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Diários do Canadá: Montreal 2

Diários do Canadá: Montreal 2

Estamos em 16 de outubro de 2017. Hoje é dia de passeio de ônibus turístico double-decker. O valor é 55 CAD (dólares canadenses) com taxas incluídas. Compramos na Agência de Turismo da rua Peel, perto do Hotel Y. A gente vê muitos esquilos pelas praças, parques e terrenos no país. Faz muito frio hoje, por isso ficamos embaixo no ônibus, não dá pra aguentar lá em cima. Demos a volta completa em duas horas.

Comecemos a aventura do dia.  O guia é bem falante, como todos os outros. Fala em inglês e francês, não há audioguias para outras línguas. Montreal tem quatro basílicas, uma delas é a Catedral Marie-Reine-du-Monde, réplica da Basílica de São Pedro em Roma. O sistema de saúde do Canadá é pago pelas taxas que pagamos em tudo, acho justo para eles. Não é que até sobre isso se fala em um double-decker? 90% dos habitantes de Montreal são católicos.

Vamos a mais aprendizados. Todo guia fala no pub (bar estilo inglês) Sir Winston Churchill na rua Crescent, 1459. Deve ser bem movimentado à noite, pois dá desconto para estudantes. Chinatown no centro é bom para comer. Chegamos à Montreal Antiga. Foram 25 anos usados para construir a parte interna da Basílica de Notre Dame, o qual foi por 50 anos a maior de Montreal. Ainda é a mais bonita. Vimos o Velho Porto; o guia fala até nas 65 mil pessoas/ano que estiveram na emergência do hospital por onde passamos; o lindo Hôtel de Ville, ou seja, a Prefeitura construída entre 1872 e 1878; o Museu Château Ramezay de 1705, a casa do primeiro governador de Montreal Claude Ramezay; a Praça Jacques Cartier, parecida com Montmartre em Paris, na qual pessoas vendem quadros, pinturas e desenhos, além de haver muitos restaurantes; no Canadá usam o Código Napoleônico; a boulevard St-Laurent divide Montreal entre o oeste (inglês) e o leste (francês).

Repetimos de certa forma o que já havíamos feito em “Montreal 1”, mas com outras dicas. A cidade tem 373 anos. Passamos pela atraente rua St. Paul e por um prédio de 1967, construído experimentalmente para a Exposição Universal à beira do rio St. Lawrence, com 374 módulos de concreto. Há 150 famílias morando lá. Vimos as costas do prédio, o que é bem estranho mesmo, mas de frente para o rio é espetacular (consultei na internet). Lugar procurado e caro. O arquiteto foi Moshe Safdie, israelense/canadense que chamou o prédio de Habitat 67.  Faz parte da paisagem. No elegante hotel St. Paul se hospedam os Rolling Stones. No restaurante Brit & Chips, o fish & chips (comida inglesa de peixe a milanês com batatas fritas) sai em conta. O canadense gosta e muito. É o seu lado inglês. Por sinal, trata-se de um prato delicioso, mas não para ser comido sempre, pois o nosso colesterol vai para as alturas…

O prédio da Bolsa de Montreal é todo preto. O Palais de Congrés (Centro de Convenções) é internacional e muito bem utilizado diariamente, por cobrarem mais barato que em outros países e o prédio é colorido e vivo. 70% da população da cidade são bilíngues. Montreal é uma ilha, são 18 pontes fazendo a ligação. Existem 14 outras cidades na ilha. Em 1785 a família Molson criou a primeira cervejaria, já estão na oitava geração.

Em 2005 ocorreu na Prefeitura o primeiro casamento gay em Montreal. O guia sabe disso, porque estava casando pela segunda vez no mesmo dia. Quanto ao clima, não vale a pena ir lá em abril e maio: muita chuva; em setembro: o calor é grande; e em outubro: os dias são mais frios, mas há a troca de cores nas árvores. Só isso já é um espetáculo da natureza.

Continuarei em breve…

Diários do Canadá: Montreal 1

Diários do Canadá: Montreal 1

Hoje é sábado, dia 14 de outubro de 2017. Chegamos à estação de ônibus Gare d´Autocars de Montreal 2 horas e meia depois de termos saído de Ottawa. O ônibus da Greyhound tinha mesinha e lixinho ao lado do banco. O canadense gosta de limpeza e recicla tudo.

Pegamos o táxi e fomos para o hotel, também escolhido pela Booking.com. O Hotel Y foi uma excelente escolha, apesar de não servir café da manhã. O taxista se enrolou com esse nome, mas depois entendemos que na verdade faz parte da cadeia YWCA (Young Women´s Christian Association), ou seja, Associação das Moças Cristãs. Para nossa grata surpresa, a recepcionista  Sabrina era gaúcha e foi bem atenciosa conosco.

Aos poucos, fomos captando quão bem localizado era o hotel, perto de ruas importantes como a Santa Catarina e esquina com a Crescent. Digamos que estávamos perto dos “points”: bares, restaurantes e atrações. Montreal é uma cidade dinâmica, jovial, repletas de atrações e eventos. Fenomenal!

Vamos começar o passeio. Com fome, decidimos encontrar um local para comer e nos deparamos com a 3 Brasseurs, um restaurante/choperia para lá de animado. Pedimos truta e house salad, uma saladinha básica. Tiramos a barriga da miséria com o peixe e a salada, embora o arroz estivesse empapado (arroz não é comum por aquelas paragens…). Mas valeu! Tenho que avisar que na Província de Quebec, pagam-se duas taxas em cima do pedido no restaurante, uma é do governo e a outra da prefeitura, além dos 15 % do garçom. Pensem como fica cara uma refeição e leva tempo para se acostumar com isso.

Falemos no hotel. O endereço é 1355, Boulevard René-Lévesque Ouest (“oeste” em francês). O quarto é enorme com cafeteira (como o de Ottawa) no 7º andar. No 6º tem cozinha, lavanderia e máquina de lanches (snacks). A máquina de lavar e secar nos salvou! As nossas roupas já estavam precisando de água, pois só lembrando que o peso da mala agora é de no máximo 23 k. Por 3 CAD (dólares canadenses) usamos as máquinas e por 2.30 CAD compramos o sabão em pó na recepção com o simpático atendente indiano. No térreo junto à recepção, há um café bem lindo e completo para tomarmos o café da manhã pagando. É um prédio de sete andares, hotel somente no 6 º e 7 º, nos outros são oferecidos cursos para mulheres, além de ter creche e aula de yoga. Trata-se de um hotel socialmente engajado. Tem três estações de metrô nas cercanias: Peel, Guy-Concordia e Lucien L´Allier.

Como a temperatura era muito gelada à noite, a gente se recolhia às 18 h. Logo, não posso falar sobre a noite de Montreal. Mas sobre o dia, posso.

Domingo, dia 15 de outubro de 2017. Tivemos um bom desjejum no café mencionado. Pegamos o metrô ali perto (estação Lucien-L´Allier) até a Place d´Arms, onde fica a Montreal Antiga. Descemos e caminhamos até a famosa Basílica de Notre Dame. É lindíssima. Quantas vezes formos lá, toda vez iremos visitá-la. Construída em 1829, tem seu interior de madeira entalhada, pinturas, esculturas de talha dourada e janelas de vitral. É única.

Depois fomos almoçar no restaurante Le Fripon na Praça Jacques Cartier. O almoço foi pizza vegetariana e o café no Canadá é “chafé”, sendo servido o tempo todo com creme ou não. Outro detalhe: a água se toma da torneira, é considerada saudável por ter acréscimo de cálcio. Após comermos, fomos caminhando com calma a fim de valorizar cada minuto na parte antiga. Conhecemos o Hôtel de Ville, isto é, a Prefeitura. Diria que é um prédio que chama a atenção e convida a sentar em um dos bancos para admirá-lo.

O prédio histórico impressionante British Empire Building (Edifício do Império Britânico) é um café e estava lotado, só olhamos fascinados. Na Montreal Antiga estamos em Paris. Andamos pela La Promenade Fleuve-Montagne (um passeio público de 3.8 km para pedestres), vimos o Porto Velho de Montreal (Vieux Port), o Pier Jacques Cartier (há outros) e o rio São Lourenço. De lá rumamos ao Marché Bonsecours, um mercado imperdível com lojas embaixo e restaurantes em cima. São lojas de bijuterias finas, roupas, meias, artesanato etc. Lá nos solidarizamos com uma venezuelana, dona de uma das lojas de “endoidar turista”, com preços em conta, sobre a situação política instável e difícil no país vizinho.

Voltamos cedo ao hotel de metrô, muito fácil. O Carlos saiu para comprar nosso jantar no supermercado Provigo Le Marché, excelente, que foi descoberto nos arredores de onde estávamos. Ficamos frequentadores assíduos desses estabelecimentos no Canadá.

Continuaremos em breve…

 

 

 

 

Diários do Canadá: Ottawa 5

Diários do Canadá: Ottawa 5

Hoje ainda é sexta, 13 de outubro de 2017. Saímos do Museu Canadense de História e fomos caminhando até o Parque Jacques-Cartier em Gatineau na Província de Quebec. No hotel, já nos avisaram que não poderíamos perder a exposição Mosai Canada 150 Gatineau 2017. Entramos e fomos bem recebidos por funcionárias simpáticas. Achei que eram voluntárias pela idade e disposição de agradar. Pegamos o folder, escrito em inglês e francês, e fomos de obra em obra, ou seja, estrutura de planta em estrutura de planta.

A exibição mostra símbolos caros ao Canadá, como o Canadá 150: um símbolo forte; a Polícia Montada e seu cavalo; o urso polar; o cavalo canadense, o piano de Glenn Gould etc. Os jardins são de extasiar. A principal atração é a Mãe Terra. Emocionante.

De lá voltamos ao Museu de História a fim de pegar transporte fluvial para Ottawa (atrás do museu é a parada). Muito interessante o Acqua Taxi por 6 CAD (dólares canadenses). É bem rapidinho e há um fone na parada com o intuito de comunicação com o responsável. Chegamos e subimos pelo Canal Rideau ao lado do hotel Fairmont. Andamos até o Byward Market e comemos no mesmo restaurante italiano, cuja dona é de El Salvador, ao som de música hispânica. Amei o mercado. Lá passamos bem e por um preço justo.

No dia seguinte (14 de outubro), ao partirmos do hotel EconoLodge, recebemos os 200 CAD de volta. Se eu tivesse dado o número do cartão de crédito, não teria dado o dinheiro. Paguei 30 centavos que faltavam e fomos embora de Ottawa. A explicação do caução é pra rir e chorar. Cobram esse dinheiro na hora da hospedagem, porque uma família de hóspedes certa vez roubou a televisão do quarto. Pode?

Tomamos o táxi e lá na estação de ônibus Central Station, administrada pela companhia Greyhound e outras, houve revista de mala de mão e da gente (só vi isso lá). Será porque é a capital do país?

As pessoas são calorosas, sempre informam e ajudam. O Carlos e eu saímos encantados. Falando no clima: durante o dia era um frio aguentável, mas à noite já estava 7˚C ou menos. Nada mais diferente para quem mora em Fortaleza-Ceará.

Outra informação digna de nota: Ottawa não tem edifícios altos, porque não se pode construir mais alto que as torres do Parlamento. Portanto, terão uma cidade sempre agradável com prédios de poucos andares e muitas casas. Nada melhor!

2 h e meia de viagem depois, chegamos a Montreal. Em breve, mais aventuras…

 

Diários do Canadá: Ottawa 4

Diários do Canadá: Ottawa 4

Estamos em 13 de outubro de 2017. Como ainda tínhamos uma hora de crédito com o ônibus turístico double-decker da Grayline, acordamos com a intenção de aproveitar a carona até o Museu de História (Museum of History). Pegamos o ônibus na parada 1: rua Elgin com Sparks e lá fomos nós.

Para começar, as companhias de double-decker Grayline e Lady Dive estavam trabalhando juntas, talvez por ser outono. Passamos pelo rio Ottawa o qual divide Ottawa (lado inglês) e Gatineau (lado francês), onde fica o museu a ser visitado.

Desenhado pelo arquiteto Métis (povo aborígene do Canadá) Douglas Cardinal, o Museu Canadense de História é o mais visitado no país. Eu diria que é imperdível! O exterior do prédio, feito de pedra, foi esculpido em ondas, como uma delicada marola, para honrar a crença indígena de que o mal vive nos cantos angulares.

Mostra o Canadá em toda a sua existência, iniciando com a fase pré-histórica: dos indígenas. Os sítios arqueológicos, os chefes indígenas, as cerimônias, os guerreiros, as peças encontradas, os barcos, as roupas etc. São impressionantes. Mais: a pesca, a tecelagem, a colheita, as máscaras de animais usadas, muitas vezes, assustadoras, totens aos montões. No séc. 19, as comunidades indígenas começaram a se desintegrar com a colonização do país, mas as comunidades da Costa Noroeste ainda hoje preservam a sua cultura na Columbia Britânica.

Detalhe: tudo escrito no museu é em inglês e francês. Há o setor de coleção de selos: The Canadian Stamp Collection; a exposição de carruagens nos idos de 1800 para transporte, neve, brincadeiras, dentre outros. Interessante que a cada uma, escuta-se o som dos cavalos. Tem a parte exclusiva para crianças e exposições, eventos e filmes em Imax o ano todo.

Das origens do Canadá até 1763, a Galeria 1 apresenta interatividade, além do museu em si. Mostram aborígenes; animais empalhados enormes como bisões, um caribu; peixes; os povos indígenas Algonquin e Inuit; vilas com iglus, dentre tantas outras maravilhas.

Aprende-se muito. 7500 anos atrás já plantavam milho na América Central. 500 anos atrás os europeus espalhavam o milho pelo mundo. Trata-se da plantação mais valiosa do país hoje. De Toronto para Ottawa são várias. Da tortilha à pasta de dente, o milho é fundamental.

Os europeus chegaram ao Canadá 1000 anos atrás, os vikings também estiveram lá, mas não ficaram pelo fato de serem violentos. Há explicações faladas em várias partes das galerias e são dadas por “mestres”, indígenas ou não.

Entre 1600 e 1700 os franceses chegaram e se adaptaram. Viraram “Canadenses” e “Acadianos”. O Rei Sol (Luís XIV) foi o rei francês que mais deu apoio e encorajou a Nova França (a província do que é hoje Quebec). Em 1663, se transformou em uma Colônia Real. Em 1763, os britânicos dominaram a Nova França. A Acadia virou a Nova Scotia. Até 1714, 2.500 franceses chamavam-na de casa, até que chegaram os britânicos entre 1600 e 1700. Com a Guerra dos Sete Anos, os britânicos venceram e deportaram 10.000 Acadianos para a França, além de queimarem as casas deles.

A Galeria 2 mostra o Canadá Colonial de 1763 a 1914. O país se torna uma nação dentro do Império Britânico. Até 1840, os católicos não podiam votar nas assembleias de New Brunswick, Nova Scotia e Ilha Prince Edward. O governo britânico não respeitou tratados feitos com os índios e os deixaram passando fome. Pobres índios! Morreram de fome e doenças trazidas pelos brancos. A Estrada de Ferro é de 1885, funciona muito bem desde sempre.

Almocei na cafeteria salada e vanillha pudding (cremogema). Não havia muitas opções tentadoras. Após, continuamos a caminhada. Aliás, como se exercita em um museu.

Fomos para a Galeria 3: o Canadá Moderno de 1914 até hoje. Passamos pelas Duas Guerras Mundiais, pelos heróis nacionais, a mudança no pós-guerra, a crise de 29 etc. Aí temos o herói nacional Terry Fox de novo (ver Toronto 1) e a aliança e amizade com o vizinho: EUA.

O Canadá cometeu genocídio cultural contra as populações indígenas por meio de políticas, como escolas residenciais, que foram criadas para apagar a linguagem e cultura das nações pré-existentes. Quem disse isso foi Beverley McLachlin, Chefe de Justiça da Suprema Corte do Canadá em 2015.

Hoje em 2017 são celebrados os 150 anos do Canadá como nação. Para finalizar o museu, falarei dos dois referendos para saber se o povo da Província de Quebec queria a separação do país. Aconteceram em 1968 e 1995. Este último teve como apoiadores os políticos: do SIM o ex – Primeiro – Ministro René Levesque e do NÃO Pierre Trudeau (então Primeiro – Ministro). Deu como resultado 49% SIM e 51% NÃO.

Bom saber que a nossa música de qualidade viaja pelo mundo. Em alguns museus, escutei Bossa Nova e fiquei radiante.

Ottawa está quase no fim.   Em breve, o último. Continuaremos com Montreal.

Diários do Canadá: Ottawa 3

Diários do Canadá: Ottawa 3

Estamos ainda no dia 12 de outubro de 2017. Chegamos ao museu escolhido para ser o primeiro: Galeria Nacional do Canadá (National Gallery of Canada), um dos sete museus nacionais do país. O arquiteto israelense-canadense responsável foi Moshe Safdie.

Como adentramos na hora do almoço, decidimos ir logo para a cafeteria e lá nos surpreendemos: era um restaurante com opções saudáveis de comida. Escolhi uma salada de espinafre e morango, e iogurte com granola. Detalhe: para quem gosta de se alimentar bem, o Canadá não oferece tantas variedades de comida do jeito que gosto.

Vamos ao museu. Começamos com a estátua gigante de uma aranha na frente. Representa a maternidade. Para quem observar melhor, verá uma parte dela carregando ovinhos. Chamada Maman (1999), é de autoria de Louise Bourgeois. O museu é fabuloso com sua apresentação de arte canadense, clássica e contemporânea, incluindo arte Inuit (um dos três povos aborígenes do Canadá).

No primeiro andar: arte indígena e canadense; no segundo andar: europeia e americana. Quanto à arte canadense, aprendi sobre o Grupo dos Sete cuja primeira exibição foi em maio de 1920 com quatro canadenses e três britânicos. Um dos líderes do grupo foi Lawren S. Harris (1885-1970). Este pintor mostrava o lado espiritual nos seus quadros. O grupo citado pintava quadros fortes, vivos, com cores expressivas. Eu amei! Mostraram o Canadá para o mundo, sua natureza, temas sociais, políticos e espirituais. Outros pintores foram F.H. Farley, James Wilson Morrice, Alfred Howell etc. Um quadro marcante foi “The Drive” de Lawren S. Harris sobre uma paisagem com neve. Simplesmente belo!

O primeiro impressionista canadense foi W. Blair Bruce (1859-1906); no segundo andar nos deparamos com Jan Weenik e Jacob van Ruisdael da Escola Holandesa do séc. 17; com Canaletto, Francesco Guardi e Bernardo Belloto da Escola Italiana do séc. 18; Camille Pissarro e Claude Monet do séc. 20 da Escola Francesa, além de Picasso e Chagall, dentre muitos outros.

Ter aulas de cultura não tem preço. Considerei o museu espetacular. E ainda oferece uma loja tentadora e uma capela construída em 1888. A Capela Rideau é estilo Tudor com música ambiente: canto gregoriano. É um oásis de paz. Interessante acrescentar que a Rideau Street Convent Chapel foi salva da demolição e restaurada, peça por peça, dentro do prédio principal da Galeria Nacional. O canadense valoriza sua história.

Em frente à Galeria Nacional está a Basílica-Catedral de Notre Dame, que com suas torres de latão, é a mais antiga de Ottawa e sede do arcebispado católico da cidade. 1841 foi ano da construção da catedral como está hoje. Lindo demais o seu interior.

Acabamos o passeio às 16 h e voltamos ao double-decker para a finalização do percurso. Vimos novamente o Byward Market; o Centro de Convenções; a Universidade de Ottawa, a mais antiga bilíngue (inglês e francês) do país; o Canal Rideau, considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, o mais antigo da América sem o qual não existiria a Capital do Canadá; o Parque Lansdowne de exposições e festivais, como o de tulipas, que ocorre anualmente em maio, além de ter casas e prédios lindos ao redor; o lago artificial Dows Lake; a Fazenda Experimental com o Jardim Botânico, a Pequena Itália (Little Italy); Chinatown, e finalmente descemos na parada 1: Elgin Street & Sparks.  Deu para se encantar mais ainda com a cidade.

A respeito do Canal Rideau, gostaria de mencionar ser a atração externa mais famosa da capital e também o rinque de patinação maior do mundo: são 7.8 km de gelo cortado, ou seja, o equivalente a aproximadamente noventa rinques de hóqueis olímpicos. Isso no inverno, nem vimos tal espetáculo no outono.

Descobrimos na rua Albert a Olly´s Fresco, loja maravilhosa de opções saudáveis. Que bom! Sempre falo em comida, porque a culinária de um lugar também é cultura. Lá se come muito fast food engordativo. Para se alimentar bem, só cozinhando em casa ou procurando muito. Frequentamos muitos supermercados e feiras. Pela primeira vez em uma viagem, emagreci. Comi muita salada com folhas, iogurtes, kebabs (sanduíches turcos) e frutas da estação, como uvas, morangos, bananas, framboesas, mirtilos, amoras, maçãs etc. Todas de sabor inigualável. A comida italiana sempre salva a gente. E caminhávamos de 2 a 6 km por dia. Foi um “spa” e tanto…  Restaurante é caro, porque se paga o valor da alimentação, além da taxa para o governo e 15% para o garçom. Lá ainda não descobriram o nosso self-service brasileiro do dia a dia…

Umas curiosidades para contar: Ottawa foi escolhida como capital pela Rainha Vitória; seu nome na linguagem indígena Algonquin significa “to trade” ou “business”, ou seja, “negociar” ou “negócio”. Os indígenas canadenses eram bons nisso. A casa do Primeiro – Ministro foi escolhida como oficial em 1950, antes cada um morava na sua própria residência. Nela foram plantadas muitas árvores por Pierre Trudeau (pai do atual Primeiro – Ministro) a fim de ter mais privacidade. Fica ao lado da Embaixada da França.

O país todo é repleto de esquilos nos parques, uma lindeza. Em Ottawa, também se veem gansos.

A novidade épica de Ottawa, como diz a minha ex-aluna da Casa de Cultura Britânica da Universidade Federal do Ceará Karinny (de muitos anos atrás), casada com outro ex-aluno meu, Vladimir Cezar, foi tê-los encontrado no restaurante transado, alegre e jovem chamado Milestone´s (ao lado do hotel Fairmont Château Laurier, o mais chique da cidade), também na rua Rideau, a mesma do nosso hotel. Marcaram para nos ver e trouxeram o filho Victor, nascido canadense. Já vivem como cidadãos do país há 15 anos. Foi um prazer inenarrável encontrá-los, bater um bom papo brasileiro e comer um sanduíche gostoso de frango, queijo, salada e bacon.

Nós com Vladimir e Karinny em Ottawa
O Carlos e eu no nosso encontro épico com a Karinny e o Vladimir no Milestone´s.

Continuarei com Ottawa em breve…

 

 

 

Diários do Canadá: Ottawa 2

Diários do Canadá: Ottawa 2

 

Hoje é dia 12 de outubro de 2017. Será nosso primeiro dia completo em Ottawa, a capital do Canadá. A cidade é linda! Bem menor que Toronto, ainda sem grandes problemas de tráfego, com muitos prédios baixos e casas. Ottawa aconchega e aí nos apaixonamos. 30 anos atrás, quando fui ao país pela primeira vez, já havia ficado encantada. E olha que naquela época ficava em albergue da juventude com outras condições financeiras, mas sempre me divertia e passeava muito.

 

Vamos à vida de turistas. Êta coisa boa! Bem, chegamos à parada 1 do ônibus vermelho de dois andares, o nosso conhecido double-decker: ruas Sparks & Elgin com Wellington & Elgin (a rua Wellington é continuação da Rideau). Ali está o quiosque principal e a bilheteria. Pedimos um combo, ou seja, um dia de passeio com o museu: National Gallery of Canada (Galeria Nacional do Canadá). Foram 50 CAD (dólares canadenses) com a taxa.

Entramos no ônibus da Grayline para um hop-on-hop-off City Tour, isto é, desce em qualquer parada turística e sobe em outro ônibus, mas onde desceu, isso das 10 h às 16 h, pois é outono. Penso ser este percurso obrigatório, é a melhor maneira de ter uma ideia geral da cidade. Depois se escolhe onde quer parar e ficar. Como pegamos o ônibus às 11 h da manhã, ficamos com uma hora extra para o dia seguinte.

Na primeira parada, já vemos a praça com estátuas dos soldados que lutaram na Primeira Grande Guerra. Lá há trocas de guardas a cada hora, uma solenidade oficial bonita com a marcha de três oficiais e na frente um escocês tocando a gaita de fole. Achei tocante o quanto o canadense homenageia os seus soldados de todas as guerras pelo país todo.

Falemos no double-decker. Somente duas línguas são pronunciadas: inglês e francês. Quem não sabe nenhuma, só olha a paisagem. Há um motorista e um guia que fala rápido demais e muito. Ufa!  Ele dá muitas informações até sobre o sistema de saúde e política. Foi um esforço entender e percebi que não gostam de ser interrompidos, logo todos os turistas devem ficar calados entre si. Não é difícil isso?

 

Vou mencionar o aprendido. Passamos pelos prédios do Parlamento (Parliament Hill), de uma beleza notável (eu incluiria o de Budapeste na Hungria aí), só no verão se visita o gabinete do Primeiro – Ministro; o Banco do Canadá cujo museu foi aberto em julho deste ano; a Suprema Corte do Canadá (Supreme Court of Canada), quando a bandeira do país está hasteada, os ministros estão em sessão; a Biblioteca e o Arquivo Nacional (Library and Archives Canada), sendo a memória coletiva do país em termos de documentos escritos, fotografias, gravações de músicas etc; o Museu Canadense da Guerra (Canadian War Museum), no qual mostra o aparato militar de guerra e foi desenhado como se fosse um bunker e o novo monumento em homenagem aos que pereceram no Holocausto: o National Holocaust Monument.

 

Ottawa tem avenidas largas, é bem cuidada e suas pontes sobre o rio Ottawa mostram muito do seu charme. Continuando com as observações… Passamos pelo Museu Canadense de História (Canadian Museum of History), o mais visitado dos museus com um milhão de visitantes por ano, além de famoso pela sua arquitetura; o parque Jacques-Cartier, onde acontecem eventos importantes para milhares de pessoas, como o Dia do Canadá em julho, localizado em outro município no estado vizinho (Gatineau-Quebec); a  Embaixada da Arábia Saudita, a segunda mais cara de Ottawa; o Conselho Nacional de Investigação (National Research Council); a Prefeitura  de Ottawa; a Embaixada da França e da África do Sul; o parque Rideau Hall, com casas fofas de tijolos a vista perto; a casa do Primeiro – Ministro, que está sendo reformada, logo o Justin Trudeau está com a família em outro endereço atualmente; e a alameda Sir George-Étienne Cartier Parkway, onde estão situadas as casas dos embaixadores.  Que lindeza de cidade com seus inúmeros parques!

Também vimos a sede do “FBI” canadense, isto é, os afamados policiais montados: the Royal Canadian Mounted Police, museu e estábulos (detalhe importante: os cavalos são belos e lustrosos. Não se deve tocar neles, pois são considerados oficiais da lei); e o Museu Canadense de Aviação (Canadian Aviation Museum) , onde oferecem passeios de helicóptero e biplano. Voltamos a ver a casa do Primeiro Ministro, construída em 1891 e até a do cozinheiro dele. Que tal? Além de visualizarmos o rio Ottawa com suas barragens. Aí chegamos à Galeria Nacional do Canadá (National Gallery of Canada), museu escolhido para ser a nossa primeira visita.

Falarei sobre este museu fenomenal no próximo artigo. Aguardem…

Diários do Canadá: Ottawa 1

Diários do Canadá: Ottawa 1

Hoje é dia 11 de outubro e estamos partindo de Toronto de ônibus pela companhia Greyhound às 9 h. O terminal se chama Toronto Coach Terminal. Como já disse anteriormente, o hotel Royal Oak Inn na Dundas Street East, 376 é bem localizado, perto da estação rodoviária, da Dundas Square (praça), do shopping Toronto Eaton Centre etc, enfim um achado.

Tenho tanto a contar. Vamos aos poucos. Em país onde o turismo é levado a sério, encontram-se uma quantidade imensa de mapas e folders à vontade em rodoviárias, aeroportos, hotéis etc. Dão muitas informações e são grátis.

Estamos no terminal. Espera-se nas cadeiras vermelhas, aí o rapaz chama por números: de 1 a 10, 11 a 20, 21 a 30 e por aí vai. Bem organizado. Faz-se fila e escolhe-se qualquer lugar no ônibus. Aliás, como fazem fila. Está no DNA deles. O ônibus saiu pontualmente. Achei bem interessante o motorista dar informações antes e querer saber se a temperatura estava boa. O clima ainda estava relativamente quente. São 5 h de viagem. A parada foi às 11.30 h por 15 min. em uma loja de conveniência de uma cidade chamada Actinolite. Acrescente ao valor da passagem, duas taxas em cima. 65 dólares canadenses mais 8.79 de tax (taxa para o governo) e 2.65 de fee (taxa de embarque).

Chegamos a Ottawa às 14 h. na estação Central Station. Pegamos um táxi, deu 22 CAD (dólares canadenses) com tax. Tudo tem taxa em cima, até para o motorista de táxi, principalmente, se ele bota as malas no carro. Era paquistanês o taxista.

Descobrimos o hotel também pelo Booking.com. Gostei do EconoLodge Downtown Ottawa (rua Rideau, 475). O quarto era muito bom, grande, sistema motel americano. A atendente simpática pediu 200 CAD de segurança, iria devolver ao fim da estadia. Não entendi bem, mas sabia que descobriria no final. Como não deixei o número do cartão de crédito, preferi deixar o dinheiro. Sempre se paga os dias todos no hotel assim que se chega.

Já que pudemos deixar as malas no quarto antes do tempo, pois o quarto estava pronto, resolvemos fazer o reconhecimento de área. Só lembrando que em geral a entrada em hotéis é a partir das 15h e a saída a partir das 11 h. Fomos andando pela rua Rideau até o lindo Parlamento da capital do país. Ficará fechado para reforma por uns bons anos a partir do final do ano.  Ottawa respira política e funcionários do governo. Chamo a atenção que o Primeiro – Ministro se chama Justin Trudeau, um grande seguidor dos passos do pai, Pierre Trudeau, político importante para o país e que já foi também Primeiro – Ministro.

No nosso passeio, chegamos ao mercado mais antigo do país, em funcionamento há 70 anos: o Byward Market. Trata-se de um centro de lojas transadas, únicas, além de restaurantes diversos e chocolateria das Rocky Mountains (Montanhas Rochosas). O fetuccine do restaurante italiano cuja dona é de El Salvador estava delicioso e em conta: 9 CAD. Gostamos tanto que voltamos outro dia. Mas uma simples trufa das Rocky Mountains por 9 CAD foi um atentado. Recomendo esse mercado, lugar bem atraente.

Em Ottawa, sentimos que teríamos mais opções de comidas saudáveis do que em Toronto. Muito enriquecedor perceber que se fala francês por lá também. Depois eu entendi o motivo. De um lado, Ottawa na Província de Ontário (fala-se inglês) e do outro, Gatineau na Província de Quebec (fala-se francês). Estava bem mais frio que Toronto. Diferença grande de temperatura…. porém estava gostoso.

Em breve, Ottawa 2…

 

Diários do Canadá: Toronto 4

Diários do Canadá: Toronto 4

Hoje é dia 6 de outubro de 2017. Estamos em Toronto. Por sorte, viemos na época da celebração dos 150 anos de formação do Canadá como país.

A prima Rebeca veio nos buscar de transporte público com a filha Sarah a fim de conhecermos o Ripley´s Aquarium, a CN Tower e a Central Island.

Vamos passear? Comecemos pelo Ripley´s Aquarium. Menor que o de Lisboa, mas não menos interessante. É lindo, colorido, instigante. Uma visita e tanto. Há peixes de todos os tamanhos e formatos, tubarões, medusas de todas as cores da Austrália e Pacífico, assim como lagosta e caranguejo gigante da América do Norte e Ártico. Os aquários dentro são de uma beleza ímpar por conta dos corais multicoloridos. O aquário das arraias e peixes no final da caminhada tem música ambiente, relaxante e de natureza que mais parece um balé.  Há muito mais a ser visto. Encantador.

Dentro tem um café fast food. Para quem gosta de se alimentar direito, ainda bem que tem as saladas Caesar. Para uma caloriazinha a mais, vale provar as batatas doces fritas.

Já falei, mas vou falar de novo. O City Pass para visitar cinco atrações turísticas em Toronto é válido. Bem mais barato e pode ser usado em até 9 dias. Ainda garante desconto de 10% no Café do Ripley´s e nas lojas dos museus (www.citypass.com/toronto).

Ao lado do Ripley´s está a CN Tower com 553m.  É considerada uma maravilha da engenharia dos anos 1970 e teve a primeira experiência de chão de vidro do mundo desde 1994. A Torre de comunicação tem restaurante giratório, café, loja, museu contando a sua história etc. Tem gente que paga caro para ter uma aventura radical na Edgewalk: um passeio ao ar livre de 20 minutos em volta da torre principal (353m).

Saímos da CN Tower e fomos andando ao Island Ferry Docks (docas) para pegar um ferryboat para a Central Island (Ilha Central), uma das ilhas do Lago Ontário. As pessoas vão lá para caminhadas, piqueniques, para andar de bicicleta, enfim, é bucólico e bom para ver a natureza. Forma até uma região praiana, ideal para o verão. A viagem de ferryboat é muito organizada.   Dá gosto.

Para finalizar, falarei do museu do primeiro dia nosso no Canadá: ROM (Royal Ontario Museum). Completou 100 anos em 2014 e é o maior museu de história natural do Canadá.  Fomos com a Rebeca e a filha dela Sophia. Ficamos impressionados, é enorme. Têm quatro andares, com coleções de arte coreana, chinesa, acervos têxteis, acervo indígena, sala de dinossauros, múmias egípcias etc. Enfim, é uma visita e tanto.

Aqui finalizo Toronto. Uma experiência inesquecível. Prima Rebeca e família, obrigada por tudo.

Diários do Canadá: Toronto 3

Diários do Canadá: Toronto 3

Dia de Ação de Graças – segunda segunda-feira de outubro. Este ano de 2017 foi dia 9 de outubro. O Carlos e eu fomos abençoados por estarmos em Toronto nesta época. A prima Rebeca nos convidou e pediu para a filha Sarah ir buscar-nos de transporte público, já que a ocupação em casa estava grande.

Andamos de bonde (streetcar) do hotel Royal Oak Inn na Rua Dundas até a Rua Yonge. De lá tomamos o metrô até York Mills, além de ônibus até o apartamento da prima. Do centro ao subúrbio, um longo caminho por somente 3,25 dólares canadenses. Lembrando que subúrbio nas cidades de países desenvolvidos significa bairros residências. O transporte público em Toronto é fácil e interligado com bonde (tram), metrô e ônibus.

Vamos ao grande dia. Primeiramente, agradecerei aos meus primos por fazerem da nossa visita a Toronto algo para nunca esquecer. Chegamos às 13 h e conhecemos outro casal de cearenses: o Davi e a Rafaella, também moradores de Toronto, e aparentados da prima. Foi um banquete e tanto. Passa-se o dia desfrutando de um papo e comida deliciosa. O nosso foi mistura de Ceará com Canadá.

Eis o ritual:

Entrada: coxinhas e pão de queijo;

Almoço: peru, pernil, milho, salada, ervilha, purê de batata doce, purê de batata com alho, molho de cramberry, arroz branco e arroz integral com vegetais.

Sobremesa: torta de abóbora com sorvete de baunilha e torta de chocolate com leite ninho.

E de lanche: morango e mirtilo.

Bebidas: vinho, suco e refrigerante.

Está na época de abóbora, morango, mirtilo, amora, maçã e framboesa.

Que dia mais maravilhoso. Acabou somente às 21 h, quando os primos Rebeca e Sérgio foram nos deixar no hotel.

No dia 10 de outubro, fomos conhecer a Casa Loma. Fantástica a visita. O único castelo de tamanho real na América do Norte e a principal atração histórica de Toronto. Em 1911, Sir Henry Pellatt contratou o arquiteto E. J. Lennox para ajudar na realização de um sonho antigo: a criação de um castelo estilo eduardino em cima de uma colina com vista para a cidade. Sir Henry e a mulher, Lady Mary, moraram menos de 10 anos lá, pois o infortúnio financeiro os forçou a abandonar a casa. O castelo tem vários quartos, cada um com uma decoração diferente. Também tem quadros e tapeçarias. Só a coleção de arte está avaliada em 20 milhões de dólares canadenses. Interessante dizer que ele pensou na Sala Windsor para hospedar a Rainha da Inglaterra, que nunca o visitou. Na Casa Loma se faz casamentos ao som de tango. Simplesmente magnífico!

Almoçamos no Liberty Café lá mesmo. Muito bom com seus paninis, saladas, wraps etc. Queríamos ver os estábulos, mas estavam fechados para o Halloween. A loja do museu foi a que mais gostei, por ser a mais barata. Ainda usei os 10 % de desconto, por causa do City Pass (o passe dos cinco museus em Toronto para serem usados até 9 dias).

Saindo da Casa Loma, fomos conhecer o shopping center Toronto Eaton Centre, perto do nosso hotel. A farmácia/drugstore Shoppers Drug Mart vale uma visita. Além de enorme, tem de tudo. Para comer, tem um local muito aconchegante: Richtree Natural Market. Cada restaurante tentador… Pedimos um struddel de maçã. Os muffins (bolinhos de frutas, chocolate etc) e o bread pudding (tipo de bolo recheado e cremoso) prometiam. Como gostam de muffins aqui. Aliás, outro dia comi cremogena em um museu com o nome de vanilla pudding.

Para finalizar este artigo, falarei do hotel Royal Oak Inn em Toronto. O staff do hotel é composto de indianos. Uns doces. Sempre acessíveis. Bem localizado, perto de supermercado, restaurantes, transporte público, enfim vale ficar lá. Só os arredores estão um pouco degradados, as casas parecem abandonadas. Os vizinhos são indianos, muçulmanos e chineses. Toronto é multicultural. Como a cidade é cara demais para hospedagem, aconselho este hotel. O preço é mais justo.

Tem mais vindo aí…

Diários do Canadá: Toronto 2

Diários do Canadá: Toronto 2

No dia 8 de outubro de 2017, estávamos em Toronto e fazíamos nossas visitas com a companhia da prima Rebeca. Obrigada!

Fomos ao mercado das pulgas, ou seja, ao Toronto West Flea Market. Trata-se de um mercado em cuja frente há uma feira bem substancial de frutas e dentro do galpão há setores de antiguidades, camisetas, sapatos, roupas usadas e produtos diversos chineses.

Eu gostei mesmo foi do Kensington Market. Uma região muito divertida com restaurantes de várias nacionalidades, cafés, sorveterias, lojas transadas, gente bacana e descolada. Almoçamos o café da manhã do Film Cafe by Eative de japoneses. O meu foi o Omelette Run: omelete de espinafre com folhas verdes, torradas e laranja. Bem diferente. O do Carlos e da Rebeca foi o Sunny Side Up: bacon, laranja, batatas fritas, torradas, geleia e dois ovos.

Falarei de uma loja fantástica, com muitas ilhas de produtos diferentes. Pena que seja um pouco cara, por ser original. Loja Blue Banana, eis o nome. Vale a pena! Fiquei tentada pelas meias da Frida Kahlo… Há produtos esotéricos, de livros, cadernos, lembranças etc. Lugarzinho imperdível.

Já que não comprei as meias, me satisfiz com um frozen yogurt da GRK YGRT. Comprei o crunchy granola com compota de morango e ruibarbo (bem azedinha), granola e o iogurte. Muito bom.

Outro local muito interessante foi o Distillery District. Era uma destilaria no passado e hoje é uma atração com lojas design, sapatarias, cafés, restaurantes transados, chocolaterias e muita cultura. É um shopping aberto de lojas que não são de cadeia. No Natal, é parada obrigatória e também tem gente que tira as fotos de casamento lá. As lojas são uma loucura! A Desigual de roupas lindas e acessórios, eu só vi em Santiago do Chile. Fabuloso ter ido lá.

Teremos mais em breve…