Itália – Milão – Tirano rumo à Suíça
Hoje é dia 14 de fevereiro de 2019, data em que se homenageia São Valentim, o protetor do amor e da amizade na Europa e nos Estados Unidos. Está muito frio às 6h45 da manhã e estamos em frente à agência de turismo Zani Viaggi no Largo Cairoli na Via Cusani em Milão. O jeito foi comer um croissant integral com mel e tomar um café com leite ali perto. Uma delícia!
O intuito do dia todo é chegar a St. Moritz na Suíça de trem de Tirano, Itália. São dois ônibus lotados de chineses e japoneses. Muito do material turístico recebido está escrito na língua deles.
O motorista se chama Salvatore e o guia Maurício. No caminho a Tirano, do lado italiano, vamos conhecendo mais Milão e arredores. Vamos lá. O Parco (parque) Sempione é romano; Milão era a capital do Império Romano; a cidade é circular, algo típico desses conquistadores, pois construíam cidades geométricas. As muralhas da cidade foram destruídas na II Guerra Mundial, somente ficaram os portões.
A Porta Venezia fica na direção oeste; a Romana no sul e a Porta Garibaldi é uma área histórica que conecta a área administrativa com o calçadão de pedestres Corso Como.
A Itália faz fronteira com a França, Suíça, Eslovênia e Áustria. Na área metropolitana são dois milhões de habitantes.
Rumamos ao lado mais norte em direção ao grupo das montanhas Bernina. Veremos diferentes cenários e visuais incríveis. O passeio é um tour panorâmico. Passamos pelo lago di Como e por Lecco, a cidade da outra ponta. Vive-se de turismo e agricultura na região. O clima é bom. Na área há uns cinquenta lagos diferentes, nós vemos uns vinte. Cruzamos a pérola do lago: Bellagio. Pena que no inverno as lojas e os restaurantes estão fechados. A cidade de Como está localizada no lado sudeste do lago; na direção norte, indo para o local onde o lago se divide em dois está Bellagio. Dizem ser uma cidade bela com jardins, palácios, hotéis luxuosos e vilas. Vale acrescentar que o Lago di Como é o menor, mas o mais profundo: 250 m de profundidade.
Na rota atravessamos vários túneis longos perfurados na montanha, fantástico! Segundo o livro Itália da Lonely Planet, “do extremo norte do Lago di Como, o vale Valtellina acompanha o curso do rio Adda entre a fronteira montanhosa com a Suíça e os Alpes de Orobie”. Explicando um pouco que os Alpes de Orobie ou Alpes de Bérgamo são um maciço montanhoso que se encontra na região de Bérgamo, de acordo com a Wikipédia. Passamos por vilarejos neste vale ensolarado e baixo, onde se plantam hortaliças, frutas e milho controlado. No fim do vale estão as maçãs. Há produção de leite e queijo suave e doce, o que faz os italianos competir com os franceses pela excelência. Os produtos são de montanha.
A uva para o vinho Valtellina é plantada na parte alta, do lado esquerdo da montanha, pois o corpo e o teor alcoólico melhoram com a altitude. Em 1968 a classificação DOC de qualidade regional foi dada ao Valtellina Superiore, conforme o referido livro. Há adegas a ser visitadas em Sondrio, no centro do vale.
As casas têm estilo alpino, são vilas e mais vilas. As pequenas têm casas antigas charmosas. A tradição da região é usar pedra. Os terraços de pedra seca são criados com o sistema de não fixação, sem cola ou cimento. A pedra é colocada uma em cima da outra.
Os bárbaros, que vieram do norte pelas montanhas, tentaram controlar a área, porém foram vencidos pelos romanos.
O trabalho para os habitantes é duro, são muitas horas ao sol nas vilas de casas de pedra. Tivemos uma parada técnica para banheiros no Outlet com muitas lojas no caminho para Tirano e passamos por terraços de cultivo de uvas. O vinho Inferno e o Sassela são famosos. O vale também é bom para esportes, como ciclismo, caminhadas, caiaque no rio e escaladas nas montanhas.
Às 10h30 adentramos Tirano, a 3 km da fronteira suíça. Faz parte da província de Sondrio. Pagamos 16 euros no ônibus para o menu especial de almoço no Ai Portici no centro, na Viale Italia, 87. Saímos do ônibus e vamos andando pela cidade. Ela não é típica de montanha.
Visitamos a Basílica Madonna di Tirano (Santuario della Madonna di Tirano), igreja românica do séc. XVI, localizada na Piazza Della Basilica, 1. Considerada foco da identidade local, tem uma história relacionada a ela. A Virgem Maria apareceu a Mario Degli Omodei em 29 de setembro de 1504. O irmão dele estava doente com a “praga”. Fazem missas no lugar onde Ela apareceu. O púlpito é de madeira escura e foi esculpido por um artesão. O órgão do séc. XVII é imponente. A basílica é muito trabalhada. Há um vitral na parte de cima em que Nossa Senhora aparece para Mario Omodei dizendo que tudo dará certo.
Achei a Villa di Tirano linda. O clima de 7ﹾ C está uma delícia. O guia, infelizmente, fala em inglês tão apressadamente que não tive tempo de tirar dúvidas.
No outro lado da vila se situa a parte de comércio, lojas, bancos etc. O trem Bernina passa atrás da basílica. Vi um semáforo, a cidade é pequena. O rio Adda que passa por Tirano alimenta o Lago di Como. Gostei do passeio até aqui.
Continuaremos com o almoço em Tirano e o restante da viagem. Suíça lá vamos nós.









