Turquia – Istambul 3 – Igreja de Santa Sophia

Turquia – Istambul 3 – Igreja de Santa Sophia

Hoje é dia 18 de outubro de 2019. Mais um dia em Istambul para conhecer locais magníficos. Na Praça de Sultanahmet, encontra-se um dos maiores edifícios do mundo bizantino: a Basílica de Santa Sophia, sem dúvida um dos mais famosos cartões postais da cidade. Ali, foi filmada uma cena do filme Argo (de 2012) com o ator norte-americano Ben Affleck, que também foi diretor. Ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2013. 

Segundo o livro da agência PortoSul de Porto Alegre-RS (2009), a igreja data da época do imperador Justiniano (532 d.C.), quando foi igreja católica. Em 1453, foi transformada em mesquita e os turcos otomanos cobriram de gesso seus ricos mosaicos. 

Nas paredes aparecem medalhões com o nome de Alá e dos Califas Otomanos (em árabe literário). Um altar – o Mihrab – foi erigido um pouco descentralizado (pela orientação das janelas), para ficar voltado para Meca, atendendo os preceitos islâmicos. Com a proclamação da república turca, a igreja se tornou um museu. Para tal, foram descobertos os mosaicos que ficaram com marcas dos danos sofridos. Santa Sofia é o quarto maior edifício religioso de origem católica do mundo. Sua cúpula mede 55 m de altura. O guia Ali adicionou: diâmetro 33 m.

A revista Where Istambul acrescenta que a basílica foi construída entre 532 e 537 no centro antigo. Hagia Sophia ou Igreja da Sabedoria Sagrada é a mais antiga catedral e a que foi construída mais rapidamente no mundo. Considerada uma obra prima de arte, história e arquitetura, serviu a duas religiões oriundas de Abraão-916 anos como igreja central do Império Bizantino e 477 anos como mesquita, tendo sido convertida em museu em 1935.

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Lustre dentro da Basílica de Santa Sophia-Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado

Interessante dizer que no corredor interno e externo, o que se vê não é pintura, é ouro. Até 1839 não se podia ter igreja com cúpula, depois os turcos permitiram.

Falemos em história. O nosso guia Ali deu expressivas explicações. O imperador romano Constantino foi quem aceitou o cristianismo. De acordo com a Wikipédia, Constantino I ou Magno ou o Grande (272 d.C.-337 d.C.), foi o primeiro imperador cristão. Mudou a capital do império romano para Constantinopla. Ele organizou o primeiro concílio ecumênico, ocorrido de 20 de maio a 25 de julho em 325 d. C., no qual participaram bispos, reunidos na cidade de Niceia da Bitínia, hoje Iznik na Turquia. Constantino organizou o concílio nos moldes do senado romano e o presidiu, mas não votou oficialmente.

Santa Sophia era o símbolo da igreja do Oriente. Era o Vaticano dos ortodoxos. A cisma do Oriente ocorreu entre 726 e 846 d.C. A separação ocorre até hoje.

Os cristãos católicos não queriam imagens nas igrejas, eram iconoclastas. Conforme a Wikipédia, iconoclastia ou iconoclasmo foi um movimento político-religioso contra a veneração de ícones e imagens religiosas no Império Bizantino, que começou no início do séc. VIII até o séc. IX. Só depois de 846 d.C., com o papa Leão VI, que apareceram as imagens.

Trata-se de uma das maravilhas do mundo antigo. São 106 colunas dentro da igreja, sendo oito oriundas do Templo de Artêmis da Grécia.  Curiosidades: a porta maior era do imperador bizantino; o sultão Mahmud I (1696-1754) tinha a sua biblioteca e sala de leitura no local em 1739; o símbolo de Maomé está sempre à esquerda do de Alá.

Saindo de lá, entramos no ônibus e voltamos ao hotel Hilton Bosphorus, passando pelo Estreito do Bósforo, que separa a Istambul europeia da asiática. Vi muitos navios e achei linda a tarde no calçadão com movimento de gente. Existem três pontes no Chifre de Ouro (braço de mar). O Corno de Ouro ou Chifre de Ouro forma uma península com um profundo porto natural.

A noite era livre, enfim! A ideia foi caminhar e conhecer os arredores. Perto do hotel, estava a praça Taksim com calçadão de pedestres. Pelo caminho, descobrimos o Festival Beyoglu, com uma feira de antiguidades imperdível. Paramos para jantar no Turkish Kebap Restaurant no calçadão Taksim. Pedimos wrap de carne e de frango por 25 liras cada, o suco de laranja saiu por 15 liras. Gostamos.

Vale a pena explorar a área, pois há muitos restaurantes, cafés, lojas para turistas com a venda de lembrancinhas e chás turcos, além de frutas naturais, como figo e romã (eles amam!), e frutas secas: damasco, figo, uva passa. Indico! A bebida típica dos turcos se chama raki, um licor derivado da uva e com sabor de anis (45° de álcool). Os caixas de banco se localizam na rua, todos enxergam, como em Portugal. Segurança e tranquilidade ao andar. Nada melhor! Que cidade fenomenal!

P.S. Em julho de 2020 a Basílica de Santa Sophia se transformou novamente em mesquita.

Turquia – Istambul 2 – Igreja e Museu Chora e Basílica Cisterna

Turquia – Istambul 2 – Igreja e Museu Chora e Basílica Cisterna

Hoje é dia 18 de outubro de 2019 e continuamos os nossos passeios em Istambul na Turquia.

Curiosidades: 97% da Turquia estão na Ásia. As Muralhas de Constantinópolis são do séc. VI. Toda a cidade de Istambul é amuralhada com 20 portas e 22 km de muralhas.

Agora visitaremos a igreja Chora (diz-se “kora” em turco), que está em renovação, e o museu com o mesmo nome. Estamos no bairro Kariye.

De acordo com a revista Where Istambul de setembro de 2019, primeiramente, foi construído como um monastério em 534 d. C. e é a única estrutura remanescente de um complexo maior. Desde a sua construção, recebeu grandes reformas nos séculos 11 e 14. O prédio moderno consiste principalmente de porções reformadas durante os períodos otomano e republicano. Seus mosaicos e afrescos magníficos estão entre os melhores exemplos da arte bizantina.

Os afrescos bizantinos são da época de Theodor Metohides do séc. XIV, que era um dos notáveis do palácio. Chora na sua fundação no séc. IV ficava fora das muralhas, já no séc. VII estava dentro delas. Com a conquista de Constantinópolis pelos turcos em 1453, construíram um minarete, cobriram as imagens com cal e transformaram em mesquita esta igreja São Salvador.

Em 1953, na República, tiraram a camada de cal. Estamos na visita à nave principal. Antigamente, o interior da igreja era só para os crentes a Deus e fora, para os que não acreditavam. A missa era para os batizados. Depois liberaram para todos.

Teto museu Chora
Teto do museu Chora em Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado

Falemos nos afrescos na nave principal. São imagens inesquecíveis pós-séc. XII. Há vários afrescos, por exemplo: a Dormida de Nossa Senhora, na qual ela dorme, não morre, pois Jesus segura a sua alma; Nossa Senhora com Cristo; Cristo benzendo (mão de Cristo).  No corredor interior mais imagens: São Pedro; São Paulo; genealogia de Cristo; Maria de Mongol, praticante na época do Império Otomano; Theodor Metohides; Virgem Maria aos 12 anos e com pretendentes que traziam lãs para tapetes; milagres de Cristo; José acompanhando a Virgem Maria com os quatro filhos dele; pais da Virgem Maria; natividade da Virgem; primeiro banho de Cristo; viagem da Sagrada Família; recenseamento de Herodes no qual se vê a Virgem Maria grávida, José e seus quatro filhos; Isabel e seu filho João Batista. Interessante mencionar que não existe uma cronologia definida na ordem dos afrescos.

De lá seguimos para o almoço no Lokum Café. O grupo todo reunido foi uma diversão. De entrada, salada; de prato principal, churrasco de ovelha, frango, arroz e batata frita; de sobremesa o maravilhoso doce dos países do antigo Império Otomano: baklava. Deliciosa, é  prato nacional da Turquia. Para quem nunca provou, é um tipo de pastel elaborado com pasta de nozes trituradas, envolvida em massa filo e banhada em xarope ou mel, segundo a Wikipédia. Neste momento, conhecemos do nosso grupo a carioca Nathália e o suíço/brasileiro Henrique, moradores na Suíça, a quem saúdo com carinho. 

Mais tarde nos dirigimos à Basílica Cisterna, a maior cisterna coberta de Istambul. Também conhecida como cisterna subterrânea, situa-se ao lado da Igreja de Santa Sofia no bairro Sultão Ahmet. Os turcos a chamam de “palácio subterrâneo” (Yerebatan Saray). Pertence à Municipalidade, foi restaurada entre 1985 e 1988. As colunas são as provas de ali ter sido uma basílica em passado remoto. Foi construída por Justiniano I, imperador bizantino, (527-565) no séc. VI a fim de fornecer água aos palácios vizinhos, por causa das secas e dos inimigos: mongóis, árabes e turcos. Fechavam as portas das muralhas para proteção e tinham as reservas de águas. Na Basílica Cisterna há 336 colunas com diferentes adornos, 143 m de comprimento, 65 m de largura, com uma área total de 9.800 m² e com capacidade de 80 mil metros cúbicos de água.

 

Os turcos não a usaram como cisterna. Preferiam água corrente. A partir de 1985 tiraram o lixo e transformaram em museu. Interessante existir dois pedestais com esculturas de cabeças de medusas, as quais serviam contra o mau olhado, pois tratavam-se de símbolos pagãos. As cabeças se encontravam escondidas dos cristãos. São Górgonas, ou seja, a Wikipédia esclarece que a Górgona é uma criatura da mitologia grega, representada como um monstro feroz, de aspecto feminino e com grandes presas. Tinha o poder de transformar todos que olhassem para ela em pedra, o que fazia com que, muitas vezes, imagens suas fossem usadas como amuletos. Eram três as Górgonas: Medusa, Esteno e Euríale, filhas de Fórcis e Ceto.

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Vendedor de milho e castanha na rua em Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado

Ao caminhar dentro da cisterna, ouve-se música clássica. Saindo de lá, existem barracas com venda de milho e castanha portuguesa. Fiquei encantada ao ver passar pelo local, como transporte público na cidade, trams (trens, como em Amsterdam e Lisboa).

Mais um dia produtivo. Seguiremos com mais lugares esplêndidos de Istambul em breve.

 

 

 

Turquia – Istambul 1 – Mesquita de Eyup

Turquia – Istambul 1- Mesquita de Eyup

Hoje é dia 18 de outubro de 2019. Estamos no hotel Hilton Istambul Bosphorus. Nosso segundo dia na tão famosa cidade. O café da manhã foi estupendo, um verdadeiro banquete. Estamos na terra das frutas secas, não podemos deixar de aproveitar as iguarias.

São dois ônibus repletos de brasileiros, e dois guias da agência Abreu, um para cada veículo.  O nosso guia continua sendo o turco Ali, o mesmo que nos pegou no aeroporto. Ele é fantástico, com muito conhecimento e com um português admirável, além de estar acostumado com nossos hábitos. É guia oficial do Ministério do Turismo.

Um pouco de história da cidade. Segundo o guia da agência PortoSul de Porto Alegre-RS (2009), Istambul foi a antiga Bizâncio, quando colonizadores gregos, comandados por Byzas, a fundaram no séc. VII a. C. No entanto, existem vestígios de ocupação na Idade do Bronze nas imediações do Palácio Topkapi. Em 330 a.C. o Imperador Constantino a batizou de Constantinopla, a transformando na segunda cidade do Império Romano.  Após a conquista do exército otomano, comandado por Mehmet II em 1453, passou a se chamar Istambul, sendo a terceira capital otomana, depois de Bursa e Edirne. Istambul é cidade histórica com suas belas e inúmeras mesquitas, seus palácios e as ruínas da Muralha de Constantinopla.

Fizemos uma visita panorâmica da cidade. Estamos no lado europeu. E fomos aos bairros do Corno ou Chifre de Ouro (um braço de mar), como o bairro Eyup, o mais muçulmano ou devoto. Lá está a mesquita Eyüp Sultan, a mais antiga de Istambul e o mausoléu de Eyup. Foi construída em 1458, cinco anos após a conquista de Constantinopla, tendo sido reconstruída em 1800. Está situada na parte exterior das Muralhas de Constantinopla.

Na entrada da mesquita, as mulheres já colocam um lenço na cabeça cobrindo os cabelos. Os homens não entram de bermuda. Todos tiram seus sapatos e calçam uma pantufa de plástico no seu lugar. Levamos nossos sapatos em sacos dados pela mesquita. Podemos tirar fotos dentro, e a parte dos homens é separada das mulheres. A deles é a maior e melhor. As mulheres rezam atrás dos homens e no andar de cima da mesquita. A religião é patriarcal. O líder da religião é o Imã, considerado apóstolo.

Na mesquita de Eyup, há um nicho (como se fosse o altar das igrejas, indica a direção das orações) chamado Mihrab. Olha para Meca na Arábia Saudita, onde está a Pedra Negra, trazida a Abraão pelo Arcanjo Gabriel, enquanto estava erigindo a Caaba (tipo de construção). Na mesquita de Eyup, o nome de Alá, do profeta Maomé e dos primeiros quatro califas em Islão estão escritos em árabe nas paredes.

Abu Ayyub al-Ansari, cuja sepultura se encontra lá, era o companheiro turco de Maomé no séc. VII por isso esta mesquita é fundamental para a religião, trata-se de lugar de peregrinação.  Também era a mesquita o local onde os novos sultões otomanos eram coroados. No cemitério, há pessoas devotas ilustres enterradas. Interessante dizer que na nossa caminhada rumo à mesquita, vimos um curral de ovelhas e ficamos curiosos. São compradas pelos devotos a fim de ser sacrificadas e sua carne distribuída aos pobres.  O lugar é cheio de gatos, impressionante.

Como é sexta, o dia mais importante e obrigatório de reza para o muçulmano, a conhecida Mesquita Azul está fechada para visitação. A oração ocorre em vários momentos na mesquita ou em casa. A língua da religião é a árabe, não existem imagens sagradas e há local fora do prédio da mesquita para lavar os pés e as mãos.

Na Turquia, a grande maioria da população é muçulmana, de linha sunita. Desde 1924 o sistema é laico na Constituição do país, ou seja, a mesquita é separada da escola. As outras religiões minoritárias são aceitas e respeitadas. Detalhe: são cinco mil mesquitas em Istambul e 81 mil no país.

Eis as cinco regras do Islã: primeiro- aceitar o Islã; segundo-rezar cinco vezes ao dia; terceiro-fazer 30 dias de jejum no Ramadã; quarto-ajudar os pobres; quinto-fazer uma vez a peregrinação a Meca (se tiver condições).

Ao redor da mesquita, há calçadão de pedestres com joalherias, lojas de especiarias e de lembrancinhas para turistas. Também há uma fonte d´água embelezando a paisagem.

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Fonte d´água no calçadão na saída da Mesquita de Eyup-Istambul-foto tirada por Carlos Alencar

Saudações às cearenses, de Fortaleza, Liliana e Tereza, gente muito boa, que conhecemos nesta viagem.

Prosseguiremos com mais Istambul em breve.

Turquia – Chegada a Istambul

Turquia – Chegada a Istambul

Hoje é dia 16 de outubro de 2019. Estamos de partida de Fortaleza-Ceará às 19h35 pela Air France até Paris e de lá pela Atlas Global a Istambul, antiga Constantinopla.

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Itinerário da viagem Turquia Espetacular da agência Abreu-fotografia da revista da Abreu 2019-2020 por Mônica D. Furtado.

Vamos fazer o itinerário Turquia Espetacular da companhia Abreu em onze dias de ônibus. Compramos a excursão na Casablanca Turismo em Fortaleza com o nosso agente Jozias Azevedo por 970 euros. Dormiremos em Istambul, Ankara, Capadócia, Pamukkale, Izmir e Çanakkale. Muitas emoções virão.

Um pouco a dizer sobre o voo. O serviço foi bom, com jantar gostoso de frango. A tripulação foi menos simpática do que a da subsidiária da Air France: Jony na qual viajamos a Milão em fevereiro. Só uma comissária falava português, pois era de Portugal. No fim, todos se entendem.

Dia 17 de outubro de 2019. Chegamos a Paris às 9h30 no aeroporto Charles de Gaulle. Saímos do Terminal 2E. Andamos bastante, passamos pela exigente checagem de malas de bordo e descemos para pegar o shuttle (transporte) em direção ao Terminal 2C. Tudo muito organizado. O aeroporto é um mundo.

No terminal 2C, recomendo para comer algo o Bert´s Café Contemporain. O wrap (feito de massa de pão achatado, enrolado em torno de um recheio) de iogurte de mirtilo selvagem é delicioso. Os banheiros têm carinhas de satisfação no espelho, é só apertar e deixar a opinião. Gostei.

Estamos quatro horas a mais do Brasil. Antes de embarcar, aconselho o muffin (bolo inglês) de chocolate e amendoim do McDonald´s. Não resisti. Depois de esperar mais umas quatro horas, embarcamos às 14h45 no voo da Atlas Global para Istambul. Duas futuras companheiras de viagem (do Rio) estavam no mesmo avião: Kátia e Beth.

Comecei apreciando a companhia aérea, pois a moça que nos atendeu no guichê de embarque era da Ilha da Madeira, um doce. Dentro do avião, a tripulação muito simpática, todas lindas de chamar a atenção. Gostei do uniforme estiloso. Falavam turco e inglês. Surpreendeu a Atlas Global. A refeição de purê de batata e frango estava saborosa, além do bolo de banana e pão integral com queijo cremoso. Na classe business, a comissária estava vestida de chef de cozinha, um barato.

Aterrissamos em Istambul às 19h20. O aeroporto é bem estruturado e com informações. Estamos a 6 horas a mais do que o Brasil. O pessoal da agência Abreu estava nos esperando. Era o Carlos, eu e mais outros brasileiros. O guia se chamava Ali. O percurso é de 45 minutos até o hotel.

Ficamos no hotel Hilton Bosphorus na Istambul europeia (Harbiye, Cumhuriyet Cd, No: 50) com o dever de estar na recepção no dia seguinte às 10h. Detalhe: este hotel tem detector de metais, afinal a rainha da Inglaterra já se hospedou ali. Os hotéis onde nos hospedamos na Turquia deixam duas garrafas de água (em geral) e café, leite ou chá para o hóspede de graça. Achei muito gentil.

Interessante dizer que vale mais a pena trocar o dinheiro na cidade do que no aeroporto. Lá perto há casas de câmbio, a localização do Hilton é central. Em outubro, o câmbio estava 6.4 novas liras turcas para 1 euro. A cidade não tem pichações e é segura para o turista. Pelo que vimos na entrada de Istambul pelos arredores, tudo é limpo e bem sinalizado, não percebi um buraco na rua sequer. A conhecida cidade histórica impressiona de início.

Seguiremos com Istambul.

Aventuras e Desventuras em Paris – Terceiro Artigo

Aventuras e Desventuras em Paris – Terceiro Artigo

Hoje é dia 1° de novembro de 2019 e decidimos conhecer Provins, cidade medieval nos arredores de Paris. Mas antes eu tinha que ir a alguma farmácia. Encontramos uma bem perto da entrada do metrô Opéra. Detalhe: quem quiser comprar um medicamento, tem que ficar na fila e se explicar à farmacêutica que também é caixa. Aviso aos navegantes: quem não falar pelo menos o inglês, só se for mímica…

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Cadeados, rio Sena e Torre Eiffel-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

Bem, estávamos o Carlos e eu na farmácia, com a mochila pra trás. Atravessamos a rua. Assim que chegamos à entrada do dito metrô, disse para o Carlos: “Vamos colocar as mochilas para frente” e aí descobri o ocorrido misterioso. Minha mochila estava aberta sem a carteira, mas com tudo mais dentro. Ai. Que nervoso. Fui me lembrar da besteira que tinha feito de ter deixado o cartão de crédito nela. Mais 50 euros e uns reais. Ai. Tinham duas figuras suspeitas na entrada do metrô, mas eles nem chegaram perto de mim. Até hoje não sabemos quem foi ou onde. Bem, só se foi dentro da farmácia. Será? Não preciso dizer que estragaram nosso dia.

Voltamos ao hotel correndo e aí fui procurar o contato do cartão. Só que estávamos a 4 horas a mais do Brasil, então tive que me acalmar um pouco. Nosso compadre em Fortaleza e nosso agente de viagens da Casablanca Turismo nos ajudaram muito. Nossos agradecimentos ao Maurinício e Jozias. O pessoal do hotel foi super, me cedendo o telefone para usar à vontade. Resolvido o bloqueio do cartão com a Central de Atendimento, e sabendo que não haviam utilizado, fiquei mais tranquila.

O Jozias me incentivou a fazer um Boletim de Ocorrência caso fosse necessário aqui no Brasil. Procurar uma Delegacia de Polícia em Paris? Ai, ai. Perguntamos no hotel, nos deram o endereço: 45 Place du Marché Saint-Honoré e lá fomos nós a pé. Contudo, quando chegamos não era lá. Que frustração. A policial com boa vontade nos deu a localização certa: 3 rue Aux Ours, e como era mais longe, pegamos um táxi. O taxista era português. Maravilha, nos sentimos em casa! Nos deixou na porta. Dentro policiais mulheres nos atenderam solicitamente. Esperei um pouco, pois tinha gente na fila (mais gente furtada!). Escrevi as informações em um I PAD em inglês (não tinha a língua portuguesa e vá não falar uma língua estrangeira, hein?). Recebi no meu e-mail, conforme prometeram. Achei muito organizado.

Moral da história: mesmo tendo sido avisada tantas vezes, caí nessa.  Há gangues de mulheres ladras e homens jovens, geralmente, segundo dizem: refugiados e imigrantes. São chamados de pickpockets (palavra originária do inglês). Há que se ter muito cuidado. O Carlos indagou no hotel onde estavam as câmeras e o atendente nos explicou que a polícia só vai atrás se houver violência. No mais, nem olham. Vimos tipos “malandros” no metrô, na estação de trem ou gare e por aí vai. Um entrou na catraca junto com o Carlos na Gare de L´Est (estação de trem), quando enfim fomos a Provins. É de ficar revoltado. Diga-se de passagem: os parisienses ficam envergonhados e indignados da cidade estar assim tão insegura. No dia seguinte ao furto, presenciamos um fiscal do metrô na entrada, o que significa que meu relatório na polícia foi lido e tomaram alguma providência.

Passado o susto, fomos almoçar cerca do hotel. Agora era relaxar. A lasanha bolonhesa com legumes da Charcuterie, Épicerie e Fromaderie estava deliciosa e o refrigerante Schweppes de cítricos refrescante. A gerente deve ter “sentido” o nosso desapontamento com Paris e não cobrou o café. Muita gentileza.

Continuamos o dia no Quartier Latin que amamos, perto da Notre Dame. Passeamos e depois o Carlos comeu kebab de carne (7,50 euros) e eu de frango (9,50 euros). Na rua dos restaurantes os garçons se postam em frente aos estabelecimentos e cativam os fregueses a entrar. Local bem atraente, bonito, com gente interessante. São as ruas Saint-Jacques, St. Severin, Dante, Huchette, dentre outras. Existem também livrarias, sebos, lojas diversas etc.

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Procissão religiosa perto da Catedral de Notre Dame-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

Dia 2 de novembro de 2019. Fomos conhecer Provins. https://monicaalmadeviajante.com/2019/11/08/franca-provins/

Dia 3 de novembro de 2019. Dia de ir embora. Oba! Confesso que não via a hora. Estava cansada e abatida. Contratamos uma van que passaria em alguns hotéis pegando viajantes para levar ao aeroporto Charles de Gaulle por 18 euros. Pagamos no dia anterior no próprio hotel Amarante Beau Manoir. O motorista foi mais do que pontual, passou antes das 6 h, como estipulado.

Chegamos às 7 h no aeroporto e caminhamos até o Terminal 2E, pois a van não pode se aproximar àquela hora. Tudo bem. O voo era às 10h20. Deixamos para fazer o check-in e marcar os assentos no local. Bem, não estava dando certo nem com a atendente da Air France. Conclusão: deu overbooking (lotação) no voo Paris-Fortaleza e umas 10 pessoas ficaram de fora (nós!). Imaginem o estresse. Aí pensamos: não é possível, de novo, nós com problemas em Paris?! Ainda bem que existiam os funcionários Pierre e Jéssica (portuguesa). Sempre os portugueses ajudando os brasileiros. Muito obrigada aos dois. Foram pacientes e ajeitaram tudo para nós. Não sairíamos sem ter conforto. Despachamos as malas para o dia seguinte. Ganhamos transporte para o hotel no ônibus (shuttle) da linha preta (Black bus), saindo do aeroporto e de graça para todos, almoço no aeroporto (15 euros), um valor de 600 euros para cada como indenização (uau!), hospedagem no Ibis Style em Roissy-en-France (a cidade do aeroporto) com jantar buffet espetacular por 25 euros e café da manhã excelente. Acreditem… foram nossas melhores refeições.

O hotel muito bom em uma cidade tão francesa que deu vontade de se refestelar por muitos dias em local tão encantador. As casas têm cortinas rendadas, há restaurantes diversos com caramanchões na frente, a prefeitura se situa em um parque agradável com uma exposição de painéis com fotos de natureza. O mais incrível foi ter visto um painel grande explicativo dos gastos da prefeitura e o chamamento com datas para as decisões da comunidade. Estávamos enfeitiçados, dando voltinhas pela vila pacata no frio à noite. Morar em Roissy é caro, dá para entender, tão perto de Paris e tão acolhedor. Que tal? Isso valeu e muito.

Detalhe: as linhas de ônibus que levam os passageiros para os terminais têm cores diferentes dependendo do hotel. O público é na maioria de profissionais de negócios, deu para perceber. Parabéns, Charles de Gaulle pela efetividade e preparação. A infraestrutura de hotéis em torno do aeroporto é de primeira. O movimento de carros é intenso, há de se ter cuidado com a hora. Devemos chegar 3 horas antes.

No dia seguinte, fizemos o trajeto de Roissy para o aeroporto, bem mais perto, então deu para dormir um pouquinho mais. Como a Jéssica havia nos colocado no privilegiado Sky Priority da Air France a fim de entrar no embarque de forma mais rápida, tudo foi facilitado. Viva a Jéssica, que pessoa mais empática.

A gente estava tão cansada da cabeça que o portão era K37, escrito por um funcionário da Air France, mas li no painel grande K47, logo estávamos bem belos fazendo compras de última hora e tomando café. Quando o Carlos se deu conta, ai, ai, que disparada. Chegamos esbaforidos e fomos os últimos a entrar no avião. Não para Paris-Fortaleza, que não tinha nesse dia, mas para São Paulo (11 horas), depois 3 horas em Guarulhos e mais 3 h e meia para Fortaleza. Estávamos 4 horas a mais de fuso horário. Ufa! Enfim, chegamos à terrinha ensolarada, mas só o bagaço. Bom ser turista, mas que cansa, cansa.

Toda viagem se torna um grande aprendizado. Acontecem percalços, sim, mas encontramos ajuda e pessoas simpáticas, aptas a nos apoiar. Obrigada. Quero voltar à França, mas ao interior. Fim de viagem.

Em breve, o país onde começou o nosso itinerário: Turquia “espetacular”.

Aventuras e Desventuras em Paris: Segundo Artigo

Aventuras e Desventuras em Paris: Segundo Artigo

Torre Eiffel com rio Sena
Torre Eiffel com o rio Sena em Paris-França-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 29 de outubro de 2019. Pela manhã entramos no ônibus turístico hop on-hop off de novo, linha laranja da agência Foxity (estávamos dentro das 24 horas). O percurso foi diferente do dia anterior. Bom, pois assim vimos outras atrações.

Na avenida Champs Élysées, testemunhei policiais a cavalo pela primeira vez. Novidade para mim.

Descemos na Torre Eiffel. Que multidão chata! Ver a famosa torre cercada por vidros e grades foi decepcionante. Antes era tudo aberto, hoje não mais. Fomos dar umas voltas pelas redondezas e procurar um restaurante para o almoço. Encontramos o Bistrot Tour Eiffel lotado, mas foi o jeito. Localização: 21 avenida de La Bourdonnais. Pedimos um talharim com frango provençal por 14,20 euros, mais um vinho rose Coteau de Provence por 5,70 a taça. Comida gostosa, mas serviço estressado.

Ao redor da Torre Eiffel, muitos africanos, notadamente do Senegal, vendendo bolsas, bonés, boinas, carregadores etc. Fogem da polícia, depois voltam e espalham seu material em cima de toalhas no chão. São muito simpáticos. Soldados do Exército cuidam do local. Tudo era tranquilo antes, hoje a história é outra. Uma tristeza.

Falando em transporte, há várias opções para o cidadão se locomover: patinetes, bicicletas, motos, metrô, ônibus e carro. A novidade para mim como turista, que há 10 anos não ia lá, foi o tuk tuk, modelo copiado do indiano, ou seja, duas pessoas são carregadas sentadas por alguém na bicicleta. Uma graça! Já os barcos bateaux mouches mudaram, estão enormes com o intuito de caber muita gente.

Ao passear perto da Catedral Notre Dame, descobrimos ruelas e ruas charmosas, uma delas a rue Dante. Eis o Quartier Latin, bairro encantador. Nessa rua existe uma loja de gibis para colecionadores e uma loja de brinquedos com tesouros do Harry Potter, chamada Pulp´s Toys.  Foi um achado, a gente se sentiu na Cidade Velha de Quebec no Canadá.  São cafés e restaurantes transados, um clima diferente, daqueles que atraem e não queremos ir embora. Ali é o paraíso do kebab (tipo de churrasco: espetada de pedaços de carne ou frango com vegetais), apreciado na Turquia, Grécia e em outros lugares. Na França, por exemplo, se come em um prato e não em um espeto.

Infelizmente, tivemos que partir, então antes de pegar o ônibus turístico, degustei um bom crepe com Nutella, nada mais francês, no meio da rua. Maravilha! A verdade é que não se faz crepe e croissant como na França.

Dia 30 de outubro de 2019: Giverny  (https://monicaalmadeviajante.com/2019/11/14/franca-giverny/).

Dia 31 de outubro de 2019. Dia do Halloween, dia das bruxas. Muitas lojas e restaurantes são decorados. Hoje, finalmente, deu certo conhecer a Ópera Garnier. Ufa! Lá estava a fatídica multidão na frente do local. Enfrentamos e entramos. Tantas vezes fomos a Paris e foi a primeira vez que a visita foi bem sucedida. Recomendo.

Por 14 euros a entrada, conhecemos um lugar chique, elegante e dourado. O início da sua construção foi em 1861 e tem estilo neobarroco, preferencialmente.  O edifício é considerado uma das obras-primas de seu tempo. Todos os recintos são deslumbrantes: a entrada, o museu com roupas usadas em óperas, os camarins, o teatro, então nem se fala. Todavia, o mais espetacular é o Grand Foyer com 154 m de largura, 13 m de comprimento e 18 m de altura, desenhado pelo arquiteto Charles Garnier com o pintor Paul Baudry. Segundo Garnier (1825-1898), era um espaço para passear, descansar e se misturar com a alta sociedade. Este espaço parece com a Sala dos Espelhos do Palácio de Versalhes. Magnífica. A loja do museu é cara, mas encontramos CDs de Bach e Maria Callas por preços módicos.

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Kebab de frango: Brochette Poulet do restaurante La Pera em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

O almoço foi um prato enorme de kebab de frango cerca do hotel Amarante Beau Manoir (6 rue de l´Arcade). O nome do restaurante é La Pera e o endereço é 15 rue Castellane. O Brochette Poulet estava de querer repeteco. Muito bom estar com gente da terra, garantia de comida boa e em conta.

À tarde, enfim, rumamos ao Grand Palais para ver a exposição do Toulouse-Lautrec (15 euros a entrada). A fila não estava tão grande, ainda bem. Ele não é o meu favorito, mas gostei da exposição. Ele tem pinturas famosas e uma história de vida original. Pintou muito cavalos em movimento. Tinha família de caçadores e cavaleiros, por isso a paixão do pintor. Também pintava dançarinas do cabaré Moulin Rouge e suas modelos.

De acordo com a Wikipédia, Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo (litografia ou litogravura) francês, conhecido por pintar a vida boêmia de Paris do final do séc. XIX. Sendo ele próprio um boêmio, morreu precocemente aos 36 anos de sífilis e alcoolismo.

Continuaremos em breve com Paris.

Aventuras e Desventuras em Paris: Primeiro Artigo

Aventuras e Desventuras em Paris: Primeiro Artigo

 

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Torre Eiffel-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 27 de outubro de 2019 e estamos chegando a Paris, vindos de Istambul-Turquia. O voo foi às 3h50 da madrugada, aterrissamos às 6h50 com duas horas a menos. Estávamos bem sonolentos, pois vínhamos de uma excursão de 10 dias intensos pela Turquia.

Paris. O aeroporto Charles de Gaulle está gigantesco com vários terminais e de primeira até achei confuso, com o tempo vemos que é organizado. Na saída do avião, já estranhei ver três policiais checando o passaporte de todos. Pensei que devia ser, porque o voo tinha origem na Turquia. Na imigração, o oficial que não falava inglês, e nem eu francês, foi rude comigo, porque eu achei que poderia entrar juntamente com o Carlos como acontece em alguns lugares. Não tinha necessidade de ser grosseiro e ter gritado. Pode? Ponto negativo para a Paris que sempre idolatrei.  Entramos chateados com a recepção. Pegamos as malas na esteira 41 e logo saímos para pegar o ônibus para a Ópera por 12 euros. O motorista recebeu o dinheiro, foi gentil e ficamos aliviados. Ter encontrado hermanos argentinos na mesma parada foi um elixir para mentes cansadas.  Lá fora chuva e frio. Era domingo.

O hotel? Amarante Beau Manoir. O endereço é 6 rue de l´Arcade,  perto da igreja Madeleine e da Ópera. Nunca fiquei tão bem localizada na cidade. A descoberta foi do Jozias pela Expedia.com.br. Ele é o nosso agente de viagens na Casablanca Turismo em Fortaleza-Ceará. Aconselho este hotel. Um pouco caro, mas a localização e o estafe compensam. Nosso agradecimento a eles, muito solícitos e agradáveis. Paris cobra a taxa de 2,30 euros por pessoa a cada diária. O café da manhã espetacular, mas pago por fora: 20 euros (bem “salgado” o preço). No fim da viagem, apelamos para o velho supermercado, muito mais justo o valor cobrado. Viva o Monoprix lá perto.

Almoço? Comemos uma salada César cerca do hotel por 15,50 euros e o espresso por 3,50. Tudo muito bom. O garçom maravilhoso ficou nosso “chapa”. Sempre que passávamos pelo Café Madeleine (1 rue Tronchet), nos cumprimentava.

Jantar? Para matar as saudades da avenida mais famosa Champs Élysées, fomos ao nosso conhecido restaurante Café Le George, situado no número 120. O Carlos pediu o bife borgonhesa (boeuf bourguignon: prato típico da França, ou seja, carne de vaca em vinho tinto com vegetais e condimentos).

Caminhamos muito e acabamos o dia nas Galerias Lafayette. Que tanta gente era aquela? Um espanto! O paraíso de consumo é um show com suas opções mil. Tinha fila para conhecer a mais nova atração da loja: um mirante de vidro no segundo andar, chamado Glass Walk com 16 m. de altura. Bom para ver a cúpula da loja de perto e admirar a multidão embaixo. Com a nossa exaustão, faltou coragem. Detalhe: o momento é dos turistas chineses, são hordas e hordas.

Dia 28 de outubro de 2019. Já mais descansados, saímos para desbravar a Champs Élysées, como sempre. A loja da Disney com segurança logo na porta, a fim de olhar as bolsas e mochilas. Isso é uma diferença gritante de 10 anos atrás. Aonde vamos há policiais, militares do Exército e todo um aparato de segurança.

Para usar um banheiro? O jeito é entrar em um estabelecimento e pedir um café. Bem que há banheiros públicos em alguns lugares.

Para almoçar? Estávamos no Jardim das Tulherias descansando e vendo o movimento.

Gostei do atendimento e do prato do dia com vinho no Pavillon des Tuileries. Após o almoço, fomos até o Louvre, porém não para entrar, já conhecíamos. As filas homéricas não empolgaram.

Outra diferença da Paris de hoje: aonde se vai, existe uma multidão, seja na rua ou nos museus. Ai, que saudades da Paris de antes. Dava para se encantar com a cidade, as pontes, os monumentos e mirá-los sem pressa. Hoje somos empurrados e olha que era baixa estação… Como ter glamour assim? Como discutir com 42 milhões de turistas por ano?

Entramos no ônibus turístico da linha laranja para passear (empresa Foxity). Por 22 euros aproveitamos 24 horas no estilo hop on- hop off, isto é, sobe e desce nas paradas turísticas à vontade. Paradas: Tour Eiffel, Concorde, Grands Magasins, Opéra, Louvre, Vedettes du Pont Neuf, Notre Dame, Champs Élysées, Arc de Triomphe e École Militaire. Há outras empresas, por sinal, com outras linhas e cores. Tudo muito bem organizado com folder, mapa, audioguias em línguas estrangeiras, incluindo português, e com horários estabelecidos.

Vi um ônibus original. Embaixo o chef cozinhando e em cima os comensais se divertindo. O ônibus preto é estiloso e circula pela região mais atraente da cidade. Tem mais: a qualquer momento vemos garis fazendo o seu trabalho, de dia ou de noite. Isso está certo. O carro de limpeza e aspirador de ruas, então, considero o máximo. Testemunhei a ação em outras cidades, como Florença e Milão na Itália.

À noite no frio, decidimos visitar o supermercado Monoprix. Apreciamos ver o cidadão comum na sua vida em um supermercado. O cuscuz marroquino e o mix de framboesa e pêssego custaram 7,80 euros. Nada melhor! Para nós, brasileiros, Paris está muito dispendiosa. Logo, é uma boa sugestão procurar alternativas mais em conta.

Continuemos no próximo…

França – Giverny

França – Giverny

Visual de GIVERNY
Jardins de Monet em Giverny-França-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 30 de outubro de 2019 e o intento é visitar a propriedade do famoso pintor Claude Monet em Giverny, no início da região da Normandia, cerca de Paris.

Não deu certo adentrarmos a Ópera Garnier nem a exposição do pintor Toulouse-Lautrec no Grand Palais pela manhã, então andamos até a região interessante perto da Catedral de Notre Dame. Lá almoçamos no Le Symposium o menu do dia: um saudável purê de batatas e frango como prato principal por um preço bem justo: 12 euros, além de um Sprite por 3,50 euros. O restaurante está localizado à rua de la Huchette, 29, e pertence a uma das áreas melhor desbravadas desta vez em Paris e que amei: o Quartier Latin. Em outro artigo comentarei com detalhes.

Às 13h15 estávamos dentro da agência France Tourisme, situada à rua de l´Amiral de Coligny, 6, perto do Louvre. Por 59 euros, com o tíquete para o museu Claude Monet incluído (8 euros), entramos na van às 13h30 e em uma hora chegamos na cidade. O grupo era formado por uma francesa, nós do Brasil, duas moças de Macau (Colette e Lisette), porém moradoras de São Francisco-EUA e mais duas americanas, amigas delas. Grupo amigável e simpático, notadamente, as de Macau que falavam português.

Passamos por Vernon à beira do Sena, a cidade próxima a Giverny. O atencioso e multilíngue guia Dimitri nos dá uma aula básica sobre o precursor do Impressionismo, nos mostra pinturas dele e fala sobre a sua vida.

 

Primeiramente, um pouco sobre Oscar-Claude Monet, segundo a Wikipédia. Foi o mais célebre entre os pintores impressionistas. Nasceu em Paris em 1840 e faleceu em Giverny em 1926. Foi uma de suas pinturas: “Impressão: Nascer do Sol” que deu o nome ao movimento artístico impressionista. Esta pintura de 1872 nasceu em Le Havre, porto francês representado na obra, com uma cerrada névoa sobre o estaleiro, os barcos e as chaminés no fundo da composição. Pode ser apreciado no museu Marmottan Monet de Paris.

De acordo com o site Infoescola.com, ele sempre preferiu as pinturas ao ar livre, não importando as condições climáticas, com a finalidade de capturar todos os efeitos da natureza.

Quanto à vida em família, foi casado com Camille Doncieux (de 1870 a 1879), com quem teve dois filhos: Jean e Michel. Ela foi sua modelo nas telas. Em 1879 Camille morre de tuberculose. Viúvo, ele se casa com Alice Hoschedé e com ela vive de 1892 a 1911. O filho Jean perece na I Guerra Mundial. Em 1883 eles se mudam para Giverny, estabelecendo-se em uma grande propriedade às margens do rio Epte. Sofreu de catarata no fim de sua vida e aos 86 anos morre. Encontra-se enterrado no cemitério da igreja de Giverny.

 

Chegamos a Giverny. Entramos no museu da propriedade de Claude Monet e recebemos um folder com informações e mapa da cidade. Encontramos nele as principais atrações, a Oficina de Turismo, endereços de galerias, restaurantes e salões de chá, padarias, livrarias, pousadas etc. Tudo muito organizado. Parabéns. Chama a atenção no informativo a parte medieval de Giverny, o Memorial dos Aviadores Britânicos, dentre tantas outras maravilhas. Pena não ter tido tempo para conhecê-las.

Vamos para o Jardim de Água (Water Garden) por uma passagem subterrânea. A Casa  (Maison House) possui jardins fora e dentro é decorada com móveis e cópias das obras dele. 

O site do France Tourisme diz que no térreo está o “salão azul” (quarto para leitura), o local das compras para a casa, a oficina, a sala de jantar com a afamada coleção de desenhos japoneses na parede da cozinha bem decorada. No primeiro andar: os apartamentos privados com o quarto de dormir de Monet (mobiliário de período específico), o quarto de dormir de Alice e os banheiros. Na frente da casa: os famosos jardins (uma das obras-primas do pintor).

 

Os jardins são um primor. Claude Monet foi um paisagista admirável. Ninguém quer deixar recantos tão encantados. A cada passo se tem uma pintura viva, são diversas plantas, flores e árvores. Ainda existe o lago para enfeitiçar-nos. Impossível descrever tanto deslumbre.

 

O lugar todo é belo, imperdível para quem ama pinturas impressionistas, cultura, natureza e flores. Cuidado pela Fundação Monet, funciona de abril a fim de outubro. A loja é tão atraente que é um passeio.

O povoado é de sonho, as casas de pedra têm seus muros verdejantes, enfeitados por plantas. Escondem as moradias, os habitantes gostam de privacidade, é o que se imagina. Morar lá é caro, assim como se hospedar. Há lojas descoladas, de antiguidades, galerias de arte, cafés, museus como do Impressionismo Giverny (Musée des Impressionnismes Giverny) e o de Mecânica Natural. Que lugar de sonho!

 

Antes de ir embora, tomamos café no L´Épicerie Café Boutique, uma mistura de delicatessen, café e lojinha no fundo do jardim de La Capucine Café (rua Claude Monet, 80). Uma delícia de ambiente.

Voltamos pelo mesmo caminho e fomos pegar a nossa van no estacionamento. Ainda ajudamos mostrando onde estava o ônibus (shuttle) para uma estudante brasileira e suas amigas estrangeiras. Aliás, o shuttle vai de Giverny a Vernon e de lá a Paris. A autoestrada tem pedágio automatizado perto de Mantes, é iluminada e bem sinalizada. Vernon é outra gracinha. Foi uma tarde inesquecível de tão boa.

França – Provins

França – Provins

Hoje é sábado, dia 2 de novembro de 2019 e vamos conhecer a joia Provins, aproximadamente uma hora de Paris, 80 km a sudeste da capital. É uma comuna do departamento de Sena e Marne na região da ilha da França.

Um pouco de história. Segundo o folder turístico recebido no Provins Tourisme, estamos falando de uma das cidades medievais mais bem preservadas da França. Cada rua evoca o grande esplendor da velha capital dos Condes de Champagne. Nos séculos XII e XIII, estes lordes feudais importantes ofenderam os reis da França, os desafiando de dentro das muralhas.

Foram os primeiros a introduzir o uso de passaporte, assegurando passagem segura através do território dos mercadores. Graças a essa garantia, as feiras de Provins se tornaram as mais visitadas da Europa. Mercadores de tecidos de Flandres (a região norte da Bélgica), agentes de câmbios da Lombardia, mercadores de especiarias do Oriente, poetas e intelectuais, como Chrétien de Troyens podiam ser encontrados lá.

No início do séc. XIV começou o declínio da sua prosperidade, por conta da mudança de rotas comerciais, guerras, pragas, o desaparecimento lento das feiras, assim como a reunião das terras de Brie e Champagne pelo reinado da França. Por um longo tempo, Provins retornou a ser uma cidade pequena com vida rural, ignorada pelos grandes eventos da história. Foi isso que a deixou conservada, na verdade. São 58 monumentos incluídos no Inventário Nacional de Monumentos Históricos na França. Praticamente todos dos séculos XII e XIII. Logo, esta riqueza faz parte da lista da UNESCO como Patrimônio da Humanidade desde 13 de dezembro de 2001.

Descobri esta cidade única pesquisando na internet ainda em Fortaleza. No dia do bate e volta, estando hospedados perto da igreja Madeleine em Paris, andamos até a estação de metrô Ópera e de lá em direção à Gare de l` Est, onde pegamos o trem SNCF Transilien às 10.46 da manhã na plataforma 16. Compramos a ida e a volta, mas o horário de retorno ficou em aberto. Lembrando que temos que ficar olhando o grande painel para saber a plataforma, porque só se visualiza uns 10 minutos antes. Como pode haver fiscalização, conservamos o tíquete até o fim da viagem.

Lá vamos nós mirando os arredores de Paris. Primeira parada: Verneuil L´ Etang; segunda parada: Mormant; terras para serem cultivadas são vistas, além de florestas e pequenas cidades, casas lindas de pedra e outras, vida pacata, zona rural, refinaria de pequeno porte; terceira parada: Longueville (Seine-et-Marne); quinta parada: Ste-Colombe-Septveilles; sexta parada: Champbenoist-Poigny; e enfim, Provins.

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Rio Voulzie passando entre as casas em Provins-França-foto tirada por Mônica D. Furtado

Da saída do trem, já nos direcionamos ao Centro de Informações Provins Tourisme. O rapaz nos atende com muita simpatia em inglês. Recebemos um mapa, folders e explicações. Achei bem profissional. O material é de primeira, com as atrações explícitas.

Fomos caminhando para conhecer o centro e aí nos deparamos com uma cidade medieval de conto de fadas. As casas de pedra, os rios que passam pela cidade: o Durteint e o Voulzie, a beleza de sua natureza em um dia de inverno e chuvoso. Uma lindeza!

Como era hora de almoço, descobrimos em uma ruela lateral à principal (Rue Duval, a Rua Saint-Thibault muda de nome de tempos em tempos) um restaurante de gente da terra: L´Osteria (6 Place Honoré de Balzac). A dica foi pedir pizza vegetariana para mim e Provençal para o Carlos. Era tanta em cada prato que ainda dividimos. O vinho foi rose da região, bem refrescante, uma delícia.

Depois, passeamos pela cidade, não teríamos tempo de ver muitos monumentos. A cidade tem altos e baixos. Entramos na Torre César (era chamada de Grande Torre ou Torre do Conde, mas no séc. XVII mudaram para o nome atual), construída na ponta de uma colina rochosa no começo do séc. XII a fim de proteger o palácio do Conde e dominar o vale. A torre era um potente símbolo do poder dos condes de Champagne, usada como proteção, prisão, torre sineira e lugar de retirada militar. A gente olha todos os compartimentos e em cima tem um visual extraordinário do vale. No fim da visita, há um filme sobre o reino de Henry, o Liberal à época.  Interessante dizer que a sala conhecida como Gabinete do Governador era a única a ter lareira.

Continuamos o percurso. As muralhas fortificadas protegiam a cidade toda e alcançavam até 5 km. Adentramos a igreja colegiada de Santo Quiriace, que tem uma placa do lado de fora em homenagem à heroína francesa e santa Joana D´Arc. Em 3 de outubro de 1429 ela assistiu a uma missa ali ao lado do rei Charles VII. Em 1929 foram comemorados os 500 anos desse fato histórico, por isso a placa. A basílica foi erigida por Henrique I, comandante das regiões de Champagne e Brie (de lá vem a original bebida espumante champanhe e o queijo cremoso Brie). Outra placa na entrada informa que em 1662 um incêndio a destruiu parcialmente, tendo sido reconstruída ao longo dos anos lentamente.

Durante o ano há festas diversas, por exemplo: o Festival da Colheita, a Feira de Outono e, principalmente, o Festival Medieval, com acrobatas, cavaleiros, pessoas vestidas com roupas da época, músicas, danças, rememorando a atmosfera alegre das feiras de Champagne. Em 2019 foi em 15 e 16 de junho. Deve ser espetacular. E o Natal será em 14 e 15 de dezembro, com mercado medieval e tradicional e muitas atividades relativas ao período. O calendário está disponível em www.provins.net. Fazem três shows medievais ao longo do ano: A Lenda dos Cavaleiros (luta de cavaleiros medievais), A Idade das Muralhas (apresentam lutas e jogos equestres) e As Águias das Muralhas (mostram a arte da falcoaria).

Tomamos um café no Le Gout´ The na 49, Rue du Val. A dona tão simpática com a gente,  indicou-nos um hotel que é um apartamento, de fato. Está no Booking.com e se chama Le Royal Hubert, localizado no número 1, Rue Christophe Opoix. Não chegamos a conhecer, pois não vimos a placa. Ela disse ser ao lado do café. Olhei na internet e promete. A região é cara, mas vale.

O dia foi perfeito. Provins é apaixonante e desconhecida para muitos. As lojinhas são adoráveis com seus ambientes medievais. Uma com venda de todo tipo de decoração para jardins, então, foi de se beliscar. Queria ter explorado mais, fica para outra.

A volta a Paris foi o mesmo trajeto de ida ao contrário. Tem que passar o tíquete para confirmar na máquina da estação, todavia ela não estava funcionando. Partimos com ele na mão, de qualquer jeito. A França vale muito por esses recantos escondidos. São os melhores!

Itália – Milão – Tirano – Trem Bernina – St. Moritz

Itália – Milão – Tirano – Trem Bernina – St. Moritz

Foto postal da Suíça
Suíça encantada-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 14 de fevereiro de 2019, dia de São Valentim, o protetor dos enamorados. Estamos em Tirano vindos de Milão de ônibus, na excursão de um dia até St. Moritz na Suíça com a agência Zani Viaggi.

O almoço no restaurante Ai Portici (Viale Italia, 87), pago no ônibus antes da chegada à cidade, por 16 euros valeu. O local é bem confortável e o tratamento muito bom. Vamos ao menu:

Entrada: bresaola com azeite e limão ou salada Caprese
Prato principal: pasta com tomate (macarronada)
Bebida 1: água mineral com gás ou sem
Bebida 2: uma taça de vinho tinto ou branco DOC

Esclarecendo que “bresaola” é típico do vale de Valtellina e significa, segundo a Wikipédia, “tipo de carne seca ao ar livre (normalmente carne bovina), que foi envelhecida por dois ou três meses até se tornar rígida e adquirir um vermelho escuro, quase roxo”.

Enfim, entramos no trem vermelho Bernina às 13h. O guia do trem distribui mapas em inglês e italiano. A pontualidade é suíça. Não mostramos os passaportes na entrada da estação. Há uma controladora de passagens, mas ela apenas olhou, sem pedir nada. As janelas são grandes e podem ser abertas, pois o trem é panorâmico. Começamos a sentir a emoção de subir os Alpes. Estar em um trem como esse que é Patrimônio Mundial pela UNESCO é de se beliscar. Ai, que emoção! Todos são tocados por uma felicidade completa.

O trem é movido à energia elétrica e anda rápido. Foi construído há mais de 100 anos e é considerado um marco da engenharia. É a única linha de trens suíça que atravessa os Alpes, faz parte da Ferrovia Rhaetian. São 61 km espetaculares entre Tirano e St. Moritz. No passeio há americanos, espanhóis, chineses, brasileiros, em suma, multinacional.

Tirano está a 429 m acima do nível do mar. Estamos a 3 km da fronteira da Suíça. Passamos por Campocologno já no país vizinho, Brusio, Le Prese, Poschiavo (1014 m), Alp Grum (2091m), Ospizio Bernina (2253m), Bernina Diavolezza, Morteratsch, Pontresina (1774m) e, finalmente, St. Moritz (1775m), a famosa estação de esqui nos Alpes suíços e um dos destinos turísticos mais desejados no mundo. O percurso é tão belo que não tenho palavras para descrever… toda aquela neve com vilarejos encantados, parece um livro de conto de fadas. Êta país mais mágico!

Interessante dizer que o trem deu uma parada por problemas técnicos por 10 minutos. Foi bom ficar olhando a paisagem. Amo a neve, é tão linda. Em Surovas, perto de St. Moritz, teve gente entrando no trem com esquis. O trem vai subindo e nós testemunhamos os atletas do esqui descendo as montanhas.

Os suíços falam quatro línguas: romanche, francês, italiano e alemão. Ainda estamos no vale Valtellina. O lago congelado em St. Moritz está perfeito para as fotos especiais.  O suíço respeita o espaço do outro e gosta de sua vida calma.

Falemos em St. Moritz. “São Maurício” em português é cara e inigualável, mas cerca dela existem vilas mais em conta. Na parte baixa da cidade está o lago St. Moritz congelado e na parte de cima, a estação de esqui. Do lago, vê-se a cidade de “boneca” com lojas variadas, sendo as mais procuradas por turistas “de um dia”, as de chocolates. No animado centro há também bons restaurantes e hotéis. Seu desenvolvimento começou a partir de 1864 com a chegada dos primeiros alpinistas, conforme a Wikipédia. Localiza-se no Cantão Grisões e na região Engadina.

O guia Maurício da Zani Viaggi nos deu uma hora para conhecer um pouco da cidade. Impossível! A gente ficou só no lago e correndo, preocupados com a hora. Foi uma pena não termos visitado a cidade, me prometi voltar com tranquilidade no futuro.

No lago congelado, os habitantes vivem normalmente. Jogam críquete, andam de patins, esquiam e praticam kitesurf. Fiquei impressionada, há bares e pontos de encontro em cima do gelo. Com a neve o frio diminui. O guia marcou o retorno para as 16h15 em frente da estação de trens.

Às 16h30 o ônibus partiu. Percebi estarem todos satisfeitos. Apesar do pouco tempo, é uma viagem obrigatória. Na volta cruzamos mais dois lagos congelados: Silvaplana e Sils. E seguimos por um caminho diferente, pela estrada que circula a montanha chamada Maloyapass. Os Alpes têm muitas curvas, não é fácil de dirigir.

Na vila de Chiavenna está a Aduana entre a Suíça e a Itália. Vamos conhecendo outros lugares: Piuro, Burgonuovo etc.

Chegamos a Milão depois das 20h e ainda fomos comer no centro. Viva Milão! Cidade inventiva, jovem e colorida, amei! E voltarei para mais tempo. Raquel Freire, obrigada pela dica desse passeio magnífico. Se não fosse você e sua expertise em Itália, não saberíamos.

Fim de viagem. Foi bom demais ter viajado com o Carlos, a Denise e o Vinícius. Valeu!