Uma Jornada Europeia: Londres

Uma Jornada Europeia: Londres

Estamos em janeiro de 2009 em pleno inverno. O Carlos e eu já viajamos por Lisboa, Porto e Santiago de Compostela, passando por Viana do Castelo na Jornada Europeia parte 1. Depois fomos a Amsterdam, Bruxelas e Bruges na Jornada Europeia parte 2.  No artigo anterior, estivemos em Paris. Agora rumamos a Londres, a última etapa da nossa viagem.

19˚ dia: Ufa, chegamos ao aeroporto Heathrow em Londres e lá estava nos esperando a minha amiga inglesa Rosie Barker, a quem eu já havia hospedado em casa tempos atrás. Desta vez foi o momento dela retribuir. Ela nos hospedou na sua casa vitoriana, estilo “aquelas dos filmes”. Nós nos beliscávamos o tempo todo. É mágico! O bairro era Stoke Newington. Ela já esperou-nos no aeroporto com o cartão de transporte pago para alguns dias. Na capital inglesa, em ônibus, metrô e até barco se usa o tal cartão. Há de se ter cuidado e ter sempre crédito, se não o vexame é certo. Bem, para chegarmos a casa dela foi uma hora de trem, mais ônibus e uma caminhada. A noite foi de televisão, matar as saudades e bater papo com a amiga, além de comidinha caseira e vinho para esquentar. Obrigada pelo carinho, Rosie.

20˚ dia: O afamado Museu Britânico de graça! A querida Rosie nos deixou lá de transporte público e a pé. Como sempre, o lugar estava lotado de turistas e estudantes mirins com seus professores. Ver as crianças de terno foi um deleite. Achei o museu mais organizado do que em 1997, faz tempo! As seções da Grécia e do Egito são minhas preferidas. Também fomos ao charmoso Covent Garden (com suas lojas, restaurantes e feira de artesanato), Big Ben, Houses of Parliament (Casas do Parlamento), Abadia de Westminster, Palácio de Buckingham, sebos pelo caminho e almoço em um restaurante turco. Londres é mesmo cosmopolita, vê-se de tudo e ninguém se importa com você. Considero isso fantástico: gente de todas as tribos vivendo suas vidas sem se preocupar com os outros.

21˚ dia: Da mesma forma, há problemas no trânsito londrino, o mesmo do dia anterior: lento, por conta de homens trabalhando na rua, então andamos bastante para chegar à estação de metrô Angel e de lá ir para o Picadilly Circus. Por £22 (pounds) à época entramos no ônibus vermelho “double-decker” para turistas e fizemos um city tour pelos pontos turísticos principais. Este dia foi inesquecível por termos assistido ao musical O Fantasma da Ópera no teatro Her Majesty´s Theatre, situado à rua Haymarket. Algo grandioso e emocionante. O teatro é específico para esse musical há anos. Há duas sessões: uma às 14 h e outra às 20 h. Fomos na da tarde. Outro detalhe: pagamos mais caro, porque compramos em um guichê perto do Covent Garden. O melhor local para compra de ingressos é na Leicester Square (praça). De lá fomos para casa e passamos por um pub, afinal estar em Londres e não tomar um chope em um bar tão londrino não vale. Saímos do local com porta-copos (presente do dono)  e fizemos deles lembranças de viagem.

22˚ dia: “Good bye, London!”. Até breve! E lá vamos nós de volta a Lisboa. Aconselho ao partir de Londres fazer tudo com muita antecedência, pois do ônibus onde estávamos, tivemos que sair, deu “prego”. Aí começou a romaria de andar a pé carregando malas até a estação de metrô mais próxima (Angel), trocar de linha de metrô até a King´s Cross e depois pegar o metrô para o aeroporto Heathrow ( terminal 2-linha Piccadilly), que é longe. Que sufoco! Ainda bem que me lembrei de carregar o cartão de transporte anteriormente, aquele emprestado pela Rosie. Ao chegar ao Brasil, mandei de volta pelo correio, uma vez que ela sempre empresta aos hóspedes. Ao chegarmos a Lisboa, fomos ao Residencial Duas Nações novamente, caminhamos pelo bairro Chiado, passamos pelo Café A Brasileira (frequentado por Fernando Pessoa), por lojas e livrarias. E degustamos caldo verde, bacalhau e vinho no jantar.  Ficamos encantados ao testemunhar que o restaurante somente tinha dois trabalhadores e de mais de 70 anos: um era o cozinheiro e o outro o garçom. Notável como dão conta de tudo e ainda tem tempo para uma boa prosa Portugal-Brasil. E como não amá-los?

23˚ dia: De manhã pegamos o bonde “elétrico” 15 para ir a Belém por €1,40 à época na Praça do Comércio (perto do nosso hotel). Visitamos o Mosteiro dos Jerônimos, Padrão do Descobrimento e fomos comer bolinho de bacalhau e pastel de Belém na famosa confeitaria Pastéis de Belém que não espalha a receita secreta. Pegamos mais tarde um táxi para o aeroporto via Sacávem e Oceanário, caminho mais longe, contudo com menor trânsito. Aí se conclui mais uma viagem à amada Europa. Voltamos ao Brasil, repletos de felicidade e certos de que sempre deixamos um pouco do nosso coração naquele continente.

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