São Paulo, sempre São Paulo
Começarei o artigo no período de novembro de 2016, quando estive em Sampa pela última vez. Viajamos juntos o Carlos e eu, e pegamos a filha dele, Denise, pelo caminho, ou seja, via Avianca Fortaleza-Juazeiro-São Paulo. Foi ótimo termos ido juntos a maior parte do tempo.
Vamos às dicas: o restaurante Lá na Venda pela sua gostosura, o Shopping Cidade Jardim pela sua beleza e as de sempre: padaria e confeitaria Bella Paulista e Galeria dos Pães. Amo!!!
Em termos culturais: o musical “Wicked” no Teatro Renault foi fantástico, assim como a peça “Morte Acidental de um Anarquista” com o ator Dan Stulbach no Teatro da Folha no Pátio Higienópolis. Não posso deixar de mencionar a exposição do Gaudí no Instituto Tomie Otake. Aconselho entrar no Parque Trianon em plena Paulista, pois é uma maravilha de tanto verde. São Paulo é uma festa sempre. Agradeço aos meus familiares que moram lá e são constantemente atenciosos.
Agora voltamos a agosto de 2012. O que me encanta na metrópole paulistana é saber que há um planejamento e organização por trás das atitudes tomadas lá, seja no trânsito, como no cotidiano do cidadão. A minha pergunta é como os governantes conseguem fazer isso com uma população tão volumosa? Deve ser por conta de gestões contínuas que pensam no futuro e em longo prazo. Um exemplo: em 2011, testemunhei a campanha da mãozinha, ou seja, havia monitores do trânsito com mãozinhas nas faixas de pedestres, educando os motoristas a respeitar a citada faixa nas avenidas e ruas principais. Um ano depois, volto à cidade e vejo o resultado pelas faixas colocadas nas ruas e avenidas principais elogiando os motoristas e dizendo que o número de atropelamentos diminuiu, graças à conscientização dos motoristas. Também vi dentro de ônibus, avisos aos pedestres dizendo que atravessassem a rua na faixa de pedestres e como ter cuidado. Isso sim é campanha de conscientização. Por essas e outras que sou uma enorme fã da cidade.
Toda vez que vou a São Paulo, me surpreendo com tantas opções culturais, parques, restaurantes e outras novidades. O bom é curtir a cidade como se fosse um paulistano. Vamos lá…
Aconselho observar as ruas largas dos bairros, por exemplo, Pinheiros e Jardins e da famosa Av. Paulista. Elas têm árvores e em grande número. O povo da terra realmente gosta e cuida. Existem plantas e árvores como palmeiras até em varandas pequenas e em coberturas de prédios. A Prefeitura dá o exemplo no seu edifício. Para quem é amante da natureza, a capital é um bom local para se arejar.
Há feiras de rua em cada bairro. O paulistano ama comprar frutas e hortaliças nessas feiras livres, afinal são mais baratas, e comer o pastel em pé ou sentado na calçada. O fantástico é saber que assim que terminam, os garis deixarão tudo limpo como antes. Outro amor da população são os cafés e restaurantes. Há uma quantidade imensa para todos os gostos e bolsos.
Comecemos com as ideias para uma próxima viagem… feiras de antiguidades e artesanatos, como a da praça Benedito Calixto em Pinheiros aos sábados. Existem muitas bancas de comida também. Eu me deliciei com um bacalhau a Gomes de Sá bastante procurado. Nos domingos, uma feira de antiguidades de qualidade acontece no piso inferior do MASP, na Av. Paulista. Vale a pena ir a ambas.
Desta vez, fui aos museus MASP e Pinacoteca. Sempre com exposições diferentes e válidas. Na Pinacoteca, não paguei por ser professora. E os musicais? Maravilhosos, tanto a Família Addams no teatro Abril Cultural, como Priscilla, a Rainha do Deserto, no Shopping Bourbon. Trata-se de um dinheiro bem empregado, uma vez que essa fartura de musicais, peças, cinemas, e eventos culturais só existe lá.
Falemos em parques… dar uma caminhada no Ibirapuera é algo paulistano de se fazer e também conhecer o Trianon na Av. Paulista é um frescor. Se fora está calor, dentro tem um clima agradabilíssimo. Acho sempre incrível ter um parque desses em uma rua de negócios, comércio e dinheiro. O povo frequenta seus parques e há muitos outros pela cidade.
Uma boa dica grátis é visitar o Conjunto Nacional na Av. Paulista, entrar na Livraria Cultura e assistir todas as terças-feiras às 12.30 h. o show do Tito Martini Jazz Band. Já fui duas vezes e é delicioso. Eles dão uma boa viajada do jazz original ao moderno. Todo mundo ama! Outra sugestão é ir à magnífica Sala São Paulo e assistir um concerto da OSESP, tanto a sala como a performance dos músicos é de se orgulhar. Trata-se da melhor sala do Brasil e uma das dez melhores do mundo em termos de acústica.
E viagens para fora de São Paulo. Desta vez foi para a fervilhante cidade de Campos do Jordão (fotos acima). Não há o que comparar com Gramado-RS, Gravatá-PE ou com a nossa Guaramiranga. O comum é serem serras. E só. São diferentes, sem dúvida. Campos é a paixão do paulistano e dá para entender o motivo. É uma cidade maior do que eu pensava e com uma infraestrutura invejável. A quantidade de restaurantes, cafés, malharias e chocolaterias é de cair o queixo. Além do afamado festival de inverno de música erudita em julho. Também se faz passeios de natureza, como no Pico Itapeva e na cachoeira Ducha de Prata. No pico citado, há uma feira de malharias artesanais, muito em conta. E como ir? Para quem quiser ir por um dia, a sugestão é a agência Vida e Energia (receptivo.sp@vidaeenergia.com.br). Gostei bastante e os guias são muito queridos e interessados no bem-estar do turista. O passeio é longo, começou às 8h e às 20 h. cheguei ao hotel. Foi um grande achado.
Enfim, Sampa é assim: cativante, alegre, colorida… quem disser que se trata de uma selva de pedra, realmente, nunca foi lá. Vejo verde em tudo e gente viva e falante. E tem mais: quem vai e gosta de cultura, toma uma chuvarada e volta renovado.

Viajei com você no meu estado natal! Que saudades da minha Sampa querida! Lindo!
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Querida Isabel,
Estar em São Paulo é aproveitar o que há de melhor em termos de cultura e gastronomia. Viva este estado admirável! Grande abraço.
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