Olé! Espanha: Sevilha

Estamos em 1999. Continuamos na mágica Andaluzia. De Granada a amiga Carmen Rivas e eu fomos a Sevilha de ônibus. A distância foi menor, já que estávamos na Andaluzia. Trata-se da cidade mais afamada da região andaluza. Dar um passeio ao longo do rio Guadalquivir, sentar em um banco e pedir um café é sentir-se nas nuvens.
De lá há passeios de barco, de ônibus turístico, estilo double-decker, de carruagem, a pé… Sevilha é feita para uma linda tarde de primavera. É feminina, sensual, cheirosa e sedutora.
Um dos locais mais conhecidos é a Torre del Oro, torre mourisca erguida no século XIII com o intuito de proteger o porto. Hoje abriga um pequeno museu marítimo.
Também há a Catedral de Sevilha e a La Giralda. A catedral ocupa o lugar de uma grande mesquita edificada pelos almóadas (muçulmanos do norte da África) no final do séc. XII. Tem estilo gótico e recebe o túmulo de Cristóvão Colombo.
La Giralda, seu campanário e o Patio de los Naranjos são um legado dessa estrutura mourisca. Segundo a Wikipédia, “La Giralda é o antigo minarete (torre de uma mesquita) que foi convertido em torre sineira” (“abertura da torre ou do campanário onde está o sino” em www.priberam.pt) para a Catedral de Sevilha, considerada, desde 1987, Patrimônio Mundial pela UNESCO. A torre mede 104,1 m de altura.
Outros lugares imperdíveis são o bairro da Santa Cruz, com suas lojas originais e casas típicas da terra, com pátios internos floridos;
a Plaza de Toros de la Maestranza, a praça de touros mais famosa da Espanha, levantada no séc. XVIII e com fachada barroca em ocre e branco;

Hospital de la Caridad em cujas paredes de sua igreja barroca existem belas pinturas de Bartolomé Esteban Murillo e Juan de Valdés Leal, hoje museu; Reales Alcazares, os palácios reais são uma rica mistura do lindo estilo mudéjar, artesanato, grandiosidade e jardins planejados;
Parque Maria Luisa, com a imponente Plaza de España, arquitetada em estilo teatral por Aníbal González; o bairro Triana, antigo bairro dos ciganos; a Expo 92; o Palácio de San Telmo de 1682; rio Guadalquivir e outros.
O nome real do Hospital de La Caridad é Irmandade de Santa Caridade, fundada no séc. XV na capela São Jorge. Situa-se entre a Torre del Oro e a La Giralda.
Já o Palácio de San Telmo, de arquitetura barroca, teve sua edificação entre 1682 e 1796. Hoje é a sede da presidência do Conselho da Andaluzia. Lá funcionava o Colégio Seminário da Universidade de Mareantes que acolhia e formava os órfãos dos marinheiros. Importante mencionar que São Telmo é o protetor dos navegantes.
Falando um pouco em história, a cidade foi dominada por califas árabes, legiões romanas, comerciantes fenícios e conquistadores cartagineses. Eis um lugar importante para o mundo. De lá partiu o sevilhano Cristóvão Colombo para descobrir a América.
A respeito de touradas, algo tão espanhol e de alma andaluza, pelo menos em 1999, a televisão estatal filmava direto e havia no mínimo umas quatro por dia no país todo. Os toureiros ainda hoje são endeusados e vivem em colunas sociais. Pobres touros! Da mesma forma, Sevilha tem a Semana Santa mais rebuscada da Espanha.
Sevilha é magia, sente-se no ar o perfume da emoção da guitarra flamenca e da beleza sensual das pessoas. Nos locais turísticos, vemos gente de todas as raças, costumes e línguas. Ser turista é viver esse caldeirão de culturas.
Uma dica de hospedagem: Pensión Nuevo Suizo, localizada na Calle (rua) Azofaifo, 7, cerca da muito visitada Calle Sierpes.
Algumas informações históricas aqui expostas foram coletadas do Guia Visual da Folha de São Paulo-Espanha (Editora Dorling Kindersley, Empresa Folha da Manhã S.A., 1 ͣedição brasileira, 1995). Sugiro consultarem, vale a pena ler muito sobre o lugar antes da viagem.

Carmencita, companheira de jornadas na encantadora Espanha, meu “muito obrigada”. Nossos momentos foram marcantes. Aqui me despeço momentaneamente da espetacular Espanha. Voltarei no futuro com Torre Vieja e Barcelona.
















