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Diários do Canadá: Ottawa 1

Diários do Canadá: Ottawa 1

Hoje é dia 11 de outubro e estamos partindo de Toronto de ônibus pela companhia Greyhound às 9 h. O terminal se chama Toronto Coach Terminal. Como já disse anteriormente, o hotel Royal Oak Inn na Dundas Street East, 376 é bem localizado, perto da estação rodoviária, da Dundas Square (praça), do shopping Toronto Eaton Centre etc, enfim um achado.

Tenho tanto a contar. Vamos aos poucos. Em país onde o turismo é levado a sério, encontram-se uma quantidade imensa de mapas e folders à vontade em rodoviárias, aeroportos, hotéis etc. Dão muitas informações e são grátis.

Estamos no terminal. Espera-se nas cadeiras vermelhas, aí o rapaz chama por números: de 1 a 10, 11 a 20, 21 a 30 e por aí vai. Bem organizado. Faz-se fila e escolhe-se qualquer lugar no ônibus. Aliás, como fazem fila. Está no DNA deles. O ônibus saiu pontualmente. Achei bem interessante o motorista dar informações antes e querer saber se a temperatura estava boa. O clima ainda estava relativamente quente. São 5 h de viagem. A parada foi às 11.30 h por 15 min. em uma loja de conveniência de uma cidade chamada Actinolite. Acrescente ao valor da passagem, duas taxas em cima. 65 dólares canadenses mais 8.79 de tax (taxa para o governo) e 2.65 de fee (taxa de embarque).

Chegamos a Ottawa às 14 h. na estação Central Station. Pegamos um táxi, deu 22 CAD (dólares canadenses) com tax. Tudo tem taxa em cima, até para o motorista de táxi, principalmente, se ele bota as malas no carro. Era paquistanês o taxista.

Descobrimos o hotel também pelo Booking.com. Gostei do EconoLodge Downtown Ottawa (rua Rideau, 475). O quarto era muito bom, grande, sistema motel americano. A atendente simpática pediu 200 CAD de segurança, iria devolver ao fim da estadia. Não entendi bem, mas sabia que descobriria no final. Como não deixei o número do cartão de crédito, preferi deixar o dinheiro. Sempre se paga os dias todos no hotel assim que se chega.

Já que pudemos deixar as malas no quarto antes do tempo, pois o quarto estava pronto, resolvemos fazer o reconhecimento de área. Só lembrando que em geral a entrada em hotéis é a partir das 15h e a saída a partir das 11 h. Fomos andando pela rua Rideau até o lindo Parlamento da capital do país. Ficará fechado para reforma por uns bons anos a partir do final do ano.  Ottawa respira política e funcionários do governo. Chamo a atenção que o Primeiro – Ministro se chama Justin Trudeau, um grande seguidor dos passos do pai, Pierre Trudeau, político importante para o país e que já foi também Primeiro – Ministro.

No nosso passeio, chegamos ao mercado mais antigo do país, em funcionamento há 70 anos: o Byward Market. Trata-se de um centro de lojas transadas, únicas, além de restaurantes diversos e chocolateria das Rocky Mountains (Montanhas Rochosas). O fetuccine do restaurante italiano cuja dona é de El Salvador estava delicioso e em conta: 9 CAD. Gostamos tanto que voltamos outro dia. Mas uma simples trufa das Rocky Mountains por 9 CAD foi um atentado. Recomendo esse mercado, lugar bem atraente.

Em Ottawa, sentimos que teríamos mais opções de comidas saudáveis do que em Toronto. Muito enriquecedor perceber que se fala francês por lá também. Depois eu entendi o motivo. De um lado, Ottawa na Província de Ontário (fala-se inglês) e do outro, Gatineau na Província de Quebec (fala-se francês). Estava bem mais frio que Toronto. Diferença grande de temperatura…. porém estava gostoso.

Em breve, Ottawa 2…

 

Diários do Canadá: Toronto 4

Diários do Canadá: Toronto 4

Hoje é dia 6 de outubro de 2017. Estamos em Toronto. Por sorte, viemos na época da celebração dos 150 anos de formação do Canadá como país.

A prima Rebeca veio nos buscar de transporte público com a filha Sarah a fim de conhecermos o Ripley´s Aquarium, a CN Tower e a Central Island.

Vamos passear? Comecemos pelo Ripley´s Aquarium. Menor que o de Lisboa, mas não menos interessante. É lindo, colorido, instigante. Uma visita e tanto. Há peixes de todos os tamanhos e formatos, tubarões, medusas de todas as cores da Austrália e Pacífico, assim como lagosta e caranguejo gigante da América do Norte e Ártico. Os aquários dentro são de uma beleza ímpar por conta dos corais multicoloridos. O aquário das arraias e peixes no final da caminhada tem música ambiente, relaxante e de natureza que mais parece um balé.  Há muito mais a ser visto. Encantador.

Dentro tem um café fast food. Para quem gosta de se alimentar direito, ainda bem que tem as saladas Caesar. Para uma caloriazinha a mais, vale provar as batatas doces fritas.

Já falei, mas vou falar de novo. O City Pass para visitar cinco atrações turísticas em Toronto é válido. Bem mais barato e pode ser usado em até 9 dias. Ainda garante desconto de 10% no Café do Ripley´s e nas lojas dos museus (www.citypass.com/toronto).

Ao lado do Ripley´s está a CN Tower com 553m.  É considerada uma maravilha da engenharia dos anos 1970 e teve a primeira experiência de chão de vidro do mundo desde 1994. A Torre de comunicação tem restaurante giratório, café, loja, museu contando a sua história etc. Tem gente que paga caro para ter uma aventura radical na Edgewalk: um passeio ao ar livre de 20 minutos em volta da torre principal (353m).

Saímos da CN Tower e fomos andando ao Island Ferry Docks (docas) para pegar um ferryboat para a Central Island (Ilha Central), uma das ilhas do Lago Ontário. As pessoas vão lá para caminhadas, piqueniques, para andar de bicicleta, enfim, é bucólico e bom para ver a natureza. Forma até uma região praiana, ideal para o verão. A viagem de ferryboat é muito organizada.   Dá gosto.

Para finalizar, falarei do museu do primeiro dia nosso no Canadá: ROM (Royal Ontario Museum). Completou 100 anos em 2014 e é o maior museu de história natural do Canadá.  Fomos com a Rebeca e a filha dela Sophia. Ficamos impressionados, é enorme. Têm quatro andares, com coleções de arte coreana, chinesa, acervos têxteis, acervo indígena, sala de dinossauros, múmias egípcias etc. Enfim, é uma visita e tanto.

Aqui finalizo Toronto. Uma experiência inesquecível. Prima Rebeca e família, obrigada por tudo.

Diários do Canadá: Toronto 3

Diários do Canadá: Toronto 3

Dia de Ação de Graças – segunda segunda-feira de outubro. Este ano de 2017 foi dia 9 de outubro. O Carlos e eu fomos abençoados por estarmos em Toronto nesta época. A prima Rebeca nos convidou e pediu para a filha Sarah ir buscar-nos de transporte público, já que a ocupação em casa estava grande.

Andamos de bonde (streetcar) do hotel Royal Oak Inn na Rua Dundas até a Rua Yonge. De lá tomamos o metrô até York Mills, além de ônibus até o apartamento da prima. Do centro ao subúrbio, um longo caminho por somente 3,25 dólares canadenses. Lembrando que subúrbio nas cidades de países desenvolvidos significa bairros residências. O transporte público em Toronto é fácil e interligado com bonde (tram), metrô e ônibus.

Vamos ao grande dia. Primeiramente, agradecerei aos meus primos por fazerem da nossa visita a Toronto algo para nunca esquecer. Chegamos às 13 h e conhecemos outro casal de cearenses: o Davi e a Rafaella, também moradores de Toronto, e aparentados da prima. Foi um banquete e tanto. Passa-se o dia desfrutando de um papo e comida deliciosa. O nosso foi mistura de Ceará com Canadá.

Eis o ritual:

Entrada: coxinhas e pão de queijo;

Almoço: peru, pernil, milho, salada, ervilha, purê de batata doce, purê de batata com alho, molho de cramberry, arroz branco e arroz integral com vegetais.

Sobremesa: torta de abóbora com sorvete de baunilha e torta de chocolate com leite ninho.

E de lanche: morango e mirtilo.

Bebidas: vinho, suco e refrigerante.

Está na época de abóbora, morango, mirtilo, amora, maçã e framboesa.

Que dia mais maravilhoso. Acabou somente às 21 h, quando os primos Rebeca e Sérgio foram nos deixar no hotel.

No dia 10 de outubro, fomos conhecer a Casa Loma. Fantástica a visita. O único castelo de tamanho real na América do Norte e a principal atração histórica de Toronto. Em 1911, Sir Henry Pellatt contratou o arquiteto E. J. Lennox para ajudar na realização de um sonho antigo: a criação de um castelo estilo eduardino em cima de uma colina com vista para a cidade. Sir Henry e a mulher, Lady Mary, moraram menos de 10 anos lá, pois o infortúnio financeiro os forçou a abandonar a casa. O castelo tem vários quartos, cada um com uma decoração diferente. Também tem quadros e tapeçarias. Só a coleção de arte está avaliada em 20 milhões de dólares canadenses. Interessante dizer que ele pensou na Sala Windsor para hospedar a Rainha da Inglaterra, que nunca o visitou. Na Casa Loma se faz casamentos ao som de tango. Simplesmente magnífico!

Almoçamos no Liberty Café lá mesmo. Muito bom com seus paninis, saladas, wraps etc. Queríamos ver os estábulos, mas estavam fechados para o Halloween. A loja do museu foi a que mais gostei, por ser a mais barata. Ainda usei os 10 % de desconto, por causa do City Pass (o passe dos cinco museus em Toronto para serem usados até 9 dias).

Saindo da Casa Loma, fomos conhecer o shopping center Toronto Eaton Centre, perto do nosso hotel. A farmácia/drugstore Shoppers Drug Mart vale uma visita. Além de enorme, tem de tudo. Para comer, tem um local muito aconchegante: Richtree Natural Market. Cada restaurante tentador… Pedimos um struddel de maçã. Os muffins (bolinhos de frutas, chocolate etc) e o bread pudding (tipo de bolo recheado e cremoso) prometiam. Como gostam de muffins aqui. Aliás, outro dia comi cremogena em um museu com o nome de vanilla pudding.

Para finalizar este artigo, falarei do hotel Royal Oak Inn em Toronto. O staff do hotel é composto de indianos. Uns doces. Sempre acessíveis. Bem localizado, perto de supermercado, restaurantes, transporte público, enfim vale ficar lá. Só os arredores estão um pouco degradados, as casas parecem abandonadas. Os vizinhos são indianos, muçulmanos e chineses. Toronto é multicultural. Como a cidade é cara demais para hospedagem, aconselho este hotel. O preço é mais justo.

Tem mais vindo aí…

Diários do Canadá: Toronto 2

Diários do Canadá: Toronto 2

No dia 8 de outubro de 2017, estávamos em Toronto e fazíamos nossas visitas com a companhia da prima Rebeca. Obrigada!

Fomos ao mercado das pulgas, ou seja, ao Toronto West Flea Market. Trata-se de um mercado em cuja frente há uma feira bem substancial de frutas e dentro do galpão há setores de antiguidades, camisetas, sapatos, roupas usadas e produtos diversos chineses.

Eu gostei mesmo foi do Kensington Market. Uma região muito divertida com restaurantes de várias nacionalidades, cafés, sorveterias, lojas transadas, gente bacana e descolada. Almoçamos o café da manhã do Film Cafe by Eative de japoneses. O meu foi o Omelette Run: omelete de espinafre com folhas verdes, torradas e laranja. Bem diferente. O do Carlos e da Rebeca foi o Sunny Side Up: bacon, laranja, batatas fritas, torradas, geleia e dois ovos.

Falarei de uma loja fantástica, com muitas ilhas de produtos diferentes. Pena que seja um pouco cara, por ser original. Loja Blue Banana, eis o nome. Vale a pena! Fiquei tentada pelas meias da Frida Kahlo… Há produtos esotéricos, de livros, cadernos, lembranças etc. Lugarzinho imperdível.

Já que não comprei as meias, me satisfiz com um frozen yogurt da GRK YGRT. Comprei o crunchy granola com compota de morango e ruibarbo (bem azedinha), granola e o iogurte. Muito bom.

Outro local muito interessante foi o Distillery District. Era uma destilaria no passado e hoje é uma atração com lojas design, sapatarias, cafés, restaurantes transados, chocolaterias e muita cultura. É um shopping aberto de lojas que não são de cadeia. No Natal, é parada obrigatória e também tem gente que tira as fotos de casamento lá. As lojas são uma loucura! A Desigual de roupas lindas e acessórios, eu só vi em Santiago do Chile. Fabuloso ter ido lá.

Teremos mais em breve…

 

 

 

Diários do Canadá: Toronto 1

Diários do Canadá: Toronto 1

Estamos em 7 de outubro de 2017. O clima está mais para quente. Segundo minha prima Rebeca, ela nunca viu um outono assim. Imaginem 26˚C em Toronto, Canadá. Ainda bem que ela tinha me avisado antes.

Vale a pena comprar o City Pass a fim de pagar mais barato por cinco museus para usar até nove dias. Vamos começar o passeio de hoje pelo fantástico museu Ontario Science Centre. Lembrei-me do Museu de Ciências da PUC-RS em Porto Alegre. A diferença é que esse daqui é enorme, são vários andares com curiosidades científicas e muitas atividades para crianças. Há muita interatividade também. São mais de 800 exposições de lata tecnologia e apresentações ao vivo dignas de nota. Darei exemplos: mostram telefones antigos e atuais; sente-se o cheiro da canela e outros temperos por um orifício; há máquina que fala a palavra coffee (café); escuta-se o batimento cardíaco em outra. Tem a seção de esporte, a da ciência, a marinha e por aí vai. O museu é impressionante. Achei bonita a menção feita a Terry Fox, considerado herói nacional. Teve a perna amputada com 18 anos, por conta de um câncer ósseo, mas nada o impediu de virar maratonista.

Para almoçar, o Carlos, a Rebeca e eu saímos e fomos ao Cora´s ali perto Trata-se de uma cadeia de restaurantes que funcionam somente para café da manhã e almoço. Os pratos são enormes e variados de sanduíches, omeletes, saladas, crepes etc. A água é de graça. Os sucos e smoothies também são deliciosos. É válido citar que Cora é a dona que começou a vender café da manhã para sobreviver e sustentar os dois filhos. Hoje é uma potência.

Saciados, voltamos ao museu com o recibo de pagamento e continuamos nossa jornada pela floresta tropical, acompanhamos as etapas da gestação da mulher, além de ver sapos coloridos venenosos e cobras. Tem de tudo neste museu. Incrível!

De lá fomos ao Pacific Malls, um shopping center chinês. Aliás, eles tomam conta da cidade, juntamente com os indianos.  Há muitas lojas de produtos alimentícios, restaurantes, roupas, bolsas, etc. Considerei interessante o sanduíche de sorvete e o waffle de ovo (egg waffle).

E tem mais… aguardem.

Diários do Canadá: Niagara Falls e Niagara on the Lake

Diários do Canadá: Niagara Falls e Niagara on the Lake

Saudações direto do Canadá. Estamos em outubro de 2017. Eu direi que ir às Cataratas do Niagara é uma experiência fenomenal. Vale muito. É aproximadamente uma hora e meia saindo do centro de Toronto.

Em 1885 formaram uma comissão a fim de criar o Parque Queen Victoria Niagara Falls. Em 24 de maio de 1888, ele foi criado oficialmente com 1720 hectares. Existem sítios históricos, jardins botânicos, escola de horticultura e áreas de recreação no parque.

Falemos nas Cataratas… são algumas quedas d´água imponentes e majestosas. Ficamos fascinados. A infraestrutura para o turista é completa com lojas, restaurantes diversos, um centro para o visitante chamado Welcome Centre. Dentro existe a loja Canadian Treasures. Enorme com tantas maravilhas que são difíceis de resistir.  Parece americano o estilo. Não é à toa que os Estados Unidos estão bem ali, do outro lado da Ponte da Amizade. O lado canadense das Cataratas, dizem ser mais bonito. Comparando com as nossas Cataratas do Iguaçu, tenho a comentar que as nossas são mais exuberantes.

A cidade de Niagara Falls é também linda, repleta de parques e jardins, até os postes têm flores. Um primor de cidade. O dia estava ensolarado e havia uma multidão visitando tão belo lugar. Trata-se de um local completo com cassino, hotéis para todos os bolsos, aviário, borboletário, casas lindas, roda gigante, passeios de helicóptero, enfim feito para agradar.

Outro local imperdível lá perto é a cidade Niagara on the Lake. São 13 km do Niagara Falls e no caminho se encontra o relógio floral ou Floral Clock, além de vinícolas e vendas de frutas da região.

Esta cidade lembra Gramado-RS e Villa Angostura na Patagônia Argentina. É charmosa, romântica, com casas bonitas e grandes, sem muros e rodeadas de florestas. São jardins mil no meio-fio, lojas transadas de fudge (doce inglês), sorveterias, padarias, além de lojas de geleias feitas artesanalmente. Em suma, muitas opções para um passeio agradável. Aconselho a Nina Gelateria & Pastry Shop onde se compra sorvetes deliciosos e com pouco açúcar. Tomei os de figo e framboesa. Na padaria, pedi trouxinha de maçã (apple dumpling) e torta de frango (chicken pie) e trouxe para o jantar. Um sabor inigualável.

Meus agradecimentos sinceros à minha prima Rebeca, cidadã canadense e moradora em Toronto com a família, que carinhosamente tem acompanhado a mim e ao Carlos nesta nova aventura.

Fortaleza Sem Árvores

Fortaleza Sem Árvores

Este artigo de 2012 foi repaginado e continua moderno. Nos idos dos anos 60, segundo pesquisas orais, Fortaleza era uma cidade jardim, tinha casas com plantas, árvores, pássaros, era pavimentada em pedra tosca ou paralelepípedo e no centro era concreto e não asfalto, enfim, era um lugar bucólico com clima agradável e em julho e agosto fazia frio à noite. Era considerado um exemplo de cidade boa de viver, com qualidade de vida.

Passados bons anos, o que vemos hoje? Uma cidade destruidora. Casas, prédios de poucos andares, principalmente na Aldeota e perto da Beira Mar, vindo abaixo pela fome implacável das construtoras, além de terrenos arborizados com macaquinhos, pássaros diversos na calada da noite, como aquele conhecido de todos na esquina das avenidas Virgílio Távora com a Santos Dumont na Aldeota.

Para que se preocupar com o meio ambiente, não é mesmo? Isso é coisa sem importância, dizem alguns, o progresso é assim. Outros mais conscientes e amantes da velha Fortaleza pensam o contrário. Eis a Fortaleza bela, a loira desposada pelo Sol de edifícios e mais edifícios, trânsito difícil, insegurança para todos e sem árvores.

O motivo deste desabafo é na realidade as árvores. São muitas passadas na guilhotina. Vejo isso diariamente, seja nas ruas ou praças. Qual é a razão deste desatino? Fico a questionar-me. Ou é para não ter que limpar a calçada, afinal as folhas sujam muito… Ou é porque as pobres vítimas estão morrendo, mas aí eu pergunto: e onde estão as árvores novas e por que não são plantadas imediatamente? Ou é pelo motivo de aumentar o estacionamento, como testemunhei em salão de beleza na rua Silva Paulet, ou em confeitaria conhecida na avenida Padre Antônio Tomás, também na Aldeota? Ou é porque os fios de iluminação ficam enganchados nos galhos? O gostar de plantas deve ter ficado no passado, certamente. Atualmente, o que ouvimos são serras elétricas aos domingos. Afinal, tem que ser escondido.

Algo mais a mencionar: os arquitetos só escolhem plantas como coqueiros e palmeiras para os edifícios novos. Vamos combinar…  lindas plantas se estiverem na beira do mar, mas não fazem sombra em outros locais.

Penso em outras cidades: João Pessoa e Natal no nordeste e fico suspirando com tanto verde. Ou São Paulo, tão cosmopolita, porém tão sábia em oferecer parques fenomenais e muitas árvores para a sua população ter sombra e lazer.

Fortaleza, acorde! Para ser bela, há de mudar e muito a sua consciência ecológica e ao invés de decapitar a mãe natureza, plantar sempre!

Quase 60 anos de Bossa Nova

Quase 60 Anos da Bossa Nova

Estamos em 1958. Um LP está sendo lançado e o seu nome é “Canção do Amor Demais”, cantado por Elizeth Cardoso. Nele, João Gilberto mostra pela primeira vez sua batida ao violão, considerada genial na canção “Chega de Saudade”, composta por Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Mas o disco marco inicial da Bossa Nova foi lançado na praça em 1959 pela Odeon. Eis que aparecia um cantor que cantava baixinho, discreta e quase inexpressivamente, interpretava melodias difíceis de ser entoadas e ainda por cima era muito exigente na hora da gravação. Surge João Gilberto e a música popular brasileira nunca mais foi a mesma…

Parte da história do movimento começou com o encontro de jovens, na maioria, universitários de classe média carioca, na zona sul do Rio de Janeiro: no apartamento da Nara Leão, na praia, no barquinho do Roberto Menescal etc. Por meio deles, a música brasileira se tornou “ensolarada”, pois os temas de suas canções eram o mar, a beleza da mulher, o amor, a natureza, dentre outros.

Antes da Bossa Nova, as canções apresentavam a traição como parte do amor, a mulher sofrida e não valorizada, o mal de amor. Com a música que estava nascendo, houve a transformação para melhor. E o Brasil foi se colorindo, graças a João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes (a “Santíssima Trindade da Bossa Nova”), Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Carlos Lyra, Nara Leão, Newton Mendonça, dentre outros representantes, responsáveis pela música “tipo exportação”, de qualidade, que até hoje é a “cara do Brasil” lá fora, notadamente, nos Estados Unidos e Japão.

A Bossa Nova continua mais viva do que nunca, segundo Roberto Menescal. Ele e Wanda Sá constantemente viajam ao exterior, principalmente, ao Japão.

Este artigo é uma homenagem à música mais harmoniosa e bonita do Brasil. Ela que fará 60 anos em 2018, mesmo sendo uma senhora de meia idade, permanece jovem e personifica o Brasil de uma época feliz, progressista, repleta de esperança, como era o nosso país em 1958/59.

P.S. Na pesquisa para a minha dissertação de mestrado, investiguei as principais características discursivas do Movimento Bossa Nova no discurso literomusical brasileiro, nas composições de João Gilberto, Vinícius de Moraes, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli e Newton Mendonça. Foram 47 canções estudadas sob o suporte teórico da Análise de Discurso de linha francesa, conforme delineada por Dominique Maingueneau. Foi apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Ceará, sob a orientação do prof. Dr. Nelson Barros da Costa, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Linguística em Fortaleza-Ceará em 2007.

Apresento a vocês agora a entrevista feita com o bossanovista Roberto Menescal para a minha dissertação de mestrado. Ele, muito acessível e simpático, foi parte importante na minha pesquisa. Tal entrevista está como anexo no meu trabalho. Interessante dizer que passada a defesa, mandei a dissertação por e-mail a ele e como é brincalhão, comentou ser a bíblia da Bossa Nova e não uma dissertação de mestrado. Ganhou meu livro “Alma de Viajante” e a esposa dele artesanato do Ceará. Ficou radiante e eu também. E ainda para complementar: um tempo depois ele veio com um grupo a Fortaleza para fazer um show no Iate Clube, eu fui com o Carlos (meu companheiro) e logo na entrada nos encontramos. Eu me apresentei a ele que fez uma festa danada e nos convidou para irmos ao camarim depois do show. Fomos e foi emocionante. Obrigada pela acolhida, Roberto Menescal. Você é especial.

 

ANEXO: Entrevista dada pelo cancionista Roberto Menescal a nós por correio

eletrônico em 10/08/06.

Em 10/08/2006, às 16:17, Mônica Dourado Furtado escreveu:

1 – Na sua opinião, a Bossa Nova foi um movimento musical, cultural e estético, ou como diz Tinhorão, apenas uma nova maneira de tocar, ou Santuza Cambraia Naves, um estilo musical?

R- Creio que foi cultural, pois trouxemos à música brasileira, harmonias mais sofisticadas, melodias com mais liberdade em termos de dissonâncias, letras mais elaboradas com envolvimento de profissionais como jornalistas, poetas etc. Também foi estético, porque mesmo sem uma intenção clara e pré-concebida mudamos vários padrões de interpretação no cantar e tocar, e porque não salientar também no modo de vestir e de se comunicar.

2 – Qual foi a sua impressão do concerto da BN no Carnegie Hall? Na Revista “Nova História da Música Popular Brasileira” da Abril Cultural – SP, de 1978, diz que foi a primeira e última vez que o senhor cantou. É verdade?

R – Quero salientar a minha inocência na época em relação à força que nossa música já havia adquirido e também ao seu alcance no exterior. Fui para o Carnegie Hall sem saber o que o mesmo era ou significava, e fui apenas porque “a turma ia”. Na época, eu era um compositor e instrumentista que tinha um grupo que participava de shows e gravações, e que eu o encarava como um “grupo prestador de serviços”. No dia do ensaio no teatro, levei um susto por sua suntuosidade e também porque realizei que estava lá sem meu grupo e sem ter pensado no quê e como fazer. Tentei fugir, mas fui obrigado pelo empresário que nos levou, com toda razão, a cantar, o que nunca tinha feito em público porque não era e nunca foi meu objetivo, por isso cantei pela primeira vez profissionalmente no Carnegie Hall. Foi a carreira mais rápida que conheço, pois começou ali e ali terminou. Agora, duvido que encontrem alguém que estreou sua carreira de cantor, diretamente no Carnegie Hall! (Pena que encerrou ali também).

3 – Muito já foi dito e escrito sobre sua composição “O Barquinho”, juntamente com Ronaldo Bôscoli. O que o sr. tem a dizer sobre o processo de composição da canção “Rio”?

R- “Rio” é uma das canções que escrevi com Ronaldo Bôscoli, meu parceiro mais efetivo, que mais gosto. Eu a acho moderna, bem sincopada, com uma “levada bem carioca” (como diz o poeta “basta o jeitinho que ela tem”). A gente brincou nesta canção com os jogos de palavras o tempo todo como: “Rio é mar”, ou “É sol, é sal, é sul”, ou ainda, “Sorrio p’ro meu Rio que sorri de tudo”, ou ainda no final que usamos as expressões, “Sorrio, Só Rio, Sou Rio”, coisa que poucas pessoas perceberam.

4 – Como se posiciona a BN em relação aos investimentos de posicionamentos concorrentes, como os da prática do samba tradicional e do jazz? Em outras palavras, quais são, na sua opinião, as principais semelhanças e diferenças entre eles, tanto no plano musical, quanto verbal? O que poderia comentar sobre o samba-canção também?

R – Para mim a BN nasceu da fusão do que ouvíamos na época, ou seja, o samba tradicional, que era muito difícil de tocar ao violão, e por isso criamos a nossa “batidinha” que se tornou famosa, do Jazz que venerávamos pela qualidade musical e liberdade de improvisação, do samba-canção que já se aventurava pela modernidade harmônica por muitos de seus compositores, apesar do “peso” de suas letras tipo: “Se eu morresse amanhã de manhã, não faria falta a ninguém”, ou “Sei que falam de mim, sei que zombam de mim, ó Deus como eu sou infeliz”. Imagine, nós garotos de 18 a 20 anos, moderninhos de Copacabana, cantando essas letras catastróficas. Por isso colocamos tudo num liquidificador e sem negar nada, a não ser o que era “brega total” e colhemos o que se chamou de Bossa Nova.

5 – Como está o movimento da BN hoje em dia em nível nacional e internacional?

R – Creio que a Bossa Nova está no seu auge tanto no exterior quanto no Brasil. Creio que você vai me entender não como participante, e interessada no assunto, mas analisando de uma forma simples e concreta. Você vê e ouve nas novelas principais da TV Brasileira, o número de canções Bossa Novistas que têm sido usadas nesses últimos anos (agora mesmo na novela das 8 da Globo). Nossos shows apesar de normalmente acontecerem em locais pequenos, como sempre aconteceram, pois nossa música assim como o jazz, é feita para locais pequenos, com boa qualidade de som, estão sempre cheios, e nunca trabalhamos tanto em nossas vidas, como temos feito agora. Se você puder ver minha agenda, e está à sua disposição, vai ficar impressionada com o número de apresentações que fazemos, (só perdemos para Ivete Sangalo… risos…). No exterior, sempre tivemos muitas possibilidades e normalmente até mais público que no Brasil. Agora mesmo estou indo para uma temporada de shows no Japão pelos 3 Blue Note daquela terra, que são as melhores casas para shows de qualidade, do Japão. Estou viajando para lá com Joyce, que acaba de chegar nesta semana, de um mês de temporada pela Europa. No ano passado e atrasado, fiz duas temporadas grandes na Europa, com o grupo “Bossa Cuca Nova”, que faz uma bossa mais atual e dançante, permitindo assim que se consiga levar nossa música a um público bem jovem e numeroso. Tocamos em alguns lugares em festivais com mais de 200.000 pessoas. Só quem não sabe disso é o Brasil! Fizemos por 3 anos quase seguidos shows no Japão, festejando os 40 anos da BN, a pedido deles, todos shows para um público de 10.000 pessoas. Acabamos de presenciar o grande sucesso de 2 filmes documentários, envolvendo e envolvidos pela Bossa Nova, “Vinícius” e “Coisa Mais Linda”, filmes que foram lançados também internacionalmente e também em DVD. Ou seja, me parece que a BN está mais viva do que nunca!

 

Rumo à Patagônia Argentina: Parte Final

Rumo à Patagônia Argentina- Parte Final: Parque Nacional Torres del Paine

Estamos em janeiro de 2010. O Carlos e eu já estivemos em Porto Alegre, Uruguai, Buenos Aires e Ushuaia. Continuamos em El Calafate-Argentina, aí resolvemos fazer outro passeio digno de nota: para o Parque Nacional Torres del Paine no Chile no velho ‘bate e volta”. Saímos de ônibus de turismo, também agendado no centro da cidade em Calafate, que nos buscou na hora certa e bem cedo da manhã no hotel. Interessante dizer que nosso companheiro de viagem no ônibus de dois andares era um rapaz gaúcho,  criou-se em Fortaleza, e naquela época já morava em Belo Horizonte. Não o conhecíamos. Seu nome era João Sarubbi. Foi um papo bom e divertido. Saudações a ele.

Foi uma longa jornada de um dia todo, passando pelas aduanas na Argentina e no Chile. A burocracia do lado argentino foi mais cansativa e burocrática do que a do lado chileno, mas valeu, pois sem dúvida, é um lugar belo. O parque é enorme, com lagos azuis, montanhas nevadas ao fundo e outras verdejantes, enfim, uma mistura para cartão postal. Considerei cara a entrada: 30 dólares à época . Pelo fato de sermos do Mercosul, não ajuda em nada, que pena! A infraestrutura de lá, na minha opinião, é inferior à de Calafate, em termos de instalação de apoio e passarelas novas. Porém, é válido visitar, porque as montanhas Torres del Paine são famosas entre os turistas de aventura do mundo todo.

Na fronteira dos países, paramos em um restaurante de apoio e câmbio para fazer um lanche e lá paramédicos foram chamados, pois dois turistas no ônibus estavam com suspeita de dedo quebrado (o rapaz brasileiro havia se machucado antes desta viagem) e pé quebrado (a moça torceu o pé em uma descida do ônibus). Já era fã do Chile, fiquei mais ainda pela presteza do serviço. Trabalho sério e de qualidade.

No dia seguinte a ideia foi aproveitar a cidade de El Calafate. Andamos por uma das ruas principais: San Martin. Entramos em lojas diversas: de artesanato indígena da Patagônia, de chocolates, licores, alfajores e de lembranças da região, em conclusão, existe muito a se ver e comprar. Que cidade mais apaixonante, parece do velho oeste, por causa do estilo arquitetônico e da madeira usada. Até o aeroporto tem sua estrutura feita com a madeira da região. Nunca vi algo tão original.

De volta a Buenos Aires, fomos à feira das pulgas de San Telmo, com todo o seu charme e quantidade de objetos antigos, artesanatos da Argentina, shows de tango na rua, dentre tantas outras novidades. Dica: o restaurante El Balcón oferece um bom almoço com show de tango e de gaúchos.

Em suma, viajar é sempre uma grande aventura na vida, entramos em outros mundos e aprendemos sobre outros povos e suas culturas. Outro detalhe: quem lê meus artigos, pensa que só bebo cerveja, na verdade bebo muito pouco. Amo mesmo é vinho…

Aqui termina nossa aventura na Patagônia argentina. Lugar de beleza indescritível. Uma das minhas regiões preferidas. Espero voltar um dia…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rumo à Patagônia Argentina: Parte 4

 

Rumo à Patagônia Argentina – Parte 4: El Calafate

Estamos em janeiro de 2010. O Carlos e eu já estivemos em Porto Alegre, Uruguai, Buenos Aires e Ushuaia. Saímos de Ushuaia com vontade de retornar um dia. Nossa aventura continua pela Patagônia argentina. Na verdade, muita grandiosidade iria nos encontrar em El Calafate, a cidade da famosa geleira Perito Moreno. Chegamos de avião pela Lan Chile – Lan Argentina e ficamos já no aeroporto surpresos com a infraestrutura do local: a van da empresa Yes Patagônia tinha um container separado só para as malas. Por 26 pesos por pessoa à época, fomos deixados no hotel Hainen, uma grande escolha. Um hotel agradável por dentro, por fora e todo de madeira, com um pessoal querido e simpático. Um detalhe: o aeroporto da cidade foi inaugurado em 2000, portanto esse turismo de massa no verão é recente. Afinal, de Buenos Aires até Calafate são 4 hs. e de lá para Ushuaia mais 1 hora.

No primeiro dia, almoçamos no restaurante Casimiro Biguá: aconselho a cerveja artesanal Antares de Mar Del Plata e o prato truta com legumes no creme de limão, algo indescritível. À tarde, fizemos o passeio de land rover pela montanha Cerro Frías, com jantar em uma das fazendas da região que recebem turistas. O cardápio era frango, carne e porco, leguminosas típicas, como batatas, batatas doces, abóboras, cebolas assadas, todas plantadas lá e com muita fartura, além de sobremesa de arroz com leite e café ou chá. Estar em um carro desses com gente do mundo todo é um atrativo a mais. Ao meu lado, estavam viajantes de Israel, Bélgica e Argentina, o espanhol e o inglês facilitaram e muito a boa comunicação. Foram 195 pesos à época muito bem aproveitados. Subimos o ponto mais alto do cerro e tivemos uma linda visão do lago Argentino (o maior lago da Argentina) e vimos bosque de árvores nativas, enfim uma viagem bem organizada e digna de ser feita.

El Calafate é uma cidade linda, ajeitada, florida, com casas cuidadas e zeladas. Dá gosto de testemunhar tanta atratividade. A propósito, há concursos dos jardins mais bonitos lá. Surpreende ver gente do mundo todo, seja em trailers, como em motos. Observamos americanos em motocicletas enormes e alemães: o pai com uma filha em uma e a mãe com outra filha em outra. Algo único, cenas assim não se encontra no Brasil, mas a segurança existe por aquelas paragens, logo é repleto de turistas internacionais.

Dica barata: fazer compras em supermercados, tanto em Ushuaia, como em El Calafate existe a rede Anonima. Interessante dizer que é proibido usar saco plástico, mas podem-se carregar as compras em sacolas ecológicas, na mochila ou na mão. A limpeza da cidade agradece, com certeza, não se encontram sacos voando por todos os lugares como por aqui. Sim, falando em comida: empanadas diversas garantem um almoço e tanto.

 

É sempre bom saber o significado dos nomes: calafatear, por exemplo, diz respeito a ver, reparar; calafate é uma planta nativa da região, pequena e redonda que existe pelos bosques, nos parques e é transformada em deliciosas geleias, licores e sorvetes. Segundo consta a lenda do local, quem prova da fruta, volta sempre. Nem precisa provar, pois a magia se instala quando vamos a tão lindo lugar e ainda mais quando visitamos o “Parque Nacional de los Glaciares” e vemos o magnífico Perito Moreno. É considerado Patrimônio Natural da Humanidade e depois de mirá-lo se torna mais do que óbvio o desejo de querer ver de novo, pois se trata de algo indescritível: um mar imenso de gelo azul. As passarelas são bem estruturadas, bonitas, cuidadas e são várias no lado sul e norte, com distâncias seguras da geleira. Com as rupturas, ou seja, as quebras de gelo se conseguem fotos estupendas. Todo mundo se apaixona!  Preparem-se para caminhar. O parque, porém, não se restringe somente ao Perito Moreno, pois são 250 mil hectares de muita beleza: lagos azuis, geleiras e muito verde criando um espetáculo da natureza digno de conhecer e não se esquecer jamais. A geleira tem este nome em homenagem ao expert Francisco Moreno, uma vez que pelos seus conhecimentos a Argentina conseguiu a possessão desta parte da Patagônia. Aí o governo lhe deu essas terras que ele transformou no parque nacional. Pessoa muito respeitada e venerada, com motivo. A sugestão desse passeio é ir ao centro e procurar as agências localizadas lá, pagar e fazer as combinações. No dia marcado estão no hotel e levam de ônibus ao parque. Ao chegar entra-se em um barco, a fim de se aproximar da geleira imensa, depois todos descem e continuam a jornada com o guia pelas passarelas e então, volta-se ao hotel de ônibus. Tudo muito organizado.

 

Ainda não acabamos a jornada, porém está quase no fim. Seguiremos ao Chile com o Parque Nacional Torres del Paine…