Bogotá

Bogotá D.C. (Distrito Capital) – Colômbia

Maravilha termos um voo direto Fortaleza-Bogotá: 5 h. e 20 min. Parabéns à Avianca pelo serviço. Gostei da gentileza da tripulação e do jantar: frango, creme de cenoura, arroz à grega e uma sobremesa deliciosa de chocolate e coco.  Chegamos no horário, mas aí o pobre do piloto ficou taxiando pelo estacionamento de aeronaves até ser liberado para parar. Essa brincadeira durou uma hora! Significa que o aeroporto não tem um plano B ou C ou D. Quando finalmente chegamos ao hotel, estávamos exaustos. Depois descobrimos que o aeroporto é novo e ainda está em reformas. Por curiosidade, o fuso horário é de duas horas antes do nosso.

Sempre aconselho viajar com um pouco da moeda local para casos de eventualidades ou transportes saindo do aeroporto. Aqui em Fortaleza, encontramos o peso colombiano.

Comecemos a viagem: Bogotá, localizada em um platô da Cordilheira Oriental dos Andes, foi fundada em 1538 por Gonzalo Jiménez de Quesada e nomeada “Santa Fé de Bogotá”. De início, já fiquei encantada com a cidade. Limpa, com prédios baixos de tijolos de todo tipo, o que é típico, sem pichações, com muito verde e agradável de viver. O clima é sempre frio, pois a altitude é de 2630 m. acima do nível do mar. Não posso deixar de propagandear o hotel: Egina no bairro Santa Bárbara, lugar residencial com um shopping center: Unicentro bem ao lado. Aliás, lá se chama centro comercial.

Como eram poucos dias, a escolha nos dias chuvosos ficou para museus situados no centro. Imperdíveis, por sinal. Menciono o Museu do Ouro, único do mundo. Possui 34 mil peças de ouro, pertencentes às culturas indígenas Calima, Quimbaya, Muísca, Tairona, Sinú, dentre outras. Outro museu original é o Botero. A coleção de arte foi doada pelo mestre colombiano Fernando Botero. São 123 trabalhos de sua autoria e 85 de autores internacionais. O terceiro visitado foi o Museu Arqueológico “Casa del Marqués de San Jorge”. Exibe a maior mostra de cerâmica pré-colombiana de diferentes zonas arqueológicas da Colômbia. Em suma, são passeios fascinantes e aprendemos muito sobre o nosso país vizinho e irmão.

Esses museus estão localizados no centro, como já disse. Nessa região da cidade, encontramos a Praça Bolívar, sede das instituições mais representativas da nação e da cidade. Ao seu redor está localizado o Capitólio Nacional, a Prefeitura de Bogotá, a residência do Presidente da República, dentre outros. No mesmo centro, encontra-se o bairro da Candelária, conhecido como centro histórico, porque foi onde foram construídas as doze primeiras casas (choças) da capital, edificações que nos remetem ao período colonial. Tenho que dizer que da próxima vez ficarei no centro histórico. As diversas casas coloniais com balcões floridos são simplesmente repletas de charme. Lá está a história do país com museus variados e muito movimento.

Gostaria de falar um pouco sobre o povo. Como são queridos e gentis. Não tenho palavras. Dizem: “muito amável”, “seja bem vinda” o tempo todo. Ajudam com paciência e estão sempre prontos para sorrir de volta. Amei a recepção.

As lojas de artesanato pelo centro e lugares turísticos são coloridas, visualmente bem atraentes. São bolsas típicas, artigos de couro, produtos de café, chá de coca, pomada de coca e maconha para dor e quinquilharias lindas. Eles sabem oferecer seus produtos. Dizem ter o melhor café do mundo e mostram infinitas produções de café: balas de chocolate e café, cafés de todos os tipos, canecas de café etc. Amei.

No terceiro dia, a escolha de passeio foi o Cerro Monserrate (montanha) onde está situado o Santuário do Senhor de Monserrate.  Para subir os 3200m, fomos de funicular com a presença de um policial. O teleférico não estava funcionando.  A subida é emocionante e no fim do percurso o funicular passa por dentro de uma rocha. Mais empolgante do que a do bonde que leva ao Cristo Redentor no Rio de Janeiro. Lá em cima o lugar é verdejante e temos o visual amplo da cidade. O Altar Maior exibe a imagem do Senhor Caído de Monserrate, escultura do século XVII feita por Pedro de Lugo y Albarracín. As estações da Via-Crúcis com quatorze estátuas de bronze, manufaturadas e trazidas da Itália no ano de 1920, foram uma iniciativa do Monsenhor Gregorio Nacianceno Ocampo, mostrando o martírio de Cristo ao longo de 200 m. Lembrei-me do Santuário de Bom Jesus do Monte em Braga, Portugal. A imagem venerada no santuário é a da Virgem Morena de Montserrat, a cópia exata da que se encontra no Monastério de Montserrat na Catalunha, na Espanha e foi trazida no ano de 1994. O almoço no restaurante Casa San Isidro foi fenomenal. Lá na Colômbia tem um refrigerante que amo: ginger ale (com gengibre). Pena não encontrar por aqui.   A única dificuldade foi ter feito muito esforço no cerro, pois são muitas escadas e tive como consequência um pouco de dor de cabeça e enjoo. A altitude é uma realidade. Nem o chá de coca ajudou muito. Gostei do gosto, por sinal. Dizem ser bom para a digestão e minimiza os efeitos da altura.

Um local que não deu tempo para ir e quem foi elogiou muito foi a Catedral de Sal em Zipaquirá a 200m abaixo da superfície. Fica para outra. Outros turistas disseram ser uma das Maravilhas da Humanidade.

Em suma, Bogotá vale a pena conhecer e passar pelo menos uns quatro dias para muitos passeios e diversão. Meu próximo artigo será sobre a continuação da minha viagem: Cartagena das Índias, lugar mágico. Viva a Colômbia colorida e amável!

4 comentários em “Bogotá

  1. Bom dia! Iremos a Colômbia em maio. Vc fez sua viagem por alguma empresa brasileira? As passagens comprou independente de pacotes turísticos? Aguardo resposta. Muito bom seus relatos! 😘😍🍫

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    1. Querida Eda,
      Maravilha ter você aqui comigo. Obrigada! Vamos lá… Fui à Colômbia o ano passado em março: Bogotá e Cartagena. O pacote foi pela CVC com traslados em ambas as cidades. Resultou muito bom, Eda, pois os funcionários ligados à CVC são cordiais e nos deixam quase dentro do sala de embarque, são muito cuidadosos. Nunca vi igual. Os hotéis foram também decididos pela empresa, mas não é obrigatório. Vocês podem escolher por conta própria. O de Bogotá eu repetiria, mas o de Cartagena não. Escolheria um dentro da muralha histórica, lá dentro é muito mais interessante e tem muito o que fazer à noite. Você leu meu outro artigo sobre Cartagena? Outro assunto é o clima. Bogotá é sempre frio, mas Cartagena pega fogo. Vocês vão vivenciar dias chuvosos, umidade e muito calor em maio. Como tudo é novidade, aproveitem!

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