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Olé! Espanha: Sevilha

Olé! Espanha: Sevilha

Eu na Praça de Espanha-Sevilha
Eu na Praça de Espanha-Sevilha-Espanha-foto tirada por Carmen Rivas

Estamos em 1999. Continuamos na mágica Andaluzia. De Granada a amiga Carmen Rivas e eu fomos a Sevilha de ônibus. A distância foi menor, já que estávamos na Andaluzia. Trata-se da cidade mais afamada da região andaluza. Dar um passeio ao longo do rio Guadalquivir, sentar em um banco e pedir um café é sentir-se nas nuvens.

De lá há passeios de barco, de ônibus turístico, estilo double-decker, de carruagem, a pé… Sevilha é feita para uma linda tarde de primavera. É feminina, sensual, cheirosa e sedutora.

Um dos locais mais conhecidos é a Torre del Oro, torre mourisca erguida no século XIII com o intuito de proteger o porto. Hoje abriga um pequeno museu marítimo.

Também há a Catedral de Sevilha e a La Giralda. A catedral ocupa o lugar de uma grande mesquita edificada pelos almóadas (muçulmanos do norte da África) no final do séc. XII. Tem estilo gótico e recebe o túmulo de Cristóvão Colombo.

La Giralda, seu campanário e o Patio de los Naranjos são um legado dessa estrutura mourisca. Segundo a Wikipédia, “La Giralda é o antigo minarete (torre de uma mesquita) que foi convertido em torre sineira” (“abertura da torre ou do campanário onde está o sino” em www.priberam.pt) para a Catedral de Sevilha, considerada, desde 1987, Patrimônio Mundial pela UNESCO. A torre mede 104,1 m de altura.

Outros lugares imperdíveis são o bairro da Santa Cruz, com suas lojas originais e casas típicas da terra, com pátios internos floridos;

a Plaza de Toros de la Maestranza, a praça de touros mais famosa da Espanha, levantada no séc. XVIII e com fachada barroca em ocre e branco;

Hospital de la Caridad-Sevilha
Hospital de la Caridad-Sevilha-foto tirada por Carmen Rivas

Hospital de la Caridad em cujas paredes de sua igreja barroca existem belas pinturas de Bartolomé Esteban Murillo e Juan de Valdés Leal, hoje museu; Reales Alcazares, os palácios reais são uma rica mistura do lindo estilo mudéjar, artesanato, grandiosidade e jardins planejados;

Parque Maria Luisa, com a imponente Plaza de España, arquitetada em estilo teatral por Aníbal González; o bairro Triana, antigo bairro dos ciganos; a Expo 92; o Palácio de San Telmo de 1682; rio Guadalquivir e outros.

O nome real do Hospital de La Caridad é Irmandade de Santa Caridade, fundada no séc. XV na capela São Jorge. Situa-se entre a Torre del Oro e a La Giralda.

Já o Palácio de San Telmo, de arquitetura barroca, teve sua edificação entre 1682 e 1796. Hoje é a sede da presidência do Conselho da Andaluzia. Lá funcionava o Colégio Seminário da Universidade de Mareantes que acolhia e formava os órfãos dos marinheiros. Importante mencionar que São Telmo é o protetor dos navegantes.

Falando um pouco em história, a cidade foi dominada por califas árabes, legiões romanas, comerciantes fenícios e conquistadores cartagineses. Eis um lugar importante para o mundo.  De lá partiu o sevilhano Cristóvão Colombo para descobrir a América.

A respeito de touradas, algo tão espanhol e de alma andaluza, pelo menos em 1999, a televisão estatal filmava direto e havia no mínimo umas quatro por dia no país todo. Os toureiros ainda hoje são endeusados e vivem em colunas sociais. Pobres touros! Da mesma forma, Sevilha tem a Semana Santa mais rebuscada da Espanha.

Sevilha é magia, sente-se no ar o perfume da emoção da guitarra flamenca e da beleza sensual das pessoas. Nos locais turísticos, vemos gente de todas as raças, costumes e línguas. Ser turista é viver esse caldeirão de culturas.

Uma dica de hospedagem: Pensión Nuevo Suizo, localizada na Calle (rua) Azofaifo, 7, cerca da muito visitada Calle Sierpes.

Algumas informações históricas aqui expostas foram coletadas do Guia Visual da Folha de São Paulo-Espanha (Editora Dorling Kindersley, Empresa Folha da Manhã S.A., 1 ͣedição brasileira, 1995). Sugiro consultarem, vale a pena ler muito sobre o lugar antes da viagem.

Postal do típico pátio andaluz
Postal do Típico Pátio Andaluz-L. Dominguez, S.A.-FISA-Escudo de Oro S.A.-Barcelona-Printed in Spain-Dep. Legal B 10208-XXII

Carmencita, companheira de jornadas na encantadora Espanha, meu “muito obrigada”. Nossos momentos foram marcantes. Aqui me despeço momentaneamente da espetacular Espanha. Voltarei no futuro com Torre Vieja e Barcelona.

Olé! Espanha: Granada

Olé! Espanha: Granada

Estamos em 1999. As maravilhas da Espanha ainda não terminaram para mim e amiga Carmen Rivas. De Alicante, seguimos de ônibus para Granada após a Semana Santa. Uma jornada longa, embora barata. Valeu ter conhecido um pouco mais das paisagens e das estradas.

Falemos no sul da Espanha, na região da Andaluzia. Trata-se de um verdadeiro caldeirão cultural, com magia e mistérios da civilização moura que lá habitou. Pensar na Andaluzia e não se reportar ao flamenco é impossível, as origens de tão encantadoras e fortes dança e música têm origens difíceis de definir. Os ciganos podem ter sido os principais criadores da arte, misturando sua própria cultura de influências indianas ao folclore mouro e andaluz existente e à sua música judaica e cristã.

Também é a terra dos vinhos fortificados e o melhor deles é o xerez. Os andaluzes tomam o fino seco e leve e o “manzanilla”, da mesma forma tipo xerez e são apreciados gelados. Acompanham, geralmente, as “tapas” (tira-gostos) e o presunto serrano.

Um costume bastante espanhol é tomar o café da manhã na rua, nos cafés ou lanchonetes. Ficam em pé, em grupos, fumando. Enquanto eles colocavam azeite no pão torrado, juntamente com o presunto serrano ou “jamón serrano”, a Carmen e eu degustávamos uma geleia no pão.

Enfim, chegaremos a Granada. Que lugar mais deslumbrante! Amei!!! Era tanta gente bonita, uns tipos morenos, que nós ficávamos boquiabertas e nos beliscando…

O clima na primavera já pega fogo: uns 35˚C, ufa! No verão, então, vai pros 42˚C ou mais. Sinceramente, melhor no outono. Incrível saber que fora de Granada existe a Serra Nevada, pertencente à Cordilheira Penibética, e com 3478 m, onde se pratica esqui. Uma dica de hospedagem: Hostal Consul, localizado na Calle Ignacio San Antón, 34. Simples, bom e barato. Vale dar uma olhada na internet.

A cidade se destacou na história como capital dos reinos muçulmanos Zirida (séc. XI) e Nasrida (séculos XII a XV). Foram mais de 700 anos de ocupação moura.

Granada é um centro turístico importante e sua maior riqueza artística é a arte hispano-muçulmana. No Palácio Carlos V de 1526 se encontra um acervo significativo dessa arte. A principal atração é o “jarro do Alhambra”. As duas principais cidades palacianas são Alhambra e Generalife. As duas, além do bairro El Albaicin, são Patrimônio da Humanidade desde 1984.

Sem dúvida, um dos locais mais espetaculares da face da terra se chama Alhambra.

A combinação de espaço, luz, decoração e água caracterizam este sensual exemplar de arquitetura. Foi edificado sob Ismail I, Yusuf I e Muhammad V, califas, quando a dinastia Nasrida governava Granada.

Criaram um paraíso terrestre que fascina e transmite a ideia de estarmos “nas mil e uma noites”. Como diz minha amiga Carmencita: “É um lugar das Arábias”.

Lá o sitio mais famoso é o “Patio de los Leones”, construído por Muhammad V. No “Patio de Arrayanes”, a piscina reflete luz nas salas ao seu redor.

Do lado norte do Alhambra, um caminho leva ao Generalife, a propriedade de campo dos reis Nasridas. Dirigiam-se para ali, quando queriam escapar das intrigas palacianas e desfrutar a tranquilidade no “jardim do paraíso elevado” (um dos significados mais belos do nome Generalife em árabe). O festival anual de música e dança da cidade acontece naquele Olimpo.

Generalife-Granada
Generalife-propriedade de campo dos reis Nasridas-Granada-Espanha-foto tirada por Mônica D. Furtado

Outros lugares imperdíveis são o bairro de El Albaicin, por conta de sua forte influência mourisca; o Mirante de San Nicolás no mesmo bairro; a Catedral, levantada em 1523 com um projeto gótico de Enrique de Egas, ao lado dela existe uma capela dita Capela Real que tem os túmulos dos reis católicos Fernando e Isabel; o El Bañuelo, termas mouriscas do século XI: o Sacromonte, onde há shows de flamenco em cavernas, antes habitadas por ciganos; a Igreja de Santa Ana em estilo mudéjar do séc. XVI; e muito mais. O rio Guadalquivir merece fotos.

Interessante mencionar que, quando estávamos visitando o Mirante de San Nicolás, estava lá uma equipe da televisão espanhola. Coincidentemente, estavam perto de onde iríamos sentar e eu perguntei se não havia problema em sentarmos. Não é que eles filmaram a gente sem percebermos e nós saímos na TV em Alicante e no país todo?  Soubemos depois por uma amiga da Carmen a razão. O Bill Clinton (então presidente dos EUA) havia estado no mesmo mirante no dia anterior e a TV queria mostrar o que ele tinha visto.

Postal da pintura A Rendição de Granada
Postal da pintura “A Rendição de Granada”- série 1 número 96 (Postales Granada)

Granada representa uma parte importante da história da Espanha Católica, pois foi lá que, após dez longos anos de guerra, Boabdil, governador de Granada, entregou as chaves do último reino mourisco aos reis católicos, Fernando e Isabel. Após isso, Granada se manteve como capital do reino castelhano. O pintor Francisco Padilha (1846-1921) retratou tão ilustre cena em “A Rendição de Granada” (1492) e entrou para a história mundial. Digno de nota lembrar que foram os citados reis católicos que financiaram a viagem de Cristóvão Colombo na descoberta da América.

Algumas informações históricas aqui expostas foram coletadas do Guia Visual da Folha de São Paulo-Espanha (Editora Dorling Kindersley, Empresa Folha da Manhã S.A., 1 ͣedição brasileira, 1995). Sugiro consultarem, vale a pena ler muito sobre o lugar antes da viagem. Conhecemos Alhambra e o Generalife com este livro na mão.

Mais fotos do Alhambra:

O calabouço onde os presos ficavam à época-Alhambra-Granada
O calabouço onde os presos ficavam à época dos califas-Alhambra-Granada-foto tirada por Mônica D. Furtado

Continuaremos nossa jornada andaluza em Sevilha…

 

 

 

 

 

Olé! Espanha: Isla de Tabarca

Olé! Espanha: Isla de Tabarca

Foto poética da ilha de Tabarca
Foto poética da Isla de Tabarca-Espanha-foto tirada por Mônica D. Furtado

Estamos em 1999 e minha amiga Carmen Rivas e eu continuamos nossas pequenas viagens a lugares perto de Alicante. A de hoje é a ilha de Tabarca, um sítio esplendoroso.

Trata-se de um arquipélago em frente ao Cabo de Santa Pola e pertence à Alicante. É a única ilha habitada da Comunidade Valenciana e é pequena: 2 km de comprimento e 400 m de largura, com pouco mais de 200 habitantes.

A ilha foi fundada e fortificada por meio de muralhas no século XVIII, por ordem do rei Carlos III, a fim de evitar que fosse usada por piratas, embora tivesse sido utilizada como base por eles antes desse período.

Tabarca começou como uma colônia de pescadores ali alojados pelo rei. Tais muralhas, que rodeiam a ilha, foram declaradas Conjunto Histórico Artístico e Bem de Interesse Cultural. Em 1986, o arquipélago foi declarado Reserva Marinha do Mediterrâneo.

Chegamos lá de barco, uma travessia calma. O mar verde escuro chama a nossa atenção. A dica atual é o Cruceros Kon Tiki, que leva de Alicante à Tabarca em 50 minutos com saída às 11 h de Alicante e saída da ilha às 16.30 h, com preço de 19 € ida e volta.

Parece um lugar de outra era, uma tranquilidade, tudo parado no tempo. Comemos uma paella maravilhosa e desbravamos as lojas.

Carmen e nossa paella escura-uma delícia-Ilha de Tabarca
Carmen e a nossa paella escura, típica da ilha de Tabarca-foto tirada por Mônica D. Furtado

Pena não ter levado roupa de banho, já que o calor estava de rachar. Ficamos verdes de inveja de testemunhar um banho tão convidativo… E nem era verão ainda…

Tabarca é voltada para a natação e mergulho e tem paisagens estonteantes pelo contraste das rochas com o mar do Mediterrâneo cristalino.

Lá tem a Porta de São Pedro, a Igreja de São Pedro e Paulo (de 1775) e, principalmente, o mar com sua cor indescritível. A igreja mencionada é simples e sem ornamentação. A fonte de renda da ilha é a pesca e o turismo, principalmente, no verão.

A novidade desde 2004 foi a construção do museu Nova Tabarca pelo prefeito de Alicante, Luiz Díaz Alperi. Aproveitando um antigo armazém, fez nascer um equipamento de duas salas que oferecem ao visitante fatos sobre o entorno marítimo, a história da ilha e seus habitantes. Fica em Paseo Miguel Angel Blanco s/n.

Foto artística de Tabarca
Foto artística de Tabarca-foto tirada por Mônica D. Furtado

Vou concluir este artigo com o jeito espanhol de ser: “Tranquílate!” (te tranquilize). E imagine-se na Espanha, sentado(a) em um banco, sem nada para fazer, olhando o magnífico mar Mediterrâneo e sinta-se feliz. Pois a terra lá é mágica e um relaxamento total.

Obtive algumas informações atuais e históricas sobre a ilha de Tabarca em um site: http://www.erasmusu.com e no blog Um Brasileiro na Espanha. Vale a pena conferir.

Daqui vamos à região única da Andaluzia…

 

Um ano de blog: 26 de abril de 2018

Um ano de blog: 26 de abril de 2018!!!!

Viva o www.monicaalmadeviajante@wordpress.com!

Este artigo será para celebrar o meu primeiro ano como blogueira. Tenho amado cada minuto, o contato com meus leitores, as tirinhas de propaganda que eu e meu pai distribuímos, as respostas que recebo, tudo faz com que o blog preencha de forma salutar a minha vida.

A ideia começou com o apoio dos colegas/amigos da Casa de Cultura Britânica, da Universidade Federal do Ceará, Cláudio Calixto, Shirley Sá e Raimundo Mendes me incentivando a ter um blog de viagens, afinal eles sabiam do meu entusiasmo em escrever. Meu eterno agradecimento a vocês.

Primeiramente, agradecer a disponibilidade da amiga jornalista Letícia Amaral no dia 26 de abril de 2017 a me ajudar com a implantação do blog. A partir daí vieram as colaborações de Ana Carolina Tavares (“Viajar é Viver” e “Longe de Casa”), Ana Maria Tavares (“St. Petersburg”) e Cel. Rui Pinheiro (“Plácido e Pierina”) com suas escritas. E os comentários de Maria Carmen Furtado (11), Denise Alencar (11), Simone Nascimento (10), Márcia Gradvohl (9), Larissa Correia (5) e Gerardo Oliveira (4), além de outros, todos muito importantes para mim. Muito obrigada por participarem. Aos meus seguidores e a quem curtiu o blog o meu “muito obrigada”.

Ao meu empolgado pai, Jair Barreira Furtado, incansável na minha divulgação e por me emprestar o facebook. E ao meu companheiro de coração, mais constante de viagens, Carlos Alencar pela paciência de ter uma “escritora” ao lado. Quando viajo, sou pura atenção ao ambiente, às pessoas, à geografia e à história do local. A todos aqueles que estiveram comigo em jornadas, que saíram nas fotos, e que me deram suporte, saudações!

No dia 19 de abril de 2018, o blog tinha 101 postagens; 13.502 visualizações; e 3.807 visitantes. Lembrando que não sou agente de viagens. A minha publicidade é na base das amizades. Meus textos têm o intuito de dividir experiências e memórias, assim como dicas.

Quanto ao futuro…  desejo continuar escrevendo. Vamos ver onde vou parar. Já estou em vários países, como Colômbia, Portugal, Estados Unidos, Canadá, Irlanda, Espanha, Áustria, França, Reino Unido, Uruguai, Israel, Japão, Alemanha e por aí vou. A maior leitura está no Brasil, penso em conquistar cada vez mais aficionados em culturas do nosso país e diferentes da nossa.

Valeu! Thank you! Muchas gracias! Dedico este primeiro aniversário aos meus leitores, que encontram uma horinha para ler e partilhar comigo as suas opiniões.

 

 

 

Olé! Espanha: Benidorm

Olé! Espanha: Benidorm

Praia de Poniente-Benidorm
Praia de Poniente-Benidorm-Espanha-foto tirada por Mônica D. Furtado

Estamos em 1999. Fui visitar minha amiga Carmen em Alicante, na Comunidade Valenciana. Hoje vou relatar um passeio de um dia feito a Benidorm, a 50 km de Alicante, a qual fomos de trem. É uma joia de cidade, que se originou de uma colônia de pescadores e atualmente em 2018 recebe cinco milhões de turistas por ano. Benidorm se orgulha de oferecer mais acomodações do que qualquer balneário do Mediterrâneo e tem como turistas principais o europeu mais velho do norte.

 

 

Trata-se de um município na província de Alicante, na comunidade autônoma de Valência. Situa-se na Costa Blanca e sua principal fonte de renda é o turismo. Eu amei ter estado lá, pois as cidades de Alicante e Benidorm são pérolas do Mediterrâneo. São alegres, solares e charmosas. A gente tem o maior prazer de conhecê-las.

 

Visitamos duas praias famosas em Benidorm: a de Levante, mais animada e a de Poniente, mais calma e acolhedora. Essa praia é considerada uma das mais belas do mundo. Lá há o Promontório de Benidorm, chamado de Balcão do Mediterrâneo, que termina em um enorme jato de água, uma fonte de um jato só.  Também há a estátua da Dama de Elche, datada do séc. IV a. C., exemplo da arte ibérica, com influência grega (beleza austera). Hoje está dentro do Parque de Elche, o que não existia quando fomos.

 

Para visitar também vale ir à Prefeitura, à igreja da cúpula azul do século XVIII e ao calçadão à beira mar. Nos tempos atuais, com projeto urbanístico dos espanhóis Carlos Ferrater e Xavier Martí Galí, existe o Passeio Marítimo de Benidorm ou Benidorm West Beach Promenade. A ideia foi construir um passeio de pedestres junto à praia que requalificasse e se transformasse em mais um ponto turístico. O projeto teve como inspiração a natureza, as obras do arquiteto catalão Gaudí e do arquiteto paisagista brasileiro Burle Marx. Construíram um passeio em que se vê o concreto branco ondulado sob uma superfície que muda de cor ao longo de sua extensão (baseado no blog g2construtora.com.br/blog/olhos-ao-chao/). Lindo!

 

 

 

Iremos à Ilha de Tabarca em breve…

 

 

 

Olé! Espanha: Alicante

Olé! Espanha: Alicante

Eu mostrando a placa de Alicante0002
Eu mostrando o mosaico de Alicante-Espanha-foto tirada por Carmen Rivas

Estamos em 1999, continuando a jornada pela Espanha entre março e abril na primavera.

Eu perto do apartamento da Carmen na Colônia Santa Isabel
Eu perto do apartamento da Carmencita na Colônia Santa Isabel em San Vicent del Raspeig-foto tirada por Carmen Rivas

Fui a fim de visitar a amiga Carmen Rivas que estava fazendo o doutorado na Universidade de Alicante, localizada em San Vicent del Raspeig, na província de Valência, fazendo fronteira com Alicante ao norte. Essa localidade é a cidade dos móveis. Lembrei-me de Gravatá em Pernambuco pela sua indústria moveleira.

 

Como estávamos na Semana Santa, queríamos viajar para a Andaluzia, uma vez que esse período religioso era muito afamado em Sevilha, mas foi impossível, já que os preços cobrados pelos hotéis eram um tanto abusivos. Logo, resolvemos nos dirigir a tão linda região pós-Semana Santa. O que fazer? Ficar em Alicante e conhecer mais a cidade. Testemunhamos a procissão de Domingo de Ramos. Achei linda, musical e original pelas ruas da cidade. Eram moradores da cidade, alunos de escola e espanholas com trajes típicos a desfilar pela avenida principal, ao som de uma música com jeito de escocesa, do tipo “nova era”, acompanhada de gaitas e mais gaitas. Êta Espanha mais envolvente! Lembrando que a Semana Santa na Espanha significa duas semanas livres para os alunos.

 

Alicante, situada na Comunidade Valenciana e no sudeste da Espanha é uma gostosura de lugar, fica à beira do Mediterrâneo, com clima invejável, portanto tem praias maravilhosas, como a de Postiguet e de San Juan, a mais popular.

 

Interessante dizer que o morador de Alicante vai de ônibus para a praia, chegando lá, pega a sua roupa de banho, troca em plena praia e ninguém liga e nem olha, só nós brasileiras que ficamos boquiabertas. A nudez para eles tem uma conotação diferente do que pra nós.

Trata-se da capital da província de Alicante e a principal cidade da Costa Blanca, sendo um porto e balneário turístico, por excelência.

 

 

Vamos passear? O histórico Castelo de Santa Bárbara, construído na maior parte no século XVI e localizado a 166 m acima do nível do mar, em cima do monte Benacantil, é um dos castelos medievais ainda intactos da Europa.

 

Estivemos na avenida Gran Vía, no shopping center se refestelando de comida alemã no restaurante Frankfurt, tomando sorvete adoidado, comendo muita paella etc. Engordei bastante enquanto estive lá. Mas valeu.

 

Os calçadões de Alicante são típicos, assim como as palmeiras. Seu litoral tem 15 km de extensão e é conhecido pela sua beleza. As terras de Alicante são habitadas há mais de 7 mil anos e foi construída pelos mouros que lá reinaram até 1100 d.C. Os romanos, que também habitaram na região, a chamavam de “cidade da luz”. Realmente, é uma cidade solar e encantadora.

 

 

Alguns locais perto de Alicante valem a pena, como a ilha de Tabarca e a cidade de Benidorm. Ficam para a próxima…

 

Olé! Espanha: Toledo

Olé! Espanha: Toledo

Toledo-Espanha
Toledo-Espanha-foto tirada por Mônica D. Furtado

Carmen Rivas e eu continuamos nossas peripécias pela linda Espanha. A amiga Carmen me ajudou a escrever este artigo, diga-se de passagem. Estamos entre março e abril de 1999. Estávamos em uma excursão de um dia saindo de Madri, passamos por El Escorial e Valle de los Caídos no artigo anterior e no de hoje chegamos a Toledo. Lá conhecemos uns companheiros de viagem bastante agradáveis: um casal de Dallas, Texas. Ele, Mort e ela, Susan. Passamos o dia juntos, almoçamos, conversamos muito e nos divertimos.

A antiga capital da Espanha está situada na província de Toledo, na comunidade autônoma de Castela – Mancha, ao sul de Madri. Tem fronteiras longas, são 15 mil km quadrados de extensão. Ao norte, a serra de Gredos e ao sul, os montes de Toledo, deixam pelo meio a planície carpetana, que é por onde corre o rio Tejo. Onde o rio faz uma dobra pronunciada se levanta a grandiosa cidade.

Monastério San Juan de los Reyes-Toledo
Monastério San Juan de los Reyes-Toledo-Espanha-foto tirada por Mônica D. Furtado

O conjunto arquitetônico de Toledo, com influência árabe e gótica, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1986. O município medieval, com seus belíssimos monumentos, fala de seu passado glorioso.

O Monastério de San Juan de los Reyes (São João dos Reis) foi encomendado pelos reis católicos Isabel e Fernando em homenagem a sua vitória sobre os portugueses na batalha de Toro em 1476.

A Catedral de Toledo, algo impressionante, foi construída entre 1226 e 1493. A Sinagoga de Santa Maria la Blanca, construção do século XII, é a mais antiga e maior das oito sinagogas originais da cidade.

Toledo é a terra das obras de arte damasquinadas. Diz respeito a um trabalho minucioso aonde o fio de ouro vai sendo delicadamente martelado no aço, formando desenhos geométricos ou florais. Nas lojas encontramos colares, pequenas facas, quadros, e muito mais, tudo muito original e único.

A festa principal de Toledo é a Semana de Corpus Christi a qual culmina com sua célebre procissão que percorre as ruas adornadas para o evento. Realizam-se importantes corridas de touros e é a ocasião para degustar a suculenta cozinha toledana. Las perdices (perdizes) a la toledana e los manzapanes (segundo o Reverso Dicionário, “pasta fina e compacta resultante da mistura de amêndoas cruas, peladas e moídas, com açúcar”), de ascendência mourisca, são o prato e a sobremesa mais pedidos. Talavera de La Reina e Lagartera, povoados vizinhos à Extremadura, gozam de merecida fama por suas cerâmicas e seus belos trajes regionais. Illescas, entre Madri e Toledo, conserva uma excepcional coleção de quadros de El Greco na Casa de El Greco. Digno de nota dizer que o pintor era também escultor e arquiteto, nascido na Grécia em 1541 e falecido em Toledo em 1614. A parte oriental da província é a região da Mancha toledana de saborosos vinhos.

Em suma, Toledo é um passeio rico em história e cultura.

Continuaremos com a Espanha em breve.

Olé! Espanha: Madri e arredores – El Escorial e Valle de los Caídos

Olé! Espanha: Madri e arredores – El Escorial e Valle de los Caídos

Eu e as tulipas na Plaza del Oriente em Madri

Eu na Plaza del Oriente com as tulipas em flor-Madri-foto tirada por Carmen Rivas

Cá estou eu novamente a falar sobre as minhas aventuras por este mundo de meu Deus. Desta vez, será sobre a linda terra de Federico Garcia Lorca: a bela Espanha – terra de contrastes, tanto no clima, como nas paisagens e costumes. E como gostam de uma tourada… e de uma paella… e de um vinho… e de sua dança e música mais do que estonteantes, chamada flamenco. O lamento da guitarra cigana parece que fica pairando pelo ar, alucinando os corações mais sensíveis. Interessante acrescentar que há um ditado espanhol para a primavera: “En la primavera la sangre se altera”, ou seja, as pessoas ficam mais festivas e felizes nesta estação.

Foi possível desbravar melhor Madri naquele ano. Estamos em 1999 entre março e abril. Contarei para vocês observações minhas. Nada como passar um domingo pela manhã, dando uma de madrilenha. Primeiro, vai-se ao El Rastro, mercado das pulgas, existente desde a Idade Média, localizado à calle Ribera de Curtidores. Lá se encontra de tudo um pouco: artesanato, pinturas, roupas e muitas pechinchas valiosas. Continuando o passeio dominical, o lugar ideal para se dirigir é o Parque del Retiro, por ser bucólico e repleto de atrações, tais como músicos de rua, bancas de tarô, pedalinhos e alegria, muita alegria. Em uma manhã primaveril, tudo fica colorido e resplandecente com atividade. As pessoas estão em todos os locais, no Palácio de Cristal, vendo uma exposição de pinturas; na grama, lendo, brincando com o cachorro ou namorando, enfim, há vida fervilhante no parque.

Madri é sinônimo de diversão, seja noite ou dia. São tantos os museus, as livrarias, os cafés, os bares de “tapas” (os tira-gostos tradicionais da Espanha), que só vendo.

Eu na Puerta del Sol onde é celebrado o Reveillón em Madri
Eu na Puerta del Sol onde é celebrado o Reveillón em Madri-foto tirada por Carmen Rivas

Também tem o monumental Palácio Real, onde o rei da Espanha trabalha, naquele momento era o Juan Carlos; a Plaza Mayor; a Plaza del Oriente; a Puerta del Sol,onde é celebrado o réveillon e o quilômetro zero das estradas espanholas desde 1950; e outras belezas.

Meu agradecimento ao Mário Gómez del Estal Villarino, irmão do Óscar, professor visitante da Casa de Cultura Hispânica à época. Infelizmente, o Mário faleceu em 2015 e a ele sou muito grata, pois foi um acompanhante divertido e culto a mostrar o melhor de Madri a mim e à Carmen. Comemos “tapas”, bebemos xerez (em espanhol jerez – tipo de vinho fortificado, licoroso, típico da Espanha) e caminhamos muito pela noite.

Fora da cidade, dois lugares são divinos. Um é o El Escorial e o outro, o Valle de los Caídos. O imponente palácio de San Lorenzo de El Escorial tem arquitetura austera e foi a residência de Felipe II. Diz respeito a um grande complexo formado por um mosteiro, uma igreja, um palácio real com um panteão dos reis da Espanha, uma escola, um seminário e uma biblioteca real. Situa-se a 45 km a noroeste de Madri.

Já Santa Cruz del Valle de los Caídos, situado a 9,5 km ao norte do El Escorial, localiza-se no vale de Cuelgamuros, na serra de Guadarrama. Foi erguida entre 1940 e 1958, a cerca de 40 km de Madri no município de San Lorenzo de El Escorial. Trata-se de um memorial mandado construir pelo General Franco, em homenagem aos homens mortos na Guerra Civil Espanhola. Quarenta mil soldados de ambas as facções estão enterrados lá, incluindo a lápide do próprio Franco e, do lado oposto, o de José Rivera, fundador do partido da Falange Espanhola. Sobre a colina que se sobrepõe à basílica, encontra-se uma cruz monumental que se pode subir até ela por um funicular.

A Espanha me conquistou definitivamente. Falemos agora no cotidiano… É sempre maravilhoso passar um tempo fazendo o mesmo que eles, ou seja, vivendo o dia a dia: indo a supermercado, shopping center, cinema dublado (afinal, o espanhol valoriza muito a sua língua), vendo novela mexicana, lendo as revistas mais lidas (Pronto e Hola, estilo Caras), assistindo programas de auditório (o do Jaime Bores e Tómbola à época), e muito mais.

Falemos nos programas mencionados anteriormente… é incrível como gostam de comentar sobre a vida alheia. Convidam pessoas muito conhecidas, pagam, pois de graça, ninguém vai, para depois, fazerem um verdadeiro interrogatório, a lá Santa Inquisição Espanhola. É cômico! Acaba-se sabendo de tudo, da vida familiar à sexual. Para nossos padrões, é tudo íntimo demais para ser exposto ao público, mas lá, a “galera” delira…

A moda entre as mulheres é pintar os cabelos de louro, principalmente. E olha que o tipo delas é de morena do cabelo escuro. E como se vende tintura por aquelas plagas…

O povo é belo, bem nutrido, elegante e cheiroso. Os homens, em geral, vestem paletó e gravata, até aos domingos. Anda-se nas ruas sentindo o rastro de perfume francês. Bem, vale a pena, sem dúvida! Vi tanta gente bonita, que cheguei a enjoar. Nem olhava mais. Pode? Só Freud explica.

Em 1998 houve um superávit no país. O que fez o Primeiro Ministro? Dividiu o dinheirão entre os aposentados e mandou uma carta explicativa à população. Não é fantástico? Isso se chama respeito ao povo. Fiquei com gosto de “também quero o mesmo tratamento do nosso governo.” Será que um dia chegaremos lá?

E tem mais, político, representante do povo não recebe salário. Trabalha de graça, pois já tem o seu emprego. Que tal? Sempre pensei assim e vi que em algum lugar do mundo, pessoas concordam comigo e fazem a realidade, bem diferente da nossa.

Para finalizar, os meus mais sinceros agradecimentos a minha amiga Carmen Rivas (da Casa de Cultura Hispânica da Universidade Federal do Ceará), por ter me recebido de coração aberto na inesquecível Espanha. Estava na época a fazer seu doutorado em Alicante, na região de Valência.

Continuaremos com a Espanha em breve.

Memórias de uma viagem europeia: Inglaterra – Stonehenge e Bath

Memórias de uma viagem europeia: Inglaterra – Stonehenge e Bath

Estamos em 2004. Continuamos na Inglaterra com os amigos Maria Luiza, Ricardo, Alice e Éttore Guidi.

Sonehenge-Inglaterra
Stonehenge-Inglaterra-foto tirada por Mônica D. Furtado

Saindo de Londres, rumamos a Stonehenge, situado no sul do país. Foi uma experiência única estar em um sítio arqueológico da pré-história, do período neolítico, datado de 3.100 a. C., a céu aberto e sentindo aquele frio (irgh!) de congelar a alma. É o monumento pré-histórico mais importante da Inglaterra e ainda envolto em mistério e misticismo, o que faz da atração turística uma das mais visitadas no Reino Unido.

Eu, Ricardo, Maria Luiza e Éttore em Stonehenge-Inglaterra
Eu, Maria Luiza, Ricardo e Éttore em Stonehenge-Inglaterra-foto tirada por John Block

Trata-se de uma estrutura formada por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter 5 metros de altura e a pesar 50 toneladas, ou seja, são várias rochas enormes com suas lendas fascinantes. Endereço: Amesbury, Salisbury SP4 7DE, Reino Unido.

Seguindo em direção ao sudoeste da Inglaterra, chegamos a Bath, localizada no condado de Somerset e considerada a cidade mais elegante do país. Diz-se que foi criada devido aos romanos terem descoberto uma água com propriedades curativas lá. Está situada no vale do rio Avon, 156 km a oeste de Londres e 18 km de Bristol. Tornou-se Patrimônio Mundial em 1987.

O povo da cidade estava no estádio vibrando pelo seu time de rugby, paixão local. Também inventado pelos ingleses, é um esporte coletivo de intenso contato físico, dito como violento. Foi inicialmente concebido como uma variação do futebol, da mesma forma originário da Inglaterra. O esporte, criado em 1845, se joga com as mãos, tem 80 minutos a partida, sendo dois períodos de 40 minutos e a bola é específica do rugby.

Bath é um local primoroso. Suas ruas antigas, construções e, principalmente, os renomados banhos romanos (www.romanbaths.co.uk) valem a visita. É um passeio de uma hora lá dentro, além dos banhos (tipo de piscinas), há também reminiscências do Templo de Minerva e loja para turistas. Fiquei deslumbrada com a tecnologia usada na época dos romanos e como eram limpos… Primeiro, havia a preparação para o banho em uma sala, depois o banho quente em piscinas de águas termais e para finalizar, um banho gelado “para acordar”. Que tal essa?

Bath não é só isso, também tem cadeias de lojas famosas de Londres e outros museus, por exemplo: o Victoria Art Gallery (Galeria de Arte Victoria), Museum of Costume (Museu do Vestuário) e Jane Austen Museum (museu da escritora Jane Austen, já que ela nasceu lá).

Voltando a Londres, algo interessante a mencionar é que o governo à época pagava pedintes de rua para cuidar de cachorros abandonados. Conclusão: não havia mais cães sem dono nas ruas e não passavam frio. Ficavam debaixo de cobertores os pedintes e os cachorros.

A Inglaterra é um país original, consciente de seu valor histórico. À Família Guidi, amigos de longa data, o meu agradecimento eterno e abraço carinhoso.

Aqui chega ao fim mais uma jornada europeia onde revi pessoas estimadas e do coração. Meu muito obrigada a todos que foram tão generosos e queridos.

Memórias de uma viagem europeia: Inglaterra – Londres/Greenwich

Memórias de uma viagem europeia: Inglaterra – Londres/Greenwich

Estamos em 2004. Chegamos a Londres pelo EUROSTAR (trem que passa pelo Canal da Mancha), com saída da estação de trens Gare du Nord em Paris, muito bem sinalizada, por sinal. Observei ter melhorado significativamente a organização da venda de bilhetes ao controle de passaportes e bagagens. Parecia um aeroporto com lugares de espera. Aconselho comprar com um bom tempo de antecedência, pois se o fizer em cima da hora, vai pagar um preço exorbitante.

Em Londres, nos receberam os amigos Maria Luiza, Ricardo, Alice e Éttore que lá moravam à época.  Meu agradecimento sincero à Família Guidi por ter nos acolhido com tanto carinho e feito passeios tão únicos.

Vamos aos passeios turísticos valiosos. Alguns marcantes foram o bairro Notting Hill, onde conheci a livraria do “Hugh Grant” do filme homônimo; Portobello Road; Abbey Road, a famosa rua dos Beatles; Baker Street, no qual se localiza o Museu do Sherlock Holmes; Covent Garden, onde há um mercado com lojas, cafés e restaurantes que amo; e o imperdível Camden Market (mercado). Situado em Camden Town, distrito do centro-norte, é um bairro que congrega os indivíduos mais exóticos da cidade. Funciona nos finais de semana e têm atrações como comidas do mundo todo; o alcoólico Mulled Wine, ou seja, o nosso quentão, servido pegando fogo, típico de inverno e feito com açúcar e temperos; antiguidades, roupas usadas por uma pechincha, lojas para lá de alternativas, lojas indianas, japonesas etc. É local turístico que nem o frio de janeiro, aquele de rachar assusta as pessoas. Aliás, qualquer que seja a temperatura, vê-se muita gente nas ruas de Londres.

As cidades da Europa convidam a longos passeios a pé. Andar no centro londrino é melhor caminhando mesmo, uma vez que paga-se para a locomoção de carro.

Um lugar bonito de visitar é o Observatório Real de Greenwich nos arredores de Londres, a partir do qual é definido o Meridiano de Greenwich, onde por definição a longitude é 0˚0´0´´ Ocidente/Oriente. O bairro é localizado na parte sudeste da capital inglesa. Atualmente é considerado um distrito do Real Borough de Greenwich, sendo “borough” uma divisão administrativa em vários países de língua inglesa.  O bairro é uma gracinha e lá estivemos em mais um mercado.

Da mesma forma visitamos o navio Cutty Sark, veleiro britânico e histórico, por ser a última das embarcações de transporte de chá, preservada como símbolo de uma era. O início de sua construção foi em 1869, seu comprimento é de 65 m e está ancorado no coração de Greenwich. Hoje é um museu que vale a pena conhecer. Endereço: King William Walk, London SE10 9HT.

Nós em frente ao famoso veleiro Cutty Sark em Londres
Maria Luiza Guidi, Éttore e eu em frente ao famoso veleiro Cutty Sark em Greenwich-Londres-Inglaterra-foto tirada por John Block

Fomos a Greenwich de metrô e voltamos de barco, tendo um cenário diferente de Londres ao longo de seu afamado rio Tâmisa. Passamos pela Prefeitura de Londres, sede da Greater London Authority e abriga o gabinete do prefeito de Londres e a Assembleia de Londres. Localiza-se em Southwark, às margens do rio Tâmisa e próximo à Tower Bridge. O prédio, de 10 andares e 45 m de altura, foi desenhado pelo renomado arquiteto inglês Norman Foster e foi concluído em 2002. Interessante dizer que o prédio poupa energia e aproveita o máximo de luz. Endereço: The Queen´s Walk, London SE1 2AA.

Comida típica do país? O “fish n´chips”, ou seja, peixe com batata frita. Bem gorduroso, mas delicioso. Doce? O “fudge” de vários sabores, dentre eles, chocolate e caramelo. Digamos que seja uma rapadura bem doce.

Continuaremos em breve em Stonehenge e Bath…