verdadeiro banquete. Estamos na terra das frutas secas, não podemos deixar de aproveitar as iguarias.

São dois ônibus repletos de brasileiros, e dois guias da agência Abreu, um para cada veículo.  O nosso guia continua sendo o turco Ali, o mesmo que nos pegou no aeroporto. Ele é fantástico, com muito conhecimento e com um português admirável, além de estar acostumado com nossos hábitos. É guia oficial do Ministério do Turismo.

Um pouco de história da cidade. Segundo o guia da agência PortoSul de Porto Alegre-RS (2009), Istambul foi a antiga Bizâncio, quando colonizadores gregos, comandados por Byzas, a fundaram no séc. VII a. C. No entanto, existem vestígios de ocupação na Idade do Bronze nas imediações do Palácio Topkapi. Em 330 a.C. o Imperador Constantino a batizou de Constantinopla, a transformando na segunda cidade do Império Romano.  Após a conquista do exército otomano, comandado por Mehmet II em 1453, passou a se chamar Istambul, sendo a terceira capital otomana, depois de Bursa e Edirne. Istambul é cidade histórica com suas belas e inúmeras mesquitas, seus palácios e as ruínas da Muralha de Constantinopla.

Fizemos uma visita panorâmica da cidade. Estamos no lado europeu. E fomos aos bairros do Corno ou Chifre de Ouro (um braço de mar), como o bairro Eyup, o mais muçulmano ou devoto. Lá está a mesquita Eyüp Sultan, a mais antiga de Istambul e o mausoléu de Eyup. Foi construída em 1458, cinco anos após a conquista de Constantinopla, tendo sido reconstruída em 1800. Está situada na parte exterior das Muralhas de Constantinopla.

Na entrada da mesquita, as mulheres já colocam um lenço na cabeça cobrindo os cabelos. Os homens não entram de bermuda. Todos tiram seus sapatos e calçam uma pantufa de plástico no seu lugar. Levamos nossos sapatos em sacos dados pela mesquita. Podemos tirar fotos dentro, e a parte dos homens é separada das mulheres. A deles é a maior e melhor. As mulheres rezam atrás dos homens e no andar de cima da mesquita. A religião é patriarcal. O líder da religião é o Imã, considerado apóstolo.

Na mesquita de Eyup, há um nicho (como se fosse o altar das igrejas, indica a direção das orações) chamado Mihrab. Olha para Meca na Arábia Saudita, onde está a Pedra Negra, trazida a Abraão pelo Arcanjo Gabriel, enquanto estava erigindo a Caaba (tipo de construção). Na mesquita de Eyup, o nome de Alá, do profeta Maomé e dos primeiros quatro califas em Islão estão escritos em árabe nas paredes.

Abu Ayyub al-Ansari, cuja sepultura se encontra lá, era o companheiro turco de Maomé no séc. VII por isso esta mesquita é fundamental para a religião, trata-se de lugar de peregrinação.  Também era a mesquita o local onde os novos sultões otomanos eram coroados. No cemitério, há pessoas devotas ilustres enterradas. Interessante dizer que na nossa caminhada rumo à mesquita, vimos um curral de ovelhas e ficamos curiosos. São compradas pelos devotos a fim de ser sacrificadas e sua carne distribuída aos pobres.  O lugar é cheio de gatos, impressionante.

Como é sexta, o dia mais importante e obrigatório de reza para o muçulmano, a conhecida Mesquita Azul está fechada para visitação. A oração ocorre em vários momentos na mesquita ou em casa. A língua da religião é a árabe, não existem imagens sagradas e há local fora do prédio da mesquita para lavar os pés e as mãos.

Na Turquia, a grande maioria da população é muçulmana, de linha sunita. Desde 1924 o sistema é laico na Constituição do país, ou seja, a mesquita é separada da escola. As outras religiões minoritárias são aceitas e respeitadas. Detalhe: são cinco mil mesquitas em Istambul e 81 mil no país.

Eis as cinco regras do Islã: primeiro- aceitar o Islã; segundo-rezar cinco vezes ao dia; terceiro-fazer 30 dias de jejum no Ramadã; quarto-ajudar os pobres; quinto-fazer uma vez a peregrinação a Meca (se tiver condições).

Ao redor da mesquita, há calçadão de pedestres com joalherias, lojas de especiarias e de lembrancinhas para turistas. Também há uma fonte d´água embelezando a paisagem.

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Fonte d´água no calçadão na saída da Mesquita de Eyup-Istambul-foto tirada por Carlos Alencar

Saudações às cearenses, de Fortaleza, Liliana e Tereza, gente muito boa, que conhecemos nesta viagem.

Prosseguiremos com mais Istambul em breve.

Turquia – Chegada a Istambul

Turquia – Chegada a Istambul

Hoje é dia 16 de outubro de 2019. Estamos de partida de Fortaleza-Ceará às 19h35 pela Air France até Paris e de lá pela Atlas Global a Istambul, antiga Constantinopla.

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Itinerário da viagem Turquia Espetacular da agência Abreu-fotografia da revista da Abreu 2019-2020 por Mônica D. Furtado.

Vamos fazer o itinerário Turquia Espetacular da companhia Abreu em onze dias de ônibus. Compramos a excursão na Casablanca Turismo em Fortaleza com o nosso agente Jozias Azevedo por 970 euros. Dormiremos em Istambul, Ankara, Capadócia, Pamukkale, Izmir e Çanakkale. Muitas emoções virão.

Um pouco a dizer sobre o voo. O serviço foi bom, com jantar gostoso de frango. A tripulação foi menos simpática do que a da subsidiária da Air France: Jony na qual viajamos a Milão em fevereiro. Só uma comissária falava português, pois era de Portugal. No fim, todos se entendem.

Dia 17 de outubro de 2019. Chegamos a Paris às 9h30 no aeroporto Charles de Gaulle. Saímos do Terminal 2E. Andamos bastante, passamos pela exigente checagem de malas de bordo e descemos para pegar o shuttle (transporte) em direção ao Terminal 2C. Tudo muito organizado. O aeroporto é um mundo.

No terminal 2C, recomendo para comer algo o Bert´s Café Contemporain. O wrap (feito de massa de pão achatado, enrolado em torno de um recheio) de iogurte de mirtilo selvagem é delicioso. Os banheiros têm carinhas de satisfação no espelho, é só apertar e deixar a opinião. Gostei.

Estamos quatro horas a mais do Brasil. Antes de embarcar, aconselho o muffin (bolo inglês) de chocolate e amendoim do McDonald´s. Não resisti. Depois de esperar mais umas quatro horas, embarcamos às 14h45 no voo da Atlas Global para Istambul. Duas futuras companheiras de viagem (do Rio) estavam no mesmo avião: Kátia e Beth.

Comecei apreciando a companhia aérea, pois a moça que nos atendeu no guichê de embarque era da Ilha da Madeira, um doce. Dentro do avião, a tripulação muito simpática, todas lindas de chamar a atenção. Gostei do uniforme estiloso. Falavam turco e inglês. Surpreendeu a Atlas Global. A refeição de purê de batata e frango estava saborosa, além do bolo de banana e pão integral com queijo cremoso. Na classe business, a comissária estava vestida de chef de cozinha, um barato.

Aterrissamos em Istambul às 19h20. O aeroporto é bem estruturado e com informações. Estamos a 6 horas a mais do que o Brasil. O pessoal da agência Abreu estava nos esperando. Era o Carlos, eu e mais outros brasileiros. O guia se chamava Ali. O percurso é de 45 minutos até o hotel.

Ficamos no hotel Hilton Bosphorus na Istambul europeia (Harbiye, Cumhuriyet Cd, No: 50) com o dever de estar na recepção no dia seguinte às 10h. Detalhe: este hotel tem detector de metais, afinal a rainha da Inglaterra já se hospedou ali. Os hotéis onde nos hospedamos na Turquia deixam duas garrafas de água (em geral) e café, leite ou chá para o hóspede de graça. Achei muito gentil.

Interessante dizer que vale mais a pena trocar o dinheiro na cidade do que no aeroporto. Lá perto há casas de câmbio, a localização do Hilton é central. Em outubro, o câmbio estava 6.4 novas liras turcas para 1 euro. A cidade não tem pichações e é segura para o turista. Pelo que vimos na entrada de Istambul pelos arredores, tudo é limpo e bem sinalizado, não percebi um buraco na rua sequer. A conhecida cidade histórica impressiona de início.

Seguiremos com Istambul.

Aventuras e Desventuras em Paris – Terceiro Artigo

Aventuras e Desventuras em Paris – Terceiro Artigo

Hoje é dia 1° de novembro de 2019 e decidimos conhecer Provins, cidade medieval nos arredores de Paris. Mas antes eu tinha que ir a alguma farmácia. Encontramos uma bem perto da entrada do metrô Opéra. Detalhe: quem quiser comprar um medicamento, tem que ficar na fila e se explicar à farmacêutica que também é caixa. Aviso aos navegantes: quem não falar pelo menos o inglês, só se for mímica…

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Cadeados, rio Sena e Torre Eiffel-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

Bem, estávamos o Carlos e eu na farmácia, com a mochila pra trás. Atravessamos a rua. Assim que chegamos à entrada do dito metrô, disse para o Carlos: “Vamos colocar as mochilas para frente” e aí descobri o ocorrido misterioso. Minha mochila estava aberta sem a carteira, mas com tudo mais dentro. Ai. Que nervoso. Fui me lembrar da besteira que tinha feito de ter deixado o cartão de crédito nela. Mais 50 euros e uns reais. Ai. Tinham duas figuras suspeitas na entrada do metrô, mas eles nem chegaram perto de mim. Até hoje não sabemos quem foi ou onde. Bem, só se foi dentro da farmácia. Será? Não preciso dizer que estragaram nosso dia.

Voltamos ao hotel correndo e aí fui procurar o contato do cartão. Só que estávamos a 4 horas a mais do Brasil, então tive que me acalmar um pouco. Nosso compadre em Fortaleza e nosso agente de viagens da Casablanca Turismo nos ajudaram muito. Nossos agradecimentos ao Maurinício e Jozias. O pessoal do hotel foi super, me cedendo o telefone para usar à vontade. Resolvido o bloqueio do cartão com a Central de Atendimento, e sabendo que não haviam utilizado, fiquei mais tranquila.

O Jozias me incentivou a fazer um Boletim de Ocorrência caso fosse necessário aqui no Brasil. Procurar uma Delegacia de Polícia em Paris? Ai, ai. Perguntamos no hotel, nos deram o endereço: 45 Place du Marché Saint-Honoré e lá fomos nós a pé. Contudo, quando chegamos não era lá. Que frustração. A policial com boa vontade nos deu a localização certa: 3 rue Aux Ours, e como era mais longe, pegamos um táxi. O taxista era português. Maravilha, nos sentimos em casa! Nos deixou na porta. Dentro policiais mulheres nos atenderam solicitamente. Esperei um pouco, pois tinha gente na fila (mais gente furtada!). Escrevi as informações em um I PAD em inglês (não tinha a língua portuguesa e vá não falar uma língua estrangeira, hein?). Recebi no meu e-mail, conforme prometeram. Achei muito organizado.

Moral da história: mesmo tendo sido avisada tantas vezes, caí nessa.  Há gangues de mulheres ladras e homens jovens, geralmente, segundo dizem: refugiados e imigrantes. São chamados de pickpockets (palavra originária do inglês). Há que se ter muito cuidado. O Carlos indagou no hotel onde estavam as câmeras e o atendente nos explicou que a polícia só vai atrás se houver violência. No mais, nem olham. Vimos tipos “malandros” no metrô, na estação de trem ou gare e por aí vai. Um entrou na catraca junto com o Carlos na Gare de L´Est (estação de trem), quando enfim fomos a Provins. É de ficar revoltado. Diga-se de passagem: os parisienses ficam envergonhados e indignados da cidade estar assim tão insegura. No dia seguinte ao furto, presenciamos um fiscal do metrô na entrada, o que significa que meu relatório na polícia foi lido e tomaram alguma providência.

Passado o susto, fomos almoçar cerca do hotel. Agora era relaxar. A lasanha bolonhesa com legumes da Charcuterie, Épicerie e Fromaderie estava deliciosa e o refrigerante Schweppes de cítricos refrescante. A gerente deve ter “sentido” o nosso desapontamento com Paris e não cobrou o café. Muita gentileza.

Continuamos o dia no Quartier Latin que amamos, perto da Notre Dame. Passeamos e depois o Carlos comeu kebab de carne (7,50 euros) e eu de frango (9,50 euros). Na rua dos restaurantes os garçons se postam em frente aos estabelecimentos e cativam os fregueses a entrar. Local bem atraente, bonito, com gente interessante. São as ruas Saint-Jacques, St. Severin, Dante, Huchette, dentre outras. Existem também livrarias, sebos, lojas diversas etc.

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Procissão religiosa perto da Catedral de Notre Dame-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

Dia 2 de novembro de 2019. Fomos conhecer Provins. https://monicaalmadeviajante.com/2019/11/08/franca-provins/

Dia 3 de novembro de 2019. Dia de ir embora. Oba! Confesso que não via a hora. Estava cansada e abatida. Contratamos uma van que passaria em alguns hotéis pegando viajantes para levar ao aeroporto Charles de Gaulle por 18 euros. Pagamos no dia anterior no próprio hotel Amarante Beau Manoir. O motorista foi mais do que pontual, passou antes das 6 h, como estipulado.

Chegamos às 7 h no aeroporto e caminhamos até o Terminal 2E, pois a van não pode se aproximar àquela hora. Tudo bem. O voo era às 10h20. Deixamos para fazer o check-in e marcar os assentos no local. Bem, não estava dando certo nem com a atendente da Air France. Conclusão: deu overbooking (lotação) no voo Paris-Fortaleza e umas 10 pessoas ficaram de fora (nós!). Imaginem o estresse. Aí pensamos: não é possível, de novo, nós com problemas em Paris?! Ainda bem que existiam os funcionários Pierre e Jéssica (portuguesa). Sempre os portugueses ajudando os brasileiros. Muito obrigada aos dois. Foram pacientes e ajeitaram tudo para nós. Não sairíamos sem ter conforto. Despachamos as malas para o dia seguinte. Ganhamos transporte para o hotel no ônibus (shuttle) da linha preta (Black bus), saindo do aeroporto e de graça para todos, almoço no aeroporto (15 euros), um valor de 600 euros para cada como indenização (uau!), hospedagem no Ibis Style em Roissy-en-France (a cidade do aeroporto) com jantar buffet espetacular por 25 euros e café da manhã excelente. Acreditem… foram nossas melhores refeições.

O hotel muito bom em uma cidade tão francesa que deu vontade de se refestelar por muitos dias em local tão encantador. As casas têm cortinas rendadas, há restaurantes diversos com caramanchões na frente, a prefeitura se situa em um parque agradável com uma exposição de painéis com fotos de natureza. O mais incrível foi ter visto um painel grande explicativo dos gastos da prefeitura e o chamamento com datas para as decisões da comunidade. Estávamos enfeitiçados, dando voltinhas pela vila pacata no frio à noite. Morar em Roissy é caro, dá para entender, tão perto de Paris e tão acolhedor. Que tal? Isso valeu e muito.

Detalhe: as linhas de ônibus que levam os passageiros para os terminais têm cores diferentes dependendo do hotel. O público é na maioria de profissionais de negócios, deu para perceber. Parabéns, Charles de Gaulle pela efetividade e preparação. A infraestrutura de hotéis em torno do aeroporto é de primeira. O movimento de carros é intenso, há de se ter cuidado com a hora. Devemos chegar 3 horas antes.

No dia seguinte, fizemos o trajeto de Roissy para o aeroporto, bem mais perto, então deu para dormir um pouquinho mais. Como a Jéssica havia nos colocado no privilegiado Sky Priority da Air France a fim de entrar no embarque de forma mais rápida, tudo foi facilitado. Viva a Jéssica, que pessoa mais empática.

A gente estava tão cansada da cabeça que o portão era K37, escrito por um funcionário da Air France, mas li no painel grande K47, logo estávamos bem belos fazendo compras de última hora e tomando café. Quando o Carlos se deu conta, ai, ai, que disparada. Chegamos esbaforidos e fomos os últimos a entrar no avião. Não para Paris-Fortaleza, que não tinha nesse dia, mas para São Paulo (11 horas), depois 3 horas em Guarulhos e mais 3 h e meia para Fortaleza. Estávamos 4 horas a mais de fuso horário. Ufa! Enfim, chegamos à terrinha ensolarada, mas só o bagaço. Bom ser turista, mas que cansa, cansa.

Toda viagem se torna um grande aprendizado. Acontecem percalços, sim, mas encontramos ajuda e pessoas simpáticas, aptas a nos apoiar. Obrigada. Quero voltar à França, mas ao interior. Fim de viagem.

Em breve, o país onde começou o nosso itinerário: Turquia “espetacular”.