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Sugestões para uma Fortaleza melhor

SUGESTÕES PARA UMA FORTALEZA MELHOR

Este artigo é de 2014. Parece antigo, mas continua atual, pois nada foi feito ainda. Continuo a escrever usando o meu papel de cidadã.

Aproveitarei este espaço para distribuir algumas ideias minhas para a Prefeitura . Primeiro, a cidade precisa moralizar os terrenos baldios. Sem muros, viram banheiros públicos e um antro de sujeira para os vizinhos e drogas. Ideia: ter um número de telefone bem divulgado para denúncias, chamar o proprietário e aplicar uma multa. É necessário, porém, haver fiscalização séria e não corrompível.

Na Rua Senador Pompeu, em frente ao colégio Farias Brito, deveria ter um medidor de velocidade. Como é possível que os carros pensem ser de Fórmula 1, quando há crianças tentando atravessar a rua?

Na Avenida da Universidade perto da caixa d´água (esquina com Antônio Pompeu) ainda não há faixa de pedestre há séculos. Então, coitado do pedestre, se com faixa já é um horror, imaginem sem e à noite.

O que será feito da falta de educação e respeito no trânsito? Onde estão as campanhas de conscientização para todos, inclusive pedestres? Penso particularmente nos motoqueiros que estão se acidentando e morrendo, desta forma, lotando o IJF e ainda não aprenderam que a faixa é para o pedestre e não para eles.

Vamos ao verde. Cidade sem árvores nas calçadas é cidade seca. Falta uma campanha educacional para incentivar a população a ter noção da importância de uma árvore. Só vejo árvore decapitada aqui. As construtoras acabam com o resto. Pobres árvores. Sou sempre encantada com as grandes cidades, como o Rio e São Paulo. Lá ninguém decapita árvore só porque suja a calçada. É algo implícito a necessidade do verde. Convido a todos a conhecerem o Parque Trianon em plena Avenida Paulista, um paraíso verdejante, em meio ao burburinho financeiro de Sampa.

Outra dica para campanhas: contra a sujeira! As pessoas tem que aprender a jogar lixo na lixeira! É do século 18 ainda estarmos falando de lixo na calçada, aterro dentro da cidade do interior ou a falta de lixo reciclado.  Porém, para isso há de ter lixeiras em abundância pela cidade, coisa que não vemos.

Enfim, escrevo, porque ainda não desisti de pensar que é possível ter uma Fortaleza com a qual seus habitantes sintam que são responsáveis por ela e, principalmente, que a AMEM. E também de ter uma prefeitura mais próxima dos seus cidadãos, ciente do seu papel e sujeita a críticas e sugestões.

 

 

 

Rio de Janeiro

RIO, DIVINO RIO

Este artigo é de novembro de 2013. Infelizmente, o capítulo segurança mudou para pior desde aquele ano, mas a atração pela cidade não se modificou.

Vamos ao artigo. Vou escrever novamente sobre o Rio, cidade inspiradora, porque sempre que a visito sonho com a minha volta o mais rápido possível.

Qual é o motivo de tal feitiço? Seria a beleza de Copacabana, tão cantada em prosa e verso? Seria o bairro da Urca com suas casas bucólicas ou o Pão de Açúcar, Corcovado, Jardim Botânico? Sem dúvida, é isso tudo e muito mais. É andar pelos seus bairros e se sentir dono da cidade, ir ao Teatro Municipal de metrô à noite e se sentir bem, tomar o ônibus e se sentir em casa. É ter o sentimento de pertencimento com aquele charme todo. É ser carioca sem ser, o povo da terra faz isso com a gente: nos torna um deles, seja na Gávea, seja na Vila Isabel.

Desta vez conheci o novo MAR (Museu de Arte do Rio), o Museu de Belas Artes (com a exposição do Vaticano) e o Instituto Moreira Salles.  Sempre há o que aprender. A exposição do Sebastião Salgado no Jardim Botânico foi espetacular. Suas fotos da Patagônia, animais marinhos e tribos indígenas são conhecidas internacionalmente. Não é a toa que ele é um ícone da arte da fotografia.

O lindo Rio traz outro detalhe interessante: na Zona Sul não se encontram linhas de eletricidade aparentes, são submersas. Enfim, entendi a causa dos bairros serem tão repletos de árvores e plantas. E como as ruas são convidativas para uma caminhada! Sempre falo em árvores nos meus artigos, porque não consigo conceber uma cidade sem elas. Algo mais digno de nota é o fato de vermos a cidade sendo limpa, pelo menos o bairro de Copacabana, a qualquer momento, a qualquer hora. Os garis estão sempre presentes e trabalham de manhã à noite.

Por isso, eu sempre digo que me sinto à vontade no Rio. Vejo os moradores curtindo a cidade com cultura abundante e uma natureza pródiga ao seu redor. Aproveito este espaço para expressar os meus agradecimentos aos amigos gentis que recebem com tanta hospitalidade e uma culinária apetitosa…

 

 

 

 

 

Fortaleza Suja

EMCETUR pichada
EMCETUR pichada-foto tirada por Mônica D. Furtado

Fortaleza Suja

Este artigo é de janeiro de 2017 e sinto dizer que em maio ainda nada foi resolvido. A prefeitura coloca a culpa no cidadão mal educado e a população na Prefeitura. Recentemente, o Sr. Prefeito Roberto Cláudio disse que a sujeira não tem a ver com o surto de chikungunya. Eu fiquei abismada.

Vamos ao artigo. Agora começam as chuvas e devemos nos preocupar com todos os tipos de doenças trazidos pela mistura de chuvas, calor úmido e muita sujeira na cidade. No momento, está no ar uma virose causadora de infecção intestinal aguda, que deixa a pessoa depauperada. Alguns amigos meus já tiveram.

Nossa cidade, cantada em verso e prosa, está repleta de monturos de lixos por todos os cantos, há ruelas completamente tomadas pelo lixo. Onde está o poder público?

Considero a grande fraqueza da prefeitura a limpeza da cidade. A responsabilidade é do cidadão? Então, campanha de educação e multa posterior. Sinceridade, saber que o prefeito é médico sanitarista só me espanta. Por isso, não teve meu voto, porque a meu ver, limpeza é básico dos básicos. E isso o nosso prefeito nem cumpriu no primeiro mandato e pouco falou na campanha para a reeleição.

Não adianta ser bairrista e não ver a realidade: não temos a mínima condição de trazer turistas nacionais e muito menos internacionais de qualidade para cá. Primeiro, a limpeza e também acabar com as pichações que só enfeiam e demonstram falta de poder público e aquiescência da população.

Quando vamos mudar a nossa autoestima e entender que podemos ser muito mais? Ter uma beira mar como em Barcelona, ser bonita como Miami Beach? Podemos tudo, mas para isso, devemos nos comprometer e querer ser limpos. O que não falta é beleza na Fortaleza ensolarada, falta gestão e vontade política.

O Outubro Rosa e Eu

O Outubro Rosa e Eu

Este artigo é de outubro de 2015. Hoje em 2017 posso dizer que estou muito bem, ainda em tratamento de imunoterapia, ou seja tomando o remédio para prevenir o retorno do câncer. Em 2016 fiz a reconstituição da mama e continuo na fisioterapia para o braço esquerdo até hoje. É um processo longo.

Muito já foi dito sobre o câncer de mama este mês. Graças ao Outubro Rosa, a divulgação está sendo feita. Parabéns! Enfim, o medo está sendo dissipado e quanto mais se falar, melhor. Mais vidas serão poupadas.

Eu pensei como poderia ajudar. Escrevi dois artigos anteriores, mas falavam em procedimentos e sentimentos. Ficarão para serem publicados em outra oportunidade, porque tive a intuição que era mais importante falar no lado espiritual e nos sentimentos.

Vamos à minha história. Este ano será inesquecível para mim. Foi o ano em que descobri estar com câncer de mama. Ainda bem que no estágio inicial, embora o tumor fosse grande. Foi o grande presente de Deus! Em termos gerais e leigos, fiz a mastectomia da mama esquerda em fevereiro, colocaram o expansor (uma bexiguinha para ser enchida, digamos assim), fiz radioterapia (28 sessões), agora estou na fisioterapia para melhorar o movimento do braço e tomando o remédio que previne o câncer novamente. Em janeiro, faço outra operação. A cirurgiã tira o expansor e coloca a prótese. E a vida continua…

Queria dizer algo que fosse um diferencial. O que seria? Dizer que acreditar que nunca estive doente e que aquele momento de choque e dor, compartilhado pelos familiares e amigos, iria passar. Como passou. O pós-operatório é doloroso e só aguentável, por causa da presença amorosa dos que me cuidaram, além das visitas e telefonemas constantes. Rezas, orações, reiki vindo de longe de alguém que nem me conhecia, pensamentos positivos e até atabaques. Vale tudo e isso faz a diferença.

Ter agido rápido também marcou pontos. Nisso tive o apoio total dos médicos, foi uma corrente de ação a fim de não perder tempo. Afinal, câncer não se fica curtindo, extirpa-se o quanto antes. Entrei na mesa de cirurgia entregando minha vida nas mãos de Deus e na da equipe que me operou. Meus médicos, meus anjos. Aqui se fala em confiança. Confiança de que eles e elas vão cuidar bem de mim e salvar a minha vida. Muito obrigada a cada um e olhem que a lista é longa. Além dos enfermeiros, atendentes no hospital, na Unimed, todos com quem tive contato, muito solidários com aquele momento.

E para finalizar, a pergunta que ronda a cabeça quando descobrimos que temos câncer. Por que eu? Aí vem a resposta do Alto: porque eu tinha força e coragem para enfrentar tudo que passou. E a tudo que acontece de difícil na minha existência, eu peço a Deus me dizer o porquê de estar naquela situação e Deus sempre responde. O que eu tinha que melhorar como pessoa?  Refleti e soube a resposta. Divulgar o que senti, ajudar a quem precisa, continuar a visitar os amigos doentes e terminais, ser ainda mais presente na vida das pessoas amadas. Enfim, aprimorar o que eu já fazia e ser mais ainda alegre. A felicidade é um antídoto contra doenças. O mundo precisa de mais. De agora em diante, transformar minha vida em um jardim com todas as flores do arco-íris é minha responsabilidade.

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Nossa Sociedade Incivilizada

NOSSA SOCIEDADE INCIVILIZADA

Escrevi este artigo em outubro de 2014, porém percebo que em maio de 2017 nada mudou, infelizmente.

Temos uma sociedade violenta, as emoções estão à flor da pele de cada um, sentimos uma agressividade latente em qualquer situação do dia a dia. No trânsito, no banco, no supermercado, enfim onde estivermos, perceberemos a falta de gentileza nas ações. As palavras mágicas: obrigada, com licença, desculpa, por favor, bom dia são obsoletas. A ordem do dia é ser desconfiado e rude. Quem for sensível irá sofrer e se sentir um extraterrestre.

Aí chegam meus pensamentos. Já que vivemos em uma sociedade infantil, onde as pessoas não sabem valores básicos de conduta e bons modos, então devem ser ensinadas. Melhor seria pelas famílias, mas isso não está acontecendo, então pela escola, também isso não está resolvendo. Portanto, as campanhas devem partir do poder público. Campanhas maciças de educação e gentileza ensinando como se portar no trânsito e em todos os momentos. Ao invés de apregoar o posto de saúde, que tal deixar as regras de boa convivência claras na televisão, no rádio, na internet?

Acredito na educação, sem ela não teremos o Brasil que queremos e merecemos. Ao meu ver até as regras mais básicas, como não sujar a rua, devem ser escritas e divulgadas.

Vou dar dois exemplos: em Montevidéu estive em uma livraria e lá estava escrito: quem estiver no café, não pode ler livros. Algo simples e efetivo. Na mesma cidade, em uma excursão de um dia, o guia foi claro ao dizer os horários e esclareceu que se alguém se atrasasse mais do que o horário dito, ficaria para trás. Resultado: todos foram pontuais e não houve problemas. Ou seja, regras ditas e cumpridas.

Algo tem que ser feito, eu faço a minha parte, e você?

 

 

 

 

Praia da Redonda-Ceará

PRAIA DA REDONDA-ICAPUÍ-CEARÁ

 

Este artigo é de agosto de 2016. Será que algo mudou em 2017?

Sempre achei a Redonda uma das praias mais lindas do Ceará. Quando penso naquele céu tão estrelado à noite, no lugar calmo e bucólico que é e, principalmente, na beleza do local fico emocionada. Suas casas à beira-mar formam um conjunto deslumbrante e seu mar, ai, que mar! A água cristalina e de ondas tranquilas convidam a um banho infinito. Se olharmos à direita, veremos as falésias de cores distintas da praia da Peroba, e no horizonte, o cenário é paradisíaco: o vasto oceano com incontáveis barcos dos pescadores da região. Sem os barcos, não seria tão arrebatador o visual.  Mesmo sendo longe, quase na fronteira com o Rio Grande do Norte, vale a pena conhecer também as praias da Peroba, Ponta Grossa, dentre outras.

As placas feitas a mão pelos moradores incentivando as pessoas a colocar o lixo no recipiente certo, achei simples e genial. Assim, a praia se encontra razoavelmente limpa. Ponto para os amantes da Redonda. Cuidar do lixo significa amar o lugar em que se vive. Parabéns!

Falar nas nossas praias atraentes não é novidade. Mas resolvi escrever, porque lugar tão fascinante pede socorro. Assim como a praia do Icaraí, a Redonda está sendo engolida pelo mar. Lá havia um calçadão que margeava a praia e era bom para caminhar. Isso é passado. Fiquei impressionada com a destruição do mesmo. Só restou um pequeno pedaço. Em três anos, a força da maré fez mais estragos. E o calçadão não foi reconstruído e nem um paredão de proteção contra a força do mar. O que vi foram poucos moradores protegendo suas casas individualmente. Onde está o poder público? Vão mesmo deixar a “praia das lagostas” ficar abandonada?

Sou uma pessoa acostumada a viajar para as praias que gosto. Vou como turista, mas também como observadora do cotidiano, logo não poderia deixar de manifestar a minha tristeza com o descaso lá visto. Logo, senhores políticos, vocês que têm casa lá, façam algo antes que seja tarde.

Vaquejada

Sou contra a Vaquejada

Este artigo é de novembro de 2016, quando começou a discussão sobre a vaquejada no Congresso. Apesar do lobby forte do Nordeste e de ter sido aprovada como manifestação cultural, sou contra a vaquejada. A engrenagem funciona dependente do gado. O importante é ganhar dinheiro, o sofrimento do bicho realmente importa?

Sou contra a tourada. Acontece na Espanha. Também dizem fazer parte da alma espanhola. Um dia perguntei a uma filha de espanhola o que achava e ela me disse ser uma maneira gloriosa de morrer. Aí eu respondi que essa não era a opinião do touro…

Sou contra a farra do boi. Era ou ainda é feito na região de Santo Antônio de Lisboa em Florianópolis, Santa Catarina e era dito como cultural, uma tradição açoriana.

E aí eu pergunto a vocês: alguém gostaria de estar no lugar do touro, da vaca, do boi? Vocês imaginam o que eles sentem?

Certa vez ganhei um livro de uma amiga portuguesa que contava estórias sobre animais, mas sob o ponto de vista deles. O capítulo sobre a tourada foi de chorar.

Então, não venham me dizer que o animal não sofre que não acreditarei. O lobby em cima da vaquejada é forte, vai do político e prefeito do interior às cervejarias e bandas de forró. O vaqueiro, certamente, nem deve ser tão bem pago assim. Mas ninguém pergunta à estrela do show o que ela acha…

 

São Paulo

São Paulo, sempre São Paulo

Começarei o artigo no período de novembro de 2016, quando estive em Sampa pela última vez. Viajamos juntos o Carlos e eu, e pegamos a filha dele, Denise, pelo caminho, ou seja, via Avianca Fortaleza-Juazeiro-São Paulo. Foi ótimo termos ido juntos a maior parte do tempo.

Vamos às dicas: o restaurante Lá na Venda pela sua gostosura, o Shopping Cidade Jardim pela sua beleza e as de sempre: padaria e confeitaria Bella Paulista e Galeria dos Pães. Amo!!!

Em termos culturais: o musical “Wicked” no Teatro Renault foi fantástico, assim como a peça “Morte Acidental de um Anarquista” com o ator Dan Stulbach no Teatro da Folha no Pátio Higienópolis. Não posso deixar de mencionar a exposição do Gaudí no Instituto Tomie Otake. Aconselho entrar no Parque Trianon em plena Paulista, pois é uma maravilha de tanto verde. São Paulo é uma festa sempre. Agradeço aos meus familiares que moram lá e são constantemente atenciosos.

Agora voltamos a agosto de 2012. O que me encanta na metrópole paulistana é saber que há um planejamento e organização por trás das atitudes tomadas lá, seja no trânsito, como no cotidiano do cidadão. A minha pergunta é como os governantes conseguem fazer isso com uma população tão volumosa? Deve ser por conta de gestões contínuas que pensam no futuro e em longo prazo. Um exemplo: em 2011, testemunhei a campanha da mãozinha, ou seja, havia monitores do trânsito com mãozinhas nas faixas de pedestres, educando os motoristas a respeitar a citada faixa nas avenidas e ruas principais. Um ano depois, volto à cidade e vejo o resultado pelas faixas colocadas nas ruas e avenidas principais elogiando os motoristas e dizendo que o número de atropelamentos diminuiu, graças à conscientização dos motoristas. Também vi dentro de ônibus, avisos aos pedestres dizendo que atravessassem a rua na faixa de pedestres e como ter cuidado. Isso sim é campanha de conscientização. Por essas e outras que sou uma enorme fã da cidade.

Toda vez que vou a São Paulo, me surpreendo com tantas opções culturais, parques, restaurantes e outras novidades. O bom é curtir a cidade como se fosse um paulistano. Vamos lá…

Aconselho observar as ruas largas dos bairros, por exemplo, Pinheiros e Jardins e da famosa Av. Paulista. Elas têm árvores e em grande número. O povo da terra realmente gosta e cuida. Existem plantas e árvores como palmeiras até em varandas pequenas e em coberturas de prédios. A Prefeitura dá o exemplo no seu edifício. Para quem é amante da natureza, a capital é um bom local para se arejar.

Há feiras de rua em cada bairro. O paulistano ama comprar frutas e hortaliças nessas feiras livres, afinal são mais baratas, e comer o pastel em pé ou sentado na calçada. O fantástico é saber que assim que terminam, os garis deixarão tudo limpo como antes. Outro amor da população são os cafés e restaurantes. Há uma quantidade imensa para todos os gostos e bolsos.

Comecemos com as ideias para uma próxima viagem… feiras de antiguidades e artesanatos, como a da praça Benedito Calixto em Pinheiros aos sábados. Existem muitas bancas de comida também. Eu me deliciei com um bacalhau a Gomes de Sá bastante procurado. Nos domingos, uma feira de antiguidades de qualidade acontece no piso inferior do MASP, na Av. Paulista. Vale a pena ir a ambas.

Desta vez, fui aos museus MASP e Pinacoteca. Sempre com exposições diferentes e válidas. Na Pinacoteca, não paguei por ser professora. E os musicais? Maravilhosos, tanto a Família Addams no teatro Abril Cultural, como Priscilla, a Rainha do Deserto, no Shopping Bourbon. Trata-se de um dinheiro bem empregado, uma vez que essa fartura de musicais, peças, cinemas, e eventos culturais só existe lá.

Falemos em parques…  dar uma caminhada no Ibirapuera é algo paulistano de se fazer e também conhecer o Trianon na Av. Paulista é um frescor. Se fora está calor, dentro tem um clima agradabilíssimo. Acho sempre incrível ter um parque desses em uma rua de negócios, comércio e dinheiro. O povo frequenta seus parques e há muitos outros pela cidade.

Uma boa dica grátis é visitar o Conjunto Nacional na Av. Paulista, entrar na Livraria Cultura e assistir todas as terças-feiras às 12.30 h. o show do Tito Martini Jazz Band. Já fui duas vezes e é delicioso. Eles dão uma boa viajada do jazz original ao moderno. Todo mundo ama! Outra sugestão é ir à magnífica Sala São Paulo e assistir um concerto da OSESP, tanto a sala como a performance dos músicos é de se orgulhar. Trata-se da melhor sala do Brasil e uma das dez melhores do mundo em termos de acústica.

E viagens para fora de São Paulo. Desta vez foi para a fervilhante cidade de Campos do Jordão (fotos acima). Não há o que comparar com Gramado-RS, Gravatá-PE ou com a nossa Guaramiranga. O comum é serem serras. E só. São diferentes, sem dúvida. Campos é a paixão do paulistano e dá para entender o motivo. É uma cidade maior do que eu pensava e com uma infraestrutura invejável. A quantidade de restaurantes, cafés, malharias e chocolaterias é de cair o queixo. Além do afamado festival de inverno de música erudita em julho. Também se faz passeios de natureza, como no Pico Itapeva e na cachoeira Ducha de Prata. No pico citado, há uma feira de malharias artesanais, muito em conta. E como ir? Para quem quiser ir por um dia, a sugestão é a agência Vida e Energia (receptivo.sp@vidaeenergia.com.br). Gostei bastante e os guias são muito queridos e interessados no bem-estar do turista. O passeio é longo, começou às 8h e às 20 h. cheguei ao hotel. Foi um grande achado.

Enfim, Sampa é assim: cativante, alegre, colorida… quem disser que se trata de uma selva de pedra, realmente, nunca foi lá. Vejo verde em tudo e gente viva e falante. E tem mais: quem vai e gosta de cultura, toma uma chuvarada e volta renovado.

 

 

Porto Alegre

 

Porto Alegre – uma “baita” cidade

Estamos em julho de 2014. Vou começar a nossa jornada em terras gaúchas por um bairro: o da Tristeza, na zona sul de Porto Alegre, perto do rio Guaíba e pros lados do estádio Beira Rio. De triste não tem nada, trata-se de uma parte da cidade alegre, agradável, “família”, com lojas de decoração fantásticas, bons restaurantes e confeitarias/cafés, e que existe como uma cidade pequena, onde todos se conhecem e o bairro acontece ao redor do supermercado, da igreja e da praça. Ao ficar lá por uns dias, deu pra sentir o clima bucólico e gostoso de dias invernais.

Sou sempre encantada com cidades com muitas árvores, só pra se ter ideia, no prédio onde me hospedei, os moradores trocaram a garagem pelas árvores e jardim florido, logo preferiram que seus carros ficassem na rua, mas que tivessem um espaço amplo para sentar e conversar com os vizinhos, papos regados por um bom chimarrão. A isso se chama de qualidade de vida.

Muito bom ter frequentado a Confeitaria Itália e tomado o café da tarde com amigos; ter comido doces na Confeitaria Rony e almoçado algumas vezes no Restaurante Mezcla. Também dou dicas da confeitaria Madame Antonieta, um sonho de lugar. O Paseo Shopping é importante para o bairro, por ter lojas e restaurantes bonitos e oferecer uma programação cultural. Lá assistimos a um show de flamenco com artistas da Espanha.

Lá perto há muitos passeios: ver o pôr do sol no Parque Marinha do Brasil ou à beira do rio/lago Guaíba é emocionante. Visitar o Museu Iberê Camargo é obrigatório para os amantes das artes; e principalmente, explorar os arredores e respirar o ar do bairro. As casas são ma-ra-vi-lho-sas! Folgo em testemunhar que ainda há cidades nas quais as pessoas amam uma boa casa com jardins e plantas.

Porto Alegre é uma cidade desconhecida do cearense, infelizmente. Aqui só se fala em Gramado, lógico que entendo, mas penso que se perde uma capital com muito potencial a ofertar ao turista, em termos de cultura, gastronomia, vida noturna e passeios.

Uma dica imperdível na cidade: almoçar no restaurante panorâmico da universidade PUC-RS. Nunca vi algo igual: são várias ilhas de comida e sobremesa. Achei o buffet fenomenal. O problema é a balança… Depois se dirigir ao Museu de Ciência e Tecnologia na própria universidade. Que achado! A parte de biologia e física é deslumbrante. Já havia lido a respeito, mas sinceramente, é muito melhor do que imaginado.

Falando em museus… o Museu do Rio Grande do Sul (MARGS) e o Santander no centro são básicos. Isto quer dizer, deve-se ir sempre. No último estava a exposição do paulista que vive entre o Rio e Nova York: Vik Muniz. Excelente com suas obras originais.

Porto Alegre, terra escolhida pelo poeta Mário Quintana para morar e acabar seus dias; pátria do Internacional e do Grêmio; do Parque da Redenção onde acontece o popular brique, ou seja, a feira das pulgas todos os domingos do ano etc merece ser mais divulgada na terra alencarina. São tantos lugares interessantes, mas cá deixarei minha homenagem singela aos meus familiares e amigos que lá residem e que sempre nos recebem tão bem. Muito obrigada.

Trânsito de Fortaleza-Ce

 

carros
http://blogs.diariodonordeste.com.br/olharesdiarios/cidade/transito-fortaleza-aumenta-desvios/

TRÂNSITO MALUCO

Fala-se mal do trânsito de Roma, mas estamos chegando lá em termos de maluquice. Aqui ninguém respeita lei, nem o pedestre, nem o motoqueiro, nem o motorista de qualquer tipo de transporte de quatro rodas. Logicamente, há exceções, que são poucas. Aquelas pessoas generosas, educadas e gentis são contabilizadas nos dedos. Em geral, vive-se uma loucura nas ruas e calçadas. Eu ia dizer que se vive na selva, mas até a selva tem mais ordem e organização.

Vamos ser bem sinceros: as calçadas estão péssimas, desniveladas e esburacadas, a Prefeitura não cobra, não multa, logo todos fazem o que querem, ou simplesmente, não fazem nada. Em consequência, moradores da cidade caem e se machucam, principalmente, idosos. E aí alguns dizem e eu com isso? Em país de primeiro mundo, o dono da casa é responsável pela sua calçada, qualquer queda, o cidadão machucado entra na justiça e ganha indenização. O Brasil melhora sua economia, mas o respeito ao cidadão ainda está a anos luz da civilidade.

Agora o pedestre: atravessa fora da faixa, ziguezagueando e correndo o risco de ser atropelado e morrer. Esse, em geral, é um coitado, pois nenhum motorista respeita. E se morrer, e eu com isso?

O motoqueiro: ai, meu Deus, nos proteja…  não respeita regra, lei, nada mesmo. Faz o que quer, corre, anda sem capacete no interior do estado, leva na sua moto todo o tipo de objetos, de escadas a cachorros…  circula pela direita e esquerda, raramente atrás de carros de forma civilizada, entra pela contramão, anda em cima de calçada, não existe mais sinal de trânsito para eles. Eles atropelam e são atropelados, lotam os hospitais, mas e eu com isso?

Finalmente, o motorista de carro. Este se acha mais poderoso dependendo do tamanho do automóvel. Não respeita leis, a faixa de pedestre, os sinais, não dá sinaleira, ou seja, faz o que quer, para no meio da rua ao seu bel prazer, anda na contramão e muito mais, mas eu com isso?

Em suma, que cidade é essa? Para ser bela, tem que ser civilizada, organizada e ordeira, além de limpa, amada e paparicada. Ai, que saudades do DETRAN, naquele tempo as pessoas pelo menos temiam não respeitar as leis. A AMC não impõe respeito e o cidadão nem sabe onde eles se encontram. É sinal que multar somente não resolve. Onde estão as campanhas de educação e conscientização, Prefeitura e AMC?