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Aventuras e Desventuras em Paris: Segundo Artigo

Aventuras e Desventuras em Paris: Segundo Artigo

Torre Eiffel com rio Sena
Torre Eiffel com o rio Sena em Paris-França-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 29 de outubro de 2019. Pela manhã entramos no ônibus turístico hop on-hop off de novo, linha laranja da agência Foxity (estávamos dentro das 24 horas). O percurso foi diferente do dia anterior. Bom, pois assim vimos outras atrações.

Na avenida Champs Élysées, testemunhei policiais a cavalo pela primeira vez. Novidade para mim.

Descemos na Torre Eiffel. Que multidão chata! Ver a famosa torre cercada por vidros e grades foi decepcionante. Antes era tudo aberto, hoje não mais. Fomos dar umas voltas pelas redondezas e procurar um restaurante para o almoço. Encontramos o Bistrot Tour Eiffel lotado, mas foi o jeito. Localização: 21 avenida de La Bourdonnais. Pedimos um talharim com frango provençal por 14,20 euros, mais um vinho rose Coteau de Provence por 5,70 a taça. Comida gostosa, mas serviço estressado.

Ao redor da Torre Eiffel, muitos africanos, notadamente do Senegal, vendendo bolsas, bonés, boinas, carregadores etc. Fogem da polícia, depois voltam e espalham seu material em cima de toalhas no chão. São muito simpáticos. Soldados do Exército cuidam do local. Tudo era tranquilo antes, hoje a história é outra. Uma tristeza.

Falando em transporte, há várias opções para o cidadão se locomover: patinetes, bicicletas, motos, metrô, ônibus e carro. A novidade para mim como turista, que há 10 anos não ia lá, foi o tuk tuk, modelo copiado do indiano, ou seja, duas pessoas são carregadas sentadas por alguém na bicicleta. Uma graça! Já os barcos bateaux mouches mudaram, estão enormes com o intuito de caber muita gente.

Ao passear perto da Catedral Notre Dame, descobrimos ruelas e ruas charmosas, uma delas a rue Dante. Eis o Quartier Latin, bairro encantador. Nessa rua existe uma loja de gibis para colecionadores e uma loja de brinquedos com tesouros do Harry Potter, chamada Pulp´s Toys.  Foi um achado, a gente se sentiu na Cidade Velha de Quebec no Canadá.  São cafés e restaurantes transados, um clima diferente, daqueles que atraem e não queremos ir embora. Ali é o paraíso do kebab (tipo de churrasco: espetada de pedaços de carne ou frango com vegetais), apreciado na Turquia, Grécia e em outros lugares. Na França, por exemplo, se come em um prato e não em um espeto.

Infelizmente, tivemos que partir, então antes de pegar o ônibus turístico, degustei um bom crepe com Nutella, nada mais francês, no meio da rua. Maravilha! A verdade é que não se faz crepe e croissant como na França.

Dia 30 de outubro de 2019: Giverny  (https://monicaalmadeviajante.com/2019/11/14/franca-giverny/).

Dia 31 de outubro de 2019. Dia do Halloween, dia das bruxas. Muitas lojas e restaurantes são decorados. Hoje, finalmente, deu certo conhecer a Ópera Garnier. Ufa! Lá estava a fatídica multidão na frente do local. Enfrentamos e entramos. Tantas vezes fomos a Paris e foi a primeira vez que a visita foi bem sucedida. Recomendo.

Por 14 euros a entrada, conhecemos um lugar chique, elegante e dourado. O início da sua construção foi em 1861 e tem estilo neobarroco, preferencialmente.  O edifício é considerado uma das obras-primas de seu tempo. Todos os recintos são deslumbrantes: a entrada, o museu com roupas usadas em óperas, os camarins, o teatro, então nem se fala. Todavia, o mais espetacular é o Grand Foyer com 154 m de largura, 13 m de comprimento e 18 m de altura, desenhado pelo arquiteto Charles Garnier com o pintor Paul Baudry. Segundo Garnier (1825-1898), era um espaço para passear, descansar e se misturar com a alta sociedade. Este espaço parece com a Sala dos Espelhos do Palácio de Versalhes. Magnífica. A loja do museu é cara, mas encontramos CDs de Bach e Maria Callas por preços módicos.

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Kebab de frango: Brochette Poulet do restaurante La Pera em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

O almoço foi um prato enorme de kebab de frango cerca do hotel Amarante Beau Manoir (6 rue de l´Arcade). O nome do restaurante é La Pera e o endereço é 15 rue Castellane. O Brochette Poulet estava de querer repeteco. Muito bom estar com gente da terra, garantia de comida boa e em conta.

À tarde, enfim, rumamos ao Grand Palais para ver a exposição do Toulouse-Lautrec (15 euros a entrada). A fila não estava tão grande, ainda bem. Ele não é o meu favorito, mas gostei da exposição. Ele tem pinturas famosas e uma história de vida original. Pintou muito cavalos em movimento. Tinha família de caçadores e cavaleiros, por isso a paixão do pintor. Também pintava dançarinas do cabaré Moulin Rouge e suas modelos.

De acordo com a Wikipédia, Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo (litografia ou litogravura) francês, conhecido por pintar a vida boêmia de Paris do final do séc. XIX. Sendo ele próprio um boêmio, morreu precocemente aos 36 anos de sífilis e alcoolismo.

Continuaremos em breve com Paris.

Aventuras e Desventuras em Paris: Primeiro Artigo

Aventuras e Desventuras em Paris: Primeiro Artigo

 

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Torre Eiffel-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 27 de outubro de 2019 e estamos chegando a Paris, vindos de Istambul-Turquia. O voo foi às 3h50 da madrugada, aterrissamos às 6h50 com duas horas a menos. Estávamos bem sonolentos, pois vínhamos de uma excursão de 10 dias intensos pela Turquia.

Paris. O aeroporto Charles de Gaulle está gigantesco com vários terminais e de primeira até achei confuso, com o tempo vemos que é organizado. Na saída do avião, já estranhei ver três policiais checando o passaporte de todos. Pensei que devia ser, porque o voo tinha origem na Turquia. Na imigração, o oficial que não falava inglês, e nem eu francês, foi rude comigo, porque eu achei que poderia entrar juntamente com o Carlos como acontece em alguns lugares. Não tinha necessidade de ser grosseiro e ter gritado. Pode? Ponto negativo para a Paris que sempre idolatrei.  Entramos chateados com a recepção. Pegamos as malas na esteira 41 e logo saímos para pegar o ônibus para a Ópera por 12 euros. O motorista recebeu o dinheiro, foi gentil e ficamos aliviados. Ter encontrado hermanos argentinos na mesma parada foi um elixir para mentes cansadas.  Lá fora chuva e frio. Era domingo.

O hotel? Amarante Beau Manoir. O endereço é 6 rue de l´Arcade,  perto da igreja Madeleine e da Ópera. Nunca fiquei tão bem localizada na cidade. A descoberta foi do Jozias pela Expedia.com.br. Ele é o nosso agente de viagens na Casablanca Turismo em Fortaleza-Ceará. Aconselho este hotel. Um pouco caro, mas a localização e o estafe compensam. Nosso agradecimento a eles, muito solícitos e agradáveis. Paris cobra a taxa de 2,30 euros por pessoa a cada diária. O café da manhã espetacular, mas pago por fora: 20 euros (bem “salgado” o preço). No fim da viagem, apelamos para o velho supermercado, muito mais justo o valor cobrado. Viva o Monoprix lá perto.

Almoço? Comemos uma salada César cerca do hotel por 15,50 euros e o espresso por 3,50. Tudo muito bom. O garçom maravilhoso ficou nosso “chapa”. Sempre que passávamos pelo Café Madeleine (1 rue Tronchet), nos cumprimentava.

Jantar? Para matar as saudades da avenida mais famosa Champs Élysées, fomos ao nosso conhecido restaurante Café Le George, situado no número 120. O Carlos pediu o bife borgonhesa (boeuf bourguignon: prato típico da França, ou seja, carne de vaca em vinho tinto com vegetais e condimentos).

Caminhamos muito e acabamos o dia nas Galerias Lafayette. Que tanta gente era aquela? Um espanto! O paraíso de consumo é um show com suas opções mil. Tinha fila para conhecer a mais nova atração da loja: um mirante de vidro no segundo andar, chamado Glass Walk com 16 m. de altura. Bom para ver a cúpula da loja de perto e admirar a multidão embaixo. Com a nossa exaustão, faltou coragem. Detalhe: o momento é dos turistas chineses, são hordas e hordas.

Dia 28 de outubro de 2019. Já mais descansados, saímos para desbravar a Champs Élysées, como sempre. A loja da Disney com segurança logo na porta, a fim de olhar as bolsas e mochilas. Isso é uma diferença gritante de 10 anos atrás. Aonde vamos há policiais, militares do Exército e todo um aparato de segurança.

Para usar um banheiro? O jeito é entrar em um estabelecimento e pedir um café. Bem que há banheiros públicos em alguns lugares.

Para almoçar? Estávamos no Jardim das Tulherias descansando e vendo o movimento.

Gostei do atendimento e do prato do dia com vinho no Pavillon des Tuileries. Após o almoço, fomos até o Louvre, porém não para entrar, já conhecíamos. As filas homéricas não empolgaram.

Outra diferença da Paris de hoje: aonde se vai, existe uma multidão, seja na rua ou nos museus. Ai, que saudades da Paris de antes. Dava para se encantar com a cidade, as pontes, os monumentos e mirá-los sem pressa. Hoje somos empurrados e olha que era baixa estação… Como ter glamour assim? Como discutir com 42 milhões de turistas por ano?

Entramos no ônibus turístico da linha laranja para passear (empresa Foxity). Por 22 euros aproveitamos 24 horas no estilo hop on- hop off, isto é, sobe e desce nas paradas turísticas à vontade. Paradas: Tour Eiffel, Concorde, Grands Magasins, Opéra, Louvre, Vedettes du Pont Neuf, Notre Dame, Champs Élysées, Arc de Triomphe e École Militaire. Há outras empresas, por sinal, com outras linhas e cores. Tudo muito bem organizado com folder, mapa, audioguias em línguas estrangeiras, incluindo português, e com horários estabelecidos.

Vi um ônibus original. Embaixo o chef cozinhando e em cima os comensais se divertindo. O ônibus preto é estiloso e circula pela região mais atraente da cidade. Tem mais: a qualquer momento vemos garis fazendo o seu trabalho, de dia ou de noite. Isso está certo. O carro de limpeza e aspirador de ruas, então, considero o máximo. Testemunhei a ação em outras cidades, como Florença e Milão na Itália.

À noite no frio, decidimos visitar o supermercado Monoprix. Apreciamos ver o cidadão comum na sua vida em um supermercado. O cuscuz marroquino e o mix de framboesa e pêssego custaram 7,80 euros. Nada melhor! Para nós, brasileiros, Paris está muito dispendiosa. Logo, é uma boa sugestão procurar alternativas mais em conta.

Continuemos no próximo…

França – Giverny

França – Giverny

Visual de GIVERNY
Jardins de Monet em Giverny-França-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 30 de outubro de 2019 e o intento é visitar a propriedade do famoso pintor Claude Monet em Giverny, no início da região da Normandia, cerca de Paris.

Não deu certo adentrarmos a Ópera Garnier nem a exposição do pintor Toulouse-Lautrec no Grand Palais pela manhã, então andamos até a região interessante perto da Catedral de Notre Dame. Lá almoçamos no Le Symposium o menu do dia: um saudável purê de batatas e frango como prato principal por um preço bem justo: 12 euros, além de um Sprite por 3,50 euros. O restaurante está localizado à rua de la Huchette, 29, e pertence a uma das áreas melhor desbravadas desta vez em Paris e que amei: o Quartier Latin. Em outro artigo comentarei com detalhes.

Às 13h15 estávamos dentro da agência France Tourisme, situada à rua de l´Amiral de Coligny, 6, perto do Louvre. Por 59 euros, com o tíquete para o museu Claude Monet incluído (8 euros), entramos na van às 13h30 e em uma hora chegamos na cidade. O grupo era formado por uma francesa, nós do Brasil, duas moças de Macau (Colette e Lisette), porém moradoras de São Francisco-EUA e mais duas americanas, amigas delas. Grupo amigável e simpático, notadamente, as de Macau que falavam português.

Passamos por Vernon à beira do Sena, a cidade próxima a Giverny. O atencioso e multilíngue guia Dimitri nos dá uma aula básica sobre o precursor do Impressionismo, nos mostra pinturas dele e fala sobre a sua vida.

 

Primeiramente, um pouco sobre Oscar-Claude Monet, segundo a Wikipédia. Foi o mais célebre entre os pintores impressionistas. Nasceu em Paris em 1840 e faleceu em Giverny em 1926. Foi uma de suas pinturas: “Impressão: Nascer do Sol” que deu o nome ao movimento artístico impressionista. Esta pintura de 1872 nasceu em Le Havre, porto francês representado na obra, com uma cerrada névoa sobre o estaleiro, os barcos e as chaminés no fundo da composição. Pode ser apreciado no museu Marmottan Monet de Paris.

De acordo com o site Infoescola.com, ele sempre preferiu as pinturas ao ar livre, não importando as condições climáticas, com a finalidade de capturar todos os efeitos da natureza.

Quanto à vida em família, foi casado com Camille Doncieux (de 1870 a 1879), com quem teve dois filhos: Jean e Michel. Ela foi sua modelo nas telas. Em 1879 Camille morre de tuberculose. Viúvo, ele se casa com Alice Hoschedé e com ela vive de 1892 a 1911. O filho Jean perece na I Guerra Mundial. Em 1883 eles se mudam para Giverny, estabelecendo-se em uma grande propriedade às margens do rio Epte. Sofreu de catarata no fim de sua vida e aos 86 anos morre. Encontra-se enterrado no cemitério da igreja de Giverny.

 

Chegamos a Giverny. Entramos no museu da propriedade de Claude Monet e recebemos um folder com informações e mapa da cidade. Encontramos nele as principais atrações, a Oficina de Turismo, endereços de galerias, restaurantes e salões de chá, padarias, livrarias, pousadas etc. Tudo muito organizado. Parabéns. Chama a atenção no informativo a parte medieval de Giverny, o Memorial dos Aviadores Britânicos, dentre tantas outras maravilhas. Pena não ter tido tempo para conhecê-las.

Vamos para o Jardim de Água (Water Garden) por uma passagem subterrânea. A Casa  (Maison House) possui jardins fora e dentro é decorada com móveis e cópias das obras dele. 

O site do France Tourisme diz que no térreo está o “salão azul” (quarto para leitura), o local das compras para a casa, a oficina, a sala de jantar com a afamada coleção de desenhos japoneses na parede da cozinha bem decorada. No primeiro andar: os apartamentos privados com o quarto de dormir de Monet (mobiliário de período específico), o quarto de dormir de Alice e os banheiros. Na frente da casa: os famosos jardins (uma das obras-primas do pintor).

 

Os jardins são um primor. Claude Monet foi um paisagista admirável. Ninguém quer deixar recantos tão encantados. A cada passo se tem uma pintura viva, são diversas plantas, flores e árvores. Ainda existe o lago para enfeitiçar-nos. Impossível descrever tanto deslumbre.

 

O lugar todo é belo, imperdível para quem ama pinturas impressionistas, cultura, natureza e flores. Cuidado pela Fundação Monet, funciona de abril a fim de outubro. A loja é tão atraente que é um passeio.

O povoado é de sonho, as casas de pedra têm seus muros verdejantes, enfeitados por plantas. Escondem as moradias, os habitantes gostam de privacidade, é o que se imagina. Morar lá é caro, assim como se hospedar. Há lojas descoladas, de antiguidades, galerias de arte, cafés, museus como do Impressionismo Giverny (Musée des Impressionnismes Giverny) e o de Mecânica Natural. Que lugar de sonho!

 

Antes de ir embora, tomamos café no L´Épicerie Café Boutique, uma mistura de delicatessen, café e lojinha no fundo do jardim de La Capucine Café (rua Claude Monet, 80). Uma delícia de ambiente.

Voltamos pelo mesmo caminho e fomos pegar a nossa van no estacionamento. Ainda ajudamos mostrando onde estava o ônibus (shuttle) para uma estudante brasileira e suas amigas estrangeiras. Aliás, o shuttle vai de Giverny a Vernon e de lá a Paris. A autoestrada tem pedágio automatizado perto de Mantes, é iluminada e bem sinalizada. Vernon é outra gracinha. Foi uma tarde inesquecível de tão boa.

França – Provins

França – Provins

Hoje é sábado, dia 2 de novembro de 2019 e vamos conhecer a joia Provins, aproximadamente uma hora de Paris, 80 km a sudeste da capital. É uma comuna do departamento de Sena e Marne na região da ilha da França.

Um pouco de história. Segundo o folder turístico recebido no Provins Tourisme, estamos falando de uma das cidades medievais mais bem preservadas da França. Cada rua evoca o grande esplendor da velha capital dos Condes de Champagne. Nos séculos XII e XIII, estes lordes feudais importantes ofenderam os reis da França, os desafiando de dentro das muralhas.

Foram os primeiros a introduzir o uso de passaporte, assegurando passagem segura através do território dos mercadores. Graças a essa garantia, as feiras de Provins se tornaram as mais visitadas da Europa. Mercadores de tecidos de Flandres (a região norte da Bélgica), agentes de câmbios da Lombardia, mercadores de especiarias do Oriente, poetas e intelectuais, como Chrétien de Troyens podiam ser encontrados lá.

No início do séc. XIV começou o declínio da sua prosperidade, por conta da mudança de rotas comerciais, guerras, pragas, o desaparecimento lento das feiras, assim como a reunião das terras de Brie e Champagne pelo reinado da França. Por um longo tempo, Provins retornou a ser uma cidade pequena com vida rural, ignorada pelos grandes eventos da história. Foi isso que a deixou conservada, na verdade. São 58 monumentos incluídos no Inventário Nacional de Monumentos Históricos na França. Praticamente todos dos séculos XII e XIII. Logo, esta riqueza faz parte da lista da UNESCO como Patrimônio da Humanidade desde 13 de dezembro de 2001.

Descobri esta cidade única pesquisando na internet ainda em Fortaleza. No dia do bate e volta, estando hospedados perto da igreja Madeleine em Paris, andamos até a estação de metrô Ópera e de lá em direção à Gare de l` Est, onde pegamos o trem SNCF Transilien às 10.46 da manhã na plataforma 16. Compramos a ida e a volta, mas o horário de retorno ficou em aberto. Lembrando que temos que ficar olhando o grande painel para saber a plataforma, porque só se visualiza uns 10 minutos antes. Como pode haver fiscalização, conservamos o tíquete até o fim da viagem.

Lá vamos nós mirando os arredores de Paris. Primeira parada: Verneuil L´ Etang; segunda parada: Mormant; terras para serem cultivadas são vistas, além de florestas e pequenas cidades, casas lindas de pedra e outras, vida pacata, zona rural, refinaria de pequeno porte; terceira parada: Longueville (Seine-et-Marne); quinta parada: Ste-Colombe-Septveilles; sexta parada: Champbenoist-Poigny; e enfim, Provins.

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Rio Voulzie passando entre as casas em Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado

Da saída do trem, já nos direcionamos ao Centro de Informações Provins Tourisme. O rapaz nos atende com muita simpatia em inglês. Recebemos um mapa, folders e explicações. Achei bem profissional. O material é de primeira, com as atrações explícitas.

Fomos caminhando para conhecer o centro e aí nos deparamos com uma cidade medieval de conto de fadas. As casas de pedra, os rios que passam pela cidade: o Durteint e o Voulzie, a beleza de sua natureza em um dia de inverno e chuvoso. Uma lindeza!

Como era hora de almoço, descobrimos em uma ruela lateral à principal (Rue Duval, a Rua Saint-Thibault muda de nome de tempos em tempos) um restaurante de gente da terra: L´Osteria (6 Place Honoré de Balzac). A dica foi pedir pizza vegetariana para mim e Provençal para o Carlos. Era tanta em cada prato que ainda dividimos. O vinho foi rose da região, bem refrescante, uma delícia.

Depois, passeamos pela cidade, não teríamos tempo de ver muitos monumentos. A cidade tem altos e baixos. Entramos na Torre César (era chamada de Grande Torre ou Torre do Conde, mas no séc. XVII mudaram para o nome atual), construída na ponta de uma colina rochosa no começo do séc. XII a fim de proteger o palácio do Conde e dominar o vale. A torre era um potente símbolo do poder dos condes de Champagne, usada como proteção, prisão, torre sineira e lugar de retirada militar. A gente olha todos os compartimentos e em cima tem um visual extraordinário do vale. No fim da visita, há um filme sobre o reino de Henry, o Liberal à época.  Interessante dizer que a sala conhecida como Gabinete do Governador era a única a ter lareira.

Continuamos o percurso. As muralhas fortificadas protegiam a cidade toda e alcançavam até 5 km. Adentramos a igreja colegiada de Santo Quiriace, que tem uma placa do lado de fora em homenagem à heroína francesa e santa Joana D´Arc. Em 3 de outubro de 1429 ela assistiu a uma missa ali ao lado do rei Charles VII. Em 1929 foram comemorados os 500 anos desse fato histórico, por isso a placa. A basílica foi erigida por Henrique I, comandante das regiões de Champagne e Brie (de lá vem a original bebida espumante champanhe e o queijo cremoso Brie). Outra placa na entrada informa que em 1662 um incêndio a destruiu parcialmente, tendo sido reconstruída ao longo dos anos lentamente.

Durante o ano há festas diversas, por exemplo: o Festival da Colheita, a Feira de Outono e, principalmente, o Festival Medieval, com acrobatas, cavaleiros, pessoas vestidas com roupas da época, músicas, danças, rememorando a atmosfera alegre das feiras de Champagne. Em 2019 foi em 15 e 16 de junho. Deve ser espetacular. E o Natal será em 14 e 15 de dezembro, com mercado medieval e tradicional e muitas atividades relativas ao período. O calendário está disponível em www.provins.net. Fazem três shows medievais ao longo do ano: A Lenda dos Cavaleiros (luta de cavaleiros medievais), A Idade das Muralhas (apresentam lutas e jogos equestres) e As Águias das Muralhas (mostram a arte da falcoaria).

Tomamos um café no Le Gout´ The na 49, Rue du Val. A dona tão simpática com a gente,  indicou-nos um hotel que é um apartamento, de fato. Está no Booking.com e se chama Le Royal Hubert, localizado no número 1, Rue Christophe Opoix. Não chegamos a conhecer, pois não vimos a placa. Ela disse ser ao lado do café. Olhei na internet e promete. A região é cara, mas vale.

O dia foi perfeito. Provins é apaixonante e desconhecida para muitos. As lojinhas são adoráveis com seus ambientes medievais. Uma com venda de todo tipo de decoração para jardins, então, foi de se beliscar. Queria ter explorado mais, fica para outra.

A volta a Paris foi o mesmo trajeto de ida ao contrário. Tem que passar o tíquete para confirmar na máquina da estação, todavia ela não estava funcionando. Partimos com ele na mão, de qualquer jeito. A França vale muito por esses recantos escondidos. São os melhores!

Itália – Milão – Tirano – Trem Bernina – St. Moritz

Itália – Milão – Tirano – Trem Bernina – St. Moritz

Foto postal da Suíça
Suíça encantada-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2019, dia de São Valentim, o protetor dos enamorados. Estamos em Tirano vindos de Milão de ônibus, na excursão de um dia até St. Moritz na Suíça com a agência Zani Viaggi.

O almoço no restaurante Ai Portici (Viale Italia, 87), pago no ônibus antes da chegada à cidade, por 16 euros valeu. O local é bem confortável e o tratamento muito bom. Vamos ao menu:

Entrada: bresaola com azeite e limão ou salada Caprese
Prato principal: pasta com tomate (macarronada)
Bebida 1: água mineral com gás ou sem
Bebida 2: uma taça de vinho tinto ou branco DOC

Esclarecendo que “bresaola” é típico do vale de Valtellina e significa, segundo a Wikipédia, “tipo de carne seca ao ar livre (normalmente carne bovina), que foi envelhecida por dois ou três meses até se tornar rígida e adquirir um vermelho escuro, quase roxo”.

Enfim, entramos no trem vermelho Bernina às 13h. O guia do trem distribui mapas em inglês e italiano. A pontualidade é suíça. Não mostramos os passaportes na entrada da estação. Há uma controladora de passagens, mas ela apenas olhou, sem pedir nada. As janelas são grandes e podem ser abertas, pois o trem é panorâmico. Começamos a sentir a emoção de subir os Alpes. Estar em um trem como esse que é Patrimônio Mundial pela UNESCO é de se beliscar. Ai, que emoção! Todos são tocados por uma felicidade completa.

O trem é movido à energia elétrica e anda rápido. Foi construído há mais de 100 anos e é considerado um marco da engenharia. É a única linha de trens suíça que atravessa os Alpes, faz parte da Ferrovia Rhaetian. São 61 km espetaculares entre Tirano e St. Moritz. No passeio há americanos, espanhóis, chineses, brasileiros, em suma, multinacional.

Tirano está a 429 m acima do nível do mar. Estamos a 3 km da fronteira da Suíça. Passamos por Campocologno já no país vizinho, Brusio, Le Prese, Poschiavo (1014 m), Alp Grum (2091m), Ospizio Bernina (2253m), Bernina Diavolezza, Morteratsch, Pontresina (1774m) e, finalmente, St. Moritz (1775m), a famosa estação de esqui nos Alpes suíços e um dos destinos turísticos mais desejados no mundo. O percurso é tão belo que não tenho palavras para descrever… toda aquela neve com vilarejos encantados, parece um livro de conto de fadas. Êta país mais mágico!

Interessante dizer que o trem deu uma parada por problemas técnicos por 10 minutos. Foi bom ficar olhando a paisagem. Amo a neve, é tão linda. Em Surovas, perto de St. Moritz, teve gente entrando no trem com esquis. O trem vai subindo e nós testemunhamos os atletas do esqui descendo as montanhas.

Os suíços falam quatro línguas: romanche, francês, italiano e alemão. Ainda estamos no vale Valtellina. O lago congelado em St. Moritz está perfeito para as fotos especiais.  O suíço respeita o espaço do outro e gosta de sua vida calma.

Falemos em St. Moritz. “São Maurício” em português é cara e inigualável, mas cerca dela existem vilas mais em conta. Na parte baixa da cidade está o lago St. Moritz congelado e na parte de cima, a estação de esqui. Do lago, vê-se a cidade de “boneca” com lojas variadas, sendo as mais procuradas por turistas “de um dia”, as de chocolates. No animado centro há também bons restaurantes e hotéis. Seu desenvolvimento começou a partir de 1864 com a chegada dos primeiros alpinistas, conforme a Wikipédia. Localiza-se no Cantão Grisões e na região Engadina.

O guia Maurício da Zani Viaggi nos deu uma hora para conhecer um pouco da cidade. Impossível! A gente ficou só no lago e correndo, preocupados com a hora. Foi uma pena não termos visitado a cidade, me prometi voltar com tranquilidade no futuro.

No lago congelado, os habitantes vivem normalmente. Jogam críquete, andam de patins, esquiam e praticam kitesurf. Fiquei impressionada, há bares e pontos de encontro em cima do gelo. Com a neve o frio diminui. O guia marcou o retorno para as 16h15 em frente da estação de trens.

Às 16h30 o ônibus partiu. Percebi estarem todos satisfeitos. Apesar do pouco tempo, é uma viagem obrigatória. Na volta cruzamos mais dois lagos congelados: Silvaplana e Sils. E seguimos por um caminho diferente, pela estrada que circula a montanha chamada Maloyapass. Os Alpes têm muitas curvas, não é fácil de dirigir.

Na vila de Chiavenna está a Aduana entre a Suíça e a Itália. Vamos conhecendo outros lugares: Piuro, Burgonuovo etc.

Chegamos a Milão depois das 20h e ainda fomos comer no centro. Viva Milão! Cidade inventiva, jovem e colorida, amei! E voltarei para mais tempo. Raquel Freire, obrigada pela dica desse passeio magnífico. Se não fosse você e sua expertise em Itália, não saberíamos.

Fim de viagem. Foi bom demais ter viajado com o Carlos, a Denise e o Vinícius. Valeu!

 

 

 

 

Itália – Milão – Tirano rumo à Suíça

Itália – Milão – Tirano rumo à Suíça

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2019, data em que se homenageia São Valentim, o protetor do amor e da amizade na Europa e nos Estados Unidos. Está muito frio às 6h45 da manhã e estamos em frente à agência de turismo Zani Viaggi no Largo Cairoli na Via Cusani em Milão. O jeito foi comer um croissant integral com mel e tomar um café com leite ali perto. Uma delícia!

 

O intuito do dia todo é chegar a St. Moritz na Suíça de trem de Tirano, Itália. São dois ônibus lotados de chineses e japoneses. Muito do material turístico recebido está escrito na língua deles.

O motorista se chama Salvatore e o guia Maurício. No caminho a Tirano, do lado italiano, vamos conhecendo mais Milão e arredores. Vamos lá. O Parco (parque) Sempione é romano; Milão era a capital do Império Romano; a cidade é circular, algo típico desses conquistadores, pois construíam cidades geométricas. As muralhas da cidade foram destruídas na II Guerra Mundial, somente ficaram os portões.

A Porta Venezia fica na direção oeste; a Romana no sul e a Porta Garibaldi é uma área histórica que conecta a área administrativa com o calçadão de pedestres Corso Como.

A Itália faz fronteira com a França, Suíça, Eslovênia e Áustria. Na área metropolitana são dois milhões de habitantes.

Rumamos ao lado mais norte em direção ao grupo das montanhas Bernina. Veremos diferentes cenários e visuais incríveis. O passeio é um tour panorâmico. Passamos pelo lago di Como e por Lecco, a cidade da outra ponta. Vive-se de turismo e agricultura na região. O clima é bom. Na área há uns cinquenta lagos diferentes, nós vemos uns vinte. Cruzamos a pérola do lago: Bellagio. Pena que no inverno as lojas e os restaurantes estão fechados. A cidade de Como está localizada no lado sudeste do lago; na direção norte, indo para o local onde o lago se divide em dois está Bellagio. Dizem ser uma cidade bela com jardins, palácios, hotéis luxuosos e vilas. Vale acrescentar que o Lago di Como é o menor, mas o mais profundo: 250 m de profundidade.

Na rota atravessamos vários túneis longos perfurados na montanha, fantástico! Segundo o livro Itália da Lonely Planet, “do extremo norte do Lago di Como, o vale Valtellina acompanha o curso do rio Adda entre a fronteira montanhosa com a Suíça e os Alpes de Orobie”. Explicando um pouco que os Alpes de Orobie ou Alpes de Bérgamo são um maciço montanhoso que se encontra  na região de Bérgamo, de acordo com a Wikipédia. Passamos por vilarejos neste vale ensolarado e baixo, onde se plantam hortaliças, frutas e milho controlado.  No fim do vale estão as maçãs. Há produção de leite e queijo suave e doce, o que faz os italianos competir com os franceses pela excelência. Os produtos são de montanha.

A uva para o vinho Valtellina é plantada na parte alta, do lado esquerdo da montanha, pois o corpo e o teor alcoólico melhoram com a altitude. Em 1968 a classificação DOC de qualidade regional foi dada ao Valtellina Superiore, conforme o referido livro. Há adegas a ser visitadas em Sondrio, no centro do vale.

As casas têm estilo alpino, são vilas e mais vilas. As pequenas têm casas antigas charmosas. A tradição da região é usar pedra. Os terraços de pedra seca são criados com o sistema de não fixação, sem cola ou cimento. A pedra é colocada uma em cima da outra.

Os bárbaros, que vieram do norte pelas montanhas, tentaram controlar a área, porém foram vencidos pelos romanos.

O trabalho para os habitantes é duro, são muitas horas ao sol nas vilas de casas de pedra. Tivemos uma parada técnica para banheiros no Outlet com muitas lojas no caminho para Tirano e passamos por terraços de cultivo de uvas. O vinho Inferno e o Sassela são famosos. O vale também é bom para esportes, como ciclismo, caminhadas, caiaque no rio e escaladas nas montanhas.

Às 10h30 adentramos Tirano, a 3 km da fronteira suíça. Faz parte da província de Sondrio. Pagamos 16 euros no ônibus para o menu especial de almoço no Ai Portici no centro, na Viale Italia, 87. Saímos do ônibus e vamos andando pela cidade. Ela não é típica de montanha.

Visitamos a Basílica Madonna di Tirano (Santuario della Madonna di Tirano), igreja românica do séc. XVI, localizada na Piazza Della Basilica, 1. Considerada foco da identidade local, tem uma história relacionada a ela. A Virgem Maria apareceu a Mario Degli Omodei em 29 de setembro de 1504. O irmão dele estava doente com a “praga”. Fazem missas no lugar onde Ela apareceu. O púlpito é de madeira escura e foi esculpido por um artesão. O órgão do séc. XVII é imponente. A basílica é muito trabalhada. Há um vitral na parte de cima em que Nossa Senhora aparece para Mario Omodei dizendo que tudo dará certo.

Achei a Villa di Tirano linda. O clima de 7ﹾ C está uma delícia. O guia, infelizmente, fala em inglês tão apressadamente que não tive tempo de tirar dúvidas.

No outro lado da vila se situa a parte de comércio, lojas, bancos etc. O trem Bernina passa atrás da basílica. Vi um semáforo, a cidade é pequena. O rio Adda que passa por Tirano alimenta o Lago di Como. Gostei do passeio até aqui.

Continuaremos com o almoço em Tirano e o restante da viagem. Suíça lá vamos nós.

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Entrada no trem Bernina em Tirano com destino a St. Moritz na Suíça-foto tirada por Mônica D. Furtado

Itália – Como e Brunate

Itália – Como e Brunate

Hoje é dia 13 de fevereiro de 2019. Estamos em Milão. O passeio bate e volta do momento é para Como, o funicular e o Lago di Como ou Lario. Chegamos às 9 h na agência de turismo Zani Viaggi no Largo Cairoli na Via Cusani. Entramos no ônibus e recebemos audioguias, mapas e dispositivo para o pescoço para a escuta individual. Muito profissional. O retorno será às 18h30. A motorista Rosa e a guia Valeria nos recebem.

O dia está perfeito para fotos, pois está ensolarado. No caminho a guia Valeria dá dicas da cidade de Milão. Aliás, ela é italiana e fala inglês, espanhol e português. Excelente. O moderno bairro City Life, com seus prédios luxuosos de escritórios e de moradia, chama a atenção, além de shopping malls, restaurantes, cafés, bares e cinemas. No distrito existe um parque com um conceito contemporâneo. O apartamento mais barato na área é na base de um milhão de euros.

Nós nos dirigimos à autopista para Como com controle de velocidade e pedágio. É impecável com muitos paredões ao longo da via com o intuito de proteção contra acidentes. As velocidades são diferentes nas pistas, vão de 40 a 90 km/h. Estamos na região mais industrializada da Itália.

Acrescentando algo sobre Milão, é interessante dizer que muitos carros não podem entrar no centro, por causa da lei existente há cinco anos proibindo isso. Resultou na diminuição da circulação de automóveis.

Até Como, só vi indústrias. Lindeza mesmo, somente perto da entrada. Em 45 minutos adentramos na cidade. Estamos perto da fronteira da Suíça.

Como era inverno, ainda enxerguei neve nas calçadas. Nesta temporada, houve poucas nevadas na região de Milão. Detalhe: tive uma crise de rinite alérgica no ônibus, coçava tudo. Felizmente, passou.

Falemos na bela Como. O lago tem um microclima próprio, não neva muito. A cidade é fofa, os moradores cuidam melhor de seus jardins do que de suas casas. O lugar com suas vilas, prédios baixos, limpeza e calçadão circundando o lago com barcos significa puro deleite. Aliás, leitores, precisam de jardineiros lá. Deve ser um vidão!

Estamos a pé no pequeno centro histórico. As torres e a fortaleza de pedra de 1000 anos foram erigidas pelos longobardos ou bárbaros. No coração da cidade está a Catedral com seus tetos vermelhos e o Teatro Sociale. O município é perfeito para férias e para o tratamento de tuberculose, por conta do ar fresco.

Pegamos o funicular, construído em 1894, com estilos art-noveau e modernista na Piazza de Gasperi para subir a Brunate, pequena cidade de montanha a 800 m acima do nível do mar.

Achei uma mistura da portuguesa Ilha da Madeira e da chilena Viña del Mar com suas casas adoráveis. Na localidade há um sanatório. Trata-se de uma vila tranquila no topo da serra com vistas magníficas.

A temperatura está agradável: 6ﹾ C. A subida do bondinho leva sete minutos. Nosso horário de encontro para descer é ao meio dia.

De volta ao centro histórico, muito aprendi com a guia Valeria. O forte de Como é a produção de seda, considerada a melhor da Europa. As vilas ricas são de famílias produtoras desde 1450, ou seja, uma longa tradição. Os costureiros famosos de alta costura compram a seda para as suas criações lá.  Estamos falando de Valentino, Prada, Gucci, Dolce & Gabanna etc.

A construção da Catedral ou Duomo iniciou-se no séc. XIV (1396-1740). A sua torre tem 1000 anos. O Mercado foi feito pelos bárbaros na época medieval; a cidade quadrada e a praça principal foram edificadas pelos romanos. Na história da cidade, primeiro vieram os bárbaros do norte da Europa (longobardos): da Rússia, Alemanha e Escandinávia. Ficaram por oito séculos (mais do que em Milão). Em Como se depararam com os Mestres Comacinos (haviam fugido para Comacina, ilha fortificada no lago de Como, a fim de escapar dos bárbaros), que trabalhavam o mármore e a madeira. A arte era perfeita e se espalhou pelo continente na época medieval. Depois de 20 anos sendo assediados pelos longobardos ou lombardos, esses os subjugaram, mas os tomaram como arquitetos e assessores da reconstrução. Vale ler http://www.glada.org.br/A-Maconaria/Origens-da-Maconaria.

A Catedral é toda em mármore de uma pedra da região e tem uma alta cúpula octogonal. Existem dois senhores sentados na frente dela protegidos por um vidro, são dois filósofos: o Plínio jovem e seu tio. Escreveram sobre a destruição de Pompeia na Itália pelo vulcão Vesúvio, pois eram repórteres e viram tudo de um barco. A entrada da Catedral é pelo lado esquerdo. Está situada na Piazza del Duomo. Seu estilo predominante é gótico, com elementos românicos, renascentistas e barrocos.

A Basílica di San Fedele é mais antiga que a Catedral, originou-se no século VI. Sua rosácea do século XVI e preciosos afrescos dos séculos XVI e XVII reforçam o charme. Localiza-se na Piazza San Fedele. Também passamos pela Porta Torre de 1192. De lá fomos almoçar pedaços de pizza em uma padaria. Como na Espanha, o comércio fecha para a sesta. Imperdível Como com suas ruelas. Foi uma grata surpresa.

Daí, rumamos para uma hora de passeio de barco pelo lago, o pegamos no porto na Piazza Cavour com a Tour Bacino di Como. A companhia é a Navigazione Lago di Como. O barco parece um vaporetto de Veneza e para nos portos de Tavernola, Cernobbio, Moltrasio, Urio e Torno. Existem povoados ao redor do lago e gente praticando esportes aquáticos. O percurso é repleto de belezas. O casal sensação: ator George Clooney e advogada Amal Alamuddin tem uma vila escondida. Não dá para ver, pois é bem guardada e dura um dia para chegar ao local. Há uma escultura no meio do lago que representa “a onda de eletricidade da bateria de Alessandro Volta”. Esse físico italiano (1745-1827) criou a primeira pilha elétrica em 1800.

Depois do passeio, ganhamos 20 minutos para fazer qualquer coisa. Resolvemos continuar pela cidade. Tomamos gelato na sorveteria Guidi por 2,50 euros. Lembramo-nos dos amigos Guidis de Vinhedo-São Paulo.

No final do passeio, a guia nos entregou uma folha com notas e opiniões sobre o dia, o trabalho dela, enfim, tudo profissional. Parabéns.

De volta a Milão, paramos em uma loja de bebidas “Signorvino” perto do Duomo para provar o afamado drinque Aperol Spritz: Aperol, vinho branco e água com gás. O Carlos gostou mais do que eu. Aproveitamos para comprar limoncello (drinque italiano de limão) por 16,90 euros e um vinho Brunello di Montalcino por 30 euros. Um achado. Considerado o melhor vinho da Itália.  No Brasil, nem pensar de tão caro.

Que dia mais completo! Viva a Itália!

 

Itália – Milão – Castello Sforzesco

Itália – Milão – Castello Sforzesco

Hoje é dia 12 de fevereiro de 2019 e ficamos em Milão para passeios. Estamos no hotel Golden Milano e na saída pós-café da manhã, observei algo: havia um monte de material e lixo reciclável na calçada. Pelo visto, o caminhão iria passar e pegar. Vejo isso em Porto Alegre-RS. Muito bom para a natureza. Também como testemunhei em Florença no mesmo país uma máquina que passa limpando a rua. Fantástico. O clima facilita não ter insetos, mas a limpeza ajuda mais ainda. Está muito frio: 12ﹾ a 13ﹾ C. No prédio do hotel há dentista, escritórios e moradas. Que cidade!

A visita do dia é o Castelo Sforzesco ou Castelo de Milão, localizado na Piazza Castello. Possui sete museus especializados em fragmentos da história cultural e cívica de Milão. Estamos na Porta Humberto I. Era conhecido como Castelo Porta Giovia do tempo da lei Visconti quando em 1368 Galeazzo II Visconti, Lorde de Milão, autorizou a construção de uma estrutura fortificada nas muralhas da cidade. De acordo com o livro Itália da Lonely Planet, “originalmente era uma fortaleza dos Visconti, esse icônico castelo de tijolos serviu mais tarde como lar da poderosa dinastia Sforza, que governou Milão durante a Renascença. As defesas do castelo foram projetadas pelo multitalentoso Leonardo da Vinci. Posteriormente, Napoleão drenou o fosso e removeu as pontes levadiças”.

Desde 1952, Milão tem sido casa para a última escultura de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni: a Pietà Rondanini, significando “a Madona segurando o corpo de Jesus morto depois da crucificação”. A obra ficou inacabada com a morte dele aos 89 anos (nasceu em Caprese em 1475 e faleceu em Roma em 1564). Trata-se de uma obra dramática e é feita de mármore. Confesso ter achado a obra um tanto estranha. Se estivesse acabada, seria magnífica, certamente, já que estamos falando do genial Michelangelo.

O Museu de Arte do Castelo data do séc. IV. Há sarcófagos dos cristãos e arte provincial da antiga Roma. O monumento sepulcral de Bernabò Visconti do séc. XIV é belo. Tudo está escrito em italiano, mas com papéis explicativos em inglês.

O mausoléu de Franchino Rusca é de 1350. A obra Madonna com Bambino de Bonino da Campione Circa é de 1360; a sala de tapeçarias tem objetos do séc. XVI, sendo uma delas a de Santo Ambrogio de 1565-1566; a sala decorada por Leonardo da Vinci tem o teto esplendoroso em azul; existe a arte toscana e veneta do séc. XV; da mesma forma há outra pintura de Madonna com Bambino, porém conhecida como Madonna Lia, de Francesco Galli de 1495.

Na Galeria de Pinturas existente desde 1530, há quadros religiosos de Alessandro Bonvivino detto Moretto (de Brescia, 1498-1554); de Giovan Battista Moroni (de Bérgamo, 1520-1578) tem “O Martírio de São Pedro de Verona”; e  “O Martírio de Santa Giuliana” de 1595, de Carlo Caliari (Veneza, 1570-1596).

A sala 2 tem móveis antigos, a qual considerei bastante original. Do Palácio Sormani existe mobiliário do séc. XVIII (1759), quadro Console do mesmo século, papéis de parede e poltronas estofadas em tapeçaria de Beauvais com cenas ilustrativas das fábulas de La Fontaine, aparador (cassettone) de 1790, espelho rococó e mesa dos séculos XVIII e XIX, cadeira circular de Carlo Bugatti de 1902 etc. Quanta riqueza!

Na Pinacoteca do Castelo há cerâmicas, presépio napolitano do séc. XVIII, louças, talheres, pratos e quadros pintados de louças. Ademais, as salas de fabricação de instrumentos musicais antigos e as exposições dos instrumentos antigos, em homenagem a Riccardo Antoniazzi, de 1910, como lira, harpa, bandolim, guitarra e violino mostram um trabalho considerável. Ele era de família fabricante de violinos, sendo considerado o mais competente. Também era violinista (1853-1912).

Vi militares do Exército andando pelo castelo. Excelente circuito, o museu é enorme e robusto.

De lá saímos para o almoço no Majestic Café e Bistrô na Via Dante, 15. Depois, voltamos ao ônibus hop on-hop off: parada Castello, linha azul. Mais um passeio.

Em minha opinião, a parte nova de Milão parece com Santiago do Chile e a antiga com Paris. A Cripta San Giovanni in Conca da igreja derrubada é Patrimônio Cultural da Humanidade.

Mais lojas e enfim, jantar. O lugar é muito peculiar e se chama Pasta e Pizza alla Scala, localizado perto do teatro homônimo, na Via Giuseppe Verdi, 6. Oferece boa música clássica e loja com antiguidades: CDs, discos, pinturas de Maria Callas, Nureyev, fotos de cinema, estátuas de Mozart, anjos, colares, revistas, ufa! Tanta coisa interessante. Amei o local. Pedimos crepe de presunto e queijo BRIE com suco de laranja. Como o Carlos e eu adoramos cinema, estávamos nas nuvens. Decididamente, um lugar exótico e atraente. Maravilhoso.

O próximo artigo será sobre Como.

Itália – Bérgamo

Itália – Bérgamo

Nós em Bérgamo
O Carlos, o Vinícius, eu e a Denise em Bérgamo-Itália-foto selfie tirada por Denise Alencar

Hoje é segunda-feira, dia 11 de fevereiro de 2019. Ainda no hotel Golden Milano, tomamos o café da manhã por 7 euros por pessoa. Chamo a atenção para o iogurte Malga Tirolese de frutas, uma cremosidade deliciosa. Nutella na Itália é Noccio. Sempre ótimo.

Estamos em Milão e pegaremos o trem para Bérgamo na estação Milano Centrale. Formosa com suas lojas e cafés. O movimento é grande tanto fora como dentro. Pela Trenitalia Regional Express há opções de hora em hora, por exemplo: sai às 8h05 da manhã e chega lá às 8h53 ou sai às 9h05 e chega às 9h53 e daí por diante. São 48 minutos de viagem. Já na volta com horários para aproveitar a cidade, sai de Bérgamo às 13h02 e chega a Milão às 13h50 da tarde.

Com era inverno e estávamos em quatro só entramos no trem às 10h05 e de outra empresa: a Trenord. Compra-se o bilhete na bilheteria e ele tem que ser validado nas máquinas amarelas em frente à plataforma do trem. Isso é obrigatório. O trem é mais velho, mas pontual. Amo trens!

Comecemos o percurso pelos arredores de Milão. Primeira parada: Lambrate; segunda parada: Pioltello Limito; terceira parada: Treviglio Ovest. A gente passa pela zona rural, vemos fazendas de gado com as montanhas e seus picos nevados ao fundo. Nas cidadezinhas os prédios são baixos. Cruzamos com uma termoelétrica, com um rio que vem do degelo da neve e com estufas de hortaliças. O dia está ensolarado, um pouco mais quente. Adentrou no trem um rapaz se dizendo sem teto e sem emprego, com duas crianças pedindo dinheiro por meio de um papel.

Quarta parada: Verdello-Dalmine. Essa eu considerei graciosa e bem habitável com casas de dois andares coloridas.

Pronto. Chegamos a Bérgamo. Estamos na Cidade Baixa na Piazza Guglielmo Marconi. A estação é pequena e lá mesmo se compra a passagem do ônibus em direção à Cidade Alta. Foram 10,40 euros para os quatro: ida e volta.  De funicular chegamos à Cidade Alta.

A Cidade Alta é o point turístico, amuralhada, imperdível. São 5 km de muralhas venezianas. Parece com a parte antiga de Québec-Canadá. Dentro há museus, lojas e restaurantes. As ruelas medievais são apaixonantes. A igreja de St. Ágata Del Carmine é bonita demais.

Bérgamo tem um atraente acervo de arquiteturas medieval, renascentista e barroca, sendo considerada uma das mais belas e interessantes do norte da Itália, conforme o livro Itália da Lonely Planet. Falando em história, a cidade foi controlada por Veneza por 350 anos até a chegada de Napoleão.  O coração da Città Alta é a Piazza Vechia, isto é, Praça Velha.

Como já era hora do almoço, descobrimos um café promissor: Café Del Corsarolla na Via Bartolomeo Colleoni, 17. Pedi salada e uma panizza grande com presunto e queijo de búfala por 7 euros, além de um latte machiato por 6 euros. Eis um clássico italiano. Segundo a nespresso.com, leite quente e a espuma cremosa harmonizam com o sabor café. Como os italianos gostam de música americana…

Na padaria Il Fornaio (Via Bartolomeo Colleoni, 1), provamos uma especialidade da terra: polentina mignon por 1,90 euros. Tem creme de amêndoa e é mais doce. Os nativos amam essa iguaria. Também é dita como polenta e osei. De acordo com o site italiaparabrasileiros.com, é uma espécie de pão de ló recheado com creme, chocolate e licor, um pássaro de chocolate em cima e açúcar de confeiteiro amarelo ao redor.

Passeamos pela Cidade Alta, sentimos seu aroma de antiguidade conservada e fomos à Piazza Del Duomo onde encontramos a Basílica românica di Santa Maria Maggiore, Cattedrale di Sant´Alessandro (Duomo) e Batistério. A basílica é vizinha do Duomo e tem diversas influências arquitetônicas.

O livro Itália da Lonely Planet diz que da basílica se destaca a renascentista Capella Colleoni, ostensivamente acrescentada à lateral, voltada para a praça entre 1472 e 1476. Construída como mausoléu para Bartolomeo Colleoni (1400-1475), comandante mercenário bergamasco que liderou os exércitos de Veneza em campanhas por todo o norte da Itália, ela é decorada com afrescos do mestre veneziano do rococó Giambattista Tiepolo (1696-1770). Separado da igreja há um batistério octogonal de 1340, transferido para o endereço atual em 1898. Foi edificado por Giovanni da Campione para a Basílica de Santa Maria Maggiore. Já o Duomo é o núcleo da vida espiritual da cidade. Tem uma linda fachada branca, laterais marrons e um formato atarracado. Diz o site en.wikipedia.org que a Cattedrale di Sant´Alessandro ou Duomo é dedicada ao santo Alexandre, santo patrono da cidade. Trata-se da sede do bispado.

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Funicular que vai da Cidade Baixa à Alta e vice-versa em Bérgamo-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Voltamos de funicular, pegamos o ônibus na parada na praça principal para a estação 1 A. A passagem de ônibus validamos no funicular. É válido por 75 minutos. O trem partia às 15h02 para Milão. Pontualidade elogiável. Dentro da estação de Milão, aconselho a lanchonete Mignon.

Chegando a Milão, pegamos os ônibus turístico hop on-hop off, o qual ainda tínhamos direito e fomos direto ao centro. Enfim iríamos conhecer a bela catedral, a fila estava menor. Por 3 euros por pessoa e tendo sido revistados pelo Exército, entramos no maravilhoso Duomo de mármore rosa da Candoglia. No seu interior há os maiores vitrais do mundo cristão. A sua fachada branca é adornada por 135 pináculos e 3,2 mil estátuas, é deslumbrante. Mais: o site pt.wikipedia.org reforça que a construção começou em 1386 sob a iniciativa do arcebispo Antonio da Saluzzo, em um estilo gótico tardio de influência francesa e centro-europeia, distinto do estilo corrente da Itália de então. Eis uma catedral para conhecer antes de morrer.

Nosso jantar pós-passeio foi no Gran Café Visconteo, com o visual impressionante da catedral a nossa frente. Um show! Vinho Chianti, salada mediterrânea e tiramisu de sobremesa. Quer vida melhor? Na mesa ao lado, dois brasileiros ligados à moda: o Danilo, maquiador, de Ribeirão Preto-SP e a Kel, estilista, baiana de Porto Seguro. Divertidíssimos, nos disseram do falecimento do estimado âncora da BAND Ricardo Boechat. Perda chocante. Aliás, na próxima semana haveria a Semana da Moda, por isso a presença deles.

Milão respira moda. Existem muitos outlets a visitar fora da cidade e agências levam os interessados. Nosso passeio depois de Bérgamo em Milão foi pelas lojas no centro. Entramos na Zara para ver as promoções. Se segure bolso… são épocas de descontos, ou seja, fevereiro foi uma boa ideia. Uma loja ao lado da outra é de enlouquecer. Ver o milanês na rua é assistir a um desfile de modas. Uau! Eu me senti totalmente à vontade na cidade, são tantos turistas, êta Milão instigante.

 

Itália – Milão – Museu Del Duomo

Itália – Milão – Museu Del Duomo

Denise e Vinícius em frente ao Duomo-Milão
Denise Alencar e Vinícius Tavares em frente ao Duomo-Milão-foto tirada por Carlos Alencar

Hoje é dia 10 de fevereiro de 2019 e após o passeio no ônibus turístico, nos dirigimos ao Museu Del Duomo, ou seja, o museu que conta a história da Catedral, construída de 1519 a 1891. A entrada foi de três euros. Está localizado no térreo do Palácio Real.

Segundo o site duomomilano.it, o museu é relativamente jovem. Foi inaugurado em 1953 com a criação de Ugo Nebbio. Em 1974 teve curadoria de Ernesto Brivio, passou um tempo fechado e finalmente foi reaberto em 2013, com a instalação de Guido Canali. O museu foi enriquecido por coleções, graças ao trabalho de substituir trabalhos de arte arruinada que foram retiradas por várias razões e particularmente depois das vicissitudes da guerra. O circuito se inicia pelo Tesouro, depois conta a história do Duomo através dos séculos.  A Catedral é uma empresa coletiva, resultado de trabalho paciente com a contribuição de artistas famosos ou não. Há serviços educacionais com escolas, famílias e excursões guiadas.

Começando a visita, vemos a Madonna in Trono col Bambino (a Madona no Trono com o Menino Cristo) de Leonardo Michelino do séc. XV.  Também estão em exposição objetos de liturgia, pinturas, bustos de bronzes, cruzes e relicários. Pináculos e apóstolos em mármore branco-rosa de Candoglia (no Lago Maggiore) da mesma forma estão presentes. É o mesmo mármore encontrado no piso da Galleria Vittorio Emanuele II.

Há esculturas de santos dos séculos XII, XIV e XV. A tapeçaria da Paixão de Cristo feita entre 1467 e 1468 e de origem franco-flamenco é linda. Foi doada pelo arcebispo Stefano Nardini. A sala escura com os vitrais com motivos religiosos do séc. XVI é impactante.

O percurso inclui a pequena igreja São Gottardo in Corte que foi construída entre 1330 e 1336 como a capela para a corte e devotada à Virgem Maria. O campanário, isto é, a torre da igreja onde ficam os sinos, de forma octogonal, estava sendo restaurado em fevereiro de 2019. As modificações de arquitetura foram feitas por Francesco Pecorari, originário de Cremona. À época entre 1329 e 1339, o senhor de Milão era Azzone Visconti (1302-1339), mecenas das artes. Foi ele o responsável pela renovação artística em Milão.

Vale a pena este passeio. Após isso, fomos à Piazza Del Duomo e encontramos o Bistrot 7SGIO. Comemos pizza marguerita com um suco de laranja diferente do nosso. Pizza na Itália tem uma massa boa demais.

Seguiremos na Itália com Bérgamo.