Blog

Mendoza – Argentina – a cidade – parte 3

Mendoza – Argentina – Cerro de la Gloria

DSCN2057
Ônibus turístico Oro Negro em Mendoza-passeio ao Cerro de la Gloria-foto tirada por Carlos Alencar

Estamos no dia 16 de maio de 2018 na continuação do city tour por Mendoza. Finalizamos o passeio pela cidade e agora vamos à parte mais alta do município: o Cerro de la Gloria, dentro do parque Gal. San Martin. A guia é outra e muito boa também: a Jessica.

Pegamos a Av. Emílio Civit com suas casas ostentosas, segundo eles. A continuação da av. Sarmiento terá o nome de av. Libertador dentro do parque General San Martin. Este parque foi criado em 1907 a oeste da cidade por Emílio Civit (1856-1920). Ele foi um político argentino que exerceu os cargos de deputado, senador nacional, governador da Província de Mendoza e Ministro de Obras Públicas e de Agricultura da nação (Wikipédia).

Quanto ao parque, são 950 hectares com árvores do mundo todo. Achei semelhante ao Parque Maria Luísa em Sevilha – Espanha. Fenomenal tal lugar. É o maior espaço verde da cidade, estende-se por 17 km e alcança o sopé da Cordilheira dos Andes. Vale a pena ver o site www.experiencemendoza.com. Depois de passar pelo portão rebuscado, logo na entrada do parque, vemos as duas cópias dos Cavallitos de Marly, feitas em mármore branco de Carrara, de primeira qualidade.  Representam dois cavalos selvagens com seus domadores, cada um em cima de uma coluna. São réplicas dos cavalos franceses, realizados por Guilhaume Coustou entre 1743 e 1745, trabalho requisitado pelo rei Luís XV a fim de decorar a entrada do parque do Palácio de Marly fora de Paris.

 

Também somos apresentados à Fonte dos Continentes, representando a América, Europa, Ásia e África, de 1911, com as nereidas protegendo os marinheiros. Faltou a Oceania, porque não existia naquela época. Discursando mais sobre as nereidas, elas fazem parte da mitologia grega e se tratam das 50 filhas de Nereu e Dóris. Nereu compartilhava com elas as águas do Mar Egeu e era um deus marinho mais antigo que Netuno. As nereidas são ninfas do mar, gentis e generosas, sempre prontas a ajudar os marinheiros (Wikipédia).

O lago El Parque foi feito em 1906, sendo um reservatório de água para ser usado em caso de seca. A avenida das Palmeiras é muito bonita e tem um clube de regatas de 1909. O parque Gal. San Martin foi pensado pelo arquiteto francês Carlos Thays. Antes se chamava Oeste. Dentro dele, há a Universidade de Cuyo com 32 cátedras (cursos). É estatal e se entra por meio de exame. A Faculdade de Agronomia funciona fora de lá. Havia um zoológico, hoje os animais da terra estão sendo distribuídos para outras localidades.

Dia 17 de abril é considerado o dia internacional do vinho Malbec e das fontes de Mendoza jorram vinho (ver http://www.malbecworldday.com).

Falemos no Cerro de la Gloria. Não vão carros até o local, um caminhão entra e o outro sai, há controle. A vegetação é nativa da terra. Ao alcançarmos 1800 m chegamos ao Cerro Arco. Esportes radicais são praticados, como parapente, rapel, caminhadas de trilhas etc. As torres de TV estão situadas lá.

 

No mirante com 965 m existe um memorial homenageando o centenário do Exército dos Andes com a imagem do condor. Tal pássaro gigante é o símbolo de Mendoza. Vive na Cordilheira dos Andes e alcança 3 m com as asas abertas. Lembrando que o General José de San Martin libertou o Chile a pé e a cavalo via Cordilheira dos Andes no dia 12 de fevereiro de 1818. Como é venerado, assim como seus generais. Foi um feito histórico impressionante.

 

No Cerro de la Gloria há uma estátua magistral. Antes o monte se chamava Pilar. Após 1812 passou a ter o nome atual. Quem pensou a estátua foi o uruguaio Juan Manuel Ferrari. Ali tudo é paz com a vegetação exuberante e as flores “lavandas” ao redor da estátua.

 

A guia acrescenta sobre a Festa de la Vendimia que celebra a temporada de colheita de uvas e ocorre no dia 3 de março anualmente perto do cerro no Teatro Griego em 180˚, isto é, o som não se dispersa. Estamos falando do maior anfiteatro ao ar livre de Mendoza. Tal teatro foi construído por Frank Romero Day. Como a uva é sagrada para a região, a festa é uma grande celebração anual. Lembrando que a região do vinho Malbec está na grande Mendoza: nas cidades de Maipú e Luján de Cuyo. A cidade também é a segunda mais importante da Argentina na exploração de petróleo e ainda há as hidrelétricas. As plantas da região vivem do aquífero.

Está sendo construído ali perto um estádio poliesportivo no qual terá velódromo, pista de atletismo etc.

Terminamos o passeio, abismados com tanta beleza e fãs incondicionais de Mendoza. Depois desta viagem, pensamos que nada é impossível de solução em termos de falta de água. Só falta vontade política neste nosso Brasil.

 

Por fim, deu fome, era hora do almoço e fomos ao restaurante Tommaso Trattoria cerca do nosso hotel Carollo Gold (25 de Mayo, 1184). Pedi uma merluza Tommaso com azeitonas, batatas e salada verde por 240 pesos e um bom Malbec. Para o Carlos foi o famoso bife de chorizo argentino.

Depois fomos à Peatonal Sarmiento (amei!!!) comprar lembrancinhas. Indico a Imperial Cueros na Peatonal 23 e a La Góndola na Passaje San Martin, local 20. Diga-se de passagem, nós gastamos nosso espanhol com todo mundo. O mendocino é bom de prosa.

Mencionando um pouco do clima: o frio é seco, amanhece às 9 h, é muito frio (uns 6˚ C) pela manhã e noite e ao longo do dia vai esquentando. Vale a pena conhecer tão bucólica cidade no outono.

O próximo artigo será sobre as bodegas e fábrica de azeite. Aguardem…

 

Mendoza – Argentina – a cidade – parte 2

Mendoza – Argentina – city tour

Hoje é dia 16 de maio de 2018. Vamos passear pela cidade por meio do ônibus de city tour La Batea. Ele é aberto, logo tem que proteger a cabeça do frio. Pagamos 190 pesos por pessoa e fizemos a volta pela cidade (uma hora de city tour) e mais uma hora e meia até o Cerro de La Gloria, a parte mais alta de Mendoza. Você tem escolha de fazer os dois passeios ou só um. Pegamos o ônibus praticamente ao lado da Praça Independência. Parabéns à guia Janina, muito bem informada. Os guias são muito instruídos na história e geografia da cidade e não pedem gorjeta, ponto para eles.

Em 1861 houve um terremoto em Mendoza que a deixou em ruínas. Matou 1/3 da população. Hoje temos uma nova cidade. Falando nas praças… A Praça Independência é a mais importante, tendo quatro outras satélites: Espanha, San Martin, Chile e Itália. Há teatro e museu debaixo da Independência, porém estão fechados no momento.

A Praça Chile tem uma fonte circular e duas estátuas: dos heróis Bernardo O´Higgins e San Martin em homenagem à amizade entre Chile e Argentina. A Praça San Martin estava sendo remodelada e já deve ter sido reinaugurada no final de maio com festa e tudo o mais. Tem um monumento equestre em honra a San Martin. A Praça Espanha faz homenagem à colonização. No centro existe um mosaico contando a história de Mendoza e há duas mulheres juntas: a Espanha e a Argentina formando a Nova Espanha. Em outubro fazem a Festa da Coletividade Espanhola. A Praça Itália honra a comunidade italiana e em fevereiro há a Festa da Comunidade Italiana. As famílias italianas trouxeram 70 % do vinho nacional da Argentina. Ele está posicionado em 8˚ lugar no mundo. O mais típico do local é o vinho Malbec, mas recentemente o melhor tinto do mundo escolhido foi um Cabernet Savignon da região.

A estação de trem de 1883 está na Av. Belgrano. Esse meio de transporte trouxe imigrantes e comércio. Funcionou até 1993 e havia o trem Mendoza – Buenos Aires. Por motivos políticos e interesses outros, os governantes acabaram com as ferrovias. Na mesma época, a América Latina tomou essa decisão errônea. No centro do município há um metrô tipo bonde que circula pela região central e se paga com cartão magnético. Nos locutórios se compram e carregam os cartões ou tarjetas.

DSCN2153
Mercado Central de Mendoza-foto tirada por Mônica D. Furtado

Na Avenida Las Heras se encontram fábricas de chocolate e couro. O Mercado Central também é de 1883. Lembrou o de Montevidéu. Há restaurantes, mas não tem lojas variadas de artesanatos. Interessante mencionar que os horários do comércio são das 9 às 13h e das 17 às 21.30 h, afinal a sesta é um momento sério para eles.

A respeito da história do local… O General San Martin foi governador da província de Mendoza e foi daqui que formou o Exército dos Andes a fim de libertar o Chile e o Peru da Espanha. Ele é venerado, assim como outros generais, por exemplo: o Las Heras e o Soller. O Gal. Las Heras entrou no Chile por Upstalla. O Gal. Soller comandou três mil homens e entrou pelo sul. O feito de San Martin não foi pequeno. Como conseguiu atravessar a Cordilheira dos Andes a pé e a cavalo com o seu exército, dividido em seis colunas, comandados pelos seus generais, em 1816? San Martin era um estrategista.

 

Continuando o passeio… Na parte antiga da cidade, as ruas são estreitas e temos o bairro chamado Área Fundacional. As ruínas jesuíticas da Igreja de São Francisco foram remanescentes do terremoto de 1861.

DSCN2046
Ruínas Jesuíticas de São Francisco-Mendoza-foto tirada por Mônica D. Furtado

A fundação da cidade foi feita por Pedro de Castillo  sob ordens do chileno Garcia Hurtado de Mendoza. Na parte antiga, também passamos pela Plaza de Armas e pelo Parque O´Higgins cujo teatro se chama Gabriela Mistral. Existe uma praça só para crianças, afinal pensam muito em inclusão. Com a mesma entrada para a Área Fundacional, visitamos o Aquário Municipal e o Serpentário. A Praça Sarmiento estava protegida com grades, por conta de vandalismo (ninguém escapa?).

 

Mendoza é tão única que não se constroem edifícios altos para proteger a vida das árvores. E não tem shopping center para não prejudicar o comércio de rua. O existente fica a 4 km do município e se chama Mendoza Plaza Shopping.

A casa do governo da província de Mendoza se localiza no Parque Cívico em frente ao Memorial da Bandeira do Exército dos Andes. A “La Legislatura” ou Assembleia Legislativa se situa em frente à Praça Independência. O Centro de Congreso de Exposiciones com enoteca (cave onde se guardam vinhos raros) recebe exposições da Argentina e exterior.

Estamos na Europa quando percebo os habitantes viverem as suas praças e caminharem muito pela cidade. Mendoza é simplesmente imperdível.

Continuaremos com o Cerro de la Gloria…

 

 

Mendoza – Argentina: a cidade – parte 1

Mendoza – Argentina: a cidade – parte 1

Continuemos com o passeio ao redor da Praça Independência em Mendoza. Estamos em 15 de maio de 2018. A cidade tem a energia calma de Montevidéu. Tem a atmosfera de interior, sentar em suas praças e ficar tranquilo olhando para as árvores é um prazer.

Nas nossas caminhadas, descobrimos o Paseo del Estado de Israel com o símbolo Menorah (candelabro), presente da comunidade israelense da cidade. Toda a cidade é bucólica.

E o hotel Park Hyatt, o primeiro hotel cinco estrelas da cidade. Também o Teatro Independência, dedicado à ópera e cultura local, foi fundado em 1925.

DSCN2084
Teatro Independência em Mendoza – Argentina – foto tirada por Mônica D. Furtado

Vemos árvores por todas as ruas. Os plátanos orientais formam túneis e protegem do sol intenso no verão e do vento no inverno. Toda a arborização existente foi implantada pelo homem, ajudando a criar um clima mais ameno que pudesse ser suportado pela população que se instalava no local.

Canaletas na calçada em Mendoza
Canaleta de irrigação na calçada em Mendoza – Argentina – foto tirada por Mônica D. Furtado

Algo único encontrado em Mendoza são as canaletas ou “cequias” em espanhol. Segundo os guias de turismo, foram desenhados pelos incas peruanos. Antigamente, a cidade pertenceu ao Chile e Peru e depois à região de La Plata. As canaletas de irrigação são Patrimônio da Humanidade e responsáveis por 4% de terrenos cultivados na região. Trata-se de pequenos canais que correm junto ao meio fio das calçadas e é por onde escoa a água a qual irriga a cidade. Sobre eles há pequenas lajes para os pedestres atravessarem. Existe um inspetor que controla a irrigação da cidade. São quatro oásis. A água é preciosa lá e cuidada como tal. A crise hídrica ocorre há sete anos. Lembrando que o clima é árido, seco, desértico e chove pouquíssimo: 200 ml de chuva no verão.

 

O traçado de Mendoza é uniforme, logo é fácil se localizar. A Av. San Martin é a principal artéria e linha comercial, a esquina desta com a Peatonal Sarmiento é o ponto central da cidade. Divide a cidade em norte e sul, a leste (a cidade velha) e a oeste (a nova cidade).

As avenidas são largas, o que é bom caso haja terremotos. A região de Mendoza existe sobre uma placa tectônica. Há sempre movimentos sísmicos e os habitantes são preparados para a evacuação. Mendoza e San Juan são considerados zonas negras sísmicas. O último terremoto foi em 2015 e teve pontuação de 7.5 na escala Richter.

A fronteira entre a Argentina e o Chile tem uma cordilheira com picos eternamente nevados. Entre as províncias de San Juan e, sobretudo, Mendoza encontra-se o ápice da maior montanha das Américas, o Aconcágua, com 6.960 m. Lá está o Parque Provincial Aconcágua. De Mendoza se vê a Pré-Cordilheira dos Andes e a Cordilheira Frontal. Outro importante motivo para se visitar a região.

Tenho muito mais a dizer sobre tão peculiar localidade. No próximo artigo: city tour em Mendoza.

Mendoza-Argentina

Mendoza – Argentina

Eis Mendoza, a capital do vinho Malbec na Argentina. O ditado mais conhecido da cidade é “Si vino a Mendoza y no tomó vino, a qué vino…” Realmente, vir aqui e não se refestelar de vinho não tem graça.

Chegamos dia 15 de maio de 2018. O aeroporto é pequeno e bem ajeitado. Mas a minha mala somente chegou 24 horas depois. Contei no artigo “Dicas de Viagem”. A do Carlos estava no setor de reclamação de bagagens e tinha vindo de Santiago do Chile e naquele país nem passamos. Enfim, problemas da mudança do sistema da LATAM. Um REMIS, tipo Uber, do aeroporto ao hotel perto da Praça Independência saiu por 190 pesos. As localidades no país hermano, com exceção de Buenos Aires e Bariloche, são bem mais baratas para nós.

Vamos falar na linda cidade. O Carlos já havia estado lá e pelo seu encantamento eu também quis conhecer.

Como chegamos na hora do almoço, descobrimos bem cerca do hotel Carollo Gold, um restaurante cujo garçom Rubem nos tratou muito bem.  Aliás, nós amamos os argentinos e eles nos amam. O restaurante se chama Facundo e está situado em uma casa grande e antiga, muito agradável. Por 200 pesos por pessoa, comemos uma merluza grelhada com acompanhamentos de batatas e legumes ao vapor, uma delícia.  Não pedimos vinho, porque estávamos cansados e a bebida dos deuses tem que ser saboreada com qualidade.

A respeito do hotel, escolhi checando na internet e foi uma excelente escolha. O pagamento foi feito pelo Bancorbrás, já mencionado algumas vezes aqui. Pagamos mensalmente e temos direito a sete diárias anuais em hotéis em qualquer lugar do mundo, às vezes pagamos suplemento ou não temos direito ao café da manhã. No caso, foi ótimo, com café e sem suplemento.

O hotel Carollo Gold, localizado à av. 25 de Mayo, 1184, tem pessoal atencioso e é situado perto da principal praça de Mendoza: a Independência.

Praça Independência em Mendoza
Praça Independência em Mendoza-Argentina à noite-foto tirada por Mônica D. Furtado

Há restaurantes, supermercado Carrefour, padaria, pizzaria etc. Excelente! A dica de compra de vinhos mais em conta na Argentina é rumar a um Carrefour, os preços valem.

Após um merecido descanso, nos guiamos à famosa Peatonal Sarmiento, via Praça Independência. Trata-se de um calçadão especial, bem cuidado, com lojas, cafés, restaurantes e árvores, muitas árvores. Vi trabalhadores ajeitando a calçada à tarde e garis varrendo a peatonal com uma folha de palmeira grande, uma diversão!

Paramos para jantar lá em uma Confeitaria e Restaurante Zeux para um promo, ou seja, por um preço fixo temos direito a um café com leite ou só café ou chá, sanduíches tostados e um suco natural de laranja. Faltou o suco, veio a água mineral com gás. Por aquelas plagas, amam esse tipo de água. Aconselho a Panaderia e Confiteria Dϋn Ken na Peatonal Sarmiento, 250. A torta de maçã ou tarta de manzana é bem alemã.

A cidade é uma gostosura, toda rodeada de árvores. Ajuda a amenizar o calor ou o frio. No momento, pegamos de 6˚ C a 17˚ C. O clima é árido e tem temperatura definida nas estações.

DSCN2036
Estande turístico na Praça Independência-Mendoza-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado

Falarei mais da aconchegante Mendoza. Fomos para passear e tomar vinho Malbec. Dizer que o povo fuma muito é me repetir, mas fazer o quê? Tudo valeu. Continuarei em breve…

 

Dicas de Viagem

Dicas de viagem

Estamos em maio de 2018. Dedico este artigo à querida Josi Short, amiga, professora de inglês aposentada da UECE (Universidade Estadual do Ceará), minha leitora e também com alma de viajante. Logo, a pedidos, lá vou eu.

Antes de viajar para a Argentina, por intuição, fiquei pensando se os assentos haviam sido marcados. Liguei para a CVC e me informaram que um dos trechos da viagem que ocorreria em breve São Paulo-Santiago do Chile na ida tinha sido cancelado naquele dia. Tivemos, portanto, que remarcar de outra forma. Melhorou, pois ficou São Paulo-Mendoza (Argentina) direto, mas um dia antes. Aí refleti que uma vez que a companhia aérea havia sido responsável pelo cancelamento, então teríamos direito à hospedagem em São Paulo (teríamos que passar a noite toda lá). O funcionário da CVC após ser arguido me disse que somente poderíamos requisitar se fosse por atraso do voo. Entendi e viajamos, mas não achei correto e resolvi ir ao guichê da LATAM em Guarulhos. O rapaz foi atencioso conosco e comprovou que tínhamos direito. Parabéns aos funcionários Jaisler e Natália, pois provaram ser exemplares. Em conclusão, ganhamos o transporte para o hotel Mônaco no centro de Guarulhos, o retorno ao aeroporto no dia seguinte, a hospedagem e o jantar, não o café da manhã, porque saímos mais cedo. Em conclusão: lute pelo seu direito se acha que vale a pena. O pior que pode acontecer é receber um “não”.

Minha mala não chegou comigo em Mendoza no voo Fortaleza-São Paulo Guarulhos-Mendoza (Argentina). De novo, que sufoco! Já é a terceira vez que isso acontece. Ocorreu no aeroporto de Madri (Espanha-Iberia), no de Praga (República Tcheca-TAP) e agora no de Mendoza (LATAM). É só receber a mala no fim do percurso, que temo. Bem, seguro de viagens é obrigatório. Falei com o moço da LATAM lá do aeroporto de Mendoza, fui para outro setor a fim de confirmar a reclamação do extravio da bagagem pelo computador com Rodrigo e Roxana, e aí rumei ao hotel.  Do hotel liguei para o seguro e por e-mail mandei as cópias do voucher, do número do contrato e a cópia da declaração recebida lá no aeroporto de perda de mala. No mais: avisar no hotel sobre o acontecido e esperar. Ainda bem que o povo do aeroporto e hotel era calmo e dava força. 24 horas depois chegou a bendita bagagem sem cadeado e intacta. Parecia um milagre. Fico agradecida em comprovar a existência de gente íntegra neste mundo.

Desde Madri, aprendi a ter na mala de mão roupa íntima e algo mais para vestir. Infelizmente, atualmente sou escaldada. Graças a Deus, as malas sempre chegaram. Não precisei utilizar-me do direito ao dinheiro que teria direito caso demorasse mais.

Outra sugestão: olhar na internet o clima na cidade de destino de forma antecipada e checar uns poucos dias antes. Só pra terem ideia, mesmo fazendo isso, às vezes ainda fico sem roupa apropriada. Em São Paulo, certa vez levei roupa de frio em pleno julho e fez calor, e em Puerto Varas no Chile, na Patagônia, esperei frio em janeiro e estava calor. Solução? Comprar roupa.

Falemos no aeroporto de Guarulhos… e olha que considero melhor que muitos outros por aí em termos de sinalização, mas ainda falta. Será que não podem colocar avisos onde é o setor de conexão da LATAM ou AVIANCA no Terminal 2? Só colocam que é Conexão Check-in, mas não dizem a empresa. Então, temos que estar sempre perguntando. Fico imaginando a dificuldade para quem não é nativo da língua. Mais: será que não podem divulgar a localização do restaurante self-service Viena ao final do Terminal 2? Ou onde está o hotel para repouso ou banho dentro do mesmo terminal? Aliás, é perto do setor de Conexão Check-in da LATAM e se chama Fast Sleep Slaviero Hotéis. Aconselho. Já tomei banho duas vezes lá. Renova. Caro o banho, quase R$ 50,00, mas vale cada minuto. O que não é exorbitante em aeroportos, não é mesmo?

Quer trazer vinho nas viagens? Se não trouxer na mão, colocar na mala as garrafas enroladas em meias, dentro de sacos plásticos ou protegidas por roupas. Trouxemos vinhos, azeite de oliva e até azeitonas. Felizmente, deu tudo certo na volta.

Parabéns ao aeroporto de Fortaleza Pinto Martins por ter uma televisão que mostra em tempo real os funcionários pegarem as malas e colocarem nas esteiras. Foi por causa de uma delas que reconheci minha mala e a do meu companheiro de vida Carlos sendo separadas para fora da esteira. Corri e requisitei do rapaz. Quem veio foi o responsável da LATAM de dentro do saguão falar com a gente. Ele achava que não havíamos passado pela alfândega em Guarulhos. Explicamos que sim e ele liberou a bagagem. Ufa! Que alívio! Afinal, eram 2.30 da madrugada. Tudo resolvido. Infelizmente, os funcionários não têm comunicação entre si. A de Mendoza colocou logo todos os identificadores de bagagem (os da LATAM) na mala do trajeto completo e o daqui não entendeu.

Carregar lenços de papel é fundamental. E remédios fora da mala. Olhar menos o celular e fazer mais contato humano. Quem viaja geralmente gosta de conhecer gente e bater papo em qualquer língua se necessário usar mímica. Até os mais tímidos se abrem após um instante de sorriso e “olá”.

Quanto a hábitos e comida, “em Roma como os romanos”, ou seja, nada de pensar em “baião de dois” (CE) ou “arroz carreteiro” (RS) se no lugar se come mais batata do que arroz como na Argentina ou Inglaterra. Captou a mensagem? Há de se aproveitar o melhor da culinária local.

Em suma, ter alma preparada para eventuais problemas e não perder o bom humor. Estar aberto para conversar, pedir ajuda e fazer amizades. Eu sempre volto de uma viagem mais rica de cultura e conhecimentos.

 

 

 

Olé! Espanha: Sevilha

Olé! Espanha: Sevilha

Eu na Praça de Espanha-Sevilha
Eu na Praça de Espanha-Sevilha-Espanha-foto tirada por Carmen Rivas

Estamos em 1999. Continuamos na mágica Andaluzia. De Granada a amiga Carmen Rivas e eu fomos a Sevilha de ônibus. A distância foi menor, já que estávamos na Andaluzia. Trata-se da cidade mais afamada da região andaluza. Dar um passeio ao longo do rio Guadalquivir, sentar em um banco e pedir um café é sentir-se nas nuvens.

De lá há passeios de barco, de ônibus turístico, estilo double-decker, de carruagem, a pé… Sevilha é feita para uma linda tarde de primavera. É feminina, sensual, cheirosa e sedutora.

Um dos locais mais conhecidos é a Torre del Oro, torre mourisca erguida no século XIII com o intuito de proteger o porto. Hoje abriga um pequeno museu marítimo.

Também há a Catedral de Sevilha e a La Giralda. A catedral ocupa o lugar de uma grande mesquita edificada pelos almóadas (muçulmanos do norte da África) no final do séc. XII. Tem estilo gótico e recebe o túmulo de Cristóvão Colombo.

La Giralda, seu campanário e o Patio de los Naranjos são um legado dessa estrutura mourisca. Segundo a Wikipédia, “La Giralda é o antigo minarete (torre de uma mesquita) que foi convertido em torre sineira” (“abertura da torre ou do campanário onde está o sino” em www.priberam.pt) para a Catedral de Sevilha, considerada, desde 1987, Patrimônio Mundial pela UNESCO. A torre mede 104,1 m de altura.

Outros lugares imperdíveis são o bairro da Santa Cruz, com suas lojas originais e casas típicas da terra, com pátios internos floridos;

a Plaza de Toros de la Maestranza, a praça de touros mais famosa da Espanha, levantada no séc. XVIII e com fachada barroca em ocre e branco;

Hospital de la Caridad-Sevilha
Hospital de la Caridad-Sevilha-foto tirada por Carmen Rivas

Hospital de la Caridad em cujas paredes de sua igreja barroca existem belas pinturas de Bartolomé Esteban Murillo e Juan de Valdés Leal, hoje museu; Reales Alcazares, os palácios reais são uma rica mistura do lindo estilo mudéjar, artesanato, grandiosidade e jardins planejados;

Parque Maria Luisa, com a imponente Plaza de España, arquitetada em estilo teatral por Aníbal González; o bairro Triana, antigo bairro dos ciganos; a Expo 92; o Palácio de San Telmo de 1682; rio Guadalquivir e outros.

O nome real do Hospital de La Caridad é Irmandade de Santa Caridade, fundada no séc. XV na capela São Jorge. Situa-se entre a Torre del Oro e a La Giralda.

Já o Palácio de San Telmo, de arquitetura barroca, teve sua edificação entre 1682 e 1796. Hoje é a sede da presidência do Conselho da Andaluzia. Lá funcionava o Colégio Seminário da Universidade de Mareantes que acolhia e formava os órfãos dos marinheiros. Importante mencionar que São Telmo é o protetor dos navegantes.

Falando um pouco em história, a cidade foi dominada por califas árabes, legiões romanas, comerciantes fenícios e conquistadores cartagineses. Eis um lugar importante para o mundo.  De lá partiu o sevilhano Cristóvão Colombo para descobrir a América.

A respeito de touradas, algo tão espanhol e de alma andaluza, pelo menos em 1999, a televisão estatal filmava direto e havia no mínimo umas quatro por dia no país todo. Os toureiros ainda hoje são endeusados e vivem em colunas sociais. Pobres touros! Da mesma forma, Sevilha tem a Semana Santa mais rebuscada da Espanha.

Sevilha é magia, sente-se no ar o perfume da emoção da guitarra flamenca e da beleza sensual das pessoas. Nos locais turísticos, vemos gente de todas as raças, costumes e línguas. Ser turista é viver esse caldeirão de culturas.

Uma dica de hospedagem: Pensión Nuevo Suizo, localizada na Calle (rua) Azofaifo, 7, cerca da muito visitada Calle Sierpes.

Algumas informações históricas aqui expostas foram coletadas do Guia Visual da Folha de São Paulo-Espanha (Editora Dorling Kindersley, Empresa Folha da Manhã S.A., 1 ͣedição brasileira, 1995). Sugiro consultarem, vale a pena ler muito sobre o lugar antes da viagem.

Postal do típico pátio andaluz
Postal do Típico Pátio Andaluz-L. Dominguez, S.A.-FISA-Escudo de Oro S.A.-Barcelona-Printed in Spain-Dep. Legal B 10208-XXII

Carmencita, companheira de jornadas na encantadora Espanha, meu “muito obrigada”. Nossos momentos foram marcantes. Aqui me despeço momentaneamente da espetacular Espanha. Voltarei no futuro com Torre Vieja e Barcelona.

Olé! Espanha: Granada

Olé! Espanha: Granada

Estamos em 1999. As maravilhas da Espanha ainda não terminaram para mim e amiga Carmen Rivas. De Alicante, seguimos de ônibus para Granada após a Semana Santa. Uma jornada longa, embora barata. Valeu ter conhecido um pouco mais das paisagens e das estradas.

Falemos no sul da Espanha, na região da Andaluzia. Trata-se de um verdadeiro caldeirão cultural, com magia e mistérios da civilização moura que lá habitou. Pensar na Andaluzia e não se reportar ao flamenco é impossível, as origens de tão encantadoras e fortes dança e música têm origens difíceis de definir. Os ciganos podem ter sido os principais criadores da arte, misturando sua própria cultura de influências indianas ao folclore mouro e andaluz existente e à sua música judaica e cristã.

Também é a terra dos vinhos fortificados e o melhor deles é o xerez. Os andaluzes tomam o fino seco e leve e o “manzanilla”, da mesma forma tipo xerez e são apreciados gelados. Acompanham, geralmente, as “tapas” (tira-gostos) e o presunto serrano.

Um costume bastante espanhol é tomar o café da manhã na rua, nos cafés ou lanchonetes. Ficam em pé, em grupos, fumando. Enquanto eles colocavam azeite no pão torrado, juntamente com o presunto serrano ou “jamón serrano”, a Carmen e eu degustávamos uma geleia no pão.

Enfim, chegaremos a Granada. Que lugar mais deslumbrante! Amei!!! Era tanta gente bonita, uns tipos morenos, que nós ficávamos boquiabertas e nos beliscando…

O clima na primavera já pega fogo: uns 35˚C, ufa! No verão, então, vai pros 42˚C ou mais. Sinceramente, melhor no outono. Incrível saber que fora de Granada existe a Serra Nevada, pertencente à Cordilheira Penibética, e com 3478 m, onde se pratica esqui. Uma dica de hospedagem: Hostal Consul, localizado na Calle Ignacio San Antón, 34. Simples, bom e barato. Vale dar uma olhada na internet.

A cidade se destacou na história como capital dos reinos muçulmanos Zirida (séc. XI) e Nasrida (séculos XII a XV). Foram mais de 700 anos de ocupação moura.

Granada é um centro turístico importante e sua maior riqueza artística é a arte hispano-muçulmana. No Palácio Carlos V de 1526 se encontra um acervo significativo dessa arte. A principal atração é o “jarro do Alhambra”. As duas principais cidades palacianas são Alhambra e Generalife. As duas, além do bairro El Albaicin, são Patrimônio da Humanidade desde 1984.

Sem dúvida, um dos locais mais espetaculares da face da terra se chama Alhambra.

A combinação de espaço, luz, decoração e água caracterizam este sensual exemplar de arquitetura. Foi edificado sob Ismail I, Yusuf I e Muhammad V, califas, quando a dinastia Nasrida governava Granada.

Criaram um paraíso terrestre que fascina e transmite a ideia de estarmos “nas mil e uma noites”. Como diz minha amiga Carmencita: “É um lugar das Arábias”.

Lá o sitio mais famoso é o “Patio de los Leones”, construído por Muhammad V. No “Patio de Arrayanes”, a piscina reflete luz nas salas ao seu redor.

Do lado norte do Alhambra, um caminho leva ao Generalife, a propriedade de campo dos reis Nasridas. Dirigiam-se para ali, quando queriam escapar das intrigas palacianas e desfrutar a tranquilidade no “jardim do paraíso elevado” (um dos significados mais belos do nome Generalife em árabe). O festival anual de música e dança da cidade acontece naquele Olimpo.

Generalife-Granada
Generalife-propriedade de campo dos reis Nasridas-Granada-Espanha-foto tirada por Mônica D. Furtado

Outros lugares imperdíveis são o bairro de El Albaicin, por conta de sua forte influência mourisca; o Mirante de San Nicolás no mesmo bairro; a Catedral, levantada em 1523 com um projeto gótico de Enrique de Egas, ao lado dela existe uma capela dita Capela Real que tem os túmulos dos reis católicos Fernando e Isabel; o El Bañuelo, termas mouriscas do século XI: o Sacromonte, onde há shows de flamenco em cavernas, antes habitadas por ciganos; a Igreja de Santa Ana em estilo mudéjar do séc. XVI; e muito mais. O rio Guadalquivir merece fotos.

Interessante mencionar que, quando estávamos visitando o Mirante de San Nicolás, estava lá uma equipe da televisão espanhola. Coincidentemente, estavam perto de onde iríamos sentar e eu perguntei se não havia problema em sentarmos. Não é que eles filmaram a gente sem percebermos e nós saímos na TV em Alicante e no país todo?  Soubemos depois por uma amiga da Carmen a razão. O Bill Clinton (então presidente dos EUA) havia estado no mesmo mirante no dia anterior e a TV queria mostrar o que ele tinha visto.

Postal da pintura A Rendição de Granada
Postal da pintura “A Rendição de Granada”- série 1 número 96 (Postales Granada)

Granada representa uma parte importante da história da Espanha Católica, pois foi lá que, após dez longos anos de guerra, Boabdil, governador de Granada, entregou as chaves do último reino mourisco aos reis católicos, Fernando e Isabel. Após isso, Granada se manteve como capital do reino castelhano. O pintor Francisco Padilha (1846-1921) retratou tão ilustre cena em “A Rendição de Granada” (1492) e entrou para a história mundial. Digno de nota lembrar que foram os citados reis católicos que financiaram a viagem de Cristóvão Colombo na descoberta da América.

Algumas informações históricas aqui expostas foram coletadas do Guia Visual da Folha de São Paulo-Espanha (Editora Dorling Kindersley, Empresa Folha da Manhã S.A., 1 ͣedição brasileira, 1995). Sugiro consultarem, vale a pena ler muito sobre o lugar antes da viagem. Conhecemos Alhambra e o Generalife com este livro na mão.

Mais fotos do Alhambra:

O calabouço onde os presos ficavam à época-Alhambra-Granada
O calabouço onde os presos ficavam à época dos califas-Alhambra-Granada-foto tirada por Mônica D. Furtado

Continuaremos nossa jornada andaluza em Sevilha…

 

 

 

 

 

Olé! Espanha: Isla de Tabarca

Olé! Espanha: Isla de Tabarca

Foto poética da ilha de Tabarca
Foto poética da Isla de Tabarca-Espanha-foto tirada por Mônica D. Furtado

Estamos em 1999 e minha amiga Carmen Rivas e eu continuamos nossas pequenas viagens a lugares perto de Alicante. A de hoje é a ilha de Tabarca, um sítio esplendoroso.

Trata-se de um arquipélago em frente ao Cabo de Santa Pola e pertence à Alicante. É a única ilha habitada da Comunidade Valenciana e é pequena: 2 km de comprimento e 400 m de largura, com pouco mais de 200 habitantes.

A ilha foi fundada e fortificada por meio de muralhas no século XVIII, por ordem do rei Carlos III, a fim de evitar que fosse usada por piratas, embora tivesse sido utilizada como base por eles antes desse período.

Tabarca começou como uma colônia de pescadores ali alojados pelo rei. Tais muralhas, que rodeiam a ilha, foram declaradas Conjunto Histórico Artístico e Bem de Interesse Cultural. Em 1986, o arquipélago foi declarado Reserva Marinha do Mediterrâneo.

Chegamos lá de barco, uma travessia calma. O mar verde escuro chama a nossa atenção. A dica atual é o Cruceros Kon Tiki, que leva de Alicante à Tabarca em 50 minutos com saída às 11 h de Alicante e saída da ilha às 16.30 h, com preço de 19 € ida e volta.

Parece um lugar de outra era, uma tranquilidade, tudo parado no tempo. Comemos uma paella maravilhosa e desbravamos as lojas.

Carmen e nossa paella escura-uma delícia-Ilha de Tabarca
Carmen e a nossa paella escura, típica da ilha de Tabarca-foto tirada por Mônica D. Furtado

Pena não ter levado roupa de banho, já que o calor estava de rachar. Ficamos verdes de inveja de testemunhar um banho tão convidativo… E nem era verão ainda…

Tabarca é voltada para a natação e mergulho e tem paisagens estonteantes pelo contraste das rochas com o mar do Mediterrâneo cristalino.

Lá tem a Porta de São Pedro, a Igreja de São Pedro e Paulo (de 1775) e, principalmente, o mar com sua cor indescritível. A igreja mencionada é simples e sem ornamentação. A fonte de renda da ilha é a pesca e o turismo, principalmente, no verão.

A novidade desde 2004 foi a construção do museu Nova Tabarca pelo prefeito de Alicante, Luiz Díaz Alperi. Aproveitando um antigo armazém, fez nascer um equipamento de duas salas que oferecem ao visitante fatos sobre o entorno marítimo, a história da ilha e seus habitantes. Fica em Paseo Miguel Angel Blanco s/n.

Foto artística de Tabarca
Foto artística de Tabarca-foto tirada por Mônica D. Furtado

Vou concluir este artigo com o jeito espanhol de ser: “Tranquílate!” (te tranquilize). E imagine-se na Espanha, sentado(a) em um banco, sem nada para fazer, olhando o magnífico mar Mediterrâneo e sinta-se feliz. Pois a terra lá é mágica e um relaxamento total.

Obtive algumas informações atuais e históricas sobre a ilha de Tabarca em um site: http://www.erasmusu.com e no blog Um Brasileiro na Espanha. Vale a pena conferir.

Daqui vamos à região única da Andaluzia…

 

Um ano de blog: 26 de abril de 2018

Um ano de blog: 26 de abril de 2018!!!!

Viva o www.monicaalmadeviajante@wordpress.com!

Este artigo será para celebrar o meu primeiro ano como blogueira. Tenho amado cada minuto, o contato com meus leitores, as tirinhas de propaganda que eu e meu pai distribuímos, as respostas que recebo, tudo faz com que o blog preencha de forma salutar a minha vida.

A ideia começou com o apoio dos colegas/amigos da Casa de Cultura Britânica, da Universidade Federal do Ceará, Cláudio Calixto, Shirley Sá e Raimundo Mendes me incentivando a ter um blog de viagens, afinal eles sabiam do meu entusiasmo em escrever. Meu eterno agradecimento a vocês.

Primeiramente, agradecer a disponibilidade da amiga jornalista Letícia Amaral no dia 26 de abril de 2017 a me ajudar com a implantação do blog. A partir daí vieram as colaborações de Ana Carolina Tavares (“Viajar é Viver” e “Longe de Casa”), Ana Maria Tavares (“St. Petersburg”) e Cel. Rui Pinheiro (“Plácido e Pierina”) com suas escritas. E os comentários de Maria Carmen Furtado (11), Denise Alencar (11), Simone Nascimento (10), Márcia Gradvohl (9), Larissa Correia (5) e Gerardo Oliveira (4), além de outros, todos muito importantes para mim. Muito obrigada por participarem. Aos meus seguidores e a quem curtiu o blog o meu “muito obrigada”.

Ao meu empolgado pai, Jair Barreira Furtado, incansável na minha divulgação e por me emprestar o facebook. E ao meu companheiro de coração, mais constante de viagens, Carlos Alencar pela paciência de ter uma “escritora” ao lado. Quando viajo, sou pura atenção ao ambiente, às pessoas, à geografia e à história do local. A todos aqueles que estiveram comigo em jornadas, que saíram nas fotos, e que me deram suporte, saudações!

No dia 19 de abril de 2018, o blog tinha 101 postagens; 13.502 visualizações; e 3.807 visitantes. Lembrando que não sou agente de viagens. A minha publicidade é na base das amizades. Meus textos têm o intuito de dividir experiências e memórias, assim como dicas.

Quanto ao futuro…  desejo continuar escrevendo. Vamos ver onde vou parar. Já estou em vários países, como Colômbia, Portugal, Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Espanha, Áustria, França, Reino Unido, Uruguai, Israel, Japão, Alemanha e por aí vou. A maior leitura está no Brasil, penso em conquistar cada vez mais aficionados em culturas do nosso país e diferentes da nossa.

Valeu! Thank you! Muchas gracias! Dedico este primeiro aniversário aos meus leitores, que encontram uma horinha para ler e partilhar comigo as suas opiniões.

 

 

 

Olé! Espanha: Benidorm

Olé! Espanha: Benidorm

Praia de Poniente-Benidorm
Praia de Poniente-Benidorm-Espanha-foto tirada por Mônica D. Furtado

Estamos em 1999. Fui visitar minha amiga Carmen em Alicante, na Comunidade Valenciana. Hoje vou relatar um passeio de um dia feito a Benidorm, a 50 km de Alicante, a qual fomos de trem. É uma joia de cidade, que se originou de uma colônia de pescadores e atualmente em 2018 recebe cinco milhões de turistas por ano. Benidorm se orgulha de oferecer mais acomodações do que qualquer balneário do Mediterrâneo e tem como turistas principais o europeu mais velho do norte.

 

 

Trata-se de um município na província de Alicante, na comunidade autônoma de Valência. Situa-se na Costa Blanca e sua principal fonte de renda é o turismo. Eu amei ter estado lá, pois as cidades de Alicante e Benidorm são pérolas do Mediterrâneo. São alegres, solares e charmosas. A gente tem o maior prazer de conhecê-las.

 

Visitamos duas praias famosas em Benidorm: a de Levante, mais animada e a de Poniente, mais calma e acolhedora. Essa praia é considerada uma das mais belas do mundo. Lá há o Promontório de Benidorm, chamado de Balcão do Mediterrâneo, que termina em um enorme jato de água, uma fonte de um jato só.  Também há a estátua da Dama de Elche, datada do séc. IV a. C., exemplo da arte ibérica, com influência grega (beleza austera). Hoje está dentro do Parque de Elche, o que não existia quando fomos.

 

Para visitar também vale ir à Prefeitura, à igreja da cúpula azul do século XVIII e ao calçadão à beira mar. Nos tempos atuais, com projeto urbanístico dos espanhóis Carlos Ferrater e Xavier Martí Galí, existe o Passeio Marítimo de Benidorm ou Benidorm West Beach Promenade. A ideia foi construir um passeio de pedestres junto à praia que requalificasse e se transformasse em mais um ponto turístico. O projeto teve como inspiração a natureza, as obras do arquiteto catalão Gaudí e do arquiteto paisagista brasileiro Burle Marx. Construíram um passeio em que se vê o concreto branco ondulado sob uma superfície que muda de cor ao longo de sua extensão (baseado no blog g2construtora.com.br/blog/olhos-ao-chao/). Lindo!

 

 

 

Iremos à Ilha de Tabarca em breve…