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Itália – Milão – Tirano rumo à Suíça

Itália – Milão – Tirano rumo à Suíça

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2019, data em que se homenageia São Valentim, o protetor do amor e da amizade na Europa e nos Estados Unidos. Está muito frio às 6h45 da manhã e estamos em frente à agência de turismo Zani Viaggi no Largo Cairoli na Via Cusani em Milão. O jeito foi comer um croissant integral com mel e tomar um café com leite ali perto. Uma delícia!

 

O intuito do dia todo é chegar a St. Moritz na Suíça de trem de Tirano, Itália. São dois ônibus lotados de chineses e japoneses. Muito do material turístico recebido está escrito na língua deles.

O motorista se chama Salvatore e o guia Maurício. No caminho a Tirano, do lado italiano, vamos conhecendo mais Milão e arredores. Vamos lá. O Parco (parque) Sempione é romano; Milão era a capital do Império Romano; a cidade é circular, algo típico desses conquistadores, pois construíam cidades geométricas. As muralhas da cidade foram destruídas na II Guerra Mundial, somente ficaram os portões.

A Porta Venezia fica na direção oeste; a Romana no sul e a Porta Garibaldi é uma área histórica que conecta a área administrativa com o calçadão de pedestres Corso Como.

A Itália faz fronteira com a França, Suíça, Eslovênia e Áustria. Na área metropolitana são dois milhões de habitantes.

Rumamos ao lado mais norte em direção ao grupo das montanhas Bernina. Veremos diferentes cenários e visuais incríveis. O passeio é um tour panorâmico. Passamos pelo lago di Como e por Lecco, a cidade da outra ponta. Vive-se de turismo e agricultura na região. O clima é bom. Na área há uns cinquenta lagos diferentes, nós vemos uns vinte. Cruzamos a pérola do lago: Bellagio. Pena que no inverno as lojas e os restaurantes estão fechados. A cidade de Como está localizada no lado sudeste do lago; na direção norte, indo para o local onde o lago se divide em dois está Bellagio. Dizem ser uma cidade bela com jardins, palácios, hotéis luxuosos e vilas. Vale acrescentar que o Lago di Como é o menor, mas o mais profundo: 250 m de profundidade.

Na rota atravessamos vários túneis longos perfurados na montanha, fantástico! Segundo o livro Itália da Lonely Planet, “do extremo norte do Lago di Como, o vale Valtellina acompanha o curso do rio Adda entre a fronteira montanhosa com a Suíça e os Alpes de Orobie”. Explicando um pouco que os Alpes de Orobie ou Alpes de Bérgamo são um maciço montanhoso que se encontra  na região de Bérgamo, de acordo com a Wikipédia. Passamos por vilarejos neste vale ensolarado e baixo, onde se plantam hortaliças, frutas e milho controlado.  No fim do vale estão as maçãs. Há produção de leite e queijo suave e doce, o que faz os italianos competir com os franceses pela excelência. Os produtos são de montanha.

A uva para o vinho Valtellina é plantada na parte alta, do lado esquerdo da montanha, pois o corpo e o teor alcoólico melhoram com a altitude. Em 1968 a classificação DOC de qualidade regional foi dada ao Valtellina Superiore, conforme o referido livro. Há adegas a ser visitadas em Sondrio, no centro do vale.

As casas têm estilo alpino, são vilas e mais vilas. As pequenas têm casas antigas charmosas. A tradição da região é usar pedra. Os terraços de pedra seca são criados com o sistema de não fixação, sem cola ou cimento. A pedra é colocada uma em cima da outra.

Os bárbaros, que vieram do norte pelas montanhas, tentaram controlar a área, porém foram vencidos pelos romanos.

O trabalho para os habitantes é duro, são muitas horas ao sol nas vilas de casas de pedra. Tivemos uma parada técnica para banheiros no Outlet com muitas lojas no caminho para Tirano e passamos por terraços de cultivo de uvas. O vinho Inferno e o Sassela são famosos. O vale também é bom para esportes, como ciclismo, caminhadas, caiaque no rio e escaladas nas montanhas.

Às 10h30 adentramos Tirano, a 3 km da fronteira suíça. Faz parte da província de Sondrio. Pagamos 16 euros no ônibus para o menu especial de almoço no Ai Portici no centro, na Viale Italia, 87. Saímos do ônibus e vamos andando pela cidade. Ela não é típica de montanha.

Visitamos a Basílica Madonna di Tirano (Santuario della Madonna di Tirano), igreja românica do séc. XVI, localizada na Piazza Della Basilica, 1. Considerada foco da identidade local, tem uma história relacionada a ela. A Virgem Maria apareceu a Mario Degli Omodei em 29 de setembro de 1504. O irmão dele estava doente com a “praga”. Fazem missas no lugar onde Ela apareceu. O púlpito é de madeira escura e foi esculpido por um artesão. O órgão do séc. XVII é imponente. A basílica é muito trabalhada. Há um vitral na parte de cima em que Nossa Senhora aparece para Mario Omodei dizendo que tudo dará certo.

Achei a Villa di Tirano linda. O clima de 7ﹾ C está uma delícia. O guia, infelizmente, fala em inglês tão apressadamente que não tive tempo de tirar dúvidas.

No outro lado da vila se situa a parte de comércio, lojas, bancos etc. O trem Bernina passa atrás da basílica. Vi um semáforo, a cidade é pequena. O rio Adda que passa por Tirano alimenta o Lago di Como. Gostei do passeio até aqui.

Continuaremos com o almoço em Tirano e o restante da viagem. Suíça lá vamos nós.

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Entrada no trem Bernina em Tirano com destino a St. Moritz na Suíça-foto tirada por Mônica D. Furtado

Itália – Como e Brunate

Itália – Como e Brunate

Hoje é dia 13 de fevereiro de 2019. Estamos em Milão. O passeio bate e volta do momento é para Como, o funicular e o Lago di Como ou Lario. Chegamos às 9 h na agência de turismo Zani Viaggi no Largo Cairoli na Via Cusani. Entramos no ônibus e recebemos audioguias, mapas e dispositivo para o pescoço para a escuta individual. Muito profissional. O retorno será às 18h30. A motorista Rosa e a guia Valeria nos recebem.

O dia está perfeito para fotos, pois está ensolarado. No caminho a guia Valeria dá dicas da cidade de Milão. Aliás, ela é italiana e fala inglês, espanhol e português. Excelente. O moderno bairro City Life, com seus prédios luxuosos de escritórios e de moradia, chama a atenção, além de shopping malls, restaurantes, cafés, bares e cinemas. No distrito existe um parque com um conceito contemporâneo. O apartamento mais barato na área é na base de um milhão de euros.

Nós nos dirigimos à autopista para Como com controle de velocidade e pedágio. É impecável com muitos paredões ao longo da via com o intuito de proteção contra acidentes. As velocidades são diferentes nas pistas, vão de 40 a 90 km/h. Estamos na região mais industrializada da Itália.

Acrescentando algo sobre Milão, é interessante dizer que muitos carros não podem entrar no centro, por causa da lei existente há cinco anos proibindo isso. Resultou na diminuição da circulação de automóveis.

Até Como, só vi indústrias. Lindeza mesmo, somente perto da entrada. Em 45 minutos adentramos na cidade. Estamos perto da fronteira da Suíça.

Como era inverno, ainda enxerguei neve nas calçadas. Nesta temporada, houve poucas nevadas na região de Milão. Detalhe: tive uma crise de rinite alérgica no ônibus, coçava tudo. Felizmente, passou.

Falemos na bela Como. O lago tem um microclima próprio, não neva muito. A cidade é fofa, os moradores cuidam melhor de seus jardins do que de suas casas. O lugar com suas vilas, prédios baixos, limpeza e calçadão circundando o lago com barcos significa puro deleite. Aliás, leitores, precisam de jardineiros lá. Deve ser um vidão!

Estamos a pé no pequeno centro histórico. As torres e a fortaleza de pedra de 1000 anos foram erigidas pelos longobardos ou bárbaros. No coração da cidade está a Catedral com seus tetos vermelhos e o Teatro Sociale. O município é perfeito para férias e para o tratamento de tuberculose, por conta do ar fresco.

Pegamos o funicular, construído em 1894, com estilos art-noveau e modernista na Piazza de Gasperi para subir a Brunate, pequena cidade de montanha a 800 m acima do nível do mar.

Achei uma mistura da portuguesa Ilha da Madeira e da chilena Viña del Mar com suas casas adoráveis. Na localidade há um sanatório. Trata-se de uma vila tranquila no topo da serra com vistas magníficas.

A temperatura está agradável: 6ﹾ C. A subida do bondinho leva sete minutos. Nosso horário de encontro para descer é ao meio dia.

De volta ao centro histórico, muito aprendi com a guia Valeria. O forte de Como é a produção de seda, considerada a melhor da Europa. As vilas ricas são de famílias produtoras desde 1450, ou seja, uma longa tradição. Os costureiros famosos de alta costura compram a seda para as suas criações lá.  Estamos falando de Valentino, Prada, Gucci, Dolce & Gabanna etc.

A construção da Catedral ou Duomo iniciou-se no séc. XIV (1396-1740). A sua torre tem 1000 anos. O Mercado foi feito pelos bárbaros na época medieval; a cidade quadrada e a praça principal foram edificadas pelos romanos. Na história da cidade, primeiro vieram os bárbaros do norte da Europa (longobardos): da Rússia, Alemanha e Escandinávia. Ficaram por oito séculos (mais do que em Milão). Em Como se depararam com os Mestres Comacinos (haviam fugido para Comacina, ilha fortificada no lago de Como, a fim de escapar dos bárbaros), que trabalhavam o mármore e a madeira. A arte era perfeita e se espalhou pelo continente na época medieval. Depois de 20 anos sendo assediados pelos longobardos ou lombardos, esses os subjugaram, mas os tomaram como arquitetos e assessores da reconstrução. Vale ler http://www.glada.org.br/A-Maconaria/Origens-da-Maconaria.

A Catedral é toda em mármore de uma pedra da região e tem uma alta cúpula octogonal. Existem dois senhores sentados na frente dela protegidos por um vidro, são dois filósofos: o Plínio jovem e seu tio. Escreveram sobre a destruição de Pompeia na Itália pelo vulcão Vesúvio, pois eram repórteres e viram tudo de um barco. A entrada da Catedral é pelo lado esquerdo. Está situada na Piazza del Duomo. Seu estilo predominante é gótico, com elementos românicos, renascentistas e barrocos.

A Basílica di San Fedele é mais antiga que a Catedral, originou-se no século VI. Sua rosácea do século XVI e preciosos afrescos dos séculos XVI e XVII reforçam o charme. Localiza-se na Piazza San Fedele. Também passamos pela Porta Torre de 1192. De lá fomos almoçar pedaços de pizza em uma padaria. Como na Espanha, o comércio fecha para a sesta. Imperdível Como com suas ruelas. Foi uma grata surpresa.

Daí, rumamos para uma hora de passeio de barco pelo lago, o pegamos no porto na Piazza Cavour com a Tour Bacino di Como. A companhia é a Navigazione Lago di Como. O barco parece um vaporetto de Veneza e para nos portos de Tavernola, Cernobbio, Moltrasio, Urio e Torno. Existem povoados ao redor do lago e gente praticando esportes aquáticos. O percurso é repleto de belezas. O casal sensação: ator George Clooney e advogada Amal Alamuddin tem uma vila escondida. Não dá para ver, pois é bem guardada e dura um dia para chegar ao local. Há uma escultura no meio do lago que representa “a onda de eletricidade da bateria de Alessandro Volta”. Esse físico italiano (1745-1827) criou a primeira pilha elétrica em 1800.

Depois do passeio, ganhamos 20 minutos para fazer qualquer coisa. Resolvemos continuar pela cidade. Tomamos gelato na sorveteria Guidi por 2,50 euros. Lembramo-nos dos amigos Guidis de Vinhedo-São Paulo.

No final do passeio, a guia nos entregou uma folha com notas e opiniões sobre o dia, o trabalho dela, enfim, tudo profissional. Parabéns.

De volta a Milão, paramos em uma loja de bebidas “Signorvino” perto do Duomo para provar o afamado drinque Aperol Spritz: Aperol, vinho branco e água com gás. O Carlos gostou mais do que eu. Aproveitamos para comprar limoncello (drinque italiano de limão) por 16,90 euros e um vinho Brunello di Montalcino por 30 euros. Um achado. Considerado o melhor vinho da Itália.  No Brasil, nem pensar de tão caro.

Que dia mais completo! Viva a Itália!

 

Itália – Milão – Castello Sforzesco

Itália – Milão – Castello Sforzesco

Hoje é dia 12 de fevereiro de 2019 e ficamos em Milão para passeios. Estamos no hotel Golden Milano e na saída pós-café da manhã, observei algo: havia um monte de material e lixo reciclável na calçada. Pelo visto, o caminhão iria passar e pegar. Vejo isso em Porto Alegre-RS. Muito bom para a natureza. Também como testemunhei em Florença no mesmo país uma máquina que passa limpando a rua. Fantástico. O clima facilita não ter insetos, mas a limpeza ajuda mais ainda. Está muito frio: 12ﹾ a 13ﹾ C. No prédio do hotel há dentista, escritórios e moradas. Que cidade!

A visita do dia é o Castelo Sforzesco ou Castelo de Milão, localizado na Piazza Castello. Possui sete museus especializados em fragmentos da história cultural e cívica de Milão. Estamos na Porta Humberto I. Era conhecido como Castelo Porta Giovia do tempo da lei Visconti quando em 1368 Galeazzo II Visconti, Lorde de Milão, autorizou a construção de uma estrutura fortificada nas muralhas da cidade. De acordo com o livro Itália da Lonely Planet, “originalmente era uma fortaleza dos Visconti, esse icônico castelo de tijolos serviu mais tarde como lar da poderosa dinastia Sforza, que governou Milão durante a Renascença. As defesas do castelo foram projetadas pelo multitalentoso Leonardo da Vinci. Posteriormente, Napoleão drenou o fosso e removeu as pontes levadiças”.

Desde 1952, Milão tem sido casa para a última escultura de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni: a Pietà Rondanini, significando “a Madona segurando o corpo de Jesus morto depois da crucificação”. A obra ficou inacabada com a morte dele aos 89 anos (nasceu em Caprese em 1475 e faleceu em Roma em 1564). Trata-se de uma obra dramática e é feita de mármore. Confesso ter achado a obra um tanto estranha. Se estivesse acabada, seria magnífica, certamente, já que estamos falando do genial Michelangelo.

O Museu de Arte do Castelo data do séc. IV. Há sarcófagos dos cristãos e arte provincial da antiga Roma. O monumento sepulcral de Bernabò Visconti do séc. XIV é belo. Tudo está escrito em italiano, mas com papéis explicativos em inglês.

O mausoléu de Franchino Rusca é de 1350. A obra Madonna com Bambino de Bonino da Campione Circa é de 1360; a sala de tapeçarias tem objetos do séc. XVI, sendo uma delas a de Santo Ambrogio de 1565-1566; a sala decorada por Leonardo da Vinci tem o teto esplendoroso em azul; existe a arte toscana e veneta do séc. XV; da mesma forma há outra pintura de Madonna com Bambino, porém conhecida como Madonna Lia, de Francesco Galli de 1495.

Na Galeria de Pinturas existente desde 1530, há quadros religiosos de Alessandro Bonvivino detto Moretto (de Brescia, 1498-1554); de Giovan Battista Moroni (de Bérgamo, 1520-1578) tem “O Martírio de São Pedro de Verona”; e  “O Martírio de Santa Giuliana” de 1595, de Carlo Caliari (Veneza, 1570-1596).

A sala 2 tem móveis antigos, a qual considerei bastante original. Do Palácio Sormani existe mobiliário do séc. XVIII (1759), quadro Console do mesmo século, papéis de parede e poltronas estofadas em tapeçaria de Beauvais com cenas ilustrativas das fábulas de La Fontaine, aparador (cassettone) de 1790, espelho rococó e mesa dos séculos XVIII e XIX, cadeira circular de Carlo Bugatti de 1902 etc. Quanta riqueza!

Na Pinacoteca do Castelo há cerâmicas, presépio napolitano do séc. XVIII, louças, talheres, pratos e quadros pintados de louças. Ademais, as salas de fabricação de instrumentos musicais antigos e as exposições dos instrumentos antigos, em homenagem a Riccardo Antoniazzi, de 1910, como lira, harpa, bandolim, guitarra e violino mostram um trabalho considerável. Ele era de família fabricante de violinos, sendo considerado o mais competente. Também era violinista (1853-1912).

Vi militares do Exército andando pelo castelo. Excelente circuito, o museu é enorme e robusto.

De lá saímos para o almoço no Majestic Café e Bistrô na Via Dante, 15. Depois, voltamos ao ônibus hop on-hop off: parada Castello, linha azul. Mais um passeio.

Em minha opinião, a parte nova de Milão parece com Santiago do Chile e a antiga com Paris. A Cripta San Giovanni in Conca da igreja derrubada é Patrimônio Cultural da Humanidade.

Mais lojas e enfim, jantar. O lugar é muito peculiar e se chama Pasta e Pizza alla Scala, localizado perto do teatro homônimo, na Via Giuseppe Verdi, 6. Oferece boa música clássica e loja com antiguidades: CDs, discos, pinturas de Maria Callas, Nureyev, fotos de cinema, estátuas de Mozart, anjos, colares, revistas, ufa! Tanta coisa interessante. Amei o local. Pedimos crepe de presunto e queijo BRIE com suco de laranja. Como o Carlos e eu adoramos cinema, estávamos nas nuvens. Decididamente, um lugar exótico e atraente. Maravilhoso.

O próximo artigo será sobre Como.

Itália – Bérgamo

Itália – Bérgamo

Nós em Bérgamo
O Carlos, o Vinícius, eu e a Denise em Bérgamo-Itália-foto selfie tirada por Denise Alencar

Hoje é segunda-feira, dia 11 de fevereiro de 2019. Ainda no hotel Golden Milano, tomamos o café da manhã por 7 euros por pessoa. Chamo a atenção para o iogurte Malga Tirolese de frutas, uma cremosidade deliciosa. Nutella na Itália é Noccio. Sempre ótimo.

Estamos em Milão e pegaremos o trem para Bérgamo na estação Milano Centrale. Formosa com suas lojas e cafés. O movimento é grande tanto fora como dentro. Pela Trenitalia Regional Express há opções de hora em hora, por exemplo: sai às 8h05 da manhã e chega lá às 8h53 ou sai às 9h05 e chega às 9h53 e daí por diante. São 48 minutos de viagem. Já na volta com horários para aproveitar a cidade, sai de Bérgamo às 13h02 e chega a Milão às 13h50 da tarde.

Com era inverno e estávamos em quatro só entramos no trem às 10h05 e de outra empresa: a Trenord. Compra-se o bilhete na bilheteria e ele tem que ser validado nas máquinas amarelas em frente à plataforma do trem. Isso é obrigatório. O trem é mais velho, mas pontual. Amo trens!

Comecemos o percurso pelos arredores de Milão. Primeira parada: Lambrate; segunda parada: Pioltello Limito; terceira parada: Treviglio Ovest. A gente passa pela zona rural, vemos fazendas de gado com as montanhas e seus picos nevados ao fundo. Nas cidadezinhas os prédios são baixos. Cruzamos com uma termoelétrica, com um rio que vem do degelo da neve e com estufas de hortaliças. O dia está ensolarado, um pouco mais quente. Adentrou no trem um rapaz se dizendo sem teto e sem emprego, com duas crianças pedindo dinheiro por meio de um papel.

Quarta parada: Verdello-Dalmine. Essa eu considerei graciosa e bem habitável com casas de dois andares coloridas.

Pronto. Chegamos a Bérgamo. Estamos na Cidade Baixa na Piazza Guglielmo Marconi. A estação é pequena e lá mesmo se compra a passagem do ônibus em direção à Cidade Alta. Foram 10,40 euros para os quatro: ida e volta.  De funicular chegamos à Cidade Alta.

A Cidade Alta é o point turístico, amuralhada, imperdível. São 5 km de muralhas venezianas. Parece com a parte antiga de Québec-Canadá. Dentro há museus, lojas e restaurantes. As ruelas medievais são apaixonantes. A igreja de St. Ágata Del Carmine é bonita demais.

Bérgamo tem um atraente acervo de arquiteturas medieval, renascentista e barroca, sendo considerada uma das mais belas e interessantes do norte da Itália, conforme o livro Itália da Lonely Planet. Falando em história, a cidade foi controlada por Veneza por 350 anos até a chegada de Napoleão.  O coração da Città Alta é a Piazza Vechia, isto é, Praça Velha.

Como já era hora do almoço, descobrimos um café promissor: Café Del Corsarolla na Via Bartolomeo Colleoni, 17. Pedi salada e uma panizza grande com presunto e queijo de búfala por 7 euros, além de um latte machiato por 6 euros. Eis um clássico italiano. Segundo a nespresso.com, leite quente e a espuma cremosa harmonizam com o sabor café. Como os italianos gostam de música americana…

Na padaria Il Fornaio (Via Bartolomeo Colleoni, 1), provamos uma especialidade da terra: polentina mignon por 1,90 euros. Tem creme de amêndoa e é mais doce. Os nativos amam essa iguaria. Também é dita como polenta e osei. De acordo com o site italiaparabrasileiros.com, é uma espécie de pão de ló recheado com creme, chocolate e licor, um pássaro de chocolate em cima e açúcar de confeiteiro amarelo ao redor.

Passeamos pela Cidade Alta, sentimos seu aroma de antiguidade conservada e fomos à Piazza Del Duomo onde encontramos a Basílica românica di Santa Maria Maggiore, Cattedrale di Sant´Alessandro (Duomo) e Batistério. A basílica é vizinha do Duomo e tem diversas influências arquitetônicas.

O livro Itália da Lonely Planet diz que da basílica se destaca a renascentista Capella Colleoni, ostensivamente acrescentada à lateral, voltada para a praça entre 1472 e 1476. Construída como mausoléu para Bartolomeo Colleoni (1400-1475), comandante mercenário bergamasco que liderou os exércitos de Veneza em campanhas por todo o norte da Itália, ela é decorada com afrescos do mestre veneziano do rococó Giambattista Tiepolo (1696-1770). Separado da igreja há um batistério octogonal de 1340, transferido para o endereço atual em 1898. Foi edificado por Giovanni da Campione para a Basílica de Santa Maria Maggiore. Já o Duomo é o núcleo da vida espiritual da cidade. Tem uma linda fachada branca, laterais marrons e um formato atarracado. Diz o site en.wikipedia.org que a Cattedrale di Sant´Alessandro ou Duomo é dedicada ao santo Alexandre, santo patrono da cidade. Trata-se da sede do bispado.

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Funicular que vai da Cidade Baixa à Alta e vice-versa em Bérgamo-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Voltamos de funicular, pegamos o ônibus na parada na praça principal para a estação 1 A. A passagem de ônibus validamos no funicular. É válido por 75 minutos. O trem partia às 15h02 para Milão. Pontualidade elogiável. Dentro da estação de Milão, aconselho a lanchonete Mignon.

Chegando a Milão, pegamos os ônibus turístico hop on-hop off, o qual ainda tínhamos direito e fomos direto ao centro. Enfim iríamos conhecer a bela catedral, a fila estava menor. Por 3 euros por pessoa e tendo sido revistados pelo Exército, entramos no maravilhoso Duomo de mármore rosa da Candoglia. No seu interior há os maiores vitrais do mundo cristão. A sua fachada branca é adornada por 135 pináculos e 3,2 mil estátuas, é deslumbrante. Mais: o site pt.wikipedia.org reforça que a construção começou em 1386 sob a iniciativa do arcebispo Antonio da Saluzzo, em um estilo gótico tardio de influência francesa e centro-europeia, distinto do estilo corrente da Itália de então. Eis uma catedral para conhecer antes de morrer.

Nosso jantar pós-passeio foi no Gran Café Visconteo, com o visual impressionante da catedral a nossa frente. Um show! Vinho Chianti, salada mediterrânea e tiramisu de sobremesa. Quer vida melhor? Na mesa ao lado, dois brasileiros ligados à moda: o Danilo, maquiador, de Ribeirão Preto-SP e a Kel, estilista, baiana de Porto Seguro. Divertidíssimos, nos disseram do falecimento do estimado âncora da BAND Ricardo Boechat. Perda chocante. Aliás, na próxima semana haveria a Semana da Moda, por isso a presença deles.

Milão respira moda. Existem muitos outlets a visitar fora da cidade e agências levam os interessados. Nosso passeio depois de Bérgamo em Milão foi pelas lojas no centro. Entramos na Zara para ver as promoções. Se segure bolso… são épocas de descontos, ou seja, fevereiro foi uma boa ideia. Uma loja ao lado da outra é de enlouquecer. Ver o milanês na rua é assistir a um desfile de modas. Uau! Eu me senti totalmente à vontade na cidade, são tantos turistas, êta Milão instigante.

 

Itália – Milão – Museu Del Duomo

Itália – Milão – Museu Del Duomo

Denise e Vinícius em frente ao Duomo-Milão
Denise Alencar e Vinícius Tavares em frente ao Duomo-Milão-foto tirada por Carlos Alencar

Hoje é dia 10 de fevereiro de 2019 e após o passeio no ônibus turístico, nos dirigimos ao Museu Del Duomo, ou seja, o museu que conta a história da Catedral, construída de 1519 a 1891. A entrada foi de três euros. Está localizado no térreo do Palácio Real.

Segundo o site duomomilano.it, o museu é relativamente jovem. Foi inaugurado em 1953 com a criação de Ugo Nebbio. Em 1974 teve curadoria de Ernesto Brivio, passou um tempo fechado e finalmente foi reaberto em 2013, com a instalação de Guido Canali. O museu foi enriquecido por coleções, graças ao trabalho de substituir trabalhos de arte arruinada que foram retiradas por várias razões e particularmente depois das vicissitudes da guerra. O circuito se inicia pelo Tesouro, depois conta a história do Duomo através dos séculos.  A Catedral é uma empresa coletiva, resultado de trabalho paciente com a contribuição de artistas famosos ou não. Há serviços educacionais com escolas, famílias e excursões guiadas.

Começando a visita, vemos a Madonna in Trono col Bambino (a Madona no Trono com o Menino Cristo) de Leonardo Michelino do séc. XV.  Também estão em exposição objetos de liturgia, pinturas, bustos de bronzes, cruzes e relicários. Pináculos e apóstolos em mármore branco-rosa de Candoglia (no Lago Maggiore) da mesma forma estão presentes. É o mesmo mármore encontrado no piso da Galleria Vittorio Emanuele II.

Há esculturas de santos dos séculos XII, XIV e XV. A tapeçaria da Paixão de Cristo feita entre 1467 e 1468 e de origem franco-flamenco é linda. Foi doada pelo arcebispo Stefano Nardini. A sala escura com os vitrais com motivos religiosos do séc. XVI é impactante.

O percurso inclui a pequena igreja São Gottardo in Corte que foi construída entre 1330 e 1336 como a capela para a corte e devotada à Virgem Maria. O campanário, isto é, a torre da igreja onde ficam os sinos, de forma octogonal, estava sendo restaurado em fevereiro de 2019. As modificações de arquitetura foram feitas por Francesco Pecorari, originário de Cremona. À época entre 1329 e 1339, o senhor de Milão era Azzone Visconti (1302-1339), mecenas das artes. Foi ele o responsável pela renovação artística em Milão.

Vale a pena este passeio. Após isso, fomos à Piazza Del Duomo e encontramos o Bistrot 7SGIO. Comemos pizza marguerita com um suco de laranja diferente do nosso. Pizza na Itália tem uma massa boa demais.

Seguiremos na Itália com Bérgamo.

Itália – Passeio no ônibus turístico em Milão – segundo artigo

Itália – Passeio no ônibus turístico em Milão – segundo artigo

Hoje é dia 10 de fevereiro de 2019 e continuamos nosso passeio de ônibus turístico (na linha azul). Estamos na parada Repubblica (n05). Nesta localidade se encontram os jardins públicos Indro Montanelli e o arranha-céu Porta Nuova. Passamos pela Piazza Della Repubblica ou Praça da República (dos anos 1930), onde estão os hotéis mais chiques da cidade. No passado andavam trens e a estação ferroviária se localizava neste sítio. Os milaneses amam “elétricos” (trens).

A Zona da Porta Nova é um projeto de vinte e cinco arquitetos para a requalificação de áreas industriais abandonadas. Trata-se de um projeto em altura, eis o Bosque Vertical de Milão. São 10 mil m² com sustentabilidade ambiental, iluminação e decoração. Tem visita guiada ao bairro para as novas gerações.

Tenho que comentar sobre a limpeza da cidade. Bem cuidada e bonita, dá gosto.

Chegamos à parada Palazzo Lombardia (n06). Aqui está a Piazza Lombardia, o distrito dos arranha-céus Porta Nova e o distrito Isola. O Palácio Lombardia é a sede da região da Lombardia: um complexo com praça coberta, piscinas e torre para visitação. Notamos muitos bondes em circulação pela cidade. Fantástico.

Cruzamos a formosa estação ferroviária Estação Central, construída na época fascista. São 120 milhões de viajantes, só perde em turistas para a Términi em Roma. Estamos na parada Stazione Centrale (n07). Avistamos o afamado edifício Pirelli, construído entre 1956 e 1961, com 127 m de altura. Na mesma parada há terminal de ônibus rumo ao aeroporto Malpensa (o principal, localizado em Varese a 50 km de Milão) e o novo Centro de Visitante de Milão na Galleria Carroze. Achamos bancas com vendas de lembrancinhas em locais turísticos. Tudo muito caro na verdade.

Falando em comida, tenho algo interessante a comentar. Em 1574 surgiu o prato típico da região: risoto com açafrão, contendo queijo granulado (risoto milanês). Outra especialidade é o ossobuco de vitelo. Já o doce da terra é o panetone que dizem ter sido criado por Ludovico, o Mouro no séc. XV. Foi imaginado para festas de casamento. A respeito de Ludovico, segundo o site pt.wikipedia.org: “Foi um membro da família Sforza. Protegeu Leonardo da Vinci e outros artistas e foi responsável por encomendar “A Última Ceia” e outras obras do genial Da Vinci”.

A próxima parada é Buenos Aires (n08), uma área comercial. Passamos pelo Corso Buenos Aires, local de compras, compras e compras, um verdadeiro delírio.

Na parada Porta Venezia (n09) há edifícios imponentes, o Museu de História Natural, o Planetário, a Villa Belgiojoso Bonaparte que é a Galeria de Arte Moderna (GAM) e os jardins públicos Indro Monatanelli. O museu mencionado tem estilos diferentes. Cá está o neoclássico Palácio Serbelloni, onde Napoleão e Josefina viveram por três meses em 1796. Construído a partir de 1765 pelo arquiteto Simone Cantoni para o aristocrata Gabrio Serbelloni, teve sua finalização em 1793. Ademais, os pátios antigos, típicos de Milão, no Corso Porta Romana têm fontes, lavadouros e varandas onde pessoas se encontravam no passado.

De acordo com o site en.wikipedia.org: “A Villa Belgiojoso Bonaparte, também conhecida como Villa Reale, foi edificada entre 1790 e 1796 como a residência do conde Ludovico Barbiano di Belgiojoso. Tem estilo neoclássico e foi projetada por Leopoldo Pollack. Tem sido a Galeria de Arte Moderna desde 1921. Ao lado da galeria se encontra o Pavilhão de Arte Contemporânea”.

Na parada San Babila (n10) está localizada a igreja San Babila, o calçadão de pedestres: Corso Vittorio Emanuele II e o Distrito da Moda. Estamos no centro financeiro da Itália. Passamos pela Cripta de San Giovanni demolida em 1900 para ampliações das ruas. Observamos as ruínas. No passado ali havia fabricantes de esporas, vendedores de polentas, bonecas e de café “insossos”.

Na parada Duomo (n11) se situa a magnífica Catedral com 12 mil m² e seis séculos. Está posicionada na Piazza Del Duomo e é a terceira igreja maior da Europa. Trata-se da sede da Arquidiocese de Milão e uma das mais célebres e complexas edificações em estilo gótico da Europa. As paradas 12 e 13 são a Manzoni-Scala e a Brera, já vistas no primeiro artigo.

 Seguiremos nossa jornada com o Museu Del Duomo em breve.

 

 

 

 

 

 

 

Itália – Passeio no ônibus turístico em Milão – primeiro artigo

Itália – Passeio no ônibus turístico em Milão – n˚1

Hoje é dia 10 de fevereiro de 2019 e continuamos a passear em Milão. A ideia do que fazer à tarde é conhecer os pontos principais da cidade pelo ônibus hop on – hop off, ou seja, o turístico no qual subimos e descemos a vontade. Estamos na linha azul (linha B – Modern Line) e compramos o percurso mais completo por 25 euros por pessoa (temos dois dias). Em 1 hora e 20 minutos, teremos uma boa noção de Milão.

Adentramos o ônibus na parada Manzoni-Scala (n˚12). Passamos pela Piazza de la Scala, pelo teatro Alla Scala (referência no mundo da Ópera), vamos pela Via Alessandro Manzoni (ele, poeta e escritor). Trata-se de uma via pret a porter, com muitos bares e cafés. Vemos um shopping de três andares e um hotel do Armani. Ainda localizamos bondes nesta região o que é adorável. O clima está 7˚C. Entre a Via Manzoni e a Via Fatebenefratelli passamos pelo Quadrilátero da Moda ou Quadrilátero D’Oro. São as Vias della Spiga, Alessandro Manzoni, Monte Napoleone e Sant’Andrea.

A próxima parada é Brera (n˚13). Bairro de artistas e boêmio tipo a parisiense Montmartre. A noite é encantada com seus magos e adivinhos, bares e vida noturna intensa. Vemos a Basílica de San Marco, segunda maior da cidade depois do Duomo e construída no séc. XII. As ruas são fascinantes com seus prédios baixos. Lá está a Pinacoteca di Brera com quadros de Caravaggio do início dos anos 1800, além de obras de Tintoretto, Ticiano, Veronese etc. Está localizada acima da centenária Academia de Belas Artes. Também visualizamos o Teatro D’Europa com ruas de paralelepípedos.

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Castello Sforzesco-Milão-foto tirada por Mônica D. Furtado

O Foro Bonaparte, que circunda o Castello Sforzesco pela frente, foi projeto do próprio Napoleão. Estamos na parada Castello (n˚01). Nesta parada se fica um tempinho. A estátua do Garibaldi se localiza em frente ao castelo. Herói romântico do século XIX, muito amado na Itália e no Brasil, morreu pobre em Caprera, mas rico em proezas. Falando no castelo, foi lar da poderosa dinastia Sforza, que governou Milão durante a Renascença.

No ônibus há fones de ouvido para doze línguas, incluindo português, e no intervalo se escuta ópera, Verdi, Vivaldi etc. Milão é fenomenal. As avenidas são largas com muitas árvores.

Na parada Acquario (n˚02) existem o Aquário, o Arco da Paz (Arco Della Pace) e a Torre Branca no Parco Sempione, o pulmão da cidade, com passeios e lagos ornamentais. A parada n˚03 se chama Garibaldi e lá se situa o Corso Garibaldi, a Arena Cívica (anfiteatro antigo) e a comunidade Chinatown. Nos anos de 1930, os imigrantes foram chegando: vendiam importados e abriram restaurantes. Dentre os objetos de importação, comercializavam gravatas de seda de Como (não tão longe de Milão). No início de 1900 a cidade ainda era uma província com 1.300 habitantes. Nesta região se encontra o Cemitério Monumental, o mais importante da Europa.

A parada n˚04 é o Corso Como. Aqui há um shopping com esse nome, a Porta Nova distrito de arranha-céus e a Eataly Milano Smeraldo (existe em São Paulo também). A respeito desse local, é situado na Piazza Venticinque Aprile, 10, e é um mix de mercado com restaurantes, um ponto turístico. Tem diversos andares com padaria, açougue, seção de livros culinários e barracas vendendo frutas e legumes como se fosse uma feira. O Quarteirão Garibaldi, assim como a Porta Garibaldi, está estabelecido nesta localidade. Interessante dizer que os milaneses lamentam que os canais tenham sido soterrados com o crescimento da cidade. Entre esta parada e a próxima: Repubblica, vemos os arranha-céus nomeados Torre Unicredit, Palazzo Lombardia e Torre Diamante.

Seguiremos nosso percurso em breve.

Itália – Milão

Itália – Milão

Hoje é dia 10 de fevereiro de 2019. O café da manhã por 7 euros foi substancioso. Estamos no hotel Golden Milano na Cidade Universitária. Pegamos um táxi por 18 euros e nos direcionamos ao centro da cidade. Por ser inverno, fiquei pasma com a multidão ao redor da Catedral (Duomo) e da Galleria Vittorio Emanuele II.

Segundo o Visit Milano, “esta galeria foi inaugurada em 1878 e é conhecida como a sala de estar de Milão. Serve como passagem entre a Piazza (praça) Duomo e a Piazza della Scala (da Ópera e Museu Scala). Tem forma de cruz e a cúpula central em ferro e vidro surge do seu interior”.

Comecemos pela galeria. Realmente, é tudo que diziam e muito mais. Bela, elegante com pessoas bem vestidas e lojas chiques: Massimo Dutti, Prada, Oxus, Louis Vuitton, dentre outros. Há também o Café Motta de 1928, a gelateria Savini com sorvetes como cappuccino e limone di Sorrento, restaurantes históricos etc.

Depois de nos deliciar com o local, fomos à agência de turismo Zani Viaggi (Largo Cairoli, 18-em frente à Piazza Castello/Castello Sforzesco) pela Via Dante.  Entramos para informações, porém a atendente não foi simpática. De qualquer modo, decidimos ir na quarta ao lago Como (o dia todo por 79 euros por pessoa) e na quinta a St. Moritz na Suíça (o dia todo por 129 euros). Bom dizer que todos falam inglês.

O café expresso na Itália é mínimo. Tomei o café no Café Duomo, também para usar o banheiro. Percebi que gostam de brasileiros, em geral, nos tratam com simpatia e carinho.

Na Via Dante se localiza o Banco do Brasil. Esta via é muito bonita com diversos restaurantes, lojas, cafés, dentre outros. Algumas lojas são conhecidas, por exemplo: a Occitane. Uma loucura!

O almoço foi na mesma via no Caffé Dante (Via Dante, 15), bem em conta. O Carlos pediu talharim a bolonhesa e eu bife de frango empanado com verduras e batata. Deram de mimo chocolate e doces.  Sugiro o garçom Alfonso. Comida saborosa. Aliás, tudo é estiloso e de boa qualidade, até o copo para refrigerante. De impressionar. Detalhe: o doce não é tão doce, felizmente.

Em fevereiro havia boas promoções. Aconselho a loja Prima Donna de bolsas, sapatos, cachecóis e lenços na Via Dante.

Milão é a capital da Lombardia e o centro econômico da Itália, além de ser sua segunda maior metrópole. Trata-se de um dos maiores polos de feiras de negócios da Europa e centro de moda. De acordo com o livro Itália da Lonely Planet (Globo Livros), “os milaneses amam coisas belas e luxuosas, e talvez por isso a moda e o design italiano mantenham sua posição de prestígio mundial”.

Seguiremos Milão com o passeio de ônibus turístico à tarde.

 

Itália – Chegada a Milão

Itália – Chegada a Milão

Voo Paris-Milão
Voo Paris-Milão pela Air France-foto tirada por Mônica D. Furtado

Em 08 de fevereiro de 2019 rumamos a Milão na linda Itália. O Carlos, nossos companheiros de viagem Denise (filha dele) e Vinícius, e eu fomos pela Joon (subsidiária da Air France) no voo Fortaleza-Paris e Paris-Milão foi pela Air France. O hub aéreo em Fortaleza nos facilitou muito a vida, afinal não precisamos ir via São Paulo. Primeiro gostaria de agradecer o significativo suporte recebido pelos agentes de viagem da CVC – Del Paseo (em Fortaleza) Dennis e Daniel. O Dennis cuidou bem da gente. Grande abraço!

O voo foi muito bom, a aeronave bonita, assim como os atendentes solícitos. Gostei das roupas. Apreciei o jantar e o café da manhã. Aterrissamos dia 09. A troca de voo no aeroporto Charles de Gaulle em Paris foi um pouco confuso, faltavam painéis informativos onde estávamos. Como brasileiro se vira, deu tudo certo. Andamos bastante, passamos pela inspeção de bagagem e controle de passaporte tranquilamente. No voo a Milão, ganhamos sucos, café e um sanduíche original com beterraba, queijo de cabra e framboesa.

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Perto do Golden Hotel Milano-Milão-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

A escolha por fevereiro (08 a 15) foi pelo preço mais em conta. Ficamos no Golden Hotel  Milano (Via Carlo Goldoni, 84 – Cidade Universitária) , à época 46 euros a diária por seis noites, mais a taxa da cidade (city tax) de 5 euros por pessoa a cada dia. Pegamos uma van no aeroporto Linate (distância de 6 km do hotel) e pagamos 55 euros por conta dos quatro e das malas. Ficamos em um hotel bom, mas longe do centro.

Ao chegar e se instalar no hotel à tarde, resolvemos sair para comer e explorar os arredores. O dia estava 12˚C e ensolarado. Desbravamos o supermercado Carrefour próximo. Compramos cuscuz marroquino com frango e verduras e iogurte grego com pedaços de pêssego. Muito gostoso. A água toma-se da torneira. Percebi que o bairro é tão ajeitado, mas tem pichações, que pena!

O atendente solícito do hotel Dimitrio nos deu uma dica para jantar: AUUM restaurante e pizzaria. Lugar transado e atraente. Interessante que ainda estava abrindo quando chegamos, mas foram legais com a gente e nos deixaram entrar. Lá é por reserva.  Esperamos um pouco, mas valeu. As mesas com toalhas quadriculadas em bege e branco eram uma gracinha.

Pedimos calzones e cervejas. O chope foi Birra Moretti La Rossa (Malto Brunito Italiano), uma delícia. Os calzones eram gigantes, uau! Amamos. Tenho que dizer que não vimos ninguém usando o celular nas mesas, nem adultos nem crianças. Parabéns, italianos.

Depois do jantar, passeamos no frio pelos arredores do hotel. Lugar habitável com restaurantes, cafés, supermercados. Já na chegada, gostamos de Milão.

Há muito a contar. Milão e arredores são locais que não saem da nossa memória afetiva. Até a próxima, leitores.

 

 

 

Icapuí – Praias da Redonda e Requenguela – Ceará

Icapuí – Praias da Redonda e Requenguela – Ceará

Icapuí significa “canoa veloz” em língua indígena. Além da Redonda, Peroba e Requenguela, outras praias pertencentes a Icapuí são Retiro Grande, Manibu, Barreiras, Tremembés e Arrombado.  De acordo com o cardápio da Pousada Oh Linda, “as praias são caracterizadas pelo coqueiral, falésias avermelhadas e grandes faixas planas de areia em alguns trechos, com maré baixa recuando até 2 km”.

Sábado, dia 20 de julho de 2019. Continuamos nosso passeio. Estamos na pousada Miau Miau na Redonda. O café da manhã é excelente: pão e geleias feitas em casa, sucos, ovos, frutas saborosas, bolinhos de laranja, uau! Coisa de francês mesmo a colocar a mão na massa. Parabéns, Camila Esmeraldo. Lembrei-me de quando ficávamos na pousada Saravá na praia de Icaraizinho de Amontada e o dono, Jean Pierre, nos obsequiava com um desjejum assim.

Falando na pousada Miau Miau… tem livros nas prateleiras em diversos cantinhos, decorada com símbolos de sincretismo religioso e repleta de cores fortes é única.

O banho no mar da Redonda é um dos melhores que conheço. As marolas, ou seja, pequenas ondas em um mar calmo oferecem um efeito relaxante. Ainda se veem taiobas (mariscos), sinal de que a água é limpa. As falésias na praia da Redonda e Peroba formam um cenário lindo.

No cardápio da Pousada Oh Linda, encontrei algo válido para contar: “A história da Redonda registra a passagem dos tropeiros e remonta ao descobrimento, quando o espanhol Vicente Pinzón, em fevereiro de 1500, aportou em Ponta Grossa. Icapuí está situado no extremo litoral leste do Ceará e se inclui no Roteiro das Falésias. É onde o sol nasce primeiro no estado. São 65 km de praias, ponteadas por dunas, falésias, mangue e barra de rio”. Os produtos artesanais para venda são feitos em labirinto, madeira, algas, renda e derivados do coco. A novidade é o mel de abelha Flores de Maio, vendido na pousada.

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Lagosta Olinda do restaurante da Pousada Oh Linda-Redonda-Icapuí-foto tirada por Mônica D. Furtado

O almoço foi na pousada citada anteriormente. O prato: Lagosta Olinda (350 g). Trata-se de lagosta grelhada na manteiga temperada com creme de salsinha e coentro, salada de brócolis ou couve flor, palmito, cenoura e arroz branco. Participou do V Festival da Lagosta em 2010. Mais vinho verde (vinho leve meio seco, Portugal 2017 do Club des Sommeliers Pão de Açúcar) e água de coco. Posso dizer que é dos deuses uma refeição dessas. Detalhe: R$135,00. Lagosta agora é produto de luxo na terra da pesca delas.

Domingo, dia 21 de julho de 2019. O intento é ir até a praia da Requenguela, distante somente 29 km da fronteira do estado vizinho: Rio Grande do Norte. Vamos pelos arredores de Icapuí, a sede do município. Estamos na av. João Cirilo e entramos em uma rua com casas de cada lado, chamada “corredor” e essa tem buracos. Seguimos o corredor e no final à direita, chegamos a uma Área de Proteção Ambiental Manguezal da Barra Grande, na Vila Beira-Mar, com paralelepípedos e areia. Estamos na praia da Requenguela, um lugar ermo, calmo e sem movimento, com casas e pousadas na orla. Bem peculiar a 15 km da Redonda.

Rumamos a tão diferente praia, com o mar bastante afastado na maré baixa, que mostra o mangue, a fim de conhecer as delícias do restaurante João Velho. Dica do cunhado Ildefonso também. Detalhe: parece o mar da Normandia na França, de acordo com o Carlos.

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Eu no lago na praia da Requenguela-Icapuí-foto tirada por Carlos Alencar

O banho do dia foi em um braço de rio salgado que mais parecia um lago, perto das salinas (Salina Nazaré). Uma maravilha. Ali vi baratas d´água, significando a pureza do rio.

No restaurante João Velho lotado, pedimos lagosta flambada ao vinho com baião de dois e salada. Comida boa por um preço justo: R$80,00.  Curioso que a gerente tem um irmão que é dono de um mercadinho na Redonda (o Sassá) e o pai deles é o proprietário do João Velho. Coisas de cidade pequena. Na sobremesa, ganhamos lasquinhas de coco com especiarias, só existentes no local e mandaram fazer café para nós. Gostei do bom tratamento do Chico.

No caminho de volta à Redonda, descobrimos uma pousada promissora: Mãe Natureza, do Sr. Augusto na praia da Barrinha. Eis um lugar convidativo, parecido com uma fazenda, no meio da vegetação exuberante e com o marzão à frente. Ficamos com vontade de nos hospedar lá. “Tranquilidade e paz”, nada melhor.

Passamos pela praia de Picos onde vi vacas, carneiros sendo pastoreados por um cachorrinho e casas alpendradas. Enfim, um local digno de se aventurar.

Que final de semana mais deleitável. Amei!