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Viva São Paulo: Bella Paulista, Mercadão e o Musical O Fantasma da Ópera

Viva São Paulo: Bella Paulista, Mercadão e o Musical O Fantasma da Ópera

Nada como passar um final de semana diferente. De 29 de novembro a 3 de dezembro de 2018 viajamos a São Paulo. Ir a Sampa é sempre uma promessa de comer bem, fazer bons passeios e viver a cultura. Lá fomos nós: o Carlos e eu de Fortaleza, e a Denise (filha caçula dele) e o namorado Vinícius de Juazeiro do Norte. Gosto da Avianca, o serviço é bom e os funcionários amáveis.

Chegamos e nos dirigimos ao nosso xodó: a fantástica padaria, confeitaria e lanchonete Bella Paulista na Haddock Lobo, 354 (bairro Cerqueira César) perto da av. Paulista. Mesmo com fila para tudo, ficamos nos deliciando naquela meca. Pedi vitamina de goiaba e um croissant ao requeijão na chapa. Detalhe: não achei os preços de bolos e pães caros. Gostamos tanto do lugar que voltamos para o café da manhã do dia 30 de novembro de 2018: bauruzinho com presunto, queijo e tomate mais salada de frutas com uma média, como o paulistano diz, ou seja, o nosso indefectível café com leite. Detalhe: o bauruzinho é enorme e só R$7,00! Como passamos bem naquela terra.

A gente sempre se hospeda no Ibis Budget da Consolação, cerca da onipresente av. Paulista. Vale a pena pelo custo/benefício, além de ter um farto café da manhã por R$18,00. Há uma novidade: o Trampolim Startup Café onde servem o café, almoço e jantar.

Pela manhã fomos ao parque Trianon a pé e depois ao Mercadão de Uber por R$18,00, dividido por nós quatro. Bem em conta.

Falemos no Mercado Municipal Paulistano, obrigatório para um turista. Foi fundado em 1933 e oferece frutas naturais e cristalizadas, peixes, doces portugueses etc. Recomendo o quiosque Empório Chiappetta (desde 1908) para um bom pastel de natas.

Para o almoço? O pastel de bacalhau ou o sanduíche de mortadela com queijo com um chope escuro. Que delícia! Aumentamos as nossas gordurinhas com prazer. O Elídio Bar no primeiro andar é o nosso preferido. Recomendo o garçom Giba, uma graça. Existe uma loja de lembrancinhas no térreo do mercado que gostei (Mercapoint, rua M, box 42/44). Eu sou a mulher de canetas, caderninhos, chaveiros e muito mais.

De lá mais Uber e rumamos ao teatro Renault na Brigadeiro Luís Antônio, 411. Compramos as entradas do musical O Fantasma da Ópera para as 21 h, afinal Sampa é culturalmente um espetáculo constante. Por R$200,00 ficamos na Plateia Silver. Pode ser caro, mas merecido. No sábado e domingo estava lotado. Quanta excitação de assistir ao musical mais belo e romântico que conheço. Tenho o filme, o CD, estudamos o livro na Casa de Cultura Britânica-Universidade Federal do Ceará e já havia visto em Londres – Inglaterra, em suma, sou fã de carteirinha.

Na Paulista tem o shopping Center 66, entramos e fomos jantar. Aconselho o Abbraccio-cucina italiana. O prato Pollo di Famiglia (frango) é especial.

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Musical O Fantasma da Ópera no teatro Renault em São Paulo-foto tirada por Mônica D. Furtado

Enfim, chega a hora do musical O Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Webber, dirigido por Harold Prince. Sem palavras. Os efeitos especiais e sonoros, além da magia da estória provoca derramamento de lágrimas. Ainda compro o espumante no intervalo e no final o ator Fred Silveira (Raoul, o Visconde de Chagny) nos dá uma cancha e fala com o público no salão de entrada. Eu estava lá, tirei foto com ele e a Denise. Ainda disse que viemos do Ceará só para assistir ao musical. Encontro registrado para a posteridade.

Continuarei com os passeios em breve. Viva Sampa!

 

Argentina – Córdoba e Villa Carlos Paz

Argentina – Córdoba e Villa Carlos Paz

Hoje é dia 16 de outubro de 2018. De manhã aproveitamos para conhecer melhor a Catedral de Córdoba. Localiza-se na Plaza San Martin. Eleita uma das sete maravilhas construídas pelo homem na província de Córdoba, teve sua construção iniciada em 1574 e foram mais 200 anos para finalizá-la, com diversos arquitetos envolvidos. Percebe-se uma mistura de estilos. Destacam-se os artistas das torres, os músicos anjos e a abóbada da nave central com a pintura de Emílio Caraffa.

No átrio há duas urnas funerárias: em um extremo a de Déan Funes – reitor da Universidade Nacional de Córdoba em homenagem ao seu bicentenário de 1749 a 1949; e no outro extremo os restos mortais do General Paz (1791-1854), considerado herói nacional, pois defendeu Montevidéu (1842-1844), atuou em batalhas em Tucumán (1812) e Salta (1813), foi General em Chefe em San Roque, dentre outros feitos. Também há estátuas do Beato José Gabriel Brochero e sua obra humanitária no presídio San Martin (1898-1902) e da Beata Catalina de Maria Rodriguez da Villa Cura Brochero e das Irmãs Escravas do Coração de Jesus. Achei bem curioso ter música ambiente suave nas igrejas e a bandeira do país. Digno de nota dizer que em 1987, quando da visita do papa João Paulo II à Argentina, foi na catedral que os enfermos receberam as bênçãos dele em uma cerimônia que reuniu católicos do país todo.

Demos uma olhada na igreja das Carmelitas Descalças de São José na Independência, 22. Segundo o Guia Criativo para o Viajante na América do Sul, quarta edição: “Fundada em 1628, abriga o monastério das religiosas conhecidas como Las Teresas, que vivem enclausuradas e evitam ser vistas até durante a missa. A igreja abriga o Museu de Arte Religioso Juan de Tejeda”, sobre o qual escreverei em outro artigo.

Caminhando pelo centro descobrimos a loja de lembranças imperdível: Turistólogo (Independência, 180). Transada e bonita, encanta o turista.

Para almoçar, paramos na Amerita Menúes & Café na Independência, 299-199. O menu vale a pena por 170 pesos: refrigerante, prato principal e sobremesa. Comida boa e saudável. Aliás, como se gosta de “supremo” (a milanesa) em Córdoba. Acabei degustando muito frango supremo. O educativo dos restaurantes é ter sempre à disposição dos clientes pelo menos três jornais diferentes, diga-se que o Clarín é obrigatório. Fantástico!

Enfim, cedo da tarde passa a van da Nativo Viajes e rumamos à Villa Carlos Paz. Por 750 pesos por pessoa, temos o Javier de guia e o motorista se chama Tomás (natural de Paso de los Libres. Do outro lado da fronteira situa-se Uruguaiana – RS).

Como sempre, o guia nos dá aula. Javier é um profissional que aceita trocar ideias, gostei. Córdoba é uma cidade automotriz com fábricas da Renault, Volkswagen, Fiat etc. Tem a Arcor, fábrica cordobesa de alimentos, além da fabricação de sapatos, satélites e aviões de combate. O papa Francisco foi professor da Universidade Católica aqui. A cidade é segura com muito policiamento. A estação seca vai de abril a outubro e a chuvosa de novembro a abril. No inverno o clima vai de -7˚C a 33˚C.

Muito interessante mencionar que hoje em dia acontecem tormentas elétricas na região com raios de cores variadas (azul, rosa, branco e verde), algo impressionante. Estão sendo estudadas na NASA – Estados Unidos e na Argentina. Depois de cinco dias de 50˚C, vem uma tormenta daquelas. Também há tornados no verão por conta da umidade. O clima está muito instável.

No caminho passamos por uma zona militar do Exército (Infantaria e Paraquedismo) com vila militar, centro de treinamento e quartéis (Base de Apoio Logístico). Mais tarde visualizamos a Usina Hidrelétrica e o paredão do dique/lago San Roque, artificial e o mais antigo da província. Logo tomamos o caminho das Cem Curvas, que contorna a esplanada do lago para chegar à Villa Carlos Paz, distante 36 km a oeste de Córdoba. Importante citar que a partir desta cidade, a estrada sobe em direção às Sierras Chicas que chegam a 1.900 m de altitude.

Enfim, entramos na Villa Carlos Paz, complexo de turismo e lazer. Vemos casas de veraneio, mas muita gente mora aqui e se desloca todos os dias até Córdoba pela autopista. Vive de turismo e tem 200 mil habitantes. No lago San Roque, pratica-se pesca, ski e windsurfe e se veleja. Existem garças e marrecos. E não se toma banho, pois é fundo. O município é ensolarado por 300 dias ao ano. No inverno o frio é grande. Falta de energia elétrica devido à construção de prédios. Achei a Villa Carlos Paz um pouco parecida com Punta del Este no Uruguai. Ambas são tão ajeitadas e bonitas.

Há camping, estádio de rugby, cassino da província e um parque público enorme onde os moradores se confraternizam com um bom chimarrão/mate. Muitos restaurantes, creperias e sorveterias, sendo a Grido uma heladeria obrigatória.

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Relógio Cuco em Villa Carlos Paz-Córdoba-foto tirada por Mônica D. Furtado

Gostei do lugar por ser bucólico. Há um avião Mirage em exposição, porque os dois pilotos falecidos na Guerra das Malvinas eram da terra. Há uma ponte que passa sobre o rio San Antonio e separa a parte antiga da nova. No centro, um ponto turístico é o relógio Cuco, presente de um alemão para a cidade. Perto está a fábrica de alfajores na qual comprei geleias de framboesa por 200 pesos. Vale a compra!

O calor está grande, ufa! E olha que não é verão ainda… Nessa estação os visitantes, muitos estudantes do norte da Argentina, lotam a cidade. Onde cabem umas 700 mil pessoas nesta localidade?

O passeio imperdível é o Complexo Aerosilla (teleférico). Esse lembra Camboriú em Santa Catarina. Por um teleférico com dois assentos, subimos até o café e mirante a 900 m. de altitude. Por 300 pesos por pessoa, visualizamos um parque lá em cima com tirolesa, arco e flecha e outras atrações. Ir à Villa e não conhecer o complexo não dá. O cafezinho tem um sabor especial com um cenário daqueles. Na excursão havia um casal chileno com o filho e nós.

Este passeio é menos cansativo, só meio dia. Na volta pegamos uma rota mais rápida e ainda vimos a Academia da Força Aérea e uma fábrica de aviões. Chegamos a Córdoba e nos dirigimos ao Patio Olmos para o nosso jantar, desta vez no restaurante “Que Lomo!” com opções de pizzas, tortas e sanduíches.

Continuaremos com Córdoba em breve.

 

Argentina – Serras de Córdoba – Villa General Belgrano

Argentina – Serras de Córdoba – Villa General Belgrano

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Eu mostrando o brasão de Villa General Belgrano-Córdoba-foto tirada por Carlos Alencar

Hoje é dia 15 de outubro de 2018 e ainda estamos no passeio às serras de Córdoba. Conhecemos o pueblo peatonal de La Cumbrecita a 1.450 m acima do nível do mar e de lá com a mesma agência de viagens Nativo Viajes descemos à Villa General Belgrano a 720 m. É uma pequena cidade com arquitetura típica da Baviera. Fica no Valle de Calamuchita, rodeada de montanhas, as Sierras Chicas ao leste e as Sierras Grandes ao oeste. O clima é mediterrâneo com sol 300 dias ao ano. Os imigrantes chegaram à região no final da década de 1920 e no início de 1930. Em 1953 a mencionada vila torna-se município.

O nome da cidade é em honra ao general criador da bandeira argentina em 27 de fevereiro de 1812, mas apenas em 25 de julho de 1816, com a independência do país, virou lei pelo Congresso de Tucumán. General Belgrano ou Manuel José Joaquín del Sagrado Corazón de Jesús Belgrano nasceu em Buenos Aires em 1770 e faleceu na mesma cidade em 1820. Foi economista, político, advogado e militar.

A guia Carla e o motorista Federico nos acompanham à cidade. A Villa General Belgrano tem dez ruas e quinze mil habitantes. Limpa e conservada, oferece festas importantes no calendário da província de Córdoba. Desde 1963 há a Oktoberfest no primeiro e segundo finais de semana de outubro (são mais de 200 mil visitantes); em abril a festa austríaca; a Páscoa (festa de la Masa em março ou abril); em julho a festa do Chocolate Alpino; e em dezembro a festa de Natal. São 150 marcas de cervejas artesanais e chocolates. Detalhe: fico sempre impressionada com o conhecimento dos guias de turismo. Acrescentando algo sobre a Festa da Cerveja ou Oktoberfest: desde 1972 foi declarada Festa Nacional, são mais de 450 horas de música e mais de 30 bandas regionais.

Assim como La Cumbrecita, a Villa General Belgrano foi fundada por alemães, mas também recebeu famílias suíças, italianas e austríacas.  Foram 127 famílias da Alemanha que chegaram nesta região de Córdoba com o apoio do governo argentino que lhes deu casa própria.

Perto dali existiu a sexta estância jesuítica que foi destruída, atualmente são somente ruínas. A guia Carla nos dá noções de história e ecologia. Os serviços hoteleiros são muito importantes. A Villa General Belgrano parece muito com Gramado (RS), Blumenau (SC) e Villa Angostura cerca de Bariloche (Argentina), é mais cidade do que La Cumbrecita. Eu amei! Trata-se de uma cidade viva, jovem e com um movimento intenso. Há muito a ver e fazer.

Visitamos a fábrica de chocolate Capilla Vieja na 190, Julio A. Roca 176 (uma loucura de tantas opções e gente) e o Café Rissen na Júlio A. Roça, 36. As lojas são fofas e bem decoradas, daquelas que o pobre turista endoida. Vale demais vir nesta paragem. Achei a Villa General Belgrano mais interessante para as refeições do que La Cumbrecita, preferiria ter passado mais tempo aqui.

A guia de hoje (como a do percurso do city tour) não nos deu muitas chances de fazer perguntas e olha que sempre tenho questionamentos… Sabe muito, porém não gostava de repetir nenhuma informação e era bem incisiva quanto a horários.  Agradeço, de qualquer forma, por ter aprendido muito. Imagine o que é escutar, escrever, ver a paisagem e aproveitar o momento, tudo ao mesmo tempo e… em espanhol… No final das contas, aconselho muito este passeio.

O retorno a Córdoba começou por outra rota a fim de visualizarmos outros povoados e depois voltamos à estrada inicial: Ruta Provincial 5. Foi 1h e 20 min. até Córdoba.

Ao chegarmos, nos dirigimos ao shopping center Patio Olmos, onde descobrimos o restaurante ViaVerde: com tortas salgadas de verduras, saladas e outros alimentos saudáveis. Um shopping perto do hotel é uma mão na roda, como se diz.

Em breve novas aventuras na Villa Carlos Paz…

Argentina – Serras de Córdoba – La Cumbrecita

Argentina – Serras de Córdoba – La Cumbrecita

Hoje é dia 15 de outubro de 2018. Visitamos as serras de Córdoba: La Cumbrecita e Villa General Belgrano com a agência Nativo Viajes. Estamos na região turística mais significativa de Córdoba. A guia Carla nos ensina muito e nos direciona ao Centro de Turismo com o objetivo de pegarmos mapas e informações. De lá cada visitante toma seu rumo. Gostei de ter ficado livre com o Carlos.

Falemos em La Cumbrecita. Trata-se de uma comuna de dois mil habitantes, uma cidade pequena estilo alpino que tem a singularidade de ser um dos poucos pueblitos peatonais (povoados com calçadões para pedestres) do mundo. É uma reserva natural protegida com topografia de montanha, flora e fauna. Há cascatas e vertentes na Alta Montanha, da mesma forma existe um parque temático na qual se praticam esportes de aventura, como rapel, tirolesa, passeios pelo rio del Medio, trekking (caminhada) etc.  O Parque Temático Peñon del Águila funciona o ano todo e é um empreendimento de Sergio Roggio. A serra tem o clima ideal para a prática de atividades de montanha.

Em um pueblo peatonal não se anda de carro. O município é peculiar com características únicas.

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Escultura feita das árvores que caíram por conta do temporal de 2012 em La Cumbrecita-Córdoba-foto tirada por Mônica D. Furtado

Por conta de um temporal em outubro de 2012, muitas árvores pereceram, aí o trade turístico com o Centro Cívico de La Cumbrecita decidiu transformá-las em esculturas de madeira espalhadas pela cidade. Achei original. Parabéns ao artista Luis Carlos Perez. Adicionando mais: se remover uma árvore, tem que plantar duas. Amei!

A parte comercial é pequena e após a ponte que dá para o centrinho, há wifi para todos (a senha se pega no Centro de Turismo). Existem bairros privados, ou seja, condomínios fechados que eles chamam de countries.

Estamos a 1.450 m. As chuvas que enchem os rios só acontecem em fevereiro. Agora estão baixos e a primavera está quente demais. Infelizmente, aqui também há exploração na montanha, responsável pelo desaparecimento de animais e da flora. Uma lástima! Nos bosques, há cobras tipo jararaca e coral, o condor andino, o gato montês e pássaros diversos.

Um pouco de história: o cavalo foi introduzido pelos espanhóis no passado remoto. Mulas e cavalos eram trocados comercialmente nesta região. Estamos nos referindo ao Caminho Real. Os incas nunca alcançaram esta montanha. Os jesuítas foram importantes, porque protegiam os indígenas da região dos conquistadores espanhóis que os usavam para trabalho escravo. Os caminhos para a serra eram de terra, hoje são estradas asfaltadas modernas. Ainda hoje os cavalos são fundamentais para o transporte da população, as crianças os utilizam para irem à escola, até os idosos montam os seus.  Para se deslocar à parte alta da montanha, há a opção de pequenos ônibus para os moradores.

O início de La Cumbrecita foi em 1934, quando a Família alemã Cabjolsky vem a cavalo comprar 500 hectares de terra e começa a construção do que é hoje a cidade, a partir de uma casa de verão. Queriam construir a casa em um ano e, para tanto, usaram material da região, como mármore, rochas e cal. A cidade base era Alta Gracia. Ele, engenheiro de Berlim, veio para o país a fim de trabalhar como gerente da empresa SIEMENS. Eram amigos do afamado General Belgrano. Em 1935 inauguraram a propriedade e logo depois começaram a chegar novas famílias de origem crioula (descendentes de europeus nascidos em países originários da colonização europeia) e centro-europeia.

La Cumbrecita está situada no Vale de Calamuchita nas Serras Grandes de Córdoba. A cadeia montanhosa tem 300 km de extensão. Interessante mencionar o clima: nos últimos sete anos, a umidade tem aumentado muito e a temperatura mudado: um dia está -5˚C e no outro 34˚C.

Não existe prefeitura, banco ou posto de gasolina. Vi um banco móvel. A Secretaria de Turismo, onde os descendentes do fundador da cidade trabalham, controla tudo.

Na hora do almoço, rumamos ao restaurante indicado pela guia: El Puente, na entrada da cidade. Pedi a truta com limão e guarnição (salada: alface, tomate e cenoura da região) por 310 pesos; o Carlos ficou com a truta ao queijo roquefort com salada por 350 pesos, além da gaseosa (água tônica). Recomendo.

La Cumbrecita é espalhada, suas lojinhas são tentadoras com artesanato próprio. São muitas cervejarias originais, hotéis diversos, camping, restaurantes, cafés, sanduicherias etc. Tudo é de muito bom gosto e transado. A pé dá para fazer muito. Há fincas (propriedades) com restaurantes, alojamentos, bodega e agropecuária. A cidade é ecológica: trata os resíduos sólidos e não incentiva o cigarro, uma vez que a possibilidade de incêndios nas serras é real.

O próximo artigo será sobre a Villa General Belgrano.

 

 

Argentina – Serras de Córdoba – La Cumbrecita e Villa General Belgrano – primeira parte

Argentina – Serras de Córdoba – La Cumbrecita e Villa General Belgrano – primeira parte

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Mapa das serras de Córdoba da Nativo Viajes-foto de Mônica D. Furtado

Estamos no dia 15 de outubro de 2018, feriado em homenagem à diversidade cultural em Córdoba, logo o trânsito está tranquilo. A van da Nativo Viajes nos pegou no hotel Caseros 248 entre 9 h e 9.30 h. da manhã. Pagamos o valor de 1.350 pesos na hora para a guia. O nome dela é Carla e o motorista Federico. Nosso primeiro destino é a serra de La Cumbrecita.

Já no começo do percurso, a Carla nos dá muitas informações. Em Córdoba cada monumento histórico tem placas azuis grandes com a sua respectiva história. Uma boa ideia. Muitos prédios são de tijolo a vista. Lembra Bogotá na Colômbia. O clima de primavera está esquentando bastante.

Passamos pela Ciudad Universitaria. São 120 carreiras, 400 hectares, cursos gratuitos, sendo o de medicina o mais importante. A Universidade Nacional de Córdoba depende do estado e teve sua fundação em 1613 pela Companhia de Jesus.

Interessante dizer que a natureza é pobre e a cidade de mais de dois milhões de habitantes e possuidora de inúmeros bairros é a segunda do país, juntamente com Rosário. Não vive do turismo, é uma cidade universitária por excelência. A Universidade Católica (privada) se localiza fora da capital e o único curso de veterinária da cidade funciona nela.

O turismo em Córdoba está em quinto lugar por importância. As fábricas de materiais de construção, de automóveis, de alimentos e as universidades são mais fundamentais.

No verão a temperatura atinge os 50˚C, mas a sensação térmica é de 65˚C. Ninguém merece! O clima está se modificando: de seco está ficando úmido.

Estamos na estrada Ruta Provincial n˚5, perto da localidade chamada de Alta Gracia. Era no passado ideal para enfermidades respiratórias, fica a 30 km de Córdoba e lá viveu Che Guevara, pois sofria de asma. A partir de 2001 a casa onde habitou se transformou em museu. Também morou em Carlos Paz e Córdoba. Alta Gracia é tão histórica quanto a capital da província, foi fundada em 1588, enquanto Córdoba em 1573. A patrona é a Virgen de La Merced e a residência de Alta Gracia teve inúmeros donos, sendo que o último foi Juan Manoel Solares. A partir daí se tornou Estância Jesuítica. Há uma praça em honra a ele. No caminho há fazendas agropecuárias. 30% de sua economia dependem do turismo. Mais fábricas de bebidas, supermercados da terra, comércios etc.

Algo mostrado no passeio é o Mausoléu Myriam Stefford de 82 m, fechado para o público. A guia nos contou uma história bem dramática, mas preferi consultar a Wikipédia. Diga-se de passagem que ambas têm desenrolar totalmente diferente. Vamos lá. Trata-se de Rosa Margarida Rossi Hoffman, atriz suíça, com o pseudônimo de Myriam Stefford. Nasceu em 1905 e faleceu em 1931. Viajando por Veneza na Itália, conhece um empresário e escritor argentino, dito Raúl Barón Biza, apaixonam-se, casam e ela vem viver na Argentina. O casal amava a aviação e fizeram o primeiro percurso Buenos Aires – Rio de Janeiro. Após essa maratona, voaram por 14 capitais argentinas.  Em uma das viagens aéreas, saindo de Buenos Aires com seu marido no avião Chingollo e depois de duas aterrissagens de emergências em Santiago del Estero e Jujuy, ela seguiu a aventura com seu co-piloto Luís Fuchs a San Luís em outro avião – o Chingollo II. Em Marayes tiveram um novo acidente, aí morreria Myriam. O viúvo Raúl contrata o engenheiro Fausto Newton para construir um mausoléu gigante para que ele nunca a esquecesse. Foi inaugurado em 1935. Sua tumba a 6 m. de profundidade tem os restos mortais dela e dizem que ali também estão suas joias, incluindo o famoso diamante Cruz del Sur de 45 quilates. O maior monumento do país não é exposto ao público, a família assim o deseja, mas o governo quer administrá-lo, porque está abandonado e o descendente responsável mora na França. Fica encostado na Ruta Provincial 5 na Paraje Los Cerrillos entre as localidades de Alta Gracia e Córdoba.

Falemos nas serras. Ambas têm menos de 100 anos e foram fundadas por alemães. Estão no Valle de Calamuchita com 1.450m. Os homens de montanha do passado eram conhecidos por comechingones (segundo a Wikipédia: são indígenas originários das regiões de Córdoba e San Luis. Foram completamente deslocados ou exterminados pelos conquistadores espanhóis do final do séc. XVII). As cidades vivem do turismo interno, uma vez que os cordobeses passam o final de semana lá. Na época baixa são os estudantes e os aposentados os visitantes.

Os rios nascem das montanhas, há 24 diques na província de Córdoba que tem quatro milhões de habitantes. O caminho lembra a serra fluminense com curvas e mais curvas, mas a cidade de Villa General Belgrano me recordou uma mistura de Gramado (RS) e Blumenau (SC). De Córdoba para a Villa Gal. Belgrano a distância é de 86 km, mais 40 km chega-se a La Cumbrecita.

Antes de se aproximar de La Cumbrecita, vemos o Lago Molinos. Trata-se do segundo maior com três mil hectares. Na verdade, é um dique. Lá foram introduzidas trutas, bagres, carpas etc, além da flora e fauna.

O dique abastece de água as cidades próximas à Córdoba. O lago de 57 m de profundidade oferece passeios turísticos. Importante mencionar que a flora e fauna são divididas com San Luis, cidade próxima.

Paramos para degustação e compras na La Ponderosa Fiambreria. Valeu ter conhecido, uma vez que provamos salames diversos (de porco e cabra) com queijo no pão e vinho tipo moscatel. O local é lindo com varandas de madeira que dão para o lago Molinos. E sempre há a loja de artesanato. Comprei doce de leite de cabra que é mais suave. Tudo ofertado é feito pela família e é dada uma aula sobre a produção. Sempre aprendo muito.

Continuaremos nossa expedição às serras em breve.

Argentina – Córdoba – Cabildo e Paseo de las Artes

Argentina – Córdoba – Cabildo e Paseo de las Artes

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Placa do Cabildo de Córdoba-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado

Estamos ainda no dia 14 de outubro de 2018 à tarde pós-almoço. O calor aumenta ao longo do dia. Fomos rumo ao Cabildo, mas estava fechado, logo olhamos somente o prédio e peguei algumas informações. Trata-se de uma instituição mais tradicional deixada pela Espanha. Típica construção colonial com uma série de arcos formadores de uma recova. Na parte superior tem janelas grandes com um balcão central saliente. Atualmente aloja a Secretaria de Cultura e o Museu da Cidade o qual descreverei em outro artigo.

Entre 1573 e 1992 o Cabildo foi sede do Governo Intendência de Córdoba e Tucumán, Assembleia e Governo Provincial, Municipalidade e Polícia da Província. Hoje é centro cultural dos cordobeses.

De lá caminhando nos dirigimos ao Patio Olmos. Gostei do shopping, há muitas opções de restaurantes. As lojas de alfajores da região valem. Eis uma tradição argentina, todos comem sempre. Além do mate que os habitantes carregam com a garrafa térmica e cuia e bomba para qualquer local. Vendem muito como suvenir os apetrechos para chimarrão e a bolsa para carregá-los. Tal costume do chimarrão é instituição na Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul (Brasil).

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Capela San Francisco Solano dos dominicanos em Córdoba-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado

Queríamos mesmo era conhecer a feira mais tradicional de Córdoba aos domingos: o Paseo de las Artes, mas antes de chegar lá, nos dirigimos a pé pela Av. Belgrano e entramos na Capela San Francisco Solano dos dominicanos. O bairro se chama Güemes onde se localiza a feira enorme. É no estilo da feira de San Telmo de Buenos Aires e no Brasil a mais parecida é a do Brique de Porto Alegre-RS. São lugares onde os turistas se refestelam, assim como os moradores.

A feira é fan-tás-ti-ca! Tem mil bancas com doces regionais, pães, artesanato, comidas, bolsas etc. Ao redor todas as lojas estão abertas, tais como: antiguidades, restaurantes, sorveterias e por aí vai. Amei!!!  Comemos baklava com nozes, um doce grego que já tinha ouvido falar. O Carlos comprou lemoncello, aquele licor italiano delicioso feito de limão.

O dito bairro é muito transado por conta das lojas e seus diversos recantos. São hordas de jovens e gente bonita, aliás isso não falta por ser uma cidade universitária. Os habitantes chamam a atenção pela beleza. Uau! A feira é perfeita para um domingo à tarde, pois começa às 17 h e termina bem mais tarde.

Para um sorvete original de figo com nozes e framboesa, indico a heladeria Venezia y Café. Depois para gastar as calorias, seguimos na caminhada. Ainda bem que os doces e sorvetes têm pouco açúcar, deste modo a consciência dói menos… Ficamos cansados de tanto peregrinar e já na saída, resolvemos nos alimentar de quê? Outra instituição argentina: empanadas. Descobrimos na esquina da Belgrano com San Luís a La Cabaña de Chamigo com música regional, lugar simples e atraente. Pedimos empanadas de milho (choclo), frango e carne. Cada por 20 pesos, bem em conta. Com cerveja escura, amarga e de origem mendocina chamada Andes fizemos a festa. Detalhe: a garrafa é de um litro.

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Pessoas dançando tango na Diagonal E. Garzón perto do Patio Olmos-Córdoba-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado

A cidade é alegre, jovial, festeira para todas as idades. Ao voltarmos para o hotel, nos deparamos com pessoas, idosos em sua maioria, dançando tango na Diagonal E. Garzón perto do shopping Patio Olmos. Vibrei. Considerei a prova de que as pessoas vivem e respiram a cidade. Havia muitos espectadores curtindo o momento e em frente ao citado shopping outra multidão, conversando, ouvindo música etc. Fabuloso.

Algo interessante do hotel Caseros 248: havia no quarto sachês de café preto (da marca La Virginia de Rosário-Argentina) e chá.  Nunca vi na vida, mas gostei da ideia. E outra novidade: o dia das Mães é celebrado dia 21 de outubro no país. O comércio dá descontos robustos na semana anterior.

Prosseguiremos com as serras de Córdoba em breve…

 

Argentina – Córdoba – City Tour 2

Argentina – Córdoba – City Tour 2

Hoje é domingo, dia 14 de outubro de 2018. O clima primaveril está bom e com sol: 19˚C. O Carlos e eu continuamos o nosso city tour por Córdoba. A guia dá muitas informações sobre a história da cidade. Gosto de fazer de início este passeio, tenho uma ideia da cidade e depois escolho o que visitar com calma. Perto da Catedral Nuestra Señora de la Assunción de Córdoba, que foi consagrada em 1706, há o Monastério das Carmelitas Descalças cuja vida é contemplativa e de clausura. A primeira igreja de monastério de clausura data de 1613: a de Santa Catarina de Siena.

A loteria de Córdoba e o jogo são controlados pela província. O prédio da loteria é bonito e existe desde 1929. Interessante mencionar que há cassinos pelo país todo.

A Biblioteca Pública foi a Casa da Província, ou seja, a casa do governo nos anos 1940.

A Praça Itália é uma homenagem aos fundadores italianos. Lá existe um monumento à loba que amamentou Remo e Rômulo, os gêmeos da mitologia romana. Há uma festividade anual em honra aos imigrantes daquele país. Também há a Praça Espanha com oito diagonais.

Passamos pelo Paseo Sobremonte, onde havia um lago no séc. XVIII que distribuía água com os vizinhos. Hoje, porém, tem o lago seco. De qualquer modo, a praça é bem usada para recreação da população, por causa da sua rica vegetação e fonte de água.

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Palácio da Justiça em Córdoba-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado

O Palácio da Justiça tem um prédio renascentista lindo. Pode ser visitado. No subterrâneo da Praça Independência funciona um estacionamento e na praça também há o escritório que controla os semáforos e o trânsito.

A guia conta lendas de fantasmas de Córdoba. Achei bem divertido. A avenida mais larga da cidade com a área comercial se chama Av. Colón. Na cidade há jóquei-clube com eventos importantes durante o ano. Bom contar que as mulheres são motoristas de ônibus. A livraria El Ateneo, tão reconhecida em Buenos Aires, também existe lá, na Av. General Paz.

Chama a atenção a vitalidade da religião católica na cidade. A primeira ordem a chegar foram os dominicanos. Vimos a Igreja de São Domingos. Para informe, o patrono da cidade é São Jerônimo.

Há muitos museus na cidade: Academia Nacional de Ciências, Museu de Paleontologia, Palácio Ferreyra Museu de Belas Artes Evita, Museu de Arte Contemporânea etc.

Os sítios jesuíticos fora da cidade são patrimônio da Unesco. Falarei depois sobre alguns deles. O shopping center Patio Olmos é um dos seis centros comerciais existentes. O limite da cidade era ele. Além era subúrbio onde os habitantes tinham casa de férias no passado remoto. São tantos parques, praças, monumentos e estátuas… fico maravilhada com o estilo Europa na América do Sul.

O bairro Nova Córdoba, do séc. XIX e XX, foi inspirado nos bulevares parisienses e tem um diferente traçado urbano. Era habitado pela elite no início e é considerado tradicional. Neste local está a Paróquia do Bom Pastor, dentro não é igreja e sim ponto de encontro de pessoas para tomar mate, por exemplo. Pensem em algo inusitado. Ao lado está o Paseo del Buen Pastor com chafariz, galeria de arte e loja transada.

Mais adiante testemunhamos algo espetacular: a Igreja do Sagrado Coração (dos Capuchinhos), umas sete quadras da Praça San Martin. Por 150 pesos, o turista sobe a escada espiral para ver o mirante lá de cima (são uns 148 degraus). Para tanto, há um guia contando a história. O estilo da igreja é neogótico, de ordem franciscana, toda de matizes de rosa e de madeira.

Vimos o câmpus da Cidade Universitária cujo ensino foi o primeiro de Córdoba e é de graça, tendo sido fundada por jesuítas. É secular e livre. Passamos pelos Tribunais Federais do Poder Judiciário.

Chegamos à Cidade das Artes da Universidade Provincial de Córdoba. Lá há teatro, cursos de cerâmica, desenho e outros. Córdoba é uma cidade universitária por excelência. Também há a Universidade Nacional (federal) e as privadas, consideradas caras.

O Parque Sarmiento é o maior da cidade. Lembra o Ibirapuera de Sampa. As árvores vieram de outros países, são plátanos, palmeiras, magnólias etc. É de 1911 e são 100 hectares. A parte alta oferece um mirante. Há muito a fazer por aquela paragem e os food trucks fazem sucesso. Tem morador que ruma ao local só pra comer o conhecido pão de choriço. Dentro do parque há lago artificial, parque de diversões, lugar para festividades, eventos culturais e musicais. Digno de nota dizer que pelos idos de 1920 o banheiro era separado para homens e mulheres por horários.

Saindo do parque, cruzamos hospitais públicos: o São Roque com mais de 100 anos e o Rawson, infantil. O outro São Roque se situa no centro e data de 1917. Existe a igreja do mesmo santo cujo estilo arquitetônico é colonial clássico.

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Pontes Gêmeas que dão acesso ao Centro Cívico em Córdoba-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado

A estação de ônibus serve para viagens nacionais e internacionais. Ali perto está o Centro Cívico  del Bicentenário Gobernador Juan Bautista Bustos (casa do governo da província) em um prédio todo moderno.  Conhecido como “El Panal” é de 2011, assim como as Pontes Gêmeas de acesso a ele, que foram inauguradas anteriormente, mas no mesmo ano pelo governador Schiaretti. O divertido monumento “El Hombre Urbano” (O Homem Urbano) se localiza cerca de ali. O rio Suquía cruza a cidade que da mesma forma possui arroios, como o La Cañada.

Seguimos por bairros residenciais tão a cara da Argentina, por exemplo: o Júniors. Os primeiros moradores foram os trabalhadores da ferrovia que vieram da Inglaterra.

Terminamos o city tour, demos tchau às companheiras de passeio legais  e rumamos ao restaurante que a guia indicou ali do lado. Solar de Tejeda é um museu e do lado um restaurante, localizado à Rua 27 de abril, 23. Vale a pena demais. A casa é deslumbrante e histórica, um casarão colonial espanhol. Pedimos um prato por 240 pesos por pessoa e veio muita fartura de comida: dois filés de merluza a milanesa com verduras e legumes: abóbora, cebola, tomate e pimentão grelhados. Excelente! Adicionado a isso, um vinho tinto Vasco Viejo de Mendoza. Não é uma maravilha? E de entrada: o sempre presente pão com grisines (pequenos bastões torrados e secos de pão, finos e longos; receita de Turim, Itália) ou palitos de pão. Aliás, cobram o cubierto ou entrada, o que na maioria dos restaurantes é grátis.

Saindo dali, fomos fazer câmbio em um kiosco na Praça San Martin, indicação do rapaz solícito do Centro de Informações Turísticas ali perto. Devemos a ele não ter ficado sem dinheiro em pleno domingo e segunda, pois era feriado. Estava tudo fechado.

Continuaremos nossa aventura em breve…

 

 

 

 

 

Argentina – Córdoba – City Tour 1

Argentina – Córdoba – City Tour 1

Hoje é dia 14 de outubro-domingo. É feriado: dia da diversidade cultural e tudo está fechado, menos o shopping center Patio Olmos e alguns kioscos aqui no centro. Esses kioscos são instituição nacional. Vendem alfajores, sanduíches, bombons, balas, refrigerantes, empanadas e por aí vai. E alguns também têm locutórios, ou seja, telefonia. Sempre uso, é barato demais ligar para o Brasil.

Falando de novo no hotel Caseros 248 (www.solans.com), localizado perto de tudo que interessa a um turista é muito bom. O atendimento solícito de todos faz a diferença. Aconselho! Saudações à Zaida, recepcionista gentil, que foi com a gente à excursão das estâncias jesuíticas que contarei depois. Da mesma forma, saúdo o Rodrigo e o Joshua. Nossos agradecimentos aos demais funcionários.

Falemos no diferente do café da manhã no hotel. As pequenas confituras, ou seja, minibolinhos doces de frutas, brownies e crumbles de maçã são deliciosos. E como sempre, encontro o afamado doce de leite. Amo!

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O shopping center Patio Olmos em Córdoba, Argentina – foto tirada por Mônica D. Furtado

Córdoba é uma cidade para conhecer a pé. Aqui no centro estamos perto de museus, da Catedral, do shopping Center Olmos, da Igreja dos Capuchinhos, de lojas variadas etc. As calçadas são uniformes, o que facilita a vida de todos. Eu diria que é boa para cadeirantes, cegos e idosos com bengalas. Gostei das ruas com bloquetes bem colocados e dos calçadões, ditos peatonais. A cidade parece ser construída com o pensamento de respeito ao pedestre.

Decidimos fazer o city tour no bus (ônibus) turístico. Pegamos na Praça San Martin para um percurso de uma hora e meia que não é hop on, hop off, isto é, não tem paradas. O valor é de 250 pesos por pessoa. A guia deu muitas explicações sobre a cidade e sua história. Tivemos a sorte de conhecer umas chicas (garotas) do Chile e Argentina muito simpáticas, sendo que uma havia morado em Belo Horizonte, logo falava português, o que nos ajudou em alguns entendimentos. Só achei que a guia falou muito e não deu tempo para perguntas.

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A Catedral de Córdoba – Argentina – foto tirada por Mônica D. Furtado

Passamos por sítios históricos, casas coloniais, museus, parques, vamos lá. Córdoba foi fundada em 1573 por Jerônimo Luís de Cabrera, logo celebra seus 445 anos em 2018. Há um monumento a ele na Plazoleta (pracinha) del Fundador perto da Catedral. A cidade tem 1.400 mil habitantes aproximadamente e 520 distritos. Sua política de modernização começou no séc. 19. É a segunda cidade mais importante do país, juntamente com Rosário, a primeira é a capital federal: Buenos Aires.

No passeio conhecemos o Cabildo histórico que era a sede do governo colonial. Já foi prisão no subterrâneo, legislatura provincial e hoje é museu e centro cultural. Ao lado fica a Catedral que levou 200 anos para ser construída. Tem estilo barroco e foi edificada por nativos, mestiços e escravos. Fecha ao meio dia e abre às 16 h. São visitas imperdíveis. Falarei mais sobre esses locais mais a frente.

Em frente está a Praça San Martin. Já foi praça de touros e ponto de encontro cívico e religioso. O herói tem nome de ruas e praças em todo o país. Bonito isso. Como o argentino tem orgulho de seus feitos passados. Aliás, o centenário da independência da Espanha foi 1916. Isso todo guia conta.

As ruas em Córdoba mudam de nome, como em Fortaleza-Ceará. Trata-se de uma cidade plana e altamente caminhável. Aconselho aos viajantes de coração.

Continuaremos o city tour em breve.

 

Argentina – Chegada a Córdoba

Argentina: Chegada a Córdoba

Estamos em 13 de outubro de 2018. O Carlos e eu decidimos voltar ao lindo país, desta vez às cidades de Córdoba e Salta.

Comecemos pelo percurso. Descobri o voo Recife-Córdoba pela Azul e achei ótima a ideia de não passar por São Paulo e ir direto. Em 5 h estávamos lá. Contando Fortaleza-Recife foi uma hora. Só considerei o aeroporto de Recife mais exigente do que todos os outros no voo internacional. Nunca vi ter que tirar o laptop da capa na esteira, dentre outras coisitas mais. Isso foi chato. Eles disseram que eram ordens da ANAC e que eram os outros aeroportos que não respeitavam. Entramos no avião e direcionamos o pensamento à viagem.

No voo 8746 (10.30 às 15.30) havia poucos brasileiros e muitos argentinos. Todos bronzeados, que bom! O almoço foi pão rosbife ou vegetariano, salada, pão de leite, bolo de chocolate e as bebidas. E antes de aterrissar, mais um lanche. A Azul foi super pontual. No mais, gostei do serviço.

Enfim, chegamos a Córdoba. Pegamos o Aerobus por 200 pesos. Compramos o cartão no aeroporto na parte de cima em um kiosco (local que vende balas, bombons, sanduíches etc) por 70 pesos e carregamos 60 pesos para cada um. A informação quem nos deu foi o rapaz do balcão turístico no aeroporto. Recebemos um folder com os horários do ônibus e paradas. A fila estava grande, mas esperamos e entramos com as malas. A diferença de valor do Aerobus para um táxi é grande, então vale a pena. Também pegamos informações com os argentinos no avião. Sempre prestativos.

Detalhe: chegamos em um sábado. Domingo as casas de câmbio são fechadas e na segunda era feriado nacional: dia da diversidade cultural. E nós com pouco dinheiro. Ainda bem que as pessoas são solícitas e nós perguntamos bastante. Descobrimos um kiosco no centro que trocava dinheiro. Ufa! Trouxe dólares, mas o real atualmente está bom de troca.  Por isso, a dica é de levar alguns pesos e checar se não há um final de semana ou feriado pelo caminho.

 

Continuando, ao sair do Aerobus, o povo nos ajudou, afinal eram duas malas grandes. Descemos no Patio Olmos (shopping center) e viemos para o hotel a pé. Bem perto. Foi uma ótima escolha. A localização do hotel Caseros 248 na Rua Caseros é excelente, por ser no centro e cerca de museus e igrejas históricas. Estamos aqui pelo Bancorbrás (na nossa viagem anual de sete diárias).

À noite saímos para jantar e por indicação do povo do hotel fomos ao Il Panino. Lá comemos um frango a milanês (supremo de pollo) com salada por 225 pesos. Muito gostoso. Foi curador do cansaço e da fome. Já vi que aqui gostam muito de supremo de carne ou frango.

Seguiremos com Córdoba em breve…

 

 

Dicas para uma Aposentadoria Feliz

Dicas para uma Aposentadoria Feliz

Estou escrevendo a pedidos, uma vez que os colegas me veem como uma pessoa satisfeita com a nova vida de aposentada. Sou professora de inglês, nunca deixamos de ser, não é mesmo? Trabalhei de 1985 a 2014. Tirei uma licença para tratamento de saúde por dois anos,  e me aposentei do serviço público em 2016, logo tenho dois anos de reformada. Então, já dá para ter uma noção de como é a vida pós-trabalho. Lembrando que são as minhas experiências, cada um tem o seu modo de viver e pensar tal assunto.

Vamos lá. Uns cinco anos antes já pensava no tema. Uns dois anos antes, comecei a entrevistar o povo aposentado para checar se estavam felizes. Só encontrei uma professora que me disse que estava arrependida. A dúvida é atroz mesmo. Trata-se de uma questão importantíssima. Já perto do momento, resolvi me consultar com uma pessoa experiente no tópico. E ela me mandou me ocupar se não ficaria entediada e depressiva. Chocante, né? A gente se preocupa, pensa e reflete muito mesmo.

Enfim, chega o grande momento. Bom dizer que as ocupações não vêm tão rapidamente. “Deixei a vida me levar”, como canta o Zeca Pagodinho, mas só no início. Aí as coisas foram tomando rumo. Vieram alunas particulares por meio da Alice e Beatriz; iniciei o projeto blog, apoiada pela Letícia, Shirley, Mendes e Cláudio; fui cuidar da saúde, visitar amigos, ter tempo de qualidade com as pessoas. Hoje me dedico à família com calma; ajudo meu pai no computador; vou com a minha mãe no shopping uma vez por semana, leio muito, tomo café com amigas e por aí vai.

Aconselho arranjar hobbies e fazer o que ama. Para quem via muita gente em um dia de trabalho, entre alunos e colegas da universidade, pelo menos umas 55 pessoas diferentes, tudo muda. Deixei de ver esse povo todo, aí tive que me reinventar. Criar novos grupos: o povo da caminhada e o do pilates, por exemplo. E incentivar o encontro com os velhos amigos, tudo é motivo de socialização.

Pensando bem, no momento presente, gasto menos roupa e gasolina. Eu ia ao trabalho duas vezes por dia e não era tão perto, além do trânsito que estressava. E não ter provas e composições para corrigir ou aulas para preparar é um sossego. Sinto falta, sim, dos alunos, meus queridos que sempre me deram prazer e estímulo ao estudo e ensino. Posso dizer o mesmo dos meus colegas e amigos. Com eles, não perdi o contato, felizmente. Estou sempre presente ao meu ambiente universitário.

Logicamente, viajar e fazer a “festa” antes, durante e depois. As viagens rendem muito nos papos, encontros e artigos do blog. O melhor: poder partir para lugares sonhados em qualquer época do ano. Isso é fabuloso e mais barato.

Por incrível que pareça, a agenda vai enchendo e muitas opções surgindo. Coração aberto, cuca fresca e o que vier pós-jubilação é novidade. Saímos do lugar-comum para algo novo. Eis a hora de se sentir jovem e ter tempo para ideias boas.

Por me sentir renovada, sem a pressão do dia a dia, dedico estas palavras à amiga Viviane, técnica-administrativa da Casa de Cultura Alemã da Universidade Federal do Ceará. É uma forma de dar forças a uma decisão difícil que pode ser leve e enriquecedora.