Memórias de uma viagem europeia: França-Paris, Favières, Tournand, Jumeauville e Versailles.
Hôtel Du Midi-Paris-França-foto tirada por John Block
Eu na estação de metrô Denfert-Rochereau em frente ao hotel-Paris-França-foto tirada por John Block
Voltamos a Paris em 2004. Continuamos nossa jornada francesa.
Uma confeitaria especial chamada Confiserie du Maine, com chocolates e minitortas, chamou a minha atenção. Onde? Na Avenue du Maine perto da Gare Montparnasse.
Falando em museus… desta vez fomos ao D´Orsay, considerado por muitos o melhor da capital. Fica em um belíssimo prédio em uma antiga estação de trem. Sua coleção inclui Rodin e pinturas de Monet, Renoir, Van Gogh, dentre outros Impressionistas. O quadro de Claude Monet (Paris-1840/Giverny-1926) nomeado “Le Pont d´Argenteuil” de 1874 é espetacular.
Capela Real-Les Invalides-Paris-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Capela Real-Hôtel des Invalides-Paris-França-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu na Capela Real-Les Invalides-Paris-França-foto tirada por John Block
Para quem gosta de história, eis o antigo Hôtel des Invalides, construído para os inválidos que retornavam das guerras, e hoje abriga o Museu do Exército na parte de trás. A coleção sobre a II Guerra Mundial, incluindo a Resistência Francesa, é uma aula e tanto. Na parte da frente do local estão os restos mortais de Napoleão. Les Invalides ou Hôtel Nacional des Invalides é um complexo de prédios que contém museus e monumentos relativos à história militar da França.
Casa da prima Nilce em Favières-França-foto tirada por John Block
Eu e a prima Nilce em Favières-França-foto tirada por John Block
Eu e os primos Nilce e Phillippe na casa deles em Favières-França-foto tirada por John Block
Passeios pelos arredores de Paris, na Île-de-France, valem a pena. Estivemos em Favières, cerca de Tournand, a fim de visitar a prima Nilce Furtado e o marido Phillippe (francês). O interior é verdejante, com fazendas, riachos de água pura e muita paz.
Eu e a Nilce em frente a uma bela casa-Favières-França-foto tirada por John Block
Eu e a Nilce nos lindos campos perto da casa dela-Favières-França-foto tirada por John Block
A prima Nilce e eu mostrando o lado bucólico de Favières-França-foto tirada por John Block
Já para rever os amigos Benoit, Valérie e o filho Solal, estivemos em Jumeauville, perto de Versailles. O Benoit Gaudin foi nosso professor visitante na Casa de Cultura Francesa da Universidade Federal do Ceará por quatro anos e aí nasceu uma sólida amizade entre a gente. Como deixar de ir ao Palácio de Versailles? Seus imensos jardins são tão bonitos que viraram Patrimônio da Humanidade. Fica aqui registrado o meu agradecimento aos primos e amigos por terem nos recebido com tanto carinho e atenção. A França faz parte do meu coração!
A Valérie, a gatinha da família, eu, o Solal e o Benoit-Jumeauville-França-foto tirada por John Block
Nós em frente à casa da Valérie e Benoit em Jumeauville-França-foto tirada por John Block
Eu e o casal Valérie e Benoit em Jumeauville-França-foto tirada por John Block
Eu e o Benoit em frente ao Palácio de Versailles-França-foto tirada por John Block
Não posso imaginar a França respirando sem seus trens. Paris, na minha opinião, é sinônimo de garbo, beleza e elegância. Ter estado lá é saber-se privilegiada, afinal depois de ver tantas maravilhas e saborear guloseimas deliciosas, só posso dizer: Paris é Paris!
Foto artística da Torre Eiffel em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos em 2004. Chegamos a Paris, vindos do Porto – Portugal via Air Luxor pelo Aeroporto de Orly. Por 96,20 € (euros) à época e 3 horas de viagem, em um voo no qual as refeições são vendidas a bordo, aterrissamos na bela capital da França à noite. Sem falar francês, sempre encontramos anjos para nos auxiliar em inglês, felizmente. Percebi os parisienses mais propensos a ajudar dessa vez. A não ser no trem para Tournand (nos arredores da capital) que, quando eu perguntava informações em inglês, eles respondiam em francês. No mais, tudo deu certo.
Eu mostrando a Torre Eiffel-Paris-foto tirada por John Block
Eu e a Torre Eiffel-Paris-foto tirada por John Block
Continuemos a jornada. Por 5,70 € (euros) por pessoa à época pegamos o ônibus Orly Bus na saída H, tendo como parada final o bairro Denfert-Rochereau, exatamente em frente à estação de metrô com o mesmo nome. Atravessando a rua, estamos no Hôtel Du Midi (3 estrelas), no bairro Montparnasse, localizado à 4 Avenue René Coty, 75014 ; e-mail: info@midi-hotel-paris.com. Hotel muito bem situado, com pessoal simpático e como tudo em Paris, com os quartos decorados de bom gosto. Não poderia esperar nada diferente… Lá perto há cafés, o supermercado Manoprix, restaurantes, padarias etc. Uma dica é procurar restaurantes chineses e vietnamitas, pois os preços são bem acessíveis.
Vamos passear? Decidimos conhecer Paris a pé. Com o mapa na mão, caminhávamos de 4 a 6 horas por dia. Que delícia de cidade! Amo Paris! A gente passa por cada ruela, loja de chocolate, cafés e bairros exalando charme. Catedral Notre Dame; Capela Saint-Chapelle com seus vitrais impressionantes, situada na Île (ilha) de La Cité e construída no séc. XIII por Luís IX. O endereço é 8 Boulevard du Palais, 75001, trata-se de uma das igrejas católicas mais famosas do mundo e hoje em 2018 se cobra 12,00 € (euros) a entrada; Jardim das Tulherias; encomendado por Catherine de Médicis; a Avenida Champs-Élysées, com todo o seu glamor acrescentam à cidade muito da fama que tem.
Tivemos a oportunidade de testemunhar a grande celebração de tunisianos com seus carros buzinas e bandeiras na Avenida Champs-Élysées. Pelo visto, a aglomeração dizia respeito à vitória do time deles em um campeonato de futebol. Parecia uma festa brasileira.
Dicas de restaurantes: os pequenos são maravilhosos e aconchegantes, além de cobrarem mais em conta. Gosto dos restaurantes e cafés exporem seus cardápios em frente de seus estabelecimentos. Sugestão: Le Colbert, restaurante de culinária francesa com preços de 15 a 30 euros nos dias atuais, localizado à 9 rue de La Harpe, 75005, com decoração romântica. Comer crepe na rua e tomar sorvete da Fábrica Berthillon. É considerado o melhor sorvete de Paris e foi fundada em 1954 por Raymond Berthillon. Para se chegar lá, basta atravessar a ponte que fica atrás da Catedral Notre Dame. São 40 sabores produzidos artesanalmente pela fábrica. Onde? Île Saint-Louis, do outro lado do Sena. Também existem as baguetes, os queijos e os vinhos os quais deixam o gosto de quero mais.
Vi muitos policiais na rua de patins, bicicleta e andando.
Até cemitérios são atrações turísticas lá. O Montparnasse é digno de fotos.
Eu no Cemitério de Montparnasse-Paris-foto tirada por John Block
Túmulo da Família Charles Pigeon no Cemitério de Montparnasse-Paris-foto tirada por John Block
Para finalizar, a Torre Eiffel, símbolo da cidade e da França. Visita obrigatória.
Eu com a Torre Eiffel ao fundo-Paris-foto tirada por John Block
Torre Eiffel-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado
Cajueiro nativo na Praia de Uruaú-Beberibe-Ceará-foto tirada por Mônica D. Furtado
Cactos da família das cactáceas à beira-mar na Praia de Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Em fevereiro de 2018, pegamos a CE-040 em direção à Beberibe e entramos no distrito de Sucatinga. De lá se vai reto à Praia de Uruaú e à direita se chega à Barra da Sucatinga.
Bem mais simples que o Uruaú, a Barra tem menos pousadas e restaurantes. Trata-se de um local para descanso e zero badalação. A nossa intenção era somente conhecer, porque queríamos mesmo voltar à Praia de Uruaú.
Pousada Vila Mar na Praia de Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Muro decorado da Pousada Vila Mar que dá para o mar-foto tirada por Mônica D. Furtado
Chegamos e fomos à pousada Vila Mar com preço razoável (R$130,00 o casal) da Liduína e Jevônica. Bem ajeitada e decorada, oferece café da manhã. OBS: em outubro de 2020, a pousada não é mais da Liduína e sim, das irmãs Vejuse e Jevônica.
Detalhes dentro da Pousada Vila Mar na Praia de Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Toque feminino dentro da pousada-foto tirada por Mônica D. Furtado
Para o almoço no sábado, ela nos encaminhou à Barraca Búzios do Antônio e da Eliete a fim de comermos uma peixada e bebermos uma boa água de coco.
Nosso almoço: peixada, arroz e pirão na Barraca Búzios-Praia de Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Coco partido-Barraca Búzios-Praia de Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
A barraca já foi destruída duas vezes pelo mar. É rústica e muito conhecida com clientela VIP. O almoço é feito na hora.
Para jantar, resolvemos experimentar a pizzaria Dom Juam (com “m” mesmo) Forno a Lenha. Da outra vez ficamos com vontade. Uma delícia a pizza de massa fina marguerita com vegetariana. OBS: a pizzaria em outubro de 2020 passa a ser da Meyre, não mais do Juam.
O lugarejo é bom para andar a pé e ver gente nas calçadas. Nossas cidades pequenas à beira-mar dão gosto, são limpas e agradáveis. E os nativos acolhedores, bons de papo.
Jangadas na Praia de Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Jangada sozinha na praia-foto tirada por Mônica d. Furtado
O café da manhã da pousada foi especial, simples e farto: sucos, frutas, tapioca, queijo, presunto, ovos, leite, café e pão. A pousada Vila Mar é um mimo. Cuidada por mulher é outra coisa. São os detalhes femininos que fazem a diferença.
Jangada tendo como pano de fundo o lindo mar-Praia de Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
Visual da Praia de Uruaú-foto tirada por Mônica D. Furtado
O mar estava magnífico no domingo de manhã. Sol, brisa, muito calor, enfim, o retrato do Ceará. Vida boa essa nossa.
Jangadas ao entardecer na Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Neste final de semana do dia 24 de fevereiro de 2017, pegamos o carro e voltamos a desbravar as praias cearenses. Na CE-040 rumo à Aracati (Estrada do Sol Nascente), passamos pela Praia de Uruaú e Barra da Sucatinga, uns 20 km adiante vimos a placa indicando Canto Verde. Fizemos o retorno e entramos na estradinha de asfalto. 5 km depois chegamos ao povoado. Eis a Prainha do Canto Verde.
Casa com coqueiros à beira-mar-Prainha do Canto Verde-Beberibe-foto tirada por Mônica D. Furtado
Jangada azul na Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Jangadas na praia-Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Trata-se de um lugar bem simples com alguns restaurantes e poucas pousadas. As ruas são de areial, todo mundo se conhece, é uma comunidade de pescadores e percebe-se que os holandeses colonizadores deixaram descendentes lá, pois há uma quantidade grande de gente de olhos claros e pele branca.
Dentro da Pousada Recanto da Mãezinha-Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Pousada Recanto da Mãezinha-Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Apartamentos da Pousada Recanto da Mãezinha-Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
A pousada e o restaurante “Recanto da Mãezinha”, que já havíamos pesquisado na internet (www.pousadarecantodamaezinha.com.br), fomos conferir e gostamos. A Indalécia e sua família formam uma cadeia produtiva de turismo: a pousada, o passeio de buggy e o restaurante são organização familiar. Além que ela é boa de prosa.
Restaurante da pousada à beira-mar-Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Nosso almoço no restaurante da pousada: peixada, pirão e arroz-foto tirada por Mônica D. Furtado
O almoço foi uma peixada farta com pirão e arroz. Muito bom. O jantar foi uma tapioca feita pela mãe da Indalécia com coco ralado na hora. Detalhe: nunca vi tapioca tão grande e de conteúdo. Aí vieram os ovos e o queijo de coalho, mais o imperdível café com leite. O café da manhã foi robusto: frutas da estação (mamão, melão, abacaxi e suco de manga), ovos, queijo de coalho, tapioca com coco, pão e café com leite. Como não falar em comida se isso faz parte da nossa cultura?
Carcaça de um catamarã na praia-foto tirada por Mônica D. Furtado
Carlos em frente a rochas no mar-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu em frente à rocha no mar-foto tirada por Carlos Alencar
O mesmo catamarã abandonado na praia-foto tirada por Mônica D. Furtado
Agora falemos na praia e povoado. É um lugar primitivo, se vai para relaxar e escutar a natureza, dormindo ao som do mar. Maravilhoso! Entramos em sintonia com nossas almas, desopilamos com o pouco contato com o mundo lá fora, ouvimos pirilampos e sapinhos. E o mar é imenso…
Mar imenso na Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Lindo mar da Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Rochas escuras na praia-Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mais rochas escuras na praia-foto tirada por Mônica D. Furtado
Na pousada só se aceita cartão débito e em outros lugares somente dinheiro. Há que se estar preparado. A Tim não funciona, só a Oi, mas o wifi salva.
A realidade da Prainha do Canto Verde: não há um posto de saúde, uma pracinha e trabalho para os jovens. O ponto de reunião dos nativos são os mercadinhos, aliás, eu acho os mercadinhos de beira de praia “um barato”. Funcionam sempre e tem de tudo. Bilro, renda e labirinto são vendidos na lojinha da mãe da Indalécia em frente da pousada. São trabalhos feitos pelas mulheres da comunidade. Eu comprei dois preciosos panos de bandeja. Preço justo, renda para ajudá-las a continuar os seus afazeres.
Destruição feita pelo mar na Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Restos de uma casa na Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Asfalto destruído à beira-mar-foto tirada por Mônica D. Furtado
Povoado da Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
O grande problema do local é o mar que de três anos para cá vem avançando e destruindo tudo a sua frente. Só para ter ideia, já destruiu casas, coqueiros, bangalôs, porto de jangadas, uma tristeza. A praia pede socorro! Encontramos os restos mortais de construções pela praia. Segundo consta, o mar já avançou uns 9 metros em alguns anos. Os nativos vão perdendo suas casas e o que ainda existe, corre perigo. Também de 15 anos para cá, começou a decadência da pesca da lagosta. Hoje a produção é zero. O que se pesca são os peixes e isso é bonito de testemunhar.
Coqueiro repleto de cocos perto da pousada-Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Peixes da região na Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
Jangadas à beira-mar na Prainha do Canto Verde-foto tirada por Mônica D. Furtado
A Prainha do Canto Verde é conhecida internacionalmente pela Reserva Extrativista que lá existe. Não sei o que tem feito pela comunidade. Só sei que há de proteger recanto tão abençoado com a paz, a natureza virgem e as noites tão estreladas.
Aconselho a praia de banho gostoso e tanta tranquilidade. Voltaremos! Indalécia, aquele abraço!
Memórias de uma viagem europeia: Portugal – Guimarães
Guimarães e seus jardins na rua-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos em 2004. Oh, Portugal! Oh, Lisboa, Sintra, Porto e Guimarães. O meu alô aqui do Brasil.
Continuando a nossa jornada portuguesa. Do Porto, pegamos um trem na Estação São Bento até Guimarães, a primeira capital do país, essencialmente uma cidade medieval cujas origens vêm do séc. X. A intenção era ir no costumeiro “bate e volta”.
Eu no Castelo do Duque de Bragança-Guimarães-foto tirada por John Block
Cenário do Castelo em Guimarães-foto tirada por Mônica D. Furtado
Lugar magnífico-Castelo em Guimarães-foto tirada por Mônica D. Furtado
Situada no distrito de Braga, norte do país, é o berço de Portugal, porque o primeiro rei, Afonso Henriques, escolheu esta antiga cidade romana de Vimaranes como capital administrativa do reino de Portugal, após sua vitória na Batalha de São Mamede em 1128. Foi classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2001.
Guimarães vista do Castelo-foto tirada por Mônica D. Furtado
Castelo em Guimarães-foto tirada por Mônica D. Furtado
O delicioso pastel de noz é típico de lá. Entramos em um café no centro e quem nos atendeu? Um simpático baiano. O almoço foi em uma tasca chamada Mumadona (Rua Serpa Pinto, 260). Come-se muito bem e isso nos encanta.
O Palácio dos Duques de Bragança e o Castelo de Guimarães valem a visita. Falando um pouco no castelo, foi construído em forma de escudo no séc. X a fim de proteger a cidade dos invasores. No séc. XII foi ampliado e passou a ser usado como arsenal e palácio. Em 1910 foi classificado como monumento nacional.
Prefeitura de Guimarães-foto tirada por Mônica D. Furtado
A sua história, os doces maravilhosos, a cidade charmosíssima com suas ruelas medievais, os jardins bem cuidados nas calçadas com tulipas, e o vinho verde tinto a nos deleitar os sentidos fizeram de Guimarães um lugar obrigatório de se ir. Trata-se de um “sítio” tão romântico que passamos em um lugar onde os “mancebos” de épocas passadas cantavam serenatas para as suas donzelas. Não é lindo? Eu me transportei para o tempo de Romeu e Julieta…
Pois, pois, como dizem os portugueses, esta é uma singela declaração de amor a tão estimado país. Mal saio de Portugal, já penso quando retornarei.
Eu e amigo Jeroen Dewulf em Guimarães mostrando suas casas encantadoras-foto tirada por John Block
Obrigada, Jeroen Dewulf pela sua companhia em Guimarães. Aos amigos de Portugal, aquele abraço saudoso!
Porto com a Torre dos Clérigos ao fundo-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos em 2004. Oh, Portugal! Oh, meus amigos do Porto! Saudades!
Em três horas chegamos ao Porto de trem, vindos de Lisboa (Estação Santa Apolônia), primeiro descemos na Estação Porto Campanhã e, com o mesmo bilhete, pegamos o “comboio” para a Estação São Bento. Aliás, esta é uma visita obrigatória aos turistas devido aos belíssimos mosaicos nas paredes.
A dica de hotel é o Peninsular, logo ali pertinho da estação. Endereço: Rua Sá da Bandeira, 21 (fone: +351-22-200-3012). Eu só me hospedo lá. Preço razoável, pessoal simpático e excelente localização, com café da manhã.
Porto com rio Douro-foto tirada por Mônica D. Furtado
Belo Porto-rio Douro-foto tirada por Mônica D. Furtado
Os passeios tradicionais como a ponte Dom Luís entre Gaia e Porto; a Ribeira, o rio Douro, a Catedral, a Igreja de São Francisco, o Café Majestic (um dos dez mais do mundo), o Shopping Via Catarina (o andar superior tem de decoração casinhas encantadoras), a Rua de Santa Catarina, a Livraria Lello (uma das mais bonitas do mundo) etc. Do hotel se vai a pé a esses lugares.
Porto com ponte Dom Luís entre Gaia e Porto ao fundo-foto tirada por Mônica D. Furtado
Outros locais imperdíveis na região central: a subida de mais de 225 degraus da Torre dos Clérigos (a torre mais alta de Portugal) a fim de ver o Porto com outros olhos; o Palácio de Cristal, com seus jardins e chafarizes e deslumbrante cenário do rio Douro; cerca de ali fica o lindo Museu Romântico e o Solar do Vinho do Porto (Rua de Entre Quintas, 220). Além de bebermos o sagrado “vinho do Porto”, ainda desfrutamos de um ambiente acolhedor e elegante com direito a um indescritível visual do famoso rio Douro, desde as caves em Vila Nova de Gaia até a sua foz no Atlântico. Encerrou suas atividades em janeiro de 2012 por razões financeiras e hoje funciona um restaurante com pratos clássicos da cozinha portuguesa com uma pitada de modernidade. O nome? Antiqvvem, do chef Vitor Matos e do sommelier António Lopes. Um pouco mais de informação sobre o Museu Romântico. O nome completo é Museu Romântico da Quinta da Macieirinha e é um dos núcleos museológicos do Museu da Cidade do Porto.
Cenas da Ribeira-Porto-foto tirada por Mônica D. Furtado
Paisagem da Ribeira-Porto-foto tirada por Mônica D. Furtado
Falando em caves… existem várias do lado do rio Douro em Vila Nova de Gaia. A Ribeira com suas casas e prédios baixos originais fica do outro lado. O calçadão em frente às caves foi renovado e dá gosto curtir um momento sossegado em um dos bancos, deliciando-se com a beleza da paisagem única, após ter tomado uns vinhos nas caves abertas ao público e de graça. Como resistir? Dessa vez conheci a Cave Vasconcellos, já havia ido duas vezes à Cálem. Detalhe: é uma boa caminhada do hotel, porém depois de tantas guloseimas portuguesas, almoços e jantares fartos com vinho, o corpo grita: “Quero gastar calorias!”.
Outro “sítio” encantador é o bairro da Foz. Tem casas magníficas e um calçadão, dessa vez à beira-mar. Com bares, esculturas e bancos para sentar. É o lugar preferido dos “tripeiros” para passeios aos domingos, é uma festa alegre com tanta gente se divertindo. Detalhe: quem nasce no Porto é tripeiro e quem nasce em Lisboa é alfacinha.
Como não mencionar as maravilhosas “tascas” onde se come em quantidade e barato? Os menus são ótima ideia, porque vem pão como entrada, depois o prato principal e a sobremesa, com uma bebida que pode ser vinho.
No caminho do Palácio de Cristal, descobrimos o restaurante “O Boteko” com cardápio bem em conta e com show de fado das 18 h às 22 h aos sábados (Rua Dom Manuel II, 172-Massarelos). Outra opção: Adega Vila Meã. Endereço: Rua dos Caldeireiros, 62. Eis um restaurante típico da culinária portuguesa. Aconselho o bacalhau acebolado. Desde 1976 é gerido por Armando Sousa Santos.
Eu e as amigas do Porto-Luísa e Margarida no apartamento da Luísa, infelizmente, já falecida-foto tirada por John Block
Os amigos Jeroen, Luísa e Teresa e eu no Porto. Elas de Bragança-foto tirada por John Block
Aqui fica a minha saudação aos queridos amigos do Porto. E aos que vêm me ver em terra tão mágica… Amo esta cidade, a considero charmosa e romântica.
Rio Douro com seus barcos típicos: rabelos-foto tirada por Mônica D. Furtado
Memórias de uma viagem europeia: Portugal – Sintra
Romântica Sintra-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos em 2004. Oh, Portugal! Oh, Lisboa, Sintra, Porto e Guimarães. O meu alô aqui do Brasil.
Sintra:
Calçadas com esculturas em Sintra-Portugal-foto tirada por John Block
Eu em Sintra-Portugal-foto tirada por John Block
Eis a cidade mais romântica de Portugal. Está na minha lista das mais, mais da Europa juntamente com Bruges, Bélgica. A sua arquitetura oferece prédios em estilo mourisco, detalhados e rebuscados. São espetaculares! Perto da Prefeitura (uma foto, por favor!) há o Restaurante Regional de Sintra. Tanto o bacalhau regional, como o grelhado levam os sentidos ao paraíso. Lembrando que os pratos são generosos.
Bebedouro em Sintra-Portugal-foto tirada por John Block
Eu em um portal em Sintra-Portugal-foto tirada por John Block
No Palácio Nacional de Sintra, a visita às diversas Salas, sua tapeçaria flamenga do séc. XVI, seus azulejos originais, suas pinturas no teto, as mais belas escrivaninhas vistas por mim tornam o lugar especial. Interessante dizer que na cozinha do séc. XV há o exemplar único de duas chaminés gêmeas.
Na Vila de Turismo, pega-se um ônibus ao impactante Palácio da Pena (ida e volta). A subida é um banquete visual por causa das “quintas” (pequenos sítios) e casas em forma de castelos. Não tivemos tempo de ir ao Castelo dos Mouros, bem perto do Palácio da Pena.
Mágico Palácio da Pena-Sintra-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Palácio da Pena-Sintra-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Palácio da Pena 2 -Sintra-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Falando no dito palácio, foi construído no séc. XIX para Fernando Saxe-Coburgo-Gotha, marido da jovem rainha Maria II (filha de Dom Pedro I). Ergue-se sobre as ruínas do mosteiro hieronimita, fundado no séc. XV, no lugar da Capela de Nossa Senhora da Penha.
Porta do Palácio da Pena-Sintra-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Palácio da Pena 3-Sintra-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Entrando no belíssimo Palácio da Pena, sentimo-nos transportados a outro tempo, a um mundo árabe das “Mil e uma Noites”. O local é escolhido por Deus, tamanha a sua originalidade e beleza. Não há palavras para descrever suas Salas, por exemplo: a Sala de Saxe, decorada com porcelanas de Saxe (era a sala de leitura da última rainha de Portugal: Dona Amélia, ou melhor, Maria Amélia Luísa Helena de Orléans e Bragança, nascida no Reino Unido em 1865 e falecida na França em 1951) e a Sala Árabe, com bronzes franceses e porcelana Meissen. Fenomenal! Os palácios Alhambra e Generalife em Granada, Espanha, com toda a sua força mourisca são visita obrigatória, acrescente a eles o Palácio da Pena que dá um orgulho danado de existir em solo português.
Uma das torres do Palácio da Pena-Sintra-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Centro de Lisboa-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos em 2004. A primeira parte será sobre fatos da época.
Primeira parte:
Oh, Portugal! Oh, Lisboa, Sintra, Porto e Guimarães. O meu alô aqui do Brasil.
Dá gosto observar como o país trata bem as suas cidades e o seu povo. O turista agradece haver tantos mapas e folders em qualquer lugar turístico. Há uma boa organização dos transportes coletivos, logo é fácil se locomover. Quanto aos patrícios, estão sempre prontos para bater aquele papo camarada. Os viajantes querem limpeza, segurança, prédios sem pichações, serem bem tratados e verem lugares “únicos”. Portugal tem isso a oferecer e muito mais.
Lisboa:
Visual do mirante do Elevador da Santa Justa-foto tirada por Mônica D. Furtado
Visual com Castelo de São Jorge ao fundo-foto tirada por Mônica D. Furtado
Vamos iniciar o nosso percurso na capital lusa: o imperdível Castelo de São Jorge, o Elevador da Santa Justa e seu mirante, a Igreja de Santa Luzia e seu “mirador”, como eles dizem. Tudo perto do centro. Por isso, dou a dica de um hotel muito bem localizado, com café da manhã simples para os padrões brasileiros, mas com preço razoável à época: Hotel Duas Nações, na esquina da Rua Augusta com Rua da Vitória, cerca do bairro Rossio. Endereço: Rua da Vitória, 41.
Cenário da cidade de Lisboa-foto tirada por Mônica D. Furtado
Praça do Comércio no centro de Lisboa-foto tirada por Mônica D. Furtado
Em relação a transporte, toma-se táxi ou ônibus do aeroporto (à época era o número 45). Os meios de transportes são interligados, ou seja, paga-se por um e tem-se direito aos outros por um dia.
Apesar de o euro estar proibitivo para o nosso bolso, Portugal continua a ser nossa melhor opção. Nas cidades principais, percebi que as tascas, ou seja, os restaurantes pequenos e familiares são sempre em conta. Quanto mais escondido, melhor. Se topar um sanduíche, a Cia. das Sandes em frente ao hotel oferece opções variadas, também de sopas. Endereço: Rua da Vitória, 54. Se estiver com muita fome, o restaurante, perto do hotel Duas Nações, Marisqueira/Cervejaria Concha D´Ouro é a solução. O arroz de mariscos para uma pessoa dá para duas. Endereço: Rua Augusta, 238. Como se come bem na terra-mãe…
Lisboa vista do alto-foto tirada por Mônica D. Furtado
Desta vez, fizemos um passeio por Lisboa pela companhia de ônibus CityLine- sightline (www. cityline-sightline.pt) por um preço bom à época (14 euros). Vale a pena! São quatorze paradas e o terminal se situa à Praça Marquês de Pombal. Pegamos o mesmo no Rossio, passamos pela Praça do Comércio, Docas de Alcântara, Museu dos Coches (maravilhoso!), Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos, dentre outros. O esquema é descer e subir em qualquer parada. Passamos pela loja de departamentos espanhola El Corte Inglés. Um sonho de consumo! Para quem quer ir lá de metrô, saiba que se localiza junto à estação São Sebastião (linhas azul e vermelha) e que é nos arredores do Parque Eduardo VII.
Cenário visto do Castelo de São Jorge-foto tirada por Mônica D. Furtado
Os cafés são parte íntima da Europa, não é mesmo? Uma visita ao Café Nicola no Rossio, por favor! Local histórico com mais de 200 anos, já foi ponto de encontro de intelectuais e palco de tertúlias literárias, logo é símbolo da cidade. Endereço: Praça Dom Pedro IV, 24-25. Eis uma visita obrigatória.
Colegas da Carol no curso na Universidad de Salamanca – Espanha
Quando nos mudamos para outro país, o luto migratório, afeta diretamente nossa identidade. Deixa-se no país de origem, um idioma, uma família, amigos, uma cultura, uma maneira de viver. No início, ao mesmo tempo em que somos atraídos pelo novo, e pela mudança de ares, nos sentimos inadequados. As diferenças muitas vezes assustam, e nos afastam dos outros, principalmente, se tivermos uma visão etnocêntrica, onde acreditamos que a nossa maneira de viver a vida é o centro do mundo, e quando não percebemos que a nossa cultura, é apenas uma forma de ser e estar no mundo, dentre as muitas outras formas que existem. Talvez porque sentimos a diferença como uma ameaça ao nosso modo de viver. Questionamos, “como pode, essas pessoas viverem dessa forma, tão diferente da minha?” e como consequência, nos sentimos irritados, e também afrontados. Em seguida completamos, para nos reafirmarmos “meu modo de viver é que está certo, a minha cultura é que está certa”.
Pois é, mas para a felicidade geral de todas as nações, não existe cultura certa ou errada. Não existe melhor nem pior. Não se pode comparar. São apenas modos de viver diferentes. Com o tempo, depois de passar pelo processo do luto migratório, nos tornamos alguém que construiu uma identidade diferente, mais ampla e rica, pois agregamos saberes sobre aqueles que já possuíamos anteriormente. Ao invés de um idioma, falaremos dois. Ao invés de conhecer um modo de viver, conheceremos mais um. É soma. Não se trata de subtração, de esquecer as nossas raízes. E no final das contas, percebemos que apesar de viver em culturas diferentes somos todos seres humanos, merecedores de gentileza e compaixão. E que o sorriso é nossa língua universal. ☺
Carolina Tavares-foto tirada por ela mesma
Carol Tavares e eu-foto tirada por sua mãe Ana Tavares
Por Carolina Tavares
Psicóloga clínica
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Minha amiga Carol Tavares ama escrever e já colaborou com meu blog com o artigo “Viajar é Viver”. Esse artigo “Longe de casa” tem como assunto o ano de 2013 em que ela passou em Salamanca – Espanha, estudando, fazendo um master em terapia de casal e família pela Universidad de Salamanca. O texto foi publicado na íntegra no Jornal O Povo online.
Este artigo é antigo, mas como gosto muito dele, resolvi repaginá-lo e divulgá-lo mais uma vez. Foi publicado no Caderno de Turismo do Jornal O Povo nos idos dos anos 80. Tal caderno, cuja editora era a jornalista Lúcia Helena Galvão, não existe mais como era.
Comecemos o artigo… Aconselho albergues da juventude. São lugares interessantíssimos, onde conhecemos pessoas do mundo todo, vemos gente exótica e escutamos idiomas para lá de diferentes do nosso. É bom para quem aprecia o inusitado, sente-se jovem: de alma e de coração, “topa” pagar pouco e se divertir muito em troca do conforto.
Para viajar ficando em albergues, pelo menos no exterior, era necessário ter a carteira de alberguista internacional e se comunicar com antecedência com os locais escolhidos, requerendo hospedagem (hoje com a internet tudo é mais fácil). Como são opções baratas, são sempre muito procurados. Antigamente, havia livros para vender com os endereços dos albergues no mundo inteiro. Aqui em Fortaleza há vários. Mencionarei o da praia de Iracema, localizado à Av. Almirante Barroso, 998, fone: 32193267.
Vamos ao que importa, ou seja, às experiências. Em alguns albergues fora do Brasil, havia obrigações. Por exemplo, para manter o valor baixo, os hóspedes tinham que fazer algum tipo de trabalho doméstico. Imaginem a minha “cara” varrendo a entrada do albergue de Boston-EUA ou passando aspirador no quarto gigante do de Washington D.C.-EUA (detalhe: havia pelo menos doze beliches no quarto). Em 1988, eu era muito preguiçosa (ainda bem que deixei de ser, defeito do signo de Libra jovem, com certeza!), confesso, só queria “sombra e água fresca” nas viagens, mas mesmo assim foi muito divertido. À época eu era professora de inglês do município de Fortaleza e o dinheiro era contado. Fiz milagre viajando aos EUA e Canadá aos 23 anos com uma companheira recém – conhecida chamada Irene. Uma aventura e tanto! Tenho que dizer ter economizado durante três anos no antigo banco BEC (Banco do Estado do Ceará, já não existe mais), pois queria ir por conta própria e fui bem sucedida.
Falando nessa viagem, conseguimos visitar nove cidades dos Estados Unidos e Canadá e gastar pouco, somente nos hospedando em albergues ou youth hostels. Em Quebec- Canadá, a Irene e eu tivemos muita sorte, pois era julho, mês de verão e de férias, e estava havendo shows e concertos de graça em lugares públicos, e conseguimos um quarto para nós duas (o último disponível), mesmo sem ter reservado antes. Loucura! Em Ottawa – Canadá, o albergue era a antiga cadeia pública, logo, não havia portas, mas grades. Bastante original! Em Nova York – EUA, tivemos que dividir o banheiro com o casal do quarto ao lado, ou seja, era bem embaraçoso pedir aos “vizinhos simpáticos ao contrário” abrir a porta que, por sinal, estava sempre fechada para o nosso lado.
Na maioria deles, havia horário para sair e retornar durante o dia a fim de evitar roubos e outros problemas. Para esclarecer, saíamos às 11 h e só voltávamos às 17 h. À noite não era permitido chegar muito tarde para não perturbar o sono dos companheiros de quarto. Pelo preço em conta, tudo valia a pena. Em alguns, os lençóis, toalhas e cobertores eram alugados e em todos o café da manhã não era servido, porque não havia serviço de copa e restaurante. No de Miami Beach – EUA havia um restaurante/bar ao lado do albergue e quando estávamos lá em outra viagem (minha mãe, a amiga Sandra Ximenes e eu), vimos empresários de Hollywood escolhendo tal lugar para cenas de um filme do ator americano Sylvester Stallone.
Os quartos eram de tamanhos diversos e para números de pessoas também variados. Em Miami Beach e Quebec, por exemplo, se conseguia quartos para duas pessoas, em São Francisco – EUA para quatro.
Outro detalhe importante é a excelente localização deles. Para vocês terem uma ideia, em Gramado – RS, o albergue fica perto do Lago Negro, localizado à Rua Vinte e Cinco de Julho, 83 – Planalto, lugar privilegiado de tão belo. Coitadinhos… me pego a imaginar poder estar ao redor de uma natureza bucólica e relaxante dessas…
Em geral, as pessoas pensam que albergues são específicos para jovens, não necessariamente. Famílias são bem aceitas e gente de qualquer idade, mas com o tal “espírito esportivo” irão se deslumbrar perante tanta variedade de seres humanos. Na mesma viagem mencionada, testemunhei a Irene certa vez morrendo de rir com uma inglesa. Aí me espantei, pois a minha cara companheira de jornada não sabia falar a língua do Príncipe Charles. Perguntei sobre o quê conversavam e a resposta foi: “Não tenho a mínima ideia”. Pode? Coisas e papos de alberguistas, curtidores da vida. Enfim, viajar é bom demais.