Rumo à Patagônia Argentina: Parte 1

Rumo à Patagônia Argentina – Parte 1: Porto Alegre e Uruguai

 Estamos no final do ano de 2009. Tudo começou em Porto Alegre – RS. Na verdade, o Carlos e eu fomos passar o Natal lá. Entre velhos amigos e familiares, os passeios foram acontecendo. O Portinho, como é carinhosamente conhecido, tem muito a oferecer, mesmo com tanto calor de dezembro. Dicas não faltam: no centro há a Catedral, o Palácio Piratini, o Centro de Cultura Mário Quintana, o Mercado Público, dentre outros lugares interessantes. Ao chegarmos, à noite fomos a um bistrô francês aconchegante, chamado Lorita.

Outros passeios são o Gasômetro, o bairro Ipanema e a orla do Guaíba, repletos de charme e muito verde. Algo que chama a atenção na cidade é a quantidade de árvores, plantas e parques.  Nota-se que o portoalegrense ama cuidar e zelar pelo local onde vive. Lugar que amo ir aos domingos pela manhã é o Brique – a feira de antiguidades e artesanatos – no parque da Redenção. É uma ótima maneira de sentir a atmosfera da cidade visitando um lugar original desses.

De avião, rumamos a Montevidéu, afinal nunca havia pisado em solo uruguaio. Por um dia, deixamos de descer no novo aeroporto da cidade, construído bem perto do antigo. Aliás, chama-se Carrasco e fica localizado no bairro do mesmo nome. Por conta do terminal estar sendo desativado, não havia balcão de informações, logo ficamos um pouco perdidos, assim como outros brasileiros também. O preço do táxi era exorbitante para a Ciudad Vieja, ou seja, a cidade velha e histórica, então estávamos averiguando o valor dos ônibus. Até que uma moça de lá apareceu e foi um anjo nas nossas vidas. Obrigada, Andréa! Que criatura gentil e eu que pensei que ela trabalhava com turismo, mas não… foi pura bondade. Colocou-nos em um ônibus de carreira, do tipo simples e barato (25 pesos uruguaios à época), e lá fomos nós, os brasileiros. Detalhe: entendo porque o táxi era caro, porque a distância era enorme, muito longe mesmo. Foi uma aventura, nós com as malas bem recheadas no corredor do transporte público, o povo chegava e nem reclamava, ai já fiquei estupefada. Fomos os últimos a descer, o motorista educadamente nos disse onde parar e ainda deu a dica do táxi para o hotel: mais 50 pesos e chegamos ao Palácio Hotel: na rua Bartolomé Mitre, 1364 (com Peatonal Sarandi); www.hotelpalacio.com.uy. Aconselho este hotel, bem localizado, em pleno centro, perto de prédios históricos e do fantástico Mercado del Puerto – mercado com muitas opções de restaurantes, ambiente bonito, com lojas de artesanato que valem a pena. Foi projetado pelo engenheiro R. V. Mesures na Inglaterra e inaugurado em 1868. Dica de restaurante: La Chacra del Puerto, prato: arroz de mariscos. Lógico que as carnes são excelentes. Importante mencionar que a entrada em qualquer restaurante no Uruguai e Argentina é pão e haja pães gostosos, com isso, as calorias vão para a estratosfera… Não tem como evitar, pois está incluído no preço, o jeito é comer e fazer regime quando voltar.

 

Citando o hotel novamente, ele tem um staff de pessoas simpáticas, trata-se de um hotel antigo, com aquele elevador do século passado que admiro. Só não oferece café da manhã e nem precisa, pois tem restaurantes perto que o fazem: a Pasiva tem um muito bom por 43 pesos à época. Uma sugestão: restaurante Dom Peperone, comida italiana, ambiente acolhedor e a imperdível cerveja Patrícia, típica do país. Muito boa! Não é tão encorpada como a nossa, por isso bebe-se no litro e meio. Ai, que saudades dela! No mesmo restaurante toma-se o chá da tarde com delícias de chocolates e doce de leite. Isso é excepcional no Uruguai e Argentina, maravilha dos doces!

Aconselho um passeio pelas Las Ramblas (a Copacabana deles). A orla é linda, extensa e bem cuidada, os prédios não são altos, mas são modernos e agradáveis de se ver. Contratamos um motorista de táxi e fizemos esse passeio. Na minha opinião, sempre aprendemos muito com eles, são ótimos guias. Um prédio lindo, localizado no centro histórico, e digno de nota é o Palácio Salvo do arquiteto Mario Palanti. Foi inaugurado em 1928 com altura de 95 m. e chegou a ser o mais alto da América do Sul.

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Exemplo de hotel em Punta del Este-Uruguai-foto tirada por Mônica D. Furtado

Decidimos conhecer a famosa Punta del Este e saber o porquê de ser tão amada. De onde estávamos no centro, pegamos o ônibus 180 para a Estação Três Cruces e por 296 pesos por pessoa à época, pegamos um ônibus bastante confortável (duas companhias trabalham essa rota). Duas horas para chegar, ficamos duas horas visitando a cidade e depois voltamos. Apesar do pouco tempo, deu para captar a essência do local. É simplesmente apaixonante, fomos e sonhamos em voltar por mais tempo. Demos umas boas voltas pela praia, vimos prédios baixos, respeitando o ambiente, sentimos o clima de veraneio dos turistas, tiramos fotos do símbolo de Punta: aqueles dedos na areia da praia, e contratamos de novo um motorista de táxi para nos mostrar a cidade. Valeu! Com ele, passeamos pelo bairro San Rafael, Beverly Hills, bairro judeu, praia de Maldonado, com casas lindas e grandiosas, além de parques, jardins e muita vegetação. Até a casa dos caseiros é imensa, outro padrão de vida, sem dúvida. Cá pra nós, os Grendenes têm casa lá.

Voltamos a Montevidéu e de lá viajamos a Buenos Aires… no próximo artigo continuaremos…

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