No passado escrevi sobre o Cumbuco no jornal O Povo, na coluna Jornal do Leitor e dei sugestões de aperfeiçoamentos. Fiquei feliz ao voltar lá em dezembro de 2017 e ver como está hoje. A praia do Cumbuco localiza-se a oeste de Fortaleza, são 28.8 km, com acesso pela CE-090 ou CE-085.
O quê aprimorou
Movimento no centrinho do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Venda de artesanatos no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Coberta de madeira no centrinho do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
O centrinho da praia do Cumbuco melhorou muito em comparação há anos atrás. Vi novos espaços como sorveterias, restaurantes, pizzarias e lanchonetes. A coberta de madeira deu um charme especial e os bancos de madeira de árvores do mangue, espalhados pelo local, deixaram o lugar mais confortável.
Restaurantes embaixo da coberta no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mais restaurantes embaixo da coberta no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Coberta e bancos de madeira no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Praia bem frequentada por kitesurfistas brasileiros e estrangeiros, principalmente, americanos e argentinos é encantada. Há turistas que chegam a Fortaleza e vão direto para o Cumbuco. Não querem outra vida.
Kitesurfistas no mar-Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Praia do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Kites na praia do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Aconselho a pousada Kite Kabana com o restaurante Kite Kabana Lounge. Nesse local parece estarmos no Caribe, é um lugar paradisíaco repleto de coqueiros e gente atleta e bonita. Quanto à pousada, é bucólica pela quantidade de plantas e árvores, sua atmosfera é aconchegante. O staff é de amigos.
Outros kites na praia do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Kite Kabana Lounge no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Acho que a cidade, distrito de Caucaia, mostrou melhoras visíveis. Parabéns à prefeitura. As ruas de areia no centrinho receberam asfalto, cimento e bloquete. Até que um dia…
Rua no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Restaurante Germano´s no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Para uma boa pizza, aconselho o restaurante italiano Germano´s. Já passei Natal lá com o Carlos, amigos austríacos e uma amiguinha canina. Foi original comer pizza em tal data.
É uma delícia passear à noite pelo centrinho com a brisa nos embalando e vendo o movimento de gente interessante. Os restaurantes são abertos e convidativos com música e badalo. Fico feliz em ver meu Cumbuco amado mais cuidado.
Barracas no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mais barracas no Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
A magia do Cumbuco-foto tirada por Mônica D. Furtado
Praia do Cumbuco-CE-foto tirada por Mônica D. Furtado
Pela manhã nos admiramos com os kites coloridos no mar, transformando a praia em um “point”. A água é morna, com sol, calor de 32º C, bem tropical, boa para banho. Os sargaços e as pedras não tiram o deslumbre.
O quê ainda falta aprimorar
Só tem que modificar a maneira como trata o lixo. Para o visitante que ruma ao Cumbuco, começa a ver a sujeira nos canteiros centrais do bairro Barra do Ceará em Fortaleza, depois na praia de Iparana, também distrito de Caucaia. Morro de vergonha ao constatar que as pessoas se deparam com tanta falta de formosura.
Vejo Campos Belos, por exemplo, caminho de Guaramiranga via Canindé tão limpo e aí testemunho o Cumbuco assim… Para mim, esta praia é a “galinha dos ovos de ouro” do Ceará. Então, merece outro tratamento.
Consideração final
Meus lugares mágicos no Ceará são Guaramiranga na serra de Baturité e as praias de Cumbuco, Flexeiras e Redonda em Icapuí. Deixam os finais de semana perfeitos.
Kombi original de venda de roupas, pertencente a uns argentinos, no centrinho do Cumbuco-CE.
Hoje é dia 26 de outubro de 2017. Chegamos a Toronto de volta de Quebec à noite e ficamos no mesmo hotel: Royal Oak Inn na Dundas Street (rua). Lá estava na recepção o atencioso Viren, da Índia. Não dormimos, desmaiamos. Nosso último dia tinha que ser bem aproveitado, uma vez que os primos Rebeca e Sérgio vinham nos buscar para levar ao aeroporto às 19 h. Como a saída do hotel era às 11 h, falei com o Viren e pedi uma meia-pensão até às 19 h. Felizmente, aceitou e pagamos. Foi muito bom ter um quarto, mesmo que no subsolo, para descansar e tomar banho antes de uma viagem tão longa de volta. Só tenho elogios ao staff do hotel.
Passeio de ônibus turístico em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
Passeio de double-decker em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
Decidimos pegar o ônibus turístico ou double-decker na praça Dundas (square). O valor foi 44 CAD (dólares canadenses) com taxa incluída e pro Carlos 40 CAD, desconto pela idade. Foram duas horas de passeio muito boas. Tem guia mais motorista. Como sempre, o guia fala muito e de assuntos diversos. Neste ônibus só se para se a pessoa levantar a mão e ninguém pode conversar se não fica difícil entender o guia.
Começamos o passeio pela rua mais longa do mundo: Yonge Street, em homenagem a George Yonge. A rua inicia-se no Lago Ontario e vai até a fronteira do estado americano de Minnesota, totalizando uma distância de quase dois mil km. A Yonge Street divide a cidade em leste e oeste.
Cenário turístico em Toronto com a CN Tower ao fundo à esquerda-foto tirada por Carlos Alencar
Toronto é a quarta maior cidade da América do Norte depois da Cidade do México, Nova York e Los Angeles. A quinta é Chicago nos Estados Unidos. Tem 2.9 milhões de habitantes somente na cidade, a grande Toronto se chama GTA: Great Toronto Area. 330 arranha-céus estão sendo construídos. O motivo é a quantidade de imigrantes que chegam a cada dia. Morar lá é muito caro. No dia 26 estava fazendo 7º C, mas em três semanas estaria nevando. Na cidade o inverno castiga, chega a fazer -35ºC.
Trata-se de uma megalópole repleta de verde, isso é admirável. Tudo no Canadá é colossal. O museu Royal Ontario Museum é o quinto maior da América do Norte; o Festival de Cinema de Toronto é o segundo maior do mundo, perde para Cannes na França; a Casa Loma, a qual falei em Toronto 3, é o único castelo da América do Norte; o museu The Bota Shoe Museum deve ser o único do mundo a apresentar a perspectiva histórica de sapatos do mundo inteiro (pertence à companhia Bota Shoe Company); a Universidade de Toronto é a quinta mais antiga do Canadá e tem 84 mil estudantes, com 11 prêmios Nobel.
Em maio acontece o Victoria Day, em homenagem à Rainha Vitória que deu a independência ao Canadá. O Queen´s Park (parque da Rainha) a honra. O país faz parte do Império Britânico, juntamente com outras 22 nações, logo a Rainha da Inglaterra é a Chefe da Nação.
Cada província tem suas leis próprias, como nos Estados Unidos. Ontario é a província mais populosa. O hospital Mount Sinai Joseph and Wolf Lebovic Health Complex é o segundo melhor do mundo. Interessante dizer que o ator Donald Sutherland é filho do criador do sistema de saúde canadense, portanto o neto é o ator Kiefer Sutherland. Em Chinatown só vi buffet de comida do tipo sushi.
Frank Geri, arquiteto renomado, é canadense, assim como o ator Keanu Reeves.
Os bondes ou street cars são muito utilizados. 375 mil pessoas andam neles por dia; funcionam 24 h por dia e são movidos à eletricidade, então, são amigos do ambiente. Toronto foi a primeira cidade a ter metrô no Canadá e é a terceira cidade com maior linha de metrô na América do Norte.
São 45 mil restaurantes de diferentes culinárias na cidade. A ONU votou por Toronto ser a cidade mais multicultural do mundo. Somente 21 % dos canadenses falam o francês (a língua é disciplina obrigatória das escolas hoje). A primeira língua mais falada na cidade é o inglês e a segunda o chinês.
Fairmont Hotel em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
O Fairmont Hotel é um ícone, importante por ser o escolhido da Rainha Elizabeth II, quando vai ao país. Fica sempre no topo do hotel, ama o Canadá e já o visitou várias vezes. O neto Harry vai sempre ver a namorada, hoje noiva. Muitos seriados, filmes e TV shows são filmados lá.
A maior estação de trem do país: Union Station existe desde 1927. Os trens Amtrak americanos também operam na estação, o movimento entre Canadá e EUA é intenso.
CN Tower em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
A CN Tower ao fundo-foto tirada por Carlos Alencar
Passamos pela CN Tower, Ripley´s Aquarium e Rogers Centre (centro de hockey). Vimos o Harborfront onde se pegam os barcos para as ilhas que saem a cada hora (ver Toronto 4).
É digno de menção o fato de não venderem álcool em postos de gasolina, somente em lojas do governo e para maiores de 25 anos (essa informação consegui recentemente por amigos que estão morando lá). A idade depende das leis de cada província. Não testemunhamos nenhum jovem com bebida na mão por onde passamos. Parabéns a eles.
O museu Hockey Hall of Fame é amado, uma vez que o esporte é uma obsessão nacional. Passamos por um parque dedicado aos cães, com estátuas deles. São 200 mil cachorros em Toronto.
Mercado St. Lawrence em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
Mercado St. Lawrence ao lado esquerdo-Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
Dentro do Mercado St. Lawrence em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
A nossa única parada foi para conhecer o Mercado St. Lawrence. Eu amei! Comemos canelone com espinafre de almoço. Fizemos compras de lembrancinhas e nos divertimos. Muita gente, movimento, alegria, vendas de queijos, peixes, carnes, chocolates etc. Valeu a visita. Voltando a Toronto, o mercado é visita certa. Também passamos de ônibus no Distillery District, que era uma destilaria de uísque nos anos 90. Hoje é um lugar fantástico de compras e restaurantes, cafés etc. Vale ler Toronto 2. Minha prima Rebeca no início da viagem nos levou aos locais “pop”. Obrigada, prima.
Distillery District em Toronto-foto tirada por Carlos Alencar
Casa Loma vista do ônibus turístico-foto tirada por Carlos Alencar
Depois do passeio, retornamos ao hotel. Meus primos pegaram a gente pontualmente e chegamos ao aeroporto bem antes da partida. Ainda bem, pois achei o aeroporto muito confuso. Havia uma multidão lá dentro, os funcionários da Air Canada estavam com má vontade em dar informações ou davam erradamente. Ufa! A nossa sorte foi encontrar patrícios nossos que gentilmente nos apoiaram. E olha que sou experiente em aeroportos internacionais. Faltaram placas explicativas e achei estranho não haver uma Polícia Federal deles para dar baixa no passaporte na saída. O bom do local foi ter provado o pumpkin spice latte, uma bebida de outono canadense, que parece um leite com um gosto leve de abóbora e canela, muito saboroso.
Foram 10 h de viagem Toronto-São Paulo via Air Canada (bom serviço, mas assentos muito juntos, pouco confortáveis) e depois São Paulo-Fortaleza via Avianca. Apesar do extremo cansaço, da gripe que pegamos ainda no início da viagem e do jet lag (fadiga) sentido no pós-viagem, posso dizer que foi um uma experiência valiosa. Voltaremos em breve, Canadá.
Para finalizar, gostaria de dar uma dica para vocês. Quem pisar no aeroporto de Guarulhos, saiba que tem uma nova proposta de hotel com dormida por hora ou somente banho no Terminal 2: Fast Sleep do Saviero hotéis. Na ida tomei um banho revigorante e na volta, infelizmente, não deu tempo.
Aqui concluo os Diários do Canadá. Foi um prazer viver tudo isso.
No dia anterior havíamos pedido um táxi para o dia seguinte por meio da sra. Shirley, do hotel Maison du General. Tinha que ser com ela, pois não falo francês. Logo, no dia seguinte, 25 de outubro de 2017, madrugamos naquele frio e ficamos a esperar o táxi com receio que não viesse por mil motivos. Estava escuro lá fora, mas havia pessoas já saindo para trabalhar e fazendo a corrida matinal. Que coragem! A sra. Shirley foi tão amável que deixou bilhete pra gente e o fone da central de táxi caso fosse necessário. O hotel estava silencioso e não tinha ninguém na portaria. Às 7 em ponto lá estava o taxista. Ufa! Que alívio!
Chegamos à Gare du Palais, estação de trem, rapidamente, pois é perto da Velha Quebec. Fiquei surpresa com a quantidade de americanos da terceira idade esperando o trem como a gente. Como gosto de papo, perguntei a um casal se eram todos amigos e me disseram que uns 26 eram, estavam viajando juntos, mas eram de estados diferentes. Que maravilha! Perguntaram se eu morava em Montreal (achei o máximo!). Quando eu disse que era do Brasil, se espantaram pela distância. Expliquei onde era Fortaleza no Brasil e trocamos simpatias.
Amo trens! Por mim, só viajava neles. Estamos no vagão 5: assentos 4C e 4 D. A companhia Via Rail atravessa o Canadá e é bem confortável.
Antes gostaria de dizer que há uma pessoa no trem para checar os tíquetes e outra para ser a atendente do vagão, ou seja, para passar com o carrinho de comidas e bebidas para vender. Sinceramente, passamos melhor no trem do que em muitos outros lugares. Compramos um café da manhã continental: iogurte grego, um pão pequeno tipo bagel com geleia de morango e queijo cremoso, além de salada de frutas (maçã e uva) e café com creme (o canadense e americano, que se parece de longe com café com leite). Por 10 CAD (dólares canadenses) valeu.
Cabine do trem da companhia Via Rail-foto do blog viajenaviagem.com
Começamos a viagem. Primeira parada na cidade de St. Foy; segunda parada: Charny; terceira parada: Drummondville; quarta parada: Saint Yacinthe; quinta parada: St. Lambert e sexta: Montreal. Não existe trem direto Quebec-Toronto, ou vai por Montreal ou por Ottawa. Sem explicações pediram para sairmos do trem em Montreal, era para sairmos somente em Ottawa. Penso que tinha pouca gente em dois trens rumo a Ottawa, portanto resolveram economizar.
Montreal-Ottawa: primeira parada: Dorval Aeroporto Internacional. Depois dessa parada, serviram o almoço. Escolhemos sanduíches e suco de laranja. Segunda parada: Alexandria e logo depois chegamos a Ottawa. Descemos e ficamos esperando pelo trem até Toronto. A estação estava em reforma, não tinha muito o quê fazer: comer algo na lanchonete sem muitas opções ou caminhar para passar o tempo.
Saímos às 15.30 h com 10 min. de atraso. Passamos por quatro estações, não peguei os nomes, porque o cansaço estava batendo a porta. Chegamos às 20 h já jantados. Pedi um prato de legumes com bolachas e passas com meu refrigerante favorito naquele país: ginger ale. Quem conhece sabe que é feito de gengibre e parece de leve com o nosso guaraná.
Enfim, chegamos a Toronto bastante enfadados, foram oito horas de viagem. Foi mais uma experiência na minha vida. Apesar das longas horas, gostei.
O próximo artigo será o último sobre o Canadá. Aguardem…
Museu das Ursulinas na Velha Quebec com a estátua da Santa Marie de L`Incarnation-foto tirada por Mônica D. Furtado
Residência típica da Velha Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é 24 de outubro de 2017, terça-feira, último dia em Quebec. Vamos visitar o Museu das Ursulinas, ordem religiosa de ensino mais antiga do Canadá, na Velha Quebec. Localiza-se à rua Saint Louis, 34. Os jardins do convento datam de 400 anos e são abertos ao público no verão. É digno de nota dizer que a coleção de livros raros pode ser consultada sem pagamento.
Marie Guyart de L´Incarnation casou aos 17 anos, enviuvou aos 19 e quando o filho tinha 12 anos, ela o entregou à família e foi para o Convento em Tours-França. Seu sonho era vir para a Nova França em 1633 a fim de catequizar garotas nativas para os jesuítas. Morreu em Quebec em 1672. Foi canonizada pelo Papa Francisco em 2014.
Falemos no museu. Valeu cada centavo dos 10 CAD (dólares canadenses), afinal aprendi muito. A sala de bordados feitos entre 1600 e 1700 é impressionante. O talento das Ursulinas ficou conhecido ainda na virada do século XVIII. A principal bordadeira era Marie Lemaire des Anges (1641-1717). São freiras de claustro. Combinavam a vida na comunidade, oração e educação de jovens mulheres. Essas ficavam no internato e estudavam juntamente com quem queria ser freira.
O período de adaptação de postulante a noviça durava pouco tempo. Para se tornar noviça, existia uma cerimônia pública para a família e amigos e era chamada de “tomar o véu”. Elas entravam vestidas de noiva, cantando salmos e hinos. A cerimônia que vinha do século XVII era muito bonita. A Madre Superiora colocava o véu preto na cabeça de cada noviça e elas se tornavam Ursulinas com bênçãos. O véu simbolizava o divórcio do mundo e das vaidades. Para tomar os votos levava quase dois anos.
Profissão das Ursulinas: esposa de Cristo. Seguem as regras de Santo Agostinho: vida enclausurada com os votos solenes de pobreza, castidade e obediência.
As irmãs laicas, conhecidas como “minha tia”, eram como mães para as internas. Preparavam as refeições e cuidavam de várias áreas comuns, como refeitórios, dormitórios e salas de aula. As “ma tantes” ocupavam um lugar especial no coração das meninas.
Dentro do internato, as jovens viviam em silêncio até no refeitório; acordavam às 5.30 h; nunca ficavam sós; escreviam para as famílias de dois em dois meses como forma de aprender a arte da escrita. As cartas passavam pela Mistress-General (uma supervisora) para aprovação. As internas estudavam bordado, pintura, música (o piano era rei), desenho, escultura, canto etc. Também estudavam física, química, matemática de forma prática, conceitos úteis para usar em casa, astronomia, história, história natural, geografia, literatura clássica, retórica e filosofia. Além das línguas francesa, inglesa, espanhola e italiana. Uma educação herdada da tradição humanista desenvolvida na Europa. Todo esse estudo não era para torná-las intelectuais, pois a mulher ainda era destinada para o casamento e a família no séc. XIX.
Em 1968, o internato virou uma escola regular. Gostei imensamente de saber mais sobre a história do lugar.
Carlos em frente ao restaurante Aux Anciens Canadiens na Velha Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Saímos do museu a ponto de ir ao restaurante que já havíamos marcado anteriormente. Era para celebrar a última noite em Quebec. Aux Anciens Canadiens, situado à rua Donnacona, 12. Eis o nome do restaurante de culinária “québécois” bem procurado e frequentado, principalmente, por americanos. Vejam: o cardápio do almoço tinha um preço, o do jantar depois das 18 h era o dobro. Como para o almoço estava cheio, decidimos por um horário diferente: das 17 às 17.45. Que tal? 45 minutos para entrar e comer pelo preço de 19.95 CAD por pessoa (não esqueçam as duas taxas mais 15% do garçom…). Meu pedido foi: entrada-sopa; principal refeição-peito de frango com fricasse de legumes em cima de uma massa folhada; de sobremesa-sorvete de morango. O Carlos pediu pudim de pão de bordo (maple bread pudding). O que posso dizer? Estava bom, embora a sopa nem se compare com as nossas fortalezenses. Valeu a experiência.
Meu prato: torta de frango com fricasse de legumes sobre a massa folhada-foto tirada por Mônica D. Furtado
Prato do Carlos: torta de carne com legumes ao vapor-foto tirada por Mônica D. Furtado
Saímos de lá e fomos passear nos arredores da Velha Quebec, pra variar. O hotel Chateau Frontenac nos atraía todos os dias. Depois voltamos ao hotel para arrumar as malas.
No próximo artigo, escreverei sobre a viagem Quebec-Toronto de trem.
Símbolo dos 150 anos do Canadá como jardim encontrado no nosso passeio a pé por Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é segunda-feira, dia 23 de outubro de 2017. A ideia é passear pela cidade fora da muralha. Saímos do hotel e seguimos a rua St. Louis acima. A continuação dessa rua é a Grande Allée Est (Leste) e seguindo essa se chega à Grande Allée Ouest (Oeste).
Decoração do Halloween no Jardim Joana d´Arc-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Noiva Fantasma como decoração para o Halloween-Jardim Joana d´Arc-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Na Grande Allée Est descobrimos a aprazível Praça George V. Perto tem o Jardim Joana D´Arc, projetado em 1938 por um paisagista da cidade ao redor da estátua da heroína com seu cavalo. Vimos moradores e suas famílias o visitando. Muito interessante o que fizeram no local para o Halloween. São vários os estágios com estátuas da Viúva Negra ao fantasma preso, misturando fatos verídicos da história de Quebec com o dia das Bruxas. Tudo decorado e cada espaço aproveitado. Haveria uma festa lá no dia 31 de outubro. Como gostam da data. Próximo está o Parque dos Campos de Batalha. Como se vê, caminhando dá para conhecer muitos sítios importantes.
Decoração do Halloween no Jardim Joana d´Arc-Quebec-foto tirada por Mônica d. Furtado
Abóboras, cruz e tumbas no Jardim Joana d´Arc-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Achei fantásticos os banheiros públicos de Quebec. Existem em diversas partes da cidade e dão gosto. Também há bancos para sentar nas ruas, praças e parques. O turista cansado agradece.
Cenas de rua em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Residências em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Eu no nosso passeio por Quebec-foto tirada por Carlos Alencar
As Planícies de Abraão (ou o Parque dos Campos de Batalha) são um espaço que engloba muito da cidade. Andamos e localizamos a avenida Cartier no bairro Montcalm, como queríamos. Local esfuziante com lojas transadas. Descobrimos um shopping pequeno com restaurantes promissores, confeitaria com doces franceses (matei as saudades do creme brullée) e supermercado. Lá compramos salada e suco para o almoço e compramos figos. A avenida é viva e colorida, é atração turística. Visitamos uma mercearia chique (épicerie) com venda de geleia de champanhe, de vinho do Porto e azeites de oliva incríveis. No número 150 na mesma avenida existe uma loja a qual amei: Um Coin Du Monde, pois tem de tudo, são tantas pequenas coisinhas que impressionam. Comprei um romance por um preço razoável: 10.49 CAD com taxas. Por mim não saía de lá. Falei com a dona e elogiei a loja.
Frente do hotel Charles Alexandre em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hotel Charles Alexandre de lado-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Na Grande Allée Est (Leste) encontramos nosso jantar na lanchonete turca: kebabs deliciosos de frango com verduras para mim e de carne com verduras para o Carlos. Viva os kebabs, bem substanciosos e recheados. Encontramos um mimo nessa avenida no número 91: o Hôtel Relais Charles Alexandre (relais@oricom.ca). Da próxima vez, ficaremos lá, porque é charmoso e perto de uma região interessante e pra lá de movimentada. O gerente amável se chama Carl Power. Recomendo.
Loja em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Restaurante em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Residências em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Casa original em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Na Grande Allée Ouest (Oeste) vimos casas de pedras lindas e restaurantes estrangeiros: libanês e espanhol, além de cafés e cervejarias. Valeu o passeio. A gente conhece realmente uma cidade a pé.
Placa mostrando o casal Louis S-St. Laurent-importantes no passado da cidade de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Casa do casal-Maison Patrimoniale Louis S-St. Laurent- Heritage House-foto tirada por Mônica D. Furtado
No dia seguinte, 24 de outubro de 2017, nosso último dia em Quebec, começamos o dia comprando ao lado de onde estávamos um muffin enorme de banana para a sra. Shirley do hotel, pois ela foi muito atenciosa conosco. Ficamos pela Velha Quebec para conhecer os arredores e demos uma olhada no Museu das Ursulinas e na capela. A tumba da santa Marie de L´Incarnation (1599-1672), primeira Madre Superiora do Convento das Ursulinas na cidade e canonizada pelo Papa Francisco em 3 de abril de 2014, está lá na capela, ao lado do Monastério das Ursulinas. No próximo artigo conto mais sobre o museu, pois quando fomos não era horário de visitação.
Entramos na loja indiana Ziba Belezas do Oriente, completa e fenomenal. Também gostei da loja de departamento Twik/Simons com roupas e casacos lindos por preços acessíveis em alguns produtos. Ali perto tem loja que só vende azeite de oliva: Oliv e a Boutique Mary´s Popcorn Shop, ou seja, loja de pipocas coloridas. Bem diferente mesmo. Outra imperdível é a loja de balas, chocolates, maples etc, chamada C´est si Bon Confisserie, situada à rua St. Jean. O centro de dentro da muralha é bem diversificado e bom de conhecer. Há altos e baixos na cidade antiga, como caminhamos… Em Quebec tudo é feito para durar, por exemplo. As lojas estão nas famílias há gerações. Aprecio isso.
Espero estar conseguindo transmitir para vocês a cidade fantástica que é Quebec. Continuaremos com o Museu das Ursulinas em breve…
Muralha da Velha Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Nosso passeio no domingo-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é domingo, dia 22 de outubro de 2017. Decidimos visitar o Museu do Forte no centro da Velha Quebec. Só tínhamos nós e a apresentação foi em inglês, então pro Carlos ficou incompleto o entendimento, mas como era interativo, deu para captar algo. Estamos em um auditório com bancos e lá embaixo há uma maquete da geografia de Quebec. A apresentação estilo show com luzes mostrando as batalhas entre franceses e ingleses pela posse da Nova França com fatos históricos e datas encanta. Valeu os 8.50 CAD (dólares canadenses).
Bairro Petit Champlain-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Rua animada do Petit Champlain-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mapa do bairro Petit Champlain-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Após sair do museu, descemos as escadas ali perto e fomos ao charmoso bairro Petit Champlain. Ma-ra-vi-lho-so! É composto de pequenas ruelas, muitas lojas de tudo, algumas lindamente decoradas para o Halloween, galerias de arte, restaurantes variados, enfim um ambiente gostoso de se estar. O dia ensolarado ajudou. Algumas das primeiras casas da antiga colônia francesa, construídas centenas de anos atrás, ainda estão de pé.
Restaurante no Petit Champlain-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Loja no Petit Champlain-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Murais em um prédio no Petit Champlain-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Almoçamos no GIGI um combo: sopa de verduras, sanduíche de frango e queijo e café por 11.95 além das taxas. Como já disse antes, para almoçar não há muita criatividade, tudo se resume a pão. Porém, foi muito bom ver a família trabalhando unida.
Barquinhos decorativos no Porto de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
De lá continuamos a nossa caminhada e chegamos à beira do rio São Lourenço, à Promenade Samuel de Champlain onde passamos pelo Terminal de Passageiros de Cruzeiros. Trata-se de um calçadão bem cuidado e enorme. Quebec é um primor.
Mercado do Velho Porto-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mercado do Velho Porto por fora-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Descobrimos logo depois o Mercado do Velho Porto com muito a oferecer em termos de frutas, queijos, cervejas, chocolates, dentre outras iguarias. Há quiosque de tudo de mirtilo (blueberry): da geleia ao suco, outro de cramberry, uau! Amei! Muitas frutas da estação: maçã, uva e morango. Nunca comi tanta maçã como nesta viagem. A atmosfera do lugar delicia o nosso paladar e olfato. Vimos gente da terra e turistas fazendo as compras da semana. O Carlos comprou umas frutas pensando serem uvas, mas não eram, deveriam ser algumas frutas selvagens (berries). Saímos com o nosso jantar: quiche de cogumelos, suco de laranja e as berries. Foi um domingo aprazível.
Produtos de maple no Mercado do Velho Porto-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Mercado do Velho Porto por dentro-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Tenho uma para contar para vocês. Na viagem de ônibus de Montreal para Quebec, esqueci a minha almofada de gel, companheira de jornadas longas, no ônibus. Fui lembrar um dia depois. Aí começou minha peregrinação para encontrá-la. Até a sra. Shirley, atendente simpática e prestativa do hotel Maison du General, entrou na história. Resumo da ópera: ela ligou para a Gare du Palais várias vezes, nós fomos a pé lá, falamos com a moça da empresa e ela contou ao gerente e nada. Alguém ficou “de lembrança”. A sra. Shirley me disse que isso já acontecera com ela e que eu não tivesse esperança. Logo, a empresa Orléans não ganharia prêmio de honestidade. O incômodo maior foi perceber a falta de disposição da moça da Gare para achar. Para “não chorar o leite derramado”, assim que cheguei a Fortaleza comprei outra. Aconselho a almofada de gel.
O nosso double-decker em ação-Quebec-foto tirada por Carlos Alencar
Eu em frente a uma típica casa na Velha Quebec-foto tirada por Carlos Alencar
A estação de ônibus e trem Gare du Palais com o chafariz-Quebec-foto tirada por Carlos Alencar
Continuamos dentro do ônibus turístico double-decker passeando pela encantadora Quebec. Estamos em 21 de outubro de 2017. Passamos agora pelo Museu das Belas Artes, o mais antigo da cidade no parque dos Campos de Batalha. Trata-se de um ícone arquitetônico com tipos diferentes de vidro: transparentes, translúcidos e opacos. Mudam de cor de acordo com a luz natural. O Pavilhão Pierre Lassonde e as 33 mil obras do museu valem a visita.
O Carlos e eu em frente ao Museu de Belas Artes-Quebec-foto tirada por um turista
Planícies de Abraão ou Parque dos Campos de Batalha-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Rua bucólica com árvores de cores outonais-Quebec-foto tirada por Carlos Alencar
Vamos à excitante avenida Cartier. Eu amei! Tem de tudo: cafés, mercearias, pubs, restaurantes, em suma, uma festa. Estávamos no ônibus, mas depois voltamos para conhecê-la melhor. Ainda estivemos nas regiões do Quartier Montcalm e Quartier das Artes.
Árvore colorida em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Cores outonais em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Planícies de Abraão-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Parque dos Campos de Batalha-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Quebec vai de -20º C no inverno (dezembro a fevereiro aproximadamente) a 30º C no verão (junho a setembro). A neve alcança 380 cm no auge do clima invernal. Digno de nota mencionar que o clima não é mais o mesmo. Faz calor no outono e por aí vai. A mudança climática maior ocorre no outono e na primavera.
O sistema de saúde é público e pago pelas taxas (o ICMS deles). São dois planos de seguro hospitalar e de saúde pagos pelo estado. Em Quebec a partir de 1997 há um plano de seguro de medicamento para toda a população.
Na educação o francês é utilizado na Província de Quebec, diferentemente dos outros estados. São quatro níveis: pré-escola, primária, colegial e nível universitário.
O fundador de Quebec em 1608: Samuel de Champlain precisou de um protestante Pierre Dumont para ajudá-lo financeiramente no desenvolvimento da Nova França. Em 2007 ele ficou conhecido oficialmente como co-fundador.
O hockey é o esporte de inverno do país. O primeiro clube fechado no mundo para a sua prática foi criado em Quebec em 1852.
A Place d´ Youville é uma praça pública que até 1931 funcionava como mercado público, no inverno vira pista de patinação ao som de música e no verão recebe concertos no Palais (Palácio) Montcalm.
A ponte Saint-Jean, um dos locais turísticos mais renomados de Quebec, foi construída na Segunda Guerra Mundial e oferece um grande cenário da rua popular Saint Jean. É bem frequentada por habitantes e turistas devido a ser uma rua viva e alegre com bares, restaurantes, cafés transados e lojas.
O passeio no ônibus dá direito a um desconto de 15% no almoço no restaurante italiano Portofino na Velha Quebec. O fetuccine Alfredo valeu. Não aproveitamos o almoço naquele dia, fomos depois e aceitaram, por conta do comprovante.
Mais informações: o porto de Quebec, um dos mais antigos do mundo, é do séc. XIX; a ilha de Orléans aumenta o seu tamanho populacional no verão, por causa dos turistas e empregados sazonais; a 8 km do centro de Quebec se encontra um campo de esqui e para caminhadas; o teatro de Quebec possui sinfônica e concertos de artistas renomados; o parque Joana D´Arc com seus jardins britânicos tem olmos de mais de 100 anos; na Citadela (guarnição militar do 22º Regimento Real) a língua utilizada é a francesa, mas as leis são britânicas, devido a esse regimento que perpetua a tradição, a cidade é dita militar; o hotel Clarendon é o mais antigo da cidade ainda em funcionamento; antigamente as carruagens chegavam até o fim das casas na Velha Quebec; e finalmente na rua St. Louis as casas históricas foram construídas em 400 anos.
Passeio pela cidade de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Residências com seus jardins-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Ufa! Enfim, o passeio no ônibus acabou. Aprendi muito, por isso tive dicas mil para contar. Descemos na praça em frente à Agência de Turismo e fomos conhecer mais as lojas do centro histórico. A loja Roots com seus jeans, camisetas etc é marca famosa no Canadá e a loja do Papai Noel é um delírio, embora os preços sejam caros. Existem variadas lojas de lembrancinhas de viagem na Velha Quebec, são de endoidar. Felizmente, encontramos preços convidativos.
Na hora da fome à tardinha, resolvemos fazer um lanche de novo no Baguette & Chocolat (36Cote de La Fabrique), porque gostamos, mas qual não foi a nossa surpresa, quando depois de demorar com o nosso atendimento, ainda pediram que saíssemos e fôssemos comer ao relento em uma mesa e cadeiras do outro lado da rua. Nem eram 18 h e só havia nós e umas senhoras lá. Como eram parentes do dono, não foram expulsas como nós. Ficamos passados! Eu disse ao atendente que isso nunca aconteceria no Brasil. Ele pediu desculpas e disse ser ordem do patrão (nem estava lá). Sinceramente, perderam bons fregueses. Atravessamos a rua e ficamos em um frio daqueles, quase 6º C. Nunca nos alimentamos tão rápido…
Casa florida encontrada no nosso passeio por Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Residências na Velha Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Casas típicas da Velha Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
São as memórias das viagens que nos divertem agora, mas na hora. Urgh! Continuarei em breve…
Vista do Governor´s Promenade-Quebec vista de cima-foto tirada por Mônica D. Furtado
Vista do Governor´s Promenade-o rio São Lourenço-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Vista do Governor´s Promenade-do outro lado do rio a cidade de Lévis-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos no dia 21 de outubro de 2017 e continuamos dentro do ônibus turístico no city tour pela adorável Quebec. Iniciamos a jornada de hoje pelo rio São Lourenço. Antigamente o rio congelava no inverno, agora usam quebra-gelo. É importante para a economia do país. No carnaval ocorrem corridas de barcos entre Quebec e Lévis (cidade do outro lado do rio). Outro detalhe: por ser estreito é considerado um rio perigoso para manobrar, logo os práticos é que direcionam os navios que chegam. O dia está agradável com seus 12º C hoje. Nada melhor para um passeio.
A Muralha de Quebec foi construída pelos franceses na tentativa de impedir o avanço do exército britânico-canadense, a muralha resistiu, mas a cidade não. Trata-se da única cidade cercada por uma muralha autêntica na América do Norte. A sua fundação começou pela Cidade Baixa.
Estação de ônibus e trem Gare du Palais em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Interessante dizer que o cobre dos telhados com o tempo fica verde. Vimos isso na Gare du Palais (estação de ônibus e trem) e em outros prédios. Por sinal, a estação foi inspirada em castelos franceses. Os diferentes telhados contam a história da cidade. Os de latão estilo canadense são usados em construções religiosas. Antes utilizavam madeira e metal, atualmente latão, alumínio, chapas galvanizadas e cobres.
Que cidade fabulosa, limpa, romântica e aconchegante! Se pedir informações na rua, os transeuntes ajudam com boa vontade.
Segundo o audioguia, uma quantidade enorme de lagos com represas hidrelétricas produtoras de energia não poluente existem na região. Parte dessa energia é exportada para os Estados Unidos.
Maravilha encontrar um lugar no qual o índice de criminalidade é baixo e não há tantos congestionamentos. Isso é qualidade de vida. Cidade com espaços verdes e avenidas largas. Se eu morasse no Canadá, escolheria Quebec, sem dúvida.
A neve provoca desabamentos de telhados, então há escadas por fora dos prédios a fim de facilitar a sua remoção. No séc. XVIII incêndios eram comuns na cidade, depois mudaram e enrijeceram as leis para evitar isso.
O prédio mais alto da Velha Quebec tem 18 andares e se chama Honoré Mercier (foi um ministro do séc. XIX).
No Centro de Convenções da cidade, vem gente do mundo todo, logo é considerado fundamental para a economia. O governo de Quebec é o principal empregador da cidade. Saúde, educação, turismo, pesquisas em medicina e alta tecnologia são as principais fontes de renda.
Em 1763 a Nova França passou a ser controlada pelos ingleses. A Independência do Canadá garantiu os direitos linguísticos de Quebec em 1867. Ver in loco uma sociedade bilíngue é excitante. Tudo vem em duas línguas, da sinalização aos remédios.
A bandeira azul canadense de 1948 tem uma cruz branca a qual representa o papel da religião na sociedade francófona.
Pegamos uma manifestação de famílias contra o câncer pelo caminho. Achei bonito ver tanta gente envolvida pela saúde.
Ao lado do hotel Concorde existem casas em estilo vitoriano. Foram as primeiras construídas longe das calçadas com janelas salientes. Em relação a esse hotel, há um restaurante giratório no alto. Mencionando estilos arquitetônicos, o edifício do Parlamento tem estilo renascentista.
Vista do Governor´s Promenade mostrando o rio São Lourenço lá embaixo-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Impossível estar em Quebec e não ouvir falar nas Planícies de Abraão. É um parque verde gigante. Lá tem o Governor´s Promenade (uma longa passarela de madeira ligando as Planícies de Abraão ao Terraço Dufferin ao lado do Château Frontenac), construído em 1959/60. O nome do parque é em homenagem a Abraham Martin (1589-1664). No final do séc. XIX já havia clube de golfe naquela localidade com 14 buracos. Soldados, políticos e comerciantes jogavam. Há o Museu das Planícies de Abraão situado em um castelo medieval e guarda o arsenal de Quebec o qual pertence ao Departamento de Defesa. As planícies significam muito para os 409 anos da história da cidade, pois também são conhecidas como Parque dos Campos de Batalha. A cidade foi fundada em 3 de julho de 1608. Foi naquela paragem que os franceses liderados pelo Gal. Montcalm perderam para os britânicos cujo líder foi Gal. Wolfe no dia 13 de setembro em 1659. Na batalha em Battlefields Park, faleceram os dois generais e houve 600 mortos e feridos. O parque também foi aeroporto. Charles Lindembergh pousou ali para salvar um amigo que estava hospitalizado. Foi recebido com honraria no hotel Château Frontenac.
O famoso hotel Château Frontenac na Velha Quebec-foto tirada por Carlos Alencar
O hotel Château Frontenac e o coreto no calçadão-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
O hotel Château Frontenac e o canhão histórico-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos no dia 21 de outubro de 2017. Hoje vamos passear pelo ônibus turístico double–decker por Quebec o qual pegamos na praça em frente à Agência de Turismo bem pertinho do hotel mais fotografado do mundo: Château Frontenac. Já havíamos pago o combo no dia anterior: interior e double-decker.
Incrível que em todo lugar turístico tem um montão de mapas, folders etc até no ônibus turístico. A quantidade de asiáticos e americanos da terceira idade, principalmente, impressiona. Aqui se veem bem menos muçulmanos.
Estação de ônibus e trem de Quebec-Gare du Palais-foto tirada por Mônica D. Furtado
Chafariz em frente à Gare du Palais-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Prédio do governo ao lado da Gare du Palais-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Comecemos a nossa jornada do dia. Passamos pela Catedral de Notre Dame de Quebec; pela Prefeitura; vimos a Ponte Saint Jean (uma das entradas); o hospital francófono mais antigo da América do Norte; o prédio histórico da estação de ônibus e trem Gare du Palais, onde o chafariz em frente representa a força da maré; e a Cidade Baixa com murais pintados por artistas no Bulevar São Roque.
Sempre aprendemos muito com os guias desses ônibus, neste há, felizmente, o audioguide, o que significa que podemos escutar em português. Alta tecnologia e videogames são áreas novas que trouxeram muito desenvolvimento para a região. Em Quebec tudo é escrito em francês, mas as pessoas falam inglês. 95% são falantes nativos de francês. Gostaria de dizer que o francês deles é diferente do da França, segundo me disseram professores da língua (bem que isso é natural).
A igreja de São Roque foi construída durante a Primeira Guerra Mundial. Diz a lenda que um cachorro trouxe comida para o santo quando estava doente, logo os cães recebem a bênção anualmente em junho. As lojas dessa área perderam muito para os shopping centers. Por isso, os comerciantes resolveram agir para salvar o entorno, daí surgiu um programa de revitalização de 300 milhões de dólares canadenses. Muitos jovens se mudaram para lá.
O Vale do rio São Carlos tem a extensão 32 km, oferece água potável a Quebec. Os primeiros colonos lá chegados a chamaram de Rio da Santa Cruz.
A grande Quebec tem 750 mil habitantes e o estado dito província tem oito milhões. O inverno não afeta a qualidade de vida dos habitantes. Considerada uma das áreas mais seguras do Canadá, apresenta à população um ambiente saudável, com boa qualidade de ar e muitos espaços verdes.
Jacques Cartier, o descobridor do Canadá em 1535, pensava ter chegado às Índias, por isso chamou de índios os locais. Muitas trocas comerciais eram feitas entre franceses e indígenas. Muitos companheiros de Cartier morreram de escorbuto (falta de vitamina C) e por conta do inverno rigoroso. A colonização em si somente ocorreu 30 anos depois, quando o Rei Sol (Luís XIV) mandou para a Nova França 800 mulheres de 15 a 30 anos para casar. Eram pobres ou órfãs e receberam dotes para compras de terra. Ficaram para a história como “as filhas do Rei”.
Foi Samuel Champlain que em 1608 fundou a cidade de Quebec, mais especificamente, na Place Royale (Praça Real). É reconhecida como o berço da civilização francesa na América do Norte. Atualmente a região recebe mais de quatro milhões de turistas de mais de 75 países diferentes. Nós encontramos poucos brasileiros.
Rua na Velha Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Modelo de casas na Velha Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Casa típica da Velha Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Um dos museus mais populares de Quebec é o da Civilização – Ciências Humanas e Sociais, com exposições interativas. A Velha Quebec foi nomeada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade (World Heritage Site) em 1985.
A Grã-Bretanha se voltou à colônia americana ao precisar de madeira para a construção de navios e casas, uma vez que à época de Napoleão havia um embargo.
O transatlântico Norwegian Jade estava no porto. Dali se deslocam milhares de turistas estrangeiros para passeios rápidos pela cidade. Chama atenção a quantidade. Quebec é um destino popular de cruzeiros vindos dos Estados Unidos (Boston e Nova York) e Europa.
Onde hoje é a rua Champlain, antigamente para aquele sítio vieram muitos irlandeses, por causa da fome ocorrida naquele país na primeira metade do séc. XIX. Uma quantidade enorme deles pereceu na viagem de navio e outros no período de quarentena no próprio Canadá.
Basílica de St. Anne de Beaupré-Província de Quebec-foto tirad apor Mônica D. Furtado
Basílica de St. Anne de Beaupré de lado-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Foto original da Basílica de St. Anne de Beaupré-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos em 20 de outubro de 2017 e continuamos no ônibus viajando pelos arredores de Quebec. Da Ilha de Orléans vamos à cidadezinha de St. Anne de Beaupré. Trata-se de uma das atrações do Canadá relacionadas à fé. 30 anos atrás também estive lá a conhecer a Basílica de St. Anne de Beaupré. Seus campanários gêmeos são dos anos 1920 e ali próximo há toda uma infraestrutura para receber os visitantes: hotéis, lojas de conveniência e o Auberge de la Basilique, isto é, um albergue parecido com uma capela e que tem um restaurante self-service. Desde meados dos anos 1600, a então vila tem sido um importante local cristão de peregrinação, principalmente, em fim de julho, quando milhares de pessoas ocupam todos os espaços abertos.
Estátua de St. Anne com a Basílica atrás-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estátua de Santa Ana-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
A Basílica de St. Anne de Beaupré é grandiosa, cabem oito mil pessoas dentro. O impressionante conjunto de ladrilhos, os vitrais e os deslumbrantes mosaicos do teto contam a vida de Santa Ana. Suas portas são de cobre trabalhado, uma verdadeira relíquia. Ela é a padroeira dos marinheiros, diga-se de passagem. Interessante mencionar que a basílica lembra a nossa Catedral de Fortaleza-Ceará. Depois fomos à loja da mesma forma monumental. Turistas ficam delirando com tanta fartura de medalhas, santos, rosários etc.
Porta de cobre trabalhado da Basílica de St. Anne de Beaupré-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Deixamos de visitar o Cyclorama of Jerusalem ali perto no qual expõe uma pintura de 110 m de Jerusalém no dia da crucificação de Cristo. Paga para entrar.
Arredores da Basílica de St. Anne de Beaupré-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Árvores com cores outonais nos arredores da Basílica de St. Anne de Beaupré-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
Lindos arredores da Basílica de St. Anne de Beaupré-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
O interior de Quebec é lindo! Só casas de madeira na sua maioria. A cidade é adorável, como todas as outras que vi. Limpa, colorida, alegre, dá gosto estar naquela paragem. Os primeiros colonizadores chegaram pelos idos de 1600. As casas mais antigas são mostradas pelo guia/motorista. Isso me fez recordar do nosso passeio na linda cidade de Pomerode em Santa Catarina em maio desde ano, logicamente, com estilos de casas bem diferentes.
Padaria Chez Marie em St-Anne-de-Beaupré-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado
De lá fomos a uma padaria chamada Chez Marie e por 1.75 CAD degustamos um pão com a tão canadense manteiga de maple (plátano em português). O mel é suave e a manteiga é deliciosa.
Voltamos à tardinha e já era hora do jantar. Sempre ao entardecer esfria e à noite no outono desce para 0º C, logo para fugir do frio intenso, tratamos de procurar um local para comer a fim de retornar ao hotel. Encontramos no centro da Velha Quebec o Baguette & Chocolat, situado à rua Cote de La Fabrique, 36. Estava apetitosa a salada de cuscuz marroquino com empanadas argentinas.