Uma Jornada Europeia: Paris

 

Uma Jornada Europeia: Paris

Estamos em janeiro de 2009 em pleno inverno. Já viajamos por Lisboa, Porto e Santiago de Compostela, passando por Viana do Castelo na Jornada Europeia parte 1. Depois fomos a Amsterdam, Bruxelas e Bruges na Jornada Europeia parte 2. Agora chegamos a Paris, a mais cantada e poetizada das cidades.

Continuemos com a nossa aventura.

12˚ dia: Enfim, Paris! Sonho dourado! Confesso a vocês que, embora seja professora de inglês, minha paixão é Paris. Viva a França! O cemitério de Pére Lachaise onde imortais estão enterrados  é enorme, estava chovendo, nos perdemos, pois estávamos sem o mapa do local e sabe que só encontramos um túmulo conhecido nosso? O de Allan Kardec. Foi emocionante! Seguindo em frente, Champs Élysées (a avenida mais famosa do mundo, decorada para o Natal ainda) com almoço no restaurante George V (salmão). Detalhe: o garçom era português, pra variar! A colônia de portugueses na terra francesa é imensa. E nós brasileiros podemos contar com a simpatia deles. Um aparte aqui: em outra viagem bem anterior faltaram moedas para um cafezinho e quem me salvou foi um português na estação Gare Du Nord. Como não amá-los?

13˚ dia: Basílica de Sacre Couer (do Sagrado Coração), o bairro de Montmartre (convidativo!) com sua praça dos pintores: Place de Tertre, o Moulin Rouge, a Ópera, a Galeria Lafayette (tentação pura!), o Printemps (a loja de departamentos mais em conta) e o velho e adorado rio Sena. Como deve ser bom morar lá…

14˚ dia: Desta vez visitamos a Ópera por dentro e como não se lembrar do célebre Fantasma da Ópera? Também o bairro Quartier Latin, o passeio de barco Bateau Mouche e a pé pela Prefeitura chamada Hotel de Ville, iluminada ainda para o Natal com pista de gelo para patins em frente. Magia pura!

Hotel em Paris? Ficamos no Hotel du Printemps no bairro La Nation na Boulevard Picpus, perto de metrô e ônibus. Excelente localização. Tem tudo perto. O café da manhã se paga por fora. Se não quiser, há muitas opções de padarias e cafés nas proximidades, além de um supermercado Casino. O quarto é pequeno, mas em Paris tudo é caro, portanto foi uma ótima pedida. Os recepcionistas foram muito atenciosos e nos deram dicas fantásticas.

15˚ dia: Passeio ao Vale do Loire de van por uma agência de turismo, encontrada e combinada ao vivo no dia anterior. O problema foi estar em frente ao local, pros lados do Sena, às 7 h da manhã em uma manhã invernal. É passeio para o dia todo. E haja correria a pé e de metrô, mas tudo deu certo. Visitamos três castelos: o Chenonceau, o Cheverny (onde conhecemos a marquesa /dona que mora no castelo com a família e possui uma loja bem sortida lá, foi um doce) e o Chambord. O dia foi venturoso, valeu cada minuto! É tudo tão encantador, pródigo, verdejante, são tantos bosques. Almoçamos sanduíches que compramos no caminho em um lugar para piqueniques abandonado em bancos de concreto. O guia multilíngue já havia morado na Bahia, logo estava em êxtase por encontrar brasileiros na van. Também havia russos e outros franceses do interior. Dia bastante agradável.

16˚dia: Paris de novo: Igreja da Medalha Milagrosa (pena que estava em reforma, fomos à loja), encontro com minha prima Nilce (residente no país há anos) na Fondation Maison des Sciences de l´Homme, uma fundação de pesquisa. Obrigada, prima. Fomos também ao bairro La Defense (com arquitetura bem moderna). Como usamos o ticket do metrô comum, fomos multados na saída do trem RER (trem interurbano) por uma oficial antipática em 25 euros cada. Doeu no bolso! Motivo: havíamos saído de Paris uma parada sem saber. A saída do trem é dentro do shopping do La Defense. Isso azedou nosso passeio, tanto que não quisemos mais continuar nossa visita. Estávamos revoltados. Depois no hotel, o recepcionista nos disse que geralmente perdoam a multa dos turistas, mas essa oficial foi taxativa. Ficou como experiência. De lá ainda fomos à Igreja de São Estácio e depois ao charmoso bairro Marais, o que melhorou e muito nosso humor…

17˚ dia: Fomos ao Parque La Vilette no norte de Paris e na sala de cinema especial chamada La GEÓDE (cúpula geodésica espelho-acabado), assistimos a um filme em 3D sobre golfinhos e baleias. Está situado na Cité des Sciences et de l´Industrie (Cidade das Ciências e da Indústria). Da mesma forma, visitamos o submarino Argonauta. Saímos a fim de terminar o dia na Igreja estilo clássico Madeleine e na Champs Élysées de novo e como não?

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Sala dos Espelhos-Palácio de Versailles-foto tirada por Mônica D. Furtado

18˚ dia: Fomos de trem por conta própria ao Palácio de Versailles. Passeio obrigatório e de um dia. Depois de volta a Paris: Torre Eiffel. Perto do hotel há um restaurante italiano de gente afável. Os espaguetes siciliano e carbonara foram divinos, regados ao bom vinho francês.

19˚ dia: Saímos de Paris pelo ônibus 351 que leva a gente até o aeroporto Charles de Gaulle – terminal 2B (British Airways). O bairro Nation é bem assistido em termos de transporte, esse ônibus foi uma sugestão valiosa do pessoal do hotel. Foi mais barato ir a Londres de avião. Em breve chegaremos à capital inglesa…

 

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