Blog

Olé! Espanha: Alicante

Olé! Espanha: Alicante

Eu mostrando a placa de Alicante0002
Eu mostrando o mosaico de Alicante-Espanha-foto tirada por Carmen Rivas

Estamos em 1999, continuando a jornada pela Espanha entre março e abril na primavera.

Eu perto do apartamento da Carmen na Colônia Santa Isabel
Eu perto do apartamento da Carmencita na Colônia Santa Isabel em San Vicent del Raspeig-foto tirada por Carmen Rivas

Fui a fim de visitar a amiga Carmen Rivas que estava fazendo o doutorado na Universidade de Alicante, localizada em San Vicent del Raspeig, na província de Valência, fazendo fronteira com Alicante ao norte. Essa localidade é a cidade dos móveis. Lembrei-me de Gravatá em Pernambuco pela sua indústria moveleira.

 

Como estávamos na Semana Santa, queríamos viajar para a Andaluzia, uma vez que esse período religioso era muito afamado em Sevilha, mas foi impossível, já que os preços cobrados pelos hotéis eram um tanto abusivos. Logo, resolvemos nos dirigir a tão linda região pós-Semana Santa. O que fazer? Ficar em Alicante e conhecer mais a cidade. Testemunhamos a procissão de Domingo de Ramos. Achei linda, musical e original pelas ruas da cidade. Eram moradores da cidade, alunos de escola e espanholas com trajes típicos a desfilar pela avenida principal, ao som de uma música com jeito de escocesa, do tipo “nova era”, acompanhada de gaitas e mais gaitas. Êta Espanha mais envolvente! Lembrando que a Semana Santa na Espanha significa duas semanas livres para os alunos.

 

Alicante, situada na Comunidade Valenciana e no sudeste da Espanha é uma gostosura de lugar, fica à beira do Mediterrâneo, com clima invejável, portanto tem praias maravilhosas, como a de Postiguet e de San Juan, a mais popular.

 

Interessante dizer que o morador de Alicante vai de ônibus para a praia, chegando lá, pega a sua roupa de banho, troca em plena praia e ninguém liga e nem olha, só nós brasileiras que ficamos boquiabertas. A nudez para eles tem uma conotação diferente do que pra nós.

Trata-se da capital da província de Alicante e a principal cidade da Costa Blanca, sendo um porto e balneário turístico, por excelência.

 

 

Vamos passear? O histórico Castelo de Santa Bárbara, construído na maior parte no século XVI e localizado a 166 m acima do nível do mar, em cima do monte Benacantil, é um dos castelos medievais ainda intactos da Europa.

 

Estivemos na avenida Gran Vía, no shopping center se refestelando de comida alemã no restaurante Frankfurt, tomando sorvete adoidado, comendo muita paella etc. Engordei bastante enquanto estive lá. Mas valeu.

 

Os calçadões de Alicante são típicos, assim como as palmeiras. Seu litoral tem 15 km de extensão e é conhecido pela sua beleza. As terras de Alicante são habitadas há mais de 7 mil anos e foi construída pelos mouros que lá reinaram até 1100 d.C. Os romanos, que também habitaram na região, a chamavam de “cidade da luz”. Realmente, é uma cidade solar e encantadora.

 

 

Alguns locais perto de Alicante valem a pena, como a ilha de Tabarca e a cidade de Benidorm. Ficam para a próxima…

 

Olé! Espanha: Toledo

Olé! Espanha: Toledo

Toledo-Espanha
Toledo-Espanha-foto tirada por Mônica D. Furtado

Carmen Rivas e eu continuamos nossas peripécias pela linda Espanha. A amiga Carmen me ajudou a escrever este artigo, diga-se de passagem. Estamos entre março e abril de 1999. Estávamos em uma excursão de um dia saindo de Madri, passamos por El Escorial e Valle de los Caídos no artigo anterior e no de hoje chegamos a Toledo. Lá conhecemos uns companheiros de viagem bastante agradáveis: um casal de Dallas, Texas. Ele, Mort e ela, Susan. Passamos o dia juntos, almoçamos, conversamos muito e nos divertimos.

A antiga capital da Espanha está situada na província de Toledo, na comunidade autônoma de Castela – Mancha, ao sul de Madri. Tem fronteiras longas, são 15 mil km quadrados de extensão. Ao norte, a serra de Gredos e ao sul, os montes de Toledo, deixam pelo meio a planície carpetana, que é por onde corre o rio Tejo. Onde o rio faz uma dobra pronunciada se levanta a grandiosa cidade.

Monastério San Juan de los Reyes-Toledo
Monastério San Juan de los Reyes-Toledo-Espanha-foto tirada por Mônica D. Furtado

O conjunto arquitetônico de Toledo, com influência árabe e gótica, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1986. O município medieval, com seus belíssimos monumentos, fala de seu passado glorioso.

O Monastério de San Juan de los Reyes (São João dos Reis) foi encomendado pelos reis católicos Isabel e Fernando em homenagem a sua vitória sobre os portugueses na batalha de Toro em 1476.

A Catedral de Toledo, algo impressionante, foi construída entre 1226 e 1493. A Sinagoga de Santa Maria la Blanca, construção do século XII, é a mais antiga e maior das oito sinagogas originais da cidade.

Toledo é a terra das obras de arte damasquinadas. Diz respeito a um trabalho minucioso aonde o fio de ouro vai sendo delicadamente martelado no aço, formando desenhos geométricos ou florais. Nas lojas encontramos colares, pequenas facas, quadros, e muito mais, tudo muito original e único.

A festa principal de Toledo é a Semana de Corpus Christi a qual culmina com sua célebre procissão que percorre as ruas adornadas para o evento. Realizam-se importantes corridas de touros e é a ocasião para degustar a suculenta cozinha toledana. Las perdices (perdizes) a la toledana e los manzapanes (segundo o Reverso Dicionário, “pasta fina e compacta resultante da mistura de amêndoas cruas, peladas e moídas, com açúcar”), de ascendência mourisca, são o prato e a sobremesa mais pedidos. Talavera de La Reina e Lagartera, povoados vizinhos à Extremadura, gozam de merecida fama por suas cerâmicas e seus belos trajes regionais. Illescas, entre Madri e Toledo, conserva uma excepcional coleção de quadros de El Greco na Casa de El Greco. Digno de nota dizer que o pintor era também escultor e arquiteto, nascido na Grécia em 1541 e falecido em Toledo em 1614. A parte oriental da província é a região da Mancha toledana de saborosos vinhos.

Em suma, Toledo é um passeio rico em história e cultura.

Continuaremos com a Espanha em breve.

Olé! Espanha: Madri e arredores – El Escorial e Valle de los Caídos

Olé! Espanha: Madri e arredores – El Escorial e Valle de los Caídos

Eu e as tulipas na Plaza del Oriente em Madri

Eu na Plaza del Oriente com as tulipas em flor-Madri-foto tirada por Carmen Rivas

Cá estou eu novamente a falar sobre as minhas aventuras por este mundo de meu Deus. Desta vez, será sobre a linda terra de Federico Garcia Lorca: a bela Espanha – terra de contrastes, tanto no clima, como nas paisagens e costumes. E como gostam de uma tourada… e de uma paella… e de um vinho… e de sua dança e música mais do que estonteantes, chamada flamenco. O lamento da guitarra cigana parece que fica pairando pelo ar, alucinando os corações mais sensíveis. Interessante acrescentar que há um ditado espanhol para a primavera: “En la primavera la sangre se altera”, ou seja, as pessoas ficam mais festivas e felizes nesta estação.

Foi possível desbravar melhor Madri naquele ano. Estamos em 1999 entre março e abril. Contarei para vocês observações minhas. Nada como passar um domingo pela manhã, dando uma de madrilenha. Primeiro, vai-se ao El Rastro, mercado das pulgas, existente desde a Idade Média, localizado à calle Ribera de Curtidores. Lá se encontra de tudo um pouco: artesanato, pinturas, roupas e muitas pechinchas valiosas. Continuando o passeio dominical, o lugar ideal para se dirigir é o Parque del Retiro, por ser bucólico e repleto de atrações, tais como músicos de rua, bancas de tarô, pedalinhos e alegria, muita alegria. Em uma manhã primaveril, tudo fica colorido e resplandecente com atividade. As pessoas estão em todos os locais, no Palácio de Cristal, vendo uma exposição de pinturas; na grama, lendo, brincando com o cachorro ou namorando, enfim, há vida fervilhante no parque.

Madri é sinônimo de diversão, seja noite ou dia. São tantos os museus, as livrarias, os cafés, os bares de “tapas” (os tira-gostos tradicionais da Espanha), que só vendo.

Eu na Puerta del Sol onde é celebrado o Reveillón em Madri
Eu na Puerta del Sol onde é celebrado o Reveillón em Madri-foto tirada por Carmen Rivas

Também tem o monumental Palácio Real, onde o rei da Espanha trabalha, naquele momento era o Juan Carlos; a Plaza Mayor; a Plaza del Oriente; a Puerta del Sol,onde é celebrado o réveillon e o quilômetro zero das estradas espanholas desde 1950; e outras belezas.

Meu agradecimento ao Mário Gómez del Estal Villarino, irmão do Óscar, professor visitante da Casa de Cultura Hispânica à época. Infelizmente, o Mário faleceu em 2015 e a ele sou muito grata, pois foi um acompanhante divertido e culto a mostrar o melhor de Madri a mim e à Carmen. Comemos “tapas”, bebemos xerez (em espanhol jerez – tipo de vinho fortificado, licoroso, típico da Espanha) e caminhamos muito pela noite.

Fora da cidade, dois lugares são divinos. Um é o El Escorial e o outro, o Valle de los Caídos. O imponente palácio de San Lorenzo de El Escorial tem arquitetura austera e foi a residência de Felipe II. Diz respeito a um grande complexo formado por um mosteiro, uma igreja, um palácio real com um panteão dos reis da Espanha, uma escola, um seminário e uma biblioteca real. Situa-se a 45 km a noroeste de Madri.

Já Santa Cruz del Valle de los Caídos, situado a 9,5 km ao norte do El Escorial, localiza-se no vale de Cuelgamuros, na serra de Guadarrama. Foi erguida entre 1940 e 1958, a cerca de 40 km de Madri no município de San Lorenzo de El Escorial. Trata-se de um memorial mandado construir pelo General Franco, em homenagem aos homens mortos na Guerra Civil Espanhola. Quarenta mil soldados de ambas as facções estão enterrados lá, incluindo a lápide do próprio Franco e, do lado oposto, o de José Rivera, fundador do partido da Falange Espanhola. Sobre a colina que se sobrepõe à basílica, encontra-se uma cruz monumental que se pode subir até ela por um funicular.

A Espanha me conquistou definitivamente. Falemos agora no cotidiano… É sempre maravilhoso passar um tempo fazendo o mesmo que eles, ou seja, vivendo o dia a dia: indo a supermercado, shopping center, cinema dublado (afinal, o espanhol valoriza muito a sua língua), vendo novela mexicana, lendo as revistas mais lidas (Pronto e Hola, estilo Caras), assistindo programas de auditório (o do Jaime Bores e Tómbola à época), e muito mais.

Falemos nos programas mencionados anteriormente… é incrível como gostam de comentar sobre a vida alheia. Convidam pessoas muito conhecidas, pagam, pois de graça, ninguém vai, para depois, fazerem um verdadeiro interrogatório, a lá Santa Inquisição Espanhola. É cômico! Acaba-se sabendo de tudo, da vida familiar à sexual. Para nossos padrões, é tudo íntimo demais para ser exposto ao público, mas lá, a “galera” delira…

A moda entre as mulheres é pintar os cabelos de louro, principalmente. E olha que o tipo delas é de morena do cabelo escuro. E como se vende tintura por aquelas plagas…

O povo é belo, bem nutrido, elegante e cheiroso. Os homens, em geral, vestem paletó e gravata, até aos domingos. Anda-se nas ruas sentindo o rastro de perfume francês. Bem, vale a pena, sem dúvida! Vi tanta gente bonita, que cheguei a enjoar. Nem olhava mais. Pode? Só Freud explica.

Em 1998 houve um superávit no país. O que fez o Primeiro Ministro? Dividiu o dinheirão entre os aposentados e mandou uma carta explicativa à população. Não é fantástico? Isso se chama respeito ao povo. Fiquei com gosto de “também quero o mesmo tratamento do nosso governo.” Será que um dia chegaremos lá?

E tem mais, político, representante do povo não recebe salário. Trabalha de graça, pois já tem o seu emprego. Que tal? Sempre pensei assim e vi que em algum lugar do mundo, pessoas concordam comigo e fazem a realidade, bem diferente da nossa.

Para finalizar, os meus mais sinceros agradecimentos a minha amiga Carmen Rivas (da Casa de Cultura Hispânica da Universidade Federal do Ceará), por ter me recebido de coração aberto na inesquecível Espanha. Estava na época a fazer seu doutorado em Alicante, na região de Valência.

Continuaremos com a Espanha em breve.

Memórias de uma viagem europeia: Inglaterra – Stonehenge e Bath

Memórias de uma viagem europeia: Inglaterra – Stonehenge e Bath

Estamos em 2004. Continuamos na Inglaterra com os amigos Maria Luiza, Ricardo, Alice e Éttore Guidi.

Sonehenge-Inglaterra
Stonehenge-Inglaterra-foto tirada por Mônica D. Furtado

Saindo de Londres, rumamos a Stonehenge, situado no sul do país. Foi uma experiência única estar em um sítio arqueológico da pré-história, do período neolítico, datado de 3.100 a. C., a céu aberto e sentindo aquele frio (irgh!) de congelar a alma. É o monumento pré-histórico mais importante da Inglaterra e ainda envolto em mistério e misticismo, o que faz da atração turística uma das mais visitadas no Reino Unido.

Eu, Ricardo, Maria Luiza e Éttore em Stonehenge-Inglaterra
Eu, Maria Luiza, Ricardo e Éttore em Stonehenge-Inglaterra-foto tirada por John Block

Trata-se de uma estrutura formada por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter 5 metros de altura e a pesar 50 toneladas, ou seja, são várias rochas enormes com suas lendas fascinantes. Endereço: Amesbury, Salisbury SP4 7DE, Reino Unido.

Seguindo em direção ao sudoeste da Inglaterra, chegamos a Bath, localizada no condado de Somerset e considerada a cidade mais elegante do país. Diz-se que foi criada devido aos romanos terem descoberto uma água com propriedades curativas lá. Está situada no vale do rio Avon, 156 km a oeste de Londres e 18 km de Bristol. Tornou-se Patrimônio Mundial em 1987.

O povo da cidade estava no estádio vibrando pelo seu time de rugby, paixão local. Também inventado pelos ingleses, é um esporte coletivo de intenso contato físico, dito como violento. Foi inicialmente concebido como uma variação do futebol, da mesma forma originário da Inglaterra. O esporte, criado em 1845, se joga com as mãos, tem 80 minutos a partida, sendo dois períodos de 40 minutos e a bola é específica do rugby.

Bath é um local primoroso. Suas ruas antigas, construções e, principalmente, os renomados banhos romanos (www.romanbaths.co.uk) valem a visita. É um passeio de uma hora lá dentro, além dos banhos (tipo de piscinas), há também reminiscências do Templo de Minerva e loja para turistas. Fiquei deslumbrada com a tecnologia usada na época dos romanos e como eram limpos… Primeiro, havia a preparação para o banho em uma sala, depois o banho quente em piscinas de águas termais e para finalizar, um banho gelado “para acordar”. Que tal essa?

Bath não é só isso, também tem cadeias de lojas famosas de Londres e outros museus, por exemplo: o Victoria Art Gallery (Galeria de Arte Victoria), Museum of Costume (Museu do Vestuário) e Jane Austen Museum (museu da escritora Jane Austen, já que ela nasceu lá).

Voltando a Londres, algo interessante a mencionar é que o governo à época pagava pedintes de rua para cuidar de cachorros abandonados. Conclusão: não havia mais cães sem dono nas ruas e não passavam frio. Ficavam debaixo de cobertores os pedintes e os cachorros.

A Inglaterra é um país original, consciente de seu valor histórico. À Família Guidi, amigos de longa data, o meu agradecimento eterno e abraço carinhoso.

Aqui chega ao fim mais uma jornada europeia onde revi pessoas estimadas e do coração. Meu muito obrigada a todos que foram tão generosos e queridos.

Memórias de uma viagem europeia: Inglaterra – Londres/Greenwich

Memórias de uma viagem europeia: Inglaterra – Londres/Greenwich

Estamos em 2004. Chegamos a Londres pelo EUROSTAR (trem que passa pelo Canal da Mancha), com saída da estação de trens Gare du Nord em Paris, muito bem sinalizada, por sinal. Observei ter melhorado significativamente a organização da venda de bilhetes ao controle de passaportes e bagagens. Parecia um aeroporto com lugares de espera. Aconselho comprar com um bom tempo de antecedência, pois se o fizer em cima da hora, vai pagar um preço exorbitante.

Em Londres, nos receberam os amigos Maria Luiza, Ricardo, Alice e Éttore que lá moravam à época.  Meu agradecimento sincero à Família Guidi por ter nos acolhido com tanto carinho e feito passeios tão únicos.

Vamos aos passeios turísticos valiosos. Alguns marcantes foram o bairro Notting Hill, onde conheci a livraria do “Hugh Grant” do filme homônimo; Portobello Road; Abbey Road, a famosa rua dos Beatles; Baker Street, no qual se localiza o Museu do Sherlock Holmes; Covent Garden, onde há um mercado com lojas, cafés e restaurantes que amo; e o imperdível Camden Market (mercado). Situado em Camden Town, distrito do centro-norte, é um bairro que congrega os indivíduos mais exóticos da cidade. Funciona nos finais de semana e têm atrações como comidas do mundo todo; o alcoólico Mulled Wine, ou seja, o nosso quentão, servido pegando fogo, típico de inverno e feito com açúcar e temperos; antiguidades, roupas usadas por uma pechincha, lojas para lá de alternativas, lojas indianas, japonesas etc. É local turístico que nem o frio de janeiro, aquele de rachar assusta as pessoas. Aliás, qualquer que seja a temperatura, vê-se muita gente nas ruas de Londres.

As cidades da Europa convidam a longos passeios a pé. Andar no centro londrino é melhor caminhando mesmo, uma vez que paga-se para a locomoção de carro.

Um lugar bonito de visitar é o Observatório Real de Greenwich nos arredores de Londres, a partir do qual é definido o Meridiano de Greenwich, onde por definição a longitude é 0˚0´0´´ Ocidente/Oriente. O bairro é localizado na parte sudeste da capital inglesa. Atualmente é considerado um distrito do Real Borough de Greenwich, sendo “borough” uma divisão administrativa em vários países de língua inglesa.  O bairro é uma gracinha e lá estivemos em mais um mercado.

Da mesma forma visitamos o navio Cutty Sark, veleiro britânico e histórico, por ser a última das embarcações de transporte de chá, preservada como símbolo de uma era. O início de sua construção foi em 1869, seu comprimento é de 65 m e está ancorado no coração de Greenwich. Hoje é um museu que vale a pena conhecer. Endereço: King William Walk, London SE10 9HT.

Nós em frente ao famoso veleiro Cutty Sark em Londres
Maria Luiza Guidi, Éttore e eu em frente ao famoso veleiro Cutty Sark em Greenwich-Londres-Inglaterra-foto tirada por John Block

Fomos a Greenwich de metrô e voltamos de barco, tendo um cenário diferente de Londres ao longo de seu afamado rio Tâmisa. Passamos pela Prefeitura de Londres, sede da Greater London Authority e abriga o gabinete do prefeito de Londres e a Assembleia de Londres. Localiza-se em Southwark, às margens do rio Tâmisa e próximo à Tower Bridge. O prédio, de 10 andares e 45 m de altura, foi desenhado pelo renomado arquiteto inglês Norman Foster e foi concluído em 2002. Interessante dizer que o prédio poupa energia e aproveita o máximo de luz. Endereço: The Queen´s Walk, London SE1 2AA.

Comida típica do país? O “fish n´chips”, ou seja, peixe com batata frita. Bem gorduroso, mas delicioso. Doce? O “fudge” de vários sabores, dentre eles, chocolate e caramelo. Digamos que seja uma rapadura bem doce.

Continuaremos em breve em Stonehenge e Bath…

Memórias de uma viagem europeia: França-Paris, Favières, Tournand, Jumeauville e Versailles

Memórias de uma viagem europeia: França-Paris, Favières, Tournand, Jumeauville e Versailles.

Voltamos a Paris em 2004. Continuamos nossa jornada francesa.

Uma confeitaria especial chamada Confiserie du Maine, com chocolates e minitortas, chamou a minha atenção. Onde? Na Avenue du Maine perto da Gare Montparnasse.

Falando em museus… desta vez fomos ao D´Orsay, considerado por muitos o melhor da capital. Fica em um belíssimo prédio em uma antiga estação de trem. Sua coleção inclui Rodin e pinturas de Monet, Renoir, Van Gogh, dentre outros Impressionistas. O quadro de Claude Monet (Paris-1840/Giverny-1926) nomeado “Le Pont d´Argenteuil” de 1874 é espetacular.

Para quem gosta de história, eis o antigo Hôtel des Invalides, construído para os inválidos que retornavam das guerras, e hoje abriga o Museu do Exército na parte de trás. A coleção sobre a II Guerra Mundial, incluindo a Resistência Francesa, é uma aula e tanto. Na parte da frente do local estão os restos mortais de Napoleão.  Les Invalides ou Hôtel Nacional des Invalides é um complexo de prédios que contém museus e monumentos relativos à história militar da França.

Passeios pelos arredores de Paris, na Île-de-France, valem a pena. Estivemos em Favières, cerca de Tournand, a fim de visitar a prima Nilce Furtado e o marido Phillippe (francês). O interior é verdejante, com fazendas, riachos de água pura e muita paz.

A prima Nilce e eu mostrando o lado bucólico de Favieres-França
A prima Nilce e eu mostrando o lado bucólico de Favières-França-foto tirada por John Block

Já para rever os amigos Benoit, Valérie e o filho Solal, estivemos em Jumeauville, perto de Versailles. O Benoit Gaudin foi nosso professor visitante na Casa de Cultura Francesa da Universidade Federal do Ceará por quatro anos e aí nasceu uma sólida amizade entre a gente. Como deixar de ir ao Palácio de Versailles? Seus imensos jardins são tão bonitos que viraram Patrimônio da Humanidade. Fica aqui registrado o meu agradecimento aos primos e amigos por terem nos recebido com tanto carinho e atenção. A França faz parte do meu coração!

Não posso imaginar a França respirando sem seus trens. Paris, na minha opinião, é sinônimo de garbo, beleza e elegância. Ter estado lá é saber-se privilegiada, afinal depois de ver tantas maravilhas e saborear guloseimas deliciosas, só posso dizer: Paris é Paris!

 

Memórias de uma viagem europeia: França – Paris 1

Memórias de uma viagem europeia: França – Paris 1

Foto artística da Torre Eiffel
Foto artística da Torre Eiffel em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

Estamos em 2004. Chegamos a Paris, vindos do Porto – Portugal via Air Luxor pelo Aeroporto de Orly. Por 96,20 € (euros) à época e 3 horas de viagem, em um voo no qual as refeições são vendidas a bordo, aterrissamos na bela capital da França à noite. Sem falar francês, sempre encontramos anjos para nos auxiliar em inglês, felizmente. Percebi os parisienses mais propensos a ajudar dessa vez. A não ser no trem para Tournand (nos arredores da capital) que, quando eu perguntava informações em inglês, eles respondiam em francês. No mais, tudo deu certo.

 

Continuemos a jornada. Por 5,70 € (euros) por pessoa à época pegamos o ônibus Orly Bus na saída H, tendo como parada final o bairro Denfert-Rochereau, exatamente em frente à estação de metrô com o mesmo nome. Atravessando a rua, estamos no Hôtel Du Midi (3 estrelas), no bairro Montparnasse, localizado à 4 Avenue René Coty, 75014 ; e-mail: info@midi-hotel-paris.com. Hotel muito bem situado, com pessoal simpático e como tudo em Paris, com os quartos decorados de bom gosto. Não poderia esperar nada diferente… Lá perto há cafés, o supermercado Manoprix, restaurantes, padarias etc. Uma dica é procurar restaurantes chineses e vietnamitas, pois os preços são bem acessíveis.

Vamos passear? Decidimos conhecer Paris a pé. Com o mapa na mão, caminhávamos de 4 a 6 horas por dia. Que delícia de cidade! Amo Paris! A gente passa por cada ruela, loja de  chocolate, cafés e bairros exalando charme. Catedral Notre Dame; Capela Saint-Chapelle com seus vitrais impressionantes, situada na Île (ilha) de La Cité e construída no séc. XIII por Luís IX. O endereço é 8 Boulevard du Palais, 75001, trata-se de uma das igrejas católicas mais famosas do mundo e hoje em 2018 se cobra 12,00 € (euros) a entrada;  Jardim das Tulherias; encomendado por Catherine de Médicis; a Avenida Champs-Élysées, com todo o seu glamor acrescentam à cidade muito da fama que tem.

Tivemos a oportunidade de testemunhar a grande celebração de tunisianos com seus carros buzinas e bandeiras na Avenida Champs-Élysées. Pelo visto, a aglomeração dizia respeito à vitória do time deles em um campeonato de futebol. Parecia uma festa brasileira.

Dicas de restaurantes: os pequenos são maravilhosos e aconchegantes, além de cobrarem mais em conta. Gosto dos restaurantes e cafés exporem seus cardápios em frente de seus estabelecimentos. Sugestão: Le Colbert, restaurante de culinária francesa com preços de 15 a 30 euros nos dias atuais, localizado à 9 rue de La Harpe, 75005, com decoração romântica. Comer crepe na rua e tomar sorvete da Fábrica Berthillon. É considerado o melhor sorvete de Paris e foi fundada em 1954 por Raymond Berthillon. Para se chegar lá, basta atravessar a ponte que fica atrás da Catedral Notre Dame. São 40 sabores produzidos artesanalmente pela fábrica. Onde? Île Saint-Louis, do outro lado do Sena. Também existem as baguetes, os queijos e os vinhos os quais deixam o gosto de quero mais.

Vi muitos policiais na rua de patins, bicicleta e andando.

Até cemitérios são atrações turísticas lá. O Montparnasse é digno de fotos.

 

Para finalizar, a Torre Eiffel, símbolo da cidade e da França. Visita obrigatória.

 

Continuaremos com Paris em breve…

 

Barra da Sucatinga e Praia de Uruaú (de novo)-Beberibe-Ceará

Barra da Sucatinga e Praia de Uruaú de novo

Em fevereiro de 2018, pegamos a CE-040 em direção à Beberibe e entramos no distrito de Sucatinga. De lá se vai reto à Praia de Uruaú  e à direita se chega à Barra da Sucatinga.

Bem mais simples que o Uruaú, a Barra tem menos pousadas e restaurantes. Trata-se de um local para descanso e zero badalação. A nossa intenção era somente conhecer, porque queríamos mesmo voltar à Praia de Uruaú.

Chegamos e fomos à pousada Vila Mar com preço razoável (R$130,00 o casal) da Liduína e Jevônica. Bem ajeitada e decorada, oferece café da manhã. OBS: em outubro de 2020, a pousada não é mais da Liduína e sim, das irmãs Vejuse e Jevônica.

Para o almoço no sábado, ela nos encaminhou à Barraca Búzios do Antônio e da Eliete a fim de comermos uma peixada e bebermos uma boa água de coco.

A barraca já foi destruída duas vezes pelo mar. É rústica e muito conhecida com clientela VIP. O almoço é feito na hora.

Para jantar, resolvemos experimentar a pizzaria Dom Juam (com “m” mesmo) Forno a Lenha. Da outra vez ficamos com vontade. Uma delícia a pizza de massa fina marguerita com vegetariana. OBS: a pizzaria em outubro de 2020 passa a ser da Meyre, não mais do Juam.

O lugarejo é bom para andar a pé e ver gente nas calçadas. Nossas cidades pequenas à beira-mar dão gosto, são limpas e agradáveis. E os nativos acolhedores, bons de papo.

O café da manhã da pousada foi especial, simples e farto: sucos, frutas, tapioca, queijo, presunto, ovos, leite, café e pão.  A pousada Vila Mar é um mimo. Cuidada por mulher é outra coisa. São os detalhes femininos que fazem a diferença.

O mar estava magnífico no domingo de manhã. Sol, brisa, muito calor, enfim, o retrato do Ceará.  Vida boa essa nossa.

Prainha do Canto Verde-Beberibe-Ceará

Prainha do Canto Verde-Beberibe-Ceará

DSCN2022
Jangadas ao entardecer na Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado

Neste final de semana do dia 24 de fevereiro de 2017, pegamos o carro e voltamos a desbravar as praias cearenses. Na CE-040 rumo à Aracati (Estrada do Sol Nascente), passamos pela Praia de Uruaú e Barra da Sucatinga, uns 20 km adiante vimos a placa indicando Canto Verde. Fizemos o retorno e entramos na estradinha de asfalto. 5 km depois chegamos ao povoado. Eis a Prainha do Canto Verde.

Trata-se de um lugar bem simples com alguns restaurantes e poucas pousadas. As ruas são de areial, todo mundo se conhece, é uma comunidade de pescadores e percebe-se que os holandeses colonizadores deixaram descendentes lá, pois há uma quantidade grande de gente de olhos claros e pele branca.

A pousada e o restaurante “Recanto da Mãezinha”, que já havíamos pesquisado na internet (www.pousadarecantodamaezinha.com.br), fomos conferir e gostamos. A Indalécia  e sua família formam uma cadeia produtiva de turismo: a pousada, o passeio de buggy e o restaurante são organização familiar. Além que ela é boa de prosa.

O almoço foi uma peixada farta com pirão e arroz. Muito bom. O jantar foi uma tapioca feita pela mãe da Indalécia com coco ralado na hora. Detalhe: nunca vi tapioca tão grande e de conteúdo. Aí vieram os ovos e o queijo de coalho, mais o imperdível café com leite. O café da manhã foi robusto: frutas da estação (mamão, melão, abacaxi e suco de manga), ovos, queijo de coalho, tapioca com coco, pão e café com leite. Como não falar em comida se isso faz parte da nossa cultura?

Agora falemos na praia e povoado. É um lugar primitivo, se vai para relaxar e escutar a natureza, dormindo ao som do mar. Maravilhoso! Entramos em sintonia com nossas almas,  desopilamos com o pouco contato com o mundo lá fora, ouvimos pirilampos e sapinhos. E o mar é imenso…

Na pousada só se aceita cartão débito e em outros lugares somente dinheiro. Há que se estar preparado. A Tim não funciona, só a Oi, mas o wifi salva.

A realidade da Prainha do Canto Verde: não há um posto de saúde, uma pracinha e trabalho para os jovens. O ponto de reunião dos nativos são os mercadinhos, aliás, eu acho os mercadinhos de beira de praia “um barato”. Funcionam sempre e tem de tudo. Bilro, renda e labirinto são vendidos na lojinha da mãe da Indalécia em frente da pousada. São trabalhos feitos pelas mulheres da comunidade. Eu comprei dois preciosos panos de bandeja. Preço justo, renda para ajudá-las a continuar os seus afazeres.

O grande problema do local é o mar que de três anos para cá vem avançando e destruindo tudo a sua frente. Só para ter ideia, já destruiu casas, coqueiros, bangalôs, porto de jangadas, uma tristeza. A praia pede socorro! Encontramos os restos mortais de construções pela praia. Segundo consta, o mar já avançou uns 9 metros em alguns anos. Os nativos vão perdendo suas casas e o que ainda existe, corre perigo. Também de 15 anos para cá, começou a decadência da pesca da lagosta. Hoje a produção é zero. O que se pesca são os peixes e isso é bonito de testemunhar.

A Prainha do Canto Verde é conhecida internacionalmente pela Reserva Extrativista que lá existe. Não sei o que tem feito pela comunidade. Só sei que há de proteger recanto tão abençoado com a paz, a natureza virgem e as noites tão estreladas.

Aconselho a praia de banho gostoso e tanta tranquilidade. Voltaremos! Indalécia, aquele abraço!

 

Memórias de uma viagem europeia: Portugal – Guimarães

Memórias de uma viagem europeia: Portugal – Guimarães

Guimarães e seus jardins na rua
Guimarães e seus jardins na rua-foto tirada por Mônica D. Furtado

Estamos em 2004. Oh, Portugal! Oh, Lisboa, Sintra, Porto e Guimarães. O meu alô aqui do Brasil.

Continuando a nossa jornada portuguesa. Do Porto, pegamos um trem na Estação São Bento até Guimarães, a primeira capital do país, essencialmente uma cidade medieval cujas origens vêm do séc. X. A intenção era ir no costumeiro “bate e volta”.

Situada no distrito de Braga, norte do país, é o berço de Portugal, porque o primeiro rei, Afonso Henriques, escolheu esta antiga cidade romana de Vimaranes como capital administrativa do reino de Portugal, após sua vitória na Batalha de São Mamede em 1128. Foi classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2001.

O delicioso pastel de noz é típico de lá. Entramos em um café no centro e quem nos atendeu? Um simpático baiano. O almoço foi em uma tasca chamada Mumadona (Rua Serpa Pinto, 260). Come-se muito bem e isso nos encanta.

O Palácio dos Duques de Bragança e o Castelo de Guimarães valem a visita. Falando um pouco no castelo, foi construído em forma de escudo no séc. X a fim de proteger a cidade dos invasores. No séc. XII foi ampliado e passou a ser usado como arsenal e palácio.  Em 1910 foi classificado como monumento nacional.

Prefeitura de Guimarães0002
Prefeitura de Guimarães-foto tirada por Mônica D. Furtado

A sua história, os doces maravilhosos, a cidade charmosíssima com suas ruelas medievais, os jardins bem cuidados nas calçadas com tulipas, e o vinho verde tinto a nos deleitar os sentidos fizeram de Guimarães um lugar obrigatório de se ir. Trata-se de um “sítio” tão romântico que passamos em um lugar onde os “mancebos” de épocas passadas cantavam serenatas para as suas donzelas. Não é lindo? Eu me transportei para o tempo de Romeu e Julieta…

Pois, pois, como dizem os portugueses, esta é uma singela declaração de amor a tão estimado país. Mal saio de Portugal, já penso quando retornarei.

Eu e Jeroen em Guimarães mostrando suas casas encantadoras
Eu e amigo Jeroen Dewulf em Guimarães mostrando suas casas encantadoras-foto tirada por John Block

Obrigada, Jeroen Dewulf pela sua companhia em Guimarães. Aos amigos de Portugal, aquele abraço saudoso!

Nosso próximo encontro será em Paris. Até lá.